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SIDMinC divulga lista de selecionados no Prêmio Culturas Populares 2009

O Ministério da Cultura, por meio da Secretaria da Identidade e Diversidade Cultural (SID/MinC), publicou nesta quarta-feira, 3 de fevereiro, no Diário Oficial da União (Seção 3 págs. 10 a 13), o Edital de Resultados nº 2, de 02 de fevereiro de 2010, com a lista dos selecionados no Concurso Público Prêmio Culturas Populares 2009 – Edição Mestra Dona Isabel. O Prêmio, que tem investimentos de cerca de R$ 2 milhões do MinC, contemplará, nesta edição, 195 representantes das culturas populares brasileiras, entres mestres e representantes de grupos/comunidades informais e formais.

O Prêmio Culturas Populares 2009 homenageia a artesã ceramista do Vale do Jequitinhonha Dona Isabel Mendes da Cunha, e teve 2.833 iniciativas inscritas, 2.308 das quais foram habilitadas. As iniciativas vieram de todo o país, sendo assim distribuídas: 51% da região Nordeste, 30% do Sudeste, 8% do Sul, 7% do Norte e 4% do Centro-Oeste. Em relação à categoria, 1.159 projetos foram de mestres; 872 de integrantes de grupos/comunidades informais e 277 de integrantes de grupos/comunidades formais.

Os premiados foram escolhidos por uma Comissão de Seleção, composta por 32 membros e formada por artistas, pesquisadores, técnicos e/ou dirigentes do Sistema MinC, que esteve reunida  entre os dias 1º e 5 de dezembro, em Brasília. A Comissão avaliou, individualmente, todas as propostas apresentadas pelos candidatos habilitados no concurso, utilizando critérios de pontuação e avaliação de quesitos de acordo com cada categoria. Cada proposta foi avaliada por, no mínimo, dois membros da Comissão.

Os 195 prêmios, de R$ 10 mil cada, foram distribuídos entre 60 mestres e 135 integrantes de grupos/comunidades formais e informais. A Secretaria da Identidade e Diversidade Cultural concederá ainda um prêmio especial à Mestra Dona Isabel, homenageada nesta Edição do Prêmio Culturas Populares.  A lista dos premiados foi elaborada seguindo-se a ordem decrescente da nota final obtida pelo candidato em cada categoria. A nota final é resultante da soma da pontuação atribuída de acordo com o Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDH-M) do município no qual a atividade foi desenvolvida, e das notas obtidas na avaliação dos quesitos.

Entre os 1.113 mestres inscritos no Prêmio Culturas Populares 2009 – Edição Mestra Dona Isabel, Antônio Luiz de Matos, o Mestre Antônio, foi um dos premiados. Artesão da cidade mineira de Minas Novas, Mestre Antônio trabalha com a confecção artesanal de instrumentos musicais utilizados nas cerimônias de Congada e de Folia da região. Além de fabricar tambores, caixas, pandeiros, tamborins, reco-recos e xique-xiques, Mestre Antônio também realiza oficinas de artes e ofícios.

A Irmandade de Carimbó de São Benedito, do município de Santarém Novo, no Pará, foi um dos grupos premiados no concurso pelo trabalho cultural desenvolvido junto à comunidade local. O grupo participa todos os anos das Festividades de Carimbó de São Benedito, realizadas de 21 a 31 de dezembro, em Santarém Novo, e no mês de dezembro, do Fest Rimbó, do Encontro de Mestres de Carimbó e da Oficina de Saberes e Fazeres Carimbó.

Para conferir o edital com o resultado final, a lista dos habilitados e selecionados e o formulário de recursos clique aqui.

 

Comunicação SID/MinC

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II Conferência Nacional de Cultura

MinC divulga regras para a realização das Pré-Conferências Setoriais de Cultura

O Ministério da Cultura (MinC) abriu inscrições para os interessados em participar das Pré-Conferências Setoriais de Cultura, etapas da II Conferência Nacional de Cultura.

As Pré-Conferências serão realizadas, até 28 de fevereiro de 2010,  e tem como objetivo principal:

1. debater as propostas setoriais de estratégias para a implantação de políticas públicas a serem encaminhadas para a II CNC;
2. eleger delegados para representar o segmento na II CNC (10 por segmento, sendo dois de cada macrorregião);
3. discutir diretrizes e ações de forma a contribuir com a formulação e/ou avaliação dos Planos Nacionais Setoriais de Cultura.

