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João Pessoa: Festival de Capoeira de Quilombo

Acontece nos próximos dias 24, 25 e 26 de janeiro, o I Festival de Capoeira de Quilombo.

O objetivo é difundir a cultura afro e celebrar o trabalho social com crianças carentes que vem sendo desenvolvido em diversos bairros da capital. O evento é uma realização da Escola de Capoeira Afro-Nagô e do projeto Paratibe em Ação e acontece paralelamente no Galpão Multicultural do Projeto Social Paratibe em Ação , e na Escola Antônia do Socorro Silva Machado, ambos na PB 008, próximos à subestação da Energisa. Nesta primeira edição, o Festival de Capoeira de Quilombo conta com a presença de mestres e contra mestres da Paraíba e de outros estados. Contato: (83)  8714 0878

Fonte: Paraíba Total http://www.paraibatotal.com.br

UFMT exibe dois documentários em Cuiabá sobre a história da capoeira

Exibição faz parte do projeto de extensão ‘Quilombo Angola’ da UFMT. Interessados também podem se inscrever para praticar capoeira angola.

Dois documentários sobre capoeira foram exibidos gratuitamente segunda-feira (18) no campus de Cuiabá da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). A exibição, que faz parte do projeto de extensão “Quilombo Angola – Capoeira Antiga da Angola”, ocorreu as 18h no Centro Cultural da UFMT. O primeiro filme será “A capoeiragem de um mestre e seu bando anunciador” e, o segundo, “Mestre Felipe e Faca de Ticum”, ambos dirigidos por Gabriela Barreto.

No primeiro filme a diretora aborda a trajetória de Gilson Fernandes, o mestre Lua Rasta, que iniciou na capoeira com o mestre Bimba e depois viajou o mundo difundindo a cultura baiana. Além de mestre de capoeira, Lua Rasta também é artesão e pesquisador de instrumentos de percussão, músico e desenvolveu sua experiência de utilização da capoeira como linguagem teatral. Já o documentário “Mestre Felipe e a Faca de Ticum” retrata a tradição cultural de Santo Amaro e mostra a atmosfera em que o Mestre Felipe vive.

Durante todo este ano, o projeto de extensão Quilombo Angola apresentará toda primeira segunda-feira de cada mês um filme ou documentário que conta a história da capoeira e de seus principais mestres. O projeto é coordenado pelo professor Éverton Medeiros, que além de fazer exibições, abre oportunidades aos interessados de praticar capoeira angola mediante inscrições prévias.

Os candidatos em praticar capoeira angola e participar do projeto de extensão devem procurar o professor Éverton Medeiros no Centro Cultural da UFMT, às segundas, quartas ou sextas-feiras, a partir das 17h30.

 

http://g1.globo.com

Festa de capoeira no Vale do Ribeira fortalece cultura quilombola

A 1ª Festa de Capoeira no Quilombo de Pedro Cubas, em Eldorado, no Vale do Ribeira (SP), aconteceu no último final de semana (1º e 2/9)e girou em torno da entrega das graduações de capoeira para 26 alunos do projeto Ponto de Cultura Socioambiental. A comemoração marcou ainda a fase final do projeto desenvolvido por quase três anos nas comunidades quilombolas de Pedro Cubas e Pedro Cubas de Cima.

As associações quilombolas de Pedro Cubas e Pedro Cubas de Cima organizaram a festa, cujos preparativos começaram duas semanas antes com a participação de alunos, pais, do ISA e da Associação Desportiva e Cultural de Capoeira Nossa Senhora da Guia (Adecc ). Os 26 alunos do projeto, adolescentes e jovens fizeram a decoração e organizaram as rodas.

Entre os convidados estavam grupos de capoeira como a Associação de Capoeira Quilombo dos Palmares, de Guarulhos/SP; o Grupo de Capoeira Nagolo, de Pedro de Toledo/SP; a Associação de Capoeira Liberdade Camará, de Araçatuba/SP; o Grupo Bernardo Furquim, do Quilombo São Pedro, a Orquestra de Berimbau do Morro do Querosene, situado bairro do Butantan em São Paulo, além das comunidades quilombolas vizinhas à Pedro Cubas. Também participaram da festa dois componentes do Grupo Angoleiros do Sertão (Marcos e Molejo) de Presidente Prudente/SP, Kleber Macaquinho que veio da Bahia e representantes da Eaacone (Equipe de Articulação e Assessoria às Comunidades Negras do Vale do Ribeira).

