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Qual é a sensação de jogar capoeira?

A grande sensação de jogar capoeira é saber que, em geral, todos os integrantes da roda são admiradores da serenidade, da confiança, do conhecimento, da cortesia, dos bons valores morais, do valor, da saúde, da bondade, da atenção, do falar, da beleza e da intensidade de um jogo pausado. Portanto, todos nós que somos jogadores de capoeira, sabemos que isso pode ser emitido pelo gingar do vai e vem do nosso jogar.

É prazerosa a sensação de saber que no jogo da capoeira habitam dois ícones em uma mistura de curiosidade, destreza e confiança, que exploram a experiência com dificuldade em um caminho feito por um jogo duvidoso, onde reina o perder e o ganhar.

Neste jogo que imita a vida, além de termos um coração que pode sentir a música, é primordial termos uma mente e um olho que saiba evoluir de oitiva para absorver as informações de um círculo mágico chamado roda. Uma alma que saiba cultivar as emoções e mãos que possam tocar um instrumento com discernimento e sabedoria para impulsar o jogo dos camaradas com motivação.

Nesta mistura intrigante entre dois corpos, é primordial termos também, uma mente que possa indagar e que saiba compreender as nuances de um simples jogo que alberga o ataque e contra-ataque surpresa de um verdadeiro jogador de capoeira.

Visto assim, podemos simplificar tudo isso dentro de uma alma que possa elevar-se dentro do próprio jogo. A alma de um corpo que sabe reagir com o tum marcado pelo atabaque. Uma alma que diz que estarmos dentro desse processo de jogar capoeira, pode ser simplesmente, conhecer a alegria e a tristeza em um mesmo segundo. Uma fração de um instante, onde se mantém a esperança de que tudo pode acontecer. De que tudo é válido e válido para melhor. Da mesma forma, diremos que dentro do jogo da capoeira é possível conhecer a desilusão de um jogo não realizado, assim como é possível a conquista por tê-lo realizado.

Com firmeza e definição em nossas palavras, expressamos que além da frustração, da desgraça, da satisfação, da impaciência, da expectativa, da apreensão, da música, do som, da arte e da harmonia, somos todos realmente conhecedores dos fracassos, das emoções, dos erros, do apreciar, do vislumbrar-se das maravilhas e da admiração por um sábio jogador de capoeira. Portanto, reconhecemos que, saber que tudo isso pode ocorrer a um jogador de capoeira é uma coisa, mas admitir que isso ocorre em nós é muito mais.

Por isso, a grande satisfação de jogar capoeira, é o grande desejo de saber que vale apena sonhar com um jogador que nos estimula a jogar e que compartilha os mesmos desejos.

É um sentimento positivo que surge quando um jogador experimenta uma atenuação em seu estado de mal-estar. É a sensação de ter atingido o objetivo ou a meta traçada.

Em resumo, a satisfação de jogar capoeira tem uma duração breve, ainda que ocasionalmente, pode ser como um estado de prazer intenso, de agradabilidade, satisfação, realização, motivação, maior tolerância à frustração, elevação da auto-estima, agilidade do processo cognitivo e de ajudar ao menos capacitado para realizar um jogo de capoeira.

 

Wellington de Oliveira Siqueira – Mestrando Cinzento – Valencia (Espanha).

www.aluacapoeira.com

Brasileiros criam robô que aprende a tocar berimbau com inteligência artificial

Autores da façanha alegam que autômato consegue reconhecer e reproduzir as músicas através de inteligência artificial.

Ivan Monsão e Paulo Libonati são dois projetistas que vivem em Salvador, na Bahia. As primeiras modificações datam de 2006, mas o robô demorou cinco anos para ficar pronto. Ele é capaz de tocar o instrumento berimbau, conhecido por estar presente em rodas de capoeira.

Segundo o site Hack a Day, os autores alegam que o Berimbô, como ficou conhecido o autômato, é o primeiro berimbau robótico do mundo.

Monsão e Libonati afirmam que a principal novidade introduzida na última versão do protótipo é que ao invés de programar as músicas, o robô recebeu inteligência artificial para aprender a distinguir e reproduzir as notas musicais, bem como o movimento da cabaça (esfera oca que serve para reverberar o som) e do caxixi, uma espécie de chocalho feito com palha e conchas do mar.

Todavia não foi possível verificar nenhuma evidência dessa funcionalidade no vídeo publicado pela dupla:

{youtube}24GUKRheXDc{/youtube}

Fica a esperança e a dica de uma nova demonstração exibindo o processo de aprendizagem em ação.

E, para quem joga ou gosta da cultura da capoeira: Iê, camará.

