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A mulher na capoeira

A mulher na capoeira

Algumas das grandes referências femininas de força, garra, coragem e segurança retratadas na história remetem-nos à década de 1940, quando se destacaram as famosas “Maria 12 Homens”, “Calça Rala”, “Satanás”, “Nega Didi” e “Maria Pára o Bonde”, mulheres que se fizeram passar por homens para poderem conviver no meio da malandragem das rodas da capoeira…

 

* Lilia Benvenuti de Menezes. Professora de Educação Física, professora do Grupo Muzenza e bicampeã mundial pela Super Liga Brasileira de Capoeira. Autora do livro “Benefícios Psicofi-siológicos da Capoeira”.

Bragança Paulista: Projeto Municipal de prática e de Capoeira na rede Municipal de Ensino

Capoerira – Projeto Municipal de prática e de Capoeira na rede Municipal de Ensino termina o ano envolvendo 350 alunos

No último sábado, dia 7, a Prefeitura de Bragança promoveu o encerramento do Projeto Capoeira, desenvolvido em 12 escolas da rede municipal, envolvendo uma média de 350 alunos.

A cerimônia foi realizada no Ginásio Municipal de Esportes Francisco Virgili, na Vila Garcia, e contou com a presença da vice-prefeita e secretária de educação Professora Huguette.

O  evento marcou o batizado, ou seja, a entrega do primeiro cordão aos novatos, além da troca de cordões para os que já foram graduados. Dentro do projeto desenvolvido nas escolas são quatro graduações: cordão verde, amarelo, azul e verde-amarelo.

De acordo com o contra-mestre Mortal, que comanda os trabalhos na rede, este foi o melhor evento desde que começaram as graduações na capoeira, há 4 anos, e enalteceu a presença da vice-prefeita. “É importante salientar e valorizar o apoio que o esporte vem recebendo da atual administração, pois  isto com certeza se reflete no sucesso do projeto e principalmente numa maior participação dos alunos”, reforçou.

As atividades são desenvolvidas no contra-turno das aulas e em sua fala Professora Huguette reafirmou o compromisso com o projeto salientando os benefícios do esporte. ”É uma oportunidade ímpar para que esses alunos entrem em contato com uma parte importante da cultura brasileira, usufruindo dos benefícios da prática de capoeira, que desenvolve a disciplina e o respeito, além de estimular a coordenação motora”, enfatizou a vice.

 

Fonte: http://portalbraganca.com.br

Grupo de capoeira mobiliza comunidade no combate à dengue

Ação consistiu em recolher materiais que acumulam água parada, limpeza e conscientização da comunidade

O Centro Cultural de Capoeira Águia Branca, com apoio da Zoonoses e da Secretaria Municipal de Saúde de Uberaba, promoveu, ação de combate ao mosquito da dengue no bairro Fabrício e proximidades.

A mobilização contou com a participação de alunos, familiares, amigos e profissionais da Zoonoses, e consistiu em recolher materiais que acumulam água parada, limpeza e conscientização da comunidade. A ideia partiu de Ubiracy Galvão, o Mestre Café, que pretende realizar esse movimento nos próximos sábados, cada dia em um ponto diferente.

De acordo com Núbia Nogueira, mais conhecida como Professora Puma, que também faz parte da organização, o intuito é alertar a população para a gravidade do problema na cidade.

No fechamento das visitas, haverá uma roda de capoeira aberta. “É mais para chamar a atenção, pois a dengue é um problema preocupante e o mestre observou que passam os anos e sempre o ciclo da doença volta. Se não houver campanhas educativas será difícil combater, pois é uma questão que a comunidade precisa se sensibilizar para a necessidade de prevenir o desenvolvimento do mosquito. Mais importante do que a coleta de materiais é essa conscientização de cada um”, destacou Núbia.

A professora contou que o grupo passou de casa em casa levando informações sobre como combater o mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue. “Tivemos um profissional da Zoonoses acompanhando o grupo e a Secretaria cedeu luvas, sacos de lixo e um caminhão para recolhermos aquelas coisas que não dá para colocar no saco de lixo. Além disso, anotamos os casos de caixas d’água sem tampa, que nós não pudemos resolver e vamos repassar à Zoonoses, para que coloquem as tampas que faltam.

