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Livro aborda pesquisa em BH sobre capoeira

O livro adota a noção de mestiçagem no Brasil sob um ponto de vista que considera mais do que uma evidência empírica, demonstrando-a como valor constituído e constituinte de um repertório da capoeira acessível por meio da memória. Para isto, considera as “tradições inventadas” (HOBSBAWN; RANGER, 1984) na capoeira como reflexos das relações raciais no Brasil, apresentando a capoeira na cidade de Belo Horizonte (Minas Gerais) como estudo de caso.

A discussão desenvolvida no livro também aborda o Turismo como articulador de relações entre as culturas, entendendo que as ressignificações simbólicas das culturas são influenciadas, mesmo que não sendo exclusivamente, pelo Turismo. O livro pretende demonstrar a capoeira na cidade de Belo Horizonte como estudo de caso para identificar a concepção de ‘afro-brasileiro’ e do afro-descendente na identidade local.

A argumentação é embasada em pesquisa realizada pela autora para obtenção do título de especialista em Estudos Africanos e Afro-Brasileiros na Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, em 2007. A pesquisa teve enfoque qualitativo, utilizando para coleta de dados a pesquisa de campo, a realização de entrevistas do tipo pessoal/formal/estruturada com mestres e alunos capoeiristas de dois grupos de capoeira: Fundação Internacional de Capoeira Angola (FICA) que se identificava como sendo de capoeira angola e Grupo Bantus Capoeira (GBC) que se identificava como sendo de capoeira regional/contemporânea na cidade de Belo Horizonte. Ambos os grupos mantinham fortes relações com o Turismo.

Também foram utilizados formulários de entrevistas para coleta de dados com capoeiristas turistas brasileiros e estrangeiros que tiveram contato com a capoeira em Belo Horizonte, observação sistemática de rodas de capoeira da cidade, pesquisa bibliográfica e no acervo do Museu da Capoeira (idealizado e coordenado pelo Mestre Noventa) e entrevistas com os mestres Toninho Cavalieri (tido como principal precursor da capoeira em Belo Horizonte) e Primo (Grupo Iúna de Capoeira Angola).

Partindo dos resultados da pesquisa, o livro aborda a percepção dos capoeiristas sobre o que seriam as características peculiares à capoeira local, bem como as concepções sobre as relações raciais e de gênero na capoeira da cidade. Aponta, também, a percepção dos capoeiristas sobre a influência do Turismo e do mercado global na capoeira local enfatizando as relações e ressignificações simbólicas que esta influência acarreta para o capoeirista turista e o capoeirista residente, demonstrando como a viagem torna-se um valor importante para os capoeiristas em Belo Horizonte e, como a viagem ao exterior para dar aulas de capoeira é um ideal profissional dos capoeiristas locais, inclusive como forma de busca pela independência econômica.

Essa concepção de valorização da viagem aumenta a partir da interação destes capoeiristas através dos meios de comunicação de massa globais, as trocas culturais advindas do Turismo e de sua participação na indústria cultural mundial. Neste processo, os objetivos e buscas dos capoeiristas na prática da capoeira modificam-se, influenciando e sendo influenciados a partir das trocas culturais, ampliando as percepções sobre a cultura afro-brasileira e as percepções do afro-descendente em nível local e global.

 

Mini-currículo autora

Patrícia Campos Luce é turismóloga de formação (Centro Universitário Newton Paiva), especialista em Estudos Africanos e Afro-Brasileiros (PUC/MG) e Mestre em Lazer (UFMG). Capoeirista há 9 anos, desenvolve pesquisas enfocando a prática da capoeira desde sua graduação em Turismo. Trabalhou na Superintendência de Interiorização da Secretaria de Estado de Cultura de Minas Gerais desenvolvendo projetos culturais relacionados à cultura afro-brasileira no interior do Estado de Minas Gerais. É sócio fundador do Instituto Brasileiro de Turismólogos, tendo atuado na comissão científica desta instituição focando pesquisas relacionadas ao turismo e cultura.

Atualmente é doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Antropologia da Universidade Federal da Bahia residindo em Salvador e desenvolvendo pesquisas em diálogo com as áreas da Antropologia da Técnica, da Prática, do Corpo e da Performance tendo a capoeira como principal objeto de estudo.

Patrícia Campos Luce (Pimenta)
Doutoranda em Antropologia Ufba
(71) 92008809

 

Prêmio Brasil de Esporte e Lazer de Inclusão Social

Dia 17/02, no palácio do planalto, ocorreu a premiação referente a 1ª edição do “Prêmio Brasil de Esporte e Lazer de Inclusão Social”, oficializada pela portaria nº 144/2008 nos termos da lei nº 8.666/93 e processo administrativo nº 58701.000773/2008-34, destinado ao reconhecimento de iniciativas científicas, tecnológicas e pedagógicas que apresentem contribuições e subsídios para a qualificação das políticas públicas de esporte e lazer de inclusão.

