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Prêmio Nacional de Expressões Culturais Afro-brasileiras será lançada no Rio de Janeiro

2ª Edição do Prêmio Nacional de Expressões Culturais Afro-brasileiras será lançada no Rio de Janeiro

Criado para estimular e incentivar as expressões artísticas de estética negra, será lançada no próximo dia 28, no Rio de Janeiro, a 2ª Edição do Prêmio Nacional de Expressões Culturais Afro-brasileiras. A Fundação Cultural Palmares (FCP) e o Centro de Apoio ao Desenvolvimento Osvaldo dos Santos Neves (CADON), são responsáveis pela realização do Prêmio, apoiados pelo patrocínio da Petrobras.

A cerimônia de lançamento, promovida pela FCP, acontecerá no Auditório Gilberto Freyre, no Palácio da Cultura Gustavo Capanema, a partir das 18h. O evento reunirá 300 convidados e contará com uma apresentação cênico-musical da atriz Iléa Ferraz, com uma adaptação especial para ocasião de A Botija de Ouro, de Joel Rufino. A cerimônia contará com as presenças de Eloi Ferreira de Araujo, Presidente da Palmares; Ruth Pinheiro, Presidente do CADON, além de representantes da Petrobras.

Prêmio – Este ano, o Prêmio Nacional de Expressões Culturais Afro-brasileiras dedica sua edição às comemorações do Ano Internacional dos Povos Afrodescendentes, como forma de reconhecimento às expressões artísticas e culturais, contribuindo para a continuidade de suas atividades. O prêmio é coordenado pelo Departamento de Fomento e Promoção da Cultura Afro-brasileira (DEP) da Fundação Cultural Palmares.

A primeira edição do Prêmio, realizada em 2010, foi elaborada a partir do contato próximo aos grupos, artistas e companhias, que trabalham com a produção artística de matriz africana, e em atendimento à demanda do Fórum de Performance Negra. Foram contemplados vinte projetos das cinco regiões brasileiras, totalizando mais de um milhão de reais em prêmios.

Como na última edição, a premiação será dividida em três categorias: artes visuais, dança e teatro. Poderão se inscrever pessoas jurídicas de natureza cultural, com ou sem fins lucrativos, que trabalhem com a temática cultural negra. Serão contemplados quatro projetos por região do País, inéditos ou não, a serem concretizados em 2012, totalizando um milhões e cem mil reais em prêmios.

Inscrições – As inscrições estarão abertas no período de 10 de outubro a 24 de novembro de 2011, serão gratuitas e poderão ser preenchidas diretamente na página do Prêmio: www.premioafro.org. Os projetos inscritos serão avaliados por uma comissão de membros indicados, e serão considerados os critérios de excelência artística, histórica e efetiva contribuição artística para a cultura afro-brasileira, pertinência do conteúdo à questão afro-brasileira, qualificação dos profissionais e viabilidade técnica de execução. Após a divulgação dos resultados, será realizada uma cerimônia de premiação para os vinte projetos vencedores.

Serviço:

O que: Lançamento da 2ª Edição do Prêmio Nacional de Expressões Culturais Afro-brasileiras.
Onde: Auditório Gilberto Freyre no Palácio da Cultura Gustavo Capanema (Rua da Imprensa, 16 – Centro Rio de Janeiro)
Horário:
18h

Mais informações: www.premioafro.org e  www.palmares.gov.br
Organização: Fundação Cultural Palmares

Realização: Fundação Cultural Palmares e Centro de Apoio ao Desenvolvimento Osvaldo dos Santos Neves
Apoio: Petrobras

Prêmio Nacional de Expressões Culturais Afrobrasileiras

Fomentar e difundir a cultura negra nacional e internacional com um caráter inovador. Esse é o mote que resultou no lançamento do 1º Prêmio Nacional de Expressões Culturais Afrobrasileiras, patrocinado pela Petrobras e desenvolvido pelo Centro de Apoio ao Desenvolvimento Osvaldo dos Santos Neves (Cadon) em parceria com a Fundação Cultural Palmares. No total serão premiados 20 projetos de todo o país, sendo quatro contemplados por região brasileira – Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul. Ao todo serão distribuídos R$1.100.000,00 em prêmios para projetos que abordem as seguintes manifestações artísticas: teatro, dança e artes visuais que trabalhem com a produção artística de estética negra.

