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MS: Professor de Campo Grande ensina a capoeira em projeto comunitário

Professor de Campo Grande ensina a capoeira em projeto comunitário

Por meio da luta, capoeirista superou infância difícil.

Josimar de Araújo começou a dar aulas de capoeira aos 16 anos. A luta o fez superar uma infância difícil e agora, aos 37 anos, tenta devolver à comunidade, por meio de projetos sociais, os benefícios que o esporte trouxe para ele. Além do trabalho comunitário, desenvolveu ainda técnicas para ensinar a modalidade a pessoas com deficiência.

Campanhas, projetos e ações solidárias como essa são tema de uma série que está sendo exibida durante a semana pela TV Morena. Um assunto comum que inspira nessa época de Natal: a generosidade. Exemplos de quem ajuda pedindo nada em troca.

O resultado de anos de trabalho em prol do próximo foi colocado em um livro publicado em mais de 20 países. “Chega em uma quadra como essa, você não vê quem é rico ou quem é pobre, quem tem dinheiro e quem não tem. Vê um monte de gente de abadá, com a corda na cintura e descalço”, fala o professor.

E quem participa das ações desenvolvidas por Josimar sabe bem sobre a importância da capoeira.

Adelaide Negrão, por exemplo, perdeu a visão na infância por conta de um erro médico. Hoje, aos 59 anos, pratica o esporte com o professor há sete anos.”Através da capoeira eu consegui me libertar, tanto para falar, como para agir. Adquiri uma confiança muito grande”, diz.

Fonte: http://g1.globo.com/mato-grosso-do-sul

ONG ensina capoeira a jovens árabes refugiados

A organização inglesa ‘Bidna Capoeira’ leva o esporte brasileiro a crianças e jovens de 07 a 22 anos na Cisjordânia, Jerusalém Oriental e Síria. Desde 2007, mais de 15 mil pessoas já participaram do projeto.

São Paulo – Apaixonado por capoeira, Tarek Alsaleh, alemão de ascendência síria formado em Ciência do Esporte, se mudou para Damasco em 2007. Lá, começou a ensinar o esporte brasileiro para crianças nas ruas da cidade. O interesse dos jovens pela atividade foi crescendo e a prática foi levada também para prisões e hospitais. Com o apoio do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), Alsaleh começou a ensinar o esporte também no campo de refugiados de Al Tanf, na fronteira entre Síria e Iraque. Daí nasceu a organização ‘Bidna Capoeira’ (Queremos Capoeira, em árabe), que utiliza a mistura de luta e dança para melhorar a vida dos jovens refugiados.

Atualmente, o projeto atua na Síria, Cisjordânia e Jerusalém Oriental, com participantes de 07 a 22 anos. Além da prática da capoeira, os alunos também aprendem a história e cultura do esporte. “Os paralelos que a capoeira oferece para os jovens em situações vulneráveis são extremamente valiosos em ajudá-los a lidar com as situações difíceis pelas quais eles passam”, conta Ummul Choudhury, co-fundadora e diretora da ONG.

Ela lembra que os campos de refugiados são lugares superpovoados, pobres e que a violência física faz parte do dia a dia dos jovens. Com poucos lugares para brincar, diz, muitas crianças apresentam problemas de comportamento, como agressividade, depressão e hiperatividade.

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“O Bidna Capoeira usa a forma de arte única e não competitiva da capoeira para quebrar ciclos de violência, isolamento e melhorar a saúde psicossocial de jovens desesperadamente vulneráveis”, afirma Choudhury.

Parte dos professores é brasileira, mas o projeto também trabalha treinando novos instrutores locais. “Nosso programa na Síria é gerido por pessoas locais que começaram como estudantes conosco e evoluíram, tornando-se instrutores. Trabalhamos para institucionalizar o valor social que a capoeira pode trazer para jovens traumatizados e vulneráveis e para poder espalhar esta mensagem”, destaca a diretora.

Do Brasil, também vai a língua das músicas cantadas nas rodas. “As canções da capoeira são ensinadas em português, junto com o significado e a história narrativa da capoeira. Nós também trabalhamos com nossos alunos para criar canções em árabe adaptadas do estilo original em português”, diz Choudhury.

A diretora revela ainda que a ONG tem planos de expandir seu trabalho. “Vamos começar projetos na Jordânia em 2014. Esperamos conectar, inspirar e acessar a comunidade mundial da capoeira por meio de nossos projetos”, completou.

O orçamento atual da ONG é de 320 mil libras esterlinas, cerca de R$ 1,242 milhões. Segundo Choudhury, a organização conta com a ajuda do governo brasileiro no desenvolvimento dos projetos.

Quem quiser conhecer o Bidna Capoeira pode acessar o site www.bidnacapoeira.org ou a página do projeto no Facebookwww.facebook.com/BidnaCapoeira.

 

Fonte: http://www.anba.com.br

    FCP e ABC assinam projetos selecionados no Edital Conexão Brasil África

    Iniciativa de cooperação internacional promove interação entre agentes culturais do Brasil, África, América Latina e Caribe

    Uma ação internacional promovida pela Fundação Cultural Palmares (FCP) e a Agência Brasileira de Cooperação do Ministério das Relações Exteriores (ABC – MRE) beneficiará agentes culturais afrodescendentes do Brasil, África, América Latina e Caribe. Trata-se da formalização dos quatro projetos selecionados do Edital Conexão Brasil – África, no próximo dia 04 de junho, às 17h30, no auditório da FCP. Os projetos foram escolhidos entre 75 propostas recebidas desde o lançamento do certame em 18 de julho de 2012.

