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Lapinha Museu Vivo no Mês da Abolição: 6º Encontro de Cultura de Raiz

Entre os dias 22 e 24 de maio acontecerá a sexta edição do Encontro de Cultura de Raiz “LAPINHA – Museu  Vivo no mês da Abolição”, no município de Lagoa Santa, região metropolitana de BH. Nestes três dias o Teatro de Arena da Praça Dr. Lund, o Areão, a Igreja Nossa Senhora do Rosário e a Gruta da Lapinha serão cenário valorização e divulgação da Capoeira Angola e das manifestações culturais populares de raiz, como o congado, o candombe, a dança-afro e o boi da manta.

 

O “LAPINHA Museu  Vivo no mês da Abolição” é o único evento do gênero no Estado, envolvendo mais de 300 agentes culturais da região metropolitana, com um público de mais de 1,5 mil pessoas por edição. Ele foi criado para promover para a população local o acesso à uma programação diversificada de cultura de raiz. Assim, durante os três dias do encontro, crianças e jovens de escolas públicas, e a população em geral, terão aulas gratuitas de capoeira angola, teatro, percussão, dança afro e educação ambiental.  

 

Anualmente o evento vem provando a importância da valorização da cultura popular e regional como um grande instrumento para a formação de cidadãos socialmente comprometidos. O encontro foi idealizado e realizado pela primeira vez em 2004 e é uma realização da Associação Cultural Eu Sou Angoleiro (Acesa), com a coordenação geral do Mestre João Angoleiro. A produção do evento fica por conta da frente de trabalho da Acesa “Irmandade Atores da Pândega”, de Lagoa Santa, coordenada pelo treinel Gersino Alves.

 

MANIFESTAÇÕES CULTURAIS – PROGRAMAÇÃO

Com uma programação eclética com shows de reggae, rap, samba e exibição de vídeos, o “Lapinha Museu Vivo” tem um público médio de mais de duas mil pessoas por edição. Um dos destaques do evento é a valorização da tradição oral e das trocas de saberes entre os mestres populares locais e mestres convidados de outros estados. Neste ano convidamos Mestre Moraes (Grupo Capoeira Angola Pelourinho- Gcap – Salvador/BA – responsável pela difusão da capoeira angola no Brasil a partir da década de 70), Mestre Manoel (Grupo Ypiranga de Pastinha – Conglomerado da Maré- Rio de Janeiro/RJ) e Mestre Gil Velho (Grupo Senzala- RJ). Também está confirmada a presença dos mestres mineiros Mestre Dunga e Márcio Alexandre (precursores da capoeira em Minas Gerais) além dos Mestres do Mamg (Movimento Angoleiro de Minas Gerais), do Candombe de Dona Mercês (Comunidade do Açude – Serra do Cipó) e da Mata do Tição (Jaboticatubas), os Reinados de Congo de Nossa Senhora do Rosário (da Lapinha) e o divertido e tradicional Boi da Manta, que mexe com toda a criançada.

Uma semana antes do Evento (18 a 22 de maio) os capoeiristas, pesquisadores e educadores da Acesa estarão realizando nas escolas públicas de Lagoa Santa diversas oficinas atendendo 1.500 alunos, essas atividades serão acompanhadas também com uma oficina voltada para   professores, supervisores e diretores das escolas discutindo a importância das manifestações culturais na Construção da Identidade do povo brasileiro, atendendo também a Lei 11.645/07 ensino da história africana e afro-brasileira e indígena nas escolas.

 

Outro destaque está para Mostra FórumDoc.MG: 2ª mostra itinerante do filme documentário e etnográfico. Neste ano a Mostra traz os mais expressivos filmes produzidos sobre a temática indígena e negra, como “O casamento de Gina” (de Martin Marden, Nova Guiné) e “Os Mestres Loucos” (de Jean Rouch, França) e faz também a pré-estréia do documentário “Paz no Mundo Camará a Capoeira Angola e a volta que o mundo dá- Minas Gerais” (de Carem Abreu, produzido pela ATOS Central de Imagens em parceria com a Associação Cultural Eu Sou Angoleiro).

 

 

SERVIÇO:

 

Evento: “Lapinha Museu Vivo no Mês da Abolição: 6º Encontro de Cultura de Raiz”

Data: 22 a 24 de maio em Lagoa Santa

Local: Praça Central de Lagoa Santa (Dr. Lund), Areão, Gruta da Lapinha e Igreja Nossa Senhora do Rosário/Lapinha.

Realização: Associação Cultural Eu Sou Angoleiro (Acesa)

Inscrição: Sede da Acesa em BH – Rua da Bahia, 570 – 12º andar – Belo Horizonte/MG ou Site www.eusouangoleiro.org.br

 

  

Valor: R$ 35,00 (TRINTA CINCO REAIS) OU R$ 50,00 (CINQUENTA REAIS) (3 DIAS COM ALIMENTAÇÃO, OFICINAS, CAMPING, SHOWS + CAMISA).

 

Sede da Acesa em Lagoa Santa: Rua Melo Viana,420 B. Várzea – Lagoa Santa.

