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Mestre Pinatti 80 Voltas ao Mundo

O internacionalmente conhecido Mestre Djamir Pinatti, um dos veteranos da capoeira paulistana, irá comemorar no próximo dia 13 de abril sua 80ª Volta do Mundo.
A roda-festa terá lugar no Terreiro de São Bento Pequeno. Sua roda de aniversário já se tornou tradição na cidade.
A cada ano que passa mestre Pinatti faz questão de jogar com um número maior de convidados. Neste ano, por completar 80 anos de vida, Pinatti irá realizar 80 jogos ininterruptos, sendo alguns na base da malandragem, outros na base do jogo mesmo.

Luciano Milani


Caro amigo Milani, quero lembra-lo que faço em 13/04, terça feira, a noite, com inicio as 19 horas, uma grande roda, para comemorar meus 80 anos, e quando jogarei com 80 convidados, como é já tradicional na minha Academia, sita a rua Vergueiro, 2684, metrô Ana Rosa. Gostaria que voce colocasse no seu famoso PORTAL. Por outro lado aproveito o ensejo para lhe desejar muita saude e muito sucesso nesse seu trabalho incessante pela nossa CAPOEIRA.!!! Pinatti

 

Pinatti, Capoeira Paulista… Sim Senhor!!!

Mestre Pinatti, que no próximo mes irá completar oitenta anos de “estrada” e cerca de meio século de Capoeira.

Pinatti, Nasceu em Orlândia, interior de Sâo Paulo, em 13 de abril de 1930.

Em meados de 1948 foi jogador de futebol semi-profissional jogando como meio campo em várias equipes da zona sul da capital de São Paulo, destacando-se o Estrêla da Saúde.

Entre os anos 50 e 60, foi fisiculturista (halterofilismo) no auge dessa modalidade. Nesta mesma época chegou a faixa prêta de Karatê, estilo Shotokan, integurando a primeira turma de Mestres formados da América Latina.

A partir de de 1962, motivado pela obra de Lamartine Pereira da Costa, em um livro sobre a prática da Capoeira, iniciou-se nessa arte. Fruto da nova paixão esportiva, cultural e marcial, foi um dos criadores da ACADEMIA DE CAPOEIRA REGIONAL DE ELITE DE SÃO PAULO.

Conta ainda em seu histórico o fato de ter fundado e presidido a FEDERAÇÃO PAULISTA DE CAPOEIRA nos anos 70, realizando e participando de diversos campeonatos estaduais e brasileiros. Citado em várias obras sobre capoeira, além de inúmeras revistas do gênero. Por ser um dos nomes mais respeitados da modalidade, é constantemente chamado para homenagens e participações em eventos da capoeira em todo o Brasil e exterior.

Em 1969 fundou a ASSOCIAÇÃO DE CAPOEIRA SÃO BENTO PEQUENO juntamente com Mestre Limão, evidenciando o estilo de jogo CAPOEIRA ANGOLINHA, eclético entre os estilos Regional e Angola.

Até hoje por sua sua academia, Mestre Pinatti já formou mais de 180 alunos, por sete gerações, que encontram-se espalhados pelo Brasil e exterior.

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Mestre Pinatti comemora 76 voltas do mundo

 
O internacionalmente conhecido Mestre Djamir Pinatti, um dos veteranos da capoeira paulistana, comemorou no dia 13 de abril sua 76a. Volta do Mundo.
 
Apesar do aniversário ter sido no dia 13, foi somente ontem, dia 26, que o Terreiro de São Bento Pequeno realizou a festa.
 
Foi uma Roda-festa mais precisamente. Sua roda de aniversário já se tornou tradição na cidade.
 
 
A cada ano que passa mestre Pinatti faz questão de jogar com um número maior de convidados. Neste ano, por completar 76 anos de vida, Pinatti realizou 76 jogos ininterruptos, sendo alguns na base da malandragem, outros na base do jogo mesmo.
 
 
 Por e-mail, mais precisamente de Nova Iorque, recebemos em nossa Redação a solicitação de informações de como adquirir um exemplar do livro que mestre Pinatti está editando. Tão logo a obra "Capoeiras de São Paulo: da gestão federativa a capoeiragem livre como o vento" fique pronta, mestre Pinatti enviará alguns exemplares para serem sorteados entre nossos amigos leitores.
 

