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Encontro incentiva a prática de capoeira feminina

A capoeira é uma manifestação cultural brasileira que reúne características muito distintas e representa uma mistura de arte e luta

Por representar uma ação de promoção à saúde, a capoeira vem sendo praticada em Alagoas por mulheres e, durante o último final de semana, foi tema do III Encontro Alagoano Feminino de Capoeira (Enafec).

O evento, que foi realizado no Serviço Social do Comércio (Sesc), em Maceió, contou com crianças e jovens carentes e foi patrocinado pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), já que a prática de esportes representa uma ação de saúde preventiva.

Isso porque, de acordo com o técnico da Sesau, Maurício Alves Pastor, a capoeira é uma manifestação cultural brasileira que reúne características muito distintas e representa uma mistura de arte e luta. Ela tem o poder de desenvolver as pessoas, seja no âmbito psicológico, social e físico, além de contribuir para gerar o bem estar para quem a pratica.

“A prática da capoeira ainda é pouco difundida no Estado, diante da marginalização que ela é trabalhada e, por isso, as mulheres encontram resistência em praticá-la, desconhecendo que a atividade pode ser uma alternativa eficaz na melhoria das condições gerais do indivíduo. A capoeira é uma pratica que pode, ainda, contribuir para a auto-estima e formação do caráter e da personalidade de quem a realiza”, ressalta Maurício Pastor.

Recuperação social – E ainda de acordo com o técnico da Sesau, a capoeira também representa uma forte aliada no controle social quanto à recuperação de usuários de drogas, alcoolismo e portadores de transtornos mentais.

“Diante destes benefícios, podemos afirmar que a sua prática realmente se constitui em uma política de saúde pública, pois somente por meio de uma prática cultural e física, é possível sanar problemas que apenas seriam solucionados em instituições de saúde, a exemplo de hospitais psiquiátricos”, evidenciou o técnico.

No campo da promoção da saúde, ainda segundo Maurício Pastor, a capoeira pode ser empregada para resgatar àqueles que já estão doentes, evitando que jovens e crianças enveredem pelo caminho das drogas. As últimas edições do Enafec ocorreram em 2009 e 2010, no Sesc Poço, em Maceió.

 

Fonte: Ascom

http://www.saude.al.gov.br/

São Paulo: Seleção de Professores/Grupos de Capoeira

Seleção de Professores/Grupos de Capoeira

A academia Portal Saude situada nas imediações da estação Santa Cruz do Metrô (São Paulo – Capital) está abrindo o processo para seleção de um grupo/associação de Capoeira para administração e gerenciamento de aulas no período da noite para alunos de diversas faixas-etárias, de ambos os sexos em sua maioria iniciantes.

Os grupos/associações interessados em enviar um representante devem encaminhar seu projeto para diego@academiaportalsaude.com.br ou entregá-lo pessoalmente na Rua Luis Góis, 877 (segunda a sexta das 06:00 às 23:00 horas). 

contendo os seguintes itens.

  • Breve Histórico do Grupo/Associação:
  • Símbolo que representa o grupo:
  • Federação que Representa:
  • Linhagem dos Mestres até o professor interessado:
  • Sistema de graduação (carência em cada graduação):
  • Currículo do(s) professor(es) com foto:
  • Projeto pedagógico para o ensino de Capoeira:
  • Estratégias  adotadas para promover retenção e fidelização de Alunos:
  • Comparando-se com outros grupos. Quais são seus diferenciais?
  • Proposta para lançamento/inauguração da representação do seu grupo em nosso espaço:
  • Dias e horários que possui disponibilidade:
  • Pretensão Salarial:
  • Telefone:
  • E-mail:
  • Site:

Os projetos deverão ser encaminhados dia 13 de Abril de 2010, os projetos recebidos após esta data serão desconsiderados.

No dia 14 de Abril , os representantes dos grupos serão convidados para entrevista.

Publicado em  http://www.academiaportalsaude.com.br/selecao.htm

Diego Lima
Coordenador Geral
CREF: 73460-G/SP

Ilê de Bamba realiza batizado de capoeira e ritual de cordas neste domingo

O Centro Cultural Ilê de Bamba se prepara para um ‘batizado’ de capoeira entre os seus alunos. O ritual, que também inclui a ‘passagem de corda’, acontece anualmente entre os membros da entidade. No domingo, dia 13 de dezembro, mais de 40 alunos farão parte do evento. O 1º Festival de Capoeira – Batizado e Troca de Corda terá início às 13 horas e será aberto à comunidade.

