Blog

planos

Vendo Artigos etiquetados em: planos

Produtores de Tekken dizem que capoeira inspirou lutador brasileiro

Os produtores de Tekken Tag Tournament 2, Katsuhiro Harada e Michael Murray, estiveram presentes no primeiro dia da Brasil Game Show 2012 e, em entrevista ao TechTudo, falaram a respeito do novo game da franquia. A dupla contou que o personagem brasileiro do jogo, Eddy Gordo, foi inspirado na capoeira, cujos movimentos se enquadraram bem no sistema 3D. Além disso, há planos para a produção de novos títulos em português.

Os autores compararam a dimensão da BGS com eventos maiores de games, a E3 e a GamesCom. Ambos ressaltaram que a diferença entre as feiras é que, no Brasil, as empresas concorrentes trabalham em conjunto para trazer as novidades para o país. Confira a entrevista:

TechTudo: O que vocês estão achando dessa primeira feira grande de jogos no Brasil? Chega perto do que vemos na E3 ou na GamesCom?

Katsuhiro Harada e Michael Murray: Os estandes são muito parecidos com o que temos nas feiras internacionais, mas um fato curioso é ver muitos distribuidores e publishers concorrentes trabalhando juntos para entrar no Brasil. Isso não acontece lá fora, mas já vimos acontecer concorrentes trabalhando em um mesmo estande na Rússia, e agora está ocorrendo no Brasil.

 

TT: De onde veio a inspiração para o Eddy Gordo, personagem brasileiro do Tekken?

KH e MM: Na verdade, a inspiração veio primeiro da arte marcial, depois pensamos no personagem. Criamos o Eddy há mais de quinze anos, e até então nunca tínhamos ouvido falar em capoeira. Vimos algumas matérias sobre capoeira em uma livraria e resolvemos encomendar algumas fitas VHS do Brasil para entendermos melhor.

Lembrando que naquela época nem tínhamos internet direito. Os movimentos da capoeira são muito originais e não vemos isso em nenhuma outra arte marcial. E o melhor é que a capoeria tem movimentos mais adequados para 3D do que para 2D. Ao analisarmos todo o material dissemos “sim, vamos fazer”! Depois disso, encontramos o mestre Marcelo Pereira, que naquela época morava na Califórnia. Trocamos e-mails com ele a aí começamos a criar o personagem.

TT: Vocês tem planos para títulos em português?

KH e MM: Fizemos vozes em português para Cristie e Eddy. Foi a primeira vez que fizemos. Encontramos algumas dificuldades, até porque ninguém na equipe entende português. Mas estamos trabalhando nisso e, no futuro, teremos mais conteúdo traduzido para português.

 

Fonte: http://www.techtudo.com.br

 

Não tem pra ninguém no break

Fabiano Lopes, ou melhor, Neguin, fez da dança de rua a sua grande inspiração para construir uma carreira repleta de conquistas e com espaço também para a solidariedade.

Já ouviu falar em batalha de break? É quando dois dançarinos (b-boys ou b-girls) fazem passos incríveis. Foi com capoeira e samba que o paranaense Fabiano Lopes, o Neguin, 22 anos, tornou-se o melhor b-boy do mundo. Ele desbancou o holandês Just Do It e conquistou o título no Red Bull BC One em novembro. De volta da longa viagem pelo Japão, Fabiano conversou com o D+.

D+: Quando e como começou a sua história como B-boy?

Fabiano: Em 2002, na cidade onde cresci Cascavel (Paraná). Estava pesquisando vídeos sobre capoeira na internet e me deparei com um misturado com Breaking. Ali, surgiu o interesse.

O que o inspira?

Capoeira e artes marciais no geral, entre outros estilos de dança.

Qual a trilha sonora ideal para praticar?

Break Beats, Rap Underground, Funky Music, como James Brown. Enfim, qualquer estilo de música que motive.

Como é ser o número 1 do mundo?

Ser campeão mundial é mais uma conquista e uma nova experiência.

Como foi competir no Japão? O público é diferente?

Sim. Todos vão para prestigiar e transmitir boas energias para nós dançarinos. No Japão, foi incrível, pois eles torcem para todos que estão batalhando.

Qual o diferencial dos b-Boys brasileiros?

Temos muita cultura em nosso País. Quem souber aproveitar o que o Brasil oferece será sempre diferente.

Qual o maior obstáculo para quem quer se profissionalizar?

