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Aconteceu: “Mulher, Educação e Movimentos Sociais”

CAPOEIRA ANGOLA NA UFRGS
No dia 06 de Março de 2007, Obá Oloriobá e Inajara Ramos participaram do Seminário "Mulher, Educação e Movimentos Sociais", realizado pelo DAFE da UFRGS.
Oloriobá falou sobre "Mulheres e manifestações culturais afrodescendentes em uma proposta de educação étnico-social", ao lado de Maria Conceição da ONG Maria Mulher, que explanou sobre as Mulheres negras e a Educação.
 
Ao final das palestras, teve momento artístico-cultural onde Inajara e Oloriobá tocaram berimbau e jogaram capoeira angola em memória à Acotirene, N'zinga, Dandara e a todas as mulheres guerreiras de nosso País.
 
 
ANGOLEIRAS À FLOR DA PELE
 
Poesia criada por Inajahra Ramos
 
"Somos mulheres angoleiras, por natureza guerreiras.
Vivemos no mundo da capoeira angola.
Capoeira angola, que ajuda a contruir identidades, autonomia, respeito ao próximo.
O berimbau comanda a trilha sonora de um vida, onde se aprende a perder e também a ganhar.
Compartilhar os saberes, a respeitar o mais velho ou aquele que possui mais conhecimento, adquirido ao longo de sua trajetória. "O valor dos ancestrais'.
A capoeira nos leva a uma viagem imáginária à África existente dentro de todos nós brasileiras/os.
Com a Áfricanamente conquistamos nosso espaço de mulheres multiplicadoras, expressando linguísticamente e corporalmente os saberes infinitos do universo da capoeira."
Postado por AFRICANAMENTE no AFRICANAMENTE ESCOLA DE CAPOEIRA ANGOLA: http://africanamenteescoladecapoeiraangola.blogspot.com

Ministro da Cultura quer inclusão de “mestres sem diploma” em ensino formal

Rio, 25 (AE) – O Ministério da Cultura está atuando junto ao Ministério da Educação para que "mestres sem diploma", de "saberes informais", como por exemplo a capoeira , sejam reconhecidos e tenham a possibilidade de trabalhar no sistema formal de ensino.
 
O próprio ministro Gilberto Gil transmitiu a informação hoje durante a conferência de abertura do Fórum Cultural Mundial no Rio, com o tema "Arte e Cidadania".
 
Gil lembrou que a capoeira brasileira tem praticantes em diversos países e é "uma das razões por que (nós, brasileiros )somos amados" . O não reconhecimento dos capoeiristas "e mestres de tantas outras áreas da cultura brasileira" pelo sistema formal de educação "é uma limitação de cidadania, direitos e práticas reais", considera. Com o reconhecimento, essas pessoas poderiam "envelhecer transmitindo seus conhecimentos aos mais jovens".
Gil quer maior aproximação entre os dois Ministérios. "Penso que há coisas agora cujo avanço dependem de podermos reatar velhos laços com o Ministério da Educação e o sistema educacional do País, de construir pontes e corrigir os danos conseqüentes e inconseqüentes, ao mesmo tempo, de um divórcio que deixou muitos órfãos", disse. "O direito à cultura deve ser pensado como acesso à formação e à articulação como tal", afirmou também.
 
Depois, ao falar da cultura indígena, do convívio dos índios com a natureza, o ministro colocou como um desafio fazer com que "a produção de riqueza advinda dos conhecimentos ligados à biodiversidade ajudem a criar emprego e renda entre as populações que lhe deram origem". Argumentou: "onde está o valor senão na alta tecnologia imaterial desses conhecimentos (indígenas)?"
O ministro informou que o Ministério da Cultura está criando "formas de registrar os saberes e os sabores brasileiros e todo esse mundo criativo fora das escolas". Também está "flexibilizando as formas de registro autoral" que, de acordo com ele, por serem rígidas demais, acabam limitando o direito dos artistas.
 
"Hoje o reconhecimento dos saberes informais como tecnologia avançada começa a impulsionar um redesenho do próprio Estado brasileiro", disse. "Esses saberes desafiam uma redefinição da economia, da própria cultura, dos conceitos da propriedade intelectual e de valor", disse. 
 
