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Capoeira e Shakespeare moldaram Loki

Capoeira e Shakespeare moldaram Loki, diz ator que faz vilão de Thor

Ao G1, Tom Hiddleston cita vilões favoritos e justifica fama de ‘showman’. – Inglês interpreta personagem pela 3ª vez em ‘Thor: o mundo sombrio’.

Tom Hiddleston surgiu como o invejoso e traidor Loki em “Thor” (2011), mas se tornou uma das maiores estrelas dos filmes da Marvel após enfrentar todos os super-heróis de “Os vingadores” (2012), filme dono da terceira maior bilheteria da história. E esse sucesso, que o ator garante ter sido “algo totalmente além e acima” de suas expectativas, deve aumentar ainda mais a partir de sexta (1º), quando ele poderá ser visto pela terceira vez no papel do “deus da trapaça” e elemento chave no roteiro de “Thor: o mundo sombrio”. Em entrevista por telefone ao G1, concedida enquanto estava na Alemanha divulgando o filme, o inglês de 32 anos não só declarou seu amor pelo personagem, mas também explicou como suas aulas de capoeira e sua experiência com Shakespeare ajudaram a compor sua versão de Loki. “Pensei em como a capoeira é tão elegante… e se Thor é como um bloco de granito, Loki é como o vento”, justificou, logo depois de citar as características dos vilões shakespearianos que o influenciaram.

Shakespeare, aliás, é uma das figuras mais importantes na carreira do ator, que já foi premiado por sua atuação em peças do dramaturgo, interpretou Henrique V em uma série da BBC no ano passado e se prepara para voltar aos palcos como protagonista de “Coriolanus”. E, indiretamente, foi também Shakespeare que o levou aos filmes da Marvel, já que o também shakespeariano Kenneth Branagh, diretor de “Thor”, foi quem fez questão de tê-lo no elenco.

Mas, além de falar sobre Loki e sua versátil carreira, que inclui papéis como F. Scott Fitzgerald em “Meia-noite em Paris”, de Woody Allen, um capitão em “Cavalo de Guerra”, de Steven Spielberg, e um vampiro no ainda inédito “Only lovers left alive”, de Jim Jarmusch, o ator justificou ainda porque se tornou um dos novos favoritos também da imprensa.

Extremamente atencioso e gentil, explicou que não se incomoda nem um pouco ao atender todos os pedidos para que cante, dance ou faça alguma de suas já famosas imitações durante entrevistas. Além disso, ensaiou algumas palavras em português e se revelou nitidamente sem graça ao falar sobre ter sido o segundo colocado na lista de “100 astros de cinema mais sexy” da revista “Empire”.

G1 – “Thor” precisava apresentar ao público o universo de Asgard e mesmo seus atores, já que você e Chris Hemsworth ainda não eram tão famosos. E em “Thor: o mundo sombrio”, qual foi o maior desafio?
Tom Hiddleston –
Acho que o maior desafio foi trazer algo novo e empolgante. Pessoalmente, foi o ponto no qual mais me esforcei. Queria ter certeza que apresentaríamos algo que soasse inovador, diferente e cativante, algo que o público ainda não tivesse visto.

G1 – E a familiaridade do público com os personagens facilita ou faz com que exista mais pressão?
Tom Hiddleston –
Em certo nível fica mais fácil, porque tenho mais confiança no personagem, ele já está estabelecido, todo mundo sabe quem ele é. Então posso me divertir com isso, porque posso fazer certas coisas mais afiadas e com cores mais brilhantes, mas também posso mudar e surpreender as pessoas, tentar descobrir todas as características que ainda não mostrei. E acho que isso é uma das coisas mais empolgantes deste filme. Loki é o mesmo cara de “Os vingadores”, mas ele está um pouco diferente, ele é perigoso de uma forma diferente, engraçado de uma forma diferente. Eu amo interpreta-lo, espero que as pessoas consigam perceber o quanto me divirto.

