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Rampa do Mercado e Recôncavo são destaques no Forte de Santo Antônio

Salvador – A Academia de João Pequeno de Pastinha – Centro Esportivo de Capoeira Angola – promove nesta sexta-feira (30), às 19h, mais uma sessão do projeto Cinema, Capoeira e Samba, com entrada gratuita.

A academia é uma das sete residentes no Forte de Santo Antônio Além do Carmo, administrado pelo Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (Ipac), autarquia da Secretaria Estadual de Cultura (Secult).

O projeto, que acontece todas as últimas sextas-feiras do mês, exibe filmes e documentários em DVD sobre a capoeira e aspectos culturais e históricos da Bahia. Nesta sexta serão exibidos Um Dia na Rampa, de Luiz Paulino, e Cantador de Chula, de Marcelo Rabelo, sobre os antigos cantadores de chula do Recôncavo. Depois das exibições acontece a tradicional roda de samba com o Grupo Botequim, que co-realiza o projeto.

Mestre Pelé, o Gogó de ouro da Bahia

“Iêêêêêêêê!” O chamado de Natalício Neves da Silva, o mestre Pelé, aliado aos primeiros acordes do berimbau, é experiência que, quem viveu, não esquece. Sua voz expressiva é capaz de nos conduzir por 500 anos de história e de nos conscientizar do poder libertador que a roda de capoeira representa.

Mestre Pelé nasceu em 1934. É do tempo em que se jogava capoeira nos finais de feira e nos dias de festa. Também fez parte de uma geração dividida entre a marginalizada capoeira de rua à institucionalizada capoeira nas academias.

Primeira roda – Na infância, Pelé ajudou o pai na luta pela sobrevivência. Fazia carvão, colhia mandioca e tratava a terra. Depois, vendia as mercadorias na capital baiana. Foi assim que chegou à rampa do Mercado Modelo, próxima à igreja Nossa Senhora da Conceição da Praia, onde encontrou a nata da capoeira. “Conheci a capoeira aos 12 anos de idade, quando ia às feiras e às festas populares do recôncavo baiano. Eu ia com meu pai a Muritiba, São Félix e Cachoeira vender carvão. No final do dia, chegavam os ‘senhores’ de toda a região e começavam a brincar para se divertir. Era o povo que dava para o capoeirista o título de mestre, que disputava o título ali no jogo, jogo duro”, lembra. Foi numa dessas rodas que Pelé diz ter conhecido o lendário Besouro Mangangá. E confirma a lenda: “Ele sumia quando queria”.

Lendários – Para o mestre, era entre a Igreja da Conceição e a rampa do Mercado que rolavam as melhores rodas de capoeira da época. Em sua memória estão personagens como Valdemar da Liberdade, Caiçara, Zacarias, Traíra, Angolinha, Avani, Bel e Del (irmãos), Onça Preta, Sete Mola, Cabelo Bom e Bom Cabelo (gêmeos) e Bugalho, que o teria encantado com sua agilidade. “Tinha muita gente importante, naquela época, além de Bimba e Pastinha. Os alunos deles não jogavam muito na rua. Eles evitavam por causa das brigas, não queriam ficar difamados. O pau quebrava e a polícia na cavalaria vivia ‘escarreirando’ os capoeiras; acabando com as rodas. Os capoeiristas, por sua vez, quebravam a polícia no cacete. Bimba e Pastinha queriam evoluir, acabar com essa imagem do capoeira”.

Capoeira de Rua – O aprendizado da maioria dos capoeiristas dessa época era mesmo nas grandes rodas na rampa do Mercado Modelo e nas chamadas festas de largo, que começavam na festa de Nossa Senhora da Conceição da Praia – coração da cidade baixa, próxima ao elevador Lacerda – no dia 1º de dezembro e se prolongavam até o dia 8 do mesmo mês. Depois, vinha a festa de Santa Luzia, freqüentada pelos estivadores (trabalhadores do cais do porto), muitos deles, capoeiristas. “Era o dia todo: banho de mar, samba de roda, samba de viola – que era uma tradição. Todos os ritmos vindos do recôncavo baiano. Nestas festas, reuniam-se os melhores mestres de capoeira e os melhores tocadores de berimbau. Foi num desses momentos que comecei a cantar e a tocar”, relembra.

