Blog

pude

Vendo Artigos etiquetados em: pude

Professor de capoeira angrense é valorizado no exterior

ANGRA DOS REIS

O Professor de capoeira angrense, Robson Francesco Leite, o Arisco participou do XIV Jogos Europeus de Capoeira na cidade de Guimarães em Portugal, que foi realizado do dia 05 ao dia 09 de abril. Ele foi um dos organizadores do evento, que também teve a ilustre presença do Mestre Camisa, e participação de vários Países. Arisco está entre os nomes mais importantes do esporte no mundo. Em Angra do Reis ele é o precursor do Abada capoeira, entidade que divulga o esporte na cidade.

Arisco também participou a convite do Professor Furacão de um Seminário de Capoeira, Curso, Batizado e Troca de Cordas em Nova Iorque nos EUA, entre os dias 11e 15 de abril, onde este evento foi supervisionado pelo Mestre Nagô de Nova Iguaçu – RJ. O Professor Arisco aproveitou para visitar a famosa academia do Mestre João Grande que foi aluno de Mestre Pastinha.

Dos 17 a 22 de Abril, Arisco ministrou aulas de Capoeira, participou de apresentações públicas e do Batizado e Troca de Cordas do Instrutor Xodó na cidade da Vero Beach na Flórida – EUA.

O professor Arisco enfatizou que está muito satisfeito com esta viagem que duraram 24 dias, citou que foi muito importante para seu aprendizado e para sua historia como capoeirista. “Os Europeus e os Americanos gostam muito da capoeira e valorizam muita a nossa cultura. Através desse intercâmbio cultural pretendo realizar em Angra um evento internacional de capoeira para beneficiar nossa cidade, que nesse 24 dias de viajem pude perceber que a nossa cidade é bem quista no exterior, pude perceber com receptividade que tive”, declarou o Arisco.

 

Fonte: http://www.avozdacidade.com

 

Haiti: Berimbau já fez chamada, já é hora de lutar

Cidadania: Gingando pela Paz no Haiti – Relatos de um capoeirista em terras haitianas

Domingo, 17 de janeiro, 18:30

Hoje a alegria voltou a fazer morada no meu coração. Hoje, graças a Deus, pude ver o sorriso dos meu alunos, das minhas crianças. Pude abraça-las, beijá-las, olhá-las nos olhos. Após dias de ansiedade, fui até Kay-nou. E que felicidade foi reencontrá-las, ver aqueles olhinhos brilhando de felicidade.

Ao passar pelas ruas de Bel-Air já ouvi o chamado de um deles: Iê capoeira!”. Era o Canário, que acenava, feliz, em meio a multidão. E mal cheguei a Kay-nou, logo fui rodeado de crianças. Elas surgiam em meio às tendas, inúmeras delas. Vinham gritando o meu nome, perguntando pelos outros, pela Aíla, Linheiro, Beija-Flor, Paollo (Nó Cego). Eufóricas seguravam em minhas mãos, abraçavam-me, beijavam-me o rosto. Por mais que escrevesse aqui, por mais que virasse a noite esmerando-me em frente ao computador, não conseguiria descrever o meu sentimento naquela hora. E nem tenho essa pretenção.

Caminhamos para ver como estavam as coisas, para ver as pessoas. Eles acompanhavam-me, agarrando minhas mãos, meus braços. Enquanto caminhávamos mais apareciam e juntavam-se ao grupo. Quando percebi éramos uma pequena malta caminhando entre as barracas. Mães e pais vinham falar conosco, nos abraçar, saber dos outros. E chegavam mais e mais. E meu coração desejando que mais chegassem…

Nos dirigimos ao espaço da capoeira. Paredes no chão e boa parte do telhado caído. Até pouco tempo aquele espaço estava colorido, florido de pessoas… Uma grande festa para o nosso primeiro batizado e entrega de cordas e para comemorar o nosso primeiro aniverário. Um ano juntos, de muita luta e suor. Porém, o sentimento foi de esperança, apesar dos inúmeros tijolos pelo chão. E apesar das paredes caídas, pude ver um grande horizonte pela frente. E isso me encheu de força e esperança. Esperança que se fortaleceu com as palavras de um Rubem emocionado: vamos construir um espaço ainda melhor! E eu tenho certeza que sim.

Reunimos as crianças em uma roda. Bem, tentamos, pois haviam muitas crianças que não faziam [não faziam] parte do projeto. Conversamos bastante, elas muito atentas e cobrando atenção dos mais novos. Logo eles perguntaram se podiam vestir seus uniformes. E bastou ouvir um sim e saíram correndo para as barracas. Voltaram com uniforme. Claro, aqueles cuja a casa não havia desmoronado…

Nos reunimos sob uma árvore. O berimbau rompeu o silêncio. A Inúna pediu licença e chorou as vítimas, aquelas que deixaram o jogo desta existência para habitar uma nova morada. Pediu luz para os que se foram, proteção e força para os que aqui ficaram. E em cântico celebramos o ontem, o hoje e o amanhã. Celebramos a dádiva de estarmos vivos e saudáveis. Naquele momento, éramos um. A dor de um era a dor de todos, assim como a alegria, a esperança e a fé. Cantamos, enquanto eles desejam jogar o jogo, dar pernada e ficar de pernas para o ar. Faltou-nos espaço, mas não para o nosso cantar, que percorreu todo espaço. Faltou-nos comida, mas não a força para as nossas palmas. Cantamos, jogamos bola, conversamos…

Read More