As Pré-Conferências vão eleger, ainda, os representantes que comporão os Colegiados Setoriais do Conselho Nacional de Política Cultural (CNPC), nos seguintes segmentos: Dança, Circo, Teatro, Música, Artes Visuais, Livro/Leitura/Literatura, Culturas Populares e Culturas dos Povos Indígenas; ou elaboração de listas tríplices de indicados para escolha do Ministro, do representante setorial no Plenário do CNPC, dos seguintes segmentos: Audiovisual, Arte Digital, Arquivos, Culturas Afro-brasileiras, Museus, Patrimônio Material, Patrimônio Imaterial, Arquitetura, Moda, Design e Artesanato. Os eleitos e indicados exercerão mandato referente ao biênio 2010/2011. Os segmentos que têm Colegiados Setoriais constituídos elegerão, diretamente, o seu representante, para o Plenário do CNPC, na reunião de posse dos novos membros.

A II CNC reunirá artistas, produtores, gestores, conselheiros, empresários, patrocinadores, pensadores e atores da cultura, além de representantes da sociedade civil, de todo o país, de 11 a 14 de março de 2010, em Brasília. Os participantes discutirão, entre outros assuntos, a cultura brasileira nos seus múltiplos aspectos, tendo como finalidade principal a valorização da diversidade das expressões culturais, o pluralismo de opiniões e a aprovação no Congresso Nacional do Plano Nacional de Cultura. O PNC que tramita, atualmente, em fase conclusiva, no Congresso Nacional é um plano de estratégias e diretrizes para a execução de políticas públicas dedicadas à cultura. O temário da II CNC está dividido nos seguintes eixos:

  • Produção Simbólica e Diversidade Cultural, tendo como foco a produção de arte e de bens simbólicos, promoção de diálogos interculturais, formação no campo da cultura e democratização da informação;
  • Cultura, Cidade e Cidadania, tema voltado às cidades como espaço de produção, intervenção e trocas culturais, garantia de direitos e acesso a bens culturais;
  • Cultura e Desenvolvimento Sustentável, que discutirá a importância estratégica da cultura no processo de desenvolvimento;
  • Cultura e Economia Criativa que trata a economia criativa como estratégia de desenvolvimento; e
  • Gestão e Institucionalidade da Cultura, que visa o fortalecimento da ação do Estado e da participação social no campo da cultura.

A II CNC tratará, também, da participação social na gestão das políticas públicas na cultura e da implantação e acompanhamento dos Sistemas Nacional, Estaduais e Municipais de Cultura.

Pré-Conferências das Culturas Populares e Culturas Indígenas

Os Colegiados Setoriais de Culturas Populares e Culturas Indígenas foram criados em agosto de 2009 pelo Plenário do CNPC. E, assim como os demais, serão compostos por 15 titulares e 15 suplentes representantes da sociedade civil (três de cada macrorregião do país), além de 5 representantes titulares e 5 suplentes indicados pelo Poder Público Federal.

Os dois segmentos possuem representação no Plenário do Conselho Nacional de Política Cultural (CNPC). Paula Simon, da Comissão Nacional do Folclore, pelo Colegiado de Culturas Populares e Romancil Gentil Cretã, da Articulação dos Povos Indígenas da Região Sul, pelo Colegiado de Culturas Indígenas. O mandato destes conselheiros termina agora em dezembro.

Os representantes da sociedade civil dos dois segmentos devem, se possível, realizar assembléias em seus estados para a escolha e indicação dos seus representantes nas Pré-Conferências. Nos estados onde não houver assembléias, o segmento deve se articular para indicar um representante, uma vez que o número de apoios institucionais será um dos critérios para a escolha daqueles que irão para as Pré-Conferências Setoriais.

Em ambos os casos (com ou sem realização de assembléias), os indicados terão que fazer o registro de suas candidaturas em formulário digital disponibilizado no sítio eletrônico do CNPC (www.cultura.gov.br/cnpc) até 31 de janeiro de 2010. Após o registro, o indicado deverá postar, pelo correio, os documentos exigidos para habilitar sua candidatura para o seguinte endereço: Conselho Nacional de Política Cultural – CNPC – Esplanada dos Ministérios, Bloco B, 3º Andar, Brasília-DF, CEP 70068-900.