Os locais que apresentaram risco ou que o morador não quis receber o grupo também indicamos. Não podemos manipular o larvicida, por isso foi necessário o profissional nos acompanhando”, esclareceu Núbia Nogueira.

 

Fonte: http://www.jmonline.com.br

Sinhá Chamou pra Jogar

Acontecerá entre os dias 09 e 12 de Maio de 2012, o evento internacional de Capoeira “Sinhá Chamou pra Jogar”. O evento, de realização do Grupo Capoeira Brasil, do renomado Mestre Boneco, é um encontro internacional de capoeira organizado por mulheres e direcionado a todos os capoeiristas.

Homens e mulheres poderão participar, mas o comando das rodas e as aulas serão de liderança inteiramente feminina. “O objetivo do evento é mostrar a força que a mulher exerce hoje, não só na capoeira, como em qualquer outra profissão”. – explica a Mestre Magali, idealizadora do evento.

“Sinhá Chamou pra Jogar” consiste numa homenagem a todas as mulheres capoeiristas do mundo e acontece no mês de Maio em comemoração a abolição da escravidão. Serão quatro dias de cursos, oficinas e rodas de capoeira com muita energia, que promoverão a interação entre capoeiristas de todo o mundo. “Sinhá” é como os escravos chamavam as mulheres de seus senhores e o evento representa a união das raças e a quebra de barreiras sociais.

Os cursos, oficinas e rodas acontecerão em lugares distintos da Barra da Tijuca de acordo com a programação abaixo:

4ª feira (9 de maio de 2012)

20h às 21h – Oficina de Maculelê (Professora convidada)

21h às 22h – Oficina de Capoeira e Roda (Formada convidada)

 

5ª feira (10 de maio de 2012)

20h às 21h – Oficina de Samba de Roda (Professora convidada)

21h às 22h – Oficina de Capoeira e Roda (Formada convidada)

 

6ª feira (11 de maio de 2012)

20h às 21h – Oficina de Tambor de Crioula (Professora convidada)

21h às 22h – Oficina de Capoeira e Roda (Formada convidada)

 

Sábado (12 de maio de 2012)

10h – Roda no Pepê

15h – Roda de encerramento e apresentação

 

Sinhá Chamou pra Jogar – Oásis Clube – Av. Prefeito Dulcídio Cardoso, 3007, Barra da Tijuca, Rio de Janeiro , RJ – CEP: 22630-021 / 09 a 12 de Maio / R$100 (evento completo + camisa) / R$50 (aula avulsa + camisa) / R$30 (aula avulsa) / R$25 (camisa) / www.sinhachamouprajogar.com.br

Laboratórios de Capoeira e Cultura Popular gratuitos no Teatro Escola SESC

Estão abertas inscrições para os Laboratório de Capoeira e para o de Cultura Popular no Teatro Escola SESC (Uzina)- Gratuita

Manifestações culturais

CapoeiraBuscar, através do contato com nossa arte popular, um desenvolvimento integral dos participantes (dimensões do corpo, mente, emoções), onde estes, além de praticarem uma atividade lúdica e prazerosa, possam resgatar as suas raízes e reafirmar a sua brasilidade. Necessita de uniforme especifico.

Ministrantes:
Marcus Macul
É professor de Educação Física (UCB), especialista em Marketing e Administração Esportiva (FAMATH) e em Abordagem Transdisciplinar Holística pela UNIPAZ-RJ/FSJT, massoterapeuta, professor do Centro Cultural Senzala de Capoeira e coordenador do Núcleo de Cultura Popular para a Paz.
Barbara Tinoco Garotti (Pantera)
É graduada em Produção Cultural (UFF), especialista em Abordagem Transdisciplinar Holística da UNIPAZ-RJ/FSJT, professora do Centro Cultural Senzala de Capoeira, integrante do Núcleo de Cultura Popular para a Paz.
Cecília Einsfeld
É professora de Música (Conservatório de Música do Rio de Janeiro), graduada em Produção Cultural (UFF), especialista em Abordagem Transdisciplinar Holística pela UNIPAZ-RJ/FSJT, professora do Centro Cultural Senzala de Capoeira, integrante do Núcleo de Cultura Popular para a Paz.

