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Grupo “Capoeira Vip” convida cuiabanos para evento no colégio Presidente Médici

Fim de tarde. Pessoas saindo do trabalho, trânsito frenético, pontos de ônibus lotados, a cidade iluminada apenas pelos postes de luz. E em frente ao Colégio Presidente Médici, um tipo de rotina peculiar se desenvolve por volta deste horário.

Jovens, adultos, senhores, todos em frente à construção histórica andam de um lado para o outro ou ficam em rodas e grupos, seja esperando o transporte público, indo para casa, matando o tempo até uma apresentação ou participando do que podemos chamar de festa particular no posto do outro lado da rua. Mas no espaço redondo próximo a estrutura metálica precária que usamos como ponto de ônibus, um grupo com calças brancas, tocando berimbau, faz um tipo de dança, um tipo de luta, uma confraternização.

É o grupo “Capoeira Vip”, que em roda e cantando, praticam os movimentos harmônicos e sincronizados da capoeira. O que começou como uma arte própria dos descendentes de escravo agora convida a todos, independente de cor, classe ou ascendência para a sétima edição do “Fest Capoeira Vip”.

Neste sábado (23), com a presença de mestres que alcançaram a fama internacional, como Moreno e Juju, o grupo fará apresentações durante o dia todo, começando às 8h, no mesmo colégio onde praticam a capoeira. O evento também inclui oficinas sobre movimento e musicalidade da capoeira.

No período da tarde, com início às 15 horas, haverá show de maculelê, dança afro, dobradinha de berimbau com viola de cocho, roda de apresentações dos mestres de capoeira, formaturas e batizados.

O organizador do festival, professor Visk, acredita que a capoeira é uma arte que forma cidadãos e que hoje alcança todas as classes sociais. “Os festivais proporcionam maior credibilidade aos participantes da arte capoeira, mostrando ao público o passado, o presente e o futuro”, destaca.

A origem da capoeira

No século XVII, era costume dos povos pastores do sul da atual Angola, na África, comemorar a iniciação das jovens à vida adulta com uma cerimônia chamada n’golo (que significa “zebra” nalíngua quimbunda). 

Dentro da cerimônia, os homens disputavam uma competição de luta animada pelo toque de atabaques em que ganhava quem conseguisse encostar o pé na cabeça do adversário. O vencedor tinha o direito de escolher, sem ter de pagar o dote, uma noiva entre as jovens que estavam sendo iniciadas à vida adulta. 

Com a chegada dos invasores portugueses e a escravização dos povos africanos, esta modalidade de luta foi trazida, através do porto de Benguela, para a América, especialmente para o Brasil, onde se fixou a maior parte dos escravos africanos trazidos à América.
No Brasil, assim como no restante da América, os escravos africanos eram submetidos a um regime de trabalho forçado. Eram também forçados à adoção da língua portuguesa e da religião católica.

Como expressão da revolta contra o tratamento violento a que eram submetidos, os escravos passaram a praticar a luta tradicional do sul de Angola nos terrenos de mata mais rala conhecidos como “capoeiras” (termo que vem do tupi kapu’era, que significa “mata que foi”, se referindo aos trechos de mata que eram queimados ou cortados para abrir terreno para as plantações dos índios).

A capoeira ainda é motivo de controvérsia entre os estudiosos de sua história, sobretudo no que se refere ao período compreendido entre o seu surgimento e o início do século XIX, quando aparecem os primeiros registros confiáveis com descrições sobre sua prática.

Serviço

Fest Capoeira Vip
Local: Colégio Presidente Médici
Horário: A partir das 8h
Data: Sábado (23)
Entrada: 3Kg de alimentos não perecíveis.

 

http://www.olhardireto.com.br

Capoeira reforça intercâmbio cultural entre Brasil e Líbano

O Líbano recebeu, entre os dias 19 e 24 de abril, a visita do capoerista Mestre Nenel (Manoel Nascimento Machado), filho do legendário Mestre Bimba  (Manuel dos Reis Machado – 1900-1974), um dos mais célebres capoeristas brasileiros e considerado o pai da capoeira regional, que ele criou em 1928 – uma mistura de batuque com capoeira Angola.

 

Mestre Bimba recebeu o título de Doutor Honoris Causa da Universidade Federal da Bahia em 1996. Seu filho, Mestre  Nenel, criou a fundação “Filhos de Bimba”,  em 1986,  com o objetivo de guardar os ensinamentos do seu pai. Viaja sempre pelo Brasil e exterior para visitar as escolas que seguem a tradição de seu pai. No exterior, há escolas nos EUA, na Europa e no Líbano, a primeira do Oriente Médio.

 

Em 2009, o jovem Nassib El-Khoury, libanês, após ter estudado e praticado capoeira da tradição de Mestre Bimba, criou uma escola em Beirute, com a assitência dos capoeristas e professores brasileiros Roberta Cecilia Meireles Santana e Ricardo Santos de Jesus. A escola conta com aproximadamente 40 jovens, rapazes e moças, libaneses que praticam a capoeira. Além disso, a escola ensina a língua  portuguesa e a cultura brasileira, um dos princípios dos Filhos de Bimba é transmitir também a cultura no exterior.