No sábado, os grupos começaram a chegar ao quilombo de Pedro Cubas por volta das 19 hs. Tochas e uma fogueira foram colocadas para a realização de uma roda de confraternização e do jogo da capoeira Angola.

O instrutor Leleco, que treinou o grupo nesses quase três anos, apresentou os convidados e as lideranças quilombolas, Diva e Antonio Jorge, deram as boas vinda a todos expressando a alegria e o orgulho da comunidade em ser o cenário de um momento de intercâmbio cultural e de graduação de seus jovens. Esse encontro foi uma representação da amizade entre os grupos presentes. Depois começou a roda que só terminou às 11 da noite.

Na manhã do domingo (2), os convidados foram recepcionados com um café tradicional quilombola, com cuscuz de arroz, coruja, bolo de mandioca e pão caseiro.

Depois foi a cerimônia de graduação dos alunos do Ponto de Cultura em Capoeira Regional de Bimba no galpão de sapê do quilombo. Seguindo o protocolo da atividade, na abertura, cada mestre foi apresentado (Mestre Marco Lima, Mestre Peixe, Mestre Bililico, Kleber Macaquinho) e cada um deles apresentou seus alunos e formados. Neste momento os convidados foram saudados e a comunidade de Pedro Cubas e o ISA agradeceram a presença de todos. Em seguida, cada graduando fez um jogo com os mestres e formados e recebendo a sua corda colorida. Cada cor corresponde a uma graduação, um estágio de evolução dentro da capoeira.

O último a receber a graduação de cor verde e branca foi o orientador dos alunos de Pedro Cubas, Leleco, que foi homenageado pela comunidade e pelos alunos pelo trabalho desenvolvido no Ponto de Cultura.

Em seguida, a Orquestra de Berimbau do Morro do Querosene, comandada por Dinho Nascimento, encerrou a festa.

O trabalho conjunto de preparação da festa dos jovens e adolescentes com as associações quilombolas foi o destaque do evento. Atividades de integração como esta revelam a diversidade da expressão cultural da capoeira, os diferentes tipos e jeitos de jogar e o respeito pela cultura de cada grupo. A festa foi ainda uma oportunidade de troca entre grupos e pessoas convidadas vindas de outros pontos de cultura, além de contribuir para o fortalecimento da juventude quilombola e de suas expressões culturais.

 

Fonte: ISA, Raquel Pasinato – http://www.socioambiental.org

Reconhecimento aos guardiões da cultura afro-brasileira

Sob pressão da Inglaterra, o estado imperial brasileiro proibiu o comércio de escravos africanos em 1831. Apesar da lei, um intenso tráfico clandestino continuou para o litoral do Brasil, especialmente para as novas áreas cafeeiras em produção. O tráfico transatlântico só seria efetivamente reprimido por uma nova lei em 1850, e somente nesse período, cerca de um milhão de africanos chegaram ao litoral brasileiro, especialmente na costa fluminense. Esses cativos, oriundos da África Central, povoada por diferentes povos falantes das chamadas línguas banto, desembarcavam em portos clandestinos do litoral sul e norte do estado do Rio de Janeiro, resultando em índices significativos tanto da territorialidade negra como da prática de manifestações diretamente relacionadas à memória ancestral. [1]

Para os quilombolas, descendentes de africanos escravizados no Brasil, é uma importante conquista ter a sua comunidade oficialmente reconhecida. É o primeiro passo de uma série de etapas até a titulação, e que já lhes assegura direitos dos quais antes não conseguiam usufruir. O ato de receber, em mãos, a certidão de autorreconhecimento tem significado todo especial. E assim aconteceu, recentemente, em duas comunidades remanescentes de quilombo do Estado do Rio de Janeiro.

 

Baía Formosa

 

Em Armação dos Búzios – município do litoral norte do Rio de Janeiro alçado à condição de atração turística internacional, no início dos anos 1960, pela atriz francesa Brigitte Bardot – a comunidade de Baía Formosa reuniu-se em recepção solene, no dia 23 de fevereiro, para receber do presidente da Fundação Cultural Palmares, Eloi Ferreira de Araujo, o documento com que tanto sonhou.

