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Chapadão do Sul: Presidente Wagner quer aulas de capoeira para crianças e jovens

Presidente Wagner quer aulas de capoeira para crianças e jovens de Chapadão do Sul

O Presidente da Câmara, Wagner Inácio apresentou indicação ao Prefeito Luiz Felipe de Magalhães e ao diretor de esportes Emerson Willian, pedindo a contratação de professor para ministrar aulas de capoeira para crianças e jovens de Chapadão do Sul.

O parlamentar justifica que a capoeira é um esporte saudável, que expressa uma parte importante da cultura brasileira. Além da parte física, a capoeira é um esporte que conta com a musicalidade que cativa o praticante.

“A capoeira vai preencher o tempo de livre de crianças e adolescentes além de trazer nova perspectiva de uma futura profissão e consequentemente um lugar na sociedade, além de mostrar através do relacionamento dos componentes de seu novo grupo de capoeira a amizade, o amor, o companheirismo e a tolerância”, justifica.

 

http://www.ocorreionews.com.br/

Animações de Capoeira

Animação refere-se ao processo segundo o qual cada fotograma de um filme é produzido individualmente, podendo ser gerado quer por computação gráfica quer fotografando uma imagem desenhada quer repetidamente fazendo-se pequenas mudanças a um modelo (ver claymation e stop motion), fotografando o resultado. Quando os fotogramas são ligados entre si e o filme resultante é visto a uma velocidade de 16 ou mais imagens por segundo, há uma ilusão de movimento contínuo (por causa da persistência de visão).

A construção de um filme torna-se assim um trabalho muito intensivo e por vezes entediante. O desenvolvimento da animação digital aumentou muito a velocidade do processo, eliminando tarefas mecânicas e repetitivas. A produção da animação consome muito tempo e é quase sempre muito complexa. Animação limitada é uma forma de aumentar a produção e geração. Esse método foi usado de forma pioneira pela UPA e popularizada.

Já existem diversos videos de animação espalhados pela internet, alguns bastante criativos tendo a nossa capoeira como pano de fundo… fiz uma pequena seleção para apreciação dos nossos visitantes:

 

Animações da Capoeira

 

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{youtube}WYgB3nqjBak{/youtube}

 

 

Fontes dos Videos: Youtube

 

 

O Modismo da UFC e a Capoeira

Hoje em dia só se fala em UFC (Ultimate Fighting Championship). Essa luta oriunda do Jiu-Jitsu e outras formas de luta-livre foi criada pelo brasileiro Rorion Gracie nos Estados Unidos e por lá se desenvolveu. Atualmente vemos UFC em todos os lugares: horário nobre da televisão, jornais, telenovelas, capas de revista, transmissões ao vivo, comerciais de TV, outdoors espalhados por todo o país. Até um filme para o cinema foi produzido e tem estréia marcada para breve.

Todo mundo já conhece e sabe o nome dos golpes, as finalizações, o mata-leão, a gravata, os socos e pontapés. Já temos os nossos heróis – Minotauro, Anderson Silva e outros “brucutus” – que espancam os seus adversários sem dó nem piedade num espetáculo tão dantesco de brutalidade, que chega a respingar sangue das telas de LCD que assistimos confortavelmente de nossos sofás.

É incrível a capacidade que a mídia possui nas chamadas “sociedades da informação”, de criar modismos, heróis, gostos e preferências. Até há pouco tempo essa luta era apenas mais uma atração esportiva perdida entre milhares de outras nos canais fechados de televisão a cabo e, de repente, de uma hora para outra, passa a ser a nova “paixão nacional”. Alguém – certamente muito poderoso – decide de seu gabinete de gerência de alguma grande rede de televisão que o UFC é a bola da vez e pronto !

Todo um esquema é montado para que essa luta apareça em tudo quanto é programa, novela e comercial de TV. E como o nosso pobre país é totalmente influenciado por tudo que a telinha resolve mostrar (vide a mediocridade do Big Brother Brasil – um insulto à inteligência e à dignidade nacionais), rapidamente o UFC é incorporado ao nosso cotidiano, às conversas de bar e de salão de beleza, ao noticiário, aos sonhos infantis de futuros campeões da modalidade.