Adriana Chiarini
Jornal do Estado – Curitiba, PR – Brasil
http://www.jornaldoestado.com.br 
 
 
Gil ressalta a Arte como “assimilação da cultura como cidadania”
Fonte: FCM
 
Neste sábado (25/11), na conferência de abertura da edição 2006 do Fórum Cultural Mundial, no Centro Cultural Ação da Cidadania, o ministro da Cultura do Brasil, Gilberto Gil Moreira, presidente de honra do FCM 2006, afirmou que “Arte e Cidadania têm uma relação muito mais ampla do que se pode imaginar”. Gil conceituou Arte como uma das vertentes da Cultura, representando a assimilação da Cultura como Cidadania.
 
Falando a uma platéia integrada por pessoas de mais de 40 países, Gil registrou ainda que o crescimento da ação dos meios de comunicação eletrônicos, com ênfase para aqueles baseados na informática, como a internet, tem contribuído de forma significativa para a aceleração do processo de globalização, fato que interfere fortemente nos diversos ambientes culturais.
 
O ministro brasileiro assinalou que cada pessoa é um criador de arte em potencial. E chamou a atenção para a necessidade de os governos se transformarem em motores da cultura, apoiando e estimulando a criação artística, em todas as áreas, a fim de evitar que essa globalização provoque o fim de tradições culturais importantes para cada sociedade específica.
 
Além de Gilberto Gil, participaram da Conferência de Abertura "Arte e Cidadania" a professora Heloísa Buarque de Hollanda, como moderadora; o escritor indiano Vikram Seth; o chairman do BASA (Business and Arts South África, órgão de fomento à cultura da África do Sul), Ivan May; o secretário executivo do Convênio Andrés Bello, na Colômbia, Francisco Huerta Montalvo; e o criador do Teatro do Oprimido, Augusto Boal.
 
Foi de Boal, aliás, uma das melhores definições do encontro, merecedora de longos aplausos, ao abrir seu discurso dizendo que “palavras são meios de transporte, como o trem, a bicicleta e o avião; a palavra Cultura é um enorme caminhão que suporta qualquer carga”.

Programa de Reflexões e Debates para a Consciência Negra e Palestra: “CAPOEIRA: um jogo de saberes”

PROGRAMA DE REFLEXÕES E DEBATES PARA A CONSCIÊNCIA NEGRA, Uma experiência de aplicação da Lei 10.630/03, Convida para sua homenagem aos 35 anos da instituição do DIA DA CONSCIÊNCIA NEGRA com a palestra:
"CAPOEIRA: um jogo de saberes" 
 
O Programa de Reflexões e Debates para a Consciência Negra terá no próximo dia 21 de novembro, a partir das 19:30 h o Prof. Dr. Luiz Sergio Dias, pesquisador e autor do premiado livro "Quem tem medo da Capoeira?" e o Prof. Paulo Henrique Menezes da Silva, Mestre Paulão, Presidente da Liga de Capoeira do Estado do Rio de Janeiro, fazendo a palestra "CAPOEIRA: um jogo de saberes" no Colégio Estadual Professor Sousa da Silveira, no bairro de Quintino – Zona Norte do Rio de Janeiro.
 
O Jornalista Mano Lima, de Brasília, estará presente no debate e participa, ainda, de uma série de eventos no Rio de Janeiro. Durante a palestra, o jornalista fará em primeira mão o lançamento do DICIONÁRIO DE CAPOEIRA com um preço especial para nosso público.
 
A história da Capoeira funde-se com a própria história do Brasil, surgiu da luta do negro escravo pela liberdade, escapando do cativeiro, enfrentando a recaptura, abrindo caminho para continuar vivo e livre, assim sistematizou-se como genuína arte marcial brasileira.
 
A Capoeira é reconhecida pela sua efetividade como luta e pela sua autenticidade cultural: é balé, é arte circense, é dança de rua, é ginástica, é canto, é jogo e é ginga, está entre as grandes contribuições do Brasil ao imaginário do mundo, sendo praticada em cento e cinqüenta países da Europa, África, Ásia, Oriente Médio e Américas. A Capoeira aparece para o mundo como uma das mais nobres representações culturais brasileiras.
 
A Capoeira ajuda na superação dos limites do corpo e da mente, na renovação de energias, na criação do espírito coletivo de camaradagem pelas artes, manhas e artimanhas do seu jogo, uma realidade que já conta com o aval de instituições de educação como o UNICEF, que referenda trabalhos de capoeiristas brasileiros em vários países com crianças e adolescentes em áreas de risco social, com despatriados e vítimas de mazelas de guerras. Não há dúvidas que a Capoeira é instrumento de socialização e de resocialização em vários níveis.
 
