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Capoeira é usada como tratamento de reabilitação física no Ceir

Capoeira voltada à reabilitação física, inclusão e acessibilidade da pessoa com deficiência. Essa, talvez, seja uma das melhores expressões para caracterizar a capoeira desenvolvida semanalmente no Centro Integrado de Reabilitação (Ceir), em Teresina. A instituição trabalha com a adaptação, readaptação e reabilitação da pessoa com deficiência física.

No setor de reabilitação desportiva a capoeira é um dos esportes oferecidos aos pacientes em tratamento. A atividade além de fomentar a socialização, auto-estima e independência do paciente é, também, responsável pelo ganho de agilidade, força muscular e coordenação motora.

Não existe restrição para a prática do esporte. Os praticantes apresentam diagnósticos, idades e necessidades diferentes que se encontram no mesmo ritmo do berimbau.

A dona de casa Nirinalva Mendes da Silva conta que seu filho, Lyedson Matheus, de 4 anos, melhorou muito depois que começou a participar da capoeira. “Antes, ele não segurava o pescoço e não tinha equilíbrio nenhum. Agora rola e dobra as pernas”, disse. A conquista é motivo de emoção ainda maior quando a mãe lembra que o obstetra não acreditava na sobrevivência do menino após a constatação da doença no parto.

O professor Childerico Robson finaliza que o trabalho desenvolvido com os pacientes é fruto de grande satisfação pessoal. “Me sinto realizado em saber que contribuí nem que seja um pouquinho para a melhoria de vida desses meninos e meninas”, frisou. Hoje, ele trabalha a capoeira para 20 pacientes que recebem tratamento no Centro.

Capoeira que vence a deficiência

Morador do Morro dos Macacos, em Vila Isabel, Sebastião Silva Gabriel, de 30 anos, conhecido por todos como Tião, acaba de entrar para o elenco oficial do Unicirco Marcos Frota, que se apresenta até dezembro na Quinta da Boa Vista. O artista, que tem paralisia cerebral e cadeirante, faz parte do grupo de capoeiristas acrobáticos do circo.

O convite veio após Marcos Frota ver Tião jogando capoeira. O próprio ator e empresário o chamou. Vencer as limitações impostas pela deficiência é a especialidade de Tião. Ele estudou em escola comum, terminou o ensino médio e chegou a prestar vestibular. Como não passou, está fazendo curso para tentar a prova novamente:

— Quero cursar Serviço Social, mas não sei como ficam as coisas agora que integro a equipe do circo. Tenho que ver minha agenda.

Ciente de que é um exemplo de vitória e inclusão social da pessoa com deficiência, Tião explica de maneira simples como conseguiu vencer na vida.

— O segredo é não pensar, só viver. Se pensar na dificuldade, a pessoa não consegue nada — afirma.

 

Fonte: http://oglobo.globo.com/rio/bairros/

Caminhada abre I Semana sobre Drogas na orla de João Pessoa, no sábado

O Governo do Estado, através do Programa Estadual de Políticas sobre Drogas (PEPD/PB), realizará de 12 a 19 deste mês, a I Semana Estadual de Ações Educativas sobre Drogas. O evento tem o objetivo de mobilizar a Paraíba em discussões, reflexões e atividades de prevenção às drogas, alertando sobre o perigo que o uso indevido de substâncias químicas representa para a sociedade. A I Semana terá a participação das diversas secretarias estaduais e parceiros da sociedade civil organizada. A abertura ocorrerá no próximo sábado (12) com uma caminhada na praia do Cabo Branco, em João Pessoa. 

A concentração da caminhada começa às 7h, em frente à Fundação Casa de José Américo (FCJA), na Avenida Cabo Branco. Este primeiro momento contará com participações especiais, tais como o humorista ‘Zé Lezin’, palhaços animadores da Arretado Produções, e apresentações de grupos de capoeira, coordenados pelo Fórum de Capoeira. Antes da largada, o alongamento será comandado pelo Projeto Caminhar com Segurança, da Polícia Militar. 

Todo o percurso, com destino ao Busto de Tamandaré, será acompanhado por um trio de forró e apresentações de taekwondo, do grupo FPT Taekwondo. Na chegada, será oferecido um café da manhã, com mesa de frutas para os participantes, ao som de Oliveira de Panelas e diante de várias apresentações de capoeira. 

No Busto de Tamandaré, também serão oferecidos serviços da Secretaria de Saúde, a exemplo de aferição da pressão arterial e exames de glicemia, e distribuídos materiais educativos de prevenção e combate às drogas. Um ato ecumênico encerra a atividade. 