 

Fonte: http://toad.geek.com.br/

Haiti em uma palavra? Esperança

Os tremores hoje são como acontecimentos quase que naturais. Agora há pouco foram dois; o primeiro aparentemente forte. Estava em minha mesa imprimindo alguns documentos, e por um momento pensei que fosse a impressora. Mas, ao olhar para a mesa ao lado e ver um monitor balançando, compreendi que não era a impressora e sai rapidamente. Por fim, não sei se a terra realmente está tremendo ou se o meu corpo é que não parou de tremer desde o primeiro.

No momento do tremor, a sensação é de que o cérebro automaticamente acessa as informações do primeiro, as lembranças chegam em uma fração de segundo. E com elas, o medo de que este seja tão forte quanto o primeiro, que alcançou 7.2 graus na escala Richter. E a diferença de força entre um e outro é bem grande; o de 7.2 chega a ser 22 vezes mais forte. Aparentemente, teremos de conviver por algum tempo com os tremores. Espero em Deus que não sejam tão fortes quanto o primeiro, pois isso iria ampliar os problemas para um grau que não podemos prever, como ainda não podemos prever a extensão das consequência do primeiro.

Aos poucos, notamos que algumas pessoas estão deixando a capital, indo para as províncias, para as áreas rurais. O que abre precedente para tornar a ajuda mais rápida. Talvez seja possível, ao invéis de centralizar toda ajuda em Porto-Principe, criar campos de apoio nestas cidades, com toda estrutura possível, e remover as famílas que hoje ocupam as praças. Isso ampliaria também o campo de trabalho para a remoção dos escombros e resgate das vítimas, bem como diminuiria as possibilidades de uma epidemia, um risco grande aqui.

Quanto a nós, seguimos com o trabalho, dentro das nossas limitações. Com o risco eminente, continuamos dormindo no quintal da casa; brasileiros, haitianos, noruegueses. Onde temos uma visão fantástica do céu, das estrelas. O sentimento em mim é de que não estamos sozinhos, nem desprotegidos. E parece que ouço uma voz dizer que tudo ficará bem…

Haiti, 21 de janeiro, 11:30 am

Aos poucos, a situação parece apresentar sinais de melhoria, apesar de muitos escombros estarem ainda por serem removidos. O volume de trabalho é grande, bem maior do que a infra-estrutura disponível no momento. Mas, já podemos ver que a situação é bem diferente de alguns dias atrás. Não tenho dúvida de que as equipes de resgate estão empenhando ao máximo as suas forças para tornar o trabalho mais ágil, e minimizar ao máximo o sofrimento dos que ainda ainda esperam por ajuda sob os escombros.

E ainda que existam aqueles que se valem da necessidade e da fome para promover a violência e o desespero, ferindo ainda mais a sua própria gente.

Ainda que existam aqueles que poderiam ajudar (fazer a diferença), mas que preferem assistir tudo de longe, entre as quatro paredes da sua sala refrigerada, cujo a proximidade maior do problema não vai além do alcance do seu controle remoto ou do cursor do seu computador.

Ainda que existam aqueles cruéis o bastante para de dizer que a raça ou o credo é o causador de tanto sofrimento…

Existem aqueles que movem todos os seus recursos e esforços para garantir o mínimo de segurança e dignidade para aqueles que sobreviveram, para minimizar o sofrimento das pessoas e cuidar de suas feridas.

Existem aqueles que deixaram seu país, o conforto e a segurança do seu lar, o carinho da família para estar ao lado de pessoas que sequer conheciam.

Existem aqueles que são humanizados o suficiente para exergar no próximo o laço incontestável da família terrena.

Existem aqueles “loucos” que acreditam, seguem em frente, e com a sua loucura contagiante arrebanha multidões para o bem.

E é por esses e outros que a confiança aumenta a cada dia, que a nossa força cresce. É através de exemplos como esses que seguimos acreditando que a  vida é ainda mais forte do que qualquer coisa e que a esperança sobrevive às piores provações.

Fonte: http://flaviosaudade.files.wordpress.com

 

Cidadania: Gingando pela Paz no Haiti – Relatos de um capoeirista em terras haitianas

O GINGANDO PELA PAZ nasceu de atividades realizadas ao longo de quatro anos em diversas comunidades do Rio de Janeiro que tinham como foco a mobilização popular para temas de interesse público. A inspiração surgiu com a participação do Contramestre Saudade, à época com 21 anos de idade e professor em capoeira, no Serviço Civil Voluntário, projeto oferecido pelo Viva Rio que objetivava ser uma alternativa ao Serviço Militar obrigatório, e estava direcionado para jovens em situação de risco social que ainda não tinham concluído o ensino fundamental. O contato com disciplinas como Direitos Humanos e Cidadania, a participação em ações voluntárias em comunidades como as Campanhas contra a Dengue e de Paz no Trânsito, somada a experiências internacionais em países como Zimbabwe, África do Sul, Alemanha e Espanha, levou-o a idealizar um projeto que objetivasse fortalecer a atuação da capoeira para o desenvolvimento social.