    Para Hilton Cobra, presidente da Fundação Cultural Palmares, apoiar a capacitação dos agentes culturais negros da África, America Latina e Caribe vai funcionar como um espaço de integração entre as atividades da FCP e a comunidade internacional. “Esse Programa é inovador, estreita as relações entre o Brasil e países do continente africano, berço da maioria das brasileiras e dos brasileiros. Com essa iniciativa potencializamos nossas perspectivas de intercambio e cooperação entre a FCP e instituições africanas de promoção das artes e culturas”, disse.

    Cooperação internacional e cultura – De acordo com José Claudio Klein, da Agência Brasileira de Cooperação do Ministério das Relações Exteriores (ABC/MRE) o principal benefício do Programa é o investimento em cooperação técnica por meio da capacitação. Segundo ele a iniciativa vai fomentar as ações entre o Brasil e a África, de acordo com as diretrizes da política externa do Governo Brasileiro. “A ABC entende que o Programa Conexão Brasil África possibilitará que o Brasil possa sistematizar as manifestações culturais, por meio dos projetos selecionados, para fortalecer os valores culturais brasileiros e nossa própria cultura como produto da expertise brasileira”, destaca.

    Troca de conhecimentos – Os projetos selecionados pelo Edital apresentam iniciativas para o intercâmbio de experiências entre indústrias criativas nas áreas de produção audiovisual e multimídia, gestão do patrimônio cultural, desenvolvimento local, segurança alimentar, práticas culturais tradicionais, turismo cultural e formação profissional. As ações selecionados representam a conexão entre os agentes culturais e as diferentes localidades:

    • Salvador, Moçambique e Cabo Verde – Arquivos digitais
    • Burkina Faso e Santos (SP) – Artesanato
    • São Paulo e Moçambique – Capoeira
    • Rio de Janeiro, Cabo Verde e Senegal – Cinema

    Relação das propostas aprovadas

    Edital Conexão Brasil – África – Lançado em 2012, o objetivo do Edital é apoiar a construção de capacidades de agentes culturais africanos e latino-americanos, a partir da experiência brasileira na execução de ações voltadas para a economia criativa com base na cultura africana e afrodescendente e na construção de políticas públicas para o apoio e desenvolvimento do tema.

    Essa experiência positiva, deu base para a criação do Programa, que de acordo com Daniel Brasil, assessor internacional da FCP, é uma oportunidade para a Fundação Palmares qualificar esses públicos, a partir da experiência em executar políticas que potencializam a participação da população negra nos processos de desenvolvimento do país. “A Palmares está aqui para construir políticas públicas e mostrar para organizações e instituições o interesse e a capacidade de cooperar com países que têm processos históricos comuns”, destaca.

     

    Denise Porfírio / Assessoria de Comunicação da Fundação Cultural Palmares

    São Paulo: Megan Fox se entusiasma com capoeira na favela de Heliópolis

    A atriz Megan Fox (“Transformers”) desembarcou em São Paulo acompanhada do marido, o ator Brian Austin Green (série “Terminator: The Sarah Connor Chronicles”), e do filho Noah. E aproveitou a tarde para visitar a favela de Heliopólis.

    A atriz foi conhecer os projetos sociais do local e assistiu entusiasmada a uma apresentação de capoeira, ao lado do marido.

    Megan esteve no Brasil para acompanhar o Carnaval e gravar num comercial para uma marca de cerveja.

    A Atriz e seu marido ficaram deslumbrados com a plasticidade e harmonia da capoeira.

    Mestre de Guarapuava produz filme sobre história da capoeira

    Autor de vários projetos sociais no município, Ceará aparece entre capoeiristas do mundo todo contando a trajetória do esporte. Lançamento do festival cinematográfico acontece no Cine XV, neste domingo, mas a mostra será levada a vários Estados do país

    O capoeirista Francisco Aloísio Teixeira Filho, conhecido como Mestre Ceará, deve colocar o município de Guarapuava, mais uma vez, no cenário internacional do esporte. Líder da Companhia Volta ao Mundo, ele ajudou a produzir um filme que vai contar a história da arte brasileira, além de relatar a trajetória dos nomes que atravessaram fronteiras para espalhar a modalidade a vários países.

    O filme “Capoeira: a Arte que Encantou o Mundo” será exibido em primeira mão na cidade de Guarapuava, às 8h30 deste domingo, 9, no Cine XV. O festival cinematográfico, no entanto, será lançado já na sexta, 7, com batizados, troca de cordas e cursos na Escola Estadual Newton Felipe Albach, a partir das 15h. A organização é dos capoeiristas “Banin”, “Trilips”, Hait, Eddy e Bombom.

    Durante o longa, são mostrados shows de capoeira em países como Canadá, Estados Unidos, Alemanha e Japão, além de projetos desenvolvidos no mesmo local por mestres brasileiros. Como já ministrou aulas e cursos em várias partes da Europa (Polônia, Bielorrússia, Bélgica, França e Suíça, entre outras), Ceará também aparece mostrando a expansão do esporte e da arte.