Foi Bugalho, carregador de embarcações que, nas horas de descanso e nas noites de lua-cheia, ensinou o menino Natalício a gingar nas areia da Praia da Preguiça. “Segui a tradição do meu mestre, Bugalho, um grande tocador de berimbau. Ele era um dos melhores, tocava muito bem o São Bento Grande, principalmente quando era noite de lua. Sentávamos na areia da praia e, quando ele tocava, era possível ouvi-lo na cidade alta”.

Além das rodas da Liberdade nas tardes de domingo, em que o guarda civil Zacarias Boa Morte “tomava conta”, Pelé mostrava sua arte nas rodas de Valdemar da Liberdade, num galpão de palha de dendê, cercado de bambu. “Eu era ligeiro, tinha um sapateado que ajudava muito. Eles não me pagavam. E, quando eu chegava nas rodas da invasão do Corta Braço, no bairro de Pero Vaz, mestre Valdemar dizia: Lá vem Satanás!”

Experiência – Durante 25 anos Pelé deu aulas de capoeira  e, também, no V Batalhão da Polícia Militar. “Naquele tempo, era comum a polícia treinar capoeira”. Além dessas atividades, mestre Pelé participou, ao mesmo tempo, de importantes grupos folclóricos da Bahia como o Viva Bahia. Fez apresentações com o grupo de mestre Canjiquinha, no Belvedere da Praça da Sé, shows para turistas, onde mostrava a capoeira, o maculelê, a puxada de rede e o samba de roda.

Sorrindo muito, Pelé explica que “na capoeira, tudo sai da ginga. A ginga, o molejo e a flexibilidade são importantes para o capoeirista, tanto para defesa quanto para o ataque. Capoeira é uma dança também: a chamada capoeira de compasso, que tem a meia-lua de compasso, um movimento baixo, diferente do rabo de arraia (mais alto e rápido); a ponteira, movimento com a ponta do pé, de baixo para cima, até o queixo; o martelo, atingindo o ombro; a ponta de costela, que é um martelo mais baixo; a benção, que atinge o peito; o giratório – o capoeirista cai para trás e sai girando; o parafuso: giro no solo com a cabeça; caminhada de caranguejo, movimento para frente e para trás, de papo para o ar e com as pernas abertas; canivete – com uma das mãos no chão, encolhe-se o corpo todo na direção das mãos; relógio, gira-se sobre a queda de rim; o coice de burro, que é cair com as duas mãos para frente, levantando os dois pés etc.”.

Retorno – Mestre Pelé ficou longe da capoeira por vinte anos. Foi trazido de volta às rodas pelo projeto de resgate e valorização de mestres antigos, criado pela Associação Brasileira de Capoeira Angola (ABCA). Hoje, ele integra o Conselho de Mestres da associação e participa de eventos importantes. Recentemente, emocionou, com sua voz, quem esteve presente no enterro dos mestres Caiçara, Bom Cabrito e Zacarias Boa Morte, e na missa de sétimo dia de Caiçara.

Na ABCA, Pelé espera conseguir viabilizar o projeto de aposentadoria para mestres com mais de 65 anos de vida e 35 anos de capoeira. “O ministro da Previdência, Waldec Ornelas, já votou a aposentadoria das mães e pais de santo que, como os capoeiristas, também tiveram suas atividades proibidas e perseguidas. Além disso, também vamos conseguir provar que Capoeira Angola é cultura popular, e não arte marcial” finaliza o cantador.