Tal premiação, promovida pelo Ministério do Esporte através da Secretaria Nacional de Desenvolvimento de Esporte e  de Lazer (SNDEL), contemplou, entre outros(as) premiados(as), uma dissertação de mestrado desenvolvida junto ao Programa de Pós-Graduação em Educação da UFPE, de autoria do Prof. Ms. Henrique Gerson Kohl. A mesma ficou com o 2º lugar da Região Nordeste na categoria de teses/dissertações/pesquisas independentes.

“Na entrega do Prêmio Brasil de Esporte e Lazer de Inclusão Social, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu, nesta quarta-feira (17), que parcerias para projetos esportivos entre o Ministério do Esporte, governadores, prefeituras e a sociedade, saiam do papel. Muitos municípios, segundo o presidente, já contam com quadras esportivas, mas faltam professores de educação física. “As cidades não estão preparadas para sua própria juventude”, afirmou Lula, ao apresentar como alternativa, uma maquete do programa Praças da Juventude, complexos esportivos que requalificam espaços urbanos e oferecem esporte e lazer à população.

Em concordância com o presidente, o ministro Orlando Silva justificou que “por esse motivo pensamos em construir um equipamento que servisse de referência para a juventude do Brasil”. O ministro explicou que em 2008 o Ministério do Esporte autorizou a construção de 50 praças, graças a uma parceria fundamental com o Pronasci, do Ministério da Justiça, que destinou recursos para construção de parte dessas praças.

“Nosso objetivo é construir 100 Praças da Juventude em 2009 e mais 100 praças em 2010 em parceria com as prefeituras municipais”, anunciou Silva. Cada projeto é orçado em R$ 1,6 milhão e destina-se a criação de ginásio poliesportivo coberto, pista de atletismo com caixa de areia para saltos, uma pista de caminhada e de skate, teatro de arena, centro de convivência da terceira idade e administração, num espaço de 8 mil m².

Os ministros da Casa Civil, Dilma Rousseff e da Educação Fernando Haddad, a primeira dama, Mariza Letícia, a secretária Nacional de Desenvolvimento do Esporte e Lazer (SNDEL), Rejane Penna Rodrigues e o presidente do Colégio de Ciências do Esporte, Fernando Mascarenhas também participaram da solenidade.

Um total de 27 pessoas entre gestores públicos, pesquisadores, professores universitários e representantes de organizações não governamentais (Ong´s) que atuam na área do esporte e do lazer de inclusão em todo o país foram homenageados. Entre os premiados estão o morador do Distrito Federal, Efrain Maciel e Silva, 29, segundo colocado na categoria Novas Mídias.

Marciel e Silva concorreu com o trabalho intitulado Boletim Educação Física. “Trata-se de um boletim digital que virou um site especializado, sem fins lucrativos, que oferece pesquisas, artigos, monografias de graduação, mestrado e doutorado para facilitar o acesso ao conhecimento científico na área de Educação Física”, orgulhou-se.

CarlaBelizária
Ascom – Ministério do Esporte

 

Foram considerados vencedores da Edição de 2008 do PRÊMIO BRASIL DE ESPORTE E LAZER INCLUSÃO SOCIAL:

CATEGORIAS COM PREMIAÇÃO REGIONAL

CATEGORIA 1: DISSERTAÇÕES, TESES E PESQUISAS INDEPENDENTES

Região Nordeste

1º lugar: Campos de visibilidade da capoeira baiana: as festas populares, as escolas, o cinema e arte 1955-1985 – Luís Vitor Castro Júnior – BA
Presidente Lula e prof. Tchê
2º lugar: Gingado na Prática Pedagógica Escolar: expressões lúdicas no Quefazer da Educação Física – Henrique Gerson Kohl – PE

Região Sudeste

1º lugar: Jogos e Cidades: ordenamento territorial urbano em grandes eventos esportivos – Sávio Raeder – RJ

2º lugar: Futebol libertário: um jeito novo de jogar na medida – Fábio Silvestre da Silva – SP

3º lugar: A Imagem Corporal de Adolescentes de Rua de Belo Horizonte e seus reflexos no processo de inclusão e exclusão social – Adenilson Idalino de Sousa- MG

Região Sul

1º lugar: Etno-Desporto indígena: contribuições da antropologia social a partir da experiência entre os Kaing -José Ronaldo Mendonça Fassheber- PR

2º lugar: (Re) Significações do lazer em sua relação com a saúde em comunidade de Irati – PR – Miguel Sidenei Bacheladenski – PR

CATEGORIA 2: MONOGRAFIAS DE GRADUAÇÃO E ESPECIALIZAÇÃO

Região Norte

1º lugar: Educação Física Escolar Indígena: O Programa Segundo Tempo e sua Importância na Revitalização dos Jogos Tradicionais das Crianças de Baré/ Manaus/AM – Jhones Rodrigues Pereira – AM

