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Dia da Capoeira: Berimbau rola solto no bairros de São Paulo e em Guarulhos

Capoeira é uma expressão cultural que envolve arte-marcial, música, dança, esporte e cultura popular. Em alguns bairros de São Paulo, existem grupos que oferecem esse tipo de atividade. O que poucos sabem é que em imediações como Vila Madalena e Santa Cecília estão dois dos precursores da capoeira do Estado de São Paulo, o Mestre Brasília, do Grupo Ginga Brasília e Mestre Suassuna, do Grupo Cordão de Ouro. Hoje é comemorado o Dia da Capoeira e a reportagem do Futebol e um pouco mais conversou com esses dois grandes nomes do esporte que leva cultura e sabedoria a todo o país.

Antônio Cardoso Andrade, o Mestre Brasília, nasceu em 1942, na Bahia e pratica capoeira há 53 anos. Junto com o Mestre Suassuna, fundou o Grupo Cordão de Ouro e é o principal nome da capoeira de São Paulo. É vice-presidente cultural da Federação de capoeira do Estado de São Paulo, entidade filiada à Confederação Brasileira de Capoeira e à Federação Internacional de Capoeira e presidente do Conselho Superior de Mestres – seção São Paulo.
Atualmente, Mestre Brasília ministra aulas de capoeira no Galpão do Circo, na Vila Madalena e na Avenida São João, Centro de São Paulo. “Eu aprendi muito com a capoeira, tenho muito gratidão por esse esporte. Lutei muito par que a capoeira se tornasse o que é hoje. Posso dizer que conquistei uma vitória”.
O Mestre, que vive 44 anos em São Paulo, ministra palestras sobre capoeira e já foi ao Japão 14 vezes para divulgar essa arte-marcial. “Meu grupo foi o primeiro a sair do Brasil e pisar no Japão. No oriente fiz shows de capoeira e maculele”. Brasilia disse que em suas palestras fala sobre ética, cidadania, hierarquia e principalmente sobre capoeira.

Outro pioneiro da capoeira paulista é Reinaldo Ramos Suassuna. O Mestre Suassuna, como é chamado tem 75 anos e é um dos mais importantes nomes da capoeira do Brasil. Vivendo pela capoeira a mais de meio século, Suassuna já viajou, por aproximadamente, 50 países, entre Japão, Estados Unidos, França, Israel, para levar a cultura brasileira e palestrar sobre os momentos desse esporte cultural.
“A capoeira é tudo em minha vida. Tudo que eu tenho nesses 75 anos vividos devo a capoeira. Ela me deu muitas oportunidades”, disse o Mestre.
Hoje, o Grupo Cordão de Ouro, comandado apenas por Suassuna, tem 2.000 filiais em todo o mundo e tem papel de destaque entre todos os grupos de capoeira do país, não só pelo que representa para o seu Mestre, mas para todo o esporte e cultura do país. 
Suassuna nasceu em Ilhéus, na Bahia e foi criado em Itabuna. Quando criança apresentou um problema de paralisia infantil e o médico recomendou que praticasse um esporte que não fosse futebol, então, Reinaldo começou a praticar capoeira e até hoje vive disso. “A capoeira reestabeleceu minha saúde, se não fosse por ela, talvés eu nem estaria aqui concedendo essa entrevista”, desabafou.

Além de Capoeirista, Mestre Brasilia é escritor (Foto: Mônica Cardim)Mestre Brasilia é autor de um livro

Além de 53 anos vividos pela capoeira, o Mestre Brasilia já escreveu um livro onde fala da história da capoeira e da sua história pessoal.
A obra ‘Vivência e fundamentos de um mestre de capoeira’ é um livro didático, onde o autor descreve tudo que viveu sobre a capoeira e sua ética. Além do livro, existe um CD e um DVD que o completam.
“Escrevo sobre minha história e sobre a história da capoeira, pois a minha história está ligada com a capoeira e a capoeira está ligada com a minha história”, explicou o Mestre.