    Ceará é fundador da companhia Volta ao Mundo e vem ajudando crianças e adolescentes da região com projetos sociais. No ano passado, foi reconhecido por uma instituição nacional pelo trabalho realizado com pessoas com deficiências físicas e mentais. O mestre realiza aulas em escolas públicas e na Apae (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais), entre outras instituições.

    Em Guarapuava há quase uma década, Ceará já promoveu grandes eventos no município. O último deles, o Circuito Internacional e Jogos Abertos de Capoeira, aconteceu em junho.

    O capoeirista iniciou a carreira aos nove anos de idade, em Fortaleza (CE) e, apesar dos problemas de saúde que teve na infância, se tornou um dos grandes nomes da arte no país. Ele cita como seus “formadores” os mestres Jair Correia (Grupo Marabaiano- Fortaleza), Antonio Carlos de Menezes (Muzenza-Curitiba) e Jamil Raimundo (Museu-Belo Horizonte).

     

    Diário de Guarapuava

    http://www.diariodeguarapuava.com.br

    Faculdade Zumbi dos Palmares: primeira Faculdade de inclusão do negro da América Latina

    A Faculdade Zumbi dos Palmares é mantida pelo Instituto Afro-brasileiro de Ensino Superior com sede à Av. Santos Dumont, 843, Ponte Pequena, na cidade de São Paulo, no Estado de São Paulo.

    Zumbi dos Palmares: primeira Faculdade de inclusão do negro da América Latina – Criada pela Organização Não-Governamental AFROBRAS – Sociedade Afrobrasileira de Desenvolvimento Sócio Cultural. O mantenedor, o Instituto Afrobrasileiro de Ensino Superior, inaugurou em 2003, na cidade de São Paulo, as atividades da Faculdade Zumbi dos Palmares, oferecendo o Curso Superior de Administração.

    Esta foi a primeira fase do Projeto Global que tem como fundamentos a inclusão do negro no ensino superior do país, a produção e a difusão dos valores da cidadania e, em especial, do respeito à diversidade e da equalização de oportunidades sociais. É uma proposta nova de inclusão das classes menos favorecidas no ensino superior e, neste perfil, é a primeira da história do Brasil e da América Latina.

    Como nasceu – Desenvolvida ao longo de quatro anos, em parceria com o Núcleo de Políticas e Estratégias da Universidade de São Paulo e Universidade Metodista de Piracicaba, a Faculdade Zumbi dos Palmares nasceu como um dos vários projetos da AFROBRAS com a finalidade de valorizar, qualificar, capacitar, formar, informar e dar visibilidade ao negro paulista e brasileiro.

    Vanguardismo – A Faculdade Zumbi dos Palmares é a primeira faculdade do Brasil e da América Latina que visa à inclusão e manutenção do negro no ensino superior do País, e, com este perfil, uma das poucas no mundo. Conta atualmente com cerca de 1.800 jovens cursando o ensino superior de Administração, Direito, Pedagogia, Publicidade e Propaganda e Tecnólogo em Transportes Terrestre. Embora 50% de suas vagas sejam reservadas para negros, estes preenchem 87,3% das mesmas.

    Inovação – A Faculdade Zumbi dos Palmares é uma instituição de excelência, preocupada com a formação humanística e técnica do seu corpo discente e oferece apoio ao estudante em diversas áreas de nivelamento, como Laboratório de Reforço Extracurricular nas matérias: português, matemática, inglês e informática; Núcleo de Apoio e Assistência Social e Psicológica; Orientação Vocacional e Profissional, além da oportunidade de aprender música, dança e arte afro-brasileiras.

    Transversalidade – Em seu currículo, a Faculdade Zumbi dos Palmares apresenta o seu grande diferencial – a transversalidade focada na história, cultura e economia do negro no Brasil, considerando suas raízes africanas nas disciplinas do núcleo básico, como nas Oficinas de Comunicação e Expressão, onde se estudam textos de autores e temática negra; em Economia, com as disciplinas História Econômica do Negro no Brasil e Cenários Econômicos Contemporâneos do Mercado Afro-Étnico no Brasil; em Sociologia, com discussão das relações inter-raciais e de classe; no Direito, a Justiça e a Igualdade; e na Filosofia, a Ética, a Isonomia e a Equidade.

    Qualificação para o mercado – O aluno da Faculdade Zumbi dos Palmares tem a oportunidade de imersão em um treinamento prático através dos intercâmbios firmados entre a instituição e várias empresas; cursos de Capacitação e Qualificação pessoal e profissional, além do acesso a estágios remunerados em programas de convênios com instituições privadas.

    Qualificação em Língua Inglesa – A Faculdade Zumbi dos Palmares oferece o acesso e capacitação na língua inglesa. Os alunos contam com aula do idioma desde o primeiro ano, na própria faculdade, adequada ao projeto pedagógico, além de curso extra curriculares dados por professores super capacitados e experientes na língua inglesa.