A festa foi prestigiada por quilombolas da região e de municípios vizinhos, como os das comunidades de Rasa e Botafogo, e também por autoridades locais. Após um breve histórico sobre a criação e a missão da Fundação Cultural Palmares, o presidente Eloi Ferreira destacou a importância dos quilombolas não só para a história do País, mas, especialmente, em seus valores mais caros: o respeito ao próximo, aos hábitos locais e à natureza.

“Não existem registros de comunidades quilombolas com área de desmatamento, com poluição, com grilagem de terras, com queima de cartórios ou com fraude de certidões. Ser quilombola é ter um vínculo histórico com a resistência à escravidão e com os antepassados. Ser quilombola é ser detentor da cultura afro-brasileira e de sua terra”, enfatizou.

Ao entregar formalmente a certidão de autorreconhecimento à comunidade de Baía Formosa, o presidente da Fundação Cultural Palmares também ressaltou que, quando for conquistada a titulação, a terra passará a ser de propriedade coletiva, ou seja, inalienável – o que, vale lembrar, reproduz o costume ancestral de utilização da terra, fossem as atividades agrícolas, extrativistas ou outras, assim caracterizando diferentes formas de uso e ocupação dos elementos essenciais ao ecossistema, que tomam por base laços de parentesco e vizinhança assentados em relações de solidariedade e reciprocidade. “Assim como uma herança deixada pelos antepassados, essa terra será transmitida aos descendentes de vocês e jamais poderá ser negociada e penhorada”, finalizou Eloi Ferreira.

Um pouco de História – A história das comunidades negras da Região dos Lagos tem como referência a fazenda Santo Inácio dos Campos Novos, localizada em Sesmaria concedida a jesuítas e depois vendida a escravagistas. A Comunidade de Baía Formosa localiza-se nessa região, que já abrigou cultivos principalmente de banana, além de milho e feijão, e onde trabalhavam negros escravos. No período de prosperidade agrícola, tornou-se ponto de desembarque clandestino de navios negreiros após a proibição do tráfico no Brasil. Assim, a área é de ocupação antiga e sua história remonta às fugas dos negros das fazendas. Dessas fugas teria surgido um quilombo, mas, com a assinatura da Lei Áurea, os negros teriam sido expulsos e formado a periferia, onde fizeram descendência. Consta ainda que algumas famílias de ex-escravos e seus descendentes pagavam arrendamento ao proprietário das terras para permanecer no local e, com o tempo, também foram deslocadas pela especulação imobiliária, que é muito forte na região.

 

Santa Rita do Bracuí

 

No dia 24 de fevereiro, a comitiva da Fundação Palmares dirigiu-se ao litoral sul fluminense, na região de Angra dos Reis – outra área onde a especulação imobiliária é significativa – para entregar o documento pertencente à Comunidade Remanescente de Quilombo de Santa Rita do Bracuí.

Ali, como que reproduzindo uma postura ancestral e sem conter a emoção, o presidente Eloi Ferreira de Araujo reverenciou o mestre jongueiro Zé Adriano, de 89 anos de idade – guardião de uma das mais tradicionais manifestações culturais afro-brasileiras, o jongo, e importante liderança local na luta pela titulação das terras – ao lhe entregar oficialmente a certidão de autorreconhecimento, que já havia sido formalizada pela FCP.

Origens – A Comunidade de Santa Rita do Bracuí originou-se em 1877, a partir de uma doação de 260 alqueires que o fazendeiro José de Souza Breves, que ficou conhecido na região como “o comendador Breves”, fez aos seus escravos.

A comunidade foi atingida pela construção da estrada Rio-Santos, que a dividiu em duas partes, e desde os anos 1960 luta contra grileiros e condomínios de luxo para se manter nas terras herdadas dos antepassados. Antigos e jovens moradores compartilham memórias, experiências e projetos – o que resultou em um Ponto de Cultura – e se associam para a construção de alternativas de desenvolvimento comunitário e sustentável.

Conceito – Contemporaneamente, a expressão “quilombo” não se refere estritamente a resíduos ou resquícios arqueológicos de ocupação temporal ou comprovação biológica. Também não se limita a grupos isolados, uma população homogênea ou que necessariamente se tenha constituído a partir de movimentos de insurreição. São, de fato, grupos que desenvolveram práticas cotidianas de resistência em manter e reproduzir modos de vida característicos e de consolidação de um território próprio. A identidade quilombola não se define pelo tamanho e número dos membros da comunidade, mas pela experiência vivida e as versões compartilhadas de sua trajetória comum e da continuidade enquanto grupo [2].

