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Morre aos 93 anos de idade um dos maiores representantes da cultura popular paraense e brasileira

Morreu, nesta terça-feira (03), Mestre Verequete, conhecido por seu trabalho de promoção do Carimbó, batuque e dança ancestral dos negros característico do Pará.
 
Internado desde domingo no Hospital João de Barros Barreto, em Belém, Augusto Gomes Rodrigues, seu verdadeiro nome, não resistiu à insuficiência respiratória aguda e infecção generalizada.
 
O Mestre ganhou o nome de Verequete após se mudar de Bragança para trabalhar na Base Aérea de Belém. “Eu gostava de uma moça; então ela me convidou para ir ao batuque que eu nunca tinha visto. Umas certas horas da madrugada o Pai de Santo cantou ‘Chama Verequete’. Eu era capataz da base aérea de Belém, na época da construção, cheguei na hora do almoço e contei a história do batuque… Quando acabei de contar, me chamaram de Verequete’, disse o carimbozeiro ao mestre em música pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Paulo Murilo Guerreiro do Amaral.
 
Homenageado até pelo presidente Lula como Comendador da Ordem do Mérito Cultural, uma das mais importantes honrarias do governo federal, e vencedor do Prêmio Culturas Populares 2008 – Mestre Humberto de Maracanã, realizado pela Secretaria da Identidade e da Diversidade Cultural do Ministério da Cultura.  Mestre Verequete teve seu primeiro contato com o Carimbó aos 24 anos, quando convidou um grupo para dançar em um bar que tinha na época.  Posteriormente, tornou a convidar o grupo para dançar numa festa de passagem de ano, mas o convite foi recusado. Diante disso, Mestre Verequete decidiu criar outro conjunto do gênero. Fundou-se então, no dia 2 de outubro de 1971, o Conjunto de Carimbó Uirapuru do Verequete, que permanece até os dias atuais e já possui mais de 10 discos gravados, entre eles, o famoso ‘Carimbó Uirapuru do Verequete (Só podia ser)’.
 
Apesar das homenagens e do sucesso, Mestre Verequete teve uma vida marcada pela pobreza material. Para os amigos e familiares vai deixar saudade e exemplo de sabedoria e humildade, como conta o neto Felipe Rodrigues, de 18 anos. Para o Brasil, mais do que riqueza cultural, o mestre deixa a lembrança da importância de se valorizar e se reconhecer os constituintes da nossa cultura popular enquanto vivos.

Mestre Ananias lança seu 2º CD com samba de roda

 

A tradição e o ritmo do “samba de umbigada” da Bahia, acontece em festa aberta ao público no SESC Ipiranga em São Paulo no dia 12/12

Mulheres já podem preparar suas saias rodadas. No dia 12 de dezembro, tem samba de excelente qualidade no Sesc Ipiranga. E os homens também não poderiam ficar de fora da roda. Afinal, Mestre Ananias (vestindo como de costume camisa e terno muito brancos, chapéu panamá, sapato bicolor e colar para o Orixá) vai lançar, aos 83 anos, seu 2º CD próprio em São Paulo. O álbum é o volume II do Projeto Documental sobre o trabalho do Mestre, produzido pela Uirapuru Assessoria Cultural. Antes da roda de samba, os discípulos, alunos de Seu Ananias e os principais capoeiristas do Brasil, incluindo outros Mestres, participam de uma roda de capoeira, dando a todos um show de agilidade e brincadeiras, embalados pela famosa bateria de Mestre Ananias.

Conhecer a cor do samba, o “cheirinho” da Bahia e o dendê presente no ritmo do exímio capoeirista rebento de São Felix (Recôncavo Baiano) é mesmo um programa imperdível para toda a família. Mesmo porque as crianças também devem ser privilegiadas com uma rica vivência junto ao Mestre mais antigo e respeitado em São Paulo. Todos podem brincar com um ícone vivo da capoeira no Brasil. Com simplicidade, ele compartilha com todos os dispostos a “brincar” a herança ancestral africana que desde pequeno viveu na Capoeira, no Candomblé e no Samba de Roda, reconhecido em 2005 pela UNESCO como patrimônio imaterial e oral da humanidade.