Mobilização – ‘Os efeitos da droga não prejudicam só o usuário’. Esse é o slogan do material informativo do PEPD/PB e da I Semana Estadual de Ações Educativas sobre Drogas, levantando uma reflexão sobre as consequências devastadoras do uso inadequado das substâncias psicoativas. 

O gerente do PEPD/PB, Deusimar Guedes, informa que a campanha de prevenção e combate às drogas terá caráter permanente, “mas a realização de uma semana de atividades será importante para atrair a atenção da sociedade e mobilizar os cidadãos, convidando-os a oferecer sua parcela de contribuição no enfrentamento ao grave problema que é o consumo indevido de drogas”. 

Ele ressalta que a colaboração da população é essencial nessa luta. “Precisamos do apoio de toda a sociedade para conseguir superar esse fenômeno que vem se agravando, destruindo jovens, adultos e suas famílias”, explica Deusimar, comentando que as diversas instituições parceiras do PEPD/PB participarão ativamente em todo o Estado da I Semana Estadual de Ações Educativas sobre Drogas, a exemplo de várias entidades religiosas, do Conselho Municipal Antidrogas de João Pessoa/PB, Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Maçonaria, Fórum de Combate à Corrupção (Focco), Movimento pela Paz (MOVPAZ), entre muitas outras.

Assessoria

Mais Informações: http://www.joaopessoa.pb.gov.br/

Fonte: http://www.clickpb.com.br/

Uma rasteira na obesidade

Emagrecer. Este é um dos objetivos de muitas pessoas que procuram à capoeira, especialmente mulheres. E não é à toa.

A eficiência da Capoeira no emagrecimento é comprovada e a modalidade já é recomendada inclusive em revistas e sites voltados ao público feminino, como Boa Forma, Cyber Diet e Dieta Nunca Mais.

Uma das atividades físicas mais completas, a Capoeira inclui em seus treinos exercícios aeróbicos, anaeróbicos e alongamento, queimando de 500 a mil calorias em uma hora, dependendo da intensidade do treino, fortalecendo a musculatura e modelando o corpo.

E os ganhos vão muito além da estética. A capoeira melhora a postura, a flexibilidade, a resistência cardiovascular e respiratória, o equilíbrio, os reflexos, estimula a auto estima, entre outros benefícios.

Tudo isso de uma forma agradável, em um ambiente animado pelo som do berimbau, do pandeiro e atabaque, que aumenta o pique de qualquer pessoa.

Links:

Boa forma: http://boaforma.abril.com.br/tv-boa-forma/fitness/capoeira-186b5e1502467ee25f620ce1eeab7958.shtml

CyberDiet: http://cyberdiet.terra.com.br/cyberdiet/colunas/010423_fit_capoeira.htm

Dieta Nunca Mais: http://www.abril.com.br/blog/dieta-nunca-mais/2010/02/ficha-tecnica-dos-exercicios-emagrecedores-que-nunca-saem-de-moda/

Portais da Moda:  http://www.portaisdamoda.com.br/noticiaInt~id~19804~n~lutas+sao+uma+opcao+de+exercicio+para+emagrecer+neste+verao.htm

Neila Vasconcelos – Venusiana
capoeiradevenus.blogspot.com

Capoeira: A Fábrica de Neurotransmissores

Atividades prazerosas com a arte capoeira otimizam o bem estar, a alegria e o mais importante: viciam!

Diversos estudos e comprovações científicas (e porque não também empíricas; ou seja; baseada na prática e na vivência) em relação aos benefícios das práticas corporais e atividades físicas planejadas apontam para a necessidade de tal estilo de vida para as pessoas ou ao menos um esforço para cumprir a meta de 30 minutos de exercícios ininterruptos 03 ou 04 vezes por semana. Ainda neste sentido, a OMS (Organização Mundial da Saúde) preconiza que para a pessoa não se caracterizar sedentária, ela deve dar no mínimo 10.000 passos diários. Então, adquira um pedômetro (aparelho que monitora distância e passos) e veja se consegue atingir tal marca. Imaginando o estilo de vida das pessoas atualmente, em principal nas grandes metrópoles, esta resposta nem precisaria de aferição. Seria NÃO. Levando-se em consideração as tecnologias advindas do capitalismo (Karl Marx já previa isto há tempos) e a escassez de tempo das pessoas.