Poderão ser indicados até três representantes da sociedade civil por estado da federação, sendo duas lideranças tradicionais e uma escolhida dentre os acadêmicos, artistas, produtores culturais ou outros trabalhadores não tradicionais envolvidos com os segmentos. Será indicado ainda mais um representante do Poder Público municipal ou estadual, totalizando quatro indicados titulares e quatro suplentes por estado.

Estas delegações estaduais comporão o Colégio Eleitoral das Pré-Conferências Setoriais juntamente com os cinco representantes do Poder Público Federal e os membros do plenário e dos Colegiados Setoriais do CNPC. Estes terão direito a voz e voto para o cumprimento dos objetivos das Pré-Conferências Setoriais.

Acesse a Portaria nº 4, de 3 de dezembro de 2009, que aprova a Resolução nº 2 do Comitê Executivo da II CNC, regulamentando todo o processo.

Informações sobre as Pré-Conferências Setoriais de Cultura pelo correio eletrônico: marcelo.manzatti@cultura.gov.br

Blog da II CNC

Formulário Eletrônico das Setoriais

(Comunicação/ SID)

 

Marcelo Simon Manzatti

Coordenador-Geral

Secretaria da Identidade e da Diversidade Cultural

Ministério da Cultura

Esplanada dos Ministérios – bloco B – 3o andar

Brasília/DF – CEP 70.068-900

Tel. (61) 2024-2376 ou (61) 2024-2369 (fax)

marcelo.manzatti@cultura.gov.br

Prêmio Culturas Populares 2009

Divulgada lista com mais projetos habilitados para concorrer à premiação

A Secretaria da Identidade e da Diversidade Cultural do Ministério da Cultura (SID/MinC) publicou nesta quarta-feira, 2 de dezembro, no Diário Oficial da União (Seção 3, página 20 a 23), lista com os projetos habilitados ao edital do Prêmio Culturas Populares – Edição Mestra Dona Izabel.

Os proponentes, que tiveram seus recursos deferidos, concorrem a uma das 195 premiações, no valor de R$ 10 mil, sendo 60 na categoria de mestres e 135 na categoria de grupos/comunidades formais e informais. Os trabalhos de avaliação começaram nesta terça-feira, 1º de dezembro, em Brasília, e se estendem por cinco dias.

O secretário da SID/MinC, Américo Córdula, destacou o sucesso do Prêmio Culturas Populares 2009: “Tivemos um recorde de inscritos este ano, um total de 2.788 iniciativas de todas as regiões do país”, comemorou. Também informou que a premiação será distribuída de acordo com a demanda por estado.

Do total de propostas inscritas, 1.977 foram habilitadas – 51% da região Nordeste, 30% do Sudeste, 8% do Sul, 7% do Norte e 4% do Centro-Oeste. Dentre os projetos concorrentes, 1.113 são de mestres; 601 de integrantes de grupos/comunidades informais e 263 de integrantes de grupos/comunidades formais.

Comissão de Seleção

A Comissão de Seleção conta com 32 membros e é formada por antropólogos, pesquisadores, representantes de fóruns, instituições do segmento e técnicos/dirigentes do Sistema MinC, além de três mestres que tiveram suas iniciativas contempladas em editais anteriores. Confira os integrantes:

  • Adriana Cabral (SID/MinC)
  • Anglaé D’Ávila Fontes de Alencar (Comissão Nacional de Folclore-SE)
  • Alberto T. Ikeda (Universidade Estadual Paulista)
  • Ana Maria Ângela Bravo Villaba (SID/MinC)
  • Angélica Salazar (SID/MinC)
  • Aparecida Teixeira de Fátima Paraguassú – Mestra Fátima Paraguassú (Fórum de Culturas Tradicionais do Estado de Goiás)
  • Catarina Ribeiro (Ponto de Cultura A Bruxa Ta Solta-RR)
  • Cecília Mendonça (Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular-MG)
  • Cleri Fichberg (Secretaria de Estado de Cultura-DF)
  • Daniel Castgro Dória de Menezes (SID/MinC)
  • Fernanda Buarque (Coordenação de Diversidade da Secretaria de Estado da Cultura-RJ)
  • Geovana Jardim (Projeto Vozes dos Mestres-MG)
  • Gilberto Augusto da Silva – Mestre Gil do Jongo (Jongo e Conselho de Mestres do Fórum Permanente para as Culturas Populares-SP)
  • Giselle Dupin (SID/MinC)
  • Henrique Jorge Pontes Sampaio (Fórum Metropolitano das Culturas Tradicionais-PE)
  • Hirton Fernandes Jr. (Núcleo de Culturas Populares e Identitárias – Secretaria de Estado da Cultura-BA)
  • Isabelle Cristine da Rocha Albuquerque (SCC/MinC)
  • Jairo Araújo (Fundação Cultural do Piauí-PI)
  • Katharina Döring (Fórum de Cultura Popular-BA)
  • Letícia Vianna (Iphan/MinC)
  • Lia Maria (FCP/MinC)
  • Lucas Alves (Museu do Cavalo Marinho-PE)
  • Luiz Cláudio M. Ribeiro (Comissão Espiritosantense de Folclore-ES)
  • Marcelo Manzatti (SID/MinC)
  • Margareth Gondim (Fundação Curro Velho-PA)
  • Maria Acselrad (Universidade Federal de Pernambuco)
  • Patrícia Dornelas (SID/MinC)
  • Pedro Domingues (SPC/MinC)
  • Ricardo Calaça (Instituto Olhar Etnográfico-DF)
  • Taís Garone (FCP/MinC)
  • Thais Teixeira de Siqueira (Departamento de Antropologia da Universidade de Brasília)
  • Volmi Batista (Fórum das Culturas Populares do DF e Entorno)

 

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Edital Prêmio Culturas Populares 2009 recebe quase três mil inscrições

Culturas Populares: Edital Prêmio Culturas Populares 2009 recebe quase três mil inscrições

Com quase três mil projetos inscritos até o momento, o Prêmio Culturas Populares – Edição 2009, que homenageia a artesã ceramista do Vale do Jequitinhonha Dona Izabel Mendes da Cunha, surpreende com a participação expressiva em relação às edições anteriores.

Na sua primeira edição, o Prêmio Culturas Populares 2007 – Mestre Duda: 100 anos de Frevo, recebeu 791 iniciativas, sendo 260 contempladas. Na edição Mestre Humberto de Maracanã – 2008, o número de inscritos foi de 826, com 239 contemplados.

Ao todo, a Secretaria da Identidade e da Diversidade Cultural do Ministério da Cultura (SID/MinC), desde a sua criação, em 2005, já investiu aproximadamente 9 milhões em prêmios e convênios nos editais para as culturas populares.

Equipe SID/MinCFruto das discussões entre a sociedade civil, instituições vinculadas ao MinC e protagonistas dessa vertente cultural, os editais de premiação respondem a uma reivindicação da “Carta das Culturas Populares”, elaborada em Brasília durante o I Seminário Nacional de Políticas Públicas para as Culturas Populares, em 2005.

A equipe da Coordenação-Geral de Fomento à Identidade e Diversidade Étnica da SID destaca que o sucesso do número de inscrições neste ano deveu-se, sobretudo, à parceria com as Representações Regionais do MinC, com os governos estaduais e municipais e com a sociedade civil, que colaboraram muito na realização das mais de 30 oficinas de capacitação em diversas cidades do Brasil. Elas serviram para convidar e instruir a população sobre como participar do edital e fizeram parte da estratégia de ampliação e divulgação adotada pela SID. O  apoio dos agentes e instituições locais ocorreu não só na infra-estrutura mas, principalmente, pelo esforço de mobilização. Em alguns casos, como na oficina realizada em Campo Grande (MS), algumas prefeituras do interior do estado facilitaram o deslocamento de mestres e colaboradores até o local do evento.

Além disso, as oficinas colaboram para sensibilizar os governos locais a adotarem iniciativas semelhantes, como já acontece em diversos estados e municípios brasileiros, que criaram prêmios inspirados na experiência da SID/MinC. Nesse ano foram priorizadas as localidades que tiveram baixos índices de inscrição (absoluto e/ou per capita) nas edições anteriores, como Acre, Amapá, Roraima, Rio Grande do Sul e Bahia.

Para a SID, esses são momentos importantes pelo contato direto com o público-alvo da ação. São momentos de escuta dos grupos e pessoas que compõem os segmentos que as políticas da secretaria buscam alcançar. Ali são ouvidos diretamente os depoimentos, elogios e as dificuldades que compõem tão diferentes realidades em cada região do país, o que traz elementos importantes para reflexão, avaliação e aperfeiçoamento dos editais de premiação e de outros mecanismos adotados pela SID.