    Estágios e os Parceiros – Paralelamente à formação acadêmica, os alunos da Faculdade Zumbi dos Palmares estão sendo preparados para o mercado de trabalho, através de treinamento realizado em parcerias com empresas e instituições financeiras. Atualmente, 85% dos alunos da faculdade estão no mercado de trabalho. Entre os principais parceiros figuram: Bradesco, Itaú-Unibanco, HSBC, Nestlé, Citibank, Santander, Mercedes Benz, Ford, entre outros. Atualmente 30% dos alunos da Faculdade Zumbi dos Palmares estão contratados como Executivos Juniores nos Bancos Bradesco, Itaú, Santander e Citibank.

    Ação Institucional – O eixo da ação Institucional da Faculdade é despertar nos alunos a consciência do direito à vida em sua plenitude. Para tal, não importa a cor ou a raça, vale o ser humano. Nesta direção, a Faculdade Zumbi dos Palmares trata abertamente, através de projetos e do elenco das disciplinas da grade curricular, a cidadania, a ética, os direitos e deveres do homem brasileiro.

    “Abordamos não somente a história social do brasileiro, mas também os reflexos da pobreza e de suas causas que incidem sobre toda a população; privilegiamos sim, o homem negro enquanto marcado historicamente por este percurso sustentado por um modelo de exclusão político-social”, afirma o Presidente do Instituto Afrobrasileiro de Ensino Superior, José Vicente.

    A Faculdade Zumbi dos Palmares é um divisor de águas na luta pela inclusão social dos negros brasileiros, oferecendo uma oportunidade rara de acesso à educação superior para as classes econômicas menos privilegiadas, e, acima de tudo, a liberdade de escolher uma vida melhor através da luz do conhecimento. Sua missão é garantir acesso à educação superior para um número crescente de negros, 50% dos brasileiros ou 90 milhões de cidadãos que representam apenas entre 11 a 13% da população universitária do País. Quarenta por cento dos Professores, Mestres e Doutores são negros autodeclarados.

    Responsabilidade social – A Faculdade Zumbi dos Palmares desenvolve forte trabalho de responsabilidade social, procurando incluir o afro-brasileiro na sociedade através da educação. Os principais projetos desta área são:

    A. Centro de Inclusão Digital – Atende o aluno da Faculdade no período noturno e a comunidade da região nos períodos da manhã e tarde. Em parceria com a Fundação Bradesco.

    B. Alfabetização de Jovens e Adultos – Desde 2005, em parceria com o Ministério da Educação (MEC), já alfabetizou mais de 6.000 paulistanos moradores de bairros periféricos, das quatro regiões da cidade.

    C. CEDOC – Centro de Documentação da Cultura Afro-Brasileira que tem como objetivo pesquisar, registrar, catalogar e armazenar a história do negro no Brasil e no mundo. Para divulgar este acervo, a Faculdade Zumbi dos Palmares utiliza-se dos seguintes meios:

    a. Rádio Zumba, passando por período de re-organização;

    b. Revista Afirmativa Plural, de periodicidade bi-mensal, publicada desde 2004;

    c. Os sites: www.afrobras.org.brwww.zumbidospalmares.edu.br

    d. Programas de TV: Negros em Foco (em três versões – feminina, masculina e jovem) na TV RBI -Rede Brasileira de Integração/Rede Mundial de Televisão. TV Apoio (Brasília) e TV Aberta (NET), além de ser exibido em vários canais espalhados pelo Brasil, como em Santa Catarina, Rezende (RJ), entre outros.

    D. Cultura – Para introduzir a inserção de seu público-alvo em ambiente de valorização comunitária, a Faculdade Zumbi dos Palmares manteve:

    a. Radio Zumba (2005/2006);

    b. Centro de Artes;

    c. Núcleo de Capoeira;

    d. Núcleo de Danças Samba-Rock;

    e. Coral Zumbi dos Palmares;

    f. Curso de Alfabetização de Adultos (2004/2006);

    g. Pólo Zumbi dos Palmares do Projeto Guri (2005/2008), em parceria com a Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo, atendendo cerca de 200 jovens, de 8 a 16 anos, nas qualificações: música, orquestra e coral.

    Esportes – Projeto de Inclusão e qualificação esportiva nas modalidades de vôlei, basquete, handebol, judô e capoeira.

    Novo Campus: a Consolidação do Projeto – Hoje a Faculdade ocupa uma área total de 15 mil m2, propiciando espaço para salas de aula dirigidas ao empreendedorismo, quadras de esportes, Biblioteca, Centro de Inclusão Digital em parceria com a Fundação Bradesco, amplas áreas de convivência. Este espaço só foi possível graças ao esforço dos parceiros, instituições e mantenedores, que acreditam no projeto.

    Primeiro Curso: Administração de Empresas – Em fevereiro de 2004, a Faculdade iniciou o curso de Administração, cuja primeira turma formou-se em 2007. A cerimônia de Colação de Grau aconteceu dia 13 de Março de 2008, com a presença do Presidente da República, Luís Inácio Lula da Silva como Patrono.

    Curso de Direito e Tecnólogo em Transportes Terrestre: Em agosto 2007 teve inicio a primeira turma do Curso de Direito, autorizado pelo INEP/MEC e recomendado pela Ordem dos Advogados do Brasil sendo, neste período, o único na cidade de São Paulo a receber esta recomendação. Atualmente o curso já é Reconhecido pelo MEC.