Aí chegamos naquela pergunta que não quer calar: por que não a capoeira ? Por que essa esquizofrenia de exaltar uma luta que apesar de ter sido criada por um brasileiro, tem toda a sua formatação e organização influenciada pela cultura norte-americana do show business ? E por que ao invés disso, não se criam os mesmos espaços na mídia e mecanismos de divulgação para a capoeira, que é uma das expressões mais legítimas da nossa cultura ?

Será que os responsáveis pela televisão e pela mídia em geral do nosso país ainda possuem aquela velha mentalidade colonizada, que procura supervalorizar expressões culturais que vem de fora (leia-se Estados Unidos da América) em detrimento daquilo que vem das tradições da nossa cultura e do nosso povo ? Ou será que trata-se de uma atitude deliberada de alienar cada vez mais o nosso pobre e sofrido povo brasileiro, afastando-nos a possibilidade de valorizarmos e conhecermos melhor nossa própria cultura, nossas tradições, nossos verdadeiros heróis ? Ou será que é tudo isso junto, somado ao desejo desenfreado pelo lucro fácil ?

Recentemente perdemos um dos grandes baluartes da capoeira aos 94 anos de idade – o Mestre João Pequeno de Pastinha que faleceu em dezembro último, e qual a repercussão desse fato na mídia ? Nos jornais locais da Bahia houve uma pequena cobertura e nada mais. A grandeza desse homem, o seu significado para a cultura brasileira que se espalhou pelo mundo através da sua capoeira angola, sequer tiveram um mínimo espaço de divulgação no noticiário nacional.

Boa parte dos cidadãos comuns, brasileiros de todas as idades e classes sociais, hoje em dia sabem o que é o UFC e quem são Minotauro ou Anderson Silva. Mas quantos desses sabem que foi o mestre João Pequeno ? Quantos sabem quem foi Pastinha ou Bimba ? Quantos conhecem a história da capoeira ? Quantos sabem dizer as diferenças entre a capoeira angola e a regional ? Ou quem foi Besouro Mangangá ? Ou ainda Zumbi dos Palmares ? Ou o mestre Salustiano da Rabeca ? Ou Cartola ? Ou Batatinha ? Ou Chico Mendes ? Ou Clementina de Jesus ? assim como tantos e tantos outros personagens da nossa cultura popular, heróis que deram dignidade à história desse pais.

Urgente se faz recuperar nossa auto-estima, exigir que nossa dignidade, nossa memória, nossas histórias, nossos verdadeiros heróis sejam valorizados e respeitados. Nada contra o UFC, nem seus lutadores, eles que tenham o seu espaço e seu público ávido por violência. O que precisamos exigir é que nossa cultura seja tratada pela mídia, com a mesma dignidade e valorização com a qual são tratados esses modismos que vez por outra invadem nossas casas, através da imposição sem critérios de uma programação medíocre e indecente que nos empurram goela abaixo.

Precisamos dispor de alternativas para elegermos aquilo do que gostamos e que valorizamos. Se só nos apresentam um tipo de música, de filme ou de programa de TV, é só disso que podemos gostar. Ninguém pode gostar daquilo a que não tem acesso, que não conhece. A gente quer ver a nossa cara na TV, ouvir música boa, assistir a filmes que nos façam pensar. A gente quer jogar e entender de capoeira. A gente não quer só comida !

Livro de Carolina Cunha, Mestre gato e comadre onça

História de capoeira recontada por Carolina Cunha mostra como a sabedoria vale mais que a força

Yê vamos embora, camarada”. Começou o jogo de capoeira na floresta. E o gato, mestre da capoeiragem, vai ensinar os bichos a praticar essa luta cheia de ginga, enraizada na cultura brasileira. Até que chega uma onça braba que também quer aprender a jogar. Mas o mestre, astuto que é, percebe que ela não está ali só para se divertir: quer é saciar sua fome à custa dos outros. Para espanto de todos, Mestre gato aceita ensinar os movimentos para a onça, mas eis que chega o dia da formatura e a fera desafia o professor. Começa então o jogo: corpos para frente e para trás, muita finta e golpes variados: rabo de arraia, peão de cabeça, chapa, giro de aú e vários outros. Ao fim, o esperto gato surpreende a onça e a derrota de modo irremediável.

