Blog

ricardo

Vendo Artigos etiquetados em: ricardo

Da Espiral à Roda

Nas redes sociais tenho visto com frequência publicações alusivas a uma nostalgia dos anos 80 (sim, esses que foram considerados pirosos!) acerca dos brinquedos, das brincadeiras, dos desenhos animados… o brincar na rua !!! Ah, que saudades! E tem-se falado sobre como as crianças crescidas nesses tempos estariam mais bem preparadas para enfrentar obstáculos ao longo da vida do que possivelmente estarão as crianças que hoje em dia primam pela tecnologia e pelo isolamento mais do que pela criatividade e o vínculo social.

Surge também nos últimos anos uma frequência mais elevada de diagnóstico de hiperatividade e défice de atenção do que nesses anos. Hiper = grande, atividade = criança? É suposto que as crianças sejam ativas, que se mexam, que sejam curiosas, aventureiras… não é isso ser criança? Mas ter essa atividade toda e não ter como a gastar pode ser altamente nocivo. E atenção, não pretendo minimizar os diagnósticos feitos nem o impacto que isso trás na vida da criança e da família, porque são situações extremamente complexas que têm que ser avaliadas com critérios rigorosos. Apenas pretendo pensar um pouco a hiperatividade na sua expressão mais lata, do senso comum, a hiper-atividade, a atividade em excesso.

Provavelmente nos anos 80 gastavam-se as energias numa apanhada, numa macaca ou num jogo de futebol e quando se chegava a casa, com fome e cansados e com apenas dois canais de televisão, poucas opções sobravam.

Pois, não era uma era tecnológica mas era uma era de ir para a rua. Mas os tempos mudam e não existem apenas efeitos secundários nocivos desta era tecnológica. Os miúdos tratam a tecnologia por tu. Ensinam os pais, os avós, os professores. Encontram músicas, jogos e histórias, chegam a todo o lado com um clique. A tecnologia está para as crianças de hoje em dia como as brincadeiras na rua estavam para as crianças dos anos 80. Sem dúvida que existem benefícios e perigos em ambas as épocas. Mas como em tudo, no meio é que está a virtude.

Uma das vantagens deste fácil acesso é que o longe está sempre mais perto do que nos anos 80. E tudo o que se fazia lá fora e nós só sabíamos 20 anos depois, agora é quase em tempo real. E isso não é necessariamente mau. Faz-nos sentir ligados. Faz-nos sentir menos sós. Parte de algo. Capazes.

A grande questão, na minha humilde opinião, é como conjugar isso. E aí, caros pais dos anos 80, a bola é nossa. Cabe-nos a nós fazer essa ligação. Sim, a nós que apanhámos a transição. As cassetes, os vinis e VHS, os CDs DVD’s DIVX, Nintendos, Spectrums, Playstations, Gameboys…nós conhecemos ambos os lados.

E a nós cabe a tarefa de ajudar as nossas crianças a tirar partido de estar com os outros, estar na rua, jogar esses jogos saudosistas, navegar na Internet, ver os programas mais adequados…enfim, sermos responsáveis por ajudar os nossos filhos a estar, a crescer e ser feliz nesta era.

A hiper-atividade é a expressão máxima da inquietação. Dentro e fora. E ainda não é pacífica a sua definição em termos etiológicos. É genética, é do meio, é daqui e dali… mas é. E a forma com lidamos com essa questão é que terá mais impacto do que o rótulo ou a origem.

Com isto, proponho um pequeno olhar por uma atividade já bem implementada em Portugal desde o final dos anos 80, mas ainda desconhecida para muitos de nós: a capoeira.

Muitos desportos, nomeadamente as artes marciais, visam o auto controlo, respeito das regras, capacidade de concentração, resiliência, competência…mas todas estas tarefas podem parecer hercúleas aos olhos de uma criança cujo nervoso miudinho é quem manda. Saber que se tem que estar atento pode ser por si só catalisador de maior agitação!

Mas existem atividades que podem juntar uma série de elementos que beneficiam de forma imensa as crianças (especialmente as hiper-ativas, ansiosas e introvertidas). A capoeira é sem dúvida uma dessas atividades.