 

Portugal: Organização e União em busca de uma Identidade

Mestres, Contramestres, Professores e responsáveis de Grupos, Associações e escolas de capoeira de Portugal,

Segundo Lei que regulamenta a prática de atividades físicas em Portugal (onde se inclui a capoeira), Dec. Lei 272 de Outubro de 2009, lei esta que obriga todo profissional que queira dar aulas ter um curso superior em Educação Física ou um registro federativo em órgão competente e reconhecido pelo Estado Português sob pena de não pode exercer, profissionalmente, a atividade.

Em função dessa nova realidade surge a necessidade da existência de uma Federação de Capoeira em Portugal, legitimada pelos mestres, contramestres e professores que aqui residem e trabalham, independentemente do grupo, estilo, graduação e indumentária, afim de que possamos, em parceria e transparência, garantir, perante as leis de Portugal, o pleno exercício de uma atividade que transcende, a todos nós capoeiristas, as barreiras limitantes do simples desporto.

Com cariz de urgência foram realizadas anteriormente três reuniões com o intuito de debater a lei vigente e a possível criação de uma Federação de capoeira.

Nesta reuniões estiveram presentes:

  • Mestre Nininho – G. Agbara
  • Mestre Sargento – G.Muzenza
  • Mestre Tucas – GUC
  • Mestre Umoi – GUC
  • Contramestre Marco Antonio – A.Astral
  • Contramestre Nago – GUC
  • Contramestre Neguinho – G.Gingarte
  • Contramestre Nil – G.Muzenza
  • Contramestre E.T Arte Pura
  • Prof. Birita – G.G.Brasil
  • Prof. Papilon – GUC
  • Formado Carcará – E.B.
  • Formado Cogumelo – A.Astral
  • Instrutor Goiaba – G.C.Brasil

Foram, ainda, informados e são conhecedores da situação os seguintes responsáveis:

  • Mestre Alexandre Batata – G.G.Contemporânea
  • Mestre Barão – G.L.Saudade
  • Mestre Caramuru – G.P.Barra
  • Mestre Chapão – A.Capoeirarte
  • Instrutor Cangaceiro – G.G.Brasil
  • Prof. Luciano Milani – Capoeira Mogadouro

Está marcada uma próxima reunião para o dia 06 de dezembro às 15:00hs, na Escola Preparatória de Alfornelos para que possamos definir estratégia da criação e modelo de funcionamento dessa possível Federação de capoeira de Portugal com a seguinte ordem de trabalho:

a) Preenchimento de formulário para se dar inicio, formal, à criação da Federação;

b) Escolha do nome;

c) Elaboração do Estatuto (pedimos que quem tenha conhecimentos de causa, leve, se possível, algum modelo de estatuto para servir de base);

d) Possível escolha de um pequeno grupo de trabalho para elaboração, com data a ser marcada, de departamentos e modelos de funcionamento da Federação como por ex.: departamento desportivo, técnico, jurídico, patrimonial, de pesquisa, cultural, outros.

De acordo com três reuniões anteriores, que deram origem a essa próxima e mais importante, ficou-se, antecipadamente, definido que:

1. A Federação não será um órgão fiscalizador de grupos de capoeira em Portugal;

2. Não existirá ingerência nos grupos de capoeira, reservando aos seus representantes a definição e manutenção de seus uniformes, graduações e filosofia.

3. Cada grupo de capoeira facultará à direção da federação informações sobre o sistema de graduação, estatutos existentes (monitores, instr. Prof. Etc.), requisitos para obtenção de cada estatuto existente no grupo e também fará chegar à direção da federação o currículo de todo aluno que aspira a um registro técnico, expedido pela federação.


Com os melhores cumprimentos,

Grupo (provisório) de trabalho

Umoi Souza – coord.

Capoeiragem: Seminário Nacional em Floripa – SENECA

Com o "gunga" na mão, o Editor do Jornal do Capoeira, Miltinho Astronauta, fez a chamada e de pronto respondi…  Segue a matéria do SENECA (Seminário Nacional de Estudos da Capoeira), ferramenta importante para a malta da capoeiragem e estudiosos…


Os preparativos para o II SENECA, previsto para maio de 2006, em Florianópolis, estão a pleno vapor
 
Jornal do Capoeira – www.capoeira.jex.com.br
Edição 53 – de 11/dez a 17/dez de 2005
 
O Seminário Nacional de Estudos da Capoeira (SENECA) é fruto de  movimento capoeirístico-acadêmico que surgiu no Colégio Brasileiro de Ciências do Esporte, CBCE – www.cbce.org.br. Pouco a pouco este projeto vem se firmando no cenário geral da Capoeira. Seu objetivo, basicamente, é garimpar, resgatar e refletir sobre o passado e o presente da Capoeiragem, projetando tais reflexões para o futuro. Tarefa nada fácil, como sabemos, que exige trabalho paciente, exaustivo, competente e, sobretudo muita humildade.  Trabalhos pretensiosos, ou baseados em dogmas e fantasias, também sabemos, já temos até demais.
 