O novo livro de Carolina Cunha, Mestre gato e comadre onça, que acaba de ser publicado por Edições SM, apresenta para as crianças a arte da capoeira, numa instigante coreografia do texto – que reproduz a “palavra dita” das narrativas orais afro-brasileiras – com ilustrações precisas dos golpes e movimentos. Tudo isso entremeado por letras de cantigas de capoeira, presentes no CD que acompanha a obra, gravado pelas crianças dos grupos Nzinga, Espaço Cultural Pierre Verger, e Projeto Pequenos do João, com a participação especial do próprio João Pequeno, o mais antigo Mestre de Capoeira Angola em atividade, e do Mestre Boca Rica, ambos discípulos de Mestre Pastinha.

Para completar, o livro apresenta um vocabulário com os termos de capoeira e explicações sobre seus golpes e movimentos. Também conta a história dessa “combinação de arte marcial, dança e música” de origem africana, inventada pelos escravos para defender sua liberdade, um meio de resistência cultural e física destes diante da intolerância, do abuso dos senhores de engenho e das perseguições dos capitães do mato.

Além de resgatar a importância dos principais mestres da capoeira, como Pastinha e Bimba, Mestre gato e comadre onça é uma homenagem à mestra Iaiá Cici (Nancy de Souza e Silva), que narrou há alguns anos essa história à autora e que, segundo Carolina Cunha, a incentivou e a lapidou na arte de contar histórias.

Sobre a autora e ilustradora – Carolina Cunha nasceu em 1974 em Salvador e mora em São Paulo, onde trabalha como ilustradora e designer. Em seus livros reconta histórias das tradições orais africanas e afro-brasileiras. É autora de Aguemon, Caminhos de Exu, Yemanjá, EleguáABC afro-brasileiro.

TítuloMestre gato e comadre onça
Autora e ilustradora: Carolina Cunha
Número de páginas: 64
Formato: 24,5 x 25,5 cm
Preço: R$ 34,00
Indicação: Leitor em processo (a partir de 8/9 anos)
ISBN: 978-85-7675-744-3
Coleção: Cantos do Mundo
Contém CD com cantigas de capoeira

 

Fonte: http://www.pluricom.com.br

Mestre Boneco quer retomar espaço perdido para o MMA

Mestre Boneco, que deu aulas para Halle Berry e vive em Los Angeles, busca a unificação de critérios para ‘vender’ a modalidade.

A capoeira já viveu seus tempos de moda no Brasil, mas com o crescimento de outras modalidades mais eficientes em um ringue de luta, como o jiu-jitsu e o boxe tailandês, a luta que se mistura com dança no ritmo marcado pelo berimbau ficou fora do “mainstream” da pancadaria. O surgimento do MMA (Mixed Martial Arts ou Artes Marciais Misturadas), esporte onde dificilmente a ginga e a plasticidade da capoeira têm vez, também vem de encontro à falta de um formato claro de competição, que fez com que a capoeira viesse a perder espaço na mídia e no mundo da luta em geral.

Um dos maiores expoentes da modalidade, Beto Simas, ou Mestre Boneco, afirmou, em entrevista ao iG, que a capoeira ainda está em estágio amador e que, para se desenvolver, precisa unificar suas regras e torneios. De Los Angeles, na Califórnia, onde vive desde 1999 e dirige o grupo Capoeira Brasil, ele, aos 49 anos, ainda vê a capoeira com força e grande quantidade de adeptos. Porém, não sabe precisar o número nem mesmo dos alunos do seu grupo, o Capoeira Brasil. A falta de um censo preciso é um dos problemas que Mestre Boneco tenta resolver. Segundo ele, não há dados ou estudos que possibilitem a “venda” de eventos da capoeira. Nos Estados Unidos, já trabalhou com artistas renomados como Hale Berry, que treinou para o filme “Mulher-gato”, e Brooke Shields. Entre os artistas brasileiros, rasga elogios à “casca-grossa” Elba Ramalho e lembra que o mais difícil de trabalhar foi o “frágil” Milton Nascimento.

