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Ginga Porto

OBJECTIVOS

Difundir, valorizar e divulgar a Capoeira como meio de cultura popular, promover a integração social e o lazer entre alunos.Respeitar os costumes e tradições numa dimensão crítica e reflexiva, conscientizando a população da importância da Capoeira como instrumento de Educação e Cultura.

PROGRAMAÇÂO

Quinta-Feira (8 de Maio) – Apresentação de Puxada de Rede. Roda de capoeira que marca o inicio do XIX Encontro Internacional de Capoeira, Praça da Ribeira do Porto – Porto das 20 ás 22 horas

Sexta-Feira (9 de Maio) – Roda de capoeira com todos os convidados, Estação da Refer de São Bento – Porto das 20 ás 22 horas.

Sábado (10 de Maio) – Junta de Freguesia do Bonfim (Campo 24 de Agosto, em frente ao metro do Campo 24 de Agosto)10:00 ás 18.30 hrs – Oficinas de Capoeira, Palestra  e Rodas de Capoeira . 
20:00 – Roda de capoeira que marca o encerramento do 3ºdia do XIX Encontro Internacional de Capoeira, Praça da Ribeira do Porto – Porto das 20 ás 22 horas

Domingo (11 de Maio) – Junta de Freguesia do Bonfim (Campo 24 de Agosto, em frente ao metro do Campo 24 de Agosto)10:00– Roda de capoeira que marca o início do último dia do XIX Encontro Internacional de Capoeira, Praça da Ribeira do Porto – Porto das 10 ás 12 horas
15:00  – XIX Batizado e Troca de Graduações, na Junta de Freguesia do Bonfim . 
19:00  – Festa de Encerramento do XIX Encontro Internacional de Capoeira – Guindalense  – Escadas dos Guindais.

CONVIDADOS

Mestres: Barão, Nilson, Magôo, Caramúru, PernaLonga e Nagô.

Contramestres: Marcha-Lenta, Papagaio, Milani e Fantasma.

Professores: Pelé, Stress e Canela-Seca.

HISTÓRIA

Associação de capoeira Lagoa da Saudade foi fundada em 1987 pelo Mestre Barão em Santos, Brasil, onde ainda mantem as suas raízes. Em 1995 vem para Portugal e fundou o Grupo, já tendo realizado XVIII Encontros internacionais de capoeira. É em Portugal que em 1996, José Cláudio dos Santos, Mestre Barão, recebe sua graduação de Mestre de Capoeira pelos seus Mestres presentes: Mestre Corisco (fundador do Grupo ASCAB) e Mestre Bandeira (fundador do Grupo Arte de Gingar –Só Capoeira)

 

* Julio Pedro Ribeiro – PIU – Associação de capoeira Lagoa da Saudade

Escola de Capoeira Angola Resistência comemora os 125 anos de história do Mestre Pastinha

Entre os dias 31 de março e 6 de abril, a Escola de Capoeira Angola Resistência comemora os 125 anos de história do Mestre Pastinha, um dos principais mestres de Capoeira da história, com uma semana de diversas atividades.

Na programação da semana está uma exposição de fotos retratando um pouco da vida do Mestre Pastinha, a exibição do filme “Mestre Pastinha, Uma vida pela capoeira”,  roda de conversa, aula aberta de Capoeira Angola com professores, além de muita roda de capoeira.

As atividades acontecem em diferentes locais da cidade de Campinas e também em Hortolândia. Haverá rodas de capoeira na Praça Rui Barbosa, na Lagoa do Taquaral, na Estação Cultura, onde fica a sede da escola em Campinas, e nos núcleos de Hortolândia, Pirassununga e Barão Geraldo.

Mais informações em nosso site: www.escolaresistencia.com.br

Belo Horizonte: II Encontro Feminino de Capoeira

Evento aconteceu em dois pontos da capital mineira

Neste fim de semana, Belo Horizonte recebeu o II Encontro Feminino de Capoeira. O evento é foi realizado em dois pontos da capital mineira e oferece programação voltada para a prática do esporte, mas com treinamentos, palestras e apresentações de capoeira durante todo o dia.

As atividades de sábado aconteceram no Point Barreiro e no domingo na Praça do Papa, onde aconteceu um aulão de capoeira com o tema “Não Jogue Lixo na Praça, Jogue Capoeira”.

