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Obra-prima de Jacob Gorender ganha 5ª edição após 26 anos e tem lançamento em dezembro na USP

Obra-prima de Jacob Gorender ganha 5ª edição após 26 anos e tem lançamento no dia 01 de dezembro na USP

Relançada pela Editora Fundação Perseu Abramo, a polêmica tese “Escravismo colonial” reinterpreta o legado de Gilberto Freyre, renova o marxismo brasileiro e consolida-se como a mais notável contribuição contemporânea acerca deste período histórico.

Reconhecido como um dos registros mais notáveis da historiografia recente do Brasil, O escravismo colonial, de Jacob Gorender, ganha 5ª edição pela Editora Fundação Perseu Abramo (EFPA). Publicado anteriormente entre o final da década de 1970 e a primeira metade dos anos 1980, o livro – na época, considerado polêmico por contestar as teses defendidas por pensadores devotos de Gilberto Freyre – debate a concepção histórica sobre o modelo de escravismo implantado no país e propõe a inserção do fenômeno entre as possíveis considerações sobre a formação do modelo de socioeconomia brasileira. O lançamento ocorre no mês de novembro.

 

Passados 26 anos desde a sua última edição, “O escravismo colonial” afirma-se como a mais sólida análise contemporânea acerca da argumentação gilbertiana sobre o sistema escravocrata implantado no Brasil colonial e suas consequências que perpassam a ascensão do capitalismo, em meados do século XIX, até os dias de hoje.

 

Gorender reinterpreta os clássicos modelos derivados de Freyre e desconsidera a suposta existência de um regime feudal brasileiro, subsistente ou paralelo ao sistema escravista. Sua tese de escravismo colonial suscita outra via para o entendimento da formação econômica do país, ao admitir o fenômeno como o grande responsável pelo fortalecimento da unidade lusitana na América Latina, em contraponto à fragmentação observada no território hispânico.

 

O autor convida o leitor a refletir sobre a estrutura e o sistema de produção escravista vigente no Brasil e afirma que este foi um método novo, temporal e específico deste espaço geográfico, objetivado pela produção mercantil para atender principalmente a demanda europeia. Portanto, esta forma peculiar de regime é diferente dos moldes do escravismo clássico, feudalismo e, ainda, do capitalismo, colocando o país numa situação de exceção em relação às culturas ocidentais durante todo este período histórico.

 

Sendo Gorender marxista desde a adolescência, “O escravismo colonial” dá novo fôlego para o marxismo brasileiro, ao acrescentar novas categorias de análise nos mesmos modos de produção. A obra reforça o conceito de materialismo histórico, pois, incrementa variações à fórmula de Karl Marx e o torna mais aplicável como ferramenta de estudo de sistemas econômicos que destoem dos europeus.

 

O lançamento ocorre no dia 01 de dezembro, às 19h00,  na Escola de Comunicações e Artes da USP com a realização de um debate onde estarão presentes:

Alípio Freire – jornalista e escritor, integra o Conselho Editorial do Brasil de Fato e da Editora Expressão Popular.

Dennis de Oliveira – Professor da ECA/USP e do Programa de Pós Graduação em Direitos Humanos da USP, coordenador do Celacc (Centro de Estudos Latino Americanos sobre Cultura e Comunicação)

Eunice Prudente – Professora da Faculdade de Direito e do Programa de Pós Graduação em Direitos Humanos da USP e  coordenadora do Neinb (Núcleo de Apoio à Pesquisa e Estudos Interdisciplinares sobre o Negro Brasileiro)

Flávio Jorge – diretor da Fundação Perseu Abramo e dirigente da Coordenação Nacional de Entidades Negras (CONEN)

Mario Maestri – professor titular do Programa de Pós- Graduação em História da Universidade de Passo Fundo (UPF), dirige a coleção Malungo da UPF Editora, especializada em trabalhos sobre escravidão colonial.

 

 

Jacob Gorender: intelectualidade excepcional

 

Nascido em Salvador, em 1923, Jacob Gorender é considerado hoje um dos mais importantes historiadores brasileiros. Filho de um judeu ucraniano socialista, frequentou a Faculdade de Direito de Salvador, onde militou na União de Estudantes da Bahia, durante o início de 1940.

 

Muito jovem, lutou na 2ª Guerra Mundial pela Força Expedicionária Brasileira. Foi membro do Partido Comunista Brasileiro (PCB) – ao lado de personagens importantes, como Carlos Marighella – e trabalhou como jornalista nos principais veículos de esquerda daquele período. Em 1968, com o início dos anos de chumbo da ditadura militar, Gorender aproxima-se da militância armada e participa da fundação do Partido Comunista Brasileiro Revolucionário (PCBR).

 

Em janeiro de 1970, foi preso em São Paulo. Seguiram-se dois longos e traumatizantes anos de constantes torturas, mas também foi nesse período de Gorender teve forças para iniciar esta que atualmente é considerada a tese mais revolucionária sobre a formação socioeconômica brasileira, desde “Casa Grande & Senzala”. “O escravismo colonial” era publicado em 1978 pela editora Ática, com inesperado sucesso.