 

Lucia Correia Lima – Jornalista e Diretora de Projetos e Comunicação Social da ABCA

 

Fonte: Revista Capoeira

Referências: http://abca.portalcapoeira.com/

Bahia: Profusão de sotaques e mercadorias vira emblema da identidade cultural

A primeira configuração do Mercado Modelo, consumida por um dos quatro incêndios
No burburinho que envolvia um sem-número de idiomas, era quase impossível distinguir alguma frase com sentido. Mas, incrivelmente, toda aquela confusão de sotaques dava certo. Na linguagem universal do comércio e do negócio popular, portugueses, espanhóis, árabes e mais uma infinidade de trabalhadores, recrutados de Itapuã a Itapagipe, davam vida e alma ao Mercado Modelo, enchendo-o de uma confusão sonora. Eles chegavam pela manhã e preparavam aquela enorme babel para mais um dia na embaixada popular.
No bairro Comercial, que concentrava função portuária, a Torre de Babel se não atingiu o céu, seduziu baianos, boêmios ou não, turistas, intelectuais e gente do povo. Hoje, a pronúncia por lá não é única. O mercado continua sendo parada obrigatória para estrangeiros que fazem do passeio uma experiência de descoberta sobre o comportamento local. Quando foi criado, no entanto, o seu público era formado basicamente por baianos e apenas curiosos viajantes.
A primeira versão do Mercado Modelo foi construída em 1912, no governo de J.J. Seabra. Ficava entre a Praça Visconde de Cairu e a Escola de Aprendizes da Marinha – atualmente representado pela fonte-escultura de Mário Cravo Júnior – e correspondia a um exemplar do remodelamento urbanístico da época.
Ali, bem em frente à rampa, o mercado magnetizava. À primeira vista, a simplicidade do lugar camuflava a riqueza de nacionalidades, de produtos e mercadorias, atitudes, modos de ver o mundo. Lá, "se entrava nu e saía comido e vestido", conforme ditado popular corrente das primeiras décadas do século XX. De quebra, poder-se-ia fazer um jogo, atualizar-se na literatura de cordel, comprar folhas para um banho e provar da mais límpida e irresistível cachaça aos desejosos pratos da comida baiana.
Sua força aglutinadora o transformou em um dos grandes centros de abastecimento da capital e não só dela. Era entreposto de escoamento de toda a produção do recôncavo. Os saveiros vindos de lá e de Itaparica, carregados de mercadorias, retornavam com os mastros inclinados cheios de novas experiências e histórias. Sem esquecer, claro, da farinha de trigo, querosene e gêneros alimentícios de outras regiões, após a estadia encerrada com samba-de-roda, jogo e capoeira.
No mercado era possível encontrar comerciantes dos ramos de secos e molhados, verduras e frutas, armarinho e confecção, bares, carnes, animais silvestres, mariscos e peixes. Se não dentro do edifício retangular – que surpreendeu o imaginário barroco da época ao ser construído todo em metal, nas barracas que se espraiavam ao longo da rampa ou cercando-o. Outra infinidade era a de personagens: saveiristas, comerciantes locais e estrangeiros, donas de casa, sambistas, malandros, carregadores, mulatas, crianças, artistas, políticos e personalidades mundiais.
Babilônia da cultura popular, era a "Porta de Deus" – do assírio báb-ilu – com exemplares variados e surpreendentes da fauna e flora regionais e também de espécimes originárias do outro lado do Atlântico: noz de cola, orobôs, panos-da-costa, miçangas, que ocupavam as barracas de fundamentos de candomblé, variedade comandada por iniciados e figuras simbólicas como mãe Senhora, proprietária da emblemática A Vencedora, e Camafeu de Oxóssi, que antes do famoso restaurante, era visto em sua Barraca São Jorge.
"O Mercado Modelo era um exemplo de alegre confusão, onde se acotovelavam comerciantes de legumes, de charque, carne-de-sol e farinha de mandioca, as bancas de peixe, as de ervas medicinais, imagens religiosas e objetos para o candomblé, velas e literatura do cordel, roupas, calçados, chinelos, arreios, correias, cintos e sacola de couro, cestos e objetos de vime, fumo de rolo em forma de corda e charutos feitos de mão", escreve no livro Retratos da Bahia, Pierre Verger, que focalizou ainda a dormência dos peões depois do expediente, recostados na balaustrada defronte ao Mercado.