Dias e horários: sábado das 16h30min às 18h30min. 
Local: Praça glória 
Carga horária: abril: 08 horas/aula – maio: 08 horas/ aula – junho: 08 horas /aula – Total: 24 horas / aula
Vagas: 30 vagas

AULA ABERTA – DEMONSTRAÇÃO
Dia 19/03/2011 às 15 horas. 

Danças Populares

Visa despertar a atenção dos envolvidos para a nossa riqueza cultural expressada pelo meio de danças: Jongo, Coco, Ciranda Pernambucana, Samba de roda do Recôncavo, Samba Chula e Maculelê. Necessita de uniforme específico.

Ministrantes 
Marcus Macul 
É professor de Educação Física (UCB), especialista em Marketing e Administração Esportiva (FAMATH) e em Abordagem Transdisciplinar Holística pela UNIPAZ-RJ/FSJT, massoterapeuta, professor do Centro Cultural Senzala de Capoeira e coordenador do Núcleo de Cultura Popular para a Paz.
Barbara Tinoco Garotti (Pantera)
É graduação em Produção Cultural (UFF), especialista em Abordagem Transdisciplinar Holística da UNIPAZ-RJ/FSJT, professora do Centro Cultural Senzala de Capoeira, integrante do Núcleo de Cultura Popular para a Paz.
Cecília Einsfeld
É professora de Música (Conservatório de Música do Rio de Janeiro), graduada em Produção Cultural (UFF), especialista em Abordagem Transdisciplinar Holística pela UNIPAZ-RJ/FSJT, professora do Centro Cultural Senzala de Capoeira, integrante do Núcleo de Cultura Popular para a Paz.

Dias e horários: domingo das 14h00min às 16h00min.
Local: Sala de dança
Carga horária: abril: 08 horas/aula – maio: 08 horas/ aula – junho: 08 horas /aula – Total: 24 horas / aula
Vagas: 30 vagas

 

Nosso trabalho com as diversas manifestações culturais brasileiras, é estruturado em uma nova metodologia de ensino que une a metodologia e a tradição do C.C. Senzala, com a metodologia da UNIPAZ – Universidade Holística Internacional,pioneira em trazer os conceitos holísticos e transdisciplinares ao Brasil. Esta metodologia criada pelo Professor Feinho tem como finalidade criar uma cultura de paz, possibilitando uma consciência holística.

FICHA DE INSCRIÇÃO PARA OS LABORATÓRIOS DO UZINA

As fichas deverão ser impressas, preenchidas e entregues com a cópia do documento de identidade (RG) na Assessoria de Cultura do Teatro SESC, situada na Av. Ayrton Senna, 5677 – Jacarepaguá, Rio de Janeiro, conforme previsto no item 2 das Normas de Inscrição do UZINA, a partir do dia 15/MAR.

*NÃO HAVERÁ INSCRIÇÃO ONLINE*

LINKS PARA FICHA DE INSCRIÇÃO:
http://www.4shared.com/file/5SOk8gqN/Ficha_de_inscrio_-_Laboratrios.html (.docx)
http://www.4shared.com/document/5RNGQM1I/Ficha_de_inscrio_-_Laboratrios.html (.pdf)
http://www.4shared.com/document/FCjpRgbJ/Ficha_de_inscrio_-_Laboratrios.html (.doc)

Embu das Artes: Capoeiristas abrem Mostra dos Núcleos de Cultura

A inclusão social e cidadã  do governo de Chico Brito é evidente em eventos como a Mostra dos Núcleos de Cultura, aberta em 28/11, com apresentação dos grupos de capoeira de Embu das Artes, com participação de mais de 500 alunos. O projeto dos grupos de capoeira, iniciado com apoio do governo federal, hoje é mantido pelo município. “Os Núcleos de Cultura, criados nesta gestão e instalados em 18 das 20 regiões da cidade, além de capoeira, têm atividades de música, dança, teatro. E a capoeira não é só uma luta, é também cultura, esporte, disciplina”, disse o secretário de Cultura, Paulo Oliveira.