 

Confira a entrevista de Mestre Boneco ao iG:

iG: No Brasil, a capoeira chegou a virar moda, mas parece ter perdido espaço para outro tipos de luta. Você acha que o crescimento do MMA brecou a evolução da capoeira?
Mestre Boneco: A capoeira teve uma época que estava muito na mídia, até porque eu consegui entrar na mídia trazendo a capoeira. Mas aí veio o MMA e o povo gosta de ver sangue. Começa a gerar dinheiro e vira um grande atrativo. Para mim a capoeira é uma arte ímpar, uma das que tem mais adeptos no país, apesar dos modismos, e não tem apoio ou uma promessa de você ficar milionário, como o futebol, o MMA. Então acho que é uma arte muito forte.

iG: É difícil ver um lutador de capoeira, por exemplo, disputando competições como os torneios de MMA. Isso interessa a vocês?
Mestre Boneco: Na verdade, a proposta nunca foi entrar nesse tipo de torneio, porque é mais do que uma luta. Mas pode muito bem um capoeirista estar voltado só para a luta. O Anderson Silva fez capoeira, acho que prepara muito bem. O MMA não é uma luta só, o cara é um lutador profissional, tem de saber várias lutas. Existe competição de capoeira, mas ainda é muito amador. Há competição de dupla, de contato, mas temos de bolar algo melhor. Tem de bolar um formato de competição de forma que não percamos a característica da capoeira. Senão vira caratê ou briga, e não é isso, o contato tem de ser voltado para a capoeira, é complicado. Quando o jogo fica duro na capoeira, o bicho pega. Existem campeonatos, mas temos muito a aperfeiçoar ainda. Só no Rio existem várias Federações, e por isso estamos criando uma comissão de mestres para que possamos dar validade a um Programa Estadual de Capoeira no Rio, estamos tentando fazer com que o nosso governador aprove.

iG: Você já tem algo pronto em relação a essa proposta de regras?

Mestre Boneco: Em relação a regras, tenho até muita coisa escrita, inclusive já realizei alguns campeonatos internos no Brasil e em Los Angeles. Mas, para fazer campeonatos abertos a outros grupos, acho que seria interessante que fizéssemos regras com a presença dos grupos com efetiva representatividade no mundo da capoeira.

iG: Como você ingressou na capoeira?
Mestre Boneco: Acho que foi destino. Estava na praia do Leblon num fim de semana, e vi um pessoal gesticulando, falando alto. Aí eu conhecia dois deles e algo me levou a ir falar. E me disseram que era capoeira, que haveria um evento e, se eu quisesse ir, era só pedir autorização aos meus pais que eles me levariam. Eram mais velhos do que eu, conhecia dois da rua. Aí fui e me apaixonei, nunca mais parei. Foi em 1974, 75, estou com 49 anos hoje. Eu queria viver disso, não sabia como faria, mas queria viver disso.

iG: Quantos alunos tem o grupo?
Mestre Boneco: São 70 instrutores espalhados pelo mundo, mas não sei dizer exatamente quantos alunos. Estamos fazendo esse censo agora, trabalhando em um recadastramento. Sei que é muita gente. São três fundadores do meu grupo, o Capoeira Brasil, o Mestre Paulão, Mestre Sabiá e eu. Cada um tem um núcleo muito grande, aqui nos Estados Unidos, na Austrália, na China, na Europa, estamos espalhados no mundo todo. Se eu disser um número, estou chutando.

iG: Quando você foi para Los Angeles?
Mestre Boneco: Mudei em 1999, foi uma loucura, queria colocar a capoeira no cinema, fiquei empolgado e vim. Já trabalhava com capoeira há muitos anos, estava um pouco cansado de dar aulas. Já fiz televisão na década de 90, aí fiquei animado. Queria estudar aqui, não era nem para dar aula, mas acabei abrindo uma academia, não teve jeito.

iG: Você criou um grupo de dublês para cinema, correto?
Mestre Boneco: Tenho uma rapaziada aqui que faz muito videoclipe, faz filme, preparei a Halle Berry para fazer a mulher-gato, o Robert Rey (Dr. Hollywood) também foi meu aluno… Teve a Alanis Morissette que me procurou. Dei aulas, mas não foi na academia, foi na casa dela. Mas esse pessoal é muito ocupado, viaja muito, acaba que o treino não tem aquela consistência.

iG: E desses artistas, quem foi o mais chato e o mais dedicado?
Mestre Boneco: O mais difícil de trabalhar acho que foi o Milton Nascimento. Ele é muito frágil e a aula tinha de ser com muito cuidado, o trabalho foi muito delicado. A Halle Berry foi bem dedicada, mas quem é casca-grossa mesmo é a Elba Ramalho. Ela é boa, tinhosa, não é mole não. Trabalhei também com a Brooke Shields quando fiz uma participação em um filme na década de 80.