 

[1] Jongos, calangos e folias – Memória e música negra em comunidades rurais do Rio de Janeiro. Projeto desenvolvido a partir de 2005 pelo Laboratório de História Oral e Imagem (LABHOI) e o Núcleo de Pesquisas em História Cultural (NUPEH) da Universidade Federal Fluminense (UFF), RJ.

[2] O’Dwyer, Eliane Cantarino. Apresentação do Caderno Terra de Quilombos. Rio de Janeiro: UFRJ/ABA, 1995.

Aconteceu: XI Encontro Internacional da Associação Capoeira Interação

Ocorreu, no dia 11/02/2012, na quadra do Núcleo de Educação Física da UFPE, entre 14 e 18hs, o XI Encontro Internacional da Associação Capoeira Interação. O encontro, que sempre acontece na tarde do sábado que antecedo o sábado de carnaval, foi organizado pelo Prof. Tchê e pela Formada Cupido, com supervisão do Contramestre Vulcão.

Apoios: PROEXT-UFPE (Pró-reitor Edilson Fernandes), Coordenação do Curso de Licenciatura em Educação Física da UFPE (Dr. Vilde Menezes), Direção do NEFD-UFPE (Ms. Márcio Eustáquio) e Prof. José Luis (UFPE).

Referências da capoeira presentes e que somaram qualitativamente durante todo o evento:

Mestres: Galvão (Raízes), Dentista (Muzambê), Renato (Axé Liberdade), Peu (Movimento Quilombo), Grillo (Arte e Malícia), Miola (Arte Capoeira), Marco Angola (Volta que o Mundo Dá), Senzala (Volta que o Mundo Dá), Danone ( Rabo da Arraia), Babuíno (Candeias), Americano (Malunguinho), Cal (Bela Arte Capoeira), Pezão (Raízes de Salvador), Sérgio Tatu (Brazambuco), Cupim (Associação Ungo Capoeira), Gereba (Associação Ungo Capoeira) e Tonho Pipoca (Santuário da Capoeira). Contramestres: Selva (Legião Brasileira de Capoeira), Quadrado (Associação de Capoeira Axé Liberdade), Gilson (Associação de Capoeira Axé Liberdade), Cuscuz (Grupo Filho da Capoeira), Boiadeiro (Ginga Brasil), Pajé (Grupo Legião Brasileira de Capoeira), Macarrão (Grupo Legião Brasileira de Capoeira), Kadocá – Escola Brasileira de Capoeira, Enrrolado (Quilombo da Catucá), Bola (Santuário da Capoeira), José Radiola (Projeto Social Arte Livre), Dendê (Dendê Arte e Dança Capoeira), Gordurinha (Gaditas de Deus), Eduardo (sem filiação), Cipó (Capoeira Brasil), Maçaranduba (Lua de São Jorge), Bira (Movimento Quilombo) e Leto (Legião Brasileira de Capoeira). Professores: Douglas (Capoeira Nagô) Alf (Capoeira Nagô/Itália),Draguinha (Axé Liberdade), Zó (Associação de Capoeira Axé Liberdade), Caju (Associação de Capoeira Axé Liberdade), Pezão (Volta que o Mundo Dá), Peixe (Grupo Muzenza),Preguiça (Legião Brasileira de Capoeira), Traíra (Grupo Legião Brasileira de Capoeira), Bruce (Legião Brasileira de Capoeira), Peba (Capoeira Brasil), Carneiro (Santuário da Capoeira), Canário (Dendê Arte e Dança Capoeira), Língua (Dendê Arte e Dança Capoeira), Coelho (Arte e Dança), Graveto (Centro Cultural Senzala de Capoeira), Suíno (Ginga Brasil), Léo Pequeno (Meia Lua Inteira), Aldo (Capoeira Brasil), Jagunço e Rasta (Ginga Pernambuco). Treinel: Teco (Filhos de Angola/França).Instrutores/as: Kinha (Capoeira Brasil), Paulo Brasil(Ungo Capoeira/Bélgica), Esquilo (Ungo Capoeira/Bélgica), Parasita (Projeto Capomirim), Pallos (Força da Capoeira), Séla (Grupo Legião Brasileira de Capoeira), Sonic (Grupo Capoeira Brasil), Guri (Capoeira Brasil), Cachorro (Mandingueiros de Recife), Tibério (Capoeirarte), Papa-Léguas (Capoeira Nagô), Esquilo (Capoeira Brasil), Hiel (ASSOCAP), Bolado (Arte e Cultura) e Porno (Grupo Pé no Chão). Monitores/as: Denise (Quilombo de Catucá), Flaviana (Legião Brasileira de Capoeira), Bujão (Ginga Mundo), Zumbi (Grupo Muzambê), Chacal (Legião Brasileira de Capoeira), Sóia (Projeto Capomirim), Barão (Projeto Capomirim), Coelho (Ginga Mundo) e Boca (Santuário da Capoeira). Formados: Tropeço (Associação de Capoeira Axé Liberdade), Gasparzinho (Grupo Muzambê), Cabecinha (Gadita de Deus), Tibério (Capoeirarte), Félix (Jogo de Dentro), Cabeludo (Ungo Capoeira) e Tony (Axé Liberdade). Estagiário: Papa-léguas (Capoeira Nagô), Rato de Praia (Raízes de Salvador) e Cabeça (Bamba Capoeira). Graduados/as: Ceça (Grupo Legião Brasileira de Capoeira), Cajueiro (Grupo Força da Capoeira), Espirro (Ungo Capoeira), Juninho (Ungo Capoeira), Senzala (Ungo Capoeira), Henrique (Ungo Capoeira), Tuiuiu (Capomirim), Tartaruga (Arte Livre), Agulha (Dênde Arte e Dança), Aidê (Luanda/PB), Pequeno (Arte e Cultura) e Fátima (Escola Brasileira de Capoeira).