As inscrições vão até o dia 5 de março e podem ser feitas pelo site www.premioafro.org. Por meio deste endereço, os interessados poderão acessar ainda o edital de seleção, obter dicas sobre como elaborar os projetos e mais informações sobre o prêmio.

O Prêmio Expressões Culturais Afrobrasileiras foi concebido em 2006, após o II Fórum Nacional de Performance Negra, realizado no Teatro Vila Velha, em Salvador, que teve como um de seus destaques a discussão sobre a falta de editais públicos e linhas de financiamento específicos para trabalhos focados na estética negra.

Fonte – Blog Petrobras – http://www.blogspetrobras.com.br

Prêmio Culturas Indígenas Edição Xicão Xucuru – Cerimônia de Premiação em São Paulo

Criado pelo Ministério da Cultura em parceria com a Associação Guarani Tenonde Porã, a partir de indicação do Grupo de Trabalho para as Culturas Indígenas, o Prêmio Culturas Indígenas é um concurso que premia iniciativas de comunidades indígenas que realizem ações e trabalhos de fortalecimento cultural.

As iniciativas tem como principal objetivo o fortalecimento das expressões culturais dos povos indígenas, contribuindo para a continuidade de suas tradições e para a manutenção de suas identidades culturais.

Contemplados com o ‘Prêmio Culturas Indígenas’ recebem certificado nesta quarta-feira (dia 3), em São Paulo

O Teatro do SESC Pompéia em São Paulo será o palco da cerimônia de premiação às 102 propostas selecionadas pelo Prêmio Culturas Indígenas 2007 – Edição Xicão Xukuru, que será realizada na noite desta quarta-feira, 3 de dezembro. Na ocasião, também será lançado o catálogo com informações sobre os 697 projetos inscritos.

Cada uma das iniciativas selecionadas receberá R$ 24 mil para que as comunidades possam desenvolver e continuar as ações de valorização cultural ou implementarem novos projetos nesse sentido. Os recursos são oriundos de patrocínio da Petrobras, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, a Lei Rouanet.

O evento é promovido pela Secretaria da Identidade e da Diversidade Cultural do Ministério da Cultura (SID/MinC), em parceria com a Associação Guarani Tenonde Porã e o SESC SP, e contará com a presença do secretário interino Américo Córdula.

Além da solenidade de entrega do Prêmio, fazem parte da programação rodas de histórias indígenas e de conversas, oficinas de arte, apresentações de teatro, de canto e de dança indígenas, uma série de atividades que se estende até 6 de dezembro, com entrada gratuita. O SESC Pompéia localiza-se na Rua Clélia, nº 93.

Edição Xicão Xukuru

Segundo o coordenador da premiação, Maurício Fonseca, a atual edição teve maior participação em relação a anterior devido à consolidação das parcerias estabelecidas com organizações indígenas, entidades governamentais e não-governamentais. "Também aumentamos para nove o número de facilitadores do prêmio que, junto com esses parceiros, organizaram 150 oficinas pelo Brasil, orientando as comunidades e organizações sobre como se inscrever."

Ao lado do maior número de propostas inscritas, houve o aumento da participação dos povos indígenas, que de 111, em 2006, passou para 192, na edição de 2007. Esse fato deve-se ao fato da desburocratização da premiação – exigência de menos documentos formais e aceitação das lideranças tradicionais como representantes legais das comunidades -, e da possibilidade do uso da oralidade, permitindo a inscrição por meio de gravação das respostas da ficha de inscrição em CD, DVD e VHS, explicou Maurício Fonseca.

As duas edições do Prêmio Culturas Indígenas permitiram a construção de um banco de dados com 939 iniciativas ainda não premiadas, que documentam ações voltadas para o fortalecimento cultural desses povos. Com isso, a expectativa dos organizadores é de que ele se torne um projeto permanente da Petrobras.

Homenageado – A edição 2007 do Prêmio Cultura Indígenas homenageou o líder Xicão Xukuru, assassinado em 1998, na cidade de Pesqueira, em Pernambuco. Sua morte causou comoção entre as comunidades indígenas, setores indigenistas e entidades de Direitos Humanos do Brasil e do exterior. Xicão integrou as delegações indígenas nos trabalhos da Constituinte. Essa militância o levou a reorganizar o povo Xukuru em ações de retomada do território tradicional e de demarcação das terras. Atualmente, os cerca de nove mil índios Xukuru estão distribuídos em 24 aldeias.