Informações: (31) 4063-9822 (FIXO) / (31)  88136692 (Gersino Alves), (31) 99982756 (Rosângela Silva) (31) e  93271557   (Matheus)

 

ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO – Júnia Bertolino (0011097/MG) – (31) 99176762, Carem Abreu (31) 9297-1582/ 9751-6869 ,Luiz Gabriel Lopes (9791 4493),Daniel Iglesias e Liliane Martins (31) 8884-7476 

 

LINKS PARA O EVENTO:

 

PROGRAMAÇÃO

 

DE 18 A 21 DE MAIO

“LAPINHA NA ESCOLA” – PRÉ LAPINHA MUSEU VIVO NO MÊS DA ABOLIÇÃO

Local: Escola Municipal Prof. Mello Teixeira, UNIPAC/Escola Doutor Lund, Escola Municipal Herculano Liberato e Gruta da Lapinha

Horários: variados – conferir programação da Mostra FórumDoc, anexa.

Eventos: oficinas de capoeira angola, dança afro, percussão, Meio Ambiente e mostra de vídeos nas escolas e na Gruta da Lapinha.

 

MOSTRA FORUMDOC.MG

 

18 de maio – segunda-feira

19hs – Duas aldeias, uma caminhada

Escola Municipal Prof. Mello Teixeira – Bairro Santos Dummond

 

19 de maio – terça-feira

19h – O casamento de Gina

UNIPAC/Escola Doutor Lund  – Bairro Centro

 

20 de maio – quarta-feira

19h – Casca do chão

Escola Municipal Herculano Liberato  – Bairro Aeronautas

 

21 de maio – quinta-feira

10h – Vai ou racha, 20 anos de luta + Vamos à luta

Escola Estadual Cecília Dolabella Portela Azeredo  irro Várzea

 

 

 

DE 22 A 24 DE MAIO

LAPINHA MUSEU VIVO NO MÊS DA ABOLIÇÃO: 6º ENCONTRO DE CULTURA DE RAIZ

 

SEXTA-FEIRA – 22/05

ABERTURA

16h – Concentração na Praça Dr. Lund – Roda de Capoeira Angola

Centro – Lagoa Santa

 

18h – Cortejo

Saída: Praça Dr. Lund, sentido bairro Várzea.

Av. Getúlio Vargas, entre Rua Aquileu de Oliveira e Rua Tíbério Batista – Areão.

Participação de diversos grupos culturais, entidades e movimentos sociais.

 

19h – Mostra FórumDoc e shows

Exibição Crioulo doido -Areão – Bairro Várzea

 

SÁBADO – 23/05

9h – Oficinas e roda de conversa

Gruta da Lapinha – Lagoa Santa

 

18h – Shows

OCA – Tenda Armada

Rua do Rosário – 425

Próximo à Igreja de Nossa Senhora do Rosário – Lapinha – Lagoa Santa

 

19h – Mostra FórumDoc

Pré-estréia do filme

“Paz no Mundo Camará: a capoeira angola e a volta que o mundo dá – Minas Gerais”

 

Mestres Loucos

 

DOMINGO – 24/05

9h – Recepção das Guardas de Congo e Moçambique e dos Grupos de Candombe

Oficina com Mestre Moraes – Salvador/BA
Roda de conversa – Roda de Capoeira Angola

Igreja de Nossa Senhora do Rosário

Rua do Rosário – Lapinha – Lagoa Santa

Encerramento

 

QUEM SOMOS: A Acesa realiza em Belo Horizonte desde 1993 trabalhos de formação nas áreas de capoeira angola, dança afro, percussão e teatro com atividades nas 15 frentes de trabalho (Centro, Vila Acaba Mundo, Morro do Cascalho, Santa Tereza, Barro Preto, Pampulha, Santa Luzia, Jardim Canadá, Contagem, Betim, Ibirité, Lagoa Santa, Nova Lima, Codisburgo, Ribeirão das Neves e Coronel Fabriciano), atendendo mais de 300 alunos.

 

O QUE ACONTECE NO LAPINHA MUSEU VIVO : O encontro visa a valorização do patrimônio imaterial brasileiro através do intercâmbio cultural promovido entre grandes mestres da tradição oral. Assim, o evento tem trazido para Minas grandes mestres da Capoeira Angola, como os baianos e alunos diretos de Mestre Pastinha, Gildo Alfinete e Boca Rica (representantes da Associação Brasileira de Capoeira Angola) e João Pequeno (Academia João Pequeno de Pastinha, guardião da Capoeira Angola neste século). Esse intercâmbio promove a troca de experiências e saberes com outros mestres da Capoeira Angola e de outras manifestações culturais do Estado, como Dona Mercês do Candombe e Dona Isabel, Rainha Conga de Minas Gerais, do Reinado de Nossa Senhora do Rosário.  

 

MOSTRA FÓRUMDOC.MG

 

: A proposta do Forumdoc.mg – mostra itinerante do filme documentário e etnográfico – surgiu não apenas de uma vontade, mas da urgência em ampliar e democratizar o acesso à cultura em Minas Gerais. Há alguns anos a equipe do forumdoc.bh

 

e a equipe do Encontro de Cultura de Raiz firmam parceria, com exibições de filmes que aprofundam e diversi­ficam os pontos de debate sobre os modos da “cultura”. A parceria este ano está mais planejada, contudo sem perder aquilo que a gerou:  a possibilidade de pensar uma atuação cultural alheia à lógica utilitária e mercantil. A mostra não está limitada à exibição dos filmes, ela é permeada por  debates que serve como estímulo à reflexão.