No ramo de verduras, os portugueses, em grande parte, estavam à frente. Já os imigrantes árabes respondiam pelo ramo de armarinhos, confecções e sapatos. Quem não podia pagar por roupas novas tinha a opção dos "belchiores", espécie de bricabraque de roupas e sapatos usados, geralmente vendidos por viúvas recentes a comerciantes italianos e brasileiros. Cereais, charque, toucinho e similares eram vendidos em estabelecimentos comandados por brasileiros, espanhóis e portugueses. Os espanhóis dominavam ainda o comércio de bares, instalados em lojas que se abriam para o exterior. Foi numa dessas que o personagem Joaquim Soares da Cunha, o Quincas, ganhou a alcunha de berro d´água, imortalizado na prosa de Jorge Amado.
Aos 16 anos, em uma dessas firmas, a Antônio Garcia Couto, começou Américo de Oliveira Lopes como balconista. Hoje com 84 anos, empresta o nome, seu Américo, a uma das ruas do Mercado Modelo atual, na Praça Visconde Cairu, onde funcionou até 1958 a terceira Alfândega. "Comecei na firma dos espanhóis que vendiam cereais. E fiquei trabalhando com eles por 28 anos. Todo comerciante tinha morada para os funcionários. Eu morava na república, que era então atrás do Mercado", recorda-se seu Américo, proprietário da Cantina Imbé Preto.
Para ele, a simplicidade, o bom tratamento dado pelos negociantes aos clientes, a oferta indescritível de produtos e a feira de mariscos e peixes eram os responsáveis pela atração de uma clientela de intelectuais, plebeus e nobres, como a rainha Elizabeth II que fez uma visita ao estabelecimento em 1968. Mas, por modéstia, o próprio seu Américo esqueceu de elencar aquelas figuras e personagens que, como ele, davam ao Mercado uma cor única.
Para o jornalista Odorico Tavares, freqüentador assíduo da rampa e de uma das mesas do Restaurante Maria de São Pedro no Mercado Modelo, na primeira metade do século XX, aquilo não era bem uma feira: "É uma exposição permanente dos produtos da terra". E não só deles, como também de gente da terra. Afinal, era no mercado que se dava "à conversa solta e sem pressa, ao trago de cachaça, ao caldo da lambreta, ao vatapá oloroso, ao sarapatel de miúdos de porco", resume assim Jorge Amado um centro de vida popular, em Bahia de Todos os Santos: Guia de ruas e mistérios.
Seu Américo é um dos poucos remanescentes do antigo mercado ainda na ativa. A maioria já morreu e os pontos foram passados para outras pessoas ou são gerenciados por descedentes, como Leopoldo Carrera, 57 anos, neto de espanhol e filho de Leopoldo Carrera Pinheiro, 82 anos. Ele herdou do pai, que dá nome à rua onde está instalado o bar, um local de resistência ainda freqüentado por baianos.
O encantamento resistiu a três incêndios no antigo mercado, nos anos de 1922, 1943 e 1969, e ao último, em 1984, já quando instalado no prédio atual. Envoltos em mistério e contradições nunca foram totalmente esclarecidos. O mercado acompanhou as alterações da vida econômica e social da cidade e quando é forçado a mudar para o imponente prédio da Alfândega, em 1971, passa a vender apenas artesanatos e produtos de lembranças da Bahia.
Com novo ramo, muitos continuaram acreditando. O marchand e colecionador Dimitri Ganzelevitch, francês, nascido em Marrocos e de ascendência russa, sentiu aquela energia magnetizante e fez história, como os demais estrangeiros, ao abrir a primeira galeria de arte dentro do Mercado Modelo na década de 80. "O Mercado Modelo me ajudou a entender melhor a Bahia: a convivência harmoniosa entre diversas classes sociais. Foi uma experiência humana muito forte. Eu sempre me interessei por arte popular, mas a cultura popular brasileira, o conjunto de bens imateriais se impôs para mim nas portas do mercado", contou Ganzelevitch, proprietário por 16 anos da Galeria Flecha, que divulgava artistas locais. Mistério e descobertas fazem parte deste universo do Mercado Modelo. Onde encanto e magia reinaram absolutos e crenças e superstições alimentam a saga de seus novos habitantes. Nas palavras do sambista Riachão que tão bem canta as peculiaridades da Bahia: era mercado da felicidade.
 