 

O preconceito contra seu autodidatismo intelectual o reservou à margem do campo acadêmico durante muitas décadas. Apenas em 1994, aos 71 anos, seu mérito foi reconhecido com o título de Doutor Honoris Causa pela Universidade Federal da Bahia (UFBA) e passou a atuar como professor visitante no Instituto de Estudos Avançados (IEA) da Universidade de São Paulo (USP).

 

Atualmente, com 88 anos, vive entre livros e publicações, numa simpática casa de vila do bairro da Pompeia, na zona oeste da cidade de São Paulo.

 

A Editora Fundação Perseu Abramo registra sua homenagem a Jacob Gorender e reconhece a importância deste grande pensador brasileiro, com o lançamento da 5ª edição revisada de “O escravismo colonial”, marcada para novembro de 2011.

 

Sobre a EFPA

Fundada em 1997, a Editora Fundação Perseu Abramo é um espaço para o desenvolvimento de atividades de reflexão político-ideológica, estudos e pesquisas, destacando a pluralidade de opiniões, sem dogmatismos e com autonomia. Com mais de 180 livros em catálogo, a editora conta com autores importantes como Antonio Candido, Celso Furtado, Aloysio Biondi, Michael Löwy, Marilena Chaui, Lélia Abramo, Milton Santos, Maria da Conceição Tavares, Francisco de Oliveira, Maria Rita Kehl e Leandro Konder, entre outros. Para mais informações, acesse www.efpa.com.br e siga a EFPA no twitter (@editora_perseu).

 

 

INFORMAÇÕES TÉCNICAS

 

O escravismo colonial, Jacob Gorender

Editora Fundação Perseu Abramo

ISBN 978-85-7643-082-7

650 p. – 5ª edição revisada – ano 2011

R$ 65,00

 

LOCAL: Auditório Paulo Emílio às 19h00

Escola de Comunicações e Artes –

Sala da Congregação, 1o. andar 

Avenida Prof. Lúcio Martins Rodrigues, 443 – Cidade Universitária

São Paulo (SP)

 

 

Erika Alexandra Balbino

Baobá Comunicação, Cultura e Conteúdo

Rua Porangaba, nº 149, Bosque da Saúde

04136-020 – São Paulo – SP

+55 11 3482-2510+55 11 3482-6908

 

Foto Gorender: Alexandre Machado

Mestre Amaro: 30 anos da Academia Marinheiro em Suzano

Mestre Amaro, comemora este mes, 30 anos de atividades da Academia Marinheiro, fundada por ele em 1980.

“Na verdade é uma conjunção de duas celebrações. São três décadas de trabalho na capoeira no Alto Tietê, mais especificamente em Suzano, e muito mais de prática desta modalidade que tem me ajudado no aspecto disciplinar, físico, mental e social”, afirmou Mestre Amaro.
Sua história na verdade se confunde com o advento da capoeira em Suzano. Vim para São Paulo entre 1974 e 1976. Visitei uma série de academias de capoeira. Depois fui para Mogi onde passei a trabalhar com o mestre José Pereira, mais conhecido como mestre Pantera Negra, que teve formação com o mestre Canjiquinha da Bahia. Aprendi muito neste período”.

 

História:

Amaro Caetano de Souza, “MESTRE AMARO” de família baiana, em função de uma viagem de emergência à São Paulo, acabou por nascer prematuro de sete meses em São Paulo, em 1962. Voltou à Bahia, onde morou até os 12 anos. Em meados de 1967, tendo familiares capoeiristas, passou a tomar gosto pela arte, e assim sendo, nunca mais parou sua trajetória, no mundo da capoeira.

Por volta de 1974, volta à São Paulo, com a família, e conhece inúmeros capoeiristas, mais em particular o Mestre José Pereira, mais conhecido no mundo da capoeira como “Mestre Pantera Negra”, formado pelo famoso capoeirista Mestre Canjiquinha da Bahia. Com o qual passou a treinar até o ano de 1980, quando se formou. Passou a monitorar um trabalho paralelo ao do seu Mestre, por um período de seis meses, como filial da academia do mesmo. Mas ainda no ano 1980, em comum acordo com seu Mestre, funda a ACADEMIA MARINHEIRO, na cidade de Suzano/SP, com metodologia de ensino, totalmente voltada em não formar simplesmente um lutador, mas um cidadão de bem, para com a vida, e seus semelhantes.

Em verdade o Mestre Amaro, costuma dizer: “A Academia Marinheiro, não é somente uma academia, e sim uma extensão dos familiares dos alunos, que fazem parte do corpo presente da mesma. Hoje em nossa academia,procuro passar para os alunos conhecimento de vida, e até como se portar no seu dia-a-dia, e como se sair em uma possível entrevista de trabalho, pois haja visto que trabalhei na área de recursos humanos, comércio exterior, custos e controle empresarial, por mais de 12 anos. Assim procuro estar na melhor forma possível, ao lado de meus alunos. A Academia Marinheiro, hoje conta com inúmeros capoeiristas, com competência substâncial, para correr o mundo, e assim sendo temos projetos para se instalar em outros continentes. Do qual estaremos exportando toda nossa experiência capoeirista”.