 

Meste Nenel visitou o Líbano para avaliar os estudantes capoeristas libaneses, e esteve também no centro de estudos e culturas da América Latina, na Universidade Saint-Esprit de Kaslik (CECAL-USEK, diretor Roberto Khatlab), com o qual já vinha mantendo correspondência. A tradição de Mestre Bimba, conservada por seu filho, Mestre Nenel, transmite  não só uma técnica esportiva, mas tambem uma cultura e trabalho para o desenvolvimento da pessoa como um todo. Os Filhos de Bimba também têm como objetivo um trabalho junto aos estudantes, sendo que o princípio de Mestre Bimba, a capoeira, é a formacao do cidadão.

 

A escola dos Filhos de Bimba está em contato com a Universidade e vários estudantes já praticam a capoeira. A Escola também está em contato com o Grupo infantil de tradições brasileiras Alecrim, ligado ao Conselho de Cidadãos Brasileiros do Líbano, e que iniciará um programa com as criancas de Baalbeck, no Vale do Bekaa.

 

Fonte: www.fbeclebanon.com – http://www.icarabe.org/noticias/

A Tríade da Mulher Atleta

A prática excessiva e desregrada de esportes e uma alimentação inadequada podem fazer mal a qualquer pessoa. Isso todo mundo sabe. O que muita gente não sabe é que a mulher tem um motivo (ou três) a mais que o homem para se preocupar com isso.

A Tríade da Mulher Atleta é um termo que surgiu na década de 80 para englobar três problemas de saúde que tendem a se apresentar em conjunto ou em sequência em mulheres que malham e se alimentam de forma desequilibrada: distúrbios alimentares, amenorréia e osteoporose.

O problema atinge principalmente mulheres que praticam atividades físicas nas quais é preferível ter um corpo magro, seja por motivo estético ou por melhorar o desempenho na atividade, e modalidades que estabelecem índices de peso corporal por categorias. Alguns exemplos que se enquadram nos casos acima são: ginásticas rítmicas e artística, nado sincronizado, corrida de fundo, maratona, lutas em geral e até mesmo o balé.

A tríade também atinge mulheres que praticam esportes ou frequentam academias sem acompanhamento médico, independente da modalidade, principalmente quando existe o objetivo de perder peso. Portanto é aconselhável que toda mulher conheça a tríade,

suas causas, seus sintomas e como evitar.

 

Conhecendo o inimigo

É fato que quem pratica atividade física gasta mais calorias e, portanto, precisa se alimentar bem. Mas se de forma consciente, com o objetivo de emagrecer por vontade própria ou exigência do esporte, ou por simples descuido, a atleta consome menos nutrientes do que o corpo precisa para a prática esportiva, este balanço energético negativo pode desencadear a tríade da Mulher Atleta.

O que parece um simples “erro” alimentar pode evoluir para distúrbios como anorexia e bulimia nervosa. A amenorréia (irregularidade ou ausência de menstruação) é outra conseqüência desta deficiência alimentar, pois na falta de nutrientes para a produção de energia, o corpo “desliga” a função reprodutora, desregulando a produção hormonal da mulher.

Em conjunto, o desequilíbrio hormonal e a carência alimentar desencadeiam o terceiro sintoma da tríade: a osteoporose precoce. Desse modo a atleta fica mais sujeita a fraturas que, com a atividade física, podem se tornar frequentes. A osteoporose indica que a tríade está em um estágio avançado e pode até mesmo ser irreversível.

 

Como evitar

Quem pratica esportes deve ter um acompanhamento médico regular. Este é o principal modo de evitar a tríade da mulher atleta

e também outros problemas de saúde. E se você quer emagrecer, nada de seguir a dieta que a amiga fez e deu certo. Procure um

especialista e deixe-o a par das suas atividades físicas.

Mas, se emagrecer não está nos seus planos e, mesmo assim, você percebe que está perdendo peso, infome seu médico, pois pode ser um sintoma da tríade.

Também fique atenta às irregularidades menstruais, pois, no caso de tríade, quanto mais cedo tratar, melhor.

 

Fontes:

Olhar Vital
Por dentro do 9 de Julho

 

Neila Vasconcelos – Venusiana

capoeiradevenus.blogspot.com

MS: Mulheres dominando a Capoeira

Aumenta a cada dia a participação das mulheres na Capoeira em Três Lagoas. Um exemplo disso foi observado no último sábado, durante a realização do 3º Batizado Troca de Cordas da Associação Cultural Regional Brasil de Capoeira, que ocorreu no Ginásio de Esportes.

Das 60 pessoas que trocaram corda, cerca de 40 eram mulheres. Na Cidade, por meio do projeto social Educa, cerca de 120 crianças praticam capoeira, sendo que boa parte são do sexo feminino. Se esse esporte já chama atenção pelo gingado, imagine então por meio da habilidade delas!

 

Fonte: Portal Jornal do Povo de Tres Lagoas – MS – http://www.jptl.com.br

Foto: Claudio Pereira