Pois muito bem, essas características essenciais, acima resumidas, estão presentes no Grupo de Estudos da Capoeira, GECA, responsável pelo SENECA e estudos correlatos.
 
Daí porque, pouco a pouco, o GRUPO vai aparecendo e se firmando no Mundo da Capoeira. Sua dinâmica de funcionamento é tão simples e eficaz quanto sua estrutura. O GECA, basicamente, funciona através da Internet;  para participar dos trabalhos de pesquisa e discussão basta escrever para um de seus coordenadores (Paula Cristina – Paulete; Letícia Vidor; Falcão etc.), enviando  resumo do próprio perfil sócio-capoeirístico e adiantando as maiores áreas de interesse dentro do projeto. A solicitação será devidamente avaliada e, no prazo de 4/5 dias o candidato receberá sua resposta.
 
Errará, entretanto, quem tentar concluir que o GECA é mais um grupo meramente virtual  (com todo respeito aos grupos "meramente" virtuais), pois  vai muito além, promovendo reuniões  periódicas "de corpo presente"  desde maio de 2004. Encontros que acabaram criando condições para encontros ainda maiores, espécie de mini-simpósios e, mais adiante, o surgimento da série  "Seminário Nacional de Estudos da Capoeira", ou simplesmente SENECA.
 
O Primeiro SENECA, realizado na cidade de Campinas, São Paulo, sob a brilhante batuta organizacional das Guerreiras Paulete, Letícia Vidor e do Mestre Tule, reuniu aproximadamente 300 participantes. Como resultado daquele I SENECA, foi elaborada e divulgada a "CARTA DE CAMPINAS", sendo que tal documento, salvo engano, foi encaminhado para os diversos Ministérios (Cultura, Educação, Esporte, Igualdade Racial etc), além de cada Governo Estadual (Minas, São Paulo, Rio, Bahia, Roraima, Santa Catarina, Paraná…) ter recebido também uma cópia da carta devidamente assinada pela comissão do GECA.
 
Claro que ocorreram alguns senões em termos de logística institucional e gerencial, pois desta ninguém escapa, mas que serviram e servirão para subsidiar futuros aprimoramentos. Administrativos. O saldo, entretanto, foi altamente positivo, com todos os participantes sentindo-se muito à vontade para dar o melhor de si em cada grupo de trabalho.
 
SENECA EM FLORIPA
 
Dentre as diversas deliberações do I SENECA, ficou estabelecido que no ano de 2005 deveriam acontecer SENECAs Regionais (Estaduais!), e que no ano de 2006 seria realizado o II Encontro Nacional.
 
Infelizmente, talvez até por algum motivo não ocorreram os SENECA´s Regionais.
 
É possível que a coordenação geral tenha optado  por reunir-se apenas anualmente. É possível, também, que os estados potencialmente interessados, não tenho tido condições de realizar seus respectivos Encontros. Ou, ainda – quem sabe? – julgaram tais encontros desnecessários no momento.
 
Apenas faço especulações, permitindo-me lamentar a não realização de tais encontros, pois, sem dúvida seriam da maior relevância, com mestres e estudiosos locais, sérios e competentes, dispostos a participar do Projeto.  Encontro Nacional deve ser um encontro sinérgico entre o maior número possível de suas partes, do contrário perde-se muito, das preciosas peculiaridades locais (algumas de grande valor histórico) ao verdadeiro consenso democrático.
 
Mas, se permitem uma bela frase feita, "o inimigo do BOM é o PERFEITO".
 
Melhor seria um II Encontro Nacional para tratar de proposições estaduais de bom nível, mas, não sendo possível, que venha o II SENECA mesmo assim. Pois, entre outros méritos, terá o de despertar e alertar o Mundo da Capoeira, mais uma vez, para a importância e urgência de um trabalho deste peso.
 
Como o SENECA é um movimento aberto à comunidade, e não estritamente "gecalino", seria muito interessante que durante o II Encontro estabeleçam-se estratégias que façam vingar os "Senequinhas" (sem conotação diminutiva). Acredito que ganhará a Capoeira como um todo, acadêmica ou não!
 
O mais importante é que a programação do SENECA II está de vento em popa, sendo nosso anfitrião, o Mestre Falcão, professor da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Floripa, SC.
 
A data-tentativa da realização do segundo encontro é de 12 a 14 de Maio de 2006 – justamente quando "comemora-se" a Abolição.
 