Leia mais sobre a premiação: www.premioculturasindigenas.org.
Comunicação SID/Minc
(61) 3316-2129

MESTRE BIMBA E A CAPOEIRA NO PAN 2007

Foi mais uma linda festa da capoeira.

Tudo foi organizado pela PETROBRAS como parte do lançamento nacional em cinemas do filme MESTRE BIMBA, A CAPOEIRA ILUMINADA, no dia 19 de Julho no Palco PETROBRAS da VILA DO PAN.

A capoeira teve público recorde na VILA, com atletas de todos os países participantes querendo entrar na roda e jogar. Alguns técnicos e dirigentes de delegações tentaram até impedir, evitando contusões de última hora, mas o som dos berimbaus tocou mais forte no coração de todos.
 
Muitos confessaram que ansiavam por esse momento de contato com a capoeira no próprio país onde ela nasceu. Outros se mostraram fãs e praticantes de capoeira em seus países de origem. Mas o mais bonito foi ver o grande número de atletas completamente encantados com o que viam e descobriam naquele momento. Vários me deram seus e-mails para que eu indicasse academias nas cidades onde moram.

No palco, junto aos capoeiras do Mestre Camisa, estavam integrantes da família do Mestre Bimba, vindos da Bahia e de Goiânia para a grande noite. O público chegou ao delírio quando um integrante da seleção chilena de handebol subiu no palco e pediu em casamento sua namorada, da equipe feminina brasileira, também do handebol. E tudo isso ao som do berimbau, do samba de roda, do maculelê e de muita celebração ao filme e à capoeira, que já começa a ocupar seu merecido espaço na mídia.
MESTRE BIMBA E A CAPOEIRA NO PAN 2007
A animação de todos parecia não ter limtes e a festa só acabou porque as regras na VILA DO PAN são bastante rígidas. Mas a PETROBRAS já está pensando em fazer uma outra, no PARA PAN. Tudo isso em preparação para o grande lançamento nacional de "MESTRE BIMBA, A CAPOEIRA ILUMINADA", que entrará nos cinemas brasileiros a partir do dia 10 de Agosto no Rio, São Paulo, Santos e Brasília e depois, em outras 16 cidades.
MESTRE BIMBA E A CAPOEIRA NO PAN 2007

MESTRE BIMBA E A CAPOEIRA NO PAN 2007
FOTOS: LFG

Petrobras destinará R$ 90 milhões a projetos prioritários apresentados pelo Ministério da Cultura

Ação Extraordinária Petrobras-Ministério da Cultura
Os novos editais deverão ser publicados a partir de janeiro de 2007, no Portal do MinC
 
A Petrobras e o Ministério da Cultura (MinC) anunciaram hoje, 20 de dezembro, o conjunto de projetos que será contemplado pela Ação Extraordinária Petrobras – MinC 2006, com verba total de R$ 90 milhões. Parte expressiva dos resultados financeiros da empresa obtidos neste exercício fiscal (2006) será destinada aos projetos prioritários e estruturantes trazidos pelo ministério. A relação abrange editais públicos para diferentes áreas, incluindo segmentos de cultura indígena e negra e restauros de patrimônio edificado.
Maior incentivadora da cultura no Brasil, a política de patrocínio cultural da Petrobras segue o Planejamento Estratégico da Companhia, que, ao lado da rentabilidade, ressalta o compromisso com a responsabilidade social e com o crescimento do país. "A Ação Extraordinária está alinhada à política de patrocínio da empresa e complementa o Programa Petrobras Cultural, cuja Edição 2006/2007 foi lançada no dia 6 de dezembro", explica a gerente de Patrocínios da Petrobras, Eliane Costa.
 
Entre as novidades, está o edital de Segurança do Patrimônio, formulado em parceria com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), com objetivo de estruturar sistemas de segurança em bibliotecas e museus para proteção contra roubos. Também foi lançado um edital para patrocínio de projetos culturais em universidades públicas, além de um prêmio para projetos com foco em pessoas idosas.
 
Nas ações de restauro de patrimônio, a Petrobras anunciou o aterramento da fiação elétrica nas cidades históricas de Olinda (PE) e de Ouro Preto (MG), entre outros projetos. No evento, foi assinado o protocolo de intenções com a Prefeitura de Ouro Preto.
 
Além do apoio a novas ações, a empresa confirma a continuidade a projetos já patrocinados como o Pixinguinha – retomado em 2004 pela Funarte com patrocínio da Petrobras -, os Prêmios Myriam Muniz, Klaus Vianna e Carequinha de fomento ao teatro, à dança e ao circo, editais como o Viva Capoeira e o de Culturas Indígenas e o apoio à Escola Nacional de Circo.
 