ES – Projeto: Capoeira, Cultura e Lazer

As inscrições e as aulas do Projeto “Capoeira, Cultura e Lazer”, desenvolvido pela Secretaria Municipal de Esporte e Lazer, vão ser iniciadas na próxima segunda-feira (02/03). As atividades ocorrerão nas quadras dos bairros Paraíso e Santa Cecília.

As aulas são gratuitas. No bairro Paraíso, elas serão ministradas às segundas e quartas, das 17h30 às 18h30, e às terças e quintas, das 08h00 às 10h00. Já no bairro Santa Cecília serão às terças e quintas, das 15h00 às 18h00.

Segundo o secretário municipal de Esporte e Lazer, Gustavo Coelho, o projeto atenderá crianças a partir de 06 anos de idade. A idéia é envolver, também, os grupos de terceira idade. O mestre de capoeira Volmir estará à frente das aulas, juntamente com os estagiários da secretaria.

Ainda de acordo com o secretário, a expectativa é que entre 100 e 120 pessoas participem do projeto. A secretaria quer, posteriormente, ampliar as atividades para outros bairros. “A capoeira é uma atividade que possui um grande público.

Daí, a necessidade de lançar esse projeto em Cachoeiro. Vamos lançá-lo inicialmente no Paraíso e no Santa Cecília, mas a nossa intenção é levá-lo a outras comunidades”, afirmou Gustavo.

Para fazer a inscrição, o interessado deve levar uma cópia da carteira de identidade ou da certidão de nascimento, além de fornecer dados pessoais como endereço e telefone. Caso seja menor de idade, serão necessárias as informações dos pais ou do responsável.

Centro Cultural Quilombo dos Palmares realiza batizado de capoeira no PMQP

O Centro Cultura Quilombo dos Palmares realiza no sábado (27), no Parque Memorial localizado na Serra da Barriga, o batizado anual de seus alunos. As atividades terão início às 8h com uma celebração ecumênica, segue com apresentações culturais e encerra com a troca de cordões e confraternização entre os presentes no final da manhã.

Para a execução do evento, que está sendo organizado pelo Grupo União Espírita Santa Bárbara (GUESB), conta-se com o apoio Água Mineral Mainá; Claudete Monteiro; Fundação Cultural Palmares; Projeto Inaê; Comissão de Defesa das Minorias Étnicas e Sociais da OAB-AL; Secretaria da Mulher, Cidadania e Direitos Humanos; Secretaria Estadual de Cultura; Secretaria Estadual de Educação e Esporte; Secretaria Municipal de Educação de União dos Palmares.

O batizado conta ainda, com a participação das crianças e jovens da Serra da Barriga, integrantes do "Caa Puera na Terra de Zumbi", projeto do Instituto Magna Mater, premiado pelo edital 2007 do Capoeira Viva. O Capoeira Viva idealizado pelo Ministério da Cultura, é uma promoção da Fundação Gregório de Mattos (FGM), com patrocínio da Petrobras. Tem como objetivo fomentar políticas públicas para a valorização e promoção da capoeira, além de estimular a inclusão sócio-cultural de crianças e adolescentes.

Mestre

O Centro Cultura Quilombo dos Palmares tem como Mestre e Presidente, Severino Claudio de Figueredo, conhecido por Mestre Claudio dos Palmares. A sua trajetória profissional no Estado de Alagoas, deu-se início em 1982, quando veio Rio de Janeiro, resolveu viver na terra de seu falecido pai, constituindo família e implantando a Capoeira nas Escolas, Centros Comunitários, Academias e em Projetos Sociais.

A partir de 2005, envolveu-se no projeto de execução do Parque Memorial Quilombo dos Palmares organizado pelo Instituto Magna Mater, cuja participação provocou um envolvimento maior com a História da Capoeira, dos Quilombos e dos moradores da Serra da Barriga. Há um ano trabalha com os meninos e meninas do Sítio Recanto e com os adolescentes do Platô, da comunidade Nena Paulo.

Paralelamente, também atua como mestre responsável pelos alunos-capoeiristas do Projeto Inaê, do Grupo União Espírita Santa Barbara (Guesb); da Capoeira Terapia do Núcleo Alternativo Viver (NAV); e do Nucleo de Terapia William Reich (NTWR). Além disso, integra o Conselho de Ética do Conselho Estadual de Mestres de Capoeira de AL (Cemcal), é membro do Fórum Estadual de Diversidade Étnica e Racial, da Associação de Grupos e Entidades Negras de União dos Palmares (Agrucenup), dentre outros.