    No segundo semestre de 2008, teve inicio a primeira turma do curso Superior Tecnólogo em Transportes Terrestre, autorizado pelo INEP/MEC em 2007.

    Hoje conta também com os cursos de Pedagogia e Publicidade e Propaganda, com um viés para o negro e a história da África.

    Missão, Objetivos e Metas da Instituição em sua Área de Atuação

    A Faculdade Zumbi dos Palmares, com limite territorial circunscrito ao município de São Paulo, no Estado de São Paulo, é um estabelecimento isolado de ensino superior mantido pelo Instituto Afrobrasileiro de Ensino Superior, pessoa jurídica de direito privado sem fins lucrativos, com sede e foro em São Paulo, Estado de São Paulo.

    A Faculdade Zumbi dos Palmares tem como missão atuar no ensino superior de São Paulo desenvolvendo os aspectos culturais, sociais, econômicos e políticos da sociedade afro-descendente local, regional e nacional, contribuindo para a melhoria da qualidade de vida. A Instituição nasce com a missão de tornar concretas as ações afirmativas propostas pela Presidência da República e que vêm por fim as desigualdades raciais ainda presentes na sociedade e desta forma possibilitar a maior inserção e interação da população afrodescendente com o meio em que vive.

    A Faculdade Zumbi dos Palmares, como instituição educacional, destina-se a promover a educação sob múltiplas formas e graus, a ciência e a cultura geral, e tem por finalidade:

    I. Estimular a criação cultural e o desenvolvimento do espírito científico e do pensamento reflexivo;

    II. Formar diplomados nas diferentes áreas de conhecimento, aptos para a inserção em setores profissionais e para a participação no desenvolvimento da sociedade brasileira, e colaborar na sua formação contínua;

    III. Incentivar o trabalho de pesquisa e investigação científica, visando ao desenvolvimento da ciência e da tecnologia e da criação e difusão da cultura, e, desse modo, desenvolver o entendimento do homem e do meio em que vive;

    IV. Promover a divulgação de conhecimentos culturais, científicos e técnicos que constituem patrimônio da humanidade e comunicar o saber através do ensino, da publicação ou de outras formas de comunicação;

    V. Suscitar o desejo permanente de aperfeiçoamento cultural e profissional e possibilitar a correspondente concretização, integrando os conhecimentos que vão sendo adquiridos numa estrutura intelectual sistematizadora do conhecimento de cada geração;

    VI. Estimular o conhecimento dos problemas do mundo presente, em particular os do Brasil e da África, concentrando seu eixo nas questões da afrobrasilidade, além de nas especificidades do momento histórico em que vivemos, nos desafios humanos, econômicos e tecnológicos internacionais, nacionais e regionais;

    VII. Prestar serviços especializados à comunidade local e regional, especialmente aos afro-brasileiros, estabelecendo com estes uma relação de reciprocidade; e

    VIII. Promover a extensão, aberta à participação da população, visando a difusão das conquistas e benefícios resultantes da criação cultural e da pesquisa científica e tecnológica geradas na Instituição.

    A Faculdade Zumbi dos Palmares é a primeira Instituição de Ensino Superior do Brasil que visa à inclusão do negro no ensino superior do país. É uma proposta inédita e consistente para minimizar a questão da dificuldade de inclusão étnico-racial e das classes menos favorecidas no ensino superior.

    A Instituição pretende consolidar o acesso e a permanência da população negra no ensino superior, assim como, viabilizar a integração de negros e não-negros em ambiente favorável à discussão da diversidade racial, no contexto da realidade nacional e internacional.

    PROJETO PEDAGÓGICO INSTITUCIONAL
    A Faculdade Zumbi dos Palmares tem como missão, através de seu projeto pedagógico institucional, atuar no ensino superior de São Paulo desenvolvendo os aspectos culturais, sociais, econômicos e políticos da sociedade afrodescendente local, regional e nacional, assim contribuindo para a melhoria da qualidade de vida desta população.

    A Faculdade fundamenta-se na constatação de que a educação é a única alavanca para o desenvolvimento nacional, para a inclusão de grupos excluídos e para a realização pessoal. Seu lema é “Sem educação não há liberdade”, ao qual os construtores deste projeto – corpo diretivo, técnico-administrativo, professores e alunos- acrescenta: a educação liberta e a liberdade educa.

    O público alvo da Faculdade é o jovem de baixa renda e de exíguo usufruto dos benefícios sociais, com enfoque preferencial no segmento dos afrodescendentes, sem apoiar uma nova forma de intolerância às diferenças. O projeto pedagógico constitui-se em sólida contribuição à formação dos jovens brasileiros, tornando-os capazes de ocupar postos de carreira em corporações nacionais e, dependendo de suas vocações, tornarem-se empresários bem sucedidos.

    O projeto pedagógico, não considera apenas a capacitação teórico-científica e técnica oferecida aos alunos, mas também a formação humanística, ética e cidadã. A formação de profissionais capacitados ao exercício das demandas do mercado de trabalho é garantida por corpo docente qualificado, programas formativos adequados, aprendizagem teórica e prática concomitante de forma a habilitar os egressos como agentes multiplicadores dos ideais de equidade entre os homens.