iG: Falando como empresário, como você enxerga o mercado para a capoeira?
Mestre Boneco: Na verdade, o mercado é muito grande e muito próspero, estamos trabalhando justamente para melhorar esse campo. Uma coisa que já complica é que cada grupo tem uma graduação independente. E isso dificulta na hora de buscar patrocínio. Estou buscando uma unificação. Tenho um projeto de reestruturação do meu grupo que estou abrindo para todos os outros. Quando você busca um patrocínio, o cara quer dados e não há. O cara quer um censo, quer saber como são as graduações, ainda soa como algo meio amador. Há grupos profissionais, eu sempre vivi da capoeira e não vivo mal.

iG: Você considera a capoeira uma luta de fato ou uma dança? O que é a capoeira, na sua visão?
Mestre Boneco: Essa é a grande dificuldade para a capoeira crescer, porque ela é tudo isso junto. É dança, é luta, é brincadeira, é arte, é cultura, é acrobacia, é música, ritmo, tudo isso. Então temos de definir, estava debatendo isso no Rio. Temos de apresentar um projeto ao governador. A gente quer que ele homologue uma comissão que estamos formando para poder decidir quem pode dar aula ou não e outras coisas, como essa definição do que é a capoeira, porque isso interfere em todo o resto. Uma luta é só luta, cultura é só cultura, aí vão por esse viés, mas a capoeira é tudo isso.

iG: Dá para perceber maior dificuldade dos americanos para aprender a ginga ou é a mesma coisa?
Mestre Boneco: Essa história é papo. Tenho uma aluna aqui em Los Angeles que passa fácil por brasileira. E o mais legal aqui é que Los Angeles é uma cidade muito segregada. Tem área do negro, do latino, do asiático, mas a capoeira é uma mistura. A gente até saiu em uma matéria no L.A. Times por causa disso. Fizemos um documentário, que consegui vender para a televisão no ano passado, mostrando a capoeira no mundo tudo. Então fomos em várias cidades. Em Israel, foi muito legal, colocamos judeus e palestinos, que se matam, jogando capoeira, batendo palmas, se abraçando na maior harmonia. A capoeira é um instrumento de transformação.

iG: Como funciona essa questão dos apelidos? Qual é o critério para a escolha e porque resolveram chamar você de Mestre Boneco?
Mestre Boneco: O meu foi porque eu era da zona sul, no meio daquela negrada toda, a capoeira ainda era discriminada e tinha poucas pessoas claras, de cabelo escorrido… Aí quando cheguei, falaram logo: “Ah isso aí é boneco! O que está fazendo aqui?”. Mas a dificuldade faz a gente crescer. Os apelidos são da época que a capoeira era proibida, então os capoeiristas tinham apelidos para manter o anonimato. Por mais que a capoeira evolua, queremos manter a tradição.

 

http://esporte.ig.com.br

A Postura Política do Capoeira

Todo capoeirista que preza a história dessa manifestação, sabe que a capoeira tem um conteúdo político muito forte. Afinal ela surge como uma reação a uma violência a que eram submetidos os povos escravizados vindos de África, aqui no Brasil. A capoeira é antes de mais nada, uma contestação ao sistema escravagista que submetia milhões de homens e mulheres a uma cruel e desumana condição onde não só os trabalhos forçados, mas também a negação de sua cultura, sua religião, seus símbolos, seus modos de vida, era em última instância, a negação de sua própria condição de seres humanos.

Por isso a capoeira foi tão perseguida durante tantos anos. E por isso também foi preciso resistir durante muito tempo para que essa manifestação chegasse até os nossos dias, com o reconhecimento que adquiriu em nossa sociedade atual, com status de “símbolo da cultura brasileira”. Devemos isso aos bravos capoeiras do passado que souberam com suas artimanhas e estratégias, enfrentar o poder para continuar cultivando suas tradições e preservando-as com muita dignidade para as gerações futuras. Isso se constitui numa postura extremamente política.