Referências da capoeira homenageadas durante o evento: Mestre Peu (Movimento Quilombo), Mestre Babuíno (Candeias), Mestre Cupim (Ungo Capoeira), Mestre Ulisses (Lua de São Jorge), Contramestre Cuscuz (Filho da Capoeira), Contramestre Macarrão (Legião Brasileira de Capoeira), Contramestre Pajé (Legião Brasileira de Capoeira), Contramestre Dendê (Dendê Arte e Dança), Prof. Peixe (Muzenza), Prof. Draguinha (Axé Liberdade), Prof. Preguiça (Legião Brasileira de Capoeira) e Grad. Cajueiro (Força da Capoeira).

Cojuv firma parceria com o movimento Capoeira de Quilombo

Parceria visa contribuir na realização da V Kizomba que será em dezembro

O coordenador da Juventude, Plínio Dumont, esteve reunido nessa quinta-feira (03/11), com os organizadores do movimento Capoeira de Quilombo. Na oportunidade, foi firmada uma parceria entre a Cojuv e o movimento, com o intuito de contribuir na realização da V Kizomba, que vai acontecer, de 23 a 25 de dezembro, no município de São João do Piauí.

O evento tem o objetivo de contribuir com o processo de formação política, integração cultural, mobilização para fortalecimento histórico da capoeira de quilombos, socialização e troca de experiências, através das atividades culturais desenvolvidas dentro da comunidade.

O Plínio Dumont sente-se motivado a investir em ações educativas de valorização da cultura negra. “Eventos como esse contribuem para o fortalecimento histórico do movimento, garantindo a promoção de atividades de matriz africana.”

O Projeto visa atender 400 jovens oriundos de comunidades quilombolas, oferecendo oficinas, palestras e atividade culturais, como capoeira de quilombo, maculelê, samba de cumbucu, pagode do mimbo, afoxé, puxada de rede e reisado.

 

http://180graus.com

Palmares promove o Seminário Quilombo Vivo

Para discutir a promoção e proteção da cultura quilombola será realizado nos dias 14 e 15 de setembro o Seminário Quilombo Vivo: Promover e proteger o patrimônio cultural quilombola. Para participar, será necessário inscrever-se pelo site da Palmares, preenchendo este formulário. As vagas são limitadas a 150 participantes.

Direcionado a lideranças quilombolas, especialistas em políticas culturais e gestores públicos da área da cultura, o Seminário tem o objetivo de debater estratégias de ação para garantir o reconhecimento, a preservação e a promoção do patrimônio cultural das mais de 1.700 comunidades remanescentes de quilombos certificadas.