“Pensei em como a capoeira é tão elegante, quase um tipo de balé. Se Thor é como um bloco de granito, Loki é como o vento, meio que dançando ao redor”Tom Hiddleston, ator de ‘Thor'”

G1 – A cada vez que vemos Loki ele parece mais confiante. Agora que, tentando não revelar spoilers, podemos dizer que ele consegue algo que desejava, como você imagina que será seu futuro? O que ainda podemos esperar de Loki?
Tom Hiddleston –
Acho que é interessante perguntar o que acontece quando você ganha um jogo, porque acredito que Loki é um personagem que se satisfaz mais em jogar do que em ganhar ou perder. Estou interessado em saber o que vai acontecer a seguir e tenho algumas ideias malucas para ele… mas, em geral, acho que existe uma frase chave neste filme, que é quando ele diz “satisfação não faz parte da minha natureza”. Satisfação não o fará feliz. Ele nunca fica parado. Ele é como mercúrio, como um elemento, e sempre que você pensa que o pegou, ou sempre que pensa que Loki é algo sólido, ele muda sua forma e te engana. E ele é um encrenqueiro nato.

G1 – Ao aceitar o papel, você imaginava que Loki seria tão querido pelo público? E por que você acha que isso acontece?

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Tom Hiddleston –
Eu não fazia ideia. Foi algo totalmente além e acima das minhas expectativas e tem sido extraordinário. Sempre que você assume um personagem espera que ele vá estabelecer uma conexão com o público, mas nunca tive nada parecido antes. As pessoas costumam me perguntar sobre isso, e nunca tenho muita certeza sobre qual a resposta. Acho que talvez seja porque existe tanta diversão inerente ao personagem. Thor é o deus do trovão, Loki é o deus da trapaça, e se você procurar a palavra “mischief” no dicionário vai ver que está escrito algo como “inclinação para travessuras, brincadeiras”. Então é minha tarefa surgir e me divertir. E ele é muito charmoso, é um rebelde. Loki gosta de provocar o caos, mas, ao mesmo tempo, é também muito vulnerável e motivado por fraquezas humanas. Ele é furioso e solitário e triste, disfarça sua mágoa e seu coração partido. Espero que, mesmo que o público não tenha uma simpatia profunda por ele, ao menos entenda porque ele é quem é.

G1 – Loki pertence a uma classe de vilões queridos pelo público. Quais são seus vilões favoritos do cinema? E quais vilões te influenciaram?
Tom Hiddleston –
Amo os dois Coringas, Jack Nicholson e Heath Ledger são extraordinários interpretando o mesmo personagem de formas diferentes, eles estão certamente no topo da lista (veja no quadro acima os outros vilões favoritos do ator). Mas, acho que minha inspiração veio, em sua maior parte, de vilões shakespearianos. Loki tem muito de minha experiência acumulada com Shakespeare. Ele é obsessivo pela ambição, o que é bem “Macbeth”. É manipulador e dissimulado, como Iago em “Otelo”. É um filho que tem inveja de seu irmão mais velho, como Edmund em “Rei Lear”. E tem muito de Cassius em “Julio Cesar”, com seu olhar faminto. Acho todas essas coisas muito inspiradoras, elas foram uma espécie de ponto de partida. Mas Loki tem seu próprio repertório de truques.

Ele é como mercúrio, como um elemento, e sempre que você pensa que o pegou, ou sempre que pensa que Loki é algo sólido, ele muda sua forma e te engana”Tom Hiddleston, ator de ‘Thor’

G1 – É verdade que você treinava capoeira e usou isso quando estava se preparando para o papel? Como foi?
Tom Hiddleston –
Sim, eu treinei, foi maravilhoso. Acho que é uma arte marcial extraordinária. Eu pratiquei pela primeira vez quando estava na escola de teatro, quando tinha vinte e poucos anos. Tinha um amigo que adorava capoeira e íamos treinar em uma academia em Londres para manter a forma. Então, quando comecei a imaginar o estilo de luta de Loki, pensei nisso. Chris Hemsworth estava treinando boxe com pesos-pesados, você pode ver que Thor gira seu martelo como um boxeador, um peso-pesado, ele tem um estilo de luta muito atlético, forte, firme, e eu queria ser diametralmente oposto a isso. E pensei em como a capoeira é tão elegante, quase um tipo de balé. Se Thor é como um bloco de granito, Loki é como o vento, meio que dançando ao redor. Então sim, eu quis usar um pouco de capoeira.

G1 – E você é bom nisso?
Tom Hiddleston –
Er…não (risos). Eu era apenas ok. Mas, de qualquer forma, quando tive que vestir o figurino percebi que “hmm… é, acho que não vou conseguir mais jogar capoeira” (risos).