O evento, realizado no Museu Nacional de Belas Artes, Rio de Janeiro, contou com as presenças do ministro da Cultura, Gilberto Gil; do presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli de Azevedo; da prefeita de Olinda (PE), Luciana Santos; e do prefeito de Ouro Preto, Ângelo Oswaldo de Araújo Santos. Após a cerimônia, participam da coletiva de imprensa a gerente de Patrocínios da Petrobras, Eliane Costa, e o presidente do IPHAN, Luiz Fernando de Almeida.
 
A parceria, que cresce a cada ano, bate seus próprios recordes – em 2005 foram investidos 35 milhões -, o novo valor divulgado é quase três vezes maior, R$ 90 milhões. "A quantidade e a qualidade destas realizações são muitas. Elas estão na rua neste exato momento, e estarão renovadas – nos equipamentos culturais – a partir de 2007", declarou o ministro Gil. Leia o discurso.
Editais de cultura indígena e de capoeira foram incluídos, pela primeira vez, no ano passado. Hoje consolidados, mostram resultados e serão contemplados pelo segundo ano consecutivo. Além disso, o fomento ao teatro com o Prêmio Myriam Muniz e à dança com o Prêmio Klauss Vianna, ambos na 2º edição, receberão R$ 10 milhões para as duas áreas.
 

Os novos editais deverão ser publicados a partir de janeiro de 2007, no Portal do Ministério da Cultura. Dentre outros, compõem esse pacote:
 
Edital de Prêmio Funarte Myriam Muniz
Edital de Prêmio Funarte Klauss Vianna
Prêmio Funarte Carequinha de Estímulo ao Circo – 2007
Edital Pixinguinha
Pautas Funarte 2007
Sala de Multilinguagem Palhaço Carequinha Escola Nacional de Circo
Programa de Restauro de Filmes da Cinemateca 2007
Edital de Divulgação Patrimônio Imaterial na TV Pública: conteúdos de grupos culturais e filmes de registro imaterial para TV Pública
Edital em Parceria com o Fórum de Pro-Reitores de Cultura e Extensão
Edital de Culturas Indígenas 2007
Edital Prêmio de Projetos Culturais para Pessoas Idosas
Projeto Concertos Didáticos nas Escolas
Projeto Circulação de Música de Concerto
Edição de Partituras para Bandas
Painéis Funarte de Regência Coral
Edital Conexão de Artes Visuais
Edital de Festivais de Música Independente
Edital para Exposições de Acervos de Artes Visuais 2007
Edital Capoeira Viva – valorização da Capoeira como patrimônio imaterial
CTAv – Reserva Técnica e Preservação
Arquivo de Matrizes II – Cinemateca Brasileira
Encontro Teia II – tema Cultura e Educação
Prêmio Cultura Viva II
Inventário do acervo memória – Fundação Biblioteca Nacional
Hemeroteca Brasileira: A Biblioteca da Mídia Impressa
(Letícia Alcântara)
(Comunicação Social/MinC)

Ministro Gilberto Gil lança projeto – CAPOEIRA VIVA

O Ministério da Cultura, o Museu da República, a Associação de Apoio ao Museu da República e a Petrobras lançam o projeto “Capoeira Viva”, um programa nacional abrangente, que visa valorizar e promover a capoeira como bem cultural brasileiro.

Ministro Gilberto Gil lança projeto “Capoeira Viva”

O Ministério da Cultura, o Museu da República, a Associação de Apoio ao Museu da República e a Petrobras lançam o projeto “Capoeira Viva”, um programa nacional abrangente, que visa valorizar e promover a capoeira como bem cultural brasileiro.

O secretário executivo do Ministério da Cultura, Juca Ferreira, repassará R$ 930 mil a iniciativas qualificadas que procuram fazer o reconhecimento da capoeira como uma das mais importantes manifestações culturais do país. O projeto apoiará oficinas, pesquisas, acervos culturais e atividades que usam a capoeira como instrumento de cidadania e inclusão social. O programa Capoeira Viva concederá apoio financeiro a projetos de estudos e pesquisas no valor de R$ 20 mil, num total de R$ 360 mil; para as ações sócio-educativas doará cerca de R$ 300 mil, e para apoio a acervos documentais, o projeto repassará R$ 270 mil.