Porque transmite noção de eu no mundo, através da passagem histórica das raízes interligadas (e nem sempre felizes) de Portugal e Brasil. Conhecimento histórico e geográfico, multiculturalidade, expressão física e artística, pertença do grupo, autoestima, atenção e motivação são alguns dos ganho imediatos da prática desta atividade. E porquê?

Porque o fator competição é preterido ao da inter ajuda, porque os grupos são habitualmente heterogéneos (em género e faixa etária), porque tem que se ser rápido e enérgico (valorizando os aspetos considerados tóxicos na hiperatividade), mas ao mesmo tempo atento para se esquivar de um golpe. Porque nunca se perde o outro de vista, porque se canta e se aprende a tocar instrumentos. Porque se valoriza o grupo em detrimento do indivíduo, porque existe a possibilidade de renascer através do batismo de uma alcunha de capoeira.

Porque se pertence. Porque se é. Porque se está ligado. E não é através da Internet. É ali, ao vivo e a cores!

E então, porque não, antes de mandarmos os meninos e meninas distraídos, impulsivos e inquietos para dentro de um cubo gigante e opressor de um medicamento que apenas faz bem aos cuidadores (que têm menos desgaste), mas que mata a criatividade e a possibilidade de encontrar alternativas, se mandasse para uma roda de capoeira?

 

NOTA: Apesar de considerar que as crianças com TDAH de acordo com o DSM IV-TR estão igualmente aptas a entrar para uma atividade física e desportiva como a capoeira, essa indicação deve ser dada criteriosamente em contexto clínico, de acordo com a avaliação da situação individual. E não se esgota na prática de uma atividade, a sua leitura é sempre multidisciplinar tal como a intervenção. Em caso de dúvida, contacte um especialista. A Psicronos em Setúbal tem um serviço dirigido a crianças e adolescentes, bem como o aconselhamento parental que pode e deve caso exista suspeita da criança ou jovem se enquadrar neste diagnóstico.

 

Carla Ricardo

Carla Ricardo é licenciada em Psicologia Clínica pelo Instituto Superior de Psicologia Aplicada (ISPA) de Lisboa, desde 2002. Exerce clínica privada na delegação de Setúbal da Psicronos e tem formação base em Psicoterapia Psicanalítica, EMDR e terapia cognitivo-comportamental.

Email: carla.ricardo@psicronos.pt

Contactos: 213 145 309 / 918 095 908

Imagem: © Turma da Mónica / Maurício de Sousa

Portugal/Polonia: “Roda das Nações”

Nosso camarada Cangaceiro, que desenvolve um trabalho aqui em Portugal, acaba de lançar o seu 1º livro sobre Capoeira e a internacionalização e intercambios dentro da “Roda das Nações”, título do livro, idealizado por Ricardo Nascimento.

“Roda das Nações” é o título de um livro que reflecte o resultado de dois anos de encontros de jovens de toda a Europa, na Polónia, onde a capoeira foi uma das actividades principais desta iniciativa, apoiada pela Fundação Rodowo. A ideia para a realização deste livro partiu de Ricardo Nascimento, responsável pela secção de capoeira da Associação Estamos Juntos, que tem marcado presença nestes eventos com alguns dos seus elementos, e com o qual admite que se pretendeu “deixar uma semente, resultado do trabalho desenvolvido nestes últimos dois anos”. Abordando a modalidade como uma ferramenta e um método nos intercâmbios internacionais de jovens, Ricardo Nascimento esclarece, no entanto, que os encontros não visavam a prática da capoeira, mas sim discutir os problemas que os adolescentes europeus têm. “Poderia ter sido um livro de qualquer outra modalidade, mas foi sobre esta porque é à qual eu estou ligado”, refere o responsável que admite que a ideia para este projecto já tem alguns anos, mas que vinha sendo adiada devido á falta de recursos.

Traduzido em quatro línguas (português, inglês, russo e polaco), este livro pretende contribuir para uma melhor informação sobre a modalidade essencialmente nos países de leste participantes que têm o russo como língua materna, uma vez que, segundo Ricardo Nascimento, não têm grandes publicações relativamente à capoeira. “A maioria dos professores são provenientes do próprio país, onde não existem muitos brasileiros ligados à modalidade. Com a criação deste livro pretende-se criar assim um recurso para as aulas que qualquer instrutor pode utilizar.