Estranho é que mesmo com tanto incentivo e informação, um número significativo de pessoas, ou seja, uma parcela enorme da sociedade, ainda não se deu conta da tamanha necessidade de em se realizar atividades físicas planejadas e levão um padrão de vida parcialmente ou totalmente sedentário. Parcial, pois existem os “boleiros por uma noite” que justificam o seu sedentarismo relatando jogar aquele futebol uma vez por semana com os colegas. Dois tempos de 20 minutos, a maior parte do tempo fatigado (cansado) e ainda correndo um risco enorme de uma lesão muscular ou ainda de uma parada cardíaca súbita (o que não é raro de se ver nas famosas quadras society espalhadas pelo mundo) e depois do jogo muita carne vermelha, álcool e cigarro. Será que isto não é ser sedentário? E os totalmente imóveis, que até para comer não saem do carro. Preferem as longas filas onde se pede a “refeição” (no geral lanches e refrigerantes) e come-se ali mesmo olhando o pára-brisa do automóvel. Estes possuem uma rotina diária que alterna carro, elevador, mesa, computador, elevador, carro, sofá e cama. Leia novamente com calma: carro, elevador, mesa, computador, elevador, carro, sofá e cama e agora pense se não funciona assim mesmo! E no dia seguinte a mesma rotina e os mesmos problemas causados pelo stress da vida agitada, má alimentação, hipocinética (ausência de movimentos) e escassez de lazer e recreação.

Vamos ser realistas aqui, certamente que houve um aumento de praticantes regulares de atividades físicas planejadas e periódicas. Hoje, os parques e as praças estão sendo mais freqüentadas, as academias ganham a cada dia mais adeptos, as praias estão repletas de pessoas realizando algum tipo de exercício físico e mesmo as ruas estão sendo usadas e adaptadas para práticas corporais como caminhadas, corridas, ciclismo ou qualquer outra prática que movimente o corpo. Mas se fossemos dimensionar isto, certamente a parcela de acomodados e sedentários seria muito, mas muito maior em ralação aos ativos.

Todos nós sabemos que o tempo hoje em dia é um vilão para muitas pessoas. Jornadas incansáveis de trabalho, o trânsito das grandes metrópoles, as responsabilidades financeiras e sociais e o apego fiel a moderna “caixinha” ou “caixona” que liga o cidadão ao mundo; a TV. E agora outro sonho de consumo que está cada dia menor (em tamanho) e maior (em vendas); os PC´s; sedutores e altamente envolventes!

Incrível como se ouve por ai as mil e uma desculpas para não se iniciar um programa de exercícios ou até mesmo um encontro com amigos para uma simples caminhada.                 Prorroga-se ao máximo aquela matricula na academia, o compromisso de estar três ou quatro vezes por semana no parque para caminhar e quando se vai empurrando isto literalmente com a barriga, que certamente a esta altura já deve estar bem grande, espera-se o primeiro dia do ano para dizer: a partir do ano que vêm em janeiro, começarei a me cuidar. E de janeiro passa para fevereiro e daí para março e por ai vai até aguardar pelo próximo ano. Certamente, estas pessoas ainda não sentiram na pele (e na mente) a agradável sensação de bem estar, conforto e alegria proporcionados por uma boa aula de caráter aeróbio ou uma sessão de trabalhos com pesos.

Pós-exercício, o corpo tende a liberar diversos neurotransmissores que ativam a produção de hormônios destacando entre esses a beta endorfina, a serotonina, a noradrenalina e a dopamina que proporcionam diversas sensações ligadas ao prazer, alegria e bem estar corporal. É comum também, em conseqüência ao programa de exercícios realizados, a melhora do descansar, do repouso e do sono. O corpo busca por um equilíbrio maior, regulando diversas funções enquanto nos encontramos em estado de metabolismo basal, ou seja, em sono profundo.

Outro fator importante que observamos quando se adere às práticas de exercícios físicos dirigidos é a atenção voltada para a alimentação. A pessoa passa a se preocupar mais em se alimentar de maneira adequada eliminado alguns exageros e prestando a atenção ao que ingere pré treino, pós treino e também no decorrer do dia. Só não se pode neste momento achar que após uma sessão de exercícios, pode-se ingerir aquele pedaço recheado de bolo ou aquele lanche com muitas calorias só porque acabou de malhar. Mero engano. Se a pessoa gastou 500 calorias em sua sessão de exercícios e logo após ingere 700 ou 800 calorias entra em saldo positivo. Positivo! Que bom não é? Não! Saldo positivo de calorias; e conseqüentemente de tecido adiposo, ou seja: gordura visceral e também subcutânea. Se ingerir mais calorias do que se gasta, é esta a conseqüência: aumento na balança. Mas não de massa muscular magra, mas sim de gordura; a vilã. Mas será que é mesmo tão vilã assim?