 

        Sobre a roda-festa de ontem, segundo nosso correspondente em exercício, Luciano Milani – do Portal Capoeira -, estiveram presentes na São Bento Pequeno os seguintes camaradas: Bugalu & alunos, representando o Mestre Aberrê; Barriga, Coruja, Cói, Carlos Caboclo, algumas "meninas" do Mestre Adelmo, os formados da casa e, é claro, o próprio Milani.
 


 

Mestre Pinatti e Milani
 
Miltinho Astronauta
Jornal do Capoeira – www.capoeira.jex.com.br
2006 – Ano Internacional da Mulher Capoeirista no Jornal do Capoeira

A CAPOEIRA ESTÁ EM FESTA, É ANIVERSÁRIO DE MESTRE PINATTI

Para comemorar o aniversário deste Gigante da Capoeira Paulista, um dos principais precursores da capoeiragem na terra da Garoa, o Portal Capoeira separou dois textos:

O Primeiro de autoria de Marta Sales, onde o Mestre é homenageado e o segundo de Autoria de Miltinho Astronauta onde o autor nos leva a decada de 60 e conta um pouco da história da criação da famosa "Academia de Capoeira Regional de Elite de São Paulo" e dos treinos de Pinatti e Suassuna no fundo do quintal da Familia Pinatti.

Um grande abraço meu Amigo Djamir, muita saúde e capoeira e que venham mais e mais voltas ao mundo…. Um dos meus maiores prazeres nesta viagem de férias ao Brasil é poder estar com o senhor e dar este abraço pessoalmente…
Luciano Milani

A CAPOEIRA ESTÁ EM FESTA, É ANIVERSÁRIO DE MESTRE PINATTI

Queremos registrar o aniversário de um dos mais conceituados e respeitados Mestres de Capoeira e aproveitar para desejar muita paz, saúde e muitos anos de vida e de Capoeira. Que Deus lhe abencoe Mestre e muito obrigado por toda a contribuição que o senhor deu e ainda está dando para esta arte. Feliz aqueles que lhe tem como orientador, amigo, companheiro e pode desfrutar de sua presença. Seja Feliz, o senhor merece tudo de bom, que a sua postura sirva de exemplo para todos os capoeiristas deste maravilhoso planeta terra.

Marta Sales – Portugal


CA P O E I R A G E M – Da "Volta do Mundo" no fundo de um quintal paulista à  "Volta ao Mundo de Meu Deus"
"O que é isto meu amor
Venha me dizer
Isto é Fundo de Quintal
É pagode (Capoeira?) pra valer"
 
Assim seria a versão de um dos sambas da grande compositora mangueirense (Grêmio Recreativo Estação Primeira da Mangueira, Rio de Janeiro) Leci Brandão (foto, à direita) , caso tivesse passado pela Rua Comendador João Gabriel, 56-fundos, Bairro Mirandópolis, no ano de 1965, São Paulo.
 
Acontece que naquele endereço, mais precisamente no quintal, a céu aberto da casa de dona Alice Furtado Pinat (Mãe de Mestre Pinatti), estava se formando um dos primeiros grupos de Capoeira paulista.
 
Tratava-se na verdade de um espaço cedido pela família dos Pinatti – tradicional família italiana que veio da região de Ribeirão Preto para a capital paulista " para que um de seus filhos, o Djamir, juntamente com seu novo amigo Reinaldo, fundasse a "Academia de Capoeira Regional de Elite de São Paulo".
Mestre Pinatti " ou mais precisamente Pinat " guarda com carinho uma carteirinha remanescente daquela época, sendo que a mesma ilustrará o livro que ele está escrevendo sobre a Capoeira Paulista. Conhecendo-o bem, como estou aprendendo a faze-lo, certamente o título deverá ser algo como "Capoeira Paulista " do Fundo do Quintal ao Fundo da Alma".
 
No seu livro, de maneira emocionada, Pinatti começa contando como foi sua iniciação na Arte da Capoeiragem. Com detalhes preciosos que vão surpreender o mundo, como, por exemplo, a o perfil do seu primeiro parceiro na ousada empreitada, um jovem chamado Reinaldo, de sobrenome Ramos Suassuna, hoje, mundialmente conhecido como Mestre Suassuna.
Na ocasião Pinat trabalhava em um banco, e convenceu a família a permitir que alguns amigos se reunissem, duas ou três vezes por semana, para aprender, com eles, as artimanhas da Capoeiragem.
 
