Blog

presídios

Vendo Artigos etiquetados em: presídios

Capoeira como Atividade de Reabilitação nos Presídios

Faltam mais de 250 mil vagas para presos no Brasil

Esse problema não é exclusivo de penitenciárias. Muitas delegacias também sofrem com a falta de espaço e o excesso de presos

A segunda parte da série Prisões Brasileiras – Um Retrato sem Retoques, do Repórter Brasil, da TV Brasil, mostra hoje (25) um grande número de pessoas em espaços muito pequenos. A superpopulação carcerária é um problema encontrado em todo o país. De acordo com o Departamento Penitenciário Nacional (Depen), do Ministério da Justiça, o déficit de vagas no sistema penitenciário brasileiro chega a 256 mil.

Fábio Sá e Silva, pesquisador do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), explica que não é tarefa simples conseguir novas vagas para detentos no Brasil. Além do alto custo, é necessário enfrentar a rejeição da sociedade. “As cidades não querem receber presídios. Elas se mobilizam contra, os cidadãos pedem audiências públicas para rejeitar o projeto, o Ministério Público entra com Ação Civil para que não seja construído o presídio”. De acordo com Douglas Martins, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), abrir uma vaga no sistema prisional custa em torno de R$ 40 mil.

Esse problema não é exclusivo de penitenciárias. Muitas delegacias também sofrem com a falta de espaço e o excesso de presos. No Paraná, por exemplo, as delegacias abrigam 10.600 pessoas em  4.400 vagas. Curiosamente, sobram cerca de mil vagas nos presídios do estado.

Uma das sugestões para desafogar os presídios é rever a punição de alguns crimes como, por exemplo, o uso de drogas. A subprocuradora-geral da República, Ela Wiecko, defende essa alternativa. “Todo mundo pratica crimes, mesmo pequenos, em algum momento da vida. Ninguém pode dizer ‘eu nunca cometi’ alguma coisa que, lá no Código Penal, não conste como crime ou tenha constado. Um exemplo é o adultério, que estava no Código algum tempo atrás”.

Atualmente, a remissão da pena é uma das formas de tirar o preso da cadeia antes do tempo. Condenados trabalham ou estudam enquanto reduzem dias de suas penas. “O colégio está me fornecendo remissão de pena. É como se eu fosse estudar dois dias e ganhar um. Um dia fora desse lugar é muito bom”, diz um detento do presídio Juiz Antônio Luiz Lins de Barros, no Recife.

Já o ex-dançarino Marcelo Andrade aprendeu a jogar capoeira na prisão e hoje dá aula para outros detentos. “Esses presos aqui poderiam estar trocando faca, fazendo rebelião, tentativa de fuga, matando outro, se destruindo nas drogas. Mas hoje estão aqui comigo, jogando capoeira”.

Amanhã (26), a série Prisões Brasileiras – Um Retrato sem Retoques vai mostrar outros problemas que provocam a superlotação dos presídios, bem como as alternativas usadas para diminuir o problema. A série vai ao ar no Repórter Brasil, às 21h.

Presos participam de apresentação na prisão no Piauí

Os internos da Colônia Agrícola entraram na roda de capoeira e interagiram com o grupo

A apresentação do grupo de Capoeira Abadá marcou o início das atividades do I Encontro de Arte e Cultura na Colônia Agrícola Major César Oliveira, em Altos. A unidade penitenciária abriga 214 internos que cumprem pena em regime semi-aberto. Oito capoeiristas jogaram capoeira durante a apresentação do grupo Abadá Capoeira.

Os internos da Colônia Agrícola entraram na roda de capoeira e interagiram com o grupo. Antes da apresentação, o diretor da Colônia Agrícola, capitação Flávio Pessoa, orientou os apenados a assistirem as apresentações culturais levadas ao estabelecimento pelos professores do projeto Educando para a Liberdade. Ele pediu a colaboração dos internos para auxiliarem na realização das atividades culturais.

A coordenadora de Educação nos Presídios, professora Carla Maia, falou sobre as conquistas do "Projeto Educando para a Liberdade", desenvolvido pela Secretaria da Justiça, através da Diretoria de Humanização e Reintegração Social. O projeto leva educação da rede pública de ensino para dentro dos presídios. Durante a apresentação foram expostas as peças artesanais feitas pelos internos, tais como abajus, portas-retratos e outros.

Fonte: Jornal Diário do Povo – Edição: Sávia Barreto