Durante o período de aprendizado, capoeiristas de todas as idades, divididos em equipes, foram identificadas pelas cores da reciclagem e farão arrastão de limpeza na praça. Cada equipe tem seu lixo pesado e as informações são lançadas em um relatório com o objetivo de identificar os tipos de materiais de lixo mais encontrados e sugerir locais apropriados para sua destinação.

 

Programação

Sábado – Point Barreiro

09h às 12h30 –  Abertura: Papoeira – Dinâmicas e palestras;
12h30 às 14h – Horário de almoço;
14h às 17h – Treino de Capoeira com Professoras convidadas: Juma e Trilho;
19h – Noite “Capoeira Meninas de Minas”

Domingo – Praça do Papa

9h – Aulão na Praça do Papa

Angra dos Reis: Abadá Capoeira faz apresentação temática

Grupo Abadá Capoeira faz apresentação temática

Vai chegando o Natal e dezenas de jovens e crianças da unidade local do Grupo Abadá Capoeira, com integrantes convidados de outros municípios, tomam conta da cidade, sempre em uma manhã de sábado, para fazer a tradicional roda de Natal e alegrar os corações de crianças de todas as idades. Dessa vez a concentração aconteceu na sede do grupo, na Rua João Gregório Galindo, às 10horas. De lá saíram  25 adultos vestidos de Noel  e  dezenas de capoeiristas mirins; todos com gorros vermelhos. Foram também integrantes do projeto Escolinha de Capoeira nas Comunidades, que atende a centenas de jovens e crianças.

Eles foram chegando e chamando a atenção, principalmente dos pequeninos, cantando e dançando pelas ruas da cidade. A turma parou nas principais praças do município e fizeram as rodas de capoeira, diferentes e muito bonitas, que atraíram um grande público.

A primeira parada do grupo foi na Praça Zumbi dos Palmares, depois das 10horas. Em seguida, o grupo foi para a Praça da Matriz .

A Capoeira Noel terminou com uma grande festa de confraternização entre os integrantes das escolinhas de diversos bairros, todos juntos, fazendo uma grande roda na Praça Codrato de Vilhena (Papão), com show de maculelê e entrega de brinquedos para as crianças.

O encontro é realizado há vários anos e tem também como um dos objetivos a integraçãodos alunos além demostrar que a solidariedade é fundamental para a prática de qualquer esporte.  As praças foram agraciadas com a festividade durante todo o dia.

“Um encontro para finalizar o ano da nossa capoeira com chave de ouro. É uma alegria poder contar com a participação de tanta gente. Os angrenses abraçam nosso eventoe isso nos enche de orgulho,” comentou emocionado o mestre Arisco.

Fonte: http://www.avozdacidade.com

Foto: Wagner Gusmão

Ato público celebra 21 de março no Rio de Janeiro

Um ato público, promovido nos jardins do Palácio Gustavo Capanema, marcou a celebração do 21 de março – Dia Internacional de Luta contra a Discriminação Racial – pela Fundação Cultural Palmares. O ato é resultado de uma parceria entre a FCP/MinC e as entidades governamentais representativas da população negra nos âmbitos estadual e municipal do Rio de Janeiro. São elas: CEDINE – Conselho Estadual dos Direitos do Negro, COMDEDINE – Conselho Municipal de Defesa dos Direitos do Negro, SUPIR/RJ – Superintendência da Igualdade Racial e CEPIR/RJ – Coordenadoria Especial de Promoção da Igualdade Racial.

Segundo o presidente da Fundação Cultural Palmares, esta parceria nasceu de um consenso, entre as instituições, sobre os sentimentos de liberdade, culto à natureza e alegria, características marcantes dos povos de ascendência africana. “Concordamos que realizar este Ato ‘na praça’ seria uma forma de mostrar que 21 de março é um dia que ficará marcado para sempre na história dos negros. Os jardins do Palácio Capanema formam uma autêntica praça e, como bem disse o poeta abolicionista Castro Alves, a praça é do povo”, lembrou Eloi Ferreira de Araujo.

O presidente da FCP conduziu o ato junto com os representantes das instituições parceiras e demais lideranças negras fluminenses, como o jornalista, advogado e ex-deputado Carlos Alberto Oliveira, o “Caó”, autor da lei 7.347 – que ficou conhecida pelo apelido do parlamentar e militante negro. Em 1985, a Lei estabeleceu o racismo como crime.