G1 – Embora Loki seja um personagem tão popular, você conseguiu não ficar marcado apenas por ele, fazendo filmes de vários gêneros e com diretores como Woody Allen e Steven Spielberg. Qual seu critério na hora de escolher seus trabalhos?
Tom Hiddleston –
Bem, eu sempre tento buscar uma experiência nova, todas as vezes. E acho que isso é bastante útil, já que significa que estou sempre procurando, sempre sendo curioso e aprendendo. Então tento escolher coisas que sejam completamente diferentes, porque, na verdade, não há nada que eu adore mais do que aprender algo novo, estudar uma nova pessoa, uma nova história. E, no final, é sempre uma coisa instintiva. Leio um roteiro e simplesmente sei que quero ou não explorar aquela possibilidade. Em meu próximo trabalho eu vou voltar aos palcos, serei Coriolanus (mais um personagem de Shakespeare) no teatro, em Londres. Depois, vou trabalhar com Guillermo del Toro em um romance gótico (“Crimson peak”), uma história muito, muito sofisticada sobre uma casa assombrada.

G1 – Em “Crimson peak” você vai fazer um papel que inicialmente seria de Benedict Cumberbatch, um dos atores mais requisitados atualmente por Hollywood. E, assim como você, ele tem esse perfil tão tipicamente britânico. Você acha que este é especificamente um momento de “alta” para os ingleses?
Tom Hiddleston –
(risos) Talvez. Mas acho que sempre há atores britânicos por aí, não penso que seja algo específico em relação a mim e Benedict, que, aliás, é meu amigo desde que fizemos “Cavalo de guerra” juntos. No próprio “Thor: o mundo sombrio” temos Anthony Hopkins e ele é brilhante e tem sido há tanto tempo. E eu já trabalhei também com Jeremy Irons e Kenneth Branagh, e temos ainda pessoas como Alan Rickman, Hugh Laurie, Andrew Lincoln, Tom Hardy e Michael Fassbender (nascido na Alemanha, mas criado na Irlanda). Então acho que sempre há atores ingleses fazendo trabalhos brilhantes. Mas, se é que este é realmente um momento especial, fico feliz por fazer parte dele, juntamente com Benedict. Não sei o que estão colocando na água, mas está funcionando (risos).

G1 – Mas são você e ele os dois primeiros colocados na lista “100 astros de cinema mais sexy” da  “Empire”.
Tom Hiddleston –
(risos) Sim, eu sei, isso é muito embaraçoso (risos). Vai servir como combustível para incendiar a zombaria das minhas irmãs para o resto da minha vida.

G1 – Bem, há alguns leitores contestando a escolha de Benedict, mas não me lembro de ver ninguém reclamando sobre você.
Tom Hiddleston –
(risos) Sério? Não sei o que dizer sobre isso (risos).

G1 – Suas imitações tem feito sucesso na internet, e existem vídeos com você cantando, dançando e falando outros idiomas em entrevistas e, aparentemente, se divertindo em todos eles. Mas, agora que isso se tornou uma espécie de tradição, não se cansa do fato de as pessoas sempre te pedirem alguma “gracinha”?
Tom Hiddleston –
Bem, aí é que está. O que eu mais amo em relação a atuar é criar uma conexão. Talvez eu acredite na velha escola do entretenimento, adoro entreter as pessoas. Então acho que não, não me incomoda. Tudo que você pode desejar como ator é se conectar com as pessoas e parte da diversão proporcionada pelas turnês de divulgação é que você tem a chance de conhecer o público. E eu tenho mesmo essa coisa de tentar aprender o idioma das pessoas com quem estou falando. Então é por isso que falo em francês e espanhol nesses vídeos (risos). Mas meu português não é assim tão bom, sabe… sei dizer “obrigado” (risos). Lembro-me de que meus avós moravam em Portugal e eles costumavam dizer “dois mais” (ele fala com o sotaque de um português de Portugal) quando queriam mais dois copos de vinho ou algo assim. Mas, sabe, amo aprender idiomas, é realmente uma grande curiosidade que eu tenho. E a razão pela qual adoro fazer imitações é que sou interessado em gente, me interesso pelo modo como as pessoas se sentam, caminham e falam, e isso é parte da razão pela qual amo ser um ator.