Suassuna, de maneira apaixonada, era o responsável por grande parte dos treinos. Estivesse frio ou calor, lá estava ele e os alunos treinando e se aperfeiçoando na rasteira, na cabeçada, no aú e na armada. Exímio jogador e também grande na cantoria.
 
Até em dia de chuva, lá no quintal, estavam os intrépidos capoeiras. Para não perder tempo, eles se protegiam na entrada de uma das portas da casa, onde, numa parte coberta tinha um tanque de lavar roupa, e ali ensaiavam toques de berimbau e pandeiro e ensaiavam cantos de capoeira. Cessando a chuva a roda recomeçava.
Vez ou outra, apareciam convidados especiais, grandes capoeiras como Paulo Gomes, Paulão, Marcão, Lopes, Brasília, Zé de Mola e outros. Nomes que, diga-se de passagem, merecem também um espaço próprio.
 
Em outras ocasiões, parte do grupo, normalmente sob o comando de Suassuna e do próprio Pinatti, caiam para as bandas do Brás (Rua Bresser), onde iam visitar a "academia" do Mestre Zé de Freitas, ou então testavam suas capoeiras na academia do Mestre Waldemar Alfaiate " vindo do Rio de Janeiro, com academia na Rua Bela Cintra, Bairro do Bexiga.
 
Mestre Zé de Freitas, aliás, que hoje vive em Alagoinha, na Bahia, é um dos pioneiros da Capoeira em solo paulista e merece ser devidamente entrevistado, tendo seus depoimentos documentados para que parte da Memória da Capoeira Paulista não se perca com o tempo. Chegaremos lá.
Este "modelo de treinamento", registre-se, não é, nem foi exclusividade paulista. A bem da verdade, esses tipos de treinos aconteciam bem antes da era das Academias de Capoeira. O uso de locais improvisados para treino e rodas foi comum nos tempos antigos. Senão, vejamos.
Mestre Waldemar da Liberdade tinha seu Barracão de Capoeira Angola (década dos 50), onde mestres como Nagé, Traira e o próprio João Grande vadiavam nos finais de semana, mormente nos dias de domingo e dias santos.
 
Antes disso, no Rio de Janeiro, o saudoso Mestre Sinhô (o paulista-carioca Agenor Sampaio), natural de Santos, conhecido também, simplesmente como Sinhozinho, formava alguns campeões em diversas modalidades de luta e/ou esportiva.
André Lace, em seu livro "Capoeiragem no Rio Antigo" (2002) relata que, nos idos de 1930, Sinhozinho preparava seus alunos em um terreno baldio, improvisando equipamentos de forma simples e engenhosa. Por exemplo, um cabo de vassoura com um sapatão acoplado na base transforma-se em perfeito equipamento para se treinar e aperfeiçoar as entradas e saídas das rasteiras.
 
O mesmo livro, registra a importância do livro de Zuma Burlamaqui (1928), o confronto do campista Cyríaco Macaco Velho (1909) , e o misterioso livro de ODC (1907)
Voltando à atualidade paulista, dia desses, Suassuna e Pinatti, ambos consagrados pela excelência de seus trabalhos e pelas incessantes lutas pela causa Capoeira, tiveram um encontro inesperado no saguão do aeroporto de Guarulhos. Suassuna estava regressando de Israel. Pinatti indo para uma de suas freqüentes viagens internacionais, talvez Amsterdã.
 
Mestre Pinatti, em tom emocionado, comenta ao colega das antigas: "Suassuna, você já parou para pensar que daquele quintal da… você e eu alcançamos fama e glória com nossa Capoeira?".
E mais ainda, que se imortalizariam na História da Capoeira Paulista!
 

Mestre Pinatti: Livro e novo e-mail na Roda do Mundo

Quanto ao LIVRO!
 
O Mestre ítalo-brasileiro Djamir Pinatti é um dos veteranos da capoeira paulista. Ao lado de Paulo Limão, Paulo Gomes, Suassuna, Silvestre, Brasília, Joel, Gilvan, Grande e tantos outros, fez com que a capoeira adentrasse  no seleto cardápio cultural e desportivo da Terra da Garoa, principalmente nos idos dos anos 60 e 70.
 