O livro irá estar á venda apenas nos encontros de capoeira e é o resultado de um trabalho colectivo e de carolice, tendo sido a revisão gramatical nas diversas línguas a parte mais difícil da sua concretização, de acordo com o responsável.

Para uma primeira experiência Ricardo Nascimento considera que o balanço é “extremamente positivo”, da idealização á concepção do projecto. “Tudo o que foi proposto foi alcançado, e o livro é exemplo disso. Apesar de ser pequeno é didáctico e simples pelo que conseguiu alcançar um nível mais amplo dado os temas que abrange”, refere Ricardo Nascimento que admite, contudo, que inicialmente a ideia foi recebida com alguma renitência.

A “Roda das Nações”

Apesar de inicialmente estar previsto chamar-se Capoeira 4 All o título do livro acabou por ser “Roda das Nações” uma vez que simboliza a roda da capoeira composta por diversos país e culturas diferentes. A ideia da integração da capoeira neste encontro, que teve em 2007 a sua última edição na Polónia, era mostrar como a modalidade pode ser uma ferramenta e um método para encontros internacionais de jovens para tratar qualquer tipo de assunto.

Por: Nuno Santos Ferreira – http://www.labor.pt

Da Marginalidade ao Sucesso Internacional – Capoeira: Infância, Atividade & Saude

Da Marginalidade ao Sucesso Internacional a Capoeira vem cada vez mais se expandindo e ganhando adeptos pelos 4 cantos do mundo…
 
Há menos de um século a capoeira era considerada prática marginal e hoje esta mesma "forma de expressão", esta "arma da cidadania", este nossa "arte malandra", ganhou relevância, se expandiu… Conquistou os sete mares… é claro que todo este processo foi sendo desenhado, forjado e articulado em "nossa" história recente… Através de figuras importantes dentro do universo capoeiristico e por que não dizer dentro do universo sóciol cultural brasileiro… Apenas com carater ilustrativo irei fazer menção a alguns nomes (sem desmerecer os que aqui não figurarem), são eles: Waldemar da Paixão, Daniel Coutinho, Vicente Ferreira Pastinha, Manuel dos Reis Machado, José Ramos Do Nascimento, Washington Bruno da Silva, Rafael Alves França, Annibal Burlamaqui, Agenor Sampaio, entre outros…
 
Fica como sugestão de leitura e pesquisa a importancia da globalização no processo de dissiminação da capoeira pelo mundo e a introdução no ambiente acadêmico (escolas e universidades), vale ainda ressaltar dentro deste contexto as palavras do grande Mestre Decanio: "A Capoeira é um ESCOLA de CIDADANIA"
 
Segue matéria recolhida do Jornal O Dia Online, do Rio de Janeiro, onde a CAPOEIRA é citada de forma muito positiva no processo de desenvolvimento infantil.
Luciano Milani
Criança ativa e com mais saúde
 
A prática de esportes não serve só para perder peso: é boa para a auto-estima e favorece a convivência social
 
Rio – Em tempos de Orkut e videogame, a garotada parece não querer mais saber de bola e bicicleta. Mas, apesar de toda a tecnologia, ainda não inventaram uma pílula que substitua os benefícios da prática esportiva. De acordo com a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), cerca de 50% dos meninos e 25% das meninas em idade escolar fazem atividades físicas.
 
“Estudos revelam que crianças e adolescentes ativos transformam-se em adultos não-sedentários. Com isso, eles ficam menos sujeitos a doenças, como obesidade, hipertensão e diabetes”, afirma o diretor do Grupo de Trabalho em Pediatria e Medicina Desportiva da SBP, Ricardo Barros.
 
Segundo especialistas, a prática de atividades esportivas é recomendada para crianças de todas as idades. Algumas modalidades, como natação, chegam a ser indicadas inclusive para bebês, a partir dos seis meses.
 
“A natação ajuda a desenvolver a musculatura, a melhorar a coordenação motora e a aumentar a capacidade pulmonar do indivíduo”, enumera o pediatra Antonio Carlos Turner, do Hospital Balbino, em Olaria. Para ele, a atividade deve ser escolhida de acordo com a aptidão da criança e ser praticada por 40 minutos, duas ou três vezes por semana.
 
