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Tributo à Mestre Gato Preto

Mestre Zé Baiano, angoleiro pronto pelas mãos de Mestre Gato Preto da Bahia, lançará o DVD Tributo à Mestre Gato. O lançamento será dia 26 de Agosto de 2005 em Caraguatatuba, Litoral Norte de São Paulo.
 
        Se perguntar para os Capoeiras mais jovens que foi o José Gabriel Góes poucos saberão responder. Invertendo-se o jogo, e perguntando aos velhos e jovens mestres quem foi Gato Preto, será quase uníssona a resposta: um dos maiores angoleiros da Bahia.
 

FESTIVAL BRASIL SAMPA DE ARTE CAPOEIRA

 DE 27 A 31 DE JULHO DE 2005 EM PERUIBE

 
MESTRANDO TUCANO PRETO
BI-CAMPEÃO MUNDIAL


 

  • INFORMACÃO
     
Segue abaixo as informações sobre a realização do Festival Brasil Sampa de Arte Capoeira, que será realizado dias 27, 28, 29, 30 e 31 de julho de 2005 em Peruibe.
 
Endereço do evento:
Ginasio Municipal Vereador Marcos Ensel Wizentier.
Rua Jose Veneza Monteiro, 555.
Barrio. São João
Centro de Peruibe – Litoral de São Paulo.
 
Os cursos serão ministrados pelo Mestre Camisa e o Mestrando Tucano Preto.
E TOTALMENTE PROIBIDO O USO DE FILMADORAS.
ESTAS EXIGENCIAS QUANDO NAO REALIZADA,TODOS TERAO SUAS MAQUINAS RETIRADAS ATE O FINAL DO EVENTO.
 
Inscrições: ( para se inscrever via internet, clique aqui )
 
As inscrições vão ser feitas no local do evento ou com os professores responsaveis.
 
OBS; Para as pessoas que ainda tem duvidas quanto a participação no evento, informamos que trata-se de um evento aberto para todos os seguimentos da capoeira.
 
Tarifas:
– O preço dos cursos (5 dias) será de 35 reais para os alunos.
– Os graduados, intrutores e professores da Abadá pagarão 70 reais pelos cursos com o Mestre Camisa, sem possibilidade de redução.
 
A camiseta do evento custará 15 reais e será comprada fora do curso
 
Alojamento
1. O alojamento esta confirmado. Tragam colchonetes – lençois – cobertores.
 
2. Para aqueles que vierem de onibus – micro onibus – vans – lotações, devem enviar com urgencia o nome da empresa responsavel pelo transporte, para que sejam liberadas as entradas na cidade de Peruibe/SP. O nome do responsavel pela viagem tambem e importante para identificar-mos junto a prefeitura local.
 
3. Para aqueles que vierem de outras cidades ou estados do territorio nacional, devem tomar como referencia a RODOVIARI DO TIETE/SP, para que dela atraves do METRO JABAQUARA possam chegar ate a RODOVIARIA JABAQUARA de onde saem os onibus para a cidade de Peruibe/SP.
 
4. Não esqueçma de comunicar em caso de duvidas e urgencias.
 
 
Obrigado a todos
 
 
Para maiores informações:
Telefone: 11 – 84 85 49 81
E-mail:
[email protected]

Centro de Instrução de Capoeira Angola – CICA

Desde seu surgimento, a capoeira sofreu muitas perseguições. Chegou até a ser proibida por lei e seus adeptos exilados em locais como o interior de São Paulo e Fernando de Noronha. Depois de anos de repressão, ela quase desaparece por completo. Em Pernambuco, por exemplo, há registros bastante precários dos capoeiras. Foi da necessidade de preservar esta arte que, em abril de 2000, surgiu o Centro de Instrução de Capoeira Angola – Cica.
 
O centro – que possui dois núcleos, um no Derby (Recife) e outro em Ouro Preto (Olinda) – estuda e divulga a capoeira angola através de atividades culturais, educacionais, artísticas e do intercâmbio com demais entidades engajadas no resgate das raízes negras. Além de jogar, os alunos aprendem sobre a filosofia da capoeira angola, seus cantos, toques, ritmos e a confeccionar os instrumentos utilizados na roda. Nos grupos de estudos sobre cultura popular são discutidos temas como a resistência afro-indígena em Pernambuco, musicalidade afro-brasileira e capoeiragem no Recife.
 
Apesar de se basear na didática do Mestre Pastinha, considerado pelos capoeiristas como o guardião da capoeira angola no Brasil, o Cica não possui nenhum mestre responsável pelo grupo. Todo o trabalho é realizado em equipe. Outra curiosidade observada é que não há distinção entre iniciantes ou alunos mais avançados; todos jogam juntos e não usam os cordões que indicam o nível de instrução do capoeirista.
 