Com base nos artigos 215 e 216 da Constituição Federal de 1988, o Seminário pretende discutir maneiras de realizar as propostas do Estatuto da Igualdade Racial e do Plano Nacional de Cultura. O evento é resultado de uma parceria entre a Fundação e a Comissão de Educação e Cultura da Câmara dos Deputados.

Entre os temas debatidos estão: as criações artísticas, os bens culturais e o registro da memória das comunidades quilombolas; o desenvolvimento da economia da cultura nessas comunidades; a participação e o controle social dessa população na formulação e implementação de políticas culturais; o financiamento, a descentralização e a implementação de políticas públicas culturais para as comunidades quilombolas.

Serviço

O quê: Seminário Quilombo Vivo – Promover e proteger o patrimônio cultural quilombola
Onde: Auditório Freitas Nobre – Anexo IV Subsolo – Câmara dos Deputados – Brasília
Quando: 14 e 15 de setembro
Inscrições: clique aqui

 

Programação

Dia 14/09/2011

9h – 12h
Painel 1: Reconhecimento, valorização, promoção e proteção do patrimônio cultural quilombola.
Painelistas:
Ana de Hollanda – Ministra da Cultura
Eloi Ferreira – Presidente da Fundação Cultural Palmares/MinC
Luiz Fernando de Almeida – Presidente do Iphan/MinC
Cynthia Martins – Professora da Universidade Federal do Estado do Maranhão

14h – 17h
Painel 2: A proteção e promoção das criações artísticas, dos bens culturais e dos registros da memória das comunidades quilombolas.
Painelistas:
Sérgio Mamberti – Secretário de Políticas Culturais/MinC
Ilka Boaventura Leite – Doutora em Antropologia, Professora da Universidade Federal de Santa Catarina e Coordenadora do Núcleo de Estudos sobre Identidades em Relações Interétnicas

Dia 15/09/2011

9h – 12h
Painel 3: O desenvolvimento da economia da cultura em comunidades quilombolas.
Painelistas:
Cláudia Leitão – Secretária da Economia Criativa/MinC
Henilton Parente de Menezes – Secretário de Fomento e Incentivo à Cultura/MinC
Mário Theodoro – Secretário Executivo da SEPPIR/PR

14h – 17h
Painel 4: O financiamento, a descentralização e a implementação de políticas públicas culturais para as comunidades quilombolas com participação e controle social.
Painelistas:
Bernardo Machado – Diretor de Programas Integrados da Secretaria de Articulação
Institucional / MinC
Albino Rubim – Secretário de Cultura do Estado da Bahia
Aniceto Catanhede Filho – Doutor em Antropologia e Professor da Universidade Federal do Maranhão

Nota de Falecimento: Mestre Nacional

A capoeiragem carioca perde mais um grande mestre de renome… Mestre Nacional, um ícone da Capoeira, irá deixar saudades, muitas marcas e exemplos para que possamos seguir… Fica aqui nossa singela homenagem asssim como nossos votos de profundo pesar a toda família Alvarenga, amigos e camaradas do nosso querido Mestre Nacioanal.

Luciano Milani – Portal Capoeira

 

Adalberto de Souza Alvarenga, internacionalmente conhecido como Mestre Nacional, começou a capoeira em 1966 aos 17 anos de idade, no Vila Futebol Clube, na rua Ururaí, com Mestre Vandique e na quadra de escola de samba Vila Santa Tereza e em 1968 foi servir ao Exército Brasileiro, compondo assim, a brigada paraquedista.

Após retorno de mestre Vandique a bahia, mestre Nacional passa a treinar na residência de mestre Julio Cesar figueró, na rua Picuí, n 373, em bento ribeiro, com os treinos constantes no Imperial Atlético Clube, na estrada da Portela em Madureira, hoje galeria apolo 1, passa a dilvulgar a sua capoeira por todo Rio de Janeiro e outros estados fazendo participação em varias novelas da Rede Globo, tais como: Cabana do Pai Thomaz, Escrava Isaura, Pulo do Gato, dentre muitas outras.