Hoje após uma constante batalha, a Academia Marinheiro é destaque, e é considerada uma das melhores academias

de capoeira do Brasil. Em função de constantes pesquisas, realizadas pelas autoridades competentes e meios jornalísticos, o Mestre Amaro, constantemente é convidado a ministrar inúmeras palestras motivacionais, em empresas, universidades, escolas estaduais e municipais, além de ministrar cursos para outras academias, em todo o Brasil.

Está preparando-se para expor também seu trabalho por todo o mundo, como já ocorrido na década de 90, onde esteve na Argentina representando o Brasil, em um encontro mundial de artes marciais, do qual foi reconhecidamente aplaudido pelos presentes, durante sua apresentação.

O Mestre Amaro tem como meta, estar viajando por todos os continentes, onde estará fazendo contatos comerciais, para as instalações de franquias, pelo mundo.

e-mails: [email protected]
e-mails:[email protected]

A Academia Marinheiro, localizada na rua General Francisco Glicério, 354, 3º andar, sala 342, no centro de Suzano.

Colegiados Setoriais de Culturas Indígenas e Culturas Populares têm primeira reunião

Os Colegiados Setoriais de Culturas Indígenas e Culturas Populares, instâncias de representação da sociedade civil no âmbito do Conselho Nacional de Política Cultural (CNPC), cujos membros foram eleitos na etapa setorial da II Conferência Nacional de Cultura, no início de março, em Brasília, estarão reunidos, pela primeira vez, no próximo dia 6. O Encontro será realizado na Academia de Tênis, em Brasília, e contará com a presença do ministro da Cultura, Juca Ferreira, na cerimônia de abertura, às 10 horas.

No período da manhã, os colegiados dos dois segmentos, beneficiados com ações da Secretaria da Identidade e da Diversidade Cultural (SID) do Ministério da Cultura, participam de uma Plenária Geral junto com os membros dos outros seis colegiados existentes. No período da tarde, serão realizadas as reuniões de cada um dos segmentos, separadamente.

No encontro, os 15 titulares da sociedade civil e os 5 do governo federal elegerão o seu representante para o plenário do CNPC, discutirão as propostas iniciais para o Plano Setorial de cada segmento e aprovarão a agenda de ações dos colegiados para o ano de 2010.

Nos dias 7 e 8, os eleitos como representantes dos Colegiados de Culturas Populares e Culturas Indígenas para o plenário do CNPC participam da reunião geral deste Conselho, além dos outros membros, que também foram convidados para esta ocasião.

(Heli Espíndola-Comunicação/SID)

Fotos: Membros eleitos do Colegiado de Culturas Indígenas e de Culturas Populares

Comunicação SID/MinC

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Gramado: Grande participação no Projeto Capoeira nas escolas municipais

É com os dois braços esticados, em um sinal que dimensiona a imensidão, que os alunos da pré-escola e do 1º ano da Escola Municipal Maximiliano Hahn respondem à pergunta do diretor de esportes de Gramado, Birinha. Eles dizem “muito”, em uma só voz, quando Birinha pergunta o quanto eles gostam do projeto Capoeira nas Escolas.

O Projeto Capoeira nas Escolas é um sucesso absoluto e os olhos alegres das crianças empolgadas cantando as tradicionais músicas que embalam as rodas de capoeira, deixam isso bem claro. “É uma maneira de ensinar às crianças um pouco da cultura afro descendente e quebrar alguns preconceitos de sociedade”, salienta o diretor de esportes, Birinha.

Mais de 1500 alunos da pré-escola ao 8º ano do ensino fundamental das escolas de Rede Municipal de Ensino participam do projeto que já é um dos mais populares desenvolvidos pela Secretaria de Educação, Esporte e Cultura.

Algumas escolas optaram, em 2010, por integrar a capoeira como atividade extra curricular dentro do período letivo, ou seja, a arte é ensinada aos alunos de pré-escola à 5º ano, durante o horário de aula e não mais em turno inverso. Os alunos de 5º ao 8ª ano ainda mantém o projeto em turno inverso.

“Com a implantação da capoeira em horário de aula, o aumento foi significativo, pois as crianças queriam muito participar, mas alguns pais não tinham como trazer os filhos ao colégio, pois seus horários não eram compatíveis”, informa a diretora da Escola Municipal Maximiliano Hahn, Rosenei Boeira, umas das escolas que realizam o projeto durante o período letivo.

O projeto Capoeira nas escolas atendeu exatamente 1028 alunos em 2009 e em 2010 esse número foi acrescido de mais 500 crianças, o que mostra que a cultura brasileira é motivo de orgulho para os estudantes da Rede Municipal de Ensino.