APRENDENDO A PERDER
 
Tão importante quanto praticar uma atividade física, ressalta Ricardo Barros, é gostar da modalidade escolhida. Principalmente no caso dos mais novos. “Toda atividade física deve ser divertida e relaxante. Por isso, a escolha deve ser feita pelos futuros ‘atletas’ com o objetivo de sentir prazer e não de obter resultados”, salienta.
 
Mas os benefícios proporcionados vão além da prevenção de futuras doenças. “Através da prática de esportes, crianças aprendem a conviver umas com as outras e a dividir erros e acertos. Assim, passam a entender que regras existem para protegê-las e que, por isso, precisam ser respeitadas”, avalia a psicóloga Márcia Sampaio, do Hospital Memorial, no Engenho de Dentro.
 
A estudante Fernanda Madasi, de 13 anos, admite que mudou muito desde que começou a praticar CAPOEIRA, aos 10. “Antes de conhecer a capoeira, era muito tímida e preguiçosa. O esporte me deu disposição para fazer ainda mais exercício”, conta.
 
Já para Marcos Vinícius Passos, 8 anos, a prática do caratê serviu como válvula de escape. Ele diz que o pai resolveu matriculá-lo no curso porque sempre foi muito agitado e, pior, vivia implicando com a irmã mais velha, Jéssica. “Essa garotada tem uma energia que precisa ser canalizada. O mais impressionante é que o caratê melhora até o rendimento na escola”, afirma o mestre Genival Ferreira.
 
Quando o assunto é competição, porém, os pais precisam estar atentos para não exagerar na cobrança. “Os adultos devem estimular as crianças a melhorar o desempenho esportivo sem acirrar demais a competitividade”, explica Márcia Sampaio. Para ela, os pais devem ajudar os filhos a lidar com as frustrações.
 
Aos 10 anos, Marcelo Kogut já participou de dois torneios de tênis: perdeu um e ganhou outro. Embora reconheça que a derrota tenha sido ruim, não desanimou. “Fiquei triste quando perdi, mas, mesmo assim, treinei bastante para a outra disputa”, lembra. Para a mãe, Marta Kogut, a participação em um torneio, mais do que a fazer aces e voleios, ensinou o pequeno Marcelo a administrar vitórias e derrotas.
 
Em excesso, exercícios podem ser até prejudiciais
 
A prática de atividades físicas em excesso pode ser prejudicial à saúde dos mais jovens. “Criança também precisa ter tempo para ser criança. Se for da vontade dela, também é saudável passar um certo tempo sem absolutamente nada para fazer”, ressalta a psicóloga Márcia Sampaio.
 
Para que a criança possa recuperar a energia gasta, é recomendável que a prática de atividades esportivas não exceda duas ou três vezes por semana. O pediatra Ricardo Barros salienta que pais e médicos devem ficar atentos ao comportamento dos mais novos.
 
“Fadiga, sono excessivo, falta de apetite, alteração de humor, recusa em ir à escola e queda da performance no esporte são sinais de que o exercício pode estar sendo maléfico à saúde”, alerta.
 
A escolha da atividade pelos pais, e não pelas crianças, também deve ser evitada. “Às vezes os adultos influenciam os filhos e isso não costuma fazer bem porque o grau de exigência é grande, com objetivos pré-determinados. Nesses casos, a criança acaba abandonando o exercício”, diz Ricardo.
 
Apesar da pouca idade, Louise Vieira, 7 anos, se orgulha de ter escolhido a natação. Hoje, ela nada pelo menos três vezes por semana. “Ela pode até faltar à escola, mas não aceita faltar à natação de jeito nenhum”, brinca sua mãe, Graça Vieira.
 
Para Ricardo, alimentação saudável e ingestão de líquidos também são fundamentais para evitar danos à saúde. A prática de esportes deve ser sempre acompanhada de segurança e os limites individuais de cada criança, respeitados pelos pais.
  
FAIXA ETÁRIA
 
Cada criança tem características físicas e psicológicas próprias. Mas, de modo geral, algumas atividades são indicadas para determinadas faixas etárias.
 
ATÉ OS 6 ANOS
Atividades que envolvem brincadeiras e lazer. Não deve haver cobrança dos pais sobre aprendizado do esporte praticado.
 
DOS 6 AOS 8 ANOS
Atividades de iniciação para reforçar as habilidades específicas de cada criança. Natação, corrida, salto, futebol, capoeira, surfe e ginástica são algumas das atividades indicadas.
 