As formas de participação foram facilitadas e algumas inovações, como a inscrição oral, foram adotadas, contribuindo  para o maior acesso dos mestres e membros das comunidades brincantes ao  edital. A desburocratização também foi uma das diretrizes apontadas na Carta das Culturas Populares, pois o segmento ainda é muito pouco institucionalizado, o que dificulta a participação nas políticas públicas.

Para José Evangelista de Carvalho,  o Mestre Zé de Bibi, que teve sua iniciativa contemplada no Prêmio Culturas Populares de 2007 – Edição Mestre Duda, projetos como esses são muito importantes para o país. “O edital serve de estímulo para a promoção das culturas populares”, diz o Mestre. “Com o prêmio que eu recebi, no valor de 10 mil reais, organizei o Museu do Cavalo Marinho”, completa. Mestre Zé Bibi, é o único mestre de Cavalo-Marinho de bombo da região nordeste. Há mais de 40 anos está em atividade na cidade de Glória do Goitá/PE. Formou seu grupo de atores e dançarinos com mais de 20 integrantes na comunidade do sítio de Malícia. Suas apresentações despertam nos moradores do local o verdadeiro interesse por sua cultura.

O município de Glória do Goitá/PE, fica a 66 km de Recife, e é lá que está localizado o primeiro museu do gênero no Brasil, que este ano foi agraciado também com o Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade, do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), na categoria Salvaguarda de Bens de Natureza Imaterial. Com pouco mais de 25 mil habitantes, o município já teve cinco iniciativas contempladas no Prêmio Culturas Populares.

As inscrições para o concurso foram encerradas no dia 12 de setembro último. Mais inscrições ainda estão chegando pelo correio. A lista das iniciativas habilitadas para concorrer será divulgada em outubro, enquanto a lista final dos contemplados está prevista para dezembro.

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Ministério da Cultura entrega prêmio Culturas Populares 2007

BRASÍLIA – O primeiro dia de 2008 é especialmente de festa para os grupos de cultura popular espalhados pelo Brasil. É que na segunda-feira foi o último dia para o Ministério da Cultura pagar os R$ 10 mil de cada iniciativa vencedora do Prêmio Culturas Populares 2007.

Dessa vez, o prêmio homenageou Mestre Duda por causa das comemorações dos 100 anos de frevo em Pernambuco. Ao todo, foram 260 premiados, divididos em 3 categorias: mestres e grupos tradicionais, iniciativas de governos (prefeituras e governos estaduais) e iniciativas da sociedade civil organizada.

O principal objetivo do prêmio é ajudar os grupos de culturas populares a se manterem e estimular as prefeituras para que realizem festivais para difundir as tradições populares. Temos hoje uma necessidade de difundir e divulgar essas culturas. A maioria dessas manifestações tem alguma ligação com a parte religiosa, com promessas, com as festas. Outras são brincadeiras só para fruição dessas comunidades, disse o gerente da secretaria da identidade e da diversidade cultural do Ministério da Cultura, Américo Córdola, em entrevista ao programa Revista Brasil, da Rádio Nacional.

Segundo ele, além de valorizar o folclore e as tradições populares, a secretaria também está fazendo um registro da diversidade lingüística do Brasil.

Informações sobre o Prêmio Culturas Populares 2007: (61) 3316-2117.

Informações à imprensa: (61) 3316-2129.

Maestro Duda ou mestre Duda, o José Ursicino da Silva, nasceu em Goiana interior de Pernambuco, em 23 de dezembro de 1935. Aos oito anos começou a estudar música, aos dez já era integrante da banda Saboeira e logo escrevia sua primeira composição, o frevo Furacão. Dali podia-se prever o que se tornaria Duda um dos maiores regentes, compositores, arranjadores e instrumentista de todos os tempos e do frevo em especial. Gênio da composição e arranjo, como ampla formação chegou a tocar Oboé na Orquestra de Recife, mas seu múltiplo talento o levou a experimentar de tudo. Formou várias bandas de frevo que invariavelmente eram eleitas nos carnavais como as melhores do ano.