Já foram estabelecidos alguns Grupos Técnicos de Trabalho (GTT´s):
 
1.      GTT Capoeira e Educação;
 
2.      GTT Capoeira, História, corpo, cultura e memória;
 
3.      GTT Capoeira e Esporte;
 
4.      GTT Capoeira Gestão: Políticas Públicas e Contemporaneidade.
 
Roda final não programada, do SENECA I – nos berimbaus mestre Jerônimo Capoeira e Dinho Nascimento
 
SENECA
 
Além do "approach" (Créditos para Mestre Zeca Pagodinho!) acadêmico-capoeirístico, a coordenação geral do II SENECA também poderia incluir algumas aulas magnas sobre "Capoeira e Sociedade" (Luiz Sergio Dias), "Capoeira e Negritude" (Dr. Nei Lopes), "Capoeira e Ciência do Esporte" (Professor-Doutor Lamartine Pereira da Costa); "Capoeira e Sociologia do Esporte" (Dr. Nelson Mello e Souza) e "Capoeira e Psicologia" (Dr. João Alberto Barreto).
O certo é que a programação incluirá – ou poderia – algumas atividades sócio-culturais, com belos passeios pela região, e com apresentações de "Maracatu Arrasta Ilha", "Samba de Caboclo", "Candombe" (Vilaró – Uruguai).
Temos aí, vejam só, a comprovação da importância de se criar no Brasil, Mecas Itinerantes de Capoeira. Em maio, por exemplo, a MECA será no SENECA através do GECA, a Meca será na fascinante Ilha de Floripa, em Santa Catarina.
Aonde haverá altas reflexões sobre passado, presente e futuro da Arte da Capoeiragem, onde haverá rodas antológicas, de Capoeira e de Samba.
 
Quando o Mundo da Capoeira presente aproveitará para perguntar ao capoeira catarinense "barriga-verde", de preferência aos de ascendência alemã:
"Canarinho da Alemanha
Quem matou meu curió".
Não valendo responder que o "segredo da Lua, quem sabe é o clarão do sol".
 
Isto é Capoeira, minha gente.
 
Miltinho Astronauta
 
Nota: Fotos por Rui Takeguma ; Na primeira foto estão Frede Abreu, Anand das Areias, Letícia Vidor, Nestor Capoeira e Mathias Assunpção
 

De Marília para o Congresso Estadual Preparatório de Capoeira

O mariliense Edvaldo Pereira dos Santos, o mestre Pereira, foi o representante de todo o interior do Estado de São Paulo no Congresso Estadual Preparatório de Capoeira, realizado dia 12 de novembro, na Sociedade Esportiva e Recreativa Vila Maria, em São Paulo.

O congresso reuniu cerca de 300 participantes e várias assuntos foram discutidos, como capoeira internacional, capoeira desporto, capoeira política e capoeira cultura social, além da regulamentação e profissionalização da capoeira.

“Já estamos lutando há dois anos para que a capoeira seja regulamentada e se torne um esporte olímpico. É uma luta que esperamos que chegue ao fim o mais rápido possível”, disse o mestre Pereira.

Pereira será um dos 30 representantes de São Paulo no Congresso Nacional de Capoeira, que acontece em Salvador (BA) no mês de fevereiro de 2006.

Mestre Pereira pertence ao grupo de capoeira Marília-Brasil, que reúne aproximadamente 100 pessoas, e conta com apoio do Sindimmar e da Auto Peças Mirauto. Ele ministra aulas nas academias Salutar (segunda a quinta-feira, das 8h30 às 10h) e RT Mix (às terças e quintas-feiras, das 18h30 às 19h30.

Comentários

CID TEIXEIRA, historiador

CID TEIXEIRA, historiador, no filme MESTRE BIMBA, A CAPOEIRA ILUMINADA
 
Sobre a cultura negra no Brasil de Bimba :
 
O candomblé, a capoeira, a culinária tudo isso são expressões de
resistência cultural, contra o esmagamento do dominador, senhor, branco
europeu. Então, assim a capoeira leva um tempo de ilegalidade, ilegalidade
formal. Os nomes da capoeira ilegal estão ai: Besouro, Bom Cabelo, tantos
desses assim, que tinham seu quartel general, se é possível dizer assim, no
Mercado do Ouro porque eram na grande maioria trabalhadores braçais.

Em busca da Ludicidade Perdida

 Após o pesadelo transatlântica, os que sobreviveram aos porões fétidos da civilização européia, no sentido literal, seguiram-se gritos solitários que se ouviu nas senzalas e nos terreiros banhados com o sangue inocente dos mártires, inconformados com uma vida pior que a dos animais…

Essa pode ter sido a gênese cruel. Mas a ressurreição de toda a humanidade acontecia, junto com os sinais da iluminação dos tempos: eclodiram revoluções no mundo dito civilizado, em nome da liberdade, da igualdade e da fraternidade…

Que era essa liberdade? Haveria lugar para essa metáfora burguesa em busca do seu lugar ao sol, enquanto uma raça inteira jazia sob os ferros da escravidão?

Que igualdade? Onde caberia esse discurso, se a massa dos excluídos se avolumava junto com as comunidades negras soterradas pela substituição da máquina-homem pela máquina-vapor?