O “Capoeira Viva” promoverá a realização de seminários nacionais sobre a capoeira, a criação de um site sobre o tema e a escolha de 50 mestres que, por sua história de vida, sua participação na preservação da capoeira, na formação de outros mestres e por sua importância regional, receberão bolsas de estudo a fim de que, por meio de oficinas e palestras, possam dar seus depoimentos e subsidiar estudos e publicações futuras sobre a capoeira.

O Museu da República, no Rio de Janeiro, foi escolhido pelo Ministério da Cultura para sediar o projeto pelo seu caráter simbólico: foi a foi a sede da Presidência da República do Brasil, entre 1897 e 1960. “Na história da República no Brasil, o respeito aos princípios republicanos não foi a máxima adotada em vários períodos da vida política de nosso País. A Capoeira é um triste exemplo do não respeito à cultura brasileira, principalmente a dos mais pobres e dos negros, cidadãos do Brasil”, afirma o diretor do Museu da República, Ricardo Vieiralves.

Dança, jogo, luta e expressão cultural dos negros escravos, a capoeira foi perseguida e considerada ato criminoso, além de associada a uma infinidade de preconceitos e discriminações. O tema vem sendo bastante investigado e não faltam pesquisas sobre ele. Apesar da profusão de fontes, as polêmicas sobre o assunto se justificam pela dificuldade em encontrar documentos que relatem a vida dos escravos no Brasil. Isso porque, com o intuito de apagar da memória brasileira essa "lamentável lembrança", Rui Barbosa, ministro da Fazenda em 1890, mandou queimar todos os papéis que se referiam à escravidão. Neste ano, a prática de capoeira foi proibida. Quem a praticasse poderia ser punido com até seis meses de detenção. A interdição perdurou até 1937. Um momento importante ocorreu em 1953, quando Manuel dos Reis Machado, o mestre Bimba, e seus discípulos, apresentaram-se no palácio do governo da Bahia, numa demonstração especial para o presidente Getúlio Vargas.

Hoje, a capoeira é esporte, cultura e fator de transformação social, de exercício crítico da cidadania e da conscientização pessoal questionadora e até modificadora das estruturas sociais. Enquanto instrumento de educação, a capoeira apresenta possibilidades de formação de crianças e jovens, principalmente no que se refere à integridade física, psicológica e social.

Apresentação

O Ministério da Cultura do Brasil, o Museu da República, a Associação de Apoio ao Museu da República e a Petrobras têm a honra de proporcionar aos capoeiristas de todo o Brasil o primeiro Programa de valorização e promoção da capoeira como bem cultural brasileiro – Capoeira Viva.

O Museu da República foi escolhido pelo Ministério da Cultura para sediar este projeto pelo caráter simbólico que este ato promove. Na história da República no Brasil, o respeito aos princípios republicanos não foi a máxima adotada em vários períodos da vida política de nosso País. A Capoeira é um triste exemplo do não respeito à cultura brasileira, principalmente a dos mais pobres e dos negros, cidadãos do Brasil.

Dança, jogo, luta e expressão cultural dos negros escravos, foi perseguida pela Polícia do Estado Republicano, considerada ato criminoso, e associada a uma infinidade de preconceitos e atos discriminatórios. O Museu da República, que foi a sede da Presidência da República do Brasil, de 1897 a 1960, resgata esta dívida republicana e reconhece a Capoeira como uma expressão brasileira de valor imprescindível para o Patrimônio Cultural Nacional.

O Ministro Gilberto Gil e o Secretário Executivo do Ministério da Cultura, Juca Ferreira, são os responsáveis por este belo ato de reconhecimento e apoio à Capoeira em todo o Brasil. Pela primeira vez na história republicana o Estado apóia um programa nacional abrangente, que incluirá: seminários reflexivos, ações educativas, recuperação de acervo e memória e, principalmente, a realização de uma justa homenagem aos GRANDES MESTRES da Capoeira no Brasil.

O Ministério da Cultura, coerente com o seu plano de trabalho, que considera a diversidade cultural o bem maior de nosso País, sabe que apoiar a Capoeira é, sem dúvida alguma, amar o Brasil.

Esperamos que este Programa tenha a adesão de todos os capoeiristas brasileiros.

Nossos sinceros agradecimentos à Petrobras pelo seu compromisso com o Brasil.

Rio de Janeiro, nos 117 anos da Proclamação da República.

Ricardo Vieiralves

Diretor do Museu da República