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Rio Pardo: Batizado de capoeira une gerações

ASSOCIAÇÃO PRETO RICO DE OXÓSSE FAZ, NESTE DOMINGO, TROCA DE CORDAS DE 70 ALUNOS DE PROJETOS SOCIAIS

Liberdade. Com essa palavra Genésio da Rosa Batista, popularmente conhecido como Mestre Jararaca, define o que a capoeira representa para as pessoas que a ela se dedicam. Em Rio Pardo, não são poucos os alunos atendidos pelo projeto da Associação Preto Rico de Oxósse. Aproximadamente 70 capoeiristas serão batizados neste domingo, depois de muitos anos de dedicação e força de vontade. O evento, que reunirá professores, mestres e contramestres de todo o Estado, será realizado no Ginásio Guerino Begnis, o Guerinão, a partir das 14 horas. Entre as pessoas que receberão novas cordas para designar o grau atingido, estão 15 alunos da Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) e Escola Especial Renascer, de Rio Pardo.

Segundo Genésio da Rosa Batista, as atividades terão a participação de mestres de várias cidades do Estado, entre eles Carcará (Lajeado), Pelé da Bomba (Porto Alegre), Pola e Ademir (ambos de Santa Cruz do Sul) e Neri Saldanha (Rio Pardo). “Esperamos que o público compareça, pois se trata de um momento único para esses dedicados alunos”, diz Batista. Além do batismo, haverá apresentações folclóricas da Associação Beneficente Reino de Oxum. “Faremos a troca da primeira corda até o nível de monitor”, explica Mestre Jararaca. Ele destaca que o esporte é muito bem aceito em Rio Pardo, sobretudo pelo trabalho desenvolvido ao longo de pelo menos 20 anos. “Temos de mostrar que é preciso valorizar a nossa cultura”, afirma. 

Para se tornar um aluno, salienta Genésio, é preciso somente boa vontade. “Aproveito a oportunidade para agradecer aos colaboradores e à Prefeitura, que sempre nos ajuda quando precisamos.” Para a professora de educação física da Escola Especial Renascer, Sandra Eisenhardt, o projeto de capoeira é importante para os alunos porque desenvolve habilidades físicas e motoras. “O aumento da sociabilidade é um dos pontos relevantes nesse aprendizado”, explica. O grupo de 15 estudantes da Apae já conseguiu, em 2008, um ótimo resultado dentro das Olimpíadas Especiais Estaduais, quando trouxe a Rio Pardo o primeiro lugar em capoeira. “A expressão corporal proporcionada pela dança e pela música é uma ferramenta ótima para esses educandos”, frisa Sandra. 

Para o estudante rio-pardense Lucas Azeredo, 20 anos, a capoeira é bem mais do que um simples esporte. Há oito anos, com bronquite, ele nem se imaginava fazendo tantos movimentos acrobáticos. “Depois que entrei no grupo, além de me tornar uma pessoa mais disciplinada também me curei dessa doença. É por isso que só tenho a agradecer.” Azeredo treina duas vezes por semana, mas diz respirar a arte até em casa. “A gente coloca as músicas típicas e fica brincando. Durmo e acordo pensando em capoeira”, diz. Todos os domingos, ele vive momentos especiais. “Nos reunimos e promovemos rodas de capoeira. Começo a semana muito bem.”

  • ALUNOS da Escola Especial Renascer desenvolvem atividades físicas com a participação no projeto e já conseguiram um prêmio em olimpíada estadual

Missão de viver e aprender

Uma das apoiadoras do projeto de capoeira é a Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip) Viver e Aprender, com cinco anos de atuação em Rio Pardo. Além da capoeira, a instituição desenvolve atividades de ecoterapia, reciclagem, fabricação de bolas, entre outras. Segundo a presidente, Regina Tarantino, em dezembro a Viver e Aprender lançará um novo projeto, com o objetivo de reformular sua ação social por meio de uma nova estratégia de obtenção e gerenciamento de recursos. Trata-se de um plano voltado para a comunidade, com a geração de emprego e renda, além da divulgação das belezas do município. “O Clube do Bem Viver desenvolverá marcas baseadas na história de Rio Pardo”, salienta Regina. 

O gestor de projetos da Oscip, Magno Ferreira, lembra que a renda obtida com a venda de produtos da grife Rio Pardo será revertida aos outros projetos da entidade. “Não podemos depender somente de recursos públicos, pois as atividades não podem parar”, diz.

 

Fonte: www.gazetadosul.com.br

Fundação AlphaVille promove batizado de capoeira do grupo Renascer

Capoeira pode ser luta, dança, esporte, jogo, defesa pessoal, ginástica, folclore, arte, educação física, brincadeira, arte marcial, dentre outras definições. Berimbau, pandeiro, atabaque, reco-reco, agogô são os instrumentos usados para ritmar este bailado que era praticado, escondido, nas senzalas como uma brincadeira de Angola, e atualmente é uma manifestação da cultura brasileira, uma forma bonita e alegre de expressão física e intelectual. A capoeira é também fator de transformação social e isto será comprovado, amanhã, 24 de fevereiro, às 18h00, no Centro de Referência Sócio Ambiental e Cultural Cuiabano da Fundação AlphaVille, braço social da AlphaVille Urbanismo. 
     
Num clima de alegria a comunidade assistirá o primeiro batizado da turma de capoeira do bairro Renascer. O grupo foi formado no ano passado para atender uma das reivindicações da população da região, durante o Fórum de Desenvolvimento Local realizado pela Fundação AlphaVille. 
     
Miriam Sewo, agente de Desenvolvimento do Centro de Referência Sócio Ambiental e Cultural Cuiabano, disse que o grupo foi formado em novembro do ano passado e conta com 20 integrantes entre adultos, jovens e crianças. “A capoeira foi muito bem aceita por todos no bairro. Neste curto período de atuação, já percebemos mudanças positivas nas atitudes dos integrantes, mais comprometimento, respeito e integração”, ressalta. 
     
O batizado de capoeira é uma festa de integração do calouro, é sua estréia na roda de capoeira. Durante o batizado do grupo Renascer os alunos jogarão com o mestre de Mirassol do Oeste, Valmir Salustiano – Jacaré, e o professor José Sidney Gonçalves de Oliveira que irão “batizá-los”, com a faixa da primeira graduação.
     
      Toques & instrumentos 
     
O toque dos instrumentos comanda o ritmo e as características do jogo. Entretanto, nem todos os toques que dizem ser da capoeira são utilizados nas rodas com jogos específicos para eles. Os toques têm uma característica interessante. Muitos deles têm nomes de santos católicos, como é caso do São Bento Pequeno, São Bento Grande, Santa Maria e Ave Maria. 
     
O Berimbau, instrumento africano, é o principal utilizado na capoeira, dita o ritmo do jogo, é ele que comanda o toque a ser executado. O pandeiro é uma evolução do adufe, um instrumento de proveniência mourisca e de termo árabe, e chegou no Brasil através dos portugueses. O Atabaque, é instrumento oriental muito antigo entre os persas e árabes, já era usado na poética medieval e era um dos preferidos dos reis, que o utilizavam em festas, jograis e nos conjuntos musicais. 
      
O Reco-Reco é feito de gomo de bambu com sulcos transversais sobre o qual se passeia uma haste. Existe um outro Reco- Reco, industrializado, de metal, mas seu som não serve para a capoeira. O Agogô é instrumento musical de percussão de ferro, entrou no Brasil por via africana. É bastante utilizado nos folguedos populares, no samba e nas cerimônias religiosas. 
     
A música também é um importante ingrediente numa roda, estimula os jogadores, agita o público e transmite mensagens através de suas letras. A capoeira é a única luta do mundo que tem acompanhamento musical. Atualmente os capoeiristas estão cada vez mais criativos. Na disputa de um novo mercado, o das gravações de CDs, muitas músicas têm surgido com temas bastante variados.