Que fraternidade? Se as uniões que se forjaram se destinou, como na Guerra do Paraguay, a interromper um crescimento infiel de uma ex-colônia, numa covardia que usava o julgo capitalista inglês, por um lado e, por outro, milícias de capoeiras negros condenados com a promessa de um prêmio que nunca foi pago, ao lado de um mérito nunca resgatado na História?

Então, se somados todos os processos históricos das revoluções da era moderna, para os negros o resultado era sempre zero, o que fazer? Por onde assegurar que seriam preservadas as esferas de realização reprodutiva de sua cultura, de seus valores, de sua fé, de sua felicidade, enfim?

Era preciso uma revolução estratégica… Onde obter armas para fazer frente a tal caos? Tanques de guerra? Fuzis? Mosquetões? Talvez a conquista de uma legislação protetora, como a que existe hoje em dia para preservação dos animais?

Nada disso!

A Revolução teria que ser feita numa esfera inacessível aos não iniciados!

Ela teria que ser escrita no idioma oral das raízes afros.

Teria que poder ser praticada de forma velada e ao mesmo tempo por todos. Como isso seria possível?!

 

A REVOLUÇÃO SILENCIOSA(?) DO CORPO

 

Era isso. Os códigos teriam que ser passados através do único veículo de que dispunham os negros: o seu corpo! É lógico, o corpo possui todos os instrumentos necessários aos processos de informação cultural e revolucionária…

Mas, se fosse colocado em confronto em campo aberto, poderia o corpo ter alguma chance de resistir às pressões alienantes do dominador? Não. Era necessário que o processo deveria contar com um aliado estratégico, o elemento dissimulador… Onde buscá-lo?

Não era necessário, pois ele fazia parte do acervo natural da cultura afro, era encontrado em grande quantidade nos movimentos básicos do seu dia-a-dia; podia também ser localizado nas esferas simbólicas discretas de seus valores, produzidos a partir de uma consciência estética livre e na profundidade criativa da mãe-África, inscrita como o mais antigo legado da humanidade. Sim, era possível.

Era possível superar a dor do ferros cravados na carne mulata; possível também romper com o cerco legitimado dos senhores-donos-de-escravos, imperialistas ou republicanos, que empurrava para os porões dos valores, a cultura, a arte, a religião e a imaginação afro, a submissão aparente ao julgo dos valores ocidentais era parte da estratégia.

Ela era galgada na ironia, na aparente aceitação da realidade imutável dos fatos, e na manifesta demonstração da inocência primeva de quem não teria mesmo porque se sentir ou reagir de forma diferente: a manha, a sanha, os rituais religiosos – estes não liberados senão mediante um sincretismo negociado com a ordem dos valores vigentes, as heranças guardadas da Dança da Zebra; a Cujuinha, dança guerreira; a Uianga, dança dos caçadores; a Cuissamba, dança de julgamento e castigo; e outras bases culturais, como a dança do Batuque, os ritmos corporais dos rituais umbandísticos.

Aí estavam as fontes, as quais, misturadas aos recursos férteis da imaginação criativa e a frágil percepção da resistência por parte do dominador – subestimar o adversário representa cinqüenta por cento de derrota, segundo o critério da tradição oriental – juntando tudo isso na alquimia daquele momento em que o tédio branco era tão carente de dinâmica, estava pronto o contexto da gênese transcendental do elemento de resistência, composto da imaginação loquaz e renitente, da festa, do folguedo a qualquer tempo e da capacidade de surpreender os desavisados e os espíritos desarmados dos dominadores, pois de muito gorda a porca já não anda, de muito usada a faca já não corta!.

Construídos os fundamentos da resistência, era importante praticá-los, explorá-los, aperfeiçoá-los, expandi-los!

A jornada da resistência era longa e não adiantava a pressa…

A pressa era dos dominadores, através de conclusões precipitadas dos movimentos, dos jogos e dos folguedos…

A melhor forma era a ironia, aperfeiçoada em insolência, indiferença à força bruta, uma brincadeira desautorizada na frente do opressor.

 

BOM HUMOR: A REVOLUÇÃO DA FELICIDADE

 

Essa a História-síntese da arma maior da revolução negra: a capacidade de superar o horror e a tragédia a partir da manutenção de um estado de resistência lúdica, que transformava cada momento de lazer no resgate do direito à felicidade, com o corpo-arma escrever os sinais da superação da opressão e avançar na História, preservando, junto com a força cultural e do espírito guerreiro, a capacidade entusiástica do estado de espírito festivo, construtivo, combativo e fiel à luta pela alegria e pela dignidade a um só tempo, como se isso fosse parte de um todo indivisível!