Memória e cultura – A data emblemática do massacre de Shaperville (ocorrido há 52 anos na África do Sul), que foi oficializada em 1976 pela ONU como o Dia Internacional de Luta pela Eliminação da Discriminação Racial, também levou ao centro do Rio grupos de tradicionais manifestações culturais afro-brasileiras.

A abertura do ato consistiu na lavagem simbólica do prédio histórico que abriga a Representação Regional da FCP e outros órgãos do Ministério da Cultura, e foi feita nos moldes das religiões de matriz africana – entoada por mestre Cotoquinho e os atabaques dos Filhos de Gandhi, tendo na roda sacerdotes, sacerdotisas e membros de terreiros, vindos de Itaboraí, São João de Meriti e Belford Roxo.

Em seguida, foi a vez do Jongo da Serrinha, liderado por Vó Maria, fazer a sua apresentação, que foi complementada pela capoeira de mestre Camisa e seu grupo, Abada Capoeira.

Conquistas – Sem esconder a alegria de participar da celebração, Eloi Ferreira destacou o trabalho da FCP e as conquistas da população negra: “Ao longo de seus 24 anos, a Fundação Cultural Palmares tem se empenhado na promoção, proteção e difusão da cultura afro-brasileira e, nesse sentido, também tem construído ambientes para rememorar nossas datas históricas e nossas conquistas. Entre estas conquistas podemos destacar a Lei Caó, o ProUni, a Lei de Cotas, a Lei 10.639”, lembrou.

O presidente da Palmares ressaltou ainda a importância do reconhecimento das comunidades remanescentes de quilombos e frisou a necessidade de avanço na titulação das terras dessas comunidades. Destacou, também, a significativa vitória que é o Estatuto da Igualdade Racial: “É o primeiro marco legal para a construção de igualdade de oportunidades entre negros e não negros em nosso país, é a primeira lei que responsabiliza o Estado pela reparação à perversidade que foi cometida contra a população negra”, finalizou Eloi Ferreira.

http://www.palmares.gov.br

Pará: Ato público mobiliza a sociedade

Gente da música, da dança, do teatro, do cinema, da capoeira e de infinitas outras expressões culturais se reúne para tentar mais uma vez mobilizar a cidade para a criação de um projeto de lei, de iniciativa popular, para a implantação do Sistema Municipal de Cultura. O ato ocorrerá na Praça da República, a partir das 9 horas, e tem a proposta também de coletar novas assinaturas para o documento que pode ajudar na instalação do sistema.

Esse não é o primeiro ato dos setores culturais da cidade. No início de março, Músicos, atores, dançarinos, produtores culturais, além do público que circulava no domingo na Praça da República, no centro da capital, assinaram o documento ao longo da manhã de domingo. Para terem validade, as assinaturas – que devem representar 5% da população eleitoral do município (o equivalente a 50 mil assinaturas) -, precisam estar acompanhados do número do eleitor. E mais, só pode assinar quem vota em Belém e distritos. Região Metropolitana nem pensar. É lei. Simples assim. Várias entidades e instituições da cidade já funcionam como ponto de coleta ei. Simples assim. O projeto de lei foi lançado foi lançado na Câmara dos Vereadores em fevereiro. A meta do Fórum Municipal de Cultura, que em parceria com a Comissão de Cultura da Câmara, lidera a mobilização, é coletar tudo até 19 de abril.

Com a instalação do Sistema Municipal de Cultura, Belém poderá ter acesso aos recursos do Fundo Nacional de Cultura, o equivalente a 40%. partir da criação do Sistema Municipal de Cultura, serão implementados o Conselho Municipal de Política Cultural, o Fundo, o Plano e a Conferência Municipal de Cultura e Orçamento Participativo da Cultura. Esses elementos servirão para se articular, gerir, informar, formar e promover as políticas públicas para cultura, com a distribuição democrática dos recursos através da participação e controle da sociedade. O Sistema prevê políticas públicas para um período de dez anos, com planos de ações para atender às principais demandas a serem atendidas de cada segmento.