 
Fonte: Correio da Bahia – http://www.correiodabahia.com.br

Pra Cantar…

Capoeira é da nossa cor. 
Au ê, au ê, au ê ê.
E lê lê lê lê lê lê lê lê o
Au ê, au ê, au ê ê.
E lê lê lê lê lê lê lê lê o

É cultura da raça brasileira,
Capoeira,
É da nossa cor.
Berimbau
É da nossa cor.
Atabaque
É da nossa cor.

Esse ano eu vou. 

Esse ano eu vou prá Bahia de qualquer maneira
Esse ano eu vou prá Bahia de qualquer maneira
Vou tocar berimbau
Dar salto mortal
E jogar capoeira
Vou tocar berimbau
Dar salto mortal
E jogar capoeira

Quem não foi à Bahia não sabe a mandinga dessa brincadeira
Quem não foi à Bahia não sabe a mandinga dessa brincadeira

Acende o candieiro
Autor: Edson Show
Iaiá, acende o candieiro, iaiá
Só a luz ofuscante da candeia
E o clarão da lua cheia
É o que faz o terreiro clarear
Oh Iaiá
Iaiá, oh Iaiá
Acende o candieiro, iaiá
Só a luz ofuscante da candeia
E o clarão da lua cheia
É o que faz o terreiro clarear
Hoje tem festa,
no Quilombo dos Palmares
Já se ouve pelos ares
O som estridente do tambor
Ô Ioiô, no rabo de arraia, certeiro
No jogo de Angola, rasteiro
No bote da cobra coral
Com a ligereiza dos raios
Destreza fundamental
Quem paga o pato é o capitão do mato
Na luta do bem contra mal
Oh Iaiá
Iaiá, oh Iaiá
Oh a balança na barra da saia
Levanta, sacode a poeira do chão
Oh abre a roda que agora o pau vai comer
No samba duro angolano
na ginga do maculelê
Oh abre a roda que agora o pau vai comer
No samba duro angolano
na ginga do maculelê
Ô quem tem sangue do quilombola não cai
Finge que vai, mas não vai
Risca seu nome no vento
Rei Gangazumba vem dar inicio ao festejo
Sua voz é um lampejo
Que comanda o ritual.
O seu lamento
era um grito de guerra
Que escoava sobre a terrra
Formando um Quilombo immortal
Oh Iaiá
Iaiá, oh Iaiá
Acende o candieiro, iaiá
Só a luz ofuscante da candeia
E o clarão da lua cheia
É o que faz o terreiro clarear

Galo já cantou, já raiou o dia
Galo já cantou, já raiou o dia
Até parece que estou lá na Bahia
Galo já cantou, já raiou o dia (Coro)
Na roda de capoeira
Eu me sinto na Bahia
Galo já cantou, já raiou o dia (Coro)
Quando eu ouço um berimbau
O meu corpo se arrepia
Galo já cantou, já raiou o dia (Coro)
Capoeira die e noite
Capoeira noite e dia
Galo já cantou, já raiou o dia (Coro)
E fiz da capoeira
A minha filosofia
Galo já cantou, já raiou o dia (Coro)
Avisa aos capoeiras
Lá vem a cavalaria
Galo já cantou, já raiou o dia (Coro)
.
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