Certamente não, a gordura tem função primordial no organismo. Além de fornecer energia (calorias/combustível) para as práticas rotineiras, ela também tem função termo regulatória e de transporte de nutrientes em especial de vitaminas. Desempenha também papel primordial quanto à produção hormonal e todos os seres humanos dependem dela sim. Só que de maneira balanceada. Ao contrário, ela pode se transformar em sobrepeso ou ainda obesidade mórbida o que não é raro de se ver hoje em dia. Aliás, é bem comum. São as pessoas que já encontram dificuldade de mobilidade/locomoção e os órgãos internos já se encontram com o funcionamento prejudicado em decorrência de tanta gordura corporal (visceral e subcutânea). Aí que entram as famosas cirurgias para redução estomacal, lipoaspirações e demais técnicas incisivas de controle de peso. Em muitos destes casos a questão está ligada com problemas de produção hormonal e fogem um pouco do controle das próprias pessoas. Eu disse um pouco porque muitos demoram a fazer um diagnóstico médico e assim estabilizar esta questão com medicações específicas, a realização de uma dieta balanceada sem excessos e o início a um programa de exercícios dirigidos.

Trabalhar com práticas corporais com esta população (obesos/obesos mórbidos) requer muito conhecimento, em razão da falta de condicionamento físico, a dificuldade de mobilidade, a debilidade de certos órgãos vitais e a sobrecarga nas articulações, tendões e ossos ocasionada pelo grande volume de massa corporal. Qualquer erro na prescrição de exercícios pode levar a lesões e assim prejudicar ainda mais o paciente/aluno. O certo é que esteja bem ou mal diante da balança, não se pode vacilar.

O lance é realizar um “auto-investimento” e aderir o mais rápido possível á um programa de exercícios físicos. Leia novamente. Um programa de exercícios físicos, planejado e periódico e não qualquer atividade física única, solta e solitária. Algo que conte com certo planejamento realizado por um profissional da área médica que tenha continuidade. Falaremos desta tal “continuidade” à frente!

Este investimento certamente trará inúmeros retornos positivos como bem-estar e também a sobrevida. Quem não quer ganhar alguns anos a mais hein?

Uma dificuldade que as pessoas geralmente encontram ao começar um plano de exercícios é a falta de vontade em realizar este programa. Certamente, se a pessoa vai forçada, ela irá desistir. Se não sente prazer em levantar pesos, irá parar. Se não gosta de esteiras e bicicletas ergométricas, também irá parar. Se não curte as aulas de caráter aeróbio incrementadas com ritmos alucinantes, não seguirá. Veja, são inúmeras opções e cabe a pessoa encontrar o que gosta e o que sente prazer em realizar. Se não gosta de pesos, encontre alternativa trabalhando com o próprio peso do corpo. Se não gosta de correr em esteiras, procure um local ao ar livre como opção.

A este ponto o leitor deve estar se perguntando: O que este texto faz em um site específico de capoeira. Resposta: esta modalidade é uma fantástica opção para as pessoas que encontram dificuldade em dar seqüência a um plano de exercícios (a tal continuidade). A capoeira envolve ludicidade com esporte, ritmo com malhação e o mais importante: é periódica; tem seqüência. Os treinos ocorrem três ou quatro vezes por semana com duração de uma hora á uma hora e meia (para os menos empolgados) e traz consigo aquela disciplina que as pessoas na verdade querem de um programa de exercícios. Vejo pessoas que furavam treinos em sala de musculação semanalmente e que após iniciarem as aulas de capoeira mudaram radicalmente de conduta, com poucas faltas e maior compromisso de presença nas aulas. Lógico que isto não funciona a todos. Nem caberiam todos em nossas salas de treino Há pessoas que preferem trabalhos de musculação, outras lutas, outras aulas predominantemente aeróbias com acompanhamento musical. Mas o segredo é encontrar algo que a pessoa goste; que sinta falta e que tenha continuidade. A continuidade e o prazer na realização é fundamental para um programa de exercícios entrarem no hábito da pessoa. Se a desistência ocorrer logo nas primeiras sessões, certamente esta pessoa terá dificuldade em tentar novamente.

Atualmente, já presenciamos que alguns métodos de treinamento, em especial, ginásticas ritmadas com coreografias, se baseiam em alguns movimentos das lutas para comporem um sistema de exercícios aeróbios de alta intensidade. Com a capoeira não foi diferente. Seus movimentos, em especial os mais básicos, como a ginga e algumas variações de chutes e esquivas mais simples já estão sendo utilizadas em programas de aulas padronizados por empresas de fitness. O que pode mobilizar o praticante a buscar mais afundo os exercícios e movimentos da arte capoeira por uma questão lógica de curiosidade, encanto ou porque simplesmente funciona bem no processo de supercompensação (adaptação do organismo aos treinos).