Um recado para os Capoeiristas

Os grandes Mestres de Capoeira do Brasil, não podiam deixar de agradecer a todos os capoeiristas  e passar uma mensagem a esse esporte que leva cultura popular a todo o país.
“Quero dizer a todos os capoeiristas que ame e respeite a capoeira, pois essa luta é nossa. Não use o esporte para se aproveitar dos mais fracos, use e aproveite o que ele tem de melhor”, disse o Mestre Brasilia.
“A capoeira é global e me ajudou em muitas coisas. Através dela tive grandes oportunidades e me tornei um grande cidadão. Se ela transformou minha vida, pode transformar de todos que a praticam”, concluiu o Mestre Suassuna.

Serviço: Grupo Ginga Brasilia – Rua Girassol, 323 – Vila Madalena – São Paulo – Tel: (011) 3815-6147 – As aulas são ministradas de segunda e quarta-feira das 19h às 20h e de terça e quinta-feira das 19h às 20h30.
Grupo Cordão de Ouro – Rua Jesuíno Pascoal, 44 – Santa Cecília – São Paulo – Tel: (11) 3223- 5357 – As aulas são ministradas todos os dias das 10h as 22h.

Semana da Capoeira no Largo da Matriz em Guarulhos

A Liga Guarulhense de Capoeira da cidade de Guarulhos, em comemoração ao Dia do Capoeirista, promove a Semana da Capoeira que começa hoje, com uma grande roda do esporte originado na Bahia, no Lago da Igreja Matriz. As celebrações se estendem no dia 11 de agosto, com uma palestra do Mestre Brasília, o percussor da capoeira em São Paulo, e um Aulão de Capoeira no Adamastor Centro. O encerramento será no dia 12 de agosto com apresentações culturais de dança afros e danças ligadas a capoeira.

Segundo o diretor administrativo de comunicação e marketing da Liga Guarulhense de Capoeira, Amauri Rodrigues, são esperadas, aproximadamente duas mil pessoas, durante esses três dias de comemorações. “Só amanhã (hoje), cerca de 400 pessoas participarão da abertura com a roda de capoeira, entre 27 grupos filiados a liga e os simpatizantes pelo esporte”, disse o diretor.

Desde 2008, acontece essa comemoração ao Dia da Capoeira em Guarulhos, mas esse ano será especial porque é o primeiro ano que a Lei nº 4.649, de 1985, que institui o Dia do Capoeirista a ser comemorado, anualmente, no dia 3 de agosto, é reconhecida na cidade.

Para o Mestre Pererê, que é o atual presidente da Liga Guarulhense de Capoeira, esse reconhecimento é muito importante para a capoeira e para a cidade. “Com a aprovação da lei municipal que institui a capoeira, demos o primeiro passo para o reconhecimento do trabalho e da força que a capoeira através de grandes mestres que a cidade possui”, disse o Mestre Pererê.
Pererê é dono do grupo Negro Fujão. “Temos ainda muitas lutas a serem travadas, uma delas é a implantação da capoeira em todas as escola públicas de Guarulhos, a sede da liga e a Casa da Capoeira em nossa cidade”, concluiu.

Fonte: http://futeboleumpoucomais.blogspot.pt

Folclorista de Sorocaba “reabre” inquérito sobre o Saci-pererê

 

Alguém sabe do paradeiro do negrinho travesso de uma perna só? Curioso para saber como anda e onde anda o Saci-pererê, o historiador e folclorista sorocabano Carlos Cavalheiro propôs a reabertura do “inquérito sobre o Saci”.

O primeiro inquérito sobre o malandrinho, que dá nó em crina de cavalo, foi proposto por Monteiro Lobato em 25 de janeiro de 1917. Através do jornal O Estado de São Paulo, o escritor deu início a sua campanha, pedindo aos leitores que enviassem cartas contando suas experiências com Saci-pererê. Esse material rendeu o livro O Sacy-Pererê, resultado de um inquérito.