Mais informações: (82) 8874-5211 / 9917-0517

Por: Helciane Angélica
Jornalista e integrante da Cojira-AL

Aconteceu: 1ª Roda de Estudos: Os Processos de Institucionalização da Capoeira

Universidade Federal do Paraná (UFPR): A Capoeira que ajuda a formar cidadãos

1ª. Roda de Estudos: Os Processos de Institucionalização da Capoeira, evento teve entrada franca, do Departamento de Antropologia da Universidade Federal do Paraná (UFPR), com a presença de Mestres da Velha Guarda da Capoeira do Paraná e convidados de Brasília, Santa Catarina, Rio de Janeiro e Recife. O encontro faz parte da programação de 15 anos do Grupo Força da Capoeira, cuja cerimônia de troca de cordas será no sábado. Mestre Kinkas, fundador do Grupo, participa da primeira mesa, sobre história da luta brasileira. Junto, estará seu Mestre, o engenheiro Mario Ricardo Furtado, o Birilo, de Recife. Ele conta que em um dos berços da capoeira um problema é o crescimento desordenado, o que gera distorções. As pessoas não se deram conta, diz, de que o tombamento cultural foi “do saber do mestre e da roda”. “Valoriza o Mestre. É importante ressaltar isso porque tem muita gente que acha que já aprendeu tudo e não precisa mais deles”, observa, acrescentando uma alfinetada. “O tombamento como patrimônio cultural imaterial brasileiro se deu por força da Bahia, que já tinha feito isso antes, então ficou chato”.

Para ele, a globalização chegou na capoeira e trouxe um lado ruim, que é a perdas se perde a “gíria de cada local”. “Tem gente que se filia a um grupo que não é de sua cidade e nem conhece seu mestre”, comenta, indo contra, ainda, da unificação da graduação, que provocaria mais perda de personalidade. Questões, aponta, relacionadas a (falta de) Educação em geral. “Estava comprando sombrinha de frevo pra trazer e ninguém sabia, em Recife, que o frevo nasceu da capoeira”, indigna-se ele, que tem 30 anos de capoeiragem e é Mestre desde 85.A Capoeira que ajuda a formar cidadãos

Na mesa da 14h, estará o primeiro mestre formado pelo Força, José Edélzio, o Xangô, do Jogar Capoeira, de Niterói. O tema, A Capoeira nas Escolas e Universidades, é assunto que ele entende. A mestra Portuguesa, sua parceira, criou há 15 anos um método de educação infantil com capoeira para crianças a partir de 1 ano. A estratégia é: atividades lúdicas. “Brincadeiras com objetivo, que dão limites, noções de respeito, tudo com música”, explica. O olhar garante a fidelidade dos pequenos e abriu caminhos profissionais para o grupo, que está em 30 escolas.O envolvimento com o grupo acaba sendo natural porque os pais notam os resultados e levam as crianças para os eventos do Jogar.

Em várias escolas também, a capoeira do Jogar virou currícular. Nesta mesa estará também o catarinense Jose Luiz C. Falcão, da Universidade Federal de Santa Catarina. Entre os dados que traz está a informação de que 25 universidades brasileiras têm capoeira no currículo. “Não tem muita visibilidade, mas estão se desenvolvendo. E desde os anos 80 foram 83 dissertações e teses. A perspectiva da capoeira de trabalhar o ser de forma mais lúdica e integrada, de certa forma, questiona a formalidade exagerada de algumas instituições”, comenta, confirmando que “o conhecimento do mestre tradional está sendo preservado”. “Porém toda manifestação passa por resignificações e é impossível em sala de aula reproduzir o ambiente cultural de uma roda; são traduções”.

Só na grande Florianópolis, um levantamento apontou 32 grupos. “Que se articulam em entidades como a Confraria Catarinense da Capoeira, que trabalha com o resgate do saber popular, da cultura dos mestres, e de maneira bastante descontraída e informal”, diz. Quando ele veio de Brasília estava sensibilizado com a dificuldade de juntar forças e investiu nisso. “Farei um panorama histórico da escolarização, desde o começo do século retrasado, até a consolidação no século 20”, adianta Mestre Falcão.

Serviço
1ª Roda de Estudos. Dias 5 e 6 às 9h. Entrada franca. Anfiteatro 100 – Reitoria (R. Gal. Carneiro, 460).
Batizados: Hoje: 19h: Escola Rio Negro ( Sítio Cercado).
Dia 06: 15h – Grupo Força , com apresentações de coco, maculelê e frevo. Memorial de Curitiba (Largo da Ordem).
Ingresso: R$ 2( 1kg de alimento que será doado para as vítimas da enchentes em Santa Catarina)

I Seminário Memória e experiência – Elementos de formação na capoeira angola

O evento propõe problematizar as relações de produção do conhecimento no universo cultural da capoeira angola, com o objetivo de elaborar subsídios para compreender os elementos de formação presentes em manifestações culturais de matriz afro-brasileiras. Ampliar o debate sobre a capoeira é, para além de atual, um desafio que instiga lançar luz para compreensões mais complexas do tema, desafio este, já sugerido, quando percebemos a contradição entre as condições de vida dos mestres responsáveis pela preservação e manutenção dos elementos de tradição da capoeira com o status alcançado pela capoeira em cenário mundial. Por isso, refletir a importância da memória e experiência como elementos de formação dos sujeitos envolvidos na capoeira, mas também os limites de cada uma delas como possibilidades explicativas do conhecimento da capoeira sugerem o seminário em questão.

