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Lavagem de Paris ganha hot site

A Lavage de La Madeleine, que tem Carlinhos Brown como convidado em 2011, acaba de ganhar uma página na internet. O site vai contar com o histórico da festa – o maior evento da cultura brasileira na Europa – e traz fotos, vídeos, programação completa e a cobertura completa de tudo o que vai acontecer por lá. O site contempla também as redes sociais Twitter e Facebook, além de um canal exclusivo no youtube. “É a primeira vez que a Lavage ganha um site, o que achei ótimo. Além de divulgar nossa história, poderemos transmitir tudo que acontece nessa festa linda para o mundo”, comenta o artista santo-amarense Robertinho Chaves, que criou a Lavage em 2002.

Com extensa programação multicultural, o evento conta com uma exposição fotográfica, workshop de dança afro, Forró da Lavage, Missa do Rosário dos Pretos, lançamento de livro sobre o evento, lavagem das escadarias da Igreja de La Madeleine – inspirada nas lavagens das escadarias das igrejas do Bonfim (Salvador) e de Nossa Senhora da Purificação (Santo Amaro) – entre outros. Criada em 2002 pelo artista santo-amarense Robertinho Chaves, a Lavage é um evento de intercâmbio multicultural que dura cerca de uma semana, e culmina em um cortejo de 10 mil pessoas nas ruas de Paris (França). Em 2011 a festa acontece de 13 a 18 de setembro.

Lavage de La Madeleine – evento multicultural que acontece há 10 anos, inspirado na lavagem das escadarias da Igreja do Senhor do Bonfim (Salvador) e da Igreja de Nossa Senhora da Purificação (Santo Amaro). É realizada pela Associação Viva Madeleine, Brasil Onirê, TAG Arts e D+ Produções, com patrocínio da Alstom e Lei de incentivo à cultura/Ministério da Cultura/Governo Federal. Apoio Cultural: Bahiatursa/Secretaria de Turismo/Governo do Estado da Bahia, Embratur/Ministério do Turismo/Governo Federal, SACEM – FR, AD Turismo e Rede Bahia.

 

Site: http://www.lavagedelamadeleine.com

Twitter: @LavageMadeleine

Facebook: http://www.facebook.com/lavagemadeleine

 

 

Victor Villarpando – 71 8867.6107

Bahia: Lavagem de Santo Amaro reúne 50 mil pessoas e 300 baianas

Especial de Santo Amaro da Purificação: A lavagem da escadaria da igreja matriz foi feita por baianas

Ao som de É D’Oxum tocado pela charanga, o cortejo formado por mais de 300 baianas de todas as idades, em trajes típicos, partiu levando o estandarte em direção à escadaria da Igreja da Purificação. Até crianças de colo ingressam na fé dos festejos e envergam seus trajes africanos para participar da Lavagem de Santo Amaro (a 71 km de Salvador), que aconteceu neste domingo, 31 na cidade mais famosa do Recôncavo baiano.

Muitos dos que acompanhavam as filhas e filhos-de-santo no pequeno trajeto empunhavam lanças de flor de cana-de-açúcar. “Venho todos os anos, desde que me entendo por gente, pedir as bênçãos de minha mãe. É ela quem me vale nos momentos de aperto e enche minha vida de graças”, declara Valdelice Antunes, dona de casa, 52 anos.

Fugindo do calor e  empurra-empurra da concentração para a saída, muitas baianas esperaram o cortejo já na igreja, com seus cântaros de água de cheiro. Alguns pais e mães-de-santo desde cedo ofereciam seu axé, com banhos de folhas, milho e pipoca, na escadaria.

Também representando a forte cultura negra do Recôncavo baiano, se apresentaram grupos folclóricos de maculelê e rodas de capoeira. De acordo com a organização do evento, representantes de 40 terreiros de candomblé diferentes marcavam presença na festa.

Após breve discurso do prefeito da cidade, Ricardo Machado, do pedido de paz da baiana Nicinha do Samba e da lavagem do adro da igreja matriz, a charanga levou os participantes até a  Igreja do Nosso Senhor do Bonfim, onde as baianas fizeram as últimas oferendas.