As escolas municipais que mantém o projeto são: Henrique Bertolucci Sobrinho, Mosés Bezzi, Vicente Casagrande, Dr. Carlos Nelz (CAIC), Senador Salgado Filho, Gentil Bonato, Nossa Senhora de Fátima, Maximiliano Hahn, Pedro Zucolotto e Presidente Vargas. As inscrições devem ser realizadas na secretaria de cada escola.

 

Fonte: http://www.gramado.rs.gov.br/

Capoeira grávida, pode?

Embora a prática de exercícios durante a gravidez seja estimulada pelos médicos, a capoeira está longe de estar na lista dos esportes recomendados por eles. Um dos motivos é que os médicos logo pensam em uma roda, com pontapés, saltos e rasteiras. Outro motivo é que não é mesmo apropriado para uma mulher que não tem o hábito de praticar esportes, começar pela capoeira logo no período gestacional.

Mas a mulher que já é capoeirista, que já possui um bom condicionamento físico, pode continuar treinando ao engravidar, desde que tenha acompanhamento médico e tome os devidos cuidados.

As vantagens são a redução de sintomas comuns na gravidez, como o cansaço, inchaços, dores lombares, constipação, má circulação do sangue e varizes. Os exercícios também melhoram a oxigenação do bebê e a liberação de nutrientes para ele, ajudam no condicionamento físico da mãe, no controle do peso, atuam no estado psicológico da mulher, reduzindo as chances de depressão, melhorando a qualidade de vida e a autoestima, além de facilitar a recuperação pós-parto.

Entretanto, a capoeirista deve estar consciente de que o período gestacional não é o momento de aprender aquele movimento desejado que exige tanto equilibrio. Saltos, inclusive, são totalmente proibidos. Mesmo que sejam executados com perfeição e a capoeirista termine de pé, o simples impacto podem trazer complicações para a gravidez, como o descolamento da placenta, por exemplo.

Outros cuidados a serem tomados se referem à postura pois, ao se exercitar, é necessário respeitar a ação abdominal e o posicionamento da coluna. Também é importante evitar treinos em dias muito quentes, usar roupas leves, e beber bastante água, para manter a hidratação.

Para entrar na roda, a atenção deve ser redobrada, pois a capoeirista tem que estar ciente que, não é apenas ela que deve conhecer e tomar todos os cuidados exigidos nesse período, mas também o companheiro de jogo. Em caso de dúvida, melhor não jogar. Além disso, é importante ficar atenta ao cansaço e não abusar. O recomendado é que a grávida esteja sempre atenta ao ritmo dos batimentos cardíacos, que não devem ultrapassar 140 por minuto.

Vale reforçar que o acompanhamento médico é fundamental, pois os cuidados a serem tomados variam não só de acordo com o estado de saúde da mulher, mas também com o período gestacional em que ela se encontra. E, ao contrário do que muita gente pensa, os três primeiros meses de gravidez é que são considerados os mais críticos.

Referências:

Neila Vasconcelos – Venusiana
capoeiradevenus.blogspot.com

CEUT realiza a IV Copa de Capoeira

A IV Copa CEUT de Capoeira será realizada no período de 01 a 07 de setembro de 2009

A Faculdade CEUT, o Grupo de Capoeira Raízes Brasil e o Mestre Touro, realizam a IV Copa CEUT de Capoeira. A atividade se estenderá durante uma semana, no período de 01 a 07 de setembro.

Durante o evento acontecerão ciclo de palestras e cursos voltados ao cuidado com a saúde e o conhecimento mais aprofundado da cultura piauiense, através da capoeira. Ambos são abertos à comunidade em geral, em especial estudantes e profissionais das áreas de Enfermagem, Fisioterapia, Educação Física e História.

Segundo o Mestre Touro, professor de Capoeira do CEUT, a cada edição da Copa, novidades são inseridas na programação. “Começamos somente com jogos, depois vieram os diálogos com professores que deram início a modalidade no Estado, em seguida oferecemos o curso de Angola, outro estilo de jogo dentro da Capoeira, também conhecido como Tradicional. Já nesta quarta edição, teremos cursos e o I ciclo de palestras, além dos tradicionais jogos”, especifica.

Além de propagar e exaltar a importância da Capoeira na cultura do Estado, o evento integra os participantes dessa modalidade com acadêmicos dos cursos da área de saúde e de História e proporciona aos professores e alunos um conhecimento mais amplo sobre como trabalhar com o corpo humano e os cuidados com a saúde, já que dentro da Capoeira nem todos os professores tem formação nestas áreas.

Os jogos contarão com cerca de 200 atletas oriundos de vários municípios do Piauí, Maranhão e Ceará, que se dividirão em 09 categorias. O júri será formado por mestres e professores de outros estados.

A taxa de inscrição é de R$ 20,00 + 01kg de alimento não perecível (a ser entregue na palestra “Primeiros Socorros”ou na abertura dos jogos). O certificado é de 30h (para participantes das palestras, cursos e aulas práticas, e com freqüência mínima de 75% em todo evento.

