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Crônica: A capoeira vai a luta

O Mestre Primeiro vem nos contar um pouco da história da capoeira, e de suas andanças nas rodas do mundo. Neste seu primeiro artigo, escrito para a Gazeta Carioca, que pela sua relevância e coerência, decidimos publica-lo em nosso PortalCapoeira.com, conta um pouco dos capoeirista na guerra do Paraguai.

Luciano Milani

Imagine um país de 100.000 habitantes e, de repente por necessidade de mão de obra é invadido por mais de 3.000.000 de pessoas, não dá para imaginar? Mais aconteceu, há dois séculos aqui no Brasil e assim nasceu à capoeira.

A capoeira é uma luta genuinamente brasileira, inventada por diversas etnias africanas em solo brasileiro e aprimorada por brasileiros descendentes de africanos aqui no Brasil.

No início esta luta rasteira era altamente eficiente, as pernadas, as cabeçadas, as rasteiras e alguns pulos eram o terror para quem decidia provar ou comprovar desta dança/luta que aqui nasceu. Que digam os paraguaios na guerra (massacre) que ocorreu quando enfrentavam a tropa dos zoavos baianos.

Em 1865 o Brasil, junto com a Argentina e o Uruguai, declarou guerra ao Paraguai.
O exército brasileiro formou seus batalhões e, dentro destes, um imenso número de capoeiras. Muitos foram “recrutados ” nas prisões; outros foram agarrados à força nas ruas do Rio e das outras províncias; aos escravos, foi prometida a liberdade no final do conflito.
Na própria marinha, o ramo mais aristocrático das Forças Armadas, destacou-se a presença dos capoeiras. Não entre a elite do oficialato, mas entre a “ralé” da marujada.

Marcílio Dias (o herói da Batalha do Riachuelo, embarcado no “Parnahyba”) era rio-grandense e foi recrutado quando capoeirava à frente de uma banda de música. Sua mãe, uma velhinha alquebrada, rogou que não levassem seu filho; foi embalde, Marcílio partiu para a guerra e morreu legando um exemplo e seu nome. (Correio Paulistano, 17/6/1890)

Os capoeiras do Batalhão de Zuavos, especialistas em tomar as trincheiras inimigas na base da arma branca, fizeram misérias na Guerra do Paraguai.

Manuel Querino descreve-nos “o brilhante feito d’armas” levado a efeito pelas companhias de “Zuavos Baianos” no assalto ao forte Curuzu, quando os paraguaios foram debandados. Destacam-se dois capoeiras nos combates corpo-a-corpo: o alferes Cezario Alves da Costa – posteriormente condecorado com o hábito da Ordem do Cruzeiro pelo marechal Conde d’Eu -, e o alferes Antonio Francisco de Melo, também tripulante da já citada corveta “Parnahyba” que, entretanto, teve sua promoção retardada devido ao seu comportamento, observado pelo comandante de corpos: “O cadete Melo usava calça fofa, boné ou chapéu à banda pimpão e não dispensava o jeito arrevesado dos entendidos em mandinga”. (REIS, L.V.S. Op.cit., 1997, p.55)_

O 31º de Voluntários da Pátria – policiais da Corte do Rio de Janeiro com grande percentagem de capoeiras – também se destacou na batalha de Itororó: esgotadas as munições,”investiu contra os paraguaios com golpes de sabre e capoeiragem” (COSTA, Nelson in SOARES, op.cit., 1944, p.258).
Devido a estas ações de bravura e temeridade, começou a surgir dentro do Exército e da Marinha, de maneira velada e não-explícita, o mito que o capoeira seria o “guerreiro brasileiro”.
Cinco anos depois, 1870, os sobreviventes da Guerra do Paraguai voltaram, agora transformados em “heróis”, e flanavam soltos pelas ruas do Rio. Muitos engrossaram as fileiras das maltas cariocas e, não raro, pertenciam também à força policial. Mas isto é outra história.

No século passado visando aumentar esta eficiência o reconhecido Mestre Bimba levantou a luta, deu mais agilidade, trouxe golpes traumáticos de outras artes marciais, acelerou e aprimorou a capoeira. E não só isso, conseguiu autorização para ensinar e praticamente difundiu esta capoeira eficiente como luta para o resto do mundo. Não posso esquecer de mencionar que a capoeira sempre foi marginal, no início disfarçada como dança, depois reprimida como chaga, por algum tempo alertada da polícia por assobio, praticada em vielas e becos escuros; já recente praticada somente na zona norte da cidade e graças a uns garotões que foram beber nesta fonte pelos idos dos anos 60, difundida em toda zona sul do Rio de Janeiro, no Brasil e no mundo.