    Para cumprir sua missão institucional a Faculdade Zumbi dos Palmares, apóia-se em suas atividades complementares e nos projetos sociais: NÚCLEO DE APOIO PSICOLÓGICO – NAP é encarregado de estudos, pesquisas e difusão do conhecimento na área de Psicologia. Atende cerca de 100 educandos que recebem assistência terapêutica, participam de grupos de estudos e pesquisas, promovem seminários e encontros, com o objetivo de oferecer à comunidade da Zumbi suporte psicopedagógico e social. S

    SITEMA DE ACOMPANHAMENTO PARALELO – Programa de recuperação simultâneo ao semestre cursado, destinado aos alunos que apresentam dificuldades de aprendizado ou defasagem de apropriação de conteúdos. Esses alunos devem ser indicados pelos professores para um ou mais módulos nas disciplinas em que já demonstram dificuldade para atingir a média mínima exigida para a aprovação. São oferecidas oficinas de Português, Matemática e Informática.

    NÚCLEO DE ESTUDOS E PESQUISAS SOBRE EQÜIDADE RACIAL – NEPER. Objetiva ampliar e aprofundar os estudos e pesquisas que investigam a situação socioeconômica, cultural e de saúde da população negra e assim contribuir para a implementação de projetos que permitam modificar o quadro de discriminação. É responsável pela iniciação científica de alunos e professores.

    Também a EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA da Zumbi merece destaque. O programa De volta ao Quilombo pretende estabelecer um elo entre a Faculdade Zumbi dos Palmares e as comunidades remanescentes quilombolas no Estado de São Paulo. Para isto desenvolve ações de âmbito acadêmico, cultural e artístico, proporcionando um elo entre o conhecimento formal e a tradição e herança material e imaterial dos afro-descendentes das comunidades quilombolas. Atividades já realizadas: Visitas técnicas e inventário cultural das comunidades de Ivaporunduva, São Pedro (Iporanga), Camburi, Caçandoca (São Sebastião); Produção de documentação das visitas aos quilombos visitados (projeto em construção); artigos e entrevistas na mídia sobre o projeto. Atividades futuras: formar grupos de trabalhos multidisciplinares envolvendo profissionais e alunos da instituição; efetivar convênios e parcerias com as comunidades quilombolas, agencias financiadoras e instituições públicas e privadas.

    PROJETO RONDON – A Faculdade Zumbi dos Palmares tem como proposta um trabalho multidisciplinar com professores e alunos para alcançar uma maior abrangência do trabalho de campo a ser realizado. Desde 2007 alunos e professores da Zumbi participam ininterruptamente do Projeto Rondon visando a capacitação de servidores em gestão pública; gestão de projetos; gestão do Plano Diretor, elaboração de propostas de infra estrutura, Oficinas de Reciclagem, Meio Ambiente e Sustentabilidade, entre outros temas.

    O Projeto Pedagógico da Faculdade Zumbi dos Palmares tem os seguintes princípios norteadores:

    – Elaborar e executar projetos de ação social e cultural em nível local e regional, incentivando a participação dos professores, alunos e administrativos;

    – Empenhar-se em ações visando aumentar o número de convênios, intercâmbios e parcerias técnico-científicas e culturais objetivando manter a instituição em consonância com os variados cenários sociais, econômicos e culturais nacionais e internacionais;

    – Estimular, através de todos os meios possíveis, a formação continuada, nos níveis de pós-graduação, especialização e/ou atualização dos docentes de seus quadros;

    – Elaborar programas de atualização profissional para todo o pessoal da IES em suas -respectivas áreas de atuação;

    – Incentivar os professores e alunos para que se dediquem a pesquisas, definindo em conjunto com a comunidade acadêmica as linhas preferenciais de investigação da Faculdade;

    – Elaborar projetos de cursos de pós-graduação e extensão compatíveis com os cursos oferecidos e com as linhas de pesquisa definidas;

    – Compatibilizar o programa de iniciação científica às linhas de pesquisa já definida.

    Mestre de Capoeira Marajoara fala sobre cultura afro-brasileira no japão

    Nesta primeira viagem ao Japão, Bira Marajó falou a estudantes universitários sobre os projetos mantidos pela Associação Cutimboia (Pará), e jogou capoeira com os japoneses

    O jogo começa cadenciado com um canto que quase sempre fala da escravidão. Assim é o estilo de Angola, muito próximo de como os negros escravos jogavam a capoeira. Além de história, hoje ela carrega projetos sociais. “A gente não trabalha só a movimentação do corpo, que dá a estética na visão externa. OS elementos que existem na capoeira fazem a gente estudar um pouco da história, de onde a gente veio, onde estamos e para onde vamos”, explica o mestre Bira Marajó.

    Através da capoeira de Angola, ele ajuda as comunidades quilombolas, formadas por descendentes de escravos, que no passado fugiram dos engenhos para formar pequenos vilarejos.

    A oficina de capoeira é uma parte do trabalho. “Eu acredito muito na capoeira, no trabalho que a gente vem fazendo, na socialização, lição de vida, espírito, respeito e meio-ambiente também”, conta. As crianças aprendem a fabricar seus próprios instrumentos e recebem lições de preservação do meio ambiente e respeito aos mais velhos.