No primeiro evento de encerramento das atividades 2010 dos Núcleos de Cultura, que continua nos dias 11 e 12/12, também no Centro Cultural Valdelice Medeiros Prass (avenida Aimará, s/nº), com teatro, música e dança, ocorreram apresentação de roda, maculelê, samba de roda, puxada de rede, manifestações que compõem a capoeira. Participaram os Núcleos de Cultura do Jardim Silva, coordenado pela professora Pantera; Jardim Júlia, do popular professor Temeterra (Mateus); Jardim Pinheirinho/Paróquia São Judas, contramestre Joca; Valdelice, mestre Edson; Novo Campo Limpo, mestre Azambuja; Santa Tereza, contramestre Joca; Parque Pirajuçara, professor Faísca Scuby; e São Marcos, mestre Oró, que fez uma bonita apresentação com Faísca, Tadeu e Edson.

Na abertura, na quadra do ginásio do Valdelice, Márcia Cristina Rabelo Batista, a professora Pantera, do Centro Cultural de Capoeira Irmãos Unidos, com sede no Centro, destacou que praticar a atividade “é bom para o físico, a disciplina e faz bem para adultos e crianças”.

O pequeno Philipi Freire Araújo, 6 anos, é um exemplo disso. Ele se exibe na quadra durante a apresentação com desenvoltura, enquanto os pais, Elenice Freire e Washington Araújo acompanham orgulhosos. A mãe de Philipi conta que ele pediu para entrar no grupo de capoeira depois de ouvir o som do berimbau e que após se tornar um capoeirista já recebeu medalha e troféu. “Percebo que ele é cada vez mais disciplinado e come melhor. Antes, por exemplo, não comia feijão. Hoje, sempre digo a ele que precisa se alimentar melhor para lutar e ele vai avançando”, revela Elenice.

Nas equipes, nem todas as crianças recebem os cuidados de Philipi, nem mesmo têm os pais na plateia para vê-los fazer a exibição. No ginásio, antes da apresentação, dois pré-adolescentes brigam demonstrando agressividade, até a professora Pantera separá-los destacando a necessidade de formarem uma equipe. É tarde de domingo, os pais dessas crianças não estão nas arquibancadas do ginásio Valdelice, assim como muitos outros que ainda não descobriram como o pequeno gesto de aplaudir e torcer pelo filho pode despertá-lo para a prática esportiva, contribuir para a formação do seu caráter e torná-lo mais saudável e feliz.

Elke Lopes Muniz

 

Fonte: http://www.embu.sp.gov.br/

Pinda: Capoeira começa a conquistar alunos nas escolas da rede pública

Alunos da Escola Estadual Profª Dirce Aparecida P. Marcondes recebeu no dia 1º de junho uma demonstração de capoeira ministrada pelos mestres José Carlos de Souza, o Carlinhos ‘Indio’ , Sandro Ferreira, Fausto Ferreira, instrutor Juninho e aprendiz Maurício da Costa Ribeiro.

Segundo Sandro, está sendo implantado junto à Prefeitura, o projeto educacional Capoeirando na Escola, cujo objetivo é levar o esporte e a cultura às escolas da cidade.

A iniciativa deste evento partiu da Professora de Educação Física, Delma de Fátima Ribeiro, a partir de um projeto desenvolvido em sala com seus alunos, onde a Capoeira foi enfocada pela importância como modalidade esportiva e cultura.

A professora Delma teve em sua iniciativa a aprovação do Diretor Substituto da Escola Dirce, Prof. Carlos Alberto M. Fraga e da Vice-Diretora, Profª Gladys Maria de Paiva Rêgo, pois é uma forma de integrar os alunos ao esporte e à cultura.

“Os alunos gostaram bastante da atividade, envolvendo-se nas apresentações com os mestres Carlinhos e Sandro, pois alguns já conhecem e dominam a prática do esporte, o que motivou os colegas.”, conclui a professora Delma.

Trazida pelos negros para o Novo Mundo, a durante o período da escravidão, juntamente com as tradições e influências religiosas dos povos africanos, a capoeira é hoje Patrimônio Cultural e firma-se como arte marcial afro-brasileira que ganha notoriedade e adeptos em todo o mundo. “Podemos afirmar que atualmente, é bem brasileira, caracterizando-se por golpes e movimentos ágeis e complexos, utilizando mãos, pés, cabeça, pernas, cotovelos e o torso, enfim, elementos ginásticos acrobáticos.”, diz a professora Delma.