 

Pontos de coleta

 

Quem deseja colaborar com o Projeto pode ir até os pontos de coleta levando o seu título de eleitor. A coleta de assinaturas iniciou nos Restaurantes Universitários e continua no Instituto Universidade Popular (Unipop), no Espaço Experimental de Dança, no Espaço Cultural Coisas de Negro e na DAC/Proex. Nesta última, os formulários estão disponíveis até o dia 18 de abril e, além de assinarem, as pessoas também podem distribuí-los.

 

ACESSE: forumculturabelem.blogspot.com

Culto à memória: Xangô Rezado Alto celebra a Memória do conhecido “Quebra de 1912”

Na próxima quarta, 01 de fevereiro, uma importante página poderá está sendo escrita na história de Alagoas, enquanto outra será virada. Há 100 anos um dos episódios mais tristes do estado estava em curso, com a destruição de todas as casas de matriz africana de Maceió, o que causou feridas que até hoje estão abertas e com as quais convivemos e sofremos.

Da destruição e perseguição dos seguidores e admiradores da cultura afro-brasileira, muitos se sentiram obrigados a abandonar sua cidade e mudar-se para outros estados, ajudando a desenvolver sua cultura em novos ares em estados como Pernambuco e Bahia.

Para marcar esse centenário e trazer a discussão sobre a intolerância religiosa e cultural, a Universidade Estadual de Alagoas (UNEAL) realiza neste ano o projeto Xangô Rezado Alto, uma referência antagônica do que ficou conhecida a prática de se celebrar seus ritos com os atabaques sendo tocados timidamente, ou simplesmente baixo, o que ficou conhecido por “xangô rezado baixo”.

A ideia surgiu de uma série de fatos e ações desenvolvidas por seguidores, populares, estudiosos e admiradores da cultura afro em Alagoas, como os professores universitários Edson Bezerra, Rachel Rocha, Clébio Araújo e do saudoso Marcial Lima, quando estava a frente da Fundação Municipal de Ação Cultural em meados dos anos 2000. Outros dois movimentos lembrando o episódio ocorreram em 2006 e 2007, sempre com a participação popular, mas ainda com pouca força.

O projeto “Xangô Rezado Alto – o centenário do Quebra” surgiu de uma inquietação da nova gestão da UNEAL, hoje representada pelo reitor Jairo Campos e do vice-reitor Clébio Araújo, que procurou à época (2010) o consultor para projetos culturais, Vinícius Palmeira, para formatação e tramitação do projeto no Ministério da Cultura, culminando, no fim de 2011, na aprovação e liberação de recursos federais oriundos do Fundo Nacional de Cultura.

Logo em seguida as Federações e Comunidades Terreiros de Alagoas foram convidadas a participar do projeto, e assim uma forte aliança entre a academia e o popular foi formada, em prol de uma das maiores manifestações culturais que o estado já viu, não para protestar ou festejar, mas para celebrar a memória, com paz, de um fato determinante para a formação histórico-cultural do alagoano neste último século. Além de uma grande rede de parceiros que aderiram ao projeto como UFAL, Federações e Comunidades Terreiros de Alagoas, CESMAC, Secretaria de Estado da Cultura, Secretaria de Estado da Mulher, da Cidadania e dos Direitos Humanos, ITERAL, IHGAL, IPHAN, Secretaria de Estado da Educação, BRASKEN, Articulação da Cultura Popular e Afroalagoana e IZP.

“Esse é um projeto fundamentado em diversas ações realizadas por nós e tantas outras pessoas, há pelo menos 07 anos junto ao movimento negro e manifestações culturais de matriz africana em Alagoas e isso só se concretizou graças à união de todos”, explicou o vice-reito da UNEAL, Clébio Araújo.

Segundo o Reitor Jairo de Campos, “A UNEAL vive um momento de maior aproximação com a comunidade e os movimentos sociais, e esse episódio é bastante emblemático, por isso pretendemos dar mais visibilidade às manifestações de cultura negra em Alagoas e buscamos no Ministério da Cultura o apoio financeiro para isso, com uma contrapartida nossa e juntamente com outros parceiros. Desta forma, assim, podermos demonstrar o poder de reação e resistência, elevando a auto-estima do povo alagoano, num trabalho que iniciou-se em outubro de 2010 e que agora colocamos em prática”.

O projeto inicia-se nesta próxima quarta (01), mas se estenderá até o mês de maio com ações como seminário, congressos, prêmio cultural etc… pondo em discussão tudo que cerca, não só o fato do “quebra” em si, mas também os anseios e necessidades de todo um movimento sócio-religioso e cultural.

