Blog

policial

Vendo Artigos etiquetados em: policial

Bahia: Mandinga dos Capoeiras é tema de pesquisa

O curso “Conversando com sua História” contou na tarde de terça-feira (07/08/07) com a presença de Adriana Albert Dias, debatendo o tema “A Malandragem da Mandinga – o cotidiano dos capoeiras em Salvador na República Velha”. Fruto de seu recente livro “Mandinga, Manha e Malícia: uma história sobre os capoeiras na capital da Bahia (1910-1925), 2006.
 
A pesquisadora retratou o cotidiano dos capoeiras na cidade de Salvador, no período que o jogo da capoeira sofria repressão por parte da elite baiana e dos policiais. “Os capoeiristas nesta época eram chamados de vadios e vagabundos, a repressão policial que sofriam era tão grande, que por muitas vezes eles acabavam sendo presos por jogarem capoeira”, afirmou Adriana Albert.
 
Analisando o contexto histórico da época, a pesquisadora mostrou como a “desordem”, característica dos capoeiras e a “ordem” dos policias, passava como uma controvérsia para a repressão policial sofrida pelos capoeiristas. “Como a maioria dos capoeiras eram pobres e negros, exerciam ocupações como pedreiro, estivador, alguns chegavam a ser policiais”, completou a pesquisadora.
 
“A mandinga, a arte da malevolência aparecia constantemente nas rodas de capoeira devido a ser uma alternativa de sobrevivência dos capoeiras, até hoje é possível encontrar ‘mandingueiros’ nas rodas de capoeira de Salvador, pois são testemunhos das rodas de antigamente”, concluiu.
 
A próxima palestra será no dia 14 (terça-feira) às 17h, com o doutor em História Rinaldo César Nascimento Leite, com o tema “A Rainha Destronada: grandezas e infortúnios da Bahia nas primeiras décadas republicanas”. A palestra é aberta ao público.
 
Mais informações:
ASCOM Fundação Pedro Calmon: (71) 3116-6918 / 6676
Centro de Memória: (71) 31166930
http://www.fpc.ba.gov.br
ascom@fpc.ba.gov.br

São Luís – MA: Professor de capoeira e alunos massacram músico no Reviver

Nem só de boas notícias, eventos e documentos de valor histórico é feito o Portal Capoeira. Como todo e qualquer meio de comunicação disposto a informar de forma séria e coerente os seus leitores e visitantes, não podemos e não iremos fechar os olhos para os fatores negativos que acontecem dentro ou fora da grande roda…
Ao ler a matéria abaixo, publicado no Jornal Pequeno de São Luís – MA, fiquei terrivelmente aborrecido e triste em ver a "nossa capoeira" envolvida em um ato de pura ignorância e desrespeito à CAPOEIRA.
 
Fica aqui o canal aberto para reflexões sobre a violência dentro e fora da capoeira…
 Luciano Milani

Jornal Pequeno – São Luís – MA
Data de Publicação: 30 de julho de 2006
Agressão ocorreu em frente ao Bar do Porto, na Praia Grande
Na madrugada de sexta-feira (28), por volta das 3h da madrugada, no Bar do Porto, localizado na Praia Grande, o compositor e músico Chico Nô foi violentamente espancado, de forma brutal e desumana, pelo professor de capoeira da Academia “Acapuz”, conhecido como Luís Senzala, alguns amigos seus e um aluno gringo que estaria de visita à cidade.
Violência revoltante – Depois de uma rápida discussão por motivo banal, segundo testemunhas, os dois partiram para a agressão covarde contra o artista, atingindo-o a socos e pontapés jogando-o ao chão com violência e, posteriormente, estando o mesmo indefeso, pisaram em sua clavícula, fraturando-a gravemente. A crueldade foi presenciada por várias pessoas que estavam no local, que no exato momento da agressão, não contava com a presença de nenhum policial.
Desfalecido, o músico foi levado por amigos para a emergência do Hospital Djalma Marques (Socorrão I), onde foi atendido e medicado, tendo sido constatados vários hematomas, contusões e escoriações pelo corpo e cabeça. Chico Nô teve ainda a clavícula fraturada e terá de passar por intervenção cirúrgica.
As pessoas que assistiram a cena de selvageria comentaram que “é vergonhoso para o universo da capoeira, que tal instrutor use de suas habilidades para tamanho ato de agressão e covardia". As providências policiais e judiciais estão sendo tomadas pelos familiares e amigos, para que os agressores sejam devidamente punidos na forma da lei”, informou um grupo de artistas.

Centro Cultural Quilombo Cecília

·      Capoeira Angola
 
·      Biblioteca Comunitária
 
·      Alfabetização de Jovens e Adultos
 
·      Eventos Culturais
 
Aberto de Segunda a Sexta, das 13, às 18 Hs
 
-Programação de Outubro de 2005-
 
Domingo, dia 09 de Outubro, A partir das 15 Hs:
 
Dia das Crianças Quilombolas
 
Mostra do Desenho: “Kiriku e a Feiticeira”
 
Pipoca, Palhaços, Teatro de Bonecos, Contação de Histórias
 
Traga os seus Erês!
 
Sábado, dia 22 de Outubro, A partir das 16 Hs:
 
“09 Anos Sem Alexandro e Dinho – A Ferida Não Cicatrizou!”
 
Exposição de Fotos, Palestra com Membros da Organização
 
Reaja ou Seja Mort@, sobre Violência Policial Contra a
 
Juventude Negra e as Atividades do Reaja! em Salvador
 
 
Centro Cultural Quilombo Cecília
 
Rua do Passo, No 37, Pelourinho
 
Maiores informações pelo Fone 8101-7320
 
Ou via e-mail: quilombocecilia@ig.com
 
Visite nossa Biblioteca, traga suas idéias, doe livros, proponha eventos.
 
Aquilombai-vos!
 
Isso é Poder Negro!

Decanio, aluno de Bimba

 Decanio, aluno de Bimba, no filme MESTRE BIMBA, A CAPOEIRA ILUMINADA
 
Sobre a atividade de estivador de Bimba :
 
Ele era ajudante de carregador. O trabalho dele principal qual era?
carregar a faca dos estivadores. Como? Ele subia o elevador do taboão. Onde
tinha um posto policial, que, correr os estivadores, que eram conhecidos
como valentões, como brigões, pra pegar as facas.

Comprava um pão de um quilo, isso ele me contou foi assim cortava no meio,
enfiava fazia um buraco e botava o cabo, enfiava do outro lado e emendava o
pão. Passado o posto policial, ele entregava os pães a cada estivador e ia
embora