Região Sudeste

1º lugar: Análise do PELC no Município de Periquito/MG: o ponto de vista de uma comunidade usuária – Cláudio Gualberto – MG

2º lugar: Meninas e Meninos da Serra: as oficinas de esporte/lazer do Programa Agente Jovem de Desenvolvimento – Leonardo Toledo Silva – MG

3º lugar: Como transformar um obstáculo em oportunidade. Projeto social BOMBOM: Bom de Bola, Melhor na Escola! – Neimar Anunciação Gonçalves – MG

Região Sul
 
1º lugar: Mapeamento do Programa Segundo Tempo no Brasil e a gestão deste no município de Estrela/RS – Daiane Wagner do Couto – RS

Região Centro Oeste

1º lugar: O esporte com instrumento de inclusão social: um estudo na Vila Olímpica do Conjunto Ceará – Ana Amélia Neri Oliveira – DF

CATEGORIA 3: RELATOS DE EXPERIÊNCIAS
 

Região Norte

1º lugar: Esporte e Lazer de Inclusão Social para os Idosos do Tocantins – Relato de Experiência – Khellen Cristina Pires Correia Soares – TO

Região Nordeste

1º lugar: Extensão Universitária e Inclusão Social: implicações do programa O Direito na Rua para o Segundo Tempo – Adilson Silva Ferraz; Ana Maria de Barros – PE

Região Sudeste

1º lugar: Mulheres em Movimento – Antonia Efigênia Gomes Bezerra – SP

2º lugar: Futebol libertário: compromisso social na medida – Roberta Freitas Lemos; Francisco Helder da Silva; Marcelo Arruda Piccioni; Fábio Silvestre da Silva – SP

3º lugar: O processo de seleção para animadores culturais do Programa Esporte e Lazer da Cidade: consórcios PELC – Leonardo Toledo Silva – MG

Região Sul

1º lugar: Um diálogo entre Ministério do Esporte, Universidade e Conselho de Direitos dos Idosos – Suzana Hubner Wolff – RS

2º lugar: Procurando Caminho: Esporte Aventura e exercício da cidadania – Mateus Alexandre Hoerlle – SC

3º lugar: O Lazer já tomou conta da cidade de Bagé – Ana Elenara da Silva Pintos – RS

Região Centro Oeste

1º lugar: Pensando o Programa Segundo Tempo no Processo de Inclusão Social – Ivete Figueira da Silva – DF
 

CATEGORIAS COM PREMIAÇÃO NACIONAL

CATEGORIA 4: ENSAIOS

1º lugar: Pensando as políticas públicas para o etno-desporto indígena – José Ronaldo Mendonça Fassheber – PR

2º lugar: Um país olímpico sem educação olímpica? Nelson Schneider Todt – RS

CATEGORIA 5: NOVAS MÍDIAS

1º lugar: PAPPEL social – Programa de Avaliação de Políticas Públicas de Esporte e Lazer – Carlos Magno Xavier Correa; Julio César Rezende; Rômulo Vieira Ferreira; Rafael Pires de Freitas – MG

2º lugar: Boletim Educação Física – Efrain Maciel e Silva – DF

3º lugar: Praça Pública – Edison Luis Gastaldo – RS

Desde já agradeço vossa leitura e reafirmo consideração.

Cordialmente,

Prof. Ms. Henrique Gerson Kohl

Fone: 9949-4101

Seminário de Estudos e Pesquisas em Capoeira – Capoeira Viva 2007

 Seminário de Estudos e Pesquisas em Capoeira – Capoeira Viva 2007.
 Esse resultado também será divulgado via internet e imprensa.
 O evento será aberto ao público.

Programação:

9h – Mesa de abertura

10h – Mesa redonda – Capoeira, Educação e Comunicação
Muniz Sodré (Rio de Janeiro)
Luís Felipe Machado (Pernambuco)
Pedro Abib (Bahia)
Anselmo Accurso (Rio Grande do Sul)
Álvaro Malaguti (Distrito Federal)

14h – Mesa redonda – Capoeira, História e Cultura
Flávio Gomes (Rio de Janeiro)
Oswald Barroso (Ceará)
Luiz Augusto Leal (Pará)
Luiz Renato Vieira (Distrito Federal)
Letícia Vidor (São Paulo)

17h30 – Pronunciamento do Secretário Executivo Juca Ferreira

18h – Lançamento do livro: A Política da Capoeiragem, de Luiz Augusto Leal

Local:
Sol Victoria Marina – Salão Ilha de Maré
Av. Sete de Setembro, 2068 – Vitória.
Salvador – BA

Crônica: Capoeira “Arma dos Oprimidos”

CAPOEIRA: "ARMA DOS OPRIMIDOS"

 

Década de 70, época em que a Ditatura Militar procura controlar as manifestações populares, onde o falso nacionalismo e  o tecnicismo robotizava os esportes e a capoeira. Para quebrar este paradigma surge em São Paulo o Grupo de Capoeira Capitães da areia, contestando a colocação da capoeira, essencialmente, como sinônimo de esporte e competição. Fundado por Almir das Areias, hoje Anande das areias, reunindo os mestres Demir, Waldir, Baiano, Carioca e Pessoa, que não aceitaram esta descaracterização imposta a capoeiragem, alegando que esta capoeira-esporte deixava de lado todos os outros conjuntos de expressões que ela consequentemente representa.
 