Ficou conhecido como mestre Nacional em virtude de percorrer as rodas com a camisa do Banco Nacional, local onde trabalhou na area de segurança, com transporte de valores, por muitos anos e na roda da Central do Brasil os alunos do mestre Dentinho do grupo de Capoeira Auê assim o chamavam.

Ganhou seu título de mestre na década de setenta na comunidade Jorge Turco, após uma roda de capoeira na praça de Coelho Neto, foi convidado por Antonio Candeia Filho, o conhecido mestre Candeia, em 1975 a ministrar aulas de capoeira no Esporte Clube Veja na rua Curipé, n 65, em Coelho Neto sede provisória do Granes Quilombo, onde residia atualmente na rua ouseleik, n 810 fazenda botafogo e por onde passaram varios alunos.

Mestre de renome, teve grandes composições que estão no cd “Momentos de Mestre Nacional”, amigo inseparavel de mestre Medeiros, juntos fundaram a Associação Cultural de Capoeira Quilombo Nagô que mantem viva suas tradições na quadra do Grêmio Recreativo de Arte Negra Quilombo, local da roda mensal, sempre no último domingo de cada mês, das 10:00hs as 13:00hs.

Grande poeta da capoeira sabia como ensinar, “cada roda é uma aula e a história continua ” , exemplo de perseverança, na roda da vida nunca deu seu golpe em vão…

Mestre Nacional RJ – 26 / 04 / 1949 a 23 / 06 / 2011

 

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“O RIO DE JANEIRO CHORA..E A TRISTEZA E GERAL
SE FOI E DEIXOU SAUDADES NOSSO MESTRE NACIONAL.”

QUE DEUS O TENHA EM GLORIAS!!!
QUE OS BERIMBAUS TOQUEM NO PARAISO.

…subiu mais um grande guerreiro..
na terra por todos querido!

 

Fontes: R@da Virtual – http://www.cppa.com.br/

Pernambuco: X Encontro Internacional, Batizado e Troca de Cordas da Associação Capoeira Interação

Ocorreu no dia 26/02/2011 no Núcleo de Educação Física da Universidade Federal de Pernambuco o X Encontro Internacional, Batizado e Troca de Cordas da Associação Capoeira Interação, organizado pelo Prof. Henrique Kohl “Tchê” e pela Formada Cupido com supervisão do Contramestre Vulcão.

O evento, que desde o segundo ano da associação acontece no sábado que antecede o sábado de carnaval, comemorou uma década de intervenções realizadas pela associação em parceria com importantes entidades representativas da capoeira de Pernambucana e setores da UFPE (Exs.: Laboratório de Sociologia do Esporte-DEF/CCS/UFPE, Programa de Pós-Graduação em Educação-PPGed/UFPE, Núcleo de Educação Física-NEFD/UFPE, Departamento de Educação Física-DEF/UFPE, Coordenação de Educação Física, Programa Cabeça de Área da TV Universitária/UFPE, etc.).

Na ocasião do evento, homenageamos o Prof. Dr. Edilson Fernandes de Souza e o Prof. Dr. José Luis Simões pelos espaços oportunizados pela extensão universitária em prol da capoeira; a Profª. Msª Daise França (IFPE-Belo Jardim/PE) recebeu moção de reconhecimento pelo trabalho da capoeira com a terceira idade; os mestres de capoeira Marco-Angola e Senzala (Associação de Capoeira Volta que o Mundo Dá), juntamente com a Srª Edna Gomes da Silva (Secretária Municipal de Programas Sociais e da Mulher do Cabo de Santo Agostinho) receberam moções relativas ao trabalho social com capoeira desenvolvido no estado e os mestres de capoeira Birilo e Mula (Associação de Capoeira Meia Lua Inteira) foram as referências da capoeira homenageadas no evento.

A Associação Capoeira Interação reafirmou durante todo o evento que todas as entidades presentes são importantes para a projeção qualitativa da capoeira pernambucana e que merecem mais reconhecimento pelas contribuições de inconteste importância delineadas até o momento. Abrilhantaram o evento alunos(as) das entidades convidadas, além das lideranças abaixo relacionadas:

Mestres

Galvão (Capoeira Raízes), Dentista (Muzambê), Renato (Axé Liberdade), Peu (Quilombo), Grillo (Arte e Malícia), Marco Angola(Volta que o Mundo Dá), Senzala (Associação de Capoeira Volta que o Mundo Dá), Maciano (Muzambê),Mula (Meia Lua Inteira),Babuíno (Candeias), Americano (Malunguinho),Pezão (Raízes de Salvador), Sérgio Tatu (Brazambuco), Til (Bamba Capoeira), Robocop (Capoeira Liberdade) e Ligeirinho (Capoeira Raízes).