Mas não é só nos núcleos que se concentra todo esse aprendizado. Em Peixinhos, Olinda, 80 crianças de 7 a 14 anos que trabalham no lixão, aprendem a arte da capoeiragem com os instrutores do Cica. Numa parceria com a ONG Mulher Maravilha, 20 jovens de Nova Descoberta dão seus primeiros passos na capoeira. No núcleo de Ouro Preto, um espaço cedido pelo governo que atualmente passa por reformas, todo domingo há uma grande roda de capoeira aberta ao público.
 
Segundo a socióloga Lúcia Duncan, uma das fundadoras do Cica, há uma predominância de alunos do sexo masculino, o que é comum em todos os grupos de capoeira em Pernambuco. Ano passado, o centro realizou uma roda composta somente por mulheres que objetivou divulgar melhor a modalidade para o público feminino. Foi uma tentativa válida, mas, ainda de acordo com Lúcia, não obteve o êxito esperado porque poucas mulheres participaram. Ela também revela que os alunos das comunidades carentes aprendem mais rápido, se comparados aos do núcleo Derby, cujo poder aquisitivo é maior.
 
Maria Luísa Maia tem 23 anos e é estudante de odontologia. Há dois anos, ela faz capoeira no núcleo Derby do Cica e acredita que o diferencial do grupo é o equilíbrio entre a teoria e a prática. "Eu já havia feito capoeira em outro lugar, mas aqui, no Cica, pude aprender de maneira mais completa. O fato de todos jogarem juntos é muito enriquecedor, pois permite uma troca maior de experiência."
 
Apesar das dificuldades, o Cica luta para manter suas atividades. O centro não possui sede própria e se mantém com recursos dos próprios instrutores, da venda esporádica de artesanatos e das mensalidades pagas pelos alunos do Derby (R$ 25,00), que aliás, é o único lugar onde as aulas não são gratuitas. Para quem quiser saber mais sobre o Cica, em abril deste ano, o centro lançou o Biriba, um jornal que traz notícias não apenas do centro e do universo da capoeira, mas também da arte popular em geral. O Biriba é gratuito e pode ser adquirido no núcleo Derby, localizado na Rua Manoel Caetano, 42. A próxima edição do jornal sai em outubro.
 
CICA – Centro de Instrução de Capoeira Angola
 
Núcleo Derby: O Norte " Oficina de Criação
Rua Manoel Caetano, 42, Derby, Recife/PE
Fone;(081)34218393 / 99057157
 
Núcleo Ouro Preto: CSU " Centro Social Urbano
Morro do Peludo,s/n, Ouro Preto, Olinda/PE
Fone: (081)34291979( Léo)
e-mail: [email protected]


Enviada pelo Prof. Leandro Mourelle, apresentamos a nossos Leitores um pouco do trabalho do CICA-PE. Foto por Baco

Fonte Jornal do Capoeira – www.capoeira.jex.com.br

Preconceito

E-mail de Dani recebido em 28/10/2002
Formatação/editoriação AADF

Repassando…
Adorei essa crítica irônica ao eufemismo barato de chamar os pretos de "de cor". O que há de errado em ser preto, que faz com que queiramos evitar chamar alguém assim ? Evitar chamar alguém de preto delata que consideramos "ser preto" um defeito, uma característica ofensiva e por isso, deve-se evitar dizer para não "ofender"… Quanto preconceito! Só um detalhe que há muito tempo está preso na minha garganta que, para o bem de todos e felicidade geral da nação, eu vos informo:

Não existe RAÇA entre os seres humanos! Raça é uma especificação biológica para (e somente para) os animais irracionais. Ou seja, os humanos (nós homens) não se distinguem por raça. Não houve na espécie humana distinção histórica, geográfica, genética, temporal ou evolutiva que permitisse sua diferenciação em espécies. O que difere geneticamente um nórdico dinamarquês de um preto do Congo é tão insignificante que pode ser muito menor que a diferença entre  indivíduos de mesma cor.

A única distinção que se vê, em alguns casos, é a cultural. Normalmente, quando há um agrupamento espacial de indivíduos de mesma cor (ou outra característica qualquer) existe aí uma cultura específica que aglutina traços vários além da cor, como folclore, musicalidade, alimentação, língua,religião etc…

A esse "conjunto de características culturais e fenotípicas"(fenótipo=aparência física), damos o nome de ETNIA.

Portanto, se você quiser se referir a um preto ou a um branco ou a um amarelo, indígena, etc… se refira não à  raça, mas, se for o caso, à etnia.

Ex: "…no Brasil existe um conflito étnico…", etc…

É muito comum você ver o próprio movimento negro se referir a uma "valorização da RAÇA negra".

É uma pena que eles próprios estão se chamando de um suposto subgrupo biológico que não existe. Acabam sendo preconceituosos sem saber ou querer.

Da mesma forma o são quando dizem: "preto é cor, negro é raça"
… coitados, erram duas vezes! Essa frase é totalmente idiota.
Preto é cor, sim. Mas qual é a cor deles? Preta! Ora bolas!
Se um branco pode ser chamado de branco sem constrangimento,
por que o preto não pode?
E "negro" não é raça,

na melhor das hipóteses, é apenas uma das características, que somada a outras, forma uma etnia.

E no Brasil fica difícil de enxergar essa diferenciação, já que:

não há no nosso país uma distinção cultural significativa
que diferencie os brancos e pretos em etnias diferentes).

De forma geral, partilhamos todos uma mesma cultura, pelo que somos todos iguais.

Gente, isso é só uma dica, ok?

Ouçam se quiserem.

Abçs, Dani

Poema Africano
Meus caros irmãos
Quando nasci eu era negro
Agora cresci e sou negro
Quando tomo sol fico negro
Quando estou com frio fico negro
Quando tenho medo fico negro
Quando estou doente fico negro
Quando morrer ficarei negro
E você homem branco,
Quando nasce é rosa
Quando cresce fica branco
Quando toma sol fica vermelho
Quando sente frio fica roxo
Quando sente medo fica verde
Quando está doente fica amarelo
Quando morre fica cinza
E ainda tem a "cara de pau"
de me chamar de "homem de cor"?
TOMA VERGONHA!

A RESPEITO DO AXÉ

Para discorrer a respeito da natureza e destino humanos é interessante iniciar esclarecendo o significado de axé, nome dado pelos iorubás à força vital.
Segundo Maupoil (citado por E. dos Santos, 1986) axé é a força invisível, a força mágico-sagrada de toda divindade, de todo ser animado, de toda coisa.
Não aparece espontaneamente, precisa ser transmitida.
Qualquer chance de realização na existência depende do axé que, enquanto força, obedece a algumas leis:

  1. é absorvível, desgastável, elaborável e acumulável;
  2. é transmissível através de certos elementos materiais, de certas substâncias;
  3. uma vez transferido por essas substâncias a seres e objetos, neles mantém e renova o poder de realização;
  4. pode ser aplicado a diversas finalidades;
  5. sua qualidade varia segundo a combinação de elementos que o constituem e que são, por sua vez, portadores de uma determinada carga, de uma particular energia e de um particular poder de realização. O axé dos orixás, por exemplo, é realimentado através de oferendas e de ação ritual, transmitido por intermédio da iniciação e ativado pela conduta individual e ritual;
  6. pode diminuir ou aumentar.

O axé encontra-se numa grande variedade de elementos do reino animal, vegetal e mineral.
Encontra-se em elementos da água, doce e salgada e da terra.
Acha-se contido nas substâncias essenciais de seres, animados ou não.

Elbein dos Santos (1986) apresenta uma classificação do axé em categorias: sangue vermelho, sangue branco e sangue preto.
O sangue vermelho, no reino animal compreende o sangue propriamente dito, animal e humano, aí incluído o fluxo menstrual;
no reino vegetal, inclui o epo, azeite de dendê, o osun, pó vermelho extraído de pterocarpus erinacesses e o mel, sangue das flores.
O sangue branco, inclue: noreino animal, o hálito, o plasma, o sêmen, a saliva, o suor e outras secreções; no reino vegetal, a seiva, o sumo, o álcool e as bebidas brancas extraídas de palmeiras e de alguns vegetais, o ori, manteiga vegetal e oiyerosun, pó esbranquiçado extraído do irosun; no reino mineral, os sais, o giz, a prata, o chumbo, etc.
O sangue preto compreende, no reino animal, as cinzas de animais; no vegetal, o sumo escuro de certas plantas, o ilu, índigo extraído de diferentes tipos de árvores, pó azul escuro chamado waji; no reino mineral, o carvão, ferro, etc.

Para poder atuar, o axé deve ser transmitido através de uma combinação particular que contém representações materiais e simbólicas do branco, do vermelho e do preto, do aiye e do orun, competindo ao oráculo a definição da composição necessária do axé a ser implantado ou restituído.

O sangue – animal, vegetal ou mineral – é substância indispensável para a restauração da força.

Todo ritual, seja uma oferenda, um processo iniciático ou uma consagração, realiza implante da força ou revitalização.

O que vive,
 para poder realizar-se ou realizar,
precisa de axé e,
não sendo a fonte inesgotável,
a reposição se faz necessária
e é obtida através da prática ritual
 que reatualiza a força do tempo primordial,
o tempo da criação!

A importância da regularidade dos ritos reside no fato de que a presença das entidades sobrenaturais é favorecida pela atividade ritual, ocasião privilegiada da transferência e redistribuição do axé. Este, oriundo das mãos e do hálito dos mais antigos, na relação interpessoal, é recebido através do corpo e atinge níveis profundos, incluídos os da personalidade, através do sangue mineral, vegetal e animal das oferendas.

 

Ronilda Iyakemi Ribeiro