Para os “capoeiras” mais tradicionais, ver alguns de nossos movimentos inclusos em  aulas que  nada tem a ver com um curso de capoeira é extremamente perturbador. Sinceramente não vejo problemas, pois isto de certa maneira divulga a nossa arte e pode despertar o interesse das pessoas para praticar a modalidade na sua íntegra com todos os fundamentos e tradições que encantam e envolvem as aulas de capoeira. Quem não viveu muitos anos envolvido com a capoeira e não esteve ali dentro no círculo mágico (na roda) nunca conseguirá conduzir uma aula rica e fundamentada. Então estes métodos de ginástica geral ajudam o nosso “marketing”.

Voltando aos treinos e seqüências nos treinamentos, se há disposição e certo tempo hábil, o ideal seria mesclar algumas modalidades para se obter uma resposta mais efetiva ainda. Uma ótima combinação; planejada e dividida ao longo da semana envolveria, por exemplo, trabalhos com pesos na sala de musculação, aulas periódicas de capoeira e trabalhos de natação e hidroginástica na piscina. Tudo isto voltado para cada indivíduo com treinamentos divididos e separados para não haver sobrecarga no trabalho corporal. Esta “meia verdade” de que “quanto mais melhor” nas práticas do corpo pode levar o indivíduo a exaustão com aulas de longa duração, excessos de pesos, distúrbios psicológicos como a vontade de realizar diversas modalidades no mesmo dia e tudo ao mesmo tempo (pasmem; há pessoas que passam incríveis 04 horas dentro de uma academia por dia!), o que atrapalha em muito a resposta dos exercícios ocorrendo efeito inverso em relação aos benefícios que as práticas corporais podem proporcionar. É onde entra a opinião do profissional para orientar e auxiliar o indivíduo a achar algo prazeroso e contundente para a sua saúde. E com todo este movimento pró-exercícios e qualidade de vida, a capoeira tem lugar em destaque. Basta o profissional que lida com esta modalidade atentar para os seus benefícios e oportunizá-la afinal capoeira meu camarada é tudo que a boca come! Salve.

Ricardo Augusto da Costa – Beija-Flor

Jornalista, Professor de Educação Física e Colunista do Portal Capoeira

Blog: bfcapoeira.vilabol.com.br

e-mail: [email protected]

João Pessoa: Semana Zumbi de Cultura é realizada no Centro Histórico

Capoeira, coco de roda, ciranda, maculelê e maracatu são algumas opções da 1ª Semana Zumbi de Cultura, que acontece até esta sexta-feira (15), no Ateliê Multicultural Elionai Gomes, localizado na Ladeira da Borborema, nº 101, Centro Histórico da Capital. O evento, que objetiva o fomento e a divulgação da Cultura Popular de matriz africana, conta com apoio da Prefeitura Municipal de João Pessoa (PMJP), por intermédio da Fundação Cultural (Funjope).

Benedito dos Santos é coordenador do Grupo Zumbi de Cultura Popular. Para ele, a parceria entre a gestão municipal e os grupos envolvidos é estratégica para a realização do evento. “Um exemplo é que o Casarão 34 abriu espaço para a oficina de capoeira, que é um importante instrumento de socialização e educação através da arte, além de outros apoios por parte da Funjope”, lembrou. “A parceria é uma verdadeira demonstração de que o poder público tem esta preocupação em abrir espaços para a cultura popular”, acrescentou.

A programação teve inicio na segunda-feira (11). Além das apresentações folclóricas, o evento inclui ainda palestras, debates, mostras de vídeo e oficinas de cerâmica, capoeira, teatro e de penteados afros. A 1ª Semana Zumbi de Cultura tem enfoque específico na capoeira.

O encerramento da programação acontece nesta sexta-feira (15), a partir das 9h. À noite, a partir das 19h, acontece a apresentação dos resultados das oficinas e entrega dos certificados. Na ocasião, também haverá manifestações culturais, com batucadas dos grupos Badauê, Grupo Angola Comunidade, Berimbau Viola, Afro Nagô e Angola Palmares. Também serão oferecidas iguarias da culinária afro indígena, como doces, africaxé e uma pequena recepção a base de frutas.

1ª Semana Zumbi de Cultura – Trata-se de uma ação coletiva junto aos jovens, crianças e adultos do bairro do Varadouro e de comunidades circunvizinhas. A iniciativa é considerada de extrema importância como contribuição para políticas eficazes sócio-educativas nas escolas, envolvendo professores, alunos e funcionários.