Mestre Anande começa a aprender a capoeira em sua terra natal, Itabuna, com o mestre Luiz Medicina, aluno do mestre Suassuna. Contam que mestre Anande era um verdadeiro encrenqueiro e desordeiro em sua cidade, sendo conhecido popularmente como Cabelo Doido. Sem perspectivas na sua região, Mestre Anande já um aluno intermediário em capoeira, resolve migrar para São Paulo em busca de melhores condições, aqui chegando procura a academia de mestre Suassuna, já estabelecida no bairro da Santa Cecília. Assim Mestre Anande, passa a treinar, se formando com mestre Suassuna.
 
Ao descordar de mestre Suassuna em muitos aspectos, Mestre Anande inaugura o seu próprio trabalho, localizado no bairro operário do Braz, porém, outras sedes foram abertas, uma na rua figueira e outra na rua Vitório Camilo. Seu trabalho foi fundamentado através de pesquisas teóricas e práticas além de investigações históricas da capoeira e de um aprimoramento técnico da luta.
Mestre Anande, teve a percepção que a capoeira precisava de um aprimoramento técnico, este insite ocorreu quando jogava em uma roda e esquivou para o lado contrário ao que vinha o movimento, tendo o seu braço quebrado ao ser  atingido por uma meia lua de compasso certeira. Assim, criou o seu método, baseado nas defesas, priorizando a esquiva para o lado que vai o golpe e exigindo a proximidade dos jogadores.
 
O Mestre, consegue materializar de forma eficaz a criação da sua técnica e idéias, em um de seus discípulos, o seu irmão de sangue: Mestre Demir.
A exigência com Mestre Demir foi enorme, pois Mestre Anande tinha que afirmar a sua capacidade como Mestre, revelando para a comunidade capoeirística de São Paulo a sua “criação”. Mestre Demir, tornou-se a mais pura tradução da técnica Capitães da Areia e um dos capoeristas mais temidos e técnicos da sua época. Logo após, surgem outros formados do Mestre, também exímios capoeiristas, mestre Waldir, Mestre Baiano, Mestre Carioca e Mestre Pessoa.
Em decorrência das pesquisas históricas foi elaborado um sistema próprio de graduação, baseado nas transformações sociais sofridas pelo negro durante a escravidão. Éram usados como forma de graduação correntes, cordas e o lenço de seda, procurando representar a graduação com símbolos da opressão branca e da resistência negra.
 
Desta forma os Capitães contestavam o sistema adotado pela Federação Paulista de Capoeira, que utilizava de forma ingênua as cores da bandeira nacional para identificar as graduações, esta onda de civismo era imposta não somente a capoeira mas em toda a sociedade, assim os militares usavam este sentimento patriótico do povo para justificar o seu autoritarismo.
 
Para fundamentar ainda mais a sua proposta, o grupo tem a colaboração de alguns intelectuais e professores universitários que colaboraram na empreitada política, intelectual e técnica do grupo. Estes profissionais atuaram como consultores, estruturando em conjunto o curso de capoeira da academia. Dentre os consultores estavam presentes: Miroel Silveira; Professor de Teatro Brasileiro na Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo, jornalista, escritor, dramaturgo, ator, diretor, professor, programador, redator, consultor literário, correspondente e crítico teatral, membro de comissões julgadoras, pesquisador, teatrólogo, diretor, tradutor, adaptador de romances, roteirista e autor de musicais. Nabuo Sato; atuou como técnico esportivo estruturando o treinamento físico do curso, a coreógrafaYolanda Amadei, o antropólogo Roberto Foggeti de Almeida e  o médico Luís Carlos Batarello. Mais tarde Mestre Anande,  manteve contato com sociólogo Clóves Moura, autor do livro Rebelião nas Senzalas, com os dançarinos Klauss Viana e Rainer Viana e com somaterapeuta Roberto Freire criador da terapia corporal e em grupo, baseada nas pesquisas do austríaco Wilhelm Reich, buscando o desbloqueio da criatividade, os conceitos de organização vital da gestalterapia e estudos sobre a comunicação humana da Antipsiquiatria e a Capoeira.
 