    Nesta primeira viagem ao Japão, Bira Marajó falou a estudantes universitários sobre os projetos mantidos pela Associação Cutimboia, e jogou capoeira com os japoneses. “Quando a gente vê eles praticando, a gente não consegue ver uma diferença, a gente consegue ver uma integração só. Eu quando estou aqui, na prática da capoeira, é como se estivesse no Brasil”, finaliza. Ele também deve participar de uma oficina para crianças brasileiras neste domingo, dia 17. Começa 12h30 no prédio Lounge de Tsurumi, em Yokohama, Kanagawa.

    http://www.ipcdigital.com

    Prêmio Nacional de Expressões Culturais Afro-brasileiras será lançada no Rio de Janeiro

    2ª Edição do Prêmio Nacional de Expressões Culturais Afro-brasileiras será lançada no Rio de Janeiro

    Criado para estimular e incentivar as expressões artísticas de estética negra, será lançada no próximo dia 28, no Rio de Janeiro, a 2ª Edição do Prêmio Nacional de Expressões Culturais Afro-brasileiras. A Fundação Cultural Palmares (FCP) e o Centro de Apoio ao Desenvolvimento Osvaldo dos Santos Neves (CADON), são responsáveis pela realização do Prêmio, apoiados pelo patrocínio da Petrobras.

    A cerimônia de lançamento, promovida pela FCP, acontecerá no Auditório Gilberto Freyre, no Palácio da Cultura Gustavo Capanema, a partir das 18h. O evento reunirá 300 convidados e contará com uma apresentação cênico-musical da atriz Iléa Ferraz, com uma adaptação especial para ocasião de A Botija de Ouro, de Joel Rufino. A cerimônia contará com as presenças de Eloi Ferreira de Araujo, Presidente da Palmares; Ruth Pinheiro, Presidente do CADON, além de representantes da Petrobras.

    Prêmio – Este ano, o Prêmio Nacional de Expressões Culturais Afro-brasileiras dedica sua edição às comemorações do Ano Internacional dos Povos Afrodescendentes, como forma de reconhecimento às expressões artísticas e culturais, contribuindo para a continuidade de suas atividades. O prêmio é coordenado pelo Departamento de Fomento e Promoção da Cultura Afro-brasileira (DEP) da Fundação Cultural Palmares.

    A primeira edição do Prêmio, realizada em 2010, foi elaborada a partir do contato próximo aos grupos, artistas e companhias, que trabalham com a produção artística de matriz africana, e em atendimento à demanda do Fórum de Performance Negra. Foram contemplados vinte projetos das cinco regiões brasileiras, totalizando mais de um milhão de reais em prêmios.

    Como na última edição, a premiação será dividida em três categorias: artes visuais, dança e teatro. Poderão se inscrever pessoas jurídicas de natureza cultural, com ou sem fins lucrativos, que trabalhem com a temática cultural negra. Serão contemplados quatro projetos por região do País, inéditos ou não, a serem concretizados em 2012, totalizando um milhões e cem mil reais em prêmios.

    Inscrições – As inscrições estarão abertas no período de 10 de outubro a 24 de novembro de 2011, serão gratuitas e poderão ser preenchidas diretamente na página do Prêmio: www.premioafro.org. Os projetos inscritos serão avaliados por uma comissão de membros indicados, e serão considerados os critérios de excelência artística, histórica e efetiva contribuição artística para a cultura afro-brasileira, pertinência do conteúdo à questão afro-brasileira, qualificação dos profissionais e viabilidade técnica de execução. Após a divulgação dos resultados, será realizada uma cerimônia de premiação para os vinte projetos vencedores.

    Serviço:

    O que: Lançamento da 2ª Edição do Prêmio Nacional de Expressões Culturais Afro-brasileiras.
    Onde: Auditório Gilberto Freyre no Palácio da Cultura Gustavo Capanema (Rua da Imprensa, 16 – Centro Rio de Janeiro)
    Horário:
    18h

    Mais informações: www.premioafro.org e  www.palmares.gov.br
    Organização: Fundação Cultural Palmares

    Realização: Fundação Cultural Palmares e Centro de Apoio ao Desenvolvimento Osvaldo dos Santos Neves
    Apoio: Petrobras

    Convenção da Diversidade

    Brasil é o único país Sul Americano a compor Comitê Executivo da Convenção da Diversidade

    A Quarta Sessão Ordinária do Comitê Intergovernamental da Convenção sobre a Proteção e a Promoção da Diversidade das Expressões Culturais, no âmbito da Unesco, acontecerá em Paris, França, entre os dias 29 de novembro e 3 de dezembro. O Comitê, que é executivo, é um dos três órgãos da Convenção da Diversidade composto por 24 dos 115 países membros, eleitos a cada quatro anos e o Brasil – único país sul americano – cumpre o segundo mandato no órgão.

    A delegação brasileira será composta por membros dos Ministérios da Cultura e das Relações Exteriores e chefiada pelo Secretário da SID, Américo Córdula.

    A reunião discutirá as diretrizes operacionais dos artigos da Convenção – implementação e funcionamento; a aprovação de uma logo marca para a Convenção; a viabilidade da nomeação de personalidade pública para ser seu Embaixador e ainda questões ligadas ao Fundo Internacional para a Diversidade, como estratégias para dar visibilidade e formas de captação de recursos e avaliação dos primeiros projetos a serem financiados por ele. Atualmente o Fundo tem cerca de U$ 2,9 milhões oriundos de contribuições voluntárias dos países membros.