 

O Cortejo

 

No dia 01 de fevereiro acontecerá um grande cortejo reunindo babalorixás, yalorixás, ogãs, artistas, grupos, admiradores e populares que juntos sairão, vestidos de branco, às 15h da Praça D. Pedro II (Praça da Assembleia), percorrendo a Rua do Sol, fazendo duas homenagens: uma à Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, que nasceu capela, e foi edificada por iniciativa dos negros em 1820; e outra homenagem ao prédio do Instituto Histórico e Geográfico de Alagoas (IHGAL) onde hoje está guardada a Coleção Perseverança, composta de peças que escaparam ao fogo à época e foram recolhidas pelos pesquisadores Abelardo Duarte e Théo Brandão junto à Sociedade Perseverança e Auxílio dos Empregados do Comércio de Maceió, onde ficaram guardadas durante décadas,compondo hoje o acervo do IHGAL.

Após essas homenagens o cortejo seguirá para a Praça Mal Floriano Peixoto (Praça dos Martírios) onde uma grande congregação cultural acontecerá, após a realização de um fato inédito na história do Brasil, quando o Governador de Alagoas, Teotônio Vilela Filho, assinará um ato onde, oficialmente, o Governo de Alagoas pedirá perdão às comunidades terreiros e ao povo alagoano pela barbárie cometida em 1912. Não se tem registro de nada parecido. Um chefe do executivo estadual pedindo perdão por um ato de extrema crueldade e intolerância religiosa. “Não há dúvidas que este será um fato que ficará para a história, pois pela primeira vez o governo estará reconhecendo a violência praticada no passado, dando-lhe um caráter oficial, e ao mesmo tempo, pedindo perdão por isso”, constata o Antropólogo e Sociólogo Edson Bezerra, estudioso do assunto e um dos incentivadores e colaboradores de todo esse movimento.

Após esse ato oficial segue uma programação cultural que se estende também ao dia seguinte, conforme a programação abaixo:

 

Dia 01 de fevereiro

18h – Hip hop – Guerreiros Quilombolas

19h – Afoxé Oju Omim Omorewá

20h – Wilma Araújo “70 anos de Clara Nunes”

21h- Igbonan Rocha em “Coisa de Nêgo”, com participação especial da Escola de Samba Girassol

22h- Orquestra de Tambores

23h- Vibrações

 

Dia 02 de fevereiro

Praça Mal. Floriano Peixoto (Praça dos Martírios)

17h- Banda afro Gifá Lomin

17:30h– Malungos do Ilê

18h- Maracatu Raiz da Tradição

18:30h- Projeto INAÊ

19h – Guerreiro Vencedor Alagoano (Mestre Juvenal)

19:30h-Afoxé Odô Iyá

20:30h- Jurandir Bozo com o show “Pros pés”, com participação dos grupos de coco de roda “Xique-xique”, do Jacintinho e “Pau-de-arara”, da Pitanguinha

21:30h- Mariene de Castro (BA)

 

Segundo a organização, a ideia é que essa celebração aconteça anualmente, como lembra o Diretor Geral do projeto, Vinícius Palmeira: “O que queremos é que essa data se firme no calendário de eventos de Alagoas para que possamos dar mais visibilidade ao movimento, mas também contribuir para o aumento da auto-estima do alagoano… pois o que queremos é criar a Noite do Xangô Rezado Alto”, concluiu.

Quem quiser mais informações, é só acessar o blog do projeto, que já se tornou em pouco tempo, uma ferramenta essencial de pesquisa sobre o tema: www.xangorezadoalto.blogpost.com

 

Para entender o Quebra

 

Por Rachel Rocha*

 

O episódio conhecido como Quebra de Xangô foi um ato de violência praticado em 1º de fevereiro de 1912 contra as casas de culto afrobrasileiras de Maceió e que se estendeu pelo interior de Alagoas. Naquele dia, babalorixás e yalorixás tiveram seus terreiros invadidos por uma milícia armada denominada Liga dos Republicanos Combatentes, seguida por uma multidão enfurecida, e assistiram à retirada à força dos templos de seus paramentos e objetos de culto sagrados, que foram expostos e queimados em praça pública, numa demonstração flagrante de preconceito e intolerância religiosa para com as nossas manifestações culturais de matriz africana.