Quarenta anos depois, Mestre Pinatti continua em plena forma e em atividade. Sua Associação São Bento Pequeno, fundada em 1969, uma parceria feita com os mestres Paulão e o saudoso Paulo Limão, tem endereço certo: Rua do Vergueiro, 2684, próximo ao metro Ana Rosa.
Em seu acervo particular, que mereceria uma Sala Especial na Biblioteca Mário de Andrade, Pinatti mantém documentos preciosismos da História da Capoeiragem paulista e paulistana, e mesmo dos demais estados. Será impossível, apenas para dar pequeno exemplo,  conhecer a história completa da Federação Paulista de Capoeira (FPC), fundada em 1974, sem recorrer a seu acervo.
 
Mestre Pinatti, nesse momento,  está em mais uma grande missão: condensar seu precioso acervo capoeirístico em um livro:  “Capoeiras de São Paulo: da gestão federativa a capoeiragem livre como o vento”.
 
 Segundo o mestre-pesquisador-autor, a parte mais complexa deste “jogo” é decidir o que deverá ser incluído e o que deverá ficar de fora.
–  “Pois tudo é história, tudo é importante; todos os mestres, antigos ou atuais, foram e são essenciais para nossa arte; é uma construção coletiva”, professora o mestre.
–  “Apenas os documentos que estoquei sobre os saudosos Paulo Limão e Paulo Gomes, seriam mais do que suficientes para justificar um livro de garantido sucesso editorial”, arremata Pinatti.
 
Com sorte, até o final deste ano de 2006, estaremos sendo convidados a participar de lançamentos itinerantes desse livro. Ciclo que percorrerá a maioria dos estados brasileiros, começando por São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.
Realizada a Etapa Brasil, mestre Pinatti deverá fazer lançamentos nos Consulados Brasileiros de Roma, Bélgica, França, Espanha e Portugal.
O primeiro grande passo, entretanto, no que tange a lançamentos, enfatiza Mestre Pinatti, será presentear os Ministros Agnelo Queiroz (Esportes) e Gilberto Gil (Cultura) com um exemplar:  É ponto de honra:
“Quero fazer um jogo de capoeira com o Ministro Agnelo – que é capoeirista – no hall de entrada da Esplanada dos Ministérios, com o Senhor Ministro da Cultura, o Administrador-Compositor-Cantor Gilberto Gil, entoando “Berimbau”, linda composição de Vinicius de Moraes e Baden Powell, já considerada, até pela sutiliza de suas mensagens, o Hino da Capoeiragem.
 
Quanto ao novo endereço eletrônico (e-mail) de Mestre Pinatti
Para facilitar e incrementar a troca de e-mail sobre Capoeiragem Mestre Djamir Pinatti resolveu estabelecer um endereço específico: [email protected]
Com muito prazer continuará recebendo e interagindo com todo aquele que estiver interessado em trocar informações sobre Teoria e Prática da Capoeiragem. Mas que usem tão somente o endereço acima, através do provedor TERRA.  Não mais utilizando, portanto, o e-mail que vinha sendo utilizado (do provedor BOL). Pois esse está fora da Roda da Capoeira.
  
Milton Cezar Ribeiro
São Paulo, Capital, 19.Mar.2006
Jornal do Capoeira – www.capoeira.jex.com.br
Edição 65 – de 19 a 25/Mar de 2006

Mestre Pinatti: Alteração de contato

O Grande Mestre Pinatti, um dos precursores da Capoeira em São Paulo, pede aos camaradas para alterarem o endereço de e-mail para contato, devido aos percauços da vida moderna e o famigerado e-mail que não chega…
 
Então pra quem quiser entrar em contato com o Mestre Pinatti pode faze-lo de duas maneiras:
  1. Pessoalmente: Academia São Bento Pequeno, fica na Rua do Vergueiro, 2684, próximo ao Metro Ana Rosa.
  2. Virtualmente:  [email protected]
     

Anexo mensagem original do Mestre:
 
A proposito, Milani, Precisaria que voce colocasse no seu famoso site para não escreverem pra mim no [email protected] pois esse e-mail anda com defeito. Para me escreverem para [email protected] Te agradeço muito, pois perdi um montão de mensagens no Bol, que anda com defeito.