A carreira é repleta de sucessos e de grandes parcerias: Para o teatro músicou, "Um Americano no Recife" como direção de Graça Melo e outras peças dirigidas por Lúcio Mauro e Wilson Valença. Foi chefe do departamento de música da TV Jornal do Commercio e depois contratado da TV Bandeirantes em São Paulo. Compositor de choros gravados por Severino Araújo e Oscar Miliani, sambas gravados por Jamelão, músicas para Quinteto de Sopros e Quinteto de Metais, banda e orquestra, recebeu o prêmio de melhor arranjo de música popular brasileira em 1980, em concurso promovido pela Globo, Shell e Associação Brasileira de Produtores de Discos.

Lobisomem: Capoeira e Cordel

Histórias populares, no mundo inteiro, são sempre maniqueístas, variações de lutas entre um bem e um mal, moralidades rígidas por um lado mas suficientemente elásticas por outro para incluir mau-caratismos e espertezas várias quando se trata de um “fraco” vencer um “forte”.

E aí vem o Brasil, a capoeira e a literatura de cordel, e o bem e o mal começam a negociar.

No cordel de apresentação de seu personagem, Lobisomem, o capoerista e cordelista Victor Alvim Itahim Garcia, do grupo Abadá Capoeira, diz a respeito de si mesmo: ninguém lá é perfeito. Ele lê este verso e começa a jogar sua capoeira dançada, uma negociação entre investidas e defesas. Mais (ou menos) do que uma luta, uma longa conversa de pernas e pés com seu oponente-parceiro.

Dele também, os versos de abertura do cordel Zumbi & Bimba:

É claro que não podemos
Nunca generalizar
A minha intenção não é
De querer polemizar
Pois todos têm liberdade
Pra sua versão contar

Ou, no cordel em que ele homenageia Mestre Camisa, fundador do grupo:

Como todo ser humano
Muitos defeitos tem
Como ninguém é perfeito
Ele erra muito também
Mas a sua intenção
É sempre fazer o bem

É uma distância grande em relação a, por exemplo, os contos de fada originados na Europa, onde um desfile de fracos-bons e fortes-ruins têm, depois de várias crueldades de parte a parte, seu destino modificado graças à intervenção sobrenatural. Ou aos contos hollywoodianos contemporâneos, que seguem o mesmo molde.

Lobisomem: Victor Alvim Itahim Garcia, do grupo Abadá Capoeira

Relatos populares têm finalidades precisas. São ensinamentos de sobrevivência e resistência para situações limites e, dentro dessa estratégia, são também instrumentos de integração universalistas. Neles, personagens locais se ligam a arquétipos universais e o indivíduo, eivado de estereótipos psicológicos e sociais – heróis, cenários específicos como encruzilhadas ou estradas, e um tempo colocado em um passado distante ou, no caso hollywoodiano um futuro igualmente distante – se transforma em um ator que exerce sua subjetividade como em um teatro. O problema é que tal linguagem anuncia a crítica e ao mesmo tempo a cancela. Ao se tornar uma encenação que se repete, mesmo se variando detalhes do rito, o relato mostrará uma crítica não mais sobre o poder que oprime o grupo social naquele momento, mas a partir de um poder, o do mito.

O que o sotaque brasileiro traz de interessante é que, ao tornar falível o bem e palatável o mal, não abre espaço para o conceito de que haja algo perfeito de antemão, algo que nós, humanos, devemos nos esforçar para alcançar e uma vez lá, não mais modificar. Sem perfeição à mão, entra obrigatoriamente a negociação.

Viva nóis.

 
Elvira Vigna é escritora e crítica de arte, com formação em letras e arte, e mestrado em teoria da significação pela UFRJ. Último livro publicado: "Deixei ele lá e vim", 2006, Companhia das Letras

Fonte: Aguarrás – http://aguarras.com.br/

Brasilia: Cânticos populares, cantigas e cantadores de capoeira

Quem mora em Brasília e aprecia a riqueza musical da capoeira tem uma boa opção para 19 de maio. Nesse dia, o Centro Cultural Porão Capoeira Tabosa e o Centro de Iniciação Desportiva (CID) da cidade do Núcleo Bandeirante (DF) realizam, a partir das 14:30 h, o IV Ciclo de Palestras, cujo tema será “Cânticos populares, cantigas e cantadores de capoeira”.
A palestra fará uma “viagem” pelos ritmos, rituais e tradições da cultura popular brasileira através da capoeira. A atividade, coordenada Mestre Fred Guaraná, acontece no Espaço Garcia Neto, na praça da administração do Núcleo Bandeirante. A entrada é franca.
 