O I Seminário será organizado através de mesas de debates e oficinas teórico-práticas. O evento, terá a participação de Reinaldo Santana – Mestre Bigodinho – Salvador/Bahia; contando também com mestres e praticantes de capoeira da grande Florianópolis e de Santa Catarina. O evento é gratuito, e pretende atender praticantes de capoeira, pesquisadores(as) e comunidade em geral.

Esta é uma realização NEAB/UDESC em parceria com Associação Cultural Ilha de Palmares. Apoio: Centro de Ciências Humanas e da Educação – FAED, Pró-Reitoria de Extensão, Cultura e Comunidade – PROEX, Governo do Estado de Santa Catarina, UniAfro e Ministério da Educação – Brasil um Pais de todos e todas.

Maiores informações podem ser encontradas no site www.ilhadepalmares.com.br, ou pelo telefone (48) 9616-8967. Segue em anexo a programação

Entre os dias 17 e 26 de outubro deste ano.

Att
Associação Cultural Ilha de Palmares
Sev Antônio Barranco n° 97
Fortaleza da Barra Florianópolis/SC
(048) 3232-7565
contato@ilhadepalmares.com
www.ilhadepalmares.com.br

20 Anos – Roda de Capoeira no Mercado Público de Florianópolis

RODA DO MERCADO – 20 ANOS – 1988 – 2008

LUGAR DE RESISTÊNCIA

A Roda de Capoeira no Mercado Público de Florianópolis foi criada no ano de 1988, com a iniciativa do Contra-mestre Alemão pelo Grupo Capoeira Angola Palmares. Sempre realizada aos sábados, já teve a presença de importantes mestres e professores de Capoeira da Bahia, Sergipe, São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
No dia 05 de julho de 2005 foi lançada a campanha “Mercado em Movimento” que procura transformar este lugar em um espaço permanente de manifestações culturais.

Lutar pelo direito de estar no Mercado produzindo cultura com a Capoeira, é contribuir para a revitalização do Espaço Cultural Luiz Henrique Rosa e pela valorização e preservação do nosso passado, não como algo que envelhece e se decompõe, mas enquanto história permanente que nos educa e conscientiza.

Este ano estaremos no dia 19 de Abril festejando os vinte anos de Roda no Mercado, uma festa que contará com a presença de praticantes e simpatizantes desta arte afro brasileira.

A realização deste evento é do Grupo Capoeira Angola Palmares com o apoio da Central Catarinense de Capoeira Angola.

Serviço:
Quando: 19 de abril de 2008 – 10 hs
Local: Vão Central do Mercado Público – Espaço Cultural Luiz Henrique Rosa
Apresentação de maracatu, maculelê e Roda de Capoeira com a presença de Mestres de Capoeira de São Paulo, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.
Tempo de duração do evento: 3 horas.
Contatos: Joseane Corrêa – jocapoeira@yahoo.com.br Fone: 84125266
Danuza – dmeneghello@yahoo.com.br Fone: 32381860

 

Reflexão: A Capoeira no Estado de Santa Catarina

 

Mestre Kadu, que sempre vem colaborando e participandocom o Portal Capoeira de forma a somar para toda a comunidade capoeiristica, nos envia uma importante reflexão sobre a capoeiragem em Santa Catarina.
Mestre Kadu, em parceria com Mestre Gavião e todo pessoal do Portal Capoeira RS – Região Sul tem sido ao longo destes anos importantes fontes de informação e dissiminação da nosso arte e agora vem se juntar a Equipe de colaboradores do Portal Capoeira. Seja bem vindo meu amigo!

Luciano Milani

 

Reflexão: A Capoeira no Estado de Santa Catarina

Antes de começar, gostaria de deixar muito claro que o que irei contar não existe a intenção de generalizar grupos, pessoas e Capoeiras. Também gostaria de esclarecer que aqui conheci e (re)conheço grandes Capoeiras que me ensinam até hoje sobre esta cultura e sobre a arte de aprender ensinando, portanto em nenhum momento tenho a intenção de diminuir ou menosprezar a Capoeira de Santa Catarina e muito menos dar a entender que minha chegada aqui modificou ou engrandeceu a boa Capoeira que aqui encontrei. O que posso afirmar é que tive e tenho tentado colaborar para que a Capoeira de Santa Catarina seja reconhecida à altura de suas grandes capacidades e pela boa representação nativa que nela vive.

É realmente complexo escrever alguma coisa sobre a Capoeira na Região Sul. Apesar de ser natural de Porto Alegre, um pouco depois de meu nascimento fui para o Rio de Janeiro, onde permaneci até os 08 anos, quando me mudei para Brasília. Morei na Capital Federal até 1994 e daí me fixei em Florianópolis, onde vivo até hoje e com a graça de Deus viverei até o fim dos meus dias. Portanto, é complicado comentar uma história em que não vivenciei todos os fatos desde sua origem. O que posso dizer é que quando cheguei aqui em Florianópolis, em 1994, encontrei uma Capoeira diferente daquela que eu conhecia, não só na sua organização, mas em suas definições, Angola, Regional e Contemporânea.