Quem se encarregou de animar os foliões (estimados em 50 mil) na parte profana da festa foram as bandas Chita Fina, Tribahia, Banda Clã, Banda Cactus e On The Floor. A Timbalada e o grupo de pagode Saiddy Bamba comandaram o bloco Tô na Aba.

Nesta segunda-feira, 1º, quem faz show na cidade é: Odoiá, Namoro Novo e Frank e Alex. A festa segue até terça, 2, com Reizinho, Eduardo Alves, Seu Maxixe e Silvano Salles.

Este ano, a sambista Dona Edith do Prato, morta no ano passado, foi homenageada. Seu nome e rosto estampavam placas espalhadas pela cidade.

Dona Canô – Na porta de casa, dona Canô, 102 anos, sentada numa cadeira de rodas, aguardava. Ela que sempre esteve à frente dos festejos de Nossa Senhora da Purificação, este ano precisou se contentar em ser mera observadora da Lavagem de Santo Amaro.

Ao lado da filha Maria Bethânia, cercada de convidados, familiares e curiosos que se acotovelavam e tentavam fotografá-la, a matriarca da família Velloso só pôde ver a saída do cortejo das baianas e da charanga. Ainda que um pouco contrariada por não acompanhar a festa do jeito que gosta, dona Canô parecia animada.

Por conta de uma queda no início do mês, que lhe causou uma fissura no fêmur, pela primeira vez ela não participou das novenas iniciadas 26 de janeiro, nem da tradicional lavagem que acontecem todos os anos durante a Festa da Purificação de Santo Amaro. Diante da situação atípica, sua família montou uma espécie de camarote em frente à casa.

Fonte: A Tarde – http://www.atarde.com.br/

Maculelê

MACULELÊ

Santo Amaro da Purificação, no Recôncavo Baiano, cidade marcada pelo verde dos canaviais, é terra rica em manifestações da cultura popular de herança africana. Berço da capoeira baiana, foi também o palco de surgimento do Maculelê, dança de forte expressão dramática, destinada a participantes do sexo masculino, que dançam em grupo, batendo as grimas (bastões) ao ritmo dos atabaques e ao som de cânticos em dialetos africanos ou em linguagem popular. Era o ponto alto dos folguedos populares, nas celebrações profanas locais, comemorativas do dia de Nossa Senhora da Purificação (2 de fevereiro), a santa padroeira da cidade. Dentre todos os folguedos de Santo Amaro, o Maculelê era o mais contagiante, pelo ritmo vibrante e riqueza de cores.

 

Sua origem, porém, como aliás ocorre em relação a todas as manifestações folclóricas de matriz africana, é obscura e desconhecida. Acredita-se que seja um ato popular de origem africana que teria florescido no século XVIII nos canaviais de Santo Amaro, e que passara a integrar as comemorações locais. Há quem sustente, no entanto, que o Maculelê tem também raízes indígenas, sendo então de origem afro-indígena. Conta a lenda que a encenação do Maculelê baseia-se em um episódio épico ocorrido numa aldeia primitiva do reino de Iorubá, em que, certa vez, saíram todos juntos os guerreiros para caçar, permanecendo na aldeia apenas 22 homens, na maioria idosos, junto das mulheres e crianças. Disso aproveitou-se uma tribo inimiga para atacar, com maior número de guerreiros. Os 22 homens remanescentes teriam então se armado de curtos bastões de pau e enfrentado os invasores, demonstrando tanta coragem que conseguiram pó-los em debandada.

 

Quando retornaram os outros guerreiros, tomaram conhecimento do ocorrido e promoveram grande festa, na qual os 22 homens demonstraram a forma pela qual combateram os invasores.


 

O episódio passou então a ser comemorado freqüentemente pelos membros da tribo, enriquecido com música característica e movimentos corporais peculiares. A dança seria assim uma homenagem à coragem daqueles bravos guerreiros.