Hoje a capoeira é muito bem vista pelas sociedades de todas as partes do mundo, e muitos são os capoeiristas que sobrevivem dessa arte. Em muitas partes do planeta, essa manifestação virou até um certo “modismo”, mobilizando milhões e milhões de praticantes de todas as faixas etárias, mas sobretudo, atingindo o público predominantemente jovem. E por ter se transformado em “modismo”, muitas vezes esse conteúdo político que está na gênese da capoeira, acaba perdendo espaço e sentido, fazendo com que ela se transforme em mera atividade voltada ao entretenimento e ao cultivo das qualidades físicas e acrobáticas. Se a prática da capoeira se restringe a esses valores, vamos estar formando somente capoeiras alienados, e nada mais !!!

 

Sabemos que a capoeira é muito mais do que isso !!!

O capoeirista que tem postura política é aquele que busca estar sempre “antenado” com o mundo que o rodeia. É aquele que busca desenvolver sua capacidade crítica diante dos fatos que atingem a sociedade da qual faz parte, assumindo uma postura de questionamento e muitas vezes até de enfrentamento, quando necessário. É aquele que não se conforma com as injustiças, com os desmandos dos poderosos, com qualquer tipo de opressão. É aquele que busca sempre se envolver nas questões sociais que o afligem, demonstrando determinação em agir no sentido da transformação dessa realidade. Se envolve em debates e busca sempre ampliar seu conhecimento sobre a situação de sua comunidade, sua cidade, seu país, de sua gente.

Os mestres e professores comprometidos com essa visão crítica que a capoeira pode proporcionar aos seus praticantes, devem estar o tempo todo estimulando isso nos seus grupos, quer seja promovendo debates sobre questões sociais, históricas, étnicas, ecológicas, de gênero, etc…quer seja participando de ações diretamente envolvidas com essas questões ao lado de seus alunos em manifestações públicas, passeatas, mobilizações, ou ainda em articulação com outros movimentos sociais, pois a capoeira é também um movimento social. E tem um potencial de ser tornar um movimento muito forte e atuante, pois agrega milhões de pessoas no mundo todo.

Talvez não tenhamos ainda uma noção muito clara sobre o poder político e de mobilização social que a capoeira possui. Por isso, se os grupos começarem a incentivar a formação política dos capoeiras (como felizmente já vem fazendo muitos grupos por aí), no sentido de atuação para a transformação da realidade que atinge nossas sociedades, com certeza a contribuição da capoeira será ainda maior no sentido de  transformar esse mundo, num mundo mais humano, justo e solidário !!!

 

Vamo simbora, camará !!!

Estadual de Capoeira define equipe capixaba para o Campeonato Brasileiro

Disputado no último fim de semana, em Vitória, o 13º Campeonato Estadual de Capoeira reuniu cerca de 360 capoeiristas, nos Ginásios Jones Santos Neves e Jayme Navarro de Carvalho, na sede da Secretaria de Estado de Esportes e Lazer (Sesport), em Bento Ferreira, Vitória. Além de apontar os melhores na modalidade no Espírito Santo, a competição serviu de base para convocação da equipe que representará o Estado, no 13º Campeonato Brasileiro, que acontecerá nos dias 24, 25 e 26 de setembro, em Campo Grande (MS).

Em dois dias de competição, atletas de 15 municípios “duelaram” em busca de vagas para o torneio nacional. Ao todo, 29 capoeiristas foram convocados para representar o Estado no Centro-Oeste.

Na disputa por equipes, o título ficou com a Associação de Capoeira Aliança, de Vitória, com 18 medalhas, sendo 15 de ouro e três de prata. A equipe da capital somou ao todo 435 pontos, seguido da Associação Nossa União Capoeira, com 179 pontos e a Associação Capoeira São Salvador, com 142.

Vista como uma dança, a capoeira quer ser reconhecida como esporte de alto rendimento. Por isso, os duelos do Estadual desse ano serviram como uma espécie de laboratório para modalidade. Em vez de avaliar detalhes como vestimentas, por exemplo, os árbitros foram orientados a valorizar aspectos táticos e físicos ligados à luta.

Informações à Imprensa:
Assessoria de Comunicação da Sesport
(27) 9901-9914
(27) 3235-7192

Site: www.sesport.es.gov.br

IPHAN – Programa Pró-Capoeira

O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), disponibilizou para os capoeiristas, pesquisadores e instituições diversas que trabalham com a Capoeira cadastro online, que poderá ser acessado através de linque no site do Ministerio da Cultura. Vale lembrar que a Rede Nacional da Capoeira já havia disponibilizado um cadastro similar, que foi elaborado através de modelo enviado via internet em documento word para preenchimento dos interessados. Devido a importância de tal cadastro, naquele momentos acreditamos ser importante disponibilizar aos membros de nossa rede e àqueles que ainda não eram este pré cadastro. Isto só veio mostrar que estávamos certos. Portanto, camaradas, não percam tem, acessem o site do Ministério da Cultura e façam o seu cadastro. Este será o primeiro passo para a criação do Plano Nacional de Salvaguarda da Capoeira e vocês não vão querer ficar de fora, vão?