Guarujá- SP: Prof. Montanha e o 3º CD do Grupo Canto e Magia

Em seu mais recente trabalho musical , "Músicas de Capoeira Vol. 3", o Professor Montanha conta com as participações especiais de M. Ricardo (SP), Presidente de Fundador do Grupo Canto e Magia de Capoeira e M. Pinatti (SP) Grupo São Bento Pequeno.
 
Entre músicas inéditas e tradicionais na Capoeira, podemos encontrar também
um House Remix (Angola), tocada em um encontro de DJ’s Latinos (Ibiza -Espanha – 2005)
 
Destaque para a valorização de um dos grandes ícones da Capoeira Paulista, Djamir Pinatti,  a qualidade musical do CD e a boa voz do Professor Montanha.

Fica ai a dica para a sua coleção. Para comprar o CD, clique aqui.
 
Músicas

1 – Depoimento e Ladainha – M. Pinatti
2 – Aidê – M. Pinatti
3 – Angola me chama – Profº Montanha
4 – Flor da Bahia – Prof º Montanha -:- {mmp3}Flor_da_Bahia.mp3{/mmp3}
5 – Bahia manda seu axé – Prof º Montanha
6 – Canarinho da Alemanha – Prof º Montanha
7 – Vem jogar mais eu – Prof º Montanha
8 – Senhor São Bento – Prof º Montanha
9 – Lembra do barro vermelho – Prof º Montanha
10 – Santo Antônio protetor – Prof º Montanha
11 – Bem miudinho – Prof º Montanha
12 – Se arrasta no chão – Prof º Montanha
13 – Lailê – M. Ricardo
14 – Quando o Gunga me chama -M. Ricardo
15 – Nego Nagô – Prof º Montanha
16 – Capoeira Canto e Magia – Prof º Montanha
17 – Dor do Capoeira – Prof º Montanha
18 – Batida do Gunga – Prof º Montanha
19 – Menina mandingueira – Prof º Montanha (Montanha)
20 –
Capoeira na beira do mar – Prof º Montanha
21 – Auê Pinatti – M. Pinatti – (C.M. Arraia – RJ)
22 – Depoimento M. Ricardo
23 –
Faixa Extra – Flor da Bahia – Prof º Montanha
       Versão: REMIX HOUSE – By Dj Allyson Roberth

 
Estamos disponibilizando duas (2) faixas do CD para voce ouvir e conhecer o trabalho deste grande camarada:

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Capoeiras Italianos: Un “Giro” al Brasile

Grupo de Capoeiras Italianos visitam o Brasil, passando por São Paulo, Rio e Bahia.
Jornal do Capoeira – www.capoeira.jex.com.br
Edição 53 – de 11/dez a 17/dez de 2005
São José dos Campos – SP
Dezembro de 2005


Quando regressei de uma turnê pela Europa (Out/05), onde tive o prazer de visitar Portugal, Espanha, Itália e Alemanha, programei-me para rever os amigos de São Paulo, sendo alguns deles mestres de capoeira. Um dos primeiros locais que visitei foi o Terreiro de Mestre Pinatti, Rua do Vergueiro, 2684, próximo ao Metro Ana Rosa.
Ao chegar ao espaço, local onde Pinatti mantém sua academia, tive a grata surpresa de encontrar um grupo de Capoeiras italianos, recém chegado de Roma, cidade que tive o prazer de conhecer semanas antes, bem acompanhado por minha italianíssima esposa Keila Cornetta.
É sobre este grupo de ítalo-capoeiras nossa crônica de hoje.
 
1. Capoeiras Italianos no Brasil
 
            O grupo de Capoeiras chegou ao Brasil no dia 29 de Outubro, desembarcando no Aeroporto Internacional Franco Montoro, em Guarulhos, São Paulo. Do aeroporto seguiram de Van para o litoral sul, mais precisamente para a cidade praiana de Guarujá.
            O alegre e festivo grupo (Ah, Itália!) estava assim composto: Grupo Lembrança Negra de Mestre Canhão, representado pela Instrutora Daniele, Piãozinho, Azulão, Espoleta (foi também aluna do Mestre Samuca) e Nicole (filha de Mestre Canhão). Também participava do grupo um representante do grupo Topázio (de M.Valmir & M.Dinho), sendo este representante aluno do professor Tássio (Roma).
            No quando de minha visita, mestre Pinatti não hesitou em colocar uma roda de improviso para os capoeiras italianos "brindarem o encontro", jogando com os alunos da casa. Berimbau afinado e o jogo comendo solto. Em dado momento mestre Pinatti fez a senha e pediu para que eu também aderisse à Roda. Foi como jogar o sapo n´água.
            Aliás, sempre que visito o campo de mandinga do Pinatti, trato de dar algumas voltas do mundo com seus alunos, ao que ele, mandingueiramente, complementa:
 
            – O lobo perde o pêlo, mas não perde o vício.
 