Fabiana de CarvalhoDo G1, em São Paulo

Fonte: http://g1.globo.com

Produtores de Tekken dizem que capoeira inspirou lutador brasileiro

Os produtores de Tekken Tag Tournament 2, Katsuhiro Harada e Michael Murray, estiveram presentes no primeiro dia da Brasil Game Show 2012 e, em entrevista ao TechTudo, falaram a respeito do novo game da franquia. A dupla contou que o personagem brasileiro do jogo, Eddy Gordo, foi inspirado na capoeira, cujos movimentos se enquadraram bem no sistema 3D. Além disso, há planos para a produção de novos títulos em português.

Os autores compararam a dimensão da BGS com eventos maiores de games, a E3 e a GamesCom. Ambos ressaltaram que a diferença entre as feiras é que, no Brasil, as empresas concorrentes trabalham em conjunto para trazer as novidades para o país. Confira a entrevista:

TechTudo: O que vocês estão achando dessa primeira feira grande de jogos no Brasil? Chega perto do que vemos na E3 ou na GamesCom?

Katsuhiro Harada e Michael Murray: Os estandes são muito parecidos com o que temos nas feiras internacionais, mas um fato curioso é ver muitos distribuidores e publishers concorrentes trabalhando juntos para entrar no Brasil. Isso não acontece lá fora, mas já vimos acontecer concorrentes trabalhando em um mesmo estande na Rússia, e agora está ocorrendo no Brasil.

 

TT: De onde veio a inspiração para o Eddy Gordo, personagem brasileiro do Tekken?

KH e MM: Na verdade, a inspiração veio primeiro da arte marcial, depois pensamos no personagem. Criamos o Eddy há mais de quinze anos, e até então nunca tínhamos ouvido falar em capoeira. Vimos algumas matérias sobre capoeira em uma livraria e resolvemos encomendar algumas fitas VHS do Brasil para entendermos melhor.

Lembrando que naquela época nem tínhamos internet direito. Os movimentos da capoeira são muito originais e não vemos isso em nenhuma outra arte marcial. E o melhor é que a capoeria tem movimentos mais adequados para 3D do que para 2D. Ao analisarmos todo o material dissemos “sim, vamos fazer”! Depois disso, encontramos o mestre Marcelo Pereira, que naquela época morava na Califórnia. Trocamos e-mails com ele a aí começamos a criar o personagem.

TT: Vocês tem planos para títulos em português?

KH e MM: Fizemos vozes em português para Cristie e Eddy. Foi a primeira vez que fizemos. Encontramos algumas dificuldades, até porque ninguém na equipe entende português. Mas estamos trabalhando nisso e, no futuro, teremos mais conteúdo traduzido para português.

 

Fonte: http://www.techtudo.com.br

 

Street Fighter 4 rejeita capoeirista

Os produtores do Super Street Fighter 4 vetaram a participação de um capoeirista entre os novos personagens do jogo.

A informação divulgada no Brasil pelo Games Terra, tem como fonte o blog Capcom Unity, que é o blog oficial da Capcom Corporation, a produtora japonesa que assina o jogo.

Yagli Gures, a luta praticada por HakanUm representante da nossa capoeira era cotado para novo personagem, mas o escolhido foi o turco Hakan, praticante de Yagli Gures (foto), uma espécie de luta-livre turca, também conhecida como Oil Wres, praticada com lutadores banhados em óleo.

A justificativa dos produtores foi dar prioridade a um estilo inédito, sendo que a capoeira já foi representada em uma edição anterior pela personagem Elena, que apesar de capoeirista, representava o Quênia.

Games Terra – http://games.terra.com.br/

Capcom Unity – http://www.capcom-unity.com/

 

Fonte: http://capoeiradevenus.blogspot.com

Protagonista de BESOURO pensou que não conseguiria fazer filme

Capoeirista Ailton Carmo, de 22 anos, estreia sua carreira como ator em filme de João Daniel Tikhomiroff

Com o jeito simples de quem não sabe que está prestes a ser conhecido na rua a cada esquina, Ailton Carmo – protagonista do filme “Besouro” – confessa que depois de ter passado no teste, pensou em desistir. Antes de cogitar estar no primeiro longa de João Daniel Tikhomiroff, ele era “apenas” um grande lutador de capoeira, além de guia turístico na cidade de Lençóis, na Bahia.