Esse evento, que intimidou o povo de santo e suas práticas nas décadas subsequentes proporcionou o surgimento de uma manifestação religiosa intimidada, denominada Xangô Rezado Baixo, uma modalidade de culto praticada em segredo, alimentada pelo medo, sem o uso de atabaques, e animada apenas por palmas. Essa violenta ação contra o povo de santo tem repercussões contemporâneas e pode ser apontada como uma das fortes causas da invisibilidade de uma prática religiosa que é extremamente expressiva na capital e no interior de Alagoas, pois as pesquisas de estudiosos do tema apontam para a existência de cerca de 2 mil terreiros em todo o Estado.

O evento que hoje celebramos em memória ao episódio do Quebra dos terreiros, denominado Centenário do Quebra – Xangô Rezado Alto, recupera esse passado e reivindica da população alagoana e dos poderes públicos constituídos, atenção e compromisso para com as causa das populações afro-descendentes que não podem, não devem e não irão mais se intimidar frente às injustiças históricas praticadas no passado e que relegaram nossa população afrodescendente a situações de exclusão e de extrema dificuldade.

Por isso Xangô Rezado Alto, para que nunca mais em Alagoas, as comunidades afroreligiosas se sintam intimidadas ou envergonhadas de professar sua religião que é um grande e reconhecido contributo para a formação da cultura alagoana e que muito nos orgulha.

 

*Rachel Rocha (Jornalista, Antropóloga, professora e Vice-reitora da UFAL)

 

Serviço:

Xangô Rezado Alto

Dia 01/02

Cortejo a partir das 14h, da Praça da Assembleia

Praça dos Martírios

Assinatura do pedido oficial de perdão do Governo do Estado

Apresentações artísticas

Dia 02/02

Praça dos Martírios

17h- Apresentações artísticas locais

21:30h Show com Mariene de Castro

 

Informações: (82) 3315-7892

www.xangorezadoalto.blogpost.com

De vento em Popa 2012

Mestre Jaime de Mar Grande e família Paraguassu convidam para o De vento em Popa 2012, entre os dias 4 e 8 de janeiro, quando será comemorado o sétimo aniversário da Associação Cultural de Capuêra Angola Paraguassu. Com o tema “O Centro da Roda é o Centro da Vida”, o De Vento em Popa, que é realizado anualmente na ilha de Itaparica, Mar Grande – Bahia é uma oportunidade de viver um universo cultural diferenciado, integrado com a comunidade local, de fazer novas amizades, além de desfrutar das belezas locais, conscientizando-se dos trabalhos de preservação e conservação ambiental na Ilha.

Em 2011, cerca de 300 pessoas de São Paulo, Rio Claro, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Maranhão, Salvador, nativos da Ilha e alguns estrangeiros visitantes passaram pelo evento. Para o ano de 2012, a ACCAAP oferecerá alojamento e área de camping aos amigos inscritos no evento.

Nos encontramos lá!

 

Forte abraço.

Mestre Jaime de Mar Grande

 

De Vento em Popa 2012 – O Centro da Roda é o Centro da Vida

 

Programação

 

Quarta 04/01/2012

18:00 – (Re)abertura: o Centro da Roda é o Centro da Vida

19:00 – O Paraguassú em Cena – retrospectiva 2011

20:00 – Roda de Abertura

23:00 – O Samba de Paraguassú na Linha do Mar

 

Quinta 05/01/2012

15:00 – Ritmo com Mestre Jaime.

16:30 – Ensaio com Nenete e o Terno de Rosas (Grupo tradicional da Festa de Reis)

19:00 – Cortejo de Berimbaus – saída da ACCAAP até a Praça de Mar Grande

20:00 – Roda na Praça de Mar Grande

22:00 – Samba de Paraguassú na Linha do Mar na Praça de Mar Grande

 

Sexta 06/01/2012

06:00 – Alvorada e Bateria do Paraguassú

08:00 – Café da manhã coletivo (gastronomia da Ilha)

10:00 – Visita a Associação Sócio-ambientalista Pró-Mar:

– Um trabalho de preservação e conservação local

(histórico, trabalho e visita às praias do entorno)

17:00 – Roda de Aniversário na sede da ACCAAP

20:00 – Saída do Terno de Rosas (cortejo local)

22:30 – Confraternização de Aniversário

 

Sábado 07/01/2012

10:00 – Visita a comunidade do Baiacú

(histórico local e roda de capuêra)

13:00 – Almoço

14:30 – Samba com a comunidade

20:00 – Apresentação do teatro das crianças

21:00 – Samba de partido Alto

22:00 – Palco Livre

 

Domingo 08/01/2012

14:00 – Mesa de frutas

15:00 – Roda de encerramento: só não pode é desequilibrar!