    Os primeiros projetos a serem financiados com esses recursos foram avaliados por uma equipe de especialistas indicados pelos países membros escolhidos  na última reunião do Comitê, em dezembro do ano passado. O Brasil tem três projetos concorrendo, todos elaborados em cooperação com países africanos e latino americanos.

    O Brasil leva para essa reunião uma proposta dos países integrantes do Mercosul Cultural (Brasil, Paraguai, Chile, Peru, Uruguai, Argentina e Bolívia), cuja proposta foi elaborada na última reunião de Ministros do MERCOSUL Cultural, dia 20 de novembro, no Rio de Janeiro.

    Conheça a Convenção.

    http://www.cultura.gov.br/

    Rio Pardo: Batizado de capoeira une gerações

    ASSOCIAÇÃO PRETO RICO DE OXÓSSE FAZ, NESTE DOMINGO, TROCA DE CORDAS DE 70 ALUNOS DE PROJETOS SOCIAIS

    Liberdade. Com essa palavra Genésio da Rosa Batista, popularmente conhecido como Mestre Jararaca, define o que a capoeira representa para as pessoas que a ela se dedicam. Em Rio Pardo, não são poucos os alunos atendidos pelo projeto da Associação Preto Rico de Oxósse. Aproximadamente 70 capoeiristas serão batizados neste domingo, depois de muitos anos de dedicação e força de vontade. O evento, que reunirá professores, mestres e contramestres de todo o Estado, será realizado no Ginásio Guerino Begnis, o Guerinão, a partir das 14 horas. Entre as pessoas que receberão novas cordas para designar o grau atingido, estão 15 alunos da Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) e Escola Especial Renascer, de Rio Pardo.

    Segundo Genésio da Rosa Batista, as atividades terão a participação de mestres de várias cidades do Estado, entre eles Carcará (Lajeado), Pelé da Bomba (Porto Alegre), Pola e Ademir (ambos de Santa Cruz do Sul) e Neri Saldanha (Rio Pardo). “Esperamos que o público compareça, pois se trata de um momento único para esses dedicados alunos”, diz Batista. Além do batismo, haverá apresentações folclóricas da Associação Beneficente Reino de Oxum. “Faremos a troca da primeira corda até o nível de monitor”, explica Mestre Jararaca. Ele destaca que o esporte é muito bem aceito em Rio Pardo, sobretudo pelo trabalho desenvolvido ao longo de pelo menos 20 anos. “Temos de mostrar que é preciso valorizar a nossa cultura”, afirma. 

    Para se tornar um aluno, salienta Genésio, é preciso somente boa vontade. “Aproveito a oportunidade para agradecer aos colaboradores e à Prefeitura, que sempre nos ajuda quando precisamos.” Para a professora de educação física da Escola Especial Renascer, Sandra Eisenhardt, o projeto de capoeira é importante para os alunos porque desenvolve habilidades físicas e motoras. “O aumento da sociabilidade é um dos pontos relevantes nesse aprendizado”, explica. O grupo de 15 estudantes da Apae já conseguiu, em 2008, um ótimo resultado dentro das Olimpíadas Especiais Estaduais, quando trouxe a Rio Pardo o primeiro lugar em capoeira. “A expressão corporal proporcionada pela dança e pela música é uma ferramenta ótima para esses educandos”, frisa Sandra. 

    Para o estudante rio-pardense Lucas Azeredo, 20 anos, a capoeira é bem mais do que um simples esporte. Há oito anos, com bronquite, ele nem se imaginava fazendo tantos movimentos acrobáticos. “Depois que entrei no grupo, além de me tornar uma pessoa mais disciplinada também me curei dessa doença. É por isso que só tenho a agradecer.” Azeredo treina duas vezes por semana, mas diz respirar a arte até em casa. “A gente coloca as músicas típicas e fica brincando. Durmo e acordo pensando em capoeira”, diz. Todos os domingos, ele vive momentos especiais. “Nos reunimos e promovemos rodas de capoeira. Começo a semana muito bem.”

    • ALUNOS da Escola Especial Renascer desenvolvem atividades físicas com a participação no projeto e já conseguiram um prêmio em olimpíada estadual

    Missão de viver e aprender

    Uma das apoiadoras do projeto de capoeira é a Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip) Viver e Aprender, com cinco anos de atuação em Rio Pardo. Além da capoeira, a instituição desenvolve atividades de ecoterapia, reciclagem, fabricação de bolas, entre outras. Segundo a presidente, Regina Tarantino, em dezembro a Viver e Aprender lançará um novo projeto, com o objetivo de reformular sua ação social por meio de uma nova estratégia de obtenção e gerenciamento de recursos. Trata-se de um plano voltado para a comunidade, com a geração de emprego e renda, além da divulgação das belezas do município. “O Clube do Bem Viver desenvolverá marcas baseadas na história de Rio Pardo”, salienta Regina. 

    O gestor de projetos da Oscip, Magno Ferreira, lembra que a renda obtida com a venda de produtos da grife Rio Pardo será revertida aos outros projetos da entidade. “Não podemos depender somente de recursos públicos, pois as atividades não podem parar”, diz.

     

    Fonte: www.gazetadosul.com.br