 

No início deste século (XX), com a morte dos grandes mestres do Maculelê de Santo Amaro da Purificação, o folguedo deixou de constar, por muitos anos, das festas da padroeira. Até que, em 1943, apareceu um novo mestre – Paulino Aluísio de Andrade, conhecido como Popó do Maculelê, considerado por muitos como o “pai do Maculelê no Brasil”. Mestre Popó reuniu parentes e amigos, a quem ensinou a dança, baseando-se em suas lembranças, pretendendo incluí-la novamente nas festas religiosas locais. Formou um grupo, o “Conjunto de Maculelê de Santo Amaro”, que ficou muito conhecido. É nos estudos desenvolvidos por Manoel Querino (1851-1923) que se encontram indicações de que o Maculelê seria um fragmento do Cucumbi, dança dramática em que os negros batiam roletes de madeira, acompanhados por cantos. Luís da Câmara Cascudo, em seu “Dicionário do Folclore Brasileiro”, aponta a semelhança do Maculelê com os Congos e Moçambiques. Deve-se citar também o livro de Emília Biancardi, “Olelê Maculelê”, um dos mais completos estudos sobre o assunto.

 

Hoje em dia, o Maculelê se encontra integrado na relação de atividades folclóricas brasileiras e é freqüentemente apresentado nas exibições de grupos de capoeira, grupos folclóricos, colégios e universidades. Contudo, convém registrar as observações feitas por Augusto José Fascio Lopes, o mestre Baiano Anzol, ex-aluno do mestre Bimba e professor de Capoeira na Universidade federal do Rio de Janeiro: “…neste trabalho de disseminação, o Maculelê vem sofrendo profundas alterações em sua coreografia e indumentária, cujo resultado reverte em uma descaracterização. Exemplo: o que era originalmente apresentado como uma dança coreografada em círculo, com uma dupla de figurantes movimentando-se no seu interior sob o comando do mestre do Maculelê, foi substituído por uma entrada em fila indiana com as duplas dançando isoladamente e não tendo mais o comando do mestre. O gingado quebrado, voltado para o frevo, foi substituído por uma ginga dura, de pouco molejo.

 

Maculelê Maculelê, Puxada de Rede e Samba de Roda Portal Capoeira 2

 

“Mais recentemente, faz-se a apresentação sem a entrada em fila. Cada figurante posta-se isoladamente, sem compor os pares, e realiza movimentos em separado, mais nos moldes de uma aula comum de ginástica do que de uma apresentação folclórica requintada. “Deve-se reconhecer que não só o Maculelê mas todas as demais manifestações populares vivas ficam sempre muito expostas a modificações ao longo do tempo e com o passar dos anos. (…) Entendo que todas essas modificações devam ficar registradas, para permitir que os pesquisadores, no futuro, possam estudar as transformações sofridas e também para orientar melhor aqueles que vierem a praticar esse folguedo popular de extrema riqueza plástica, rítmica e musical que é o Maculelê.”

 
Mais Informações, Video em destaque:

“QUE FALE SANTO AMARO”. Em busca da verdade sobre a dança do Maculelê.

Mais do que uma simples verdade, o que buscamos é a manutenção da cultura de um povo. Neste documentário tentamos reunir, além de estudiosos santamarenses, pessoas verdadeiramente preocupadas em passar à frente o que lhes foi dado por seus antigos.

A ideia jamais foi levantar a verdade, e sim alertar as pessoas. E para isso ninguém melhor que a professora HILDEGARDES VIANNA, e o seu chamado: ”QUE FALE SANTO AMARO”, em sua coluna do JORNAL DA TARDE da década de 60. Eis, então, o primeiro passo.

Roteiro e direção LUCAS JASPER edição MAURÍCIO FARIAS produção executiva THELMA CHASE assistente de direção CAROLE CAVALCANTE assistente de produção TITO CHASE coordenação de pesquisa em Santo Amaro MARIA MUTTI colaboração FÁTIMA GAUDENZI coordenação da Casa da Coleção Emília Biancardi TAINÁ GARCIA direção geral EMÍLIA BIANCARDI