Informações: (55 61) 3380-1227 e  9814-4814
 
 
* Mano Lima é jornalista, editor dos sítios www.portalcapoeira.com, www.jornalmundocapoeira.com
e  autor dos livros "Dicionário de Capoeira" e "Eu, você e a capoeira"
 

Brasilia: O Gunga Chama! Repercusão… e Volta por Cima…

De Brasília vem o reforço… de modo positivo e conciente o GUNGA chama!!!  A repercusão… e a VOLTA POR CIMA…
Nosso camarada Eurico, Contra Mestre da Cordão de Ouro, de Brasília, responsável por vários projetos Sociais e de interesse da comunidade nos escreve em resposta a matéria divulgada no dia 01 de Setembro de 2006
 


Nota à Imprensa
 

Dado os últimos acontecimentos sobre a morte do jovem promotor cultural Ivan R. da Costa, por criminosos lutadores, o Instituto Volta Por Cima – Capoeira, Educação e Cultura vem à mídia alertar sobre a gravidade das repercussões causadas à classe Capoeirista do Brasil.
 
O acontecido foi brutal e lastimável. Entretanto, a maneira como vem sendo trabalhada na mídia essa notícia, põe a perder o trabalho sério de muitos Educadores Populares em todo o Brasil. São pessoas que prestam serviços necessários às comunidades onde trabalham, utilizando a Capoeira como instrumento de arte-educação praticamente sem apoio algum das entidades publicas e privadas.
 
É importante salientar que estes criminosos além de praticar várias outras lutas e fazer o uso constante de esteroides anabólicos, ao que parece, foram preparados para competição estremada e alienada e guiados por egos inseguros e inflados de esteróides. Como produto de um meio alienado, estes criminosos, nem de longe representam toda uma classe de educadores e nem tão pouco parecem ser capazes de avaliar a conseqüência de seus atos brutais.
 
Brasília vem sendo marcada por atos brutais de sua juventude alienada há anos, como o caso do índio Galdino, do jovem Marco Antônio Velasco e tantos outros veiculados pela mídia. Infelizmente os representantes brasilienses de nossa cultura, em viagens ao Brasil e ao exterior, são constantemente interpelados sobre tais casos e sobre a violência na Capital Federal.
 
É dever da mídia e da classe Capoeirista, evidenciar bons exemplos de trabalho com a comunidade e divulgar programas que são modelos de sucesso em educação e inclusão social. É  dever da comunidade de Brasília e da mídia local associar o nome de Brasília e do Brasil a estes programas educativos, que vêem, com muito sucesso, trazendo melhorias significativas na educação e na qualidade de vida de muitos cidadãos brasileiros, estrangeiros e jovens da periferia em situação de risco, que na maioria das vezes não têm nenhuma assistência do estado.
 
Precisamos decidir como queremos ser vistos pelos cidadãos brasileiros e pelo mundo. Como a capital da violência juvenil ou como a capital dos programas educativos? Tenho a certeza que um jornalismo consciente, em um país desesperançoso como o nosso, tem, entre outras, a missão de exemplificar o empenho e o sucesso de nossos educadores populares que educam e promovem a melhora nas condições sociais de milhares de jovens em situação de risco por meio da Capoeira.
 
Pedimos encarecidamente à mídia de Brasília, que dê oportunidade aos Capoeristas  de mostrar a importância da Capoeira como meio de educar e de incluir socialmente com a mesma ênfase dada ao lastimável assassinato de Ivan R. da Costa por espancamento. Esta manifestação cultural faz parte de nossa ancestralidade e já é referencia mundial em trabalhos na busca por melhoria da educação, de qualidade de vida e integração social.
 
O Instituto Volta Por Cima – Capoeira, Educação e Cultura se coloca à disposição da mídia para entrevistas e pautas que possam evidenciar a Capoeira e seus programas autônomos de Responsabilidade Social. Assim como nos propomos a reunir Mestres de Capoeira (educadores populares) que possam representar dignamente a Capoeira diante de mais uma fatalidade em Brasília.
 