Podemos dizer, que o Grupo Capitães da Areia, faz jus ao nome adotado, já que no romance homônimo de Jorge Amado, os Capitães da Areia” eram compostos por um conjunto de crianças abandonadas e desfavorecidas. Assim, Mestre Anande, fundamenta sua proposta representando a sua capoeira como “arma dos oprimidos” e luta do fraco contra o forte, simbolicamente representando um “exercito popular” composto por trabalhadores, estudantes, mulheres,  e artistas populares, se opondo e combatendo os capoeiristas que  atuavam na Federação Paulista de Capoeira e se identificavam com os opressores.
 
Quero ressaltar que, os Capitães d’ Areia, também acreditavam e encaravam a capoeira como esporte genuinamente brasileiro, mas não deixava de lado os outros aspectos importantes da nossa arte.
 
O que diferencia jogo de esporte, é que no jogo as regras são flexíveis e adaptáveis as situações e aos componentes da roda, para ser considerada apenas esporte tem que ocorrer a  instiucionalização de regras para a prática, definindo diâmetro da roda, tempo para o jogo, pontuação etc…. tudo isso é válido desde que não seja deixado de lado outros facetas essenciais  que fundamentam e dão significado a prática da capoeira.
 
Hoje em dia vejo vários capoeiristas falando e se vangloriando de praticarem o “estilo” Capitães da Areia, e não conhecem o seu fundamento. A “técnica” Capitães da Areia, como prefiro chamar, foi apenas a materialização física de uma necessidade natural de liberdade e autonomia do capoeirista, gerando um desenvolvimento e um aperfeiçoamento técnico, visando a sobrevivência e afirmação dos verdadeiros valores da cultura popular, em um ambiente político de massificação e opressão.
                                     
 
* Renato Bendazzoli é Professor de CAPOEIRA do Grupo Mar de Itapuã, iniciou nos mistérios dessa arte, em 1994, com MESTRE PEQUENO, vindo a se formar, em 1998. Em 1999 começou a lecionar, em 2003 se formou em Educação física. Durante todos esses anos de dedicação a capoeira, à atividade física e ao esporte, atendeu a muitos alunos, colocando em prática meu método de ensino, que utiliza o corpo como ferramenta para o desenvolvimento físico, intelectual e emocional. Assim, procura implementar o potencial de cada pessoa que passa por suas mãos. Atualmente, é professor efetivo da rede estadual,  leciona capoeira em colégios, academias e treinamento individual. Contato: renato.prof@uol.com.br

PESQUISA: O COMPORTAMENTO DOS PAIS EM RELAÇÃO À PRÁTICA DA CAPOEIRA NA EDUCAÇÃO INFANTIL

APRESENTAÇÃO DOS DADOS DA PESQUISA
 
Realizamos durante o primeiro semestre do ano 2006, 100 entrevistas com pais ou responsáveis por crianças de 03 à 06 anos de idade que freqüentam unidades de educação infantil municipais e particulares dos municípios de Santo André/SP, São Bernardo do Campo/SP e São Caetano do Sul/SP. Adotamos o método qualitativo descritivo, formulando perguntas que nos esclarecessem a realidade quando os pais optam pela atividade física que o filho irá praticar na escola de educação infantil e também na visão ou idéia que fazem da capoeira e seus benefícios. Ou seja, como estes pais pensam a respeito da arte capoeira e seus mestres/professores dentro da educação infantil e como se comportam ou influenciam nas escolhas esportivas de seus filhos.
 
Dos dados coletados nas pesquisas, estabelecemos as seguintes categorias de análises e interpretações:
MODALIDADES ESPORTIVAS OFERECIDAS PELAS INSTITUIÇÕES
ATIVIDADES QUE DESPERTAM MAIOR INTERESSE DAS CRIANÇAS
A CONCEPÇÃO DE CAPOEIRA
O PROFESSOR DE CAPOEIRA
A PRÁTICA DA CAPOEIRA NA EDUCAÇÃO INFANTIL
 
Análise e Conclusão
 
Após analisarmos os dados concluímos que estamos diante de um fenômeno revolucionário dentro do universo da capoeira com as suas adaptações dentro da sociedade e em especial no cenário da educação infantil (primeira infância que contempla dos 02 aos 06 anos de idade). Em dado momento ela estava nas senzalas e era a arma dos negros escravos para alcançarem a liberdade. Passou então por uma fase de marginalidade onde ser capoeirista, significava pertencer a alguma malta ou bando e estar sujeito a penas como prisão ou deportação. Hoje vive um cenário promissor ganhando o planeta e tendo como resposta o trabalho pedagógico através da prática biopsicossocial.
 