Para ler mais; clique aqui

Lançamento CD – Vol 3 – Prof. Montanha

Dias 12 e 13 de Agosto de 2005, acontecerá o lançamento cd vol-3 Prof. Montanha – Grupo Canto e Magia.
Será no Distrito Federal – Brasília…
   
Em breve, o cd  estará a disposição nas melhores lojas de capoeira ou diretamente conosco.
 
veja em nosso site – www.cantoemagia.com.br
                              
          … aguardem!!!
  
Com músicas inéditas e tradicionais… Com as participações especiais do Presidente e Fundador do Grupo Canto e Magia de Capoeira – Mestre Ricardo (SP) e Mestre Pinatti (SP).
 
 
    Axé camarada!!!!
Montanha
email –
[email protected]

Projeto: “CAPOEIRA UM SALTO PARA A CIDADANIA”

Acontecerá um projeto denominado, "CAPOEIRA UM SALTO PARA A CIDADANIA" que está recebendo inscrições para posterior seleção de Instrutores de Capoeira de todas as graduações: MONITORES, PROFESSORES, CONTRA-MESTRES E MESTRES, para trabalharem remunerados em oficinas diárias nas regiões, das Zonas Norte, Sul, Leste e Oeste, cada oficina terá a duração de 02 horas, vagas para os períodos da manhã, tarde ou noite de 2ª a 6ª e finais de semana.
 
Os interessados estão convidados à participar de uma reunião na 2ª feira dia 01 de Agôsto às 13:30 horas na ASSOCIAÇÃO DE CAPOEIRA SÃO BENTO PEQUENO DO MESTRE DJAMIR PINATTI, Rua Vergueiro, nº 2.684 – Próximo à Estação ANA ROSA do Metrô.
 
Só serão atendidos na reunião, os candidatos que enviarem seu currículo constando: Fone para contato, e-mail, enderêço residencial, até as 22 hs de Domingo dia 31 de Julho para o enderêço [email protected]
 
Caso não possa enviar por e-mail, levar em mãos na reunião.

Capoeira – de fundo do quintal à gloria mundial

CA P O E I R A G E M – Da "Volta do Mundo" no fundo de um quintal paulista à  "Volta ao Mundo de Meu Deus"
 
"O que é isto meu amor
Venha me dizer
Isto é Fundo de Quintal
É pagode (Capoeira?) pra valer"
 
 
 
Assim seria a versão de um dos sambas da grande compositora mangueirense (Grêmio Recreativo Estação Primeira da Mangueira, Rio de Janeiro) Leci Brandão (foto, à direita) , caso tivesse passado pela Rua Comendador João Gabriel, 56-fundos, Bairro Mirandópolis, no ano de 1965, São Paulo.
 
 
Acontece que naquele endereço, mais precisamente no quintal, a céu aberto da casa de dona Alice Furtado Pinat (Mãe de Mestre Pinatti), estava se formando um dos primeiros grupos de Capoeira paulista.
 
Tratava-se na verdade de um espaço cedido pela família dos Pinatti – tradicional família italiana que veio da região de Ribeirão Preto para a capital paulista " para que um de seus filhos, o Djamir, juntamente com seu novo amigo Reinaldo, fundasse a "Academia de Capoeira Regional de Elite de São Paulo".
 
Mestre Pinatti " ou mais precisamente Pinat " guarda com carinho uma carteirinha remanescente daquela época, sendo que a mesma ilustrará o livro que ele está escrevendo sobre a Capoeira Paulista. Conhecendo-o bem, como estou aprendendo a faze-lo, certamente o título deverá ser algo como "Capoeira Paulista " do Fundo do Quintal ao Fundo da Alma".
 