Desde que o grupo existe, anualmente é realizado um ‘batizado’, ou ‘passagem de corda’ entre os integrantes do Ilê de Bamba. Na capoeira, esse ritual representa que o aluno ‘progrediu’, como passar de ano na escola, por exemplo.

“Eu acho que a corda não é o que faz o capoeirista, mas ela é um símbolo de que a gente evoluiu”, explica o capoeirista Ruly Lino Laurentino (foto), que pratica capoeira há quase dois anos.

A capoeira, assim como algumas artes marciais, possui o ritual da passagem de corda como uma ‘aprovação’ para seus alunos. Segundo o professor de capoeira do grupo Ilê de Bamba, Marcelo Aparecido de Barros, há um número oficial de cordas na capoeira, que muda de acordo com a capacidade do aluno.

“Nós não seguimos o modelo da federação. Preferi acrescentar um número maior de cordas, para dar mais tempo ao aluno”.

Conforme o tempo de aprendizagem, ou a melhora no desempenho do capoeirista, a corda, que é amarrada ao uniforme usado na luta, é trocada por uma corda de outra cor. Assim como existe o judoca “faixa preta”, na capoeira há a corda que representa a maior posição, que no caso, é a branca.

“A capoeira não é como o karatê, que você aprende os movimentos e troca de faixa. O ritual de trocar a corda é uma prova de que você adquiriu ali uma experiência de vida”, afirma o aluno Gilmar Henrique Rodrigues, que pratica capoeira há 10 anos, e trocará de corda este ano.

Este ano, cerca de 40 alunos participam do ritual do batizado. “Primeiro o aluno é batizado, o ritual da troca de cordas vem depois. Apenas os mestres têm direito de batizar os novatos”, diz Marcelo.

O evento será realizado no dia 13 de dezembro, no teatro PAX, a partir das 13 horas. Toda a comunidade está convidada a assistir.

Fonte: http://www.portalcomunitario.jor.br

Por: Camila Stuelp, Hortênsia Franco e Lígia Tesser

São Paulo: Evento promove Festival de Capoeira

SÃO PAULO – O Clube Escola Ibirapuera, na capital paulista, vai receber no domingo a terceira edição do Festival de Capoeira dos Jogos da Cidade. O evento reunirá 22 subprefeituras, com 20 participantes cada uma, de acordo com informações do site da Prefeitura de São Paulo. Os jogos de capoeira terão duração de 15 minutos e, nessa edição, vão ser aceitos participantes menores de 16 anos, já que a modalidade é bastante difundida entre crianças e adolescentes e não é considerada de risco.

Haverá avaliação de árbitros da Federação Paulista de Capoeira e premiação, no fim do dia, para os três primeiros colocados.

Mais informações sobre os horários de participação de cada equipe podem ser obtidas no site.

 

Jogos da Cidade de São Paulo

A maior competição esportiva amadora do país e uma das maiores do mundo. As 31 subprefeituras de São Paulo mantêm-se unidas e empenhadas durante o ano todo na disputa de várias modalidades esportivas e também de festivais, sempre em busca da posição de campeã municipal, um título que, na realidade, representa muito mais do que a soberania esportiva: demonstra a capacidade de trabalho em equipe, o espírito de união por um ideal e a determinação das comunidades locais em busca da vitória, fatores indispensáveis, especialmente na prática esportiva.

Visite: http://www.jogosdacidade.prefeitura.sp.gov.br/

 

Barack Obama e o Brasil

Para além de todo proselitismo que cercou a eleição do primeiro presidente negro dos Estados Unidos, constata-se, de fato, um enorme avanço na percepção da sociedade americana em relação ao combate ao racismo. Para um país que até recentemente praticava a discriminação racial de forma legal, eleger Barack Obama Presidente da República constituiu-se numa significativa revolução política e social.

Mas é preciso olhar esse fato histórico de maneira um pouco mais acurada. Por um lado, o forte simbolismo que representa essa eleição. Maior potência do mundo, os Estados Unidos, além da força militar e econômica, são também influente no campo das idéias. Por isso, essa eleição representa recolocar na agenda política internacional, não apenas o sonho da igualdade racial, mas também o sonho e a esperança a serviço de um mundo multilateral, em que a autonomia e as diferenças entre os povos sejam respeitadas, onde o diálogo e o convencimento sejam as principais ferramentas de negociação entre as nações e não os mísseis, as invasões, as torturas e as guerras. Um mundo em que a Convenção da Proteção da Diversidade e das Expressões Culturais, aprovada pela Unesco, seja um instrumento real do reconhecimento das múltiplas formas de manifestações culturais, de tradições e de saberes dos povos, sem que tenham obrigatoriamente transformar-se em produtos ou mercadorias, como advogou os representantes norte-americanos quando da sua aprovação.