Com a sua transição, e acompanhada de figuras ilustres como Mestre Bimba, Mestre Pastinha, Annibal Bulamarqui, Mestre Waldemar da Liberdade entre outros, a capoeira se tornou uma poderosa ginástica e um método de ensino que levava à sociedade disciplina e saúde. Mesmo que influenciada por um conceito higienista (defesa da educação física nas escolas para a eugenização da raça brasileira, implantação de hábitos saudáveis, salientando o seu aspecto simbólico, cultural e histórico)
 
Então, o Presidente Vargas derruba o decreto que fazia da capoeira um crime e transpõe a sua prática para instituições de ensino e ambientes fechados. Ela ganha as escolas, as universidades as instituições militares. Mas como fazer com que se adequasse a estes novos ambientes? Ambientes estes em geral distintos às senzalas e navios negreiros, as ruas e praças. E isto, ainda, sem perder suas raízes e seus fundamentos.    
Enxergamos então, com base nestes estudos e pesquisas a habilidade e a criatividade dos educadores sociais (mestres/professores de capoeira) em propagar a capoeira e utilizá-la como ferramenta pedagógica e de inclusão social . A sua história está entrelaçada com as raízes da escravidão e a sua prática é algo mágico para quem realiza e belo a quem admira.
 
Nas escolas de educação infantil, a capoeira ganha o respeito e a admiração das crianças. Notamos que de fato, isto se deve muito à didática e a metodologia do professor que está dirigindo a modalidade. Contudo, uma roda de capoeira é singular, é única. E neste espaço a criança se alegra, salta, gira e retira deste momento o melhor resultado.
 
A aceitação da capoeira, pelos mais diversos meios da sociedade, melhorou nos últimos cinco anos e ainda não sabíamos em que ponto isto se encontrava. Certamente, até mesmo para nossa surpresa, as respostas concedidas nas pesquisas realizadas pelo nosso projeto, nos levaram a concluir que os pais acreditam nos benefícios físicos e sociais através da prática da capoeira. E que certamente a cultura ainda é muito valorizada, apesar de sofrer enormes transformações de caráter e conteúdo.
 
Não cabe a nós, descartarmos o preconceito, embutido em nossa sociedade e que certamente ainda dificulta o trabalho de muitos professores e mestres. Não só na capoeira, mas com diversas manifestações que construíram a herança cultural do povo como o maculelê, o samba de roda, a puxada de rede as danças regionais como o carimbó, a catira e o maracatu, enfim; uma série de temas trabalhados juntamente com a herança cultural dos africanos que proporcionam ao professor de educação corporal um “arsenal” de brincadeiras e possibilidades. Em dados momentos na análise das respostas, isto ficou evidente, porém em pequeno percentual (cerca de 18% das respostas)
 
O processo de explicitação do valor da capoeira e de suas tradições se faz necessário e afirmamos que é até importante para a sua riqueza enquanto cultura e não produto de consumo em massa. Cabe ao educador de capoeira quebrar com este paradigma e sanar dúvidas e até mesmo sofismas que estão “embutidos” no imaginário popular; o chamado inconsciente coletivo.
 
As construções de idéias e conclusões por parte da sociedade dependem muito do que estes enxergam na mídia e, alguns programas exibidos em canais abertos e fechados de televisão recentemente para a população, já associam a capoeira com educação e isto certamente influenciou os pais nas respostas de caráter qualitativo que obtivemos com nossas pesquisas, já que alguns até comentaram a nós que haviam assistido algo sobre capoeira relacionado com educação e inclusão social em programas de televisão.
 
Certamente, o trabalho de alguns mestres e professores, com qualidade e realizando bons eventos, também contribuiu para a melhoria no campo de inserção da capoeira. Isto servirá como base para que futuramente outros professores possam ter o reconhecimento de sua profissão como mestres de capoeira e/ou educadores de capoeira sem sofrerem preconceito ou discriminação.
 
Conseguimos ainda concluir que a imagem do mestre/professor de capoeira está ligada a disciplina e sabedoria. Quebrando um padrão “marginalizado” e que sempre associou a capoeira com “malandragem”. Cerca de 80% dos entrevistados fizeram associação dos professores de capoeira com palavras como “educação” e “disciplina”. Não alvo de nossa pesquisa, mas nitidamente notado, foi a diplomação do capoeirista no ambiente acadêmico. Buscando agregar aos seus conhecimentos novas perspectivas biológicas, humanas ou sociais.
 
Aulas de Capoeira na Educação Infantil / P.B.F São Bernardo do Campo/SPContudo, a capoeira ainda precisaria ser implantada por um número maior de escolas e unidades de educação infantil em razão da promissora mão-de-obra existente no mercado, pois apenas 30% dos entrevistados reconheciam a modalidade na escola em que seus filhos lecionavam. Talvez a construção de bons projetos nesta área, publicidade ou até programas de incentivo, poderiam proliferar o número de escolas de educação infantil que optariam pela prática da capoeira. Este processo, de certa forma foi identificado, pois no último ano a procura por professores de capoeira nas unidades de Educação Infantil quase triplicou com base nos coordenadores e proprietários que nos procuram para implantar o projeto de capoeira nas suas instituições. Que este estudo seja capaz de apontar ao profissional que lida com capoeira a missão que está sob sua responsabilidade. Preencher os espaços que estão nos abrindo e ainda conscientizar educadores e coordenadores pedagógicos da importância de nossa arte dentro do universo educacional. Uma arte que ganha espaço a cada dia, mas que precisa ser muito bem conduzida para não perder a direção em que caminha.
 