Sabemos que distante dos grandes centros de difusão da Capoeira, as vertentes sofrem influência não só da cultura local, mas também da visão de cada representante destas vertentes. O que quero dizer é que dentro de uma linhagem, as diferenciações surgem por diversas razões. O aprendizado em escolas diferentes, as informações e influências externas, a falta de orientação e acompanhamento que sustentariam essa filosofia, a adequação ao que possa lhe parecer atual ou inovador, etc. Por estes e outros conceitos pode ocorrer o distanciamento em relação aos fundamentos mais relevantes da Capoeira.

A princípio alguns me viram como um intruso, outros como mais um detentor de informações distorcidas de seus fundamentos e outros mais, como portador de novas informações da Capoeira atualmente jogada e globalizada, pois muitos tinham concepção de que a Capoeira jogada no Sudeste e no Nordeste do Brasil, seria a mais atualizada, globalizada e mais fiel aos fundamentos e as vertentes a que pertenciam, o que, diga-se de passagem, muitas vezes é um enorme engano, pois os problemas que aconteciam por aqui, muitas vezes se reproduziam por lá também.

Aqui conheci alguns grupos que se diziam angoleiros realizando batizados e usando cordas, outros que se diziam regionais jogando os toques de angola e usando aquela formação de bateria como também muitos de seus fundamentos e grupos contemporâneos usando graduações e filosofias sem uma clara e definida fundamentação.

Alguns líderes acreditavam e pregavam aos seus, que pessoas como eu, eram capoeiristas “de fora”, e desta forma intrusos que queriam descaracterizar e corromper a Capoeira “pura” que eles trabalhavam. Certamente eles não se lembravam que Santa Catarina não é a Bahia, o Rio de janeiro e muito menos o Recife e que qualquer Capoeira aqui ensinada vinha de fora e, portanto, o que estava acontecendo era apenas uma conseqüência dos tempos.

Após uns dez anos de trabalho com a Capoeira aqui em Florianópolis e já inserido neste meio, eu e outros líderes de grandes grupos daqui, passamos a sentir a necessidade de contribuir com mudanças no cenário da Capoeira de Santa Catarina, quanto ao respeito entre os pares, suas filosofias e seus trabalhos, a tolerância ao diferente. Decidimos então formar e fortalecer uma comunidade de Capoeira, pois havia em todos os grupos o discurso da inclusão social de seus seguidores, sem ao menos nós mesmos sermos incluídos socialmente e nem formarmos uma representatividade consistente como comunidade ou representantes de uma arte, o que incomodava a esses líderes.

Pela iniciativa do Mestre Pop, pioneiro em Santa Catarina, alguns líderes fomos convidados em 2003 para uma reunião, de onde se seguiram outras mais que deram conseqüência ao 1º Congresso Catarinense de Capoeira, de onde surge a delegação de Santa Catarina que participaria do 1º Congresso Brasileiro de Capoeira, em São Paulo.

Durante o retorno da viagem e pelo sucesso de nossa construção conjunta, surge entre alguns líderes a vontade de se criar uma entidade que pudesse representar e trabalhar pela Capoeira do Estado em todos os segmentos e que defendesse uma única bandeira, a da Capoeira. Nasce então, a Confraria Catarinense de Capoeira (Triplo C), e é dessa experiência agora que passo a contar pra vocês, por acreditar que este foi um marco na história da Capoeira Catarinense.

Logo após a realização do II Congresso Nacional de Capoeira, em 2003, no Rio de Janeiro, os representantes catarinenses presentes naquele evento formalizaram uma comissão que desse prosseguimento às discussões e análises sobre as principais questões que envolvem a Capoeira na atualidade e desencadearam um amplo processo de debates e eventos para todos os capoeiras.

Durante todo o ano de 2004 e 2005 esses capoeiristas de diversos grupos continuaram se organizando e realizando atividades vinculadas à Capoeira. Inicialmente esse coletivo se auto-intitulou como Cooperativa Catarinense de Capoeira.

Em 2006, diante da necessidade de se oficializar essa entidade, para dar maior visibilidade à organização e também facilitar a captação de recursos, a opção de cooperativa foi descartada, pois se mostrava inviável para atender aos objetivos da organização e, então, surgiu no interior do coletivo, a proposta de institucionalização por intermédio de uma confraria.

No dia 13 de maio de 2006 foi realizada a Assembléia de Fundação da Confraria Catarinense de Capoeira e no dia 07 de junho do mesmo ano ela foi registrada oficialmente no Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJ).

Desde a sua concepção, a Confraria Catarinense de Capoeira, também chamada de TRIPLO-C, vem trabalhando organicamente para contribuir com o desenvolvimento da Capoeira no Estado de Santa Catarina e no Brasil. Dele fazem parte diversas lideranças de vários grupos de Capoeira, juntamente com estudiosos e alunos interessados, bem como outros participantes eventuais.

A Confraria Catarinense de Capoeira (TRIPLO-C) tem estatuto que expressa os princípios defendidos pelos seus criadores. Os cargos de direção são eletivos a cada dois anos, podendo ter apenas uma recondução. Os membros da Direção dispõem de uma lista de discussão para a realização de comunicações ágeis, nem sempre possíveis diante das inúmeras demandas.