O Prof. Luiz Sergio Dias, Mestre Paulão e o Programa de Reflexões e Debates para a Consciência Negra, encontram-se pela prática do permanente diálogo entre os valores do saber popular com os conhecimentos técnicos e acadêmicos, e unem-se na proposta de aplicar a Capoeira além da prática corporal, trazendo-a para a análise crítica da nossa sociedade e história e para o ensino de disciplinas como: educação artística, música, física, geometria, língua portuguesa, história, e ainda, história africana e cultura afro brasileira, além de trabalhar, ética, sociabilidade, respeito, desinibição e disciplina.
 
P.S: O Jornalista Mano Lima, autor do Dicionário de Capoeira, estará no RJ, de 21 a 25/11, participando de eventos no Rio de Janeiro referentes a Semana de Consciência Negra, divulgando e autografando a obra  DICIONÁRIO DE CAPOEIRA desua autoria.
 
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21/11 – 19 horas
Palestra "Capoeira: o jogo de saberes", promovida pelo Programa de Reflexões e Debates para a Consciência Negra, com a participação do Prof. Dr. Luiz Sergio Dias, pesquisador e autor do premiado livro "Quem tem medo da Capoeira?" e o Prof. Paulo Henrique Menezes da Silva, Mestre Paulão, Presidente da Liga de Capoeira do Estado do Rio de Janeiro
Local: Colégio Estadual Professor Sousa da Silveira, no bairro de Quintino, R. Amália s/n, Zona Norte
 

22/11 – 18 horas
Debate "Zumbi Vive: a internalização da consciência social pela educação"
Local: Fórum de Ciência e Cultura da UFRJ (campus Praia Vermelha), Av. Pasteur 250, 2º andar – Urca
 
23 /11 – 11 horas
V Ciclo de Palestras de Capoeira da UFRJ, sob o tema "Pedagogia do esporte: refletindo sobre a capoeira"
Local: Campus da UFRJ
{/jgibox}

 
Colégio Estadual Professor Sousa da Silveira
 
Coordenação: Profa. Carla Lopes
 
R. Amália s/n – Quintino Bocaiúva
Rio de Janeiro – R.J
CEP: 21380-400
Tel.: 2595-6209 (das 19h às 22h)
Cel:(21) 9649-5961 
e-mail: programa.rdcn@gmail.com

Dois grandes acontecimentos capoeirísticos marcam a região Norte do Brasil

Dois grandes acontecimentos capoeirísticos marcam a região Norte do Brasil nos próximos meses. São eles: I Semana de Capoeira da Amazônia e III   Encontro Internacional Ecológico de Capoeira do Amazonas.
Ambos os eventos tratam de questões importantes para a nossa capoeira, o primeiro irá descutir as praticas culturais e os saberes no contexto das politicas publicas (fica aqui o comentário sobre um outro importante evento, o SENECA, que aconteceu no Sul do País, onde também foi abordado o tema "Políticas Publicas.) O segundo evento, sobre a supervisão de Mestre Squisito, irá tratar de assuntos importantes, tais como a "capoeira, o eco-turismo e a ecologia" inseridos em uma região de infinitas possibilidades onde a capoeira vem crescendo e as autoridades governamentais começam a abrir o olho para esta multifacetada arte…
 
Vale a pena conferir as progamações e propostas. com especial atenção ao evento sob a supervisão de Mestre Squisito
Luciano Milani

I Semana de Capoeira da Amazônia
 

De 03 a 10 de junho, acontece em Belém, a I Semana de Capoeira da Amazônia, que terá três momentos: palestras teóricas, mini-cursos e oficinas práticas. As atividades serão realizadas no Ginásio da UEPA (Universidade do Estado do Pará). As palestras trarão a antropóloga Leila Melo, que discutirá os saberes através das práticas culturais, além dela, a antropóloga Lígia Simonian falará sobre cultura, artes e saberes locais no contexto das políticas públicas.
 
Os mini-cursos divididos em três partes abordarão a história e historiografia da capoeira no Brasil e serão ministrados pelos professores Augusto Leal e Leila Melo, da UFPA (Universidade Federal do Pará). Nas oficinas, haverão aulas de ritmos e percussão, princípios da capoeira de Angola, além aulas de instrumentos como berimbau, atabaque e pandeiro.
 
Mais informações pelos telefones 8111 6142 ou 8113 1006.
 