No seu livro, de maneira emocionada, Pinatti começa contando como foi sua iniciação na Arte da Capoeiragem. Com detalhes preciosos que vão surpreender o mundo, como, por exemplo, a o perfil do seu primeiro parceiro na ousada empreitada, um jovem chamado Reinaldo, de sobrenome Ramos Suassuna, hoje, mundialmente conhecido como Mestre Suassuna.
 
Na ocasião Pinat trabalhava em um banco, e convenceu a família a permitir que alguns amigos se reunissem, duas ou três vezes por semana, para aprender, com eles, as artimanhas da Capoeiragem.
 
Suassuna, de maneira apaixonada, era o responsável por grande parte dos treinos. Estivesse frio ou calor, lá estava ele e os alunos treinando e se aperfeiçoando na rasteira, na cabeçada, no aú e na armada. Exímio jogador e também grande na cantoria.
 
Até em dia de chuva, lá no quintal, estavam os intrépidos capoeiras. Para não perder tempo, eles se protegiam na entrada de uma das portas da casa, onde, numa parte coberta tinha um tanque de lavar roupa, e ali ensaiavam toques de berimbau e pandeiro e ensaiavam cantos de capoeira. Cessando a chuva a roda recomeçava.
 
Vez ou outra, apareciam convidados especiais, grandes capoeiras como Paulo Gomes, Paulão, Marcão, Lopes, Brasília, Zé de Mola e outros. Nomes que, diga-se de passagem, merecem também um espaço próprio.
 
Em outras ocasiões, parte do grupo, normalmente sob o comando de Suassuna e do próprio Pinatti, caiam para as bandas do Brás (Rua Bresser), onde iam visitar a "academia" do Mestre Zé de Freitas, ou então testavam suas capoeiras na academia do Mestre Waldemar Alfaiate " vindo do Rio de Janeiro, com academia na Rua Bela Cintra, Bairro do Bexiga.
 
Mestre Zé de Freitas, aliás, que hoje vive em Alagoinha, na Bahia, é um dos pioneiros da Capoeira em solo paulista e merece ser devidamente entrevistado, tendo seus depoimentos documentados para que parte da Memória da Capoeira Paulista não se perca com o tempo. Chegaremos lá.
 
Este "modelo de treinamento", registre-se, não é, nem foi exclusividade paulista. A bem da verdade, esses tipos de treinos aconteciam bem antes da era das Academias de Capoeira. O uso de locais improvisados para treino e rodas foi comum nos tempos antigos. Senão, vejamos.
 
Mestre Waldemar da Liberdade tinha seu Barracão de Capoeira Angola (década dos 50), onde mestres como Nagé, Traira e o próprio João Grande vadiavam nos finais de semana, mormente nos dias de domingo e dias santos.
 
Antes disso, no Rio de Janeiro, o saudoso Mestre Sinhô (o paulista-carioca Agenor Sampaio), natural de Santos, conhecido também, simplesmente como Sinhozinho, formava alguns campeões em diversas modalidades de luta e/ou esportiva.
 
André Lace, em seu livro "Capoeiragem no Rio Antigo" (2002) relata que, nos idos de 1930, Sinhozinho preparava seus alunos em um terreno baldio, improvisando equipamentos de forma simples e engenhosa. Por exemplo, um cabo de vassoura com um sapatão acoplado na base transforma-se em perfeito equipamento para se treinar e aperfeiçoar as entradas e saídas das rasteiras.
O mesmo livro, registra a importância do livro de Zuma Burlamaqui (1928), o confronto do campista Cyríaco Macaco Velho (1909) , e o misterioso livro de ODC (1907)
 
Voltando à atualidade paulista, dia desses, Suassuna e Pinatti, ambos consagrados pela excelência de seus trabalhos e pelas incessantes lutas pela causa Capoeira, tiveram um encontro inesperado no saguão do aeroporto de Guarulhos. Suassuna estava regressando de Israel. Pinatti indo para uma de suas freqüentes viagens internacionais, talvez Amsterdã.
 
Mestre Pinatti, em tom emocionado, comenta ao colega das antigas: "Suassuna, você já parou para pensar que daquele quintal da… você e eu alcançamos fama e glória com nossa Capoeira?".
 
E mais ainda, que se imortalizariam na História da Capoeira Paulista!
 
 
Capoeiristicamente,
 

Na foto: Mestres Pinat & Limão, Praça da República, 1969.
 
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