Por outro lado, faz-se necessário destacar que este fato histórico representa o apogeu de uma luta que se iniciou há muito. País com tradição racial segregacionista recheada de intolerâncias e tragédias, os Estados Unidos foram palco de inúmeras lutas e experiências que influenciaram boa parte do mundo no trato da questão racial. Desde a coragem de Rosa Parks, aquela costureira negra, que, no dia 1º de dezembro de 1955, se recusou a ceder o seu lugar no ônibus a um branco, até a eleição de Barack Obama presidente, muita água rolou por baixo desta ponte. Ora de maneira trágica com os linchamentos, assassinatos e agressões perpetradas pela Ku Klux Kan e seus seguidores, ora com a reação de líderes como Martin Luther King e Malcom X e organizações como os Panteras Negras que mobilizaram milhões de pessoas nos Estados Unidos e no mundo contra esta iniqüidade que é o racismo. No meio de todos esses episódios tivemos casos hilariantes, como a decisão da Suprema Corte norte-americana que julgou pela inconstitucionalidade, de uma lei aprovada pelo Congresso Nacional norte-americano que considerava livres os escravos que fossem desbravar o oeste daquele país, alegando que o Congresso não tinha poderes para banir a escravidão, mesmo em território federal, e que os negros não poderiam ser considerados cidadãos, pois não faziam parte do povo americano.

Esse breve apanhado histórico serve para balizar a discussão decorrente da eleição do primeiro presidente negro da maior potência do mundo e suas conseqüências mais diretas para o Brasil. Serve também para entendermos melhor e cobrarmos mais ainda da elite brasileira, as razões pelas quais a enorme euforia demonstrada com a eleição de Obama, não se manifesta minimamente no apoio à luta dos afro-brasileiros por um tratamento igualitário em nossa sociedade.

O Brasil precisa saber que a eleição de Barack Obama não foi fruto de nenhum milagre, nem muito menos da decisão dos homens de bem que comandam os Estados Unidos, mas sim de um poderoso movimento que ao longo de cinqüenta anos conseguiu sustentar a implementação de ações afirmativas que viabilizaram o acesso de milhões de afro-americanos ao ensino superior, assim como a ocupação de vários postos importantes de direção daquele país, tanto no setor público como no setor privado, a exemplo de Jesse Jackson, Colin Power, Condolezza Rice e tantos outros, independente de suas posições político-ideológicas.

Infelizmente a superação plena das desigualdades raciais no Brasil, país líder da América Latina, ainda é um sonho a ser conquistado e uma das razões do adiamento deste sonho é a resistência recalcitrante de parte da nossa elite econômica, política e intelectual sobre a necessidade do Brasil adotar medidas efetivas de promoção da igualdade no campo racial. Mesmo com metade da população sendo afro-descendente, eleger um presidente negro no Brasil parece um sonho ainda muito distante. Pesquisa recente do jornal Folha de S. Paulo revela isso. Embora apenas 3% dos entrevistados tenham declarado abertamente seu preconceito, para 91%, os brancos têm preconceito de cor em relação ao negro. Apenas por esse dado constata-se o quanto de trabalho temos pela frente para vencer o racismo inercial existente no Brasil. Nem mesmo Deus sendo brasileiro, como muitos afirmam, conseguimos apagar as conseqüências dos 400 anos de escravidão que vivemos. Por isto mesmo, investir nas políticas de ações afirmativas para a promoção da igualdade em nosso país, não é uma opção, é uma obrigação. Mais ainda, não pode resumir-se exclusivamente em cotas para negros na universidade, embora a educação seja um fator fundamental para alterarmos nossa realidade excludente. E, para quem, ainda insiste em considerar privilégio essas ações, vale citar aqui a declaração lapidar do ministro do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa de que as ações afirmativas é “favorável àqueles que historicamente foram marginalizados, de sorte a colocá-los em um nível de competição similar ao daqueles que historicamente se beneficiaram da sua exclusão”. Simples, como água.

Esperamos, pois, que a eleição de Barack Obama possa massagear os pontos sensíveis da sociedade brasileira e nos ajudar a revelar um outro Brasil. Um Brasil ungido pelo sentimento de fraternidade e igualdade a fim de produzir uma outra página na nossa história, com liberdade e democracia, e apagar de vez essa estrutura excludente e discriminatória com base na cor da pele, como querem alguns. Quem sabe assim, em breve, produziremos o nosso Obama?

 

Zulu Araújo
Presidente da Fundação Cultural Palmares / Ministério da Cultura