Esses garotões? o pessoal do grupo Senzala. Se citar alguns e deixar outros de fora posso ser injusto. E pelo mundo, graças ao grupo Abadá e a figura notória do Mestre João Grande.

 

Mestre Primeiro

A capoeira é uma expressão cultural afro-brasileira que mistura luta, dança, cultura popular, música, esporte, artes marciais e brincadeira. Não se sabe ao certo como e onde surgiu a capoeira, provavelmente no século XVII quando ocorreram os primeiros movimentos escravos de fuga e rebeldia, mas só no século XIX há registro de sua prática. Hoje a capoeira se divide em 3 estilos: angola, regional e contemporânea.

 

Tive o prazer de desfrutar da amizade de muitos e aprender a viver com outros, tive a honra de jogar capoeira em 1999 com o Mestre Valdomiro Malvadeza (discípulo de Mestre Pastinha) no Cruzeiro, Pelourinho/Bahia, da amizade posso citar: Mestre Mário Bom Cabrito, Mestre Gildo Alfinete, Mestre Mala da Bahia, Mestre Nestor Capoeira, Mestre Lua, Mestre Peixinho, Mestre Tony Vargas, Mestre Hulk, Mestre Mola, Mestre Mão Branca e desculpem os amigos que não citei, ficam na memória, guardo a verdadeira amizade no coração.

Quanto à vida meu principal professor foi o Mestre Leopoldina e falar sobre Leopoldina não pode ser numa coluna. Desde 1972 segui seus ensinamentos, interrompidos um dia antes de meu aniversário em 2007 na forma presencial e levados adiante toda vez que pego meu berimbau olho para o céu e canto “ … foi o meu Mestre, me botou neste caminho, me livrou de muito espinho, de Primeiro me chamou…”

 

Fonte: http://www.gazetacarioca.com.br

Capoeira como ponte para o português

Aula de capoeira não é mais novidade na Europa.
Junto com a prática do esporte, alunos europeus se interessam em estudar a língua portuguesa.
Hoje em dia, já é muito comum encontrar academias de capoeira em diversos lugares da Europa, inclusive em pequenas cidades.
Um dos países onde a capoeira vem se expandindo é a Alemanha. Porém, os alunos vêm se interessando também em aprender a língua-mãe da "dança".
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Suporte Técnico

CLIENTE: "Não consigo fazer conexão com a Internet."
SUPORTE: "Tem certeza que utilizou a senha certa ?"
CLIENTE: "Sim, tenho certeza. Vi um colega fazendo."
SUPORTE: "Pode me dizer qual foi a senha ?"
CLIENTE: "Cinco estrelinhas."


CLIENTE: "Não consigo imprimir. Cada vez que tento, o computador diz: "Não é possível encontrar a impressora".
Já levantei a impressora e coloquei-a em frente ao monitor, mas o computador continua dizendo que não consegue encontrá-la."


SUPORTE: "Serviço ao cliente da HP. Sérgio falando. Em que posso ser útil?"
CLIENTE: "Tenho uma impressora HP que precisa ser reparada."
SUPORTE: "Que modelo é ?"
CLIENTE: "É uma Hewlett-Packard."
SUPORTE: "Isto eu já sei. É colorida ou preto e branco?"
CLIENTE: "É bege."


SUPORTE: "Bom dia. Posso ajudar em alguma coisa ?"
CLIENTE: "Eeh… Olá. Não consigo imprimir."
SUPORTE: "Pode clicar no ‘Iniciar’ e… ?"
CLIENTE: "Calma aí! Não responda assim muito tecnicamente. não sou o Bill Gates!"


CLIENTE: De repente aparece uma mensagem na minha tela, que diz Clique ‘Reiniciar’… O que eu devo fazer ?"
SUPORTE: O senhor aperte o botão solicitado, desligue e ligue novamente.
Sem pestanejar, o cliente desliga o telefone na cara do atendente e liga para o suporte novamente.
CLIENTE: E agora o que eu faço ?


CLIENTE: "Tenho um grande problema. Um amigo meu colocou um protetor de tela no meu computador, mas a cada vez que mexo o mouse, ele desaparece!"


SUPORTE: "Em que posso ajudar ?"
CLIENTE: "Estou escrevendo o meu primeiro e-mail."
SUPORTE: "OK, qual é o problema ?"
CLIENTE: "Já fiz a letra "a". Como é que se faz o círculozinho em volta dela ?"


CLIENTE: "A Internet também abre aos domingos ?"


Já depois de um BOM tempo falando com o atendente do suporte.
SUPORTE: "o que tem do lado direito da tela ?"
CLIENTE: "uma samambaia !"
SUPORTE: silêncio…


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