Contramestres

Pernalonga (Grupo Arte Nossa/Portugal), Cupim (Ungo Capoeira), Gereba(Ungo Capoeira), Cuscuz (Filho da Capoeira),Pajé (Legião Brasileira de Capoeira), Macarrão (Grupo Legião Brasileira de Capoeira), Leto (Legião Brasileira de Capoeira), Pingo (Gingarte Capoeira), Kadocá (Escola Brasileira de Capoeira), Enrrolado (Quilombo da Catucá), Bola (Quilombo), Malhado (Quilombo), Gato (Quilombo), José Radiola (Projeto Social José Radiola) e Dendê (Dendê Arte e Dança Capoeira).

Professores

Soldado (Associação de Capoeira Volta que o Mundo Dá), Timão (Associação de Capoeira Volta que o Mundo Dá), Paçoca(Associação de Capoeira Volta que o Mundo Dá),  Zumbi (Grupo Capoeira Brasil),Peixe (Muzenza), João (Ginga Brasil), Caju (Axé Liberdade), Preguiça (Legião Brasileira de Capoeira),Pernalonga (Legião Brasileira de Capoeira), Bruce (Legião Brasileira de Capoeira) e Bira (Quilombo).

Instrutores(as)

Tom (ABADA Capoeira), Paulo Brasil (Ungo Capoeira/Bélgica), Parasita (Ungo Capoeira), Kinha (Capoeira Brasil), Guri (Capoeira Brasil), Bambinho (Ginga Brasil), Séla (Legião Brasileira de Capoeira), Pallos (Força da Capoeira) e Tibério (Capoeirarte).

Monitores

Erinho (Legião Brasileira de Capoeira), Paçoca (Volta que o Mundo Dá), Coruja (Associação de Capoeira Volta que o Mundo Dá), Tampinha (Legião Brasileira), Edu( Legião Brasileira de Capoeira), Pesado (Legião Brasileira de Capoeira), Bolado (Arte e Cultura), Mandinga (Oficina da Capoeira), Lampião (Oficina da Capoeira), Sóia (Ungo Capoeira) e Fêlix (Ungo Capoeira).

Dandara: esposa, mãe e guerreira

Herói negro conhecido pela luta contra a opressão negra no Brasil, Zumbi dos Palmares é lembrado por sua luta e sua coragem no Dia da Consciência Negra, celebrado no próximo sábado.
Diz a sabedoria popular que por trás de todo grande homem, existe uma grande mulher. Prefiro dizer “ao lado”, mas o fato é que com Zumbi não foi diferente. Esposa de Zumbi e mãe de seus três filhos, Dandara foi muito além do papel de esposa, se tornando uma verdadeira guerreira.
Conforme informações do professor de história Kleber Henrique, no blog Cuca Livre, Dandara, como todos no quilombo, plantava, trabalhava na produção de farinha de mandioca, aprendeu a caçar, e, além disso, aprendeu a lutar capoeira, empunhar armas e liderou as falanges femininas do exército palmarino.
Dandara participou de todos os ataques e defesas da resistência de Palmares e não tinha limites para defender a liberdade e a segurança do Quilombo.
A esposa de Zumbi compartilhava a posição do marido contra o tratado de paz assinado por Ganga-Zumba. Entre outras negociações, o acordo requeria a mudança dos habitantes de Palmares para as terras no Vale do Cacau. Dandara, assim como Zumbi, via o tratado como a destruição da República de Palmares e a volta à escravidão.
Dandara morreu em 6 de fevereiro de 1694, após a destruição da Cerca Real dos Macacos, uma batalha sangrenta que deixou centenas de mortos. Ainda assim, acredita-se que ela se suicidou para não voltar a ser escrava, atirando-se da da pedreira mais alta de Palmares. Zumbi, que sobreviveu ferido a esta batalha, morreu no ano seguinte em 20 de novembro, data em que atualmente é celebrado o Dia da Consciência Negra.

Neila Vasconcelos – Venusiana
capoeiradevenus.blogspot.com