Os integrantes desta Confraria procuram ampliar o entendimento sobre a Capoeira objetivando o seu pleno e democrático desenvolvimento. Sua metodologia de trabalho utiliza o conceito de rede e tem as seguintes características:

– não possui hierarquia, não tem chefe, mas tem várias lideranças, sendo estas provenientes de diferentes âmbitos;

– não tem centro, ou melhor, cada integrante do mesmo é um centro em potencial;

– se desdobra em múltiplos níveis ou segmentos autônomos capazes de operar independentemente, mas que compartilham assuntos e experiências de interesse comum;

– é dinâmica, fluída e se alicerça pela vontade e dedicação dos seus integrantes;

– se organiza de forma igualitária e democrática, em torno de objetivos comuns;

– é autônoma e mantém sua independência em relação aos grupos, da mesma forma que não interfere na autonomia dos grupos aos quais seus participantes também lideram ou integram.

Esta Confraria está sempre aberta à entrada de novos membros que aceitem as regras de intercomunicação estabelecidas, ainda que as mesmas possam e devam ser revistas de acordo com a demanda ou a circunstância. O auto-desligamento de qualquer de seus membros não constitui problema, pois no âmbito da Confraria é assegurada a plena liberdade de opção de cada um.

A Confraria Catarinense de Capoeira se materializa da seguinte forma:

· Ninguém é obrigado a entrar ou permanecer e ninguém é subordinado de ninguém;

· Os valores, as angústias, as expectativas, as frustrações, as decisões são fraternalmente compartilhados, problematizados e acolhidos;

· É a cooperação entre os seus integrantes que a faz funcionar;

· A informação circula livremente, emitida de pontos diversos e encaminhada de maneira não linear a uma infinidade de outros pontos, que também são emissores de informação. Seus integrantes se reúnem periodicamente em locais previamente agendados e com pauta previamente decidida.

Por fim, a participação, a conectividade, a multiliderança, a descentralização, o dinamismo, os múltiplos níveis de abordagem, o respeito, a tolerância e a camaradagem são princípios defendidos e colocados em prática pela Confraria Catarinense de Capoeira.

Dentre as ações pontuais já desenvolvidas pela Confraria, destacamos:

1. Elaboração da avaliação do I Congresso Nacional de Capoeira, realizado nos dias 15, 16 e 17 de agosto de 2003, em São Paulo, divulgada pela internet e encaminhada a expressivo número de capoeiras do Estado de Santa Catarina;

2. I Encontro Catarinense de Capoeira com palestras e debates, realizado no dia 04 de outubro de 2003, em Brusque-SC;

3. Oficina de movimentos e golpes de Capoeira que contou com a participação de cerca de 40 (quarenta) professores de Capoeira do Estado de Santa Catarina.

4. II Encontro Catarinense de Capoeira com palestras e debates, realizado no dia 06 de novembro de 2004 na Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis-SC;

5. Participação no II Congresso Brasileiro de Capoeira realizado no Rio de Janeiro em novembro de 2004;

6. ACAMPOEIRAMENTO – realizado no mês de outubro de 2005, em Brusque.

7. FESTIVAL CATARINENSE DE CANTIGAS DE CAPOEIRA – realizado no dia 14 de Outubro de 2005, no Acampoeiramento, em Brusque.

Dentre as ações permanentes da Confraria, temos:

GINGA MENINA: Evento planejado e realizado exclusivamente por mulheres praticantes de Capoeira no Estado de Santa Catarina. O I Ginga-Menina aconteceu em Brusque em 2004.

VENHA VER CATARINA – Evento de periodicidade bienal, planejado e coordenado exclusivamente por mulheres praticantes de Capoeira, mas que permite a participação dos homens nas atividades. O I VENHA VER CATARINA aconteceu em Florianópolis no dia 02 de Novembro de 2006.

ENINCA (Encontro Infantil de Capoeira): Evento de periodicidade anual, destinado exclusivamente ao público infantil e infanto-juvenil, dos 04 aos 15 anos: O I ENINCA aconteceu em maio de 2003, na Universidade Federal de Santa Catarina e o II ENINCA aconteceu no dia 14 de maio de 2005, na Escola Técnica Federal de Santa Catarina (CEFET).

ZUMBALAEKÁ – Festa de celebração e confraternização dos diversos grupos de Capoeira e cultura popular do Estado de Santa Catarina, realizada periodicamente com exibições de artistas populares e expressiva participação de público. Já aconteceram três edições do Zumbalaeká.

PAPOEIRA – Atividade de formação desenvolvida bimestralmente em forma de seminário temático em que integrantes da Confraria, ou convidados, discorrem sobre determinada temática que é discutida pelos presentes em forma de questionamentos e críticas. Já aconteceram cerca de 30 (trinta) papoeiras.

ESCAMBO DE CAPOEIRA – Evento periódico de trocas de experiências e artefatos de Capoeira com um festival pedagógico no encerramento.