Adeus, Adeus! Boa Viagem
 
Pesquisa Realizada pelo Projeto Beija-Flor Capoeira Para Todos
Data: Março de 2006 à Agosto de 2006
Responsáveis pela Pesquisa de Campo
Ricardo Augusto da Costa
Rodrigo César Gomes da Silva
Análise Prof. Cristiane Guzzoni
 
Para obter a pesquisa da integra enviar pedido no e-mail: beijaflor@portalcapoeira.com
Visite: http://bfcapoeira.vilabol.com.br

Missão de Pesquisas Folclóricas – Mário de Andrade

Curiosos e apaixonados pela história da cultura brasileira não precisam mais esperar para ter acesso ao resultado de uma das mais importantes pesquisas culturais já realizadas no Brasil.
 
O SESC SP e a Secretaria Municipal de Cultura lançam, no SESC Vila Mariana, a coleção Missão de Pesquisas Folclóricas – Mário de Andrade, com 7h de música recolhidas pelo Brasil em 1938 e inédita para o público até o momento.
 
Produzido pelo Selo SESC, o material reúne em seis CDs, pela primeira vez, o acervo da Missão – caravana que em 1938 foi enviada ao norte e nordeste do Brasil sob a coordenação de Mário de Andrade, o então Diretor do Departamento de Cultura da Cidade de São Paulo (1935-1938). Os CDs trazem 279 faixas correspondentes a 293 fonogramas originais de Xangô do Recife, canto indígena dos Pancararu, Aboios, repertório da Pajelança em Belém do Pará, cantos de carregadores de piano, bumba meu boi, congo, reisado, entre outras manifestações dos mais de 70 grupos representados na Missão.
 
Para o lançamento da coleção, o SESC e a Prefeitura de São Paulo organizaram uma série de atividades: shows com o grupo A Barca e Dona Senhorinha Freire, hoje com 86 anos e registrada pela Missão quando passou por Tacaratu (PE).
O Portal Capoeira está disponibilizando para download, duas faixas desta fantástica coleção, fica a dica de excelente investimento cultural, para comprar a coleção: Missão de Pesquisas Folclóricas – Mário de Andrade, visite o SESC mais próximo a sua casa ou acesse o site: http://www.sescsp.org.br
 
Para baixar as faixas, clique nos links abaixo:
 
Para Ouvir uma das faixas, clique no player: {mmp3}marinhero.mp3{/mmp3}
O acervo preservado há 68 anos
 
Idealizada e organizada por Mário de Andrade, a expedição foi realizada por uma equipe de quatro integrantes – Martin Braunwieser, músico e maestro do Coral Paulistano; Luiz Saia, arquiteto e membro da Sociedade de Etnografia e Folclore, pesquisador da Divisão de Documentação Histórica e Social e chefe da missão; Benedito Pacheco, técnico de som e Antônio Ladeira, assistente técnico de gravação do Departamento de Cultura.
 
Missão de Pesquisas Folclóricas - Mário de AndradeO escritor viabilizou a expedição, temendo que, com a crescente urbanização, muitas manifestações populares desaparecessem; seu objetivo era mapear fiel e detalhadamente as manifestações típicas de dança e música das regiões do Norte e Nordeste do Brasil, registrando tudo em filme, fotografia, desenho, partitura, texto e gravação fonográfica.
 
Após quase seis meses de viagem, os pesquisadores registraram cânticos diversos, cantigas de roda, cantos de pedintes, cantos de carregadores de piano, bumba meu boi, congo, reisado e côco, entre outros.
 
Em 1938, quando o Departamento de Cultura financiou a Missão de Pesquisas Folclóricas, Mário de Andrade deparava-se com o dilema da modernidade: ao mesmo tempo que as manifestações populares corriam o risco de desaparecer com a crescente urbanização do país, o avanço tecnológico da época proporcionava meios de capturá-las em discos, fotografias e filmes, explica Carlos Calil, Secretário Municipal de Cultura de São Paulo
 
Mário de Andrade defendia que a coleta dos dados fosse gravada, pois, ao se recorrer a registros escritos de tradições orais e costumes seria omitida a fala coloquial, impedindo sua proposta de registro fiel.
 
Em algumas cidades foi possível para a Missão colher instrumentos, vestimentas e objetos relativos aos assuntos pesquisados. Nos dias em que não gravava, a caravana se dedicava também a outros temas, registrando detalhes da fabricação de utensílios populares, aspectos da arquitetura, da poética popular etc.
 
