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Grupo de Capoeira Nosso Senhor do Bonfim comemora 10 anos de atividades

Foi com muita alegria que o Grupo de Capoeira Nosso Senhor do Bonfim e a Associação Desportiva e Cultural de Capoeira “Filhos de Cananéia” completou 10 anos de Batizados e Troca de Cordas. O evento que marcou essa data aconteceu nos dias 15, 16 e 17 de outubro em Cananéia – SP e contou com a participação de capoeiristas de diversas cidades, como: Passos (MG), Franca, Jundiaí, São Paulo, Santos, Registro, Iguape, Juquiá, Pariquera-Açu e até do Estado de Alagoas, com a participação do Mestre Girafa, que usa uma prótese em uma das pernas.

O evento começou na sexta-feira (15) com uma roda de capoeira na Colônia de Pescadores para os participantes que chegaram nesse dia. No sábado (16) as atividades aconteceram no Ginásio Mário Covas com rodas de mestres e troca de graduação de alunos e professores e continuou noite a dentro na Praça da Tiduca, com apresentações culturais do Grupo de Dança Órus coordenado pela professora Cláudia, roda livre de capoeira, mostra do vídeo “Iê – Na volta que o mundo deu…” produzido pelos alunos do Grupo de Capoeira Nosso Senhor do Bonfim e fechou com o grupo de forró “Trio Pé do Morro” de Iguape. Já no domingo (17) ocorreu o Batizado dos alunos iniciantes e a tradicional “peixada com capoeira”, almoço de confraternização entre os participantes.

“Foi um evento bem significativo para o Grupo de Capoeira Nosso Senhor do Bonfim, que apesar das dificuldades encontradas diariamente, vem desenvolvendo um belo trabalho esportivo, cultural, inclusivo e principalmente educacional, como foi o vídeo produzido pelo alunos do grupo que conta a história de um garoto usuário de drogas que muda sua vida quando conhece a capoeira e o acolhimento que ela proporciona…” desta Cleber Rocha Chiquinho, aluno estagiário do grupo de capoeira.

Vale ressaltar o apoio que a Colônia de Pescadores Z-9, o Ponto de Cultura Caiçaras, a Associação Rede Cananéia e todos que direta e indiretamente ajudaram na concretização desse evento.

Fonte: http://diariodeiguape.com

Puxada de Rede

PUXADA DE REDE


O teatro folclórico que retrata a puxada de rede, conta a história de um pescador que ao sair para o mar em plena noite para fazer o sustento da família, despede-se de sua mulher que, em mau pressentimento, preocupa-se com a partida do marido e o assusta dizendo dos perigos de sair à noite, mas o pescador sai e deixa-a a chorar, e os filhos assustados.


O pescador sai para o mar e leva consigo uma imagem de Nossa Senhora dos Navegantes, seus companheiros de pesca e a bênção de Deus.


Muito antes do horário previsto para a volta dos pescadores, que seria às cinco horas da manhã, a mulher do pescador, que ficou na praia esperando a hora do arrasto, teve uma visão um tanto quanto estranha. Ela vê o barco voltando com todos à bordo muito tristes e alguns até chorando. Quando os pescadores desembarcam, ela dá pela falta do marido e os pescadores dizem a ela que ele caiu no mar por conta de um descuido e que devido à escuridão da noite, não foi possível encontrá-lo, ficando ele perdido na imensidão das águas.


Ao amanhecer, quando foram fazer o arrasto da rede que ficara no mar, os pescadores notaram que por ter sido aquela uma noite de pouca pesca, a rede estava pesada demais. Ao chegar todo o arrasto à praia, já com dia claro, todos viram no meio dos poucos peixes que vieram, o corpo do pescador desaparecido. A tristeza foi instantânea e o desepero tomou conta de todos alí presentes.


Prossegue-se então os rituais fúnebres do pescador sendo levado à sua morada eterna pelos amigos que estavam com ele no mar, sendo seu corpo carreagado nos ombros, pois a situação financeira não comportaria a compra de uma urna, o cortejo segue pela praia.





O ritual “Puxada de Rede”, executado artisticamente por diversos grupos de capoeira do Brasil, retrata e sintetiza a pesca com rede, do peixe conhecido como xaréu (peixe de carne escurecida abundante nas costas do Nordeste Brasileiro).

Trata-se de um episódio de trabalho árduo, de canseira, mas, como todo trabalho dos negros baianos, é temperado com muita poesia, religiosidade, música e festa. Todos os anos, a puxada de rede se repete com os mesmos cerimoniais, com os mesmos rituais dos tempos de outrora.

Uma tradição que não morre, mesmo porque dela depende a subsistência de centenas de famílias. Força, poder e vitalidade de corpos vão se mostrando com toda pujança no trabalho árduo da pescaria.

No entanto, o mesmo é embalado pelo canto, às vezes alegre, às vezes triste, que evocam entidades protetoras. Ritual também embalado pelas batidas dos atabaques, pelos corpos que, como num bailado, movimentam-se sincronicamente, realizando mais uma tarefa gratificante que mistura sacrifício, festa e prazer.

Mais Informações e Videos:

 

Trecho do filme “Barravento”, de Glauber Rocha (1962).

Os pescadores de uma comunidade da praia de Buraquinho (Itapoan, Salvador, Bahia) realizam a puxada de rede do xaréu.

 

 

Carolina Soares – Puxada De Rede