“Para mim foi uma experiência nova (estar em um filme). Eu nunca havia sonhado com isso. Depois de passar no teste e ser informado de que seria o protagonista, cheguei para a Fátima (Toledo, preparadora de elenco) e disse que não ia dar para fazer. Ela só me respondeu que seria difícil, mas não impossível”, contou, ressaltando que ficou alegre e nervoso ao mesmo tempo. “Ela estava confiando em mim.”

Capoeira e efeitos especiais podem fazer de Besouro o novo heroi brasileiro 

Após as aulas de interpretação e coreografias com o chinês Dee Dee ( “Kill Bill”), ele ainda não sabe se quer seguir a carreira adiante. Ele, que já deu aulas de capoeira na Bélgica, agora tenta oportunidade de viajar para a Polônia. “Penso em me desenvolver como ator, mas precisarei estudar muito.”

Segundo Ailton, de todos os esportes que já fez, a capoeira é o único que não larga. “Nela, você não tem apenas o esporte, também há o instrumento, a música, a dança… Até mesmo com o pé quebrado você pode participar. Quero ver você lutar boxe com o pé quebrado.”

Atores não decoraram textos

Para todos os atores participantes de “Besouro”, um dos grandes desafios foi trabalhar com a preparadora de elenco Fátima Toledo. Ela e o diretor fizeram com que nenhum dos intérpretes tivessem textos. “A Fátima trabalha a partir do ator vivendo a história. Não há um texto. Quando eu me dei conta, já estava me comportando como os meninos. Eles até falavam `fecha essas pernas!”, diverte-se Jéssica Barbosa, que faz a personagem Dinorá e Iansã no longa.

Quem também participou dessa preparação foram os atores Flávio Rocha (Coronel Venâncio) e Irandhir Santos (Noca de Antônia), ambos integrantes da minissérie “A Pedra do Reino” (Globo). “Para mim, o desafio foi não enxergar as belezas da capoeira. Me distanciava do grupo deles. Tinha que encontrar meu lado mau nos palavrões, no cuspe, no vômito…”, revela Irandhir.

“Passei por má pessoa para alguns colegas de elenco. Isso porque passava boa parte do tempo guardando energias ruins para o personagem. Outra coisa que fiz foi andar com um punhal e furar tudo que via pela frente. Precisei encarar meu inimigo na vida real”, completou Flávio.

Fidelidade às raízes negras em “Besouro Cordão-de-Ouro”

Sucesso no Rio, sucesso em Curitiba, a montagem que trás o lendário Personagem de "Besouro Cordão-de-Ouro" conquista e agrada por onde passa…
É a magia do universo da Capoeira!!!
 
Luciano Milani
Fidelidade às raízes negras em "Besouro Cordão-de-Ouro"
por GISELE ROSSI – GAZETA DO POVO ONLINE
O musical “Besouro Cordão-de-Ouro” encerrou sua participação no 16º Festival de Teatro de Curitiba (FTC), deixando saudades. No início da última sessão, na noite de domingo (25), quem estava dentro da Casa Vermelha, pôde ouvir os gritos de “Queremos assistir! Queremos assistir!”, das pessoas que ficaram de fora, porque não conseguiram a entrada para assistir ao espetáculo. Os ingressos, para a pequena temporada, se esgotaram antes do início do Festival. Quem garantiu a entrada, passou por uma vivência interessante, de reconhecimento da cultura negra no Brasil.  Ricardo Sodré/JLM Produções 
    
A música “Lapinha”, que possui um refrão de autoria de Besouro (personagem que inspirou a montagem), “Quando eu morrer/Não quero choro nem vela/ quero uma fita amarela/ gravada com o nome dela”, é o ponto de partida para o musical, escrito e concebido por Paulo César Pinheiro, compositor de “Lapinha”, em parceria com Baden Powell, entre outras músicas. A canção ganhou novos versos para o espetáculo. Ao todo o musical apresenta dez canções, cantadas ao toque do berimbau e que apresentam nas letras, um pouco da história de Besouro e da vida dos negros no Brasil. As músicas são cantadas resgatando os seguintes toques do berimbau: Jogo de Dentro, Jogo de Fora, São Bento, Angola, Cavalaria, Benquela, Barravento, Iúna, Samango, Santa Maria e Besouro. Assim os cantos, que pareciam de uma tradicional roda de capoeira, ganharam ares de uma primorosa MPB.
 