Poderíamos nos alongar indefinidamente nas possibilidades desse insight, através do qual pretendemos remontar uma visão Histórica da construção da ludicidade dentro da revolução negra afro-brasileira, ao tempo que inscrita tal sanha nos signos gestuais e nos símbolos revolucionários das reconstruções de identidade étnica transportadas pela miscigenação cultural brasileira, hoje praticamente controlada pelos donos do mercado, o qual vende a alegria em cenas sensuais extraídas das páginas mal contadas da memória corporal dos africanos, legados sem restrição ao acervo dos ritmos e ritos afro-brasileiros.

Os efeitos dessa terapia vai muito além dos limites sensoriais, hoje encenadas nas citadas explorações erotizantes, perdido o elo revolucionário de sua gênese, subutilizado o seu potencial no maciço mercado sensual e abandonada a sua aplicação no talvez mais importante terreno fértil de sua potencialidade: a libertação das angústias, dos medos, dos traumas, dos centros somáticos de resistência corporal (vide Freire, R. in), além da ruptura com os processos competitivos, dissimilados em jogos simbólicos e solidários. A Arma é o Corpo

Portanto, é necessário resgatá-lo, tal espírito, tão forte sua importância no jogo da capoeira. Tão grande sua influência nos resultados de cada etapa do aprendizado, em cada possibilidade de superação das barreiras competitivas. Tornar o jogo um instrumento de subversão do resultado e da competição, tudo isso é parte da ludicidade, hoje banida das práticas, pois quem ensina parece não conhecer a ausência da regra que a torna possível. Nossas regras parecem ser, ao contrário, avanços na direção oposta da liberação que a liberdade permite.

A alquimia da música e do ritmo, por outro lado, parece ter se perdido, após uma atualização modernizante de uma melodia de alto impacto, que inviabiliza um resultado harmônico corporal, mesmo no solo, quanto menos, num diálogo entre dois corpos equipados com o arquivo-arma traduzido para o nosso idioma remixado da cultura latino-americana/afro-brasileira.

O desafio maior da capoeira na escola é desvendar esse mistério e recuperar o lúdico nos escombros soterrados de nossa Étno-História não contada, após o que, talvez possa reescrever a felicidade e a solidariedade, como uma revolução urbana de paz e de consciência crítica e libertária!
 

http://bahia.port5.com/terreiro/

São Bento na Capoeira

 
Crônica fazendo uma analogia entre "São Bento" e a Capoeira
 
 
Papa Bento XVI e
 
SÃO BENTO dA CAPOEIRA

"Canarinho da Alemanha, quem matou meu curió?"
 
"O segredo da Lua quem sabe é o clarão do "Só"
 
 
Na volta que o mundo deu, na volta que o mundo dá, eis que temos um novo papa, o Senhor Cardeal Joseph Ratzinger, alemão de nascimento.
 
De uma associação de idéia banal, relacionando um canto tradicional da capoeira ("Canarinho da Alemanha") com a nacionalidade do novo Papa, surgiu uma associação bem mais profunda. Afinal, os capoeiras não poderão deixar passar sem registro esta feliz escolha de nome – Papa Bento XVI – que, quase que naturalmente nos transporta para o velho São Bento da Capoeira.
 
Até porque, outra curiosa coincidência, o tema Capoeira & Religiosidade está na ordem do dia.
 
De pronto, com exceção do católico praticante, os praticantes das demais religiões, especialmente das religiões de origem africana, perguntarão:
 
– Mas por que São Bento?
 
Quando o velho e saudoso Mestre Caiçara cunhou a frase "roupa de homem não dá em menino", talvez não tivesse percebido a sua grandeza total, já que a frase serve também para o mundo religioso. Os ritos afro-brasileiros, por exemplo, praticamente nasceram juntos com a Capoeira Brasileira. Merecem, merecerão sempre, respeito, admiração e prioridade quando o assunto for Capoeira e Religião.
 
Estamos atentos a esta "obrigação", vários artigos virão a respeito, inclusive, sempre que possível, estaremos lembrando a importância de todo e qualquer evento capoeirístico nacional e internacional, realizado no Brasil, incluir uma visita a um Ilê, a uma Roça ou a um Terreiro. Já escrevemos sobre isto, sugerindo que os eventos internacionais que estão sendo programados para Salvador, Bahia, no fim do ano, não só trabalhassem em conjunto, como incluíssem na programação (se possível única) uma visita a um candomblé. Sendo o mais cotado, adiantamos no artigo de então, e adiantamos agora, ainda de acordo com a frase de Mestre Caiçara, será, certamente, o internacionalmente conhecido Ilê Axé Opô Afonjá, da ialorixá Mãe Stella de Oxossi (Maria Stella de Azevedo Santos). Ainda em Salvador, Bahia, longe de esgotar uma longa lista, nós lembraríamos a Mansão do Caminho, que segue uma outra linha religiosa, fazendo um trabalho comunitário absolutamente extraordinário.
 
Não fosse fugir demais ao tema deste artigo, daríamos exemplos em vários outros estados e até mesmo por toda América Latina, do Uruguai a Cuba, no Caribe.
 