Fonte: http://www.45graus.com.br

Pesquisadores pedem registro de reisado como patrimônio cultural

Uma área de 300 metros quadrados, coberta parcialmente com sapê, um mestre da cultura popular guiando com seus cânticos (ou toadas) o pequeno grupo que dança em reverência ao rei. Foi desta forma que terminou o primeiro dia de atividades do 4º Encontro Mestres do Mundo e o 3º Seminário Nacional de Culturas Populares, que vai até sábado (6), nos municípios de Juazeiro do Norte, Crato e Barbalha (CE). Este é o cenário de um reisado, expressão da cultura popular que pode se tornar patrimônio cultural do Brasil.

O pesquisador Oswald Barroso, que participa do evento, defende o pedido de registro do reisado como patrimônio cultural como um dos encaminhamentos do seminário. Este ano, a capoeira e o processo artesanal de produção do pão de queijo foram assim reconhecidos.

“O reisado é um dos mais representativos. Está presente no conjunto do Brasil, incorporado na vida popular e, longe de desaparecer, há cidades no Ceará, por exemplo, que reúnem mais de 50 grupos de reisados de vários tipos. Além disso, tem uma complexidade que eu penso que outros folguedos não têm. Um apanhado dessas nuances seria fundamental não só para entender o Brasil, mas a alma humana”, defende o pesquisador.

No Cariri, região ao sul do Ceará que sedia o evento, a cultura do reisado é muito forte. Na verdade, é uma das expressões da cultura popular mais presentes no território brasileiro, que ganha formas e criações de acordo com o lugar. Há pelo menos quatro tipos de reisados: o de congo, o de caretas, as bandas cabaçais e as torés indígenas.

Pela tradição, o rei representa um dos reis magos – escolhidos por Deus para conhecer seu filho (Jesus) – e conduz seu povo. O que se observa nas apresentações é o caminho para chegar lá, onde o povo encontra criaturas, inimigos, e têm que combatê-los. A história se mistura à luta dos escravos nos quilombos, que tinham que batalhar pela vida e pelo território com índios e brancos. O reisado é considerado uma tradição do período natalino, ao contrário dos bois, que são do período junino.

Oswald, que é ator, jornalista e sociólogo, tem dois livros sobre a tradição e desenvolveu a teoria do “teatro como desencantamento”, com base em seus estudos de mais de duas décadas sobre o reisado.

“O reisado é a incorporação do arquétipo do rei, que, dentro de cada roceiro, cada carroceiro, cada biscateiro, há um rei dentro de si. Eles vivem desencantados nessa vida comum, e, na brincadeira, eles se encantam e entram em outra dimensão da realidade, do maravilhoso. Nessa dimensão, eles são reis, rainhas, embaixadores. Então eles vivem a dimensão do eterno, do paraíso, da utopia. Vivem a dimensão do sagrado”, sintetiza.

O pesquisador da Federação de Reisado do Estado do Rio de Janeiro, Afonso Furtado, conta que o reisado já quase desapareceu da Baixada Fluminense pela falta de incentivos. Por isso, considera que oportuna a proposta de registro do folguedo.

“É uma idéia muito apropriada para o momento. E é um desafio para nós porque, à medida que o reisado vai do Amazonas ao Rio Grande do Sul apresentando diferenças claras, teremos que registrar tudo. É um desafio, mas não é impossível”, afirma.

Fonte: http://www.pernambuco.com/
Da Agência O Globo

Forte de de Santo Antônio Além do Carmo: Cultura recuperada

O dia em que o Forte renasceu para a capoeira
 
No ponto de vista pessoal, a data 18/12/2006 ficou marcada na história da capoeira como sendo o dia em que o poder público mostrou preocupação em reformar um espaço adaptado perfeitamente à cultura da capoeira. A resistência dos grupos dos mestres Moraes e João Pequeno em permanecerem ensinando há anos, e promovendo rodas de capoeira num local em estágio avançado de depredação, foi consagrada na reforma com salas novas, bem iluminadas e entregues aos seus respectivos responsáveis, cedendo uma sala para o representante da capoeira regional, o mestre Nenéu, salas para auditório, exposições, sanitários e vestiários. Uma infra-estrutura completa foi criada para acolher a capoeira, não descaracterizando o aspecto arquitetônico do Forte de Santo Antônio Além do Carmo.
 
O espaço foi reinaugurado para os seus frequentadores, no entanto nasceu um novo nome para representar a cultura que ali se instalou, originando o Forte da Capoeira. O evento de reinauguração iniciou-se por volta das 16:30h, com a presença de autoridades públicas do estado da Bahia, inclusive o seu atual governador Paulo Souto, que após cerimônia permanceu no local apreciando as homenagens e as rodas de capoeira que ali se formaram sob a coordenação do Dr. Leal. Após homenagens, mestre Nenéu iniciou uma roda de capoeira regional ensinada pelo mestre Bimba, com a participação de alguns de seus discípulos, seguida por uma roda de capoeira angola, comandada pelo mestre Moraes, com o jogo de mestres da capoeira angola e encerrada com os mestre Moraes e João Pequeno vadiando.
 