Além disso, todo brasileiro sabe que “quem não gosta de samba, bom sujeito não é”. Então, prepare-se para chacoalhar as cadeiras e afinar a voz no coro. Mestre Ananias, à moda característica dos antigos mestres, vai comandar mais um samba e fazer a festa dos paulistanos.

 

Para ouvir uma das faixas do novo CD do Mestre Ananias
com exclusividade no Portal Capoeira, clique aqui

Dica: Samba de roda na Casa Mestre Ananias – Centro Paulistano de Tradições Baianas, localizada no Bixiga (rua Conselheiro Ramalho, 945), bairro de tradição afro-descendente

Breve histórico de Mestre Ananias

Quando jovem, em busca de trabalho, Ananias Ferreira foi acolhido em Salvador por um dos grandes mestres da capoeira, Valdemar da Liberdade. Grande ritmista, cantador e comandante de roda, Valdemar Rodrigues da Paixão é considerado um dos capoeiristas mais completos. A convivência com ele aconteceu junto aos mais expressivos nomes da capoeiragem: os mestres Pastinha, Traíra, Caiçara, Nagé, Onça Preta, Zacarias, Bom Cabelo e Canjiquinha, de quem Mestre Ananias recebeu seu diploma de mestre.

Em 1953, Mestre Ananias chegou a São Paulo, convidado pelos produtores Wilson e Sérgio Maia. Foi quando sacudiu os teatros paulistanos com o dramaturgo Plínio Marcos e Solano Trindade, junto aos sambistas Geraldo Filme, Toniquinho Batuqueiro, Zeca da Casa Verde, Talismã, Jangada, Silvio Modesto e João Valente, entre outros batuqueiros.

Mestre Ananias ensina toques de berimbau
na Praça da República, onde fundou a roda
de capoeira que existe desde a década de 50

Entre suas participações no teatro e cinema brasileiros estão: a peça Jesus Homem e Balbina de Iansã, de Plínio Marcos; os filmes Pagador de Promessas; Brasil do Nosso Brasil; Fronteira do Inferno e Ravina, de Anita Castelane. Também fez apresentações teatrais com Ari Toledo no Teatro de Arena e gravações com o músico Jair Rodrigues.

Mestre Ananias foi um dos primeiros capoeiristas a estabelecer residência na terra da garoa. Consolidou junto a seus conterrâneos a Roda de Capoeira da Praça da República “para alegrar o povo que ali passava”. Há mais de 50 anos nessa roda, que representa um tradicional ponto de encontro de capoeiras em São Paulo, ainda a comanda com dedicação e muito respeito dos freqüentadores. Durante esse meio século, conviveu com grandes capoeiristas baianos que viveram e passaram por São Paulo, como Evaristo, Zé de Freitas, Limão, Silvestre, Paulo Gomes, Suassuna, Brasília, Joel e muitos outros.

Aos 80 anos, Mestre Ananias lançou seu 1º CD original de capoeira: Capoeira Documento Inédito. No começo do ano de 2007, com o apoio do edital federal Capoeira Viva, reabriu sua escola, para dar continuidade à história paulistana da capoeira tradicional (Angola). Com muito entusiasmo, comanda semanalmente as rodas que ali acontecem, com a presença de vários capoeiristas de São Paulo e do Brasil, às terças-feiras, a partir das 20h.

samba de roda do Recôncavo Baiano

O samba é, indiscutivelmente, símbolo de brasilidade, uma expressão musical, coreográfica, poética e festiva das mais significativas do país. E o samba do Recôncavo Baiano, bem como a capoeira e o candomblé, fazem parte da matriz dessa identidade. São elementos de um mesmo universo na cultura popular brasileira.

Fazer o samba de roda em São Paulo, cidade de migrantes nordestinos, de filhos e netos de baianos é uma retomada de nossas referências sócio-culturais e históricas. São mais de cinco milhões de praticantes de capoeira no país, sendo que a capital paulistana tem o maior número deles. Mestre Ananias é o guardião desse universo em São Paulo, onde vive desde 1953 perpetuando esse legado.

A tradição da festa popular foi mantida inclusive na gravação do CD, aberta ao público no começo do ano. Enquanto o coro respondia ao Mestre, homens e mulheres brincavam na roda de samba formada especialmente para o evento. “A mulher corre a roda e escolhe outra [outro] pra entrar, com uma umbigada. Um só de cada vez”, explica o mestre.