Você poderá encontrar as fichas nos linques abaixo, nas Superintendências Estaduais do IPHAN ou nos seguintes sites:

Abaixo seguem os linques para vocês fazerem o cadastro de acordo com o seu perfil:

  1. Se você ensina capoeira clique aqui;
  2. Se você quer cadastrar um grupo de capoeira clique aqui;
  3. Se você quer cadastrar uma entidade que agrega grupos de capoeira clique aqui;
  4. Se você é pesquisador de capoeira clique aqui;
  5. Se você quer cadastrar uma instituição de pesquisa sobre capoeira clique aqui;

Isto é muito importante para [email protected] nós. Divulgue para seus amigos, para suas redes. Vamos democratizar está informação para o maior número de pessoas possíveis.

Com meu AXÉ,

Mestre Paulão
@mestrepaulao
Coordenador da Rede Nacional da Capoeira

IPHAN – Cadastro Nacional da Capoeira

O Cadastro Nacional da Capoeira já está sendo implementado através de fichas que podem ser encontradas nas Superintendências Estaduais do Iphan ou nos seguintes sites: www.iphan.gov.br , www.cultura.gov.br/diversidade e www.palmares.gov.br .

O cadastro tem caráter preliminar, com o objetivo de mapear o universo da capoeira, identificando mestres, professores, instrutores, grupos, pesquisadores, instituições de pesquisa e entidades que agregam grupos de capoeira.

Esta é uma iniciativa do Grupo de Trabalho Pró-Capoeira-GTPC, formado pelo Iphan, Secretaria da Identidade e Diversidade Cultura, Secretaria de Políticas Culturais e Fundação Cultural Palmares do Ministério da Cultura. Atualmente o GTPC está estruturando as bases do Programa Nacional de Salvaguarda e Incentivo à Capoeira (Pró-Capoeira), com o propósito de, em 2010, implementar uma base de dados pública que será construída a partir desse cadastro, além de lançar editais de apoio à capoeira e realizar encontros em todo o Brasil.

A finalidade dos encontros é formular, de modo participativo, uma ampla e abrangente política pública voltada para salvaguarda da capoeira. Sua proposta contribuirá para a definição das linhas de ação e dos critérios de prioridade desta política.

 

Mais informações: [email protected] .

 

Fichas de Cadastro

  • – Se você ensina capoeira entre aqui
  • – Se você quer cadastrar um grupo de capoeira entre aqui
  • – Se você quer cadastrar uma entidade de agrega grupos de capoeira entre aqui
  • – Se você é pesquisador de capoeira entre aqui
  • – Se você quer cadastrar uma instituição de pesquisa sobre capoeira entre aqui

Capoeira e Cantoria para todos

INFORMATIVO CULTURAL DO BRASIL REAL

Bom dia a todos, Saúde e Paz Sempre…

SÃO BENTO GRANDE E SANTA MARIA… (Homens e mulheres de bem com a vida )

O COURO NA MARCAÇÃO, AI O BERIMBAU APARECE, JUNTO COM O CAPOEIRISTA…

O gunga pergunta e a viola arenga, somente se souber o tocador.

Todos os jogadores, tocadores e mandingueiros estão convidados.

Todas as jogadoras, tocadoras e mandingueiras estão convidadas.

A praça é do povo que quer a praça. É assim a capoeira, do povo para o povo…

Neste sábado 25 de outubro das 16 as 18 horas,
continuamos com capoeira, ritmo, cantoria e jogo de camaradas.

ESTAMOS NA DÉCIMA RODA DO PASSEIO…

PUBLICAREMOS UMA RELAÇÃO DOS QUE JÁ ESTIVERAM NESTA FESTA.

VAMOS ATÉ DEZEMBRO DESTE ANO…

Um abraço Fraterno a todos e a todas…
Walter Júnior ( Capoeirista )