O evento possibilita ainda a formação e integração dos estudantes e da comunidade envolvida, promovendo um intercâmbio entre a arte e a educação. A Semana Cultural possibilita a preservação do interesse pela Cultura Popular, através da introdução de ritmos, crenças, lendas e costumes da herança cultural africana. Mais informações pelos telefones 3218-9668 e 8822-4866.

Fonte: http://www.joaopessoa.pb.gov.br

João Pessoa sedia Encontro de Capoeira

João Pessoa, PB – Capoeiristas de todo o Brasil estarão presentes neste sábado 25, e domingo 26, em João Pessoa, para o nono Encontro Nacional de Capoeira.

Cerca de 500 praticantes do esporte se inscreveram para o evento que tem como objetivo graduar e observar o desempenho dos atletas além de promover a inclusão de 200 atletas do Centro Integrado de Apoio ao Portador de Deficiências, FUNAD.

No primeiro dia da competição, a atração será uma grande roda de rua realizada às 19h30, na Feirinha de Tambaú. Mestres de capoeira de todo o país estarão presentes, como: Hulk, Portes, e Fabinho, todos do Rio de Janeiro, além do paulista Pinatte.

O organizador do Encontro, Márcio Rodrigues, revelou que este é o maior trabalho de inclusão realizado no Brasil, tendo a participação de 200 capoeiristas da FUNAD, alunos das redes municipal e estadual de ensino, como também de universitários e integrantes de academias.

Ele ainda assegurou que portadores de várias deficiências estarão competindo ao lado dos demais alunos. Todos juntos, num clima de descontração, brincadeira e muito respeito.

O evento é organizado pela Associação de Capoeira Terra Firme e conta com o apoio da direção da FUNAD e da Secretaria de Educação do Estado.

A entrada é gratuita.

Fonte: http://www.agoraesportes.com.br

São Paulo: Lançamento CD – Mestre Bigo

Francisco Tomé dos Santos Filho, o Mestre Bigo (Francisco 45), discipulo de Mestre Pastinha lança seu CD em São Paulo no terreiro do Mestre Plínio o Angoleiro Sim Sinhô.

 

 

 

Visite: http://www.angoleirosimsinho.org.br/eventos.html

 

Mestre Bigo, discípulo de Mestre Pastinha, conta um pouco sobre a sua vida na Capoeira Angola.

Revista Praticando Capoeira, páginas 14 a 16.
Texto: Letícia Cardoso de Carvalho

Francisco Tomé dos Santos Filho, o Mestre Bigo, nasceu em 1946, em Salvador-Bahia. Iniciou na capoeira em meados dos anos 50, após assistir a uma apresentação de capoeira onde viu Mestre Pastinha e Mestre Cobrinha Verde num emaranhado de corpos.

Treinou na Academia de Mestre Pastinha até 1975 (época em que casou-se e veio para São Paulo), convivendo com grandes expoentes da capoeira, como: João Grande, João Pequeno, Natividade, Papo Amarelo, Jonas, Bola Sete, Gildo Alfinete, Genésio Meio Quilo, Roberto Satanás, entre outros.

Após chegar em São Paulo ficou um tempo afastado da capoeira, mas afirma que em momento algum esteve separado dela, pois a capoeira está no seu sangue, correndo em suas veias. Em 1989, Mestre Bigo fundou a Academia de Capoeira Angola Ilê Axé, onde realiza um trabalho até hoje.

Confira abaixo a entrevista exclusiva que Mestre Bigo concedeu à Revista Praticando Capoeira.

P. Capoeira: Como era a Capoeira Angola na época em que você começou a praticar?

Era um pouco diferente. Mestre Pastinha treinava Angola corrida e Angola amarrada. A Angola corrida era perigosa. Nós trocávamos pau com o pessoal da Regional. O regional levantava a perna lá em cima e o angoleiro dava rasteira. O angoleiro não levanta a perna lá em cima, pois sabe que se levantar vai cair.

Antes, para cada jogo era cantada uma ladainha, depois vinha o improviso e depois o corrido. O capoeirista jogava um certo tempo, então parava a roda e começava a cantar outra ladainha. Tomava muito tempo da gente. Hoje em dia têm mais capoeiristas e em virtude disso, tem menos tempo para jogar na roda.

P. Capoeira: Muitos capoeiristas que praticam Capoeira Regional afirmam que a Capoeira Angola é fraca como arte marcial. Qual a sua opinião?