Você pode concorrer a convites para a Semana de Capoeira, é só clicar no link abaixo:
http://www.orm.com.br/promocoes
 

Cidade Velha - Belem III   Encontro Internacional Ecológico de Capoeira do Amazonas
 
Iº. Eco-Capoeira do Amazonas
 
Programação:
 
 Quinta-feira – 17 Agosto de 2006
 
 18:00 – Reunião com a Coordenação e Assembléia Geral com os atletas de Manaus
 
 21:00 – Roda de recepção dos convidado de delegações de outros Estados e países
 
 22:30 – Jantar com os convidados
 
Sexta-feira – 18 agosto de 2006
 
 07:30   Café Regional
 
 09:00   Entrevista coletiva com os convidados.
 
 10:40   Excursão para Presidente Figueiredo.
 
 12:30   Almoço com a secretária de turismo.
 
 14:00   Visita ao refúgio Sacura-Mirá, do Mestre Gato.
 
 14:30   Palestra sobre a capoeira como conscientização ambiental e eco turismo na Amazônia.
 
 19:40   Jantar e reunião com o prefeito e autoridades representantes do estado e Município e capoeira.
 
 23:00   Retorno para Manaus.
 
Sábado – 19 agosto de 2006
 
 08:30   Iª. Conferência sobre o eco capoeira no Amazonas
 
Abertura com a leitura da programação e apresentação dos convidados, autoridades e entidades de classes representativas e esportivas, culturais sociais, ong’s  e entidades governamentais.
 
 09:00   Palestra com o Mestre Marreta – de Amsterdã – Holanda.
            Tema: Projeto Eco-turístico Brasil-Holanda.
 
 09:55   Palestra com a Secretaria de Turismo Dra.Arminda Mendonça
            Tema: O turismo e a capoeira.
 
 10:30   Palestra do Secretario de Esporte
            Tema: A capoeira como desporto.
 
 11:10   Palestra de especialista fonoaudiólogo
            Tema: Educação verbal.
 
 12:30   Intervalo para o almoço.
 
 13:30   Palestra com Mestres da Bahia
            Tema: Salvador: a Meca da capoeira.(Água de Beber)
 
 14:30   Palestra com o presidente da confederação brasileira de capoeira
            Tema: A  capoeira no Brasil e no mundo.
 
 15:00   Palestra com o mestre Umói de Souza – Portugal.
            Tema: Convívio Brasil-Portugal e projetos sociais com a capoeira em países de língua portuguesa.
 
 15:45   Palestra com desembargador – am
            Tema: respeito a integridade física.
 
 16:30   Lançamento do filme Bimba, a Capoeira Iluminada, de Luis Fernando Goulart
            Sobre a vida do Mestre Bimba (longa metragem) – www.mestrebimbaofilme.com.br
 
 18:30   Batizado de capoeira
 
 20:00   Jantar para os convidados
 
 21:30   Viagem para o município de Novo Airão (200 km selva a dentro).
 
Domingo – 20 de agosto de 2006
 
 07:30   Café regional com o Prefeito do Município, Autoridades e convidados.
 
 08:50   Batizado.
 
 11:20   Visita a pontos turísticos do município
 
 13:00   Almoço
 
 15:30   Retorno a Manaus.
 
 18:00   Roda de confraternização no Capoeiródromo na Ponta Negra
 
 
Obs: A programação poderá sofrer alterações e ajustes
 

Capoeira X CREF/CONFEF : Um jogo perigoso fora da roda

Neste artigo, o professor Acúrsio Esteves, autor do livro A "Capoeira" da Indústria do Entretenimento, faz uma análise crítica da questão Cref/Confef versus Capoeira.
 
Jornal do Capoeira –
www.capoeira.jex.com.br
Edição AUGUSTO MÁRIO FERREIRA – Mestre GUGA (n.49)
de 13 a 19 de Novembro  de 2005


 
Profº Acúrsio Esteves *
Salvador, BA
 
Uma situação preocupante parte das ações do sistema CREF/CONFEF. Este está exigindo que mestres e professores de capoeira, que já há algum tempo ministram aulas de capoeira em suas academias ou outras instituições, sejam seus afiliados, para que tenham direito a continuar seus trabalhos. Tal procela gerou um impasse, pois os profissionais da capoeira fundamentados na tradição, não querem aceitar este domínio alienígena sobre a sua arte. Pessoalmente, concordando com os capoeiras, acho que a ela deva continuar seu caminho independente de controle ou registro externo. Seria, em minha opinião, o mesmo que os Conselhos de Medicina exigir que as parteiras, para continuarem a exercer suas atividades, tivessem que se filiar a estas entidades.
 