Eulálio e Evanilda Cohim
Trenel Cruzeiro de São Francisco
Aluna Formada Lua Nova
Aconteceu: INAUGURAÇÃO DO FORTE DA CAPOEIRA
O governador Paulo Souto inaugura amanhã, às 17h, a restauração do Forte do Santo Antônio Além do Carmo, que agora abriga o Forte da Capoeira, Centro de Estudos, Pesquisa e Memória da Capoeira. Em seguida, o governador abre a mostra comemorativa aos 25 anos do museu Abelardo Rodrigues, no Solar Ferrão (Pelourinho). A restauração do forte foi feita pela Secretaria de Cultura e Turismo com o acompanhamento do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (Ipac). No local funcionarão oito salas de aula, memorial dos mestres da capoeira, biblioteca, oficina de instrumentos e auditório. A mostra aberta no Solar Ferrão apresenta 250 obras barrocas selecionadas do acervo de 850 peças do museu, projeto patrocinado pela Secretaria da Cultura e Turismo, através do Fundo de Cultura (Funcultura) e realizada através de parceria entre a Secretaria da Cultura e Turismo e Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (Ipac), através da Diretoria de Museus.
 
 
Associação Brasileira de Preservação da Capoeira tem a honra de convidar V.Sª. para a inauguração das novas instalações do Forte de Santo Antônio Além do Carmo – FORTE DA CAPOEIRA, Salvador-Bahia-Brasil, no dia 18 de Dezembro de 2006.
Programação:
16:30h – Abraço ao Forte de Santo Antônio Além do Carmo pelos capoeiristas.
17:00h – Ato Solene com a presença do Exmº. Sr. Governador do Estado da Bahia, Paulo Ganem Souto.
18:00h – Roda dos Mestres 2006
Endereço: Largo de Santo Antônio Além do Carmo, s/nº, Santo Antônio, Salvador – BAHIA – BRASIL
www.fortedacapoeira.org.br
De Trincheira a Forte da Capoeira 
 
INAUGURAÇÃO DO FORTE DA CAPOEIRAO Forte de Santo Antônio Além do Carmo está situado no local da extinta “Trincheira Baluarte de Santiago”, construída pelo arquiteto Francisco Frias, por ordem do governador Diogo Luiz de Oliveira, chegado à Bahia em 1626.
 
A “Trincheira Baluarte de Santiago”,  foi levantada em 1627 após a expulsão dos holandeses de Salvador. Em 1638, no período que antecedeu a segunda Invasão Holandesa na Bahia, o Conde de Bagnoli mandou reerguê-la às pressas. Nesse mesmo ano, quando Maurício de Nassau tentou expugnar a praça de Salvador, encontrou fortificada a posição da “Trincheira Baluarte de Santiago”, que lhe ofereceu tenaz resistência e da qual nunca conseguiu passar.
 
Uma inscrição lapídea existente no edifício dá conta de que, no Consulado de Francisco Barreto e sob reinado de D. Afonso VI, foram feitas reformas que terminaram no ano de 1659. Continuou, entretanto, sendo uma construção de terra, porém de boa qualidade.~
 
A construção de pedra e cal situa-se entre o final do século XVII e início do século XVIII.
 
Na sua História Militar, Mirales atribui o início da sua construção a D. João de Lencastro, sendo a obra concluída na gestão de D. Rodrigo da Costa (1702 – 1705).
 
Em decorrência de fortes chuvas no dia 1º de Julho de 1813 verificou-se um grande desabamento de terras na montanha contígua ao baluarte setentrional.
 
Em 1828, o major Francisco de Paula foi designado administrador da fortaleza, onde passou a morar com sua família. Seis anos depois, em  05 de Setembro de 1841, o Forte de Santo Antônio recebeu um novo hóspede: Xisto de Paula Bahia, quinto filho do major Francisco de Paula e D. Tereza de Jesus Maria do Sacramento Bahia.
 
Esse hóspede veio a ser o importante compositor, músico, cantor e ator baiano do século XIX, Xisto Bahia.
 
INAUGURAÇÃO DO FORTE DA CAPOEIRAO Forte de Santo Antônio Além do Carmo, além das funções de guardião de defesa da Cidade teve, desde os primórdios, uma vocação histórica para ser prisão e, ainda como fortificação, abrigou, no melancólico mister de cárcere, muitos prisioneiros ilustres, tais como:
 
– 1711: Sebastião de Castro Caldas, capitão general de Pernambuco, donde vinha fugido dos efeitos da Guerra dos Mascates;
– 1713: José Correa de Castro, ex-governador da possessão Africana São Tomé e Príncipe;
– 1720: Luís Lopes Pegado Serpa, procurador mor da Fazenda Real do Estado do Brasil;
– 1817: José Inácio de Abreu e Lima, futuro General do Exército de Simon Bolivar;
– 1835: Homens Negros da Revolta dos Malês.
 