Não acho não. A angola tem mais malícia. A Regional é só ataque, defesa e raiva. O angoleiro entra na roda dando risada. Capoeira são duas cobras. A Regional tem um veneno só. Já a Angola tem o veneno de várias cobras. O Regional entra na roda, fecha a mão, fecha a cara para bater. Quer dizer, é como se fosse uma cascavel, que avisa que vai te pegar. O angoleiro é o contrário. Seria como todas as cobras, que procura atrair o seu agressor e dar risada, para dar um bote só, no momento certo. O angoleiro quando vê que vai dar o bote e não vai pegar, ele não dá. Ele só dá o golpe certo. Na angola são poucos golpes, mas são todos originais. O angoleiro não desperdiça golpe. Angola é malícia, é manha, maldade, falsidade, ataque e defesa, alegria e tristeza. Depois vem a mandinga, que é o tempo que faz. O angoleiro não confia em ninguém. Ele confia e desconfia. Ele finge que não vê, que não escuta. O pessoal da Regional despreza a Angola (sem generalizar), é igual mãe e filho. A Angola é a mãe, e uma mãe nunca despreza o filho. Tem muita gente da Regional indo para a Angola para adquirir conhecimento, pois é na capoeira Angola que está o conhecimento. A Capoeira Angola nasceu na ânsia da liberdade. Ela nasceu como uma luta. Que lutou na Guerra do Paraguai não foi Regional, foi Angola. O pessoal pensa que Angola é fraca, não é não. Quando os angoleiros estão jogando parece que os dois são uma pessoa só, um transmite uma energia muito forte para o outro.

P. Capoeira: Qual era o sistema de ensino na Academia de Mestre Pastinha?

Ele começava com a ginga, era o primeiro passo. Depois, o primeiro golpe que ele ensinava era a meia lua de frente, que era para conhecer o seu adversário. Depois ele ensinava mais golpes de frente. Então, ele passava a ensinar os golpes giratórios; rabo de arraia, meia lua de costas e outros.

Agora, eu e Bola Sete gostávamos de chegar cedo para ficar conversando com o Mestre Pastinha, nós perguntávamos muitas coisas para ele e ele respondia. Ele dava muitos conselhos para nós, como:

"Sempre dobre uma esquina aberta"

"Não entre em lugar escuro"

"Se você desconfiar que uma pessoa está armada, jogue um cigarro aceso em cima dela que ela vai colocar a mão na arma".

"Sempre que estiver em um bar, sente-se olhando nos olhos do dono do bar, pois se acontecer qualquer coisa, os olhos dele vão avisar".

P. Capoeira: Por que grandes mestres de capoeira Angola estão hoje, de certa forma, "esquecidos", como aconteceu com Mestre Pastinha no final de sua vida?

Isso aconteceu mesmo. Eu falo que a Capoeira Angola muitas vezes castiga a gente. Se você anda um pouquinho errado ela castiga a gente. O caso do Mestre Pastinha foi inveja demais. Mestre Pastinha nunca jogou descalço. Antes da viagem dele para a África, ele foi fazer uma exibição num ginásio, na Bahia. Teve uma pessoa que falou para todo mundo jogar descalço, que capoeirista não nasceu calçado. Até esse dia, Mestre Pastinha nunca tinha jogado descalço numa roda de capoeira. Então, Mestre Pastinha tirou o sapato e foi jogar. Enquanto ele estava jogando, colocaram macumba no sapato dele. Mas a pessoa que fez isso também já morreu. O capoeirista sempre tem que pedir muita proteção. Quando o capoeira agacha ao pé do berimbau tem que se benzer, pedir proteção a Deus, pois ele vai para uma roda de capoeira sem saber a intenção de seu oponente. O capoeirista tem que descobrir nos olhos do seu oponente a intenção que ele vai tomar daquele momento em diante. Hoje em dia o capoeirista vai namorar e depois vai para a roda de capoeira; não pode, ele está como o corpo aberto, o capoeirista tem que estar de corpo e espírito limpo para transmitir uma energia positiva na roda de capoeira e em sua vida.

 

Rio: Encontro internacional de capoeira inclusiva

RIO – Grupos de capoeira de diversos países, formados por pessoas com e sem deficiência, participarão, na segunda-feira, dia 4, do 11º Encontro Internacional de Capoeira Inclusiva, no Rio. O encontro, promovido pela Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência, é aberto ao público e será realizado no Centro Municipal de Referência da Pessoa com Deficiência de Campo Grande (Rua Professor Carlos Boisson s/nº, a partir das 13h.

A capoeira é uma das atividades utilizadas pela Prefeitura do Rio para estimular a integração social, a iniciação esportiva e a melhoria das condições de vida das pessoas com deficiência. De acordo com a Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência, os mestres Naval e Boneco são alguns dos experientes capoeiristas que participarão do evento para mostrar sua técnica aos interessados nessa atividade.