 

Fonte: http://www.agoravale.com.br

Livro sobre Exu causa guerra santa em escola municipal

Professora umbandista diz que foi proibida de dar aulas em unidade de Macaé, dirigida por diretora evangélica

Rio – As aulas de Literatura Brasileira sobre o livro ‘Lendas de Exu’, de Adilson Martins, se transformaram em batalha religiosa, travada dentro de uma escola pública. A professora Maria Cristina Marques, 48 anos, conta que foi proibida de dar aulas após usar a obra, recomendada pelo Ministério da Educação (MEC). Ela entrou com notícia-crime no Ministério Público, por se sentir vítima de intolerância religiosa. Maria é umbandista e a diretora da escola, evangélica.

A polêmica arde na Escola Municipal Pedro Adami, em Macaé, a 192 km do Rio, onde Maria Cristina dá aulas de Literatura Brasileira e Redação. A Secretaria de Educação de lá abriu sindicância e, como não houve acordo entre as partes, encaminhou o caso à Procuradoria-Geral de Macaé, que tem até sexta-feira para emitir parecer. Em nota, a secretaria informou que “a professora envolvida está em seu ambiente de trabalho, lecionando junto aos alunos de sua instituição”.

A professora confirmou ontem que voltou a lecionar. “Voltei, mas fui proibida até por mães de alunos, que são evangélicas, de dar aula sobre a África. Algumas disseram que estava usando a religião para fazer magia negra e comercializar os órgãos das crianças. Me acusaram de fazer apologia do diabo!”, contou Maria Cristina.

Sacerdotisa de Umbanda, a professora se disse vítima de perseguição: “Há sete anos trabalho na escola e nunca passei por tanta humilhação. Até um provérbio bíblico foi colocado na sala de professores, me acusando de mentirosa”.

Negro, pós-graduado em ensino da História e Cultura Africana e Afro-Brasileira, o diretor-adjunto Sebastião Carlos Menezes aguardará a conclusão da procuradoria para opinar. “Só posso lhe adiantar que a verdade vai prevalecer”, comentou. Pastor da Igreja Presbiteriana do Brasil, Sebastião contou que a diretora Mery Lice da Silva Oliveira é evangélica da Igreja Batista.

ATÉ CINCO ANOS DE PRISÃO

“Se houver preconceito de religião, acredito que deva ser aplicado todo o rigor da lei”, afirmou o coordenador de Direitos Humanos do Ministério Público (MP), Marcos Kac. O crime de intolerância religiosa prevê reclusão de até 5 anos. Em caso de injúria, a pena varia de 3 meses a 2 anos de prisão. O MP poderá entrar com ação pública penal se comprovar a intolerância religiosa. “Caso contrário envia à delegacia para inquérito”, explicou Kac.

Alunos do 7º ano leram a obra: referências ao folclore

Em 180 páginas, o livro ‘Lendas de Exu’, da Editora Pallas, traz informações sobre uma das principais divindades da cultura afro-brasileira. O autor da obra, Adilson Martins, remete ao folclórico Saci Pererê para explicar as traquinagens e armações de Exu.

Na introdução, Martins diz que ele é “um herói como tantos outros que você conhece”. Em Macaé, 35 alunos do 7º ano do Ensino Fundamental leram o livro.

Nas religiões afro-brasileiras, Exu é o mensageiro entre o céu e a terra, com liberdade para circular nas duas esferas. Por isso, algumas pessoas acabam o relacionando a Lúcifer.

O presidente da Comissão de Combate à Intolerância Religiosa, Ivanir dos Santos, garantiu que outros autores de livros, como Jorge Amado e Machado de Assis, sofrem discriminação nas escolas: “As ideias neopentecostais vêm crescendo muito, desrespeitando a lei”.

Ivanir explicou que o avanço da discriminação religiosa provocou o agendamento de um encontro, dia 12 de novembro, com a CNBB: “Objetivo é formar uma mesa histórica sobre os cultos afro e estabelecer uma agenda comum”.

VIVA VOZ

Até mães de alunos me proibiram de falar sobre a África

“Acusam-me de dar aula de religião. Não é verdade. No livro ‘Lendas de Exu’, de Adilson Martins, há histórias interessantes, são ótimas para trabalhar com os alunos. Li os contos, como se fosse uma contadora de histórias, dramatizando cada uma delas. Praticamos Gramática, e os alunos ilustraram as histórias de acordo com a imaginação deles. Não dá para entender por que fui tão humilhada. Até mães de alunos, evangélicas, me proibiram de falar sobre a África”.

