Blog

reflexão

Vendo Artigos etiquetados em: reflexão

3 de Agosto, Dia do Capoeirista, repercussões…

Dia do Capoeirista, repercussões…

Minha caixa de email está mais cheia do que o habitual…

são diversas mensagens de parabenização e congratulações pelo dia do capoeirista…

Mais do que nunca sinto uma forte alegria por saber que a capoeira continua crescendo e se expandindo… ao mesmo tempo fico preocupado mais sempre confiante no ser humano, no “SER CAPOEIRISTA” pois a responsabilidade e o peso de carregar esta bandeira chamada capoeira é uma missão diária,  de todo e qualquer capoeirista e não apenas em uma data…

De repente recebo uma mensagem da qual irei tratar em uma matéria em separado devido a importância e a surpresa que foi para nós do Portal Capoeira receber tamanha homenagem e consideração…. no dia do capoeirista. De São Paulo chegam mais novidades… os camaradas se organizando e se unindo para um fim comum… comemorar o “dia do capoeirista” Do Rio o pessoal da Tamanduá Capoeira (RJ) logo se apresenta para colaborar com as matérias… Da Parnaíba – Piauí, o camarada Shion e a turma da Munzenza também entra na roda… Aqui em Portugal a conversa com camaradas… a aula durante a noite e a palestra sobre o tema para os alunos…

E como num jogo de capoeira como que regidos pelo berimbau… todo este balé de informações toda esta ginga de recursos… vai tomando forma!

Muito Obrigado a todos que participaram de forma direta ou indireta neste processo.

Muito Obrigado a todos os (as) CAPOEIRISTAS  do Mundo!!!

 


Abaixo duas mensagens recebidas de dois grandes camaradas que tem a capoeira no coração:

Milani,
Fizemos ontem uma paralisaçâo e um aulâo aberto na praça central de nossa cidade, onde contamos com aproximadamente 200 capoeiristas entre crianças, jovens, adolecentes, senhoras e senhores, estaremos mandando fotos e relatos para avaliaçao e possivel divulgaçao no portal.
Mestre Urso.

(Nós do Portal Capoeira e todos os nossos leitores e visitantes iremos aguardar este material)

Caro Amigo Milani,
Hoje, para todos nós que amamos a capoeira, é um dia de muita festa. Mas deve também ser um dia de muita reflexão sobre essa manifestação cultural/esporte/jogo e tudo o mais que quisermos, que em um momento das nossas vidas nos chamou para o pé do berimbau. O seu crescimento mundial é muito grande e vem se dando de forma rápida e quase ao sabor dos ventos apenas. Mas será que é isso o que queremos? Se é uma manifestação cultural genuína e pura do povo brasileiro, por quê a ensinamos para estrangeiros? Se a vocação da capoeira é internacional, por quê não nos organizamos, de forma democrática e ampla antes que os gringos o façam? Se todo o capoeirista é irmão e tem um só ideal, por quê preferimos às vezes destruir as coisas que muitos constroem ou tentam construir em vez de nos juntarmos para que a capoeira cresça como um todo? Se muitos de nós exigimos que nos chamem de Mestres, por quê nem sempre queremos as imensas responsabilidades que um título como esse nos traz?

É apenas uma proposta de auto-reflexão, não acho que devamos responder publicamente a essas questões, mas a nós mesmos, nesse dia tão importante para a capoeira e para o capoeirista. Se a cada dia 3 de agosto pensarmos um pouquinho na capoeira e menos nas pessoas dentro dela que nos incomodam, estaremos crescendo e ajudando-a a crescer ainda mais. FELIZ DIA DO CAPOEIRISTA  a todos que se orgulham de pertencer ao mundo da capoeira.
Um forte abraço do amigo

Luiz Fernando Goulart
MESTRE BIMBA, A CAPOEIRA ILUMINADA

Os “novos Capitães do mato” do Século XXI

Em pleno século XXI, ano de 2010, encontramos novas versões de “novos Capitães do mato”. Como se formam estes capitães? Ainda hoje, apesar de tanto avanço no movimento progressivas da capoeira, encontramos escolas de formação de oprimidos. Escolas que cercam seus participantes, querendo invisibilizar alguns trabalhos de relevância social e dar maior visibilidade para outros. Pratica da cultura dominante. – O que é meu vale mais, o que é do outro, não tem valor. Portanto, cuidado com os “Novos Capitães do mato”. O que liberta o capoeira é o conhecimento histórico-social de sua luta, não como determinação, mas como possibilidade de reconstruir e transformar a sua comunidade. A cabeça do capoeira aponta para o chão, e seus pés para o céu, esse movimento chamamos de inversão. As raízes ancestrais são fortalecidas na medida em que buscamos aprofundar nossos conhecimentos.

A superficialidade e o senso comum, não emancipam os homens em suas lutas, muito pelo contrário, acomodam e aprisionam na sua ignorância. Ignorância esta, que faz ressurgir os “novos capitães do mato”. Repetindo e reproduzindo a história de dominação, que se perpetua através dos tempos e nos espaços onde se movimentam os capoeiras. A história formal foi construída e constituída pela ótica da cultura dominante, pela lógica de quem é detentor do poder.  
Besouro antes de morrer,Bateu na porta e falou.Meu filho cuida bem,Do que teu mestre ensinou…

Os Capitães do mato, sempre, foram homens que conheciam os segredos da arte-luta capoeira. E resolveram utiliza-la em beneficio próprio, e não em prol do bem comum. É preciso conhecer a história da capoeira, que é um movimento de luta e resistência socialmente construído e, também, conhecer a história dos homens que movem este movimento, e que fazem este movimento se mover. Porque, como diz a musica;  “nem tudo que reluz é ouro, e nem tudo que balança cai”.

Certa vez, numa palestra em Florianópolis, não me recordo o ano, mestre João Pequeno de Pastinha, disse: “quanto mais eu ando, mais eu vejo, quanto mais eu vejo, mais eu aprendo”. E aprendo sempre que convivo com as diferenças, isso me oportuniza dialogar e refletir sobre minha práxis, e me questiono? Como pode alguém dizer, que é a favor das ações afirmativas e das cotas raciais?

Se quando chega no meio do “saber popular”, se apresenta com mestrando de uma universidade de Porto Alegre no RS, e trás um discurso panfletário, sem fontes e referenciais teóricos, sem uma organização de idéias fundamentadas numa ordem mínima. Defende políticas de ações afirmativas e cotas raciais.

E quando se apresenta a um publico para tratar de questões raciais, trás frases de efeito, que destacam a manifestação racista no Brasil para reflexão. Faz uma critica ao hino do Rio Grande do Sul; “Povo que não tem virtude, acaba por ser escravo”, mas não trás sustentação teórica às criticas que faz. Pede reflexão, mas não dá base teórica para reflexão das pessoas presente.

E a meu ver, trata os presentes como subalternos, ao pensar que ao “saber popular” não precisa dar as devidas referencias para que, possam buscar as fontes primarias e questionar, criticar e repensar, os assuntos tratados no debate. Quem defende as cotas como forma de ressarcir os danos causados em outrora. Não pode negar fontes de produção e pesquisa para a emancipação dos oprimidos pelo sistema.

Negar acesso ao conhecimento produzido pela humanidade é, negar possibilidade de emancipação social para os que sempre tiveram negado poder de decidir pela argumentação teórica e sempre foram renegados ao segundo plano.

Por tanto, cuidado com os “novos capitães do mato” solto por este mundo.  Defendam suas ideias, questionem as falácias, fundamentem suas praticas e lutem por seus direitos de cidadãos do mundo.

Procurem conhecer a verdadeira história da capoeira, a história, que a história não escreveu, mas que os antigos mestres passam pela oralidade. E também, a verdadeira história dos capoeiristas que levantam bandeiras progressistas, conservadoras, neoliberais por este mundo à fora.   Um salve a todos irmãos.Feliz 2011 muita paz e saúde a todos.

 

Mestrando Paulo Grande / Movimento Capoeira Nação

Diretor da Confraria Gaúcha de Capoeira.

Um eterno aprendiz!

 

Referência:”Ninguém liberta ninguém, ninguém se liberta sozinho: os homens se libertam em comunhão”.

Paulo Freire, em Pedagogia do Oprimido, 1980.

Dr. Bimba…

Jorge Calmom, Jornalista, escreveu para o Jornal “A Tarde” uma crônica (artigo) sobre Mestre Bimba, onde cita Mestre Pastinha, a Capoeira Angola, outros Mestres de grande renome como por exemplo Aberê, Cobrinha Verde, Traíra, etc… e a “Homenagem” póstuma feita a Manoel dos Reis Machado, o Mestre Bimba, pela Universidade Federal da Bahia com o título de “Doutor Honoris Causa” e faz uma reflexão sobre a homenagem em causa…

Leiam na íntegra o artigo de Jorge Calmom, clicando sobre a imagem abaixo:
 
 
Agradecimento especial a Teimosia, por ter nos enviado este recorte do Jornal.