18:00 – Samba de Roda

20:00 – Palco Livre

 

Informações pelos telefones:

 

Mestre Jaime <jaimedemargrande@hotmail.com>

(71) 87204812 Oi

(71) 93046749 Tim

 

Budião

(71) 92529075 Tim

 

site: www.angolaparaguassu.com.br

email: accaparaguassu@gmail.com

Bauru – SP: Prefeitura inaugura a Praça Mestre Bimba

O Prefeito Rodrigo Agostinho e os Secretários de Obras, Eliseu Areco Neto e do Meio Ambiente, Valcirlei Silva, inauguraram domingo (28/08), às 10 horas, a Praça Mestre Bimba, no jardim Contorno.

A praça, construída pelas Secretarias de Obras e Meio Ambiente, conta com área total de 4.970m², sendo 2.207m² de jardim, 1.115m lineares de mini-guias, 285m lineares de guias e sarjetas, 116,90m² para playground, 275,80m² para a pista de bicicross. O espaço recebeu 20 bancos de concreto, 16 rampas de acessibilidade, 16 lixeiras, 05 bebedouros, áreas de descanso e de capoeira.

A proposta da praça é a composição de equipamentos em formato circular (roda de capoeira, play-ground e área de descanso), que convidam para o diálogo e convivência, forma bem característica das construções tribais africanas e indígenas. A responsabilidade do projeto é da Arquiteta Elaine Fernandes, que doou o trabalho para a municipalidade.

O projeto da praça foi idealizado pela comunidade do Jardim Contorno, sob a liderança da Fundação Casa da Capoeira de Bauru. O projeto de denominação da praça foi de iniciativa do vereador Roque Ferreira. Mestre Bimba é considerado o fundador da Capoeira Regional.

Em razão da inauguração da Praça, a Secretaria Municipal de Cultura e Fundação Casa da Capoeira de Bauru realizam uma programação especial, que começa neste sábado, 27 de agosto, às 20 hs, com apresentação de filme sobre o Mestre Bimba e apresentações de capoeira com mais de 25 representantes de diversos estados brasileiros. As apresentações terão continuidade na manhã de domingo, às 9hs.

A praça fica no cruzamento das ruas Cristiano Pagani, Sebastião Pregnolato, Elias Murback e Dionísio de Aguiar, no Jardim Contorno.

O local tem espaço playground, pista de bicicross e área específica para jogar capoeira

 

Mestre Bimba

Manuel dos Reis Machado, mais conhecido como Mestre Bimba, nasceu em 23 de novembro de 1900, na cidade de Salvador, Bahia.

Com 12 anos de idade Mestre Bimba começou a aprender a capoeira com um africano chamado Bentinho. Mestre Bimba tornou-se um mestre na arte de tocar o Berimbau, um grande cantador e lutador, mesmo sendo a capoeira uma atividade ainda proibida naquela época. Após treinar por alguns anos com Bentinho, Mestre Bimba começou a dar aulas.

Frustrado com a forma limitada com que muitos capoeiristas percebiam e tratavam a capoeira, sua falta de respeito pela arte e seu valor enquanto cultura afro-brasileira, ele decidiu unir as habilidades de capoeirista e de lutador, aprendidas com seupai, para desenvolver a Capoeira Regional, um jogo mais rápido, onde técnica e estratégia eram elementos-chave. Junto com seu novo estilo, Mestre Bimba procurou também mudar a imagem ruim do capoeirista na sociedade da época e estabeleceu um novo padrão para a arte.

Ele foi o primeiro a realizar uma apresentação de capoeira, como uma forma de expressão da cultura brasileira, para empresários estrangeiros, a convite do então Governador do Estado da Bahia, General Juracy Magalhães.