O material, que compõe o acervo da Discoteca Oneyda Alvarenga, encontra-se sob a guarda do Centro Cultural São Paulo desde 1993 e até hoje estava disponível somente para consulta de pesquisadores. O lançamento do Selo SESC visa compartilhar a riqueza do acervo, e é também uma forma de prestigiar a dedicação de Mário de Andrade para a conclusão dessa pesquisa e o empenho de Oneyda Alvarenga, primeira diretora da Discoteca Pública, para viabilizar a organização e difusão do material.
 
Hoje, toda a colheita sonora de Mário e sua Missão sai dos armazéns e torna-se disponível ao público com esta coleção de CDs. Após a captação realizada pela Missão há mais de 60 anos, selamos aqui o compromisso de uma nova fase, a distribuição destes saberes, explica Danilo Santos de Miranda, diretor regional do SESC São Paulo
 
O acervo formado pela Missão de Pesquisas Folclóricas e preservado há 68 anos tem sua importância comprovada frequentemente. No início da década de 40 a Biblioteca do Congresso de Washington, copiou para si todos os fonogramas gravados em 1938. No dia-a-dia da musicologia brasileira pesquisadores têm buscado temas de estudo sobre o cantar do povo brasileiro e sua transformação. O material, estará disponível para todos os interessados nas Lojas SESC.
 

Pesquisa sobre o Maculelê

Caros Mestres,
 
Em parceria  com o Portal Capoeira, estou fazendo uma revisão e atualização do livro de pesquisas sobre o Maculelê – “Ôlelê Maculelê”  que foi publicado em 1989.  
 
Tenho conhecimentos de que, como acontece com as manifestações folclóricas de um modo geral o passar do tempo e interpretações pessoais têm influenciado para que a tradição seja modificada e, em alguns casos, descaracterizada.
 
Tenho, também, conhecimento de divulgação de conceitos equivocados como a afirmação feita em um programa popular de TV brasileira em que um Mestre apresentou o Maculelê como “estilo” da Capoeira.
 
A globalização da Capoeira não dá condições de se fazer pesquisas de campo como quando o Maculelê foi estudado em 1989 e, assim,  venho solicitar a sua participação – como Mestre – em atividade para que nos envie sua experiência sobre estas descaracterizações e o resultado desta pesquisa será apresentado na 2a. edição do livro que estará sendo lançada em dezembro deste ano.
 
Para participar desta pesquisa e colaborar com o Livro:
 
“Ôlelê Maculelê”, clique aqui.

 
Lucy Geão – Produtora Cultural por Emília Biancardi – nucleodenegocios@atarde.com.br

Assembléia Geral para fundação da Federação Riograndense de Capoeira

Salve Companheiros!
 
 
Em busca de uma maior valorização do profissional da capoeira da necessidade de se criar um espaço livre e democrático, cultural e desportivo de capoeira, que aceite a diversidade existente na capoeira e respeite a identidade de cada grupo e agremiação de Capoeira. 
Estamos convidando a comunidade capoeiristica e interessados para fundação da FEDERAÇÃO RIOGRANDENSE DE CAPOEIRA.
 
O nosso objetivo é construir a unidade entre os capoeiristas, na diversidade que é o mundo da Capoeira.
Abrir postos de trabalhos, realizando projetos com as Prefeituras e escolas particulares, oportunizando aos capoeiristas em geral uma forma de renda e a profissionalização da arte esporte e cultura capoeira.
Estamos convidando clubes, associações e academias de Capoeira, para se juntar conosco a serviço do esporte e da cultura, atuando como órgão divulgador, sem finalidades políticas e lucrativas, não distinguindo raça ou religião. A fundação desta entidade Propõe-se ainda a preservação das tradições e valores culturais da Capoeira, a promoção e fomento de estudos e pesquisas referentes ao mundo da Capoeira.
Salientamos que a Federação Riograndense de Capoeira irá se filiar a Federação Internacional de Capoeira
Assembléia Geral para fundação:
Dia 23 de Setembro 2006
Horário: 18:00h
Local: Usina do Gasômetro sala 505
 
– Pauta:
– Fundação
– Diretoria
– Programas prioritários 2007
– Cadastramento
– Carteirinhas
– Certificados
– Projetos 2007
 
Maiores informações:
Gororoba (051) 9281.5578 – Gavião (051) 9812.8737
Apoio:
LIGA REGIONAL DE CAPOEIRA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL

Pesquisas – Enquetes

Esta seção é destinada as pesquisas de opnião.
 
Aqui voce pode fazer valer a sua voz…
 
Responda as Pesquisas e ajude-nos a entender melhor o universo da capoeira.
 
Se quiser nos enviar uma pesquisa especifica, para ser publicada no Portal Capoeira, entre em contato com a administração do site.