MOSAICO INTEGRADO DE CAPOEIRA – (MIC) Evento que promove a integração de diversos grupos de Capoeira da cidade, mobilizando expressivo número de praticantes de Capoeira, contribuindo para a democratização das relações entre grupos e abrindo possibilidades para novas formas de integração cultural e organizacional da Capoeira. São desenvolvidas oficinas, rodas de confraternização, Cerimônia de Formatura de Mestre de Capoeira; Encontro Feminino de Capoeira, Espetáculo Cultural, oficina de Capoeira Especial para professores e alunos de Capoeira, cerimônia integrada de batismo e graduação dos integrantes dos diversos grupos. Foram realizadas duas edições do MIC (2006 e 2007), onde o potencial educacional desse evento foi verificado a partir de ações de organização coletiva, colaboração, tolerância e solidariedade, tão necessárias para a realização de um evento com essas características.

ATIVIDADES EM PARCERIA COM OUTRAS ENTIDADES

PERI-CAPOEIRA – Curso de capacitação profissional para educadores populares de Capoeira do Estado de Santa Catarina, realizado em parceria com o Núcleo de Pesquisa em Educação Intercultural, MOVER, da Faculdade de Educação da UFSC, com carga horária de 180 (cento e oitenta horas), com o objetivo de formação de rede de educadores populares e canais de comunicação numa perspectiva intercultural. Foram realizadas duas edições do curso Peri-Capoeira (2005 e 2007).

II SENECA – (Seminário Nacional de Estudos da Capoeira) – Realizado no Centro de Cultura e Eventos da UFSC, em Florianópolis-SC, nos dias 12, 13 e 14 de maio de 2006, em parceria com o GECA (Grupo de Estudos da Capoeira).

[1] O termo confraria tem expressiva densidade no campo cultural afro-brasileiro. Também chamadas de irmandandes, as confrarias tiveram grande importância na história do Brasil no que se refere a luta dos negros africanos em busca de libertação e na administração de fundos para compra de cartas de alforria, na luta pela ocupação do espaço social, na continuidade dos valores culturais e na constituição de identidade.

 

 

Marcos Duarte de Oliveira – mestrekadu@superig.com.br

SC: Projeto Capoeira ganha continuidade em Forquilhinha

A Prefeitura de Forquilhinha através da Secretaria Municipal de Educação apresentou na noite desta quarta-feira, dia 19, o Projeto “Capoeira – Aprendizado para a Vida” na EEB Waldemar Casagrande no bairro Ouro Negro.

A capoeira teve início em 2007 e mais de 200 crianças já passaram pelo projeto. As aulas são oferecidas para alunos da rede municipal de ensino e comunidade em geral. Este ano, além da Escola Waldemar Casagrande, o projeto continua no Loteamento Califórnia no bairro Santa Cruz.

Cerca de cem jovens e adolescentes já se inscreveram para as aulas de capoeira, que começam na segunda-feira, dia 24 de março.

Fonte: Rádio Difusora AM910 – http://www.difusora910.com.br

Capoeiristas baianas participam da campanha internacional

Mestra Janja fez a chamada: O Coletivo mandinga de Mulher convida para a roda de capoeira que integra a programação baiana da campanha mundial "16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres"

Campanha 16 Dias de Ativismo na agenda de seminário do Mercosul

A Campanha 16 Dias de Ativismo será tema do seminário I Encontro de Cidades Integradas do Mercosul, realizado de 25 a 30 de novembro, em Santa Maria, RS. O evento, promovido pela Associação Brasileira dos Municípios (ABM) em parceria com a Prefeitura Municipal, Câmara de Vereadores de Santa Maria e o Instituto Latinoamerica reúne lideranças dos três níveis de governo, representantes de ONGs, universidades, entidades públicas e privadas de atuação no Mercosul.
 
No dia 27, terça-feira, às 18h30, a Campanha 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres será apresentada e divulgada aos integrantes do seminário por Marlene Libardoni, diretora executiva da AGENDE e coordenadora da Campanha.
 
Ministra Matilde Ribeiro, da SEPPIR; Maria Elvira Ferreira – Relações Internacionais do Fórum de Mulheres do Mercosul –Brasil; José do Carmo Garcia, presidente da ABM; Ana Falú – UNIFEM são alguns dos participantes do seminário. O evento terá palestras como “Resgatando a História do Mercosul sob a Ótica de Gênero”, “Educação, Desenvolvimento e Igualdade: Ações Nacionais, Regionais e Locais” e “A Promoção da Igualdade Racial no Mercosul”.
 
O I Encontro de Cidades Integradas do Mercosul conta com o apoio de organizações como OEI, RITLA, IBNT, MERCOCIDADES, FNP, SEBRAE, IBAM, PETROBRAS, REDEDOM, Fórum de Mulheres do Mercosul, ministérios das Cidades, Educação, Cultura, Justiça, Defesa e do Desenvolvimento Agrário, GOVBR e CILAM. Também apóiam o evento diversas associações estaduais de municípios do Brasil e dos países do Mercosul, como também a Secretaria de Assuntos Federativos e de Relações Institucionais da Presidência da República.
 
A programação inclui debates de questões importantes para o futuro do Mercosul, além de realizações de atividades culturais, oficinas temáticas e mesas-redondas. Todas as atividades serão gratuitas e as inscrições, bem como a programação, estão disponíveis no site www.abm.org.br. Mais informações nos telefones: (61) 3226.9520/3226.9530 ou pelo e-mail: secretaria@abm.org.br