O Ministério da Educação reconheceu a capoeira como esporte nacional nos anos 30. Em 1932, Mestre Bimba abriu sua primeira academia de capoeira, no Engenho de Brotas, em Salvador – Bahia. Em 1937, a capoeira sai do código penal e Mestre Bimba ganhou, da Secretaria de Educação, o título de professor de educação física e começou a ensinar capoeira para o exército e a polícia No Estado da Bahia.

O Centro de Cultura Física Regional, como era chamada a academia de Mestre Bimba, era conhecido não apenas como uma escola de capoeira Regional, mas também como um centro de cultura, onde a capoeira era ensinada como uma expressão cultural da herança africana e como uma possível profissão para muitos.

Após a morte de Mestre Bimba, seu filho, Mestre Nenel (Manoel Nascimento Machado) assumiu a academia do pai. Mestre Nenel é ainda o responsável pelo legado do pai e presidente da Escola de Capoeira Filhos de Bimba, em Salvador – Bahia.

Atualmente, Mestre Bimba é reconhecido como um revolucionário, por sua luta para legitimar a capoeira como um esporte e uma valiosa expressão da herança cultural africana no Brasil. Para capoeiristas em todo o mundo, Mestre Bimba é sinônimo de inovação, perseverança e determinação.

 

Fonte: http://www.redebomdia.com.br e Fundação Casa da Capoeira de Bauru (Alberto Bauru)

O Autor na Praça comemora 12 anos

O Autor na Praça comemora 12 anos em Tarde poética com o “Sarau do Grupo Raizarte” e participações musicais

O Autor na Praça começou em maio de 1999, tendo como primeiro convidado o dramaturgo Plínio Marcos, motivo pelo qual a tenda na Feira de Artes da Praça Benedito Calixto, onde acontece os eventos leva seu nome. Para celebrar os 12 anos do projeto vamos realizar uma tarde poética com a participação do “Sarau Grupo Raizarte”, formado pela poeta Tula Pilar e seus filhos, Amanda, Pedro e Dandara, Pilar é autora do livro “Palavras Inacademicas”. Além de leituras teremos participações dos músicos Bilo Mariano, Léo Dumont, Salatiel Silva e o poeta e brincante Paulo Netho, que juntos tem apresentado o espetáculo “Balaio de Dois” em vários espaços culturais (No próximo dia 2 de junho, o “Balaio de Dois” participa do programa Quintal da Cultura, TV Cultura de São Paulo, ao vivo no horário das 14h30 às 17h30).

Na mesma tarde haverá venda coletiva do novo número da Revista OCAS (Organização Civil de Ação Social), com a presença da Pilar, o Daniel, que é vendedor assíduo na praça e outros convidados. O cartunista Junior Lopes participa do evento realizando caricaturas do público.

 

Serviço:

O Autor na Praça comemora 12 anos em Tarde Poética com o Sarau do grupo Raizarte

Dia 28 de maio de 2011, sábado, a partir das 14h.

Espaço Plínio Marcos – Tenda na Feira de Artes da Praça Benedito Calixto – Pinheiros.

Informações: Edson Lima – 9586 5577 – edsonlima@oautornapraca.com.br

Realização: Edson Lima e AAPBC.

Apoio: Casa Puebla, AEUSP – Associação dos Educadores da USP, Artver, Max Design, Cantinho Português, TV da PRAÇA, Enlace-media.com e Restaurante Consulado Mineiro.

 

O grupo Raizarte surgiu com a proposta de Pilar e seus filhos há 11 anos para promover saraus, sua própria arte e agregar novas trocas de saberes e culturas. Dandara tem 5 anos, com sua meninice alegra à todos e cria felicidades sempre que está presente. Pedro Lucas, declama desde Castro Alves até os mais simples Rapers da periferia. Ele tem 15 anos, estuda e joga basquete, mas mesmo assim acha tempo de participar de todos os Saraus que realiza com sua família. Samantha, a mais velha, tem 23 anos, trabalha com arte em cabelos. Enfim, Pilar, a mãe de todos, produz, trabalha, cria, vende Revista OCAS, dança, fotografa e sempre agita Saraus em diversos pontos da cidade, entre eles, o Sarau do Binho, as segundas-feiras no Campo Limpo e na sede da Revista OCAS todas as segundas-feiras à tarde.

 

“A arte é uma magia, a gente aprende mas ninguém ensina” – Plínio Marcos, padrinho do projeto