MARIA CRISTINA MARQUES, professora, 48 anos

Fonte: O Dia

Escola de Governo promoverá Semana de História da África

O continente africano, sede da Copa do Mundo de 2010, é tema de cursos e oficinas promovidos pela Escola de Governo do Pará (EGPA), durante a Semana de História da África, que começará no próximo dia 14 (quinta-feira). As inscrições são gratuitas e podem ser feitas na Coordenadoria de Valorização e Cidadania (CVC), no prédio da Escola (Av. Almirante Barroso, 4314) ou pelo site www.escoladegoverno.pa.gov.br.

Os cursos e oficinas integram a programação da Semana de História da África e começam na próxima segunda-feira (11). Entre os cursos ofertados estão História Social da África, ministrado pela professora Rosa Acevedo; História Social da Capoeira, pelo professor Aldrin Figueiredo, e A Sala de aula e os desafios do ensino da religiosidade e do sincretismo religioso africano, pela professora Anaíza Vergolino.

Também serão realizadas oficinas de joias e colares africanos, dança e músicas do continente, considerado o berço da humanidade e que tem estreitas relações com o Brasil.

A África é o segundo continente mais populoso da Terra (atrás apenas da Ásia), e o terceiro mais extenso (perdendo só para Ásia e Américas). Tem cerca de 30 milhões de km² e mais de 900 milhões de habitantes, distribuídos por 53 países. Destes, cinco foram colônias portuguesas e adotam o português como língua oficial: Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe.

Para se inscrever via internet basta acessar a ficha de inscrição, preencher e enviar para os e-mails: cvc.egpa@gmail.com e cvc1@egpa.pa.gov.br

Abaixo, a programação da Semana de História da África

Data: 14/05/2009
Horário: 18h
Tema: A Lei 10.639/2003 e as suas repercussões no ensino e nas políticas de inclusão sóciocultural para negros e negras.

Participantes – Ana Júlia Carepa – Governadora do Pará
Iracy Gallo Ritzmann – Secretária de Estado de Educação
Édson Ary Fontes – Diretor do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Pará
Edilza Joana Oliveira Fontes – Diretora geral da Escola de Governo do Pará
Verônica de Menezes Nascimento Nagata – Reitora Pro-tempore da Universidade do Estado do Pará (Uepa)
José Roberto da Costa Martins – Secretário de Estado de Justiça e Diretos Humanos
José Vicente – Reitor da Unipalmares

Mesa Redonda
Data: 15/05/2009
Horário: 18h
Tema: A História do negro no Brasil e a África Contemporânea
Flávio dos Santos Gomes – UFRJ
Didier Lahon – FAHIS/UFPA
Rosa Marin Acevedo – Naea/UFPA
Representante do Grupo de Estudos Afro-amazônico
Representante do Cedenpa
Representante do Mocambo

Cursos de Formação
1. A História da África e a Amazônia Brasileira – Rosa Marin Acevedo
2. História Social da Capoeira – Aldrin Moura de Figueiredo
3. A Sala de aula e os desafios do ensino da religiosidade e do sincretismo religioso africano – Anaíza Vergolino
4. África Contemporânea: Sociedade e Cultura – Didier Lahon
5. Regularização fundiária em áreas de remanescentes de quilombo – Jerônimo Trecani
6. Políticas Públicas de Inclusão Social do Negro – Raimundo Jorge

Oficinas
1. Oficina de Artesanato
2. Oficina de Dança: Musicalidade, samba e tambores africanos – Mauro Roberto da Silva Lima
3. Oficina de Música

Texto: Ascom/EGPA – http://www.agenciapara.com.br

Mulheres Indígenas no contexto sócio educacional brasileiro

Aconteceu no dia 09/03/2009 no auditório Horácio Macedo na UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) pela ocasião das comemorações do Dia da Mulher, o evento “Mulheres Indígenas no contexto sócio educacional brasileiro”, apoiado pelo Centro de Estudos Afrânio Coutinho/Faculdade de Letras.

Organizado pela UFRJ e a Rede GRUMIN de Mulheres Indígenas os participantes discutiram sobre a inserção da mulher indígena no mercado de trabalho, sobre saúde e educação; sobre a violência e o preconceito sofrido ainda hoje; trouxeram suas próprias experiências e seus exemplos de conquista.