Mas voltemos ao nosso Senhor São Bento.
 
Em 1999, em uma de nossas visitas à academia de Mestre Jequié, discípulo do angoleiro Paulo dos Anjos, em Ubatuba, São Paulo, dele recebemos uma preciosa fita K-7 de presente. Uma espécie de mini-documentário, elaborado por mestre Damionor Ribeiro Mendonça (à esquerda, na foto com Mestre Artur Emídio). Parte do documentário tratava exatamente do tema "Capoeira & São Bento".
 
Damionor Mendonça foi um dos responsáveis pelo processo de institucionalização da Capoeira, mais especificamente para que a Capoeira fosse reconhecida como arte marcial e como esporte. Artur Emídio foi quem preparou Mestre Mendonça, como preparou também – e muito bem! – os mestres Paulo Gomes, Celso da Rainha e tantos outros.
 
Mendonça produziu, e continua produzindo, diversos documentos, sob a forma de textos e gravações em K7, sobre temas correlatos à nossa Capoeiragem. Vamos a alguns deles:
 
Livro "A ética na Capoeira"
Jornal "O Berro"
"Cantos de Roda" (Livreto e fita K7)
Histórias da Capoeira (conjunto de crônicas)
São Bento na Capoeira (fita K7).
Na fita K7 sobre "São Bento na Capoeira" Mestre Mendonça faz uma análise sobre a importância – e possível relação – de São Bento com a Capoeira e com os Capoeiristas. Segundo Mendonça argumentos que permitam tal análise é o que não faltam, pois vão desde cantos (chulas, ladainhas, corridos e louvação), toques de berimbau e estilos de jogo (São Bento Grande, São Bento Pequeno, São Bento Amarrado, São Bento Repicado, São Bento de Angola), até mesmo a associação do capoeira com a cobra. Lembrando que São Bento nos protege da picada de cobra, sendo que, na Capoeira, a cobre pode, simbolicamente, ser assemelhada a nosso camarada não tão bem intencionado.
 
Curiosamente, mas não por coincidência, ao ouvirmos o CD de Capoeira Angola do saudoso Mestre Gerson Quadrado "Encanto Banto num Recanto da Ilha", de entrada o mestre pergunta quase repreendendo:
 
 
"Vocês conhecem São Bento?
 
Vocês não conhecem São Bento?
 
Ôche! É capoeira e não conhece São Bento?.."
 
 
Conversando com Mestre Jaime de Mar Grande, um dos grandes responsáveis pela reintegração de Mestre Gerson Quadrado a Capoeira, ele nos confidenciou que Gerson Quadrado era devoto de São Bento, sendo que São Bento é o protetor do Capoeira.
 
Havendo ou não relação entre São Bento e Capoeira, o que podemos dizer é que, ao se achegar ao pé do berimbau, nunca deixamos de fazer nossa prece para que o santo não deixe de proteger.
 
 
"Valha me Deus Sinhô São Bento
Vou jogar meu barravento
 
Valha me Deus Sinhô São Bento
 
Buraco veio tem cobra dentro"
 
 
Voltemos ao início para finalizar. Aproveitando que nossa nova Santidade o Papa assumiu o codinome de Bento XVI, vamos pedir para que ele nos dê sua proteção, para que a Capoeira do Brasil alcance, finalmente, um lugar ao Sol. E que consigamos ver desvendados, mesmo que tardiamente, os mistérios que envolvem os programas de capoeiras patrocinados pelo Governo Federal, muito especialmente este intrigante e ambicioso Programa Nacional e Mundial de Capoeira!
 
Sendo o Senhor Ministro da Cultura, Administrador Gilberto Gil, um filho de Xangô, o Orixá da Justiça, há chance deste milagre acontecer.
 
Valha-nos Deus, Senhor São Bento!
 
 
Miltinho Astronauta
 
 
Jornal do Capoeira
Piracicaba, Maio/05

DESENVOLVIMENTO DE FLEXIBILIDADE

(TREINAMENTO 3 s)

Ter uma boa flexibilidade é sumamente importante para o desenvolvimento do praticante da capoeira, por motivos óbvios, porém que merecem ser lembrados:

– Um atleta com maior índice de flexibilidade tem menor chances de se machucar.

– Melhora consideravelmente sua técnica.

– Sua agilidade e coordenação ganham com isto.

– A prevenção e alívio da sensação tardia de dor muscular que por vezes sobrevém após atividades a que não estamos habituados. É preciso lembrar que não devemos confundir as dores musculares relativas à nossa sensação de desconforto com as advindas de lesão. Um músculo lesionado não deve ser alongado, e por isso deve tomar cuidado quando da identificação das causas da dor.

– A própria essência do jogo da capoeira pede que o seu executante seja flexível, ao contrário de outras artes marciais, embora atualmente exista um consenso geral da importância do trabalho de flexibilidade em qualquer atividade física.
 

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