Submetê-la a controle externo, principalmente dentro do contexto que se propõe é esvaziá-la do seu significado simbólico/cultural, é equipará-la a qualquer atividade meramente física como corrida, musculação, ginástica, é roubar-lhe a pujança e a representatividade que possuem os saberes populares. É transformá-la em mero movimento corporal com intenções de condicionamento físico.
Como professor de Educação Física, reconheço a importância de um órgão para regulamentar a profissão, porém, entendo que esta posição tomada pelo CREF/CONFEF é uma ação corporativa perpetrada contra a capoeira e representa espúrias pretensões comerciais de reserva de mercado. Paralelamente, reflete e tenta repetir a dominação secular das classes dominantes sobre o povo, se apropriando dos seus saberes construídos coletivamente expressos sob forma de cultura popular, folclore, religião, gastronomia ou de qualquer outra natureza interferindo nelas forma ostensiva, negativa, deflagrando o início do seu processo de enfraquecimento,  quiçá aniquilamento.
 
De forma subjacente, esta atitude corporativa contempla uma ação que de forma indevida expõe todos os profissionais de Educação Física às duras críticas dos setores acadêmicos e culturais comprometidos com as raízes da cultura popular. A pretensão de se criar uma reserva de mercado se apropriando de uma clientela formada com muito trabalho, perseverança e sacrifício por outras categorias de trabalhadores é antiética, imoral e configura uma apropriação indébita sob o beneplácito da lei.     
Quanto aos profissionais da capoeira, afirmo que a categoria deve estar permanentemente mobilizada para garantir a sua autonomia antes que ela se transforme em um simples apêndice da Educação Física. A sua principal frente de luta deverá ser a de preservar não só a autonomia dos profissionais que tem atuado historicamente, como principalmente, os que agora estão iniciando e os que virão. Entendemos que esta atitude pretendida pelos "senhores do movimento" pretende criar privilégios para uma determinada categoria profissional sobre um patrimônio cultural que pertence ao povo.
 
Esta autonomia foi conseguida após muito sacrifício durante séculos por parte de mestre, alunos, simpatizantes e intelectuais que travaram árduas batalhas para fugir às perseguições policiais, políticas e preconceituosas por parte de setores conservadores da sociedade. Estes mesmos setores agora querem de novo dominá-la através de dispositivos legais, por intermédio de parlamentares que representam a elite e o grande capital. Entendemos que a cultura e o trabalhador devam ser protegidos pelo estado e não por ele perseguidos e controlados, aliás, é o que determina a lei.
 
 

* O professor e pesquisador Acúrsio Esteves, é formado em Educação Física pela UCSal, com mestrado em Gestão de Organizações UNIBAHIA/UNEB e é professor da Secretaria Municipal de Educação de Salvador. Leciona também nas Faculdades Jorge Amado e Fundação Visconde de Cairu, respectivamente nos cursos de Educação Física e Turismo, sendo também autor dos livros Pedagogia do Brincar e A "Capoeira" da Indústria do Entretenimento, de onde foi retirado este fragmento de capítulo.
 
**  Ilustração: www.correiodabahia.com.br
 
Contactos: (71) 3233-9255 / 9946-4743 – acursio@oi.com.br

Livro : Pedro Abib

Lançamentos e informações sobre o livro "Capoeira Angola – cultura popular e o jogo dos saberes na roda", de autoria do Dr. Pedro Abib, estudioso de nossa arte

Jornal do Capoeira
www.capoeira.jex.com.br

Por Miltinho Astronauta

Piracicaba-SP, 30.10.2005

Para quem é da Bahia, no dia 01 de Novembro será realizado lançamento do livro pela Edufba, sendo que o mesmo acontecerá no Centro de Estudos Afro Asiáticos (CEAO), Praça Inocêncio Galvão 42, Largo Dois de Julho. No lançamento será realizado também o debate "Os Saberes da Capoeira Angola" com a presença do Mestre João Pequeno de Pastinha, do pesquisador Frede Abreu e do autor do livro em tela.

 
Neste trabalho o autor sugere ao leitor algo além de uma simples e boa etnografia. Sugere mesmo algo mais do que a tomada de algum ângulo novo, pouco explorado entre autores antecedentes. O trabalho revela dimensões da experiência da criatividade e do aprendizado humano. Resulta de pesquisa de vários anos e também da vivência pessoal do autor no universo da cultura popular, sobretudo no
âmbito da capoeira Angola não apenas na condição de pesquisador como também como praticante.

 

 

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