Agora, mais uma vez com festa, uma nova roda vai apresentar o trabalho produzido. Todos podem experimentar de perto a corporeidade, musicalidade, sensualidade, poesia, o belo, lúdico e sagrado do samba, pois a alegria vai contagiar o coletivo e integrar as pessoas de forma plena e harmoniosa.

Mestre Ananias lança seu 2º CD com samba de roda Roda de samba formada especialmente para a gravação do CD do Mestre Ananias,o qual será lançado oficialmente agora, com outra comemoração e também muito samba

Grupo Garoa do Recôncavo

Formado por discípulos, capoeiristas e sambadores, o grupo é um retrato do samba do Recôncavo Baiano liderado por um remanescente, com influências regionais na execução dos instrumentos e, é claro, no sotaque paulistano.

Formado por 10 integrantes, apresenta viola de 10 cordas, violão, cavaco, dois pandeiros, atabaque, percussão e coristas dançarinas caracterizadas.

SERVIÇO

LANÇAMENTO: CD VOLUME SAMBA DE RODA AO VIVO – DOCUMENTO INÉDITO

LOCAL: SESC IPIRANGA

DATA: 12/12/2007, das 18h às 21h30

PRODUÇÃO: Uirapuru Assessoria Cultural – Rodrigo (11) 5072 – 6579

ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO: Brígida Rodrigues (11) 8116-1429

Fotos: Brígida Rodrigues

O Carimbó e o Mestre Verequete

Um homem simples, de chapéu na cabeça e voz firme se transforma em rei quando está em meio a tambores, numa roda de carimbó. Esse é Augusto Gomes Rodrigues, o Mestre Verequete, ícone da cultura paraense.

No próximo dia 15, nessa sexta feira, Tv capoeira (Instituto Jair Moura) exibirá o documentário chama Verequete falando sobre Carimbó com comentários do historiador Luis Augusto Leal….
 
Contamos com a presença de todos.

 

O CARIMBÓ E O MESTRE VEREQUETE

O termo "carimbó" aparece em seus primeiros registros como o nome de um instrumento musical de percussão. Sua definição mais antiga consta no Glossário Paraense de Vicente Chermont de Miranda, publicado em 1905. Conforme Chermont, o carimbó seria um “tambor feito de madeira oca e coberto, em uma de suas extremidades, por um couro de veado”. Tal definição, ainda hoje, serve para explicar o formato do instrumento e apresentar suas principais características.

No entanto, a palavra carimbó, na atualidade, significa muito mais do que apenas o nome do tambor. Abrange, na verdade, todo um conjunto musical que vai do instrumento à dança. Corresponde a um tipo de manifestação específica de algumas áreas do Pará e mesmo do Maranhão. Ele se caracteriza pela utilização de dois tambores (carimbós), que deram nome à música e à dança, além de outros instrumentos próprios como a onça (nome local dado à cuíca), o reco-reco (instrumento dentado feito de bambu), a viola, etc. Também se conhece uma variante musical do carimbó que possui o mesmo nome (chamado de “carimbó eletrônico”), mas que, ao invés da marcação rítmica com os tambores característicos, utiliza uma bateria eletrônica e guitarras.
 
Augusto Gomes Rodrigues – mestre Verequete nasceu em um lugar conhecido por "Careca" que fica localizado próximo à Vila de Quatipuru, no município de Bragança, em 26 de agosto de 1926. Seu pai, Antônio José Rodrigues, era oficial de justiça, marchante de gado e músico. Sua mãe, Maximiana Gomes Rodrigues, faleceu quando Verequete tinha apenas três anos de idade. Tal acontecimento antecedeu a primeira migração de Verequete para outro município. Ele, juntamente com seu pai, passou a residir no município de Ourém. Aos doze anos de idade mudou-se sozinho para Capanema, onde trabalhou como foguista, e em 1940 chegou a Belém, indo morar em Icoaraci (antiga Vila de Pinheiro). Neste período, Verequete trabalhou como ajudante de capataz na Base Aérea da cidade e subiu de posto até chegar a ser ajudante de agrimensor. Quando deixou de trabalhar na Base, Verequete exerceu outras atividades para garantir sua subsistência. Foi arremate de vísceras, açougueiro, marchante de porco e outros, no entanto a experiência de trabalho na Base Aérea marcaria para sempre sua vida, pois foi durante este trabalho que ele perdeu seu nome original (Augusto Gomes Rodrigues) e passou a ser identificado como Verequete. Por trás deste nome tão diferente existe uma história muito interessante que pode ser contada pelo próprio Augusto Gomes Rodrigues, ou Verequete. Uma história que ele não se cansa de contar:

 
Eu gostava de uma moça; então ela me convidou para ir ao batuque que eu nunca tinha visto. Umas certas horas da madrugada o Pai de Santo cantou "Chama Verequete". Eu era capataz da Base Aérea de Belém, na época da construção, cheguei na hora do almoço e contei a história do batuque… Quando acabei de contar, me chamaram de Verequete.

Chama Verequete, ê, ê, ê, ê
Chama Verequete, ô, ô, ô, ô
Chama Verequete, ruuuum
Chama Verequete…
Chama Verequete, oh! Verê
Oi, chama Verequete, oh! Verê
Ogum balailê, pelejar, pelejar
Ogum, Ogum, tatára com Deus
Guerreiro Ogum, tatára com Deus
Mamãe Ogum, tatára com Deus
Aruanda, aruanda, aruanda, aruanda ê
Mandei fazer meu terreiro
bem na beirinha do mar
mandei fazer meu terreiro
só pra mim brincar
 
Augusto Gomes Rodrigues - Mestre Verequete

 

Fonte: Instituto Jair Moura e Overmundo 

Escola municipal realiza projeto sobre cultura afro-brasileira

 A Escola Municipal Fernando de Souza Romanini, de Coronel Sapucaia, através da sua diretora Leila Gonzato, em parceria com a Secretaria Municipal de Educação realizou na semana passada um projeto sobre a cultura afro-brasileira, que foi apresentado no pátio da escola.

O evento lembrou o Dia da Consciência Negra, que no Brasil é comemorado em 20 de novembro, data que foi instituída através de lei federal. Na oportunidade a assessora técnica da Secretaria de Educação, Gesira Lebero Lens, que representou o secretário municipal de Educação, Tito, ministrou palestra sobre aspectos da cultura negra no Brasil e no Mundo.

Falando dos costumes e tradições, Gesira também pediu ao público que esteve presente que valorizasse suas origens, defendendo seus direitos e ajudando a combater o racismo que, infelizmente, ainda é muito grande no país. “Afinal todos nós sabemos muito bem que perante Deus somos todos iguais”, afirmou Gecira.

A segunda palestra foi ministrada pelo professor de capoeira Edinilson Rodrigues, o “Zulu”, que falou sobre a origem da capoeira no país, além de fazer uma belíssima apresentação de alguns golpes e como usá-los de maneira sadia e que não venha a incentivar a violência.

Estiveram prestigiando a palestra vários professores, diretores e alunos, dentre outros a diretora da Escola Maurício Rodrigues de Paula, Maria Alves de França e seus alunos do período noturno, também os alunos da Escola Estadual Eneil Vargas e demais visitantes.

Encontro de Capoeira em Pérola

O mestre de Capoeira Ailton Rodrigues esteve durante os dias 12 e 13 de novembro representando o Município de Pérola no Festival Internacional de Capoeira que aconteceu em Presidente Prudente – SP.
 
No festival aconteceram várias apresentações, como o Joga de Capoeira Angola. O Mestre de Capoeira Ailton Rodrigues atua nas escolas Municipais Arminda Rodrigues de Souza e Waldemar Biaca de Pérola, onde executa o Projeto Pedagógico “Capoeira nas Escolas” que é oferecido a todas as crianças da rede Municipal atendidas nestas escolas.
Ailton aproveitou sua ida ao Festival para divulgar o 1º Encontro Interestadual e Batizado de Capoeira que acontecerá nos dias 10 e 11 de Dezembro de 2.005 em Pérola. O evento conta com o total apoio da administração Municipal, da Secretaria de Educação e Cultura e com a parceria da Associação de Capoeira “Herança dos Quilombos”.
 
Claiton ressaltou a importância de investir nas crianças do Município. Ele acredita que com isso pode proporcionar um futuro mais promissor para as mesmas.