A experimentação na ambientação também apresentou um resultado positivo. Ao entrar no ambiente a impressão é de que íamos assistir uma roda de capoeira no Barracão do Waldemar, endereço famoso de Salvador (BA), na década de 1950, onde aconteciam rodas de capoeira. Mas logo se descobriu que a peça começava com um velório e após alguns minutos o público foi convidado a entrar em outro ambiente, que lembrava uma senzala, onde as pessoas se acomodaram em cadeiras, almofadas e cestos. Visualmente, o espetáculo apresentou um cenário simples e monocromático, como era a vida dos negros recém-libertos, no início do século 20. Os atores, espalhados pelo espaço, iam relatando a vida do valente capoeirista, através da música e das histórias que ficaram conhecidas e chegaram até os dias de hoje apenas pelo boca-a-boca, das pessoas que o conheceram ou ouviram falar de Besouro Preto. No fim, o público foi convidado à participar da roda de capoeira.
 
Foi uma experiência bacana e fiel ao que se fala do famoso personagem. Destaca-se a direção de João das Neves, que estava na cidade junto com a equipe da peça. Diretor de teatro consagrado, que trabalhou com o grupo Opinião, na década de 1960; dirigiu shows de artistas como Chico Buarque, Milton Nascimento, Baden Powell; realizou a Missa dos Quilombo, no Rio de Janeiro em 1988, e também dirigiu o Tributo a Chico Mendes com o Grupo Poronga, no Acre, entre outras atividades, Neves levou o público a passear pelo espaço até chegar à roda da capoeira, onde tudo se passa, deixando o espetáculo leve e agradável. Junto com Pinheiro, apresentaram a figura humanizada de um homem que era tido como desordeiro, mas que na verdade usava de sua valentia para se defender, e apesar da fama de mal era uma boa pessoa.
 

DOCUMENTARIO MANDINGA EM MANHATTAN

PROJETO E ROTEIRO DE LUCIA CORREIA LIMA (ALUNA DE JOÃO PEQUENO)
E DIREÇÃO DE LAZARO FARIA COM CONSULTORIA DE MESTRE COBRINHA DE MORAES

SERÁ LANÇADO EM PHILADELFIA 18,19 E 20 DE OUTUBRO

MESTRE JOÃO GRANDE É PERSONAGEM PRINCIPAL E TOMARA ESTEJA LÁ NA UNIVERSIDADE
DA PENSILVANIA NA WEEK BAHIA

LUCIA CORREIA LIMA

Capoeiragem em Horário Nobre Global

A Capoeira fez parte do cardápio da Rede Globo no dia 12 de Julho, quando por mais de dois minutos a Capoeira de Mestre João Kanoa, RJ, reinou soberana. Mestre Kanoa perdeu a visão há 8 anos, mas mesmo assim continua ensinando sua arte da malandragem à 120 alunos.
 
Milton Cezar Ribeiro
12/07/2005 " 23h30

A pouco recebo uma grata chamada telefônica. Mestre Damião, um dos raros mestres realmente formado por Mestre Bimba, sugeriu que sintonizasse no canal 5 (Rede Globo). Sintonizei.
Foram dois a três minutos contínuos em que a Capoeira esteve presente nas cenas da novela global "América". Na cena o Mestre Kanoa, do grupo de Capoeira Kunta-Kintê de Santa Tereza, Rio de Janeiro, comandava uma roda na rua, sendo que na mesma participavam ativamente diversos personagens da novela.
 
O Feitosa (Ailton Graça) deu sua volta ao mundo durante as cenas, mostrando que têm intimidade com nossa arte. O personagem Farinha (Antonio Carlos), que na novela vive o drama de um menino de rua, também deu sua contribuição com a ginga global de nossa Capoeiragem. Para finalizar as cenas, foi a vez ator Marcos Frota, que vive o cego Jatobá, fazer suas peripécias. Foi uma pena a atriz Paula Burlamaqui (Islene) não ter gingado com o elenco, pois ela também praticou capoeira durante algum tempo, na cidade São Paulo.