Muitas vezes é a falta de reconhecimento. É a mesma situação do futebol: são milhares de talentos espalhados em todo canto, mas se profissionalizar é para poucos. Então temos que angariar recursos vindo de trabalhos individuais de cada dançarino.

Quais os seus planos futuros?

Manter minha carreira profissional, competindo, trabalhando e produzir meus próprios eventos.Costumo não ter muitos planos, apenas vivo o momento e, claro, dou sempre passos gigantescos.

 

Juliana Ravelli
Do Diário do Grande ABC

Fonte: http://www.dgabc.com.br/

SID – Planos Setoriais de Cultura

SID/MinC divulga Planos Setoriais para as culturas populares e indígenas

O Ministério da Cultura, por meio da Secretaria da Identidade e da Diversidade Cultural (SID/MinC), divulgou nesta terça-feira, 28 de dezembro, o Plano Setorial para as Culturas Populares e o Plano Setorial para as Culturas Indígenas. Os instrumentos integram o primeiro Plano Nacional de Cultura, sancionado pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, em 2 de dezembro de 2010.

“Estes Planos são frutos da decisão do Ministério da Cultura de valorizar as culturas populares e indígenas brasileiras como pilares para a formação da identidade e diversidade cultural do país”, declarou o secretário da Identidade e da Diversidade Cultural do MinC, Américo Córdula.

Para Américo, o Plano Setorial para as Culturas Indígenas estabelece uma política de Estado decenal que contribuirá para a “proteção e promoção das culturas indígenas, por meio de programas, entre outras ações, que permitam fomentar a transmissão de saberes, a manutenção da cultura e a difusão para a sociedade”.

Já o Plano Setorial para as Culturas Populares trará, segundo o secretário da SID, as diretrizes priorizadas e sistematizadas nestas duas gestões do governo Lula. “Mapear as manifestações, cadeias produtivas das festas, fomentar a manutenção das manifestações e incluir os mestres da tradição nos processos de ensino formais e informais”.

Os Planos Setoriais são resultado de compromissos pactuados com estes dois segmentos em diversos momentos de diálogo com o Ministério da Cultura, como os dois Seminários Nacionais de Políticas Públicas para as Culturas Populares (2005 e 2006) e as duas Conferências Nacionais de Cultura (2005 e 2010).

O Ministério da Cultura trabalhou com a dimensão cidadã da cultura – além das dimensões simbólica e econômica – e chamou para si uma tarefa que vai além do simples reconhecimento dos direitos cidadãos dos mestres, mestras e demais praticantes de culturas populares, bem como dos povos indígenas. Promoveu o protagonismo destes setores no que diz respeito à discussão, elaboração e acompanhamento das políticas públicas de cultura, permitindo a organização e amadurecimento dos segmentos.

Atualmente, representantes dos povos indígenas e das culturas populares possuem lugar no Conselho Nacional de Política Cultural (CNPC) e um Colegiado Setorial específico, encarregado de subsidiar a participação dos segmentos no Conselho, bem como de elaborar e acompanhar a implementação destes Planos Setoriais.

Plano Nacional de Cultura

O Plano Nacional de Cultura (PNC) é o primeiro planejamento de longo prazo do Estado para a área cultural na história do país. Sua elaboração como projeto de lei é obrigatória por determinação da Constituição desde que o Congresso Nacional aprovou a Emenda Constitucional nº 48, em 2005.

As prioridades e os conceitos trazidos por ele constituem um referencial de compartilhamento de recursos coletivos que norteará as políticas públicas da área num horizonte de dez anos, inclusive com metas. Seu texto foi aperfeiçoado pela realização de 27 seminários, em cada unidade da federação, resultantes de um acordo entre MinC e Comissão de Educação e Cultura da Câmara.

Pelo projeto, o governo federal terá 180 dias para definir metas para atingir esses objetivos, que serão medidas pelo Sistema Nacional de Informações e Indicadores Culturais (SNIIC), já em implantação no Ministério da Cultura.

Os estados e municípios que quiserem aderir às diretrizes e metas do Plano Nacional de Cultura terão um ano para elaborar seu respectivo plano decenal, a partir da data de adesão voluntária ao PNC. Para isso poderão contar com assistência do MinC.

Nos links abaixo é possível acessar, na íntegra, os planos:

Plano Setorial para as Culturas Populares

Plano Setorial para as Culturas Indígenas

Os arquivos podem ser vistos, ainda, em iPaper na página eletrônica da SID/MinC.

http://www.cultura.gov.br

(Texto: Sheila Rezende, SID/MinC)
(Fotos: Juvenal Pereira e Rafael Cavalcante)