DOS 9 AOS 12 ANOS
Adequado para atividades que requisitam velocidade. Recomenda-se a prática de ciclismo e atletismo.
 
APÓS OS 13 ANOS
A partir dessa idade, os torneios e as competições já estão liberados. É necessário, porém, que haja prevenção contra lesões físicas e traumas psicológicos.
 

Entrevista exclusiva com Ricardo Oliveira o “Mest. Tucano Preto”

Ricardo Oliveira, paulista, nasceu em 19 de agosto de 1972  mais conhecido na capoeira como "Tucano Preto", é o homenageado deste mês, da seção JOVENS MESTRES do Portal Capoeira, que preparou uma entrevista exclusiva com este Jovem Mestre.
Portal Capoeira: Qual foi seu 1º contato com a capoeira?
 
Ricardo Oliveira: Iniciei na capoeira no inicio dos anos 80 com o mestre Waldenos Batista da Silva,Mestre Pato- um bainao da cidade de QUARAÇU DA BAHIA em Vitoria da Conquista,que residia em meu bairro em Sao Paulo,periferia da zona oeste desta capital.O nome da escola era Quaraçu da Bahia,uma homenagem a sua terra natal .Foi o homem que me iniciou e o exlato ate os dias atuais pela grande formação que me deu em minha vida social e capoeiristica,o que me deram base pra seguir pelo mundo a fora .
 
Portal Capoeira: Fale um pouco sobre o seu primeiro Mestre e como foi a sua caminhada, antes de entrar para o ABADÁ:
 
Ricardo Oliveira: Apos ter completado minha formação basica de capoeira fui por ele presentiado com a formatura para professor de capoeira em  agosto de 1990.Apos esta data o mestre pato resolveu por questoes particulares se afastar do exercicio profissional da capoeira,mas deixando vivo em todos nós alunos na epoca a chama da busca pelo conhecimento e fundamento desta arte. Foi quando apos inumeras viagens pelo brasil me de parei com mestre camisa no rio de janeiro,e apos muito observação foi aceito para integrar ao grupo em 1993, onde permaneci por 14 anos.Dentro do trabalho de mestre camisa, procurei assimiliar seus conhecimentos que em suma deram-me forças pra entender e prosseguir pelo mundo,deixando registrado nesta entidade inumeras passagens vitoriosas de convivencia,e respeito .Tive desta forma apenas a importancia de mestre pato e mestre camisa na minha formação em capoeira e sou imensamente gratoa a estes dois homens.
 
Portal Capoeira: Um fato que lhe marcou positivamente dentro de sua vida na capoeira:
 
Ricardo Oliveira: A presenaça de minha mae nos dias de batizados e troca de cordas,alem da minha formatura,e inumeras pesoas que conhço pelo mundo a fora.O que tambem vale ressaltar é a dimensao que a capoeira me deu para entender  e ver o mundo,fortalendo meu amadurecimento,me dando saúde,profissão,estabilidade e reconhecimento social,como iluminar meu espirito e me levar ao reencontro com minha ancestralidade. Porisso nunca deisti na vida por nada e tambem nunca cometi blasfemia.
 
Portal Capoeira: Já ouvi várias composições de sua autoria. Conte-nos qual foi sua primeira composição (música de capoeira), como foi esta experiência e qual a sua música preferida:
 
Ricardo Oliveira: Minha primeira musica de capoeira foi feita em 1985 que na verdade é uma ladainha com o seguinte tema,QUE CULPA TENHO EU SE NASCI PRA CAPOEIRA .Inspirada em mestre pastinha e suas grandes aparições na literatura da capoeira .
 
Portal Capoeira: A Capoeira como "ferramenta de resistência", A Capoeira como "meio de subsistência" até A "Capoeira Business"… Qual é a sua postura e visão em relação a estes processos
 
Ricardo Oliveira: A capoeira é um mundo a ser explorado eternamente,portanto cabe a cada um ver sua trajetoria e ser leal a ela. Capoeira hoje é uma oportunidade pra inumeras outras cosias tanto no exercico profissional em sua pratica como meio de vida. A capoeira pra mim é eregia viva presente em tudo que fazemos e somos,é um caminho pro entendimento de minha propria existencia e missão.
 