Crônica: A Chatice da Igualdade

A CHATICE DA IGUALDADE.
Como trabalhar as diferenças e aprender com elas.

Quem nunca viveu uma situação como esta; tu sai a procura de emprego roda, roda, roda e só encontra NÃO ou então a seguinte frase: Você é muito qualificado para o cargo; arquivaremos e seu currículo. É péssimo não é? Vamos usar esta comparação para amigos e amigas portadores de necessidades especiais que além da procura de emprego e educação; buscam atividades físicas planejadas como jogos coletivos, lutas, atividades aquáticas, danças ou qualquer outro exercício.

Enquadra-se aqui os mais diferentes aspectos em deficiência física, mental, social, cognitiva, motora, visual ou outras. Aliás, que palavra é está hein??? Deficiência!!!

Acredito que todos nós temos as nossas. Eu tenho as minhas, você não tem as suas?

Há também tanta deficiência moral e ética no mundo e estas, muitas vezes, são denominadas de “normais”. Enfim; está é uma outra história!

Voltemos à questão da inclusão. Incluir é diferente de integrar. Incluir é fazer com que este indivíduo participe da atividade, do emprego, do jogo, da educação. Integrar é somente juntá-lo ao grupo, muitas vezes desprezando a sua presença e não pensando em procedimentos para fazer com que esta pessoa faça parte do momento. Então; a questão é inclusão e não integração!

Já presenciei inúmeras vezes educadores, professores, gerentes, diretores, donos de empresa tirando o corpo fora quando é hora de “incluir” . Oferecem uma desculpa qualquer, indicam o vizinho e jogam a batata quente para o outro lado.

Certa vez uma mãe de um garoto com necessidades especiais me procurou dizendo da dificuldade em achar um local para que seu filho praticasse um esporte. Ouviu uma série de desculpas e até um encaminhamento para a medicina, tratando assim o garoto como um doente e não como uma pessoa capaz de realizar toda e qualquer tarefa, necessitando apenas de uma adaptação para isso.

Todos podem dividir os mesmo espaços e as mesmas atividades sem muitos esforços. Basta um pouco de bom senso e curiosidade por parte de educadores para saber qual necessidade devemos adaptar para cada situação que nos é colocada à prova. Cadeirantes, amputados, deficientes visuais, transtornos mentais, dificuldade de cognição não importa o título. É apenas necessário buscar a informação e proceder acolhendo e tratando sem distinção estas pessoas que nos procuram.

Muitos ainda pecam por excesso de zelo. Não por culpa própria, mas por inexperiência. Os portadores de necessidades especiais devem ser tratados como os demais. Sem mimos ou dó. Normal!O estimule e elogie, cobre e se preciso chame a atenção. Você o fará se sentir uma pessoa como outra qualquer que na verdade é o que são.

No geral eles são mais aplicados. Insistem mais na repetição do exercício ou no estudo. Não desistem fácil e raramente faltam às aulas. Possuem um compromisso enorme com a atividade ou a aula. Não é raro encontrarmos pessoas que praticam capoeira com amputação de membros inferiores ou com grave comprometimento neurológico. Mesmo assim podem sentir a energia da roda, tocar os instrumentos, cantar, bater palmas, pesquisar e nos fornecer lições que só a vida pode nos ensinar. E a presença de todos eles durante a aula, contribui com os demais que enxergam nestas pessoas a superação, e quebram certos paradigmas enraizados como o preconceito e a discriminação.

Na vida, constantemente estamos nos adaptando a diferentes situações. Caímos e levantamos, superamos crises e infelicidades. Encaramos novas realidades e mudanças. Conhecemos novos lugares e pessoas. Tudo isto pede adaptação. Um saber agir diferente e a capacidade de mudar, transformar e tocar o barco à frente. No momento que você for colocado à prova, não desista. Procure informação, leia, pesquise, mas antes de tudo traga a pessoa para junto de si. Faça-a sentir a segurança do seu trabalho e afeto no seu falar. Ache meios para ela participar de sua aula. Busque saber sim o seu estado clínico, principalmente com patologias relacionadas com o sistema cárdio-respiratório e músculo-esquelético. Mas nunca a trate como um doente. Certamente você aprenderá demais e multiplicará as suas experiências. Na era da inclusão não é necessário muito para a sua colaboração, somente tirar boas impressões das diferenças. Afinal que chato se fossemos todos iguais!

BEIJA-FLOR

*Educador em Capoeira. *Bacharel em Comunicação Social com especialização em Jornalismo. *Licenciado Pleno e Bacharel em Educação Física. Grupo Macungo de Capoeira, extensão Projeto Beija-Flor

SÃO BERNARDO DO CAMPO/SP

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