 
Atenciosamente,
 
 
 Contra-Mestre Eurico Neto
 Presidente do Instituto Volta Por Cima


Cordão de Ouro – Brasília – www.cordaodeouro.org
Coordenação – Contra-Mestre Eurico
Professor de Educação Física
CREF/DF- 1449
Academia 55-61-4438450 Cel: 55-61-81110647
Direção – Mestre Suassuna

CAPOEIRA ANGOLA OU REGIONAL É FOLCLORE!

É comum capoeiristas, pesquisadores, estudiosos e mestres reagirem contra a afirmação óbvia de que a capoeira é folclore, incorrendo desta forma em um grande equívoco. Esta aversão pode ser originada do senso comum que diz ser o folclore algo velho, em desuso, ou pode estar atrelada também à idéia de que folclore é o espetáculo regional mostrado por grupos profissionais aos turistas. Estes shows na maioria das vezes deturpam a forma original da manifestação processo do qual é vítima a capoeira, o samba de roda e até o Candomblé que é uma religião. É possível também que pelo fato do governo Vargas tê-la aceita apenas como “folclore e desporto” tenha contribuído para tal aversão. Outra possível causa é a desinformação acadêmica do que seja folclore e quais sejam as suas características.
 
Manifestação concebida na cultura popular, a capoeira é o elemento folclórico que melhor representa a cultura brasileira. Segundo alguns estudiosos e folcloristas, o Folclore é uma manifestação da cultura popular que representa uma instância qualitativamente superior e estratificada desta cultura, pois ele é a representação simbólica de uma sociedade.
                                                                                                                    
É ocorrente, entre folcloristas brasileiros, uma frase de sucesso: “Tudo que é Folclore, é popular; porém nem tudo que é popular é Folclore”. Este refrão remete imediatamente a dois pontos básicos: o entendimento do termo popular e o reconhecimento da existência de níveis distintos no interior da mesma cultura. (FRADE, 1997)
 
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João Pessoa: Sesc abre inscrições para curso de percussão com o Mestre Rafael Magnata

Sesc abre inscrições para curso de percussão em João Pessoa
 
Continuam abertas no Sesc Centro João Pessoa as matrículas para o curso de Percussão, ministrado pelo percussionista e Mestre de capoeira Rafael Magnata. As aulas são realizadas em dois horários. Segundas, quartas e sábados das 15h às 17h e nas segundas e quartas das 19h às 21h.
O curso é aberto à população em geral. Os interessados devem procurar a Central de Atendimento da entidade, localizada na Rua Desembargador Souto Maior, 281, Centro. Maiores informações podem ser obtidas pelos telefones 3208-3158 ou 3208-3100. As aulas de percussão enfocam os ritmos populares e afro brasileiros através de pesquisas e experimentos de sons como coco, maracatu, ciranda, maculêlê, samba de roda, afoxé entre outros. “Quem acredita não ter ritmo, está enganado, pois todos nós temos, basta apenas coordenar os elementos sonoros que cada um possui para descobrir seu próprio ritmo”, afirmou Mestre Magnata.
 
O curso é aberto para iniciantes e para quem já tem alguma prática e deseja se aperfeiçoar. Na percussão é trabalhada também a parte teórica, abordando principalmente a história dos ritmos e dos instrumentos. “Pesquisa e prática serão desenvolvidos simultaneamente. Antes de começar a tocar os instrumentos é importante que o aluno conheça um pouco sobre a história dos ritmos e dos instrumentos, para que se tenha conhecimento do todo”, reforça Magnata. Ele relata que o primeiro impulso sonoro do homem primitivo foi supostamente o de bater palmas ligadas a uma certa cadência rítmica que ao longo dos séculos foi se aprimorando, gerando a percussão.
 
Há mais de 20 anos Rafael Magnata atua no cenário capoeirístico nacional e internacional. Atualmente ministra aulas de percussão, capoeira e dança afro em vários lugares na cidade de João Pessoa, como a Universidade Federal da Paraíba, o Centro Educacional do Adolescente (CEA) e a Ong Pérola Negra – Centro de Cultura Popular Afro Brasileira, criada há cinco anos por Magnata. A Ong foi formada a partir de experiências adquiridas no Grupo Badauê de Capoeira que é coordenado pelo Mestre Sabiá de Campina Grande e tem como proposta difundir e valorizar a cultura afro brasileira, através de atividades como: percussão, capoeira de angola, danças populares e afro-brasileiras, oficinas de artesanatos, entre outras.