Portal Capoeira: Existe uma ampla discussão a respeito das tradições dentro da capoeira, as diversas formas em que se apresentam, o modo de preserva-las e a importância em divulgar as novas gerações de maneira coerente e séria a história, os personagens, os causos e toda a infinidade de elementos inerentes da capoeira. De que maneira o "Tucano Preto" encara esta missão e qual seria a melhor forma de trabalhar neste contexto?
 
Ricardo Oliveira: Minha missao é levar a mensagen de meus antepassados e sua historia atraves da pratica da capoeira.
 
Portal Capoeira: Fale-nos sobre seu novo trabalho, suas expectativas e objetivos:
 
Ricardo Oliveira: O centro integrado de treinamento e desenvolvimento em capoeira visa,atender as necessidades profissionais dos capoeiristas independente de grupos e entidades,é uma iniciativa pedagogica e cultura para auxiliar neste processo atual,com aulas,cursos,palestras,reciclagem entre outras ,tomando como ponto de partida a capoeira como AÇÃO POSITIVA na cidade de Sao Paulo e demais estados do brasil e do mundo.
 
Portal Capoeira: Gostaria que nos deixasse uma mensagem pessoal para todos os visitantes e leitores do Portal Capoeira:
 
Ricardo Oliveira: Nao espere por uma crise pra decidir o que relamente é importante em sua vida .Sigam o caminho dá luz deixando desta forma que o berimbau ecoe dentro de seu coração .Sucesso a todos e meus contatos são os seguintes.
 

Contatos:
 
mest.tucanopreto
Centro Integrado de Capoeira
fone: 11-84854981
 
Obrigado a todos voce que me fazem acreditar que tudo é possivel nesta vida. Que a capoeira seja pra todos voces o que sempre foi pra mim. Um caminho de luz.

Guarujá- SP: Prof. Montanha e o 3º CD do Grupo Canto e Magia

Em seu mais recente trabalho musical , "Músicas de Capoeira Vol. 3", o Professor Montanha conta com as participações especiais de M. Ricardo (SP), Presidente de Fundador do Grupo Canto e Magia de Capoeira e M. Pinatti (SP) Grupo São Bento Pequeno.
 
Entre músicas inéditas e tradicionais na Capoeira, podemos encontrar também
um House Remix (Angola), tocada em um encontro de DJ’s Latinos (Ibiza -Espanha – 2005)
 
Destaque para a valorização de um dos grandes ícones da Capoeira Paulista, Djamir Pinatti,  a qualidade musical do CD e a boa voz do Professor Montanha.

Fica ai a dica para a sua coleção. Para comprar o CD, clique aqui.
 
Músicas

1 – Depoimento e Ladainha – M. Pinatti
2 – Aidê – M. Pinatti
3 – Angola me chama – Profº Montanha
4 – Flor da Bahia – Prof º Montanha -:- {mmp3}Flor_da_Bahia.mp3{/mmp3}
5 – Bahia manda seu axé – Prof º Montanha
6 – Canarinho da Alemanha – Prof º Montanha
7 – Vem jogar mais eu – Prof º Montanha
8 – Senhor São Bento – Prof º Montanha
9 – Lembra do barro vermelho – Prof º Montanha
10 – Santo Antônio protetor – Prof º Montanha
11 – Bem miudinho – Prof º Montanha
12 – Se arrasta no chão – Prof º Montanha
13 – Lailê – M. Ricardo
14 – Quando o Gunga me chama -M. Ricardo
15 – Nego Nagô – Prof º Montanha
16 – Capoeira Canto e Magia – Prof º Montanha
17 – Dor do Capoeira – Prof º Montanha
18 – Batida do Gunga – Prof º Montanha
19 – Menina mandingueira – Prof º Montanha (Montanha)
20 –
Capoeira na beira do mar – Prof º Montanha
21 – Auê Pinatti – M. Pinatti – (C.M. Arraia – RJ)
22 – Depoimento M. Ricardo
23 –
Faixa Extra – Flor da Bahia – Prof º Montanha
       Versão: REMIX HOUSE – By Dj Allyson Roberth

 
Estamos disponibilizando duas (2) faixas do CD para voce ouvir e conhecer o trabalho deste grande camarada:

Read More