Em 1830, a Secretaria de Estado de Negócios da Justiça cedeu o imóvel ao Município para servir de Casa de Correção.
 
Entretanto, segundo Silva Campos, conforme relatório de 1847, o Presidente da Província fala de consertos no edifício para aquartelamento da Guarda Nacional, considerando igualmente, que a transformação da fortificação em presídio ( Casa de Correção ) só vai acontecer, efetivamente, a partir de 1863.
 
Consta ainda que, em período incerto do século XVIII serviu de prisão para loucos indigentes.
 
No ano de 1861, foram removidos para o Forte os presos civis que se encontravam no Ajube.
 
Em 1949, o intendente municipal Joaquim Wanderley de Araújo Pinho, efetuou várias reformas na Fortaleza, tanto no interior como no exterior, remodelando a frontaria e construindo nova parte entre os dois antigos baluartes.
 
No início da década de 50, a fortaleza foi transformada em Casa de Detenção da Cidade de Salvador, tendo sido desativada em 21 de Outubro de 1976.
 
INAUGURAÇÃO DO FORTE DA CAPOEIRANa história mais recente, abrigou muitos presos políticos do regime Militar instaurado em 1964, alguns deles muito conhecidos, como os irmãos Santana: Marcelo, Sérgio e Yeda; os economistas Albérico Bonzan e Maria Lúcia Carvalho; o advogado José Pugliesi; Carlos Marighela; os engenheiros: Luiz Contreiras e Marco Antônio Medeiros; o físico e professor da UFBA Roberto Max Argolo; o administrador de Empresas Nidalvo Quinto dos Santos, entre outros.
 
No inicio de 1979, o monumento passou a ser ocupado pelo Bloco Carnavalesco “Os Lord´s” e a partir de 1981 sofreu intervenções físicas, a fim de abrigar o Centro de Cultura Popular, inaugurado em 20 de Agosto de 1982, cuja implantação teve o apoio do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural do Estado da Bahia – IPAC, Fundação Cultural do Estado da Bahia – FUNCEB e da Prefeitura Municipal de Salvador.
 
No período de 1975 a 1981 foi desenvolvido o ante-projeto elaborado pelo técnicos: Vicente Deocleciano Moreira, Jéferson Bacelar e Maria Conceição Barbosa de Souza, cujo objetivo era a ocupação social do monumento.
 
No período de 1982 a 1988 o Bloco Afro Ilê Ayiê realizou seus ensaios no pátio interno da fortificação.
 
Em 1990 as atividades do Centro de Cultura Popular foram praticamente desativadas, a exceção de dois expressivos símbolos de resistência em defesa do Forte, ou seja, duas escolas de Capoeira: Centro Esportivo de Capoeira Angola, do Mestre João Pequeno de Pastinha e o Grupo de Capoeira Angola Pelourinho, do Mestre Moraes.
 
Populares ocuparam e depredaram as instalações da fortaleza, cuja culminância foi a degradação do monumento, que ficou em estado de ruína.
 
Em 1997, o Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural do Estado da Bahia – IPAC, promoveu os meios para a fortaleza ser desocupada, iniciando novos estudos para a sua restauração e reativação.
 
Em Setembro de 2003, o Centro de Referencia Cultural da Secretaria da Cultura e Turismo do Estado da Bahia, iniciou um novo projeto de restauração e ocupação da fortificação, elaborado pelas arquitetas Vivian Lene de Correia Lima e Costa e Luciana Diniz Guerra Santos.
 
Após a recuperação da edificação a sua ocupação está prevista com a implantação do Centro de Referência, Estudo, Pesquisa e Memória da Capoeira – Forte da Capoeira.
 
As obras de restauração foram iniciadas em 22/03/2006 e sua conclusão está prevista para Dezembro de 2006.
 
Forte da Capoeira
http://www.fortedacapoeira.org.br

Acre: Projeto Iê Camará vai divulgar a arte da capoeira

Lá do Norte temos tido muitas notícias e muitos frutos estão sendo plantados…
Importantes eventos tem movimentado esta rica região do Brasil,  mestres de renome tem se destacado na forma participativa e interativa na implementação de seus trabalhos.
Entre os dis 17 e 20 de Agosto estará acontecendo um evento importante em Manaus, sob a responsabilidade e direção do Instituto Terreiro do Brasil.
Do Acre, mais precisamente da Liga Acreana de Capoeira, recebemos esta notícia que remonta ao uso correto da Lei de Incentivo à Cultura, usufruindo e fazendo valer a voz da capoeira…
 
Aos capoeiristas da região Norte do País fica a dica para participarem e somarem com os camaradas, buscando sempre um melhor entendimento e entrosamento da capoeiragem
 
Luciano Milani

 
A Liga Acreana de Capoeira vai realizar no período de 30 de agosto a 1º de setembro, no Memorial dos Autonomistas, o 4º Projeto Iê Camará. O evento faz parte das atividades aprovadas pela Lei de Incentivo à Cultura e tem como objetivo divulgar a arte da capoeira, valorizar os profissionais da área e capacitar professores e instrutores.
 
