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Lado a Lado: Isabel e Zé Maria: um amor de samba e capoeira

Lado a Lado nova novela das seis da Rede Globo

Camila Pitanga e Lázaro Ramos dão vida ao casal apaixonado da trama

Em Lado a Lado Isabel (Camila Pitanga) é uma moça sonhadora. Ela sonha com a liberdade, a igualdade e o amor. Vive em um cortiço com seu pai, Seu Afonso (Milton Gonçalves), um ex-escravo, homem trabalhador que exerce o ofício de barbeiro e dedicou sua vida para criá-la da melhor maneira.

Seguindo o exemplo do pai, desde os 14 anos Isabel trabalha na casa de Madame Besançon (Beatriz Segall) como criada. Foi com ela que aprendeu boas maneiras e também algumas palavras de francês. A vida nunca foi fácil mas a moça, batalhadora que é, nunca se deixou abater diante dos problemas e sempre lutou por seus ideais.

É na roda de samba que Isabel espanta seus males e alimenta sua ânsia de viver. Entrega-se de corpo e alma à dança e encanta a todos com seu gingado. E foi em um dia desses, na cadência do samba, transbordando alegria, que ela conhece Zé Maria (Lázaro Ramos). Ele apaixona-se logo à primeira vista. Ela, tinhosa, a princípio não lhe dá muita confiança. Mas o jeito sedutor do moço acaba acendendo uma luz em seu coração.

Zé trabalha na barbearia com Seu Afonso, mas guarda um segredo que não confessa nem para sua amada: é capoeirista, e dos mais habilidosos. Porém, no início do século XX, os “capoeiras” são sinônimo de bandidagem. É esse lado oculto que fará com que ele se envolva em algumas – injustas – confusões, que poderão abalar a relação dos dois.

‘Lado a Lado’ é a próxima novela das seis, de João Ximenes Braga e Claudia Lage, com direção de núcleo de Dennis Carvalho e direção geral de Vinícius Coimbra, com estreia prevista para setembro.

 

Fonte: http://redeglobo.globo.com

Debate na Rio +20 relembra trabalho escravo que recuperou a Floresta da Tijuca

A Rio+20, Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável, começou oficialmente na quarta-feira (13) e todas as atenções já estão voltadas para os debates e propostas que devem definir a agenda do desenvolvimento sustentável e da proteção ao meio ambiente para as próximas décadas.

Há 151 anos, muito antes de se pensar em uma conferência dessa abrangência, o Brasil já dava exemplo com um dos casos mais bem sucedidos de ecologia e recuperação: o reflorestamento da Floresta da Tijuca, que após anos de desmatamento, principalmente devido ao plantio de café, foi reflorestada graças ao trabalho iniciado por apenas seis escravos.

Comandados pelo Major Gomes Archer, primeiro administrador da Floresta, esses homens plantaram, entre 1861 e 1872, mais de 100 mil mudas no que depois viria a se tornar o Parque Nacional da Tijuca, um território com mais de 3953 hectares – área que corresponde à cerca de 3,5% da área do município do Rio de Janeiro.

Restauração da natureza – Pensando em relembrar ao mundo esse momento da história, o Ministério da Cultura (Minc) apresentará, no próximo domingo (17), às 16h, a mesa de debate “O Reflorestamento da Floresta da Tijuca: modelo de restauração da natureza”. O evento acontece no Galpão da Cidadania, um espaço voltado para debates sobre a importância da cultura como eixo estratégico do desenvolvimento sustentável.

Segundo Carlos Fernando Delphim, coordenador do Patrimônio Natural – IPHAN, o objetivo do evento é homenagear e relembrar os escravos que trabalharam para que a cidade do Rio de Janeiro não ficasse sem água. “Mais do que recordar a recuperação realizada na Floresta da Tijuca, nós pretendemos mostrar que seis escravos fizeram o mais lindo, mais raro e mais bem sucedido trabalho que nós já tivemos nesse segmento. A Tijuca só é lembrada pela parte bonita, da floresta artificial, mas e quem plantou todas aquelas árvores? E o valor do trabalho dessas pessoas?”, questiona o arquiteto.

O presidente da Fundação Cultural Palmares (FCP), Eloi Ferreira de Araujo, que também participará do debate, destaca que a recuperação da Floresta da Tijuca “foi uma iniciativa no século XIX que exemplificou a necessidade de se agir rápido para a sustentabilidade do planeta e no combate aos danos ao meio ambiente. Os negros escravos tiveram uma contribuição especial para a preservação ambiental da Floresta da Tijuca, o que demonstra a intensa participação do negro na história do Brasil e que ainda é pouco conhecida”.

Para Carlos Alberto Xavier, do Ministério da Educação, não se pode permitir que a participação da população negra na construção do Brasil fique para trás e se perca no tempo. “Quando falamos de escravidão, temos que lembrar que as grandes obras que hoje fazem parte do nosso patrimônio cultural nasceram das mãos de negros, como o Parque Nacional da Tijuca, que nasceu de uma paisagem natural reconstruída pelo homem negro”, afirma.

Maior floresta urbana do mundo – Ao longo dos séculos XVII e XVIII, a área onde hoje fica o Parque Nacional da Tijuca foi, em sua maior parte, devastada através da extração de madeiras e da utilização em monoculturas, especialmente o café, gerando sérios problemas ambientais à cidade.

Em 1861, após uma iniciativa de conservação ordenada por D. Pedro II, comandada pelo Major Gomes Archer e executada por apenas seis escravos, um processo de reflorestamento que plantou cerca de 100 mil mudas ao longo de uma década propiciou a regeneração natural da vegetação.

Graças ao trabalho de restauração realizado no século XIX, a Floresta tornou-se, posteriormente, um Parque Nacional tombado pelo IPHAN, foi declarada Patrimônio Natural Mundial pela UNESCO como Reserva da Biosfera e hoje é conhecida como a maior floresta urbana do mundo.

http://www.palmares.gov.br

Aconteceu: III Encontro da Capoeira Inclusiva de Santos

Encontro de capoeira reúne portadores de necessidades especiais, em Santos

Conscientizar instituições, professores e familiares de pessoas com necessidades especiais sobre a importância da prática de atividade física para o desenvolvimento motor e mental, melhoria da auto-estima e integração social dos portadores. Esse é o principal objetivo do III Encontro da Capoeira Inclusiva de Santos, que será realizado na próxima quinta (22), das 14 às 17 horas, no Complexo Esportivo Rebouças, na Ponta da Praia, em Santos.

Cerca de 120 crianças, jovens e adultos, de seis entidades que trabalham com educação especial, participarão do evento: Capoeira Inclusiva Semes/Rebouças; Apae/Santos; Escola de Educação Especial “Eduardo Ballerini (Cerex); Escola de Educação Especial “30 de julho”; Napne/Santos e Caec João Paulo II/ Vicente de Carvalho – Guarujá.

O evento inicia com a apresentação de uma performance de dