Blog

renato

Vendo Artigos etiquetados em: renato

Aconteceu: 1º evento de Capoeira Corpo e Ginga

O 1º evento de Capoeira Corpo e Ginga aconteceu dia 20 de maio na cidade de São João do Manhuaçu. Vários capoeiristas das cidades de Manhuaçu, Matipó, Divino e de São João do Manhuaçu prestigiaram o evento de entrega e troca de cordas.

O mestre Wederson Zói e os responsáveis pelo evento e pelas aulas na cidade professor Gilberto Apache e graduado Jairinho Dentinho envolveram todos os presentes com grandes saltos acrobáticos, muita ginga e alegria. O maculelê e demais apresentações afoguearam e atraíram olhares de curiosos que conheceram um pouco mais da cultura brasileira.

Estiveram presentes no evento Pastor Edilson Marcos Araújo – presidente do Instituto Educacional Restaurart – grande parceiro da capoeira na cidade e pastor na Igreja Batista Nacional Betel onde acontecem as aulas de capoeira, os apoiadores Simone e Renato também do Restaurart, Chiquinho, Gil e Cleusa, o soldado da PM Cristiano Fonseca.

A organização ainda destacou o apoio dos alunos Marco Aurélio “Esquilo” e Wilson “Tartaruga” pelo apoio no evento e ao trabalho realizado na cidade.

Carlos Henrique Cruz – portalcaparao@gmail.com – Portal Caparaó

Candeias Open Internacional de Capoeira 2009

Será realizado em Goiânia de 06 a 09 de Agosto de 2009. O Candeias Open Internacional de Capoeira. Este é um dos maiores eventos da modalidade no Brasil.

Este evento tem como principal objetivo o intercambio de vários Grupos e Associações de Capoeira, bem como, reunir os integrantes do Grupo Candeias.

O Grupo Candeias é um Grupo que se orgulha de ser Goiano e atualmente se encontra em 16 Países e em 17 Estados do Brasil.

Estão confirmados capoeiristas da França, Inglaterra, Irlanda, Equador, Peru, Chile, México, Argentina, Republica Tcheca, Portugal e Espanha, somando aos capoeiristas de Goiás e do Brasil chegaremos a uma meta de 1.000 participantes.

Dentre os convidados estes já confirmaram presença: Mestre Burgues, Zulu, Brasília, Luiz Renato, Falcão, Tucano Preto, Dionizio, Renato, Pança, Xoroquinho, Sarará, Xereu, Cabeça e o percussionista Dinho Nascimento.


PROGRAMAÇÃO DO OPEN

 

Dia 06/08 – Quinta Feira

19:00h – Abertura – Rodas

Dia 07/08 – Sexta Feira

09:00h às 15:00h – Cursos: Mestre Pança (Capoeira Regional), Mestre Brasília (Capoeira Angola) Mestre Sarará (Capoeira Contemporânea) e Dinho Nascimento (Ritmos)

16:00h – Torneio mundial – Iniciantes

18:00h – Torneio mundial – Categoria intermediária

19:30h – Show com Dinho Nascimento e Grupo Candeias

20:30 – Roda de Mestres e Professores

21:00h – Formatura

Dia 08/08 – Sábado

09:00h às 15:00h – Cursos: Mestre Burguês, Mestre Suíno  e Tucano Preto, (Capoeira Contemporânea).

15:00h – Festival de música

16:00h – Torneio Infanto-Juvenil

19:00h – Rodas para todos

20:00h – Torneio Absoluto

23:00h – Festa e show da cultura Brasileira

Dia 09/08 – Domingo

10:30h – Cursos: Tiziu e Babuíno (danças brasileiras e afro brasileiras) e Mestre Xereu e convidados

16:00h – Roda de Encerramento no Parque Vaca Brava

Às vezes lhe chamam de negro, mas sempre lhe chamam de Mestre

No meio da roda o berimbau. Num lado do palco os mestres Sergipe e Zulu, de quem recebeu as primeiras lições na capoeira. No outro extremo, Jorge e Danilo, mestres que formou. Ao centro, Luiz Renato Vieira comemora o seu Jubileu de Pérola na Capoeira. Três gerações de capoeira se encontram num momento ímpar de solidariedade, regido pelo toque litúrgico do gunga. Os mestres Cláudio Danadinho, Skysito, Falcão, e Onça, Léo, Abdias e tantos outros estão lá estão lá para dar o abraço cordial. É festa no Anfiteatro 9 da Universidade de Brasília.

É não é para menos. Na presença de amigos, mestres, alunos, camaradas, Renato comemora os seus 30 anos de capoeira e recebe o título de Mestre Dignificador. A corda vermelha dá lugar à branca, a distinção máxima do grupo Beribazu, que ele ajudou a construir ao lado do Mestre Zulu, hoje dirigente do Centro Ideário Capoeira.

No intervalo da bela cerimônia, a delegação de Joinvile mostra o seu balé de capoeira, reproduzindo o “diálogo de corpos” ao qual se referiu Pastinha. Os artistas saem do chão como se fossem personagens das telas do Carybé ou da prosa de Dias Gomes: o incrível bailado da capoeira. Enquanto assiste a bela coreografia, Renato viaja no tempo e se lembra das primeiras lições, nas rodas de capoeira de Curitiba, comandadas por Mestre Sergipe. E das aulas do Zulu, na antiga academia Beribazu da Asa Norte, em de Brasíliaem Sobradinho, no campus da UnB.

O olhar se dirige a platéia e lá ele vê os inúmeros alunos e amigos com os quais convive há três décadas. O que, para Renato, é o único patrimônio que a capoeira lhe proporcionou. E ele comemora. “Quis muito que esse ciclo de trinta anos fosse marcado com um encontro com amigos. Desejei que a biografia, que o relato do que foi feito, jogado, escrito, cantado, aprendido ou ensinado, aparecesse apenas como elemento coadjuvante de uma história que nada seria sem as amizades que foram construídas.”, afirma o autor de “O jogo da capoeira” e de tantas outras teses que enriquecem a fértil produção acadêmica sobre capoeira.

E para quem aprendeu a dar rasteira no preconceito e na adversidade, a vida segue fluindo como no ritmo nostálgico de uma ladainha: às vezes lhe chamam de negro, mas sempre lhe chamam de mestre.


Luiz Renato Vieira

Mestre Luiz Renato é Sociólogo, Especialista em Políticas Públicas e Gestão Governamental, Mestre em Sociologia e Doutor em Sociologia da Cultura pela Universidade de Brasília/Universidade de Paris I – Sorbonne. Um dos pioneiros nos estudos acadêmicos sobre a capoeira, defendeu tese, em 1989, intitulada: “Da Vadiação à Capoeira Regional: uma interpretação da modernização cultural no Brasi”l, em que aborda as relações entre a capoeira e o Estado na Era Vargas. Como professor universitário de sociologia e ciência política, atuou em diversas instituições. Foi docente do Curso de Especialização em Capoeira na Escola da Faculdade de Educação Física da UnB. Ministra aulas de capoeira desde 1981. Ensinou a luta brasileira na França e em outros países da Europa, em aulas regulares e workshops. É Consultor Legislativo do Senado Federal, admitido por concurso público, na área de assistência social e minorias. Autor do livro: “O Jogo da Capoeira: corpo e cultura popular no Brasil”, (Ed. Sprint, Rio de Janeiro, 1996), possui diversos trabalhos sobre capoeira publicados em livros, revistas científicas nas áreas de ciências humanas e educação física e também em periódicos voltados para o público praticante da luta. Mestre Luiz Renato é autor de cantigas de capoeira gravadas em diversos discos de vinil e CD’s. Desde 1990, atua no Centro de Capoeira, um projeto comunitário da UnB dedicado ao ensino prático e à pesquisa da arte-luta brasileira. Desse Centro, formaram-se outros núcleos atualmente instalados em Brasília, em outras localidades do nosso país e no exterior. Além das aulas que ministra regularmente no Centro de Capoeira, Luiz Renato dedica-se, atualmente, ao estudo das políticas públicas relacionadas à capoeira e é membro do Conselho de Mestres do projeto Capoeira Viva, criado pelo Ministério da Cultura.

(*) o autor é aluno de Luiz Renato Vieira no Centro de Capoeira da UnB.

Beribazu Brasília realiza Formatura

O Centro de Capoeira Beribazu, Núcleo Universidade de Brasília (UnB), realiza em novembro a sua solenidade de Formatura, Graduação e Batismo. O evento acontece nos dias 9 e 10, sob a coordenação do mestre Luis Renato Vieira, mestrando Igor e professor André Reis.

O encontro marca a comemoração dos 30 anos de capoeira do mestre Luis Renato, colunista da revista Praticando Capoeira, membro do conselho de mestres do programa Capoeira Viva e autor do livro “O jogo de capoeira: corpo e cultura popular no Brasil” (Ed. Sprint, 1995).

Confira a programação:

9/11

12h às 14 h – Oficina com Mestre Jorge (Beribazu-SP), no Centro Olímpico UnB
19h às 21h – Formatura de Mestre Dignificador, no Anfiteatro 9 Minhocão da UnB

10/11

10h30 às 12 h – reunião de docentes Beribazu e roda de capoeira, no Centro Olímpico UnB
15h às 18h – Formatura, Graduação e Batismo
22h – Festa de confraternização, em local a confirmar

Informações:

Mestre Luiz Renato – luizrenatovieira@uol.com.br – (61) 9989 5184
Mestrando Igor – igorfcunha@bol.com.br – (61) 9637 3370
Prof. André Reis – andreluiz_reis@hotmail.com – (61) 96498780

 

Visite o site oficial de Mano Lima, colunista do Portal Capoeira.

Crônica: Pensando bem, aprendi mais do que ensinei!

Deficientes. Insuficientes?  Imperfeitos? Aqui vão alguns exemplos.
 
Quando ouvi este termo pela primeira vez imaginava algo anormal e o sentimento que me tomava era o de pena. Então comecei a vê-los pelas ruas. Transitando em suas cadeiras de rodas, com ajuda de tutores e bengalas. Caminhando com dificuldades, porém sempre presentes em todos os cantos.
 
Fui crescendo e comecei a morar perto de alguns, estudar com outros e dividir os mesmo espaços de trabalho e lazer. Percebi que nos seus olhares havia algo diferente. Talvez piedade? Talvez compaixão? Não! Certamente estes não eram os sentimentos que brilhavam em suas pupilas.
 
Então, eu já escutava o que tinham para falar. Alguns não falavam, expressavam-se corporalmente. Outros falavam demais, pois ninguém os queria ouvir. Mas alguma mensagem sempre ficava na minha mente. Cadeirantes, na maioria das vezes com seqüelas de acidentes ou paralisias na infância comunicam-se perfeitamente. Com tudo em pessoas com problemas mentais e dependendo do nível da deficiência, o diálogo se torna mais difícil, porém não menos perfeito. O corpo fala e para bom entendedor pingo é letra. Tem muita gente que fala, fala e tu não entendes é nada!
 
{jgxtimg src:=[http://www.portalcapoeira.com/images/stories/Capoeira/Diversos/criancas/beijaflor100fronteiras.jpg] width:=[250]}
Na foto a aluna Luciana e o professor Beija Flor
Clique na Imagem para ampliar…

Um dia, conheci pelas ruas o Paulinho. Depois fiquei sabendo que se tratava do Mestre Paulo Duarte da academia Zumbi dos Palmares. Uma das primeiras do ABC Paulista, pioneira mesmo. Cadeirante, Mestre Paulo trabalha atualmente na Prefeitura de São Bernardo do Campo, nas bibliotecas públicas. Vítima de um grave acidente de carro, Paulinho ficou paraplégico. Memória viva da capoeira aparece em fotos ao lado de Pastinha. Há algum tempo atrás, ele cruzou a América Latina a bordo de um carro. Um Gol 1000. Adaptado por ele e sem nenhum conforto. Detalhe; sozinho e sem algum tipo de patrocínio. Agora está prestes a sair em aventura até os Estados Unidos. A bordo de seu carro! Cruzará o oceano de navio e seguirá viajem. Pergunto-me qual é a dificuldade dele. Às vezes não vamos daqui até ali por preguiça ou um simples resfriado. Mas certamente a história do Mestre Paulo Duarte está registrada em poucas mentes.
 
Sempre lembro do Paulinho e suas convicções. Uma delas é a de que “você tem surpresas na vida e ela te coloca em caminhos nunca antes percorridos”. Foi bem assim que aconteceu no momento que finalizei uma aula de educação corporal para alunos do ensino médio de uma grande rede de ensino privado na cidade de Santo André em São Paulo. Alunos ditos “normais” e que me davam um enorme trabalho pela rebeldia e falta de compromisso com o futuro. A escola tinha um programa de atividades com a APAE, que oferece tratamento a deficientes físicos e mentais, e enquanto saíamos, cerca de trinta portadores das mais diversas disfunções mentais entravam para começar a atividade com uma terapeuta. A minha sorte foi que ela não pôde chegar e ministrei uma aula de iniciação à capoeira para a turma. Incluindo prática corporal e instrumentação.      
 
Guardo esta aula como uma das melhores. Foi incrível o retorno desta galera, que me deu menos trabalho que a anterior e enorme satisfação. Experimentaram novas propostas de aprendizagem, enxergaram o mundo de cabeça para baixo e aproveitaram ao máximo todas as possibilidades que a capoeira contempla. Ao final, o que mais me tocou foi uma gota. Sim uma gota. Uma garota, que devia ter por volta dos seus 17 anos com deficiência mental moderada insistiu durante uma hora para segurar o berimbau. Às vezes eu me aproximava dela e dava uma dica. Mas percebi que ela queria solucionar o problema sozinha. Deixei; mas não tirava o olho de sua luta. Foi então que ela tirou três notas do instrumento. E por mais simples que pareça, isto a emocionou e a fez derrubar uma lágrima. Conclui com isto que pequenas bobagens para alguns são grandes conquistas para outros! Isto me fez refletir sobre a importância que “deficientes” demonstram perante a vida e suas conquistas. Como minha querida aluna formada Luciana e seu parceiro de treinamento o Ivan. A Lú, está com 22 anos e o Ivan com 45 anos. São portadores de síndrome de down e a capacidade de aprendizado deles é surpreendente. Dias com aulas de capoeira são os dias mais importantes da semana. Respondem muito bem do ponto de vista motor e cognitivo. Sem falar do lado afetivo aflorado. Se eles simpatizam com alguém, são amigos para sempre.
 
O Ivan por estes dias, conseguiu realizar um macaco, movimento característico da capoeira. Ao jeito, dele. Mas foi o macaco mais comemorado que já vi. Na roda, tenho que alertá-lo para não soltar toda hora, pois ele gostou mesmo do movimento.
 
A história dos dois é algo curioso. O Sr.Roberto, pai da Lú, saiu da maternidade transtornado com a notícia de que sua filha era down. Isto no nascimento da Luciana; há 22 anos atrás. Ficou abalado e dirigindo pelas ruas atropelou um garoto com cerca de 20 e poucos anos. Desceu do carro para prestar o socorro e se deparou com o Ivan, down também, levantando do chão com dificuldades e meio atordoado. Aquele pai, desiludido com a notícia que acabara de receber, se emocionou e perguntou ao garoto o que podia fazer a mais por ele além do socorro. O Ivan respondeu que seu grande sonho era ser músico. E então, o Sr.Roberto passou a ensinar o que sabia sobre ritmo e música ao mais novo amigo. E mais, este fato o deu força para aceitar e se orgulhar de sua maravilhosa filha que acabava de chegar ao mundo.
 
O Ivan está até hoje próximo do Sr.Roberto e de sua família. Ele é quem conta o maior número de histórias interessantes lá na academia em dia de treino. É campeão de patinação in line e já viajou por todos continentes. Assim como a Lú.
Ela, por sua vez, já se formou na capoeira e tenho muito orgulho de vê-la desenvolvendo o seu jogo dentro da roda. De fato, necessitam cuidados particulares do ponto de vista anatômico e fisiológico. Mas o ensino é realizado juntamente com os demais alunos da academia. Sem nenhuma diferenciação. Os dois portadores de síndrome de down. Os dois portadores de muita alegria e ótimo bom astral.
 
Com um pouco mais de dificuldades em se locomover, porém com a mesma coragem, recordo de meu amigo Renato. Vítima de um acidente enquanto mergulhava de uma pedra em alguma cachoeira, Renato teve um comprometimento medular grave o que prejudicou drasticamente os seus movimentos. Cursei o ensino médio com ele e nossa sala era no quarto andar. Até hoje não entendo como nossos “engenheiros” não pensam neste pequeno detalhe ao construir estes prédios sem adaptação alguma aos que necessitam. E como é “burrocrático” (desculpe o neologismo) para alguns a simples mudança de uma sala de aula. Subíamos com o Renato as escadas até a sala todos os dias e descíamos ao final. Ele não tinha controle sobre os músculos da bexiga e usava um reservatório com uma adaptação para eliminar a urina. Tinha uma criatividade incrível. Como não dominava também os movimentos da mão, construiu um adaptador para que pudesse escrever.
Hoje o Renato é um advogado respeitado e muito requisitado. Como ver um cadeirante, nestas condições, se expressando na roda de capoeira e não se emocionar? Cantando, tocando o berimbau, fazendo das rodas as suas pernas e muitas vezes até saindo da cadeira para jogar e conhecendo novas perspectivas. E com isto, não quebrarmos as nossas fronteiras para entendermos que tudo é uma questão de força de vontade e otimismo.
 
Assim, quando recebi o convite do Luciano Milani para contribuir com esta coluna, me senti muito emocionado em poder falar do Mestre Paulo, da Luciana e do Ivan, da galerinha da APAE, do Renato e de muitos outros exemplos que tive de superação e de companheirismo. Pensei em escrever sobre métodos, procedimentos e características sobre e trabalho adaptado com a capoeira. Mas no momento que comecei a refletir sobre o tema capoeira sem fronteiras, me deu uma enorme vontade de mostrar o lado humano, vitorioso e na maioria das vezes despercebido desta gente. Uma galera que se supera. Dança, canta, ginga, joga, ensina e vive com uma intensidade ímpar.
E quando você enxergar na roda de capoeira uma luz enorme iluminando um jogador, não se espante, é o dedo do criador que está derrubando as fronteiras do preconceito!
 
Muito Axé e Saúde a todos!
 
Professor Beija-Flor
Ricardo Costa
São Bernardo do Campo/SP
 
 

Dicionário da Capoeira será lançado na I ECOCAPOEIRA

Dicionário de Capoeira no Portal Capoeira – Portal no Dicionário de Capoeira…
 
Foi uma enorme surpresa quando o Jornalista Mano Lima, autor do Dicionário de Capoeira, nos escreveu contando esta maravilhosa novidade.
Devido a importância e relevância de nossa site, os serviços prestados, a notícia e informação sempre dinâmicas e todo o leque de ferramentas e serviços oferecidos pelo Portal Capoeira, fomos incluídos na 2ª edição ampliada do Dicionário de Capoeira, como um verbete.
 
O Jornalista Mano Lima nos brindou com este fantástico presente e através deste ato, sela , imortaliza e referência a qualidade e importância do Portal Capoeira dentro da comunidade capoeirística.
 
Aproveitamos para noticiar que no mes de setembro o Portal Capoeira em parceria com o Jornalista Mano Lima, estará sorteando 2 Livros (Dicionário de Capoeira) autografados pelo autor, para os visitantes e leitores registrados no Boletim Informativo do Portal Capoeira.
 
Fica a dica para participarem do lançamento do Dicionário de Capoeira que terá lugar no III Encontro Internacional Ecológico de Capoeira do Amazonas – Iº. Eco-Capoeira do Amazonas, organizado pelo Mestre Squisito da Cia. do Terreiro.
 
Luciano Milani

DICIONÁRIO DE CAPOEIRA SERÁ LANÇADO NA I ECOCAPOEIRA
     A nova versão do Dicionário de Capoeira, lançado em 2005, já circula nas rodas de capoeira e, em breve, estará nas livrarias. A 2a. edição – revista e ampliada – tem 210 páginas e mais de 1.400 verbetes. O lançamento oficial será em Manaus, durante a I Ecocapoeira, evento que acontece de 17 a 20 de agosto, por iniciativa do Instituto Terreiro do Brasil. O autor do Dicionário é o jornalista Mano Lima, editor da revista Capoeira em Evidência. A obra foi construída a partir de entrevistas com mestres de capoeira da Bahia, São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Goiás e Brasília e de intensa pesquisa bibliográfica.

     Entre as novidades da 2a. edição estão verbetes com biografias de mestres, históricos de grupos de capoeira, fotos e ilustrações inéditas e um roteiro de filmes de capoeira. Segundo o autor, o Dicionário é uma &ldquoobra em construção&rdquo e está aberta a críticas e sugestões que levem ao seu aprimoramento e, principalmente, à valorização dos capoeiristas. Na apresentação da 2A. edição, Mestre Squisito enfatiza que o processo de  trabalho que Mano Lima segue é democrático e plural, baseado na dedicada e humilde coleta de palavras, como uma &ldquoverdadeira pescaria do conhecimento que jorra das cabeças dos mestres, dos professores, das rodas, da "papoeira".

     De acordo com Mestre Bamba (Bahia), o Dicionário se inspira numa idéia correta: &ldquoA capoeira segue um processo evolutivo e não pára de crescer&rdquo. Um dos méritos da obra, segundo Mestre Suíno, do grupo Candeias, é que ela reúne &ldquoexpressões raras e interessantes que poderiam perder seu significado com o tempo, mas que agora estão perpetuadas.&rdquo Para o ex-Ministro dos Esportes Agnelo Queiroz, que prefaciou a 1a. edição, "o dicionário é uma obra que o Brasil esperava e que já nasceu clássica".  Segundo Mestre Zulu, do Centro Ideário de Capoeira, a publicação é de "ldquoimensurável valia para o nosso meio e uma obra cujo gigantismo, promissão e livre criação dos capoeiras, forçosamente suscitarão ainda novas revisões, atualizações e ampliações".

     Para o mestre Luiz Renato, do grupo Beribazu, a publicação do Dicionário é mais do que oportuna. "Os diversos planos textuais que estruturam a capoeira como fenômeno cultural, a linguagem corporal, a musicalidade, a ritualística da roda, a simbologia da indumentária se conectam e condensam seus sentidos na linguagem oral e articulada. Assim, ao organizar o léxico da capoeira, Mano Lima escolhe enfrentar um desafio. E o faz muito bem porque, com humildade intelectual e rigor nos estudos que empreende, amplia suas fontes e enriquece seu trabalho em uma pesquisa permanente", declarou Renato.
      Como comprar o Dicionário?
     Entre em contato diretamente com o autor e receba pelo correio. O custo unitário é de R$ 30,00 (para encomenda simples, já inclusa a postagem). Os grupos que desejarem adquirir para revenda terão um desconto especial. O autor está à disposição para participar de encontros de capoeira e divulgar o seu trabalho.
      Mano Lima &ndash (61) 8407 7960
     www.manolima.com 
 

Japão: Liga Japão de Capoeira

  • Informativo do Japão
     
    Foram Realizados as Primeiras Reuniões da Liga Japão de Capoeira 
Muito prazer meu nome e Renato Leão sou Prof. do Grupo Corrente Negra aqui no Japão e gostaria de informar no Brasil que ja tivemos duas reunioes estabelecidas uma no dia 02 /01/2006 na Região de Aichi Ken Nagoiya do qual foi estabelecida o Nascimento Da Liga Japão de Capoeira com Direcao de Paulo Rogerio Marques de Oliveira o Prof. Paulão do Grupo Mandinga e Vice Presidente o Prof. Renato Leão do Grupo Corrente Negra.
 
Estavam presentes na votacao os seguintes Dirigentes de Grupos : Mestre Vitor Do Grupo Wakonda, Contra Mestre Sílvio do Grupo Cais do Mar, Contra Mestre Moleza do Grupo Gaviões do Morro, Prof. Negao do Grupo Barauna, Prof. Alemao e Josef do Grupo Meninos da Bahia,rnProf. Eder e Felipe do Grupo Muzenza, Prof. Kenji do Grupo Garras de Ouro, Prof. Calunga do Grupo Guerreiros da Senzala, Prof. Trator do Grupo Marília Brasil,  Gilson, Panga entre outros presentes em seguida tivemos a segunda reunião que foi no dia 29 /01 /2006 na Região de Kansai e naquele presente momento foram discutidas pautas como:
 
Read More

Espetáculo – Homenagem ao Mestre Pastinha, Quando as pernas fazem miserê

 Dia 13/10  –  Entrada Franca 

 

Horário: 20:00hs

Local: TEATRO DA UNIVERCIDADE

R: Humaitá, 275  Humaitá – RJ

Informações: F: (21) 2527-1497

 

Dia 14/10  –  Entrada Franca

 

Horário: 20:00hs

Local: Lona Cultural Herbert Viana – RJ

EM BREVE NOVA PROGRAMAÇÃO DAS APRESENTAÇÕES:


Em 2000, fui presenteado com a versão em CD do disco outrora gravado por mestre Pastinha. Naquela noite inquieta, inteiramente emocionado a ouvir aqueles causos contados pelo mestre, decidi que montaria esse espetáculo.
    
    De lá pra cá, muitas foram as boas surpresas a contribuir para a realização desse sonho. O ingresso no mestrado no instituto de Artes da Unicamp com a pesquisa que relaciona a arte de ator com a do capoeirista angoleiro apontou o rumo. Alguns anjos surgiram para abençoar. A orientação da Prof. Dra Suzi Frankl Sperber, coordenadora do LUME e o aprendizado cotidiano com mestre Jogo de Dentro formado por mestre João Pequeno de Pastinha iluminaram o caminho.
    
    A opção de elaborar uma obra teatral a partir dos elementos articulados no seio da própria Capoeira Angola e com atuantes que, independente desta empreitada, treinam a anos, pelo puro prazer da vadiagem, permitiu o tecer com propriedade.
    
    Mestre Pastinha, apesar da mingua no final de sua vida, foi um homem iluminado que por aqui passou. Uma espécie de Buda com a missão de fazer prosperar a resistência de um povo, expressa numa nobre arte chamada Capoeira.
                                                                                                                        LUIS CARLOS NEM
 
Direção e concepção – Luis Carlos Nem
 
Produção – Sylla Jonh Taves
 Elenco
Brisa Vieira
Danny Soares
Fábio Tomé
Hugo Cacilhas
Renata Lima
Servilio de Holanda
Participação especial – Mestre Jogo de Dentro
 
Direção musical e Sonoplastia – Plínio Ferreira
Roteiro – Frede Abreu e Luis Carlos Nem
Orientação de Pesquisa – Suzi Frankl Sperker
Texto de Abertura – Muniz Sodré
Assistência de Direção – Daniela Amoroso
Assistência de Produção – Igor Brasil e Coraci Bartman
Cenário e Figurinos – Daisy Caribé, Renato Ferracini, Leila Leme e Mayra Taves
Orientação de manipulação de Bonecos – Miguel Vellinho
Confecção de Bonecos – Renato Spinelli, Eloisa Dile e Miguel Vellinho
Orientação de mímeses corpórea – Renato Ferracini
Iluminação – Ênio Bernardes
Coreografia – Renata Lima e Daniela Amoroso
Animação – Francisco Ivan Russo
Fotos – Marli Wunder
Edição de Vídeo – Laboratório Cisco
Produção Gráfica – Ivan Avelar CPGravura/DAP/IA/UNICAMP
 
Agradecimentos
Eloi Lima, Rafael Lima, Iara Ferreira, Thiago, José Roberto Zan, Renato Tapajós, Rogério Cerqueira Leite, D. Cida, Ênio Bernardes, Barbosa, Valmir, Malu, Dario, Tonha, Toshiro, Alik Wunder, Nadir de Quadros, Alexandre Piccina e Pedro Castelo Branco, Edson Lins, Geraldo Mendes, Élio Wunder, Hidalgo Homero.
 
PATROCÍNIO – PETROBRÁS          
 

A sonoridade refinada de Mestre Dinho Nascimento em “Ser Hum Mano”

Com dois cds que estimularam o cenário da MPB, Dinho Nascimento prepara "Ser Hum Mano" com surpreendentes diálogos entre seu instrumental primitivo e exótico e o pandeiro de Marcos Suzano, a clarineta de Ubaldo Versolato, a cuíca de Osvaldinho, a flauta de Toninho Carrasqueira e as vozes de um animado coral infantil do Morro do Querosene. No repertório, sugestões de um "trance" e o atrevimento de um "hino", além da simplicidade de "Pescaria" do cancioneiro Dorival Caymmi..
 
Depois da bem sucedida estréia com o cd Berimbau Blues (Prêmio Sharp Revelação da MPB em 1997) e do polêmico e estimulante Gongolô (em 2000) que ultrapassaram as fronteiras do nosso país, mestre Dinho Nascimento está finalizando mais um inusitado projeto musical: "Ser Hum Mano".
 
O novo cd do percussionista, cantor e compositor baiano, que há 30 anos reside em São Paulo, já está em processo de masterização e deve chegar às lojas até o final do semestre. Virá temperado com novidades e participações muito especiais: o lenda-viva do samba paulistano, Osvaldinho da Cuíca; o consagrado percussionista Marcos Suzano e seu precioso groove de pandeiro; o sopro vital, firme e singelo da flauta de Toninho Carrasqueira; a sutil colocação dos scratchs do DJ Cia; e, o depoimento breve, direto e explícito do rapper Sandrão (RZO). Junto na direção, o jovem Aluá Nascimento vislumbra cada movimento, trabalha os arranjos, aprimora as tomadas de som cuidadosamente preparadas pelo habilidoso e sensível Beto Mendonça que no Estúdio 185, é responsável  por monitorar os equipamentos de gravação, editoração e mixagem.
 
Neste álbum, que está sendo produzido de forma independente pelo selo Genteboa, voz, berimbaus e tambores trazem a essência da música de raiz presente nos ritmos da capoeira, coco, samba-de-roda, maracatu e jongo, e a estes acrescenta os ingredientes da world music (como o funk e o reggae). A faixa Berimbau Trance, por exemplo, parece música eletrônica, uma típica "techno" interpretada exclusivamente com instrumentos acústicos.
 
No repertório, as traquinagens de "Saci Pererê tem Uma Perna Só" de Dinho Nascimento e Lumumba e "Um Mundo nº 1" de Dinho com Guca Domênico, contam com a espontaneidade de um pequeno coral infantil; "Pescaria" de Dorival Caymmi é o momento de louvação à sua terra e ao mar; "Muita Gente é Zumbi" traz figuras da nossa luta pela  liberdade (autoria de Dinho e Valdir da Fonseca). A fantástica surpresa fica com o instrumental "Hino Nacional Brasileiro", duo de berimbau e cuíca.
Para ouvir duas faixas do novo CD acesse: http://www.myspace.com/dinhonascimento
 
Breve Histórico do Artista:
 
Nascido em 1951 em Salvador/Ba, muito cedo teve iniciação musical nas festas de rua e outras manifestações populares. Depois passou a freqüentar aulas de piano e teoria musical no Seminário Livre de Música da Universidade Federal da Bahia.
 
Em 1973, com Chico Evangelista, Carlos Lima e Kiko Tupinambá, profissionaliza-se formando o Grupo Arembepe com quem vai para o Rio de Janeiro e se apresenta no Teatro Opinião, fazendo a abertura do show de Gal Costa. Em 1974 vão para São Paulo onde  tocam no circuito universitário, abrem o legendário show dos "Novos Baianos" no Teatro Municipal, apresentam-se para menores da FEBEM, animam casas noturnas e gravam dois compactos (um pela gravadora Odeon, outro pela Crazy). O Arembepe foi depois integrado por TC, Lumumba, Orlandinho Costa, Jean e Lord Bira, permanecendo em função até 1983.
 
Como percussionista, acompanhou e participou de gravações de renomados artistas tais como João Donato, Tom Zé, Pena Branca & Xavantinho, Renato Teixeira, Zé Ketti, Walter Franco, Inezita Barroso, João Bá, Vidal França, Batatinha, Clementina de Jesus, Alcione, Banda de Pífanos de Caruaru, O Terço, Berimbrown, Luís Wagner, Renato Borghetti, Osvaldinho da Cuíca, Marcos Suzano, Lumumba e Tião Carvalho. No cenário da música internacional tocou com Bill Close e Kewin Welch.
 
Musicalizou espetáculos de dança de importantes coreógrafos tais como Maria Duschenes, Ioshi Morimoto, Clive Thompson, Klaus Viana, Júlio Vilan, Célia Gouveia, Sônia Mota, Lia Robato, Denilton Gomes, Solange Arruda, Maria Mommenhson e Pitanga.
 
No cinema, além de servir como trilha sonora para vários documentários apresentados na televisão, sua música também sensibilizou importantes cineastas, como aconteceu com Laís Bodanzky e Luís Bolognesi, Hermano Penna, José Araripe e Renato Rizadinha.
 
Em 2000 dirigiu a Orquestra de Berimbaus do Espetáculo Étnico apresentado na XIX Reunião do Conselho do Mercado Comum do Mercosul, realizado em Florianópolis (SC).
 
Em 2002 realizou oficina e show na Mostra Internacional de Percussão "Ritmos da Terra" realizado em Campinas (SP).
 
Em 2003 exibiu sua performance no Meeting Internacional de Capoeira de Faro, Portugal (mestre Batata) e no 3º Encontro Nacional de Capoeira em Santa Crus de Cabrália, Bahia (mestre Marinaldo).
 
Em 2004 seu show musical, apresentado no SESC-Consolação e aberto por um grupo de percussionistas da Coréia do Sul, integrou as solenidades do Fórum Cultural Mundial realizado em São Paulo. Realizou show e oficina de Ritmos e Manifestações Populares Brasileiras no Festival de Inverno de Bonito, Mato Grosso do Sul
 
E, ainda em 2004, a Câmara Municipal de São Paulo lhe conferiu o Título de Cidadão Paulistano.
 
Dinho Nascimento realiza várias ações de cunho sócio-educacional-cultural junto à Comunidade do Morro do Querosene (orientando o Batuquerô, dirigindo o Batucada de Bambas e coordenando Rodas de Capoeira e Oficinas de Rua).
 
O Berimbum, berimbau de sua criação com sonoridade extra-baixa (obtida com corda de contra-baixo) é mencionada com destaque na enciclopédia "Popular Music of the World" publicada por Richard P. Graham e N. Scott Robinson,. em Ohio, USA. (www.nscottrobinson.com.br).
 
 
Contatos:

Me. Luis Renato – História da Capoeira – UnB

Universidade de Brasília – UnB

História da Capoeira

Curso de Extensão

Período de Realização

Dias e Horários

Valor do Investimento
Interno

Valor do Investimento
Externo

24/06/05 e 25/06/05

Sexta
19h às 22h
e Sábado
9h às 12h e das 14h às 18h

Público Interno
R$ 30,00

Público Externo
R$ 50,00

 

Objetivos:

– Apresentar ao participante algumas das principais abordagens sobre a história da capoeira, estimulando, assim, uma reflexão crítica sobre essa modalidade de arte-luta nos tempos atuais;

– Identificar os principais momentos da história da capoeira, relacionando-os com a história da sociedade e da cultura brasileiras;

– Possibilitar o contato do participante como parte das fontes históricas disponíveis apresentando, com o uso de material audiovisual, algumas características estilíticas e rituais da capoeira ao longo da história;

– Proporcionar ao participante a oportunidade de conhecer as linhas gerais do debate acadêmico sobre o tema, já consolidado em diversas dissertações e teses em ciências humanas, no Brasil e no exterior.

 

Prof. Luiz Renato Vieira

Sociólogo, doutor em sociologia da cultura e mestre de capoeira

Coordenador do Projeto de Atividade Comunitária Capoeira – FEF/UnB

Consultor Legislativo do Senado Federal – Área de Assistência Social e Minorias

 

Programa

– Aspectos metodológicos e a interpretação da história da capoeira;

– A capoeiragem carioca, a vadiação baiana e a capoeira regional;

– Formas de organização da capoeira; Capoeira e identidade cultural no Brasil;

– A capoeira como manifestação cultural e os desafios da mundialização.

 

Carga horária total ………..10 horas

 

Informações e Inscrições
Prédio Multiuso I, Sala AT-23 – CEP 70.910-100 Brasília DF
Telefones: (61) 347-1400/307-2884/307-1777 Fax: (61) 349-0048
Horário de Funcionamento: 8h às 18h

______________________________
Luiz Renato Vieira
luizrenatovieira@uol.com.br