Durante o período, a Liga vai apresentar uma avaliação dos resultados do trabalho feito com as crianças de famílias carentes, provenientes de bairros como o Conquista, Nova Estação e Baixada do Sol, entre outros.
 
De acordo com o mestre Caju, do grupo Besouro Preto Mangangá, cerca de 2,5 mil crianças e adolescentes são atendidas pelos instrutores. “É um trabalho que visa a inclusão social dos meninos e meninas por meio da arte da capoeira”, explicou.
 
A Liga Acreana é formada por seis grupos, sendo eles: o Besouro Preto Mangangá, Cordão de Outro, Mameluco, Senzala e Cadeias. Durante a realização do projeto, será desenvolvido um ciclo de palestras sobre o desenvolvimento da capoeira no Acre, além de oficinas e cursos de toque de berimbau, atabaque, os movimentos acrobáticos da luta e os folguedos da capoeira.
 
“O público vai poder contar ainda com apresentações de samba de roda, maculelê, puxada de rede, dança e do fogo”, ressaltou Caju. Os cursos serão ministrados pelos professores e mestres acreanos. O nível de técnica deles é igual ao aplicado pelos profissionais dos grandes centros, não havendo a necessidade de trazer nomes de fora do Estado. O projeto está sendo patrocinado pelo Lojão dos Parafusos.
 
 
Página 20 Online – http://www2.uol.com.br/pagina20
Rio Branco-AC

MT: Capoeira e Projeto social da PM envolve 250 crianças

Capoeira formando cidadãos e dando continuidade no processe de aprendizagem como diz aquele famoso ditado da capoeira:
"Sou Aluno que Aprende e mestre que dá lição…"
É assim que o camarada Tiago Leite, de 19 anos, antes aluno e participante do projeto social da Policia Militar, em Mato Grosso, agora instrutor voluntário de capoeira, vem exercendo a cidadania, divulgando e multiplicando a capoeiragem… juntamente com outros capoeiristas, participantes voluntários deste projeto que não esta apenas limitado a capoeira mais a outras areas e saberes fundamentais para o crescimento sadio e sustentado das crianças.
Luciano Milani

Uma pequena palestra sobre a tuberculose, proferida pela enfermeira Maria Carolina Rocha e uma encenação com cinco agentes do Posto de Saúde do bairro São João Del Rey, em Cuiabá, foram algumas das atividades promovidas pelo projeto PM Júnior, desenvolvido por policiais do 9º. Batalhão da Polícia Militar. As atividades ocorreram na tarde desta terça-feira (04.07) na sede da Associação dos Servidores da Assembléia Legislativa de Mato Grosso (Assalmat), e evolveram 52 crianças com idade de 9 a 17 anos.
 
Segundo a enfermeira, a equipe ministra palestras sobre temas diversos pelo menos uma vez por mês para crianças do período da manhã e da tarde. “Nós apresentamos os temas conforme eles nos pedem. Já falamos sobre a hanseníase e sobre drogas, sobre iniciação sexual e nossa próxima palestra é sobre hepatite”, explicou.
 
Segundo o coordenador do projeto PM Júnior que já tem três anos de implantação, sargento PM Alvino de Souza Silva Filho, ele tem como objetivo complementar a educação de crianças dos bairros situados na região do 9º. Batalhão, desenvolvendo atividades esportivas educativas e culturais e atualmente envolve 270 crianças divididas em dois núcleos.
 
“Temos o núcleo aqui do São João Del Rey com cerca de 120 crianças dos bairros Santa Laura, Osmar Cabral, Jardim Liberdade e Novo Milênio e aproximadamente 150 do Tijucal, São Francisco, Jardim Passaredo, Alto Coxipó e Jardim dos Ypês. A proposta é promover a integração da corporação com a comunidade e oferecer uma alternativa para evitar que as crianças fiquem nas ruas”, observou ele.
O sargento destacou que entre as atividades desenvolvidas estão as aulas de capoeira, de Educação Física, futebol recreativo, aulas de patriotismo, noções de Saúde, além de apresentações de dança e teatro. De acordo com ele são três instrutores que desenvolvem as atividades no período da manhã e da tarde e a única exigência feita às crianças é que elas estejam estudando.
 
Alvino diz ainda que o projeto depende muito de voluntários. É o caso dos agentes do Posto de Saúde e dos instrutores de capoeira, que também são voluntários. O estudante Tiago Leite, de 19 anos, atualmente professor de capoeira, mas também já foi aluno no projeto. “Eu também fiz parte do projeto agora ajudo como professor de capoeira”, afirmou ele.
 
Para a aluna e participante do projeto, Paula Graciane Leite, que já participa das atividades há mais de dois anos, aprender sobre saúde e praticar esporte é melhor do que ficar na rua. “Eu estou na 5ª série e gosto de dança e jogar bola. É melhor que ficar na rua”, disse ela.
 
ANDRÉ XAVIER
Redação/Secom-MT