“Proponho, ousadamente, a reabertura do Inquérito. Já recebi algumas respostas. A idéia é que, de alguma forma, esses causos sejam publicadas num só volume, no dia 25 de janeiro de 2007, quando se comemorará 90 anos de Inquérito sobre o Saci”, explica Cavalheiro.

Os interessados podem mandar suas histórias para o e-mail: [email protected]

“O objetivo é recolher as histórias sobre o Saci que ainda povoam o imaginário das pessoas.

Será um diagnóstico sobre como, noventa anos depois, o imaginário popular lida com a figura do Saci, um dos grandes mitos populares”, explica o pesquisador sorocabano.

 

Juliana Simonetti – [email protected]

Da Agência BOM DIA

Aconteceu: Amsterdã – Capoeira sem limites

Nos dias 8 e 9 de junho de 2007, Amsterdã sediou um encontro de capoeira destinado a pessoas portadoras de deficiências físicas ou psíquicas. O evento, batizado de Capoeira Pererê, partiu da iniciativa da subprefeitura de Amsterdã (Oud Zuid) e foi organizado pela Associação Capoeira Berimbau de Ouro.
    • Pieter van den Kieboom, que não enxerga, joga capoeira com'Beriba' e 'Simpatia': Assista ao vídeo
Os participantes tocaram instrumentos de percussão, cantaram e fizeram os movimentos da capoeira e do maculelê, dança afro-indígena. Este foi o segundo Capoeira Pererê. O primeiro encontro de capoeira organizado na capital holandesa para pessoas deficientes aconteceu no ano passado.
 
Luiz Carlos Afonso, ou melhor, mestre Marreta, conduziu o evento. Afonso vive há 18 anos na Holanda e é mestre de capoeira há 31. Ele explica que embora nunca tenha feito um curso específico para isso, a sua experiência e a riqueza da capoeira possibilitam a realização do workshop.
 
Participações especiais
 
O finlandês Nikolai Klinx veio de Helsinki especialmente para participar do evento e dar uma das oficinas. Apesar de ter nascido sem braços e ter os pés um pouco virados para dentro, ele pratica o esporte há oito anos. Para ele, o aspecto mais importante do esporte brasileiro é a improvisação e a tradição cultural.
 
Hüseyin Öztürk, é o único bailarino de break em cadeira de rodas da Holanda e estava presente no Capoeira Pererê. Portador de poliomielite, Özturk também faz parte da seleção holandesa de basquetebol em cadeira de rodas. Com a sua arte, ele quer mostrar que pessoas deficientes 'não precisam ser vistas como coitadas', mas como capazes de fazer muita coisa.
 
Roos Prommenschenckel, miss deficiente físico holandesa de 2006, também visitou a encontro. A jovem, de 22 anos, sofre há três anos de torcicolo espasmódico que força a cabeça dela a inclinar-se para trás e a asfixia.
 
Por isso, ela tem de estar sempre deitada e usar um colete como formas de impedir que isso aconteça. Prommenschenckel ficou impressionada com a performance de Pieter van den Kieboom durante a roda da capoeira. Para Prommenschenckel, foi difícil perceber que o praticante é deficiente visual.
 
Van den Kieboom, que pratica capoeira há um ano, possui apenas 2% de visão no olho esquerdo. Com a capoeira, ele descobriu novas possibilidades para o corpo dele, além de ampliar o contato social, e fazer novas amizades, com os praticantes do esporte.  "A minha vida tornou-se mais rica, conheci novas pessoas e os valores da capoeira e da cultura brasileira".
 
Na opinião de mestre Marreta, as pessoas que fazem parte do grupo dele, adquiriram algumas destas características: 'Amizade e espontaneidade são outros aspectos que acontecem dentro do grupo de capoeira. Quando cheguei à Europa, as pessoas por aqui eram muito presas à agenda. Com o tempo, eu fui quebrando isso e eles passaram a agir da minha maneira."