O evento aconteceu somente para indígenas do Rio de Janeiro, como as guaranis da Aldeia de Paratimirim e de Camboinhas, indígenas da ocupação do antigo Museu do Índio e indígenas que vivem na cidade, entre outros indígenas, como uma prévia da Quarta Mesa de Trabalho Rumo ao Fórum Nacional da Mulher Indígena para novembro de 2009. Essa 4ª Mesa de Trabalho acontecerá no início de maio com a participação de indígenas de outros Estados e três indígenas internacionais.

Envolvidos com o tema e com o apoio e presenças dos homens indígenas, Cristino Wapixana do Nearin (Núcleo de escritores e artistas indígenas) do INBRAPI (Instituto Indígena Brasileiro para a Propriedade Intelectual) homenageia as mulheres com trechos de seu poema e sua flauta:

“Mulher morena, amarela, vermelha, parda, branca pele, peso leve. É brisa branda, ventania, belas formas, linda lua, soberana estrela nua!”.

Tini-á Fulni-ô disse que no seu povo a sociedade é matriarcal, e nos contou histórias sobre a força feminina fulni-ô. Disse que aos nove anos de idade perguntou à sua mãe como ele nasceu. Seus pais mostraram-lhe naturalmente a beleza do ato sexual, que é um ato de amor, e logo depois lhe contaram que foi assim que ele nasceu, comparando a mulher à terra. Já a líder guarani de Camboinhas, Dona Lídia disse que as mulheres da sua aldeia ouvem seus conselhos, pois no seu povo o mais velho é respeitado e passa valores aos mais jovens.  A curandeira disse contente junto às suas filhas presentes, que no próximo evento falará bem mais, e se desculpou por não dominar a língua portuguesa. A professora Vera Kauss, uma das organizadoras do evento, ressaltou a importância de se registrar e publicar as histórias indígenas, que trazem o conhecimento, a sabedoria dos povos indígenas, tão necessária à sociedade ocidental. Também foi importante a fala das jovens guarani, de Paratimirin. Evaneide falou sobre a importância do curso que está fazendo de reciclagem de papéis, onde tivemos a oportunidade de ver uma bela agenda feita no referido curso. A jovem guarani nos disse que dos cinco alunos do curso, ela é a única mulher.

Evanilde nos contou sobre o treinamento da saúde da mulher guarani, do qual ela participou. Ela respondeu a perguntas do público sobre métodos anticoncepcionais, que não são aceitos pela comunidade. Ela nos disse que  o pré-natal é feito com sucesso na aldeia. Silvia Nobre Wajãpi fez um oportuno comentário sobre a fala da jovem guarani, dizendo que hoje o infanticídio tem diminuído  com relação às crianças que nascem com deficiências nas aldeias, pois são realizados tratamentos médicos com essas crianças, para que se tornem saudáveis. A fala de Silvia foi confirmada pela agente de saúde guarani. A professora Nelilda Ormond disse que o que importa é que este evento será registrado, estando a universidade ciente da realização do mesmo e que está fazendo todo o empenho para apoiar os eventos do GRUMIN e NEARIN. Nelilda é a coordenadora geral do evento. Eliane Potiguara apresentou os instrumentos jurídicos nacionais e internacionais como caminhos para a garantia dos direitos das mulheres indígenas, além de citar os avanços após a Constituinte de 1988 e avanços após a Declaração Universal dos Direitos Indígenas que ajudou a escrever nas décadas passadas, além de agradecer o “finca pé” que estão realizando como parceria com a UFRJ. O líder Darci Guarani enfatizou a importância dos cânticos e coral indígenas, assim como Xohã frisou os traços, o design indígena como uma marca da ancestralidade. O evento ocorreu num clima de muita paz e respeito entre todos e todas. Tajira Kilima secretariou o evento e recolheu assinaturas para a constituição dos “AMIGOS DO GRUMIN”. O GRUMIN, UFRJ e parceiros partem agora para a realização da 4ª Mesa de Trabalho Rumo ao Fórum Nacional da Mulher Indígena, para início de maio de 2009.

Release escrito por ELIANE POTIGUARA*

    *   Escritora, professora e ativista indígena coordenadora do GRUMIN e Diretora do INBRAPI

www.grumin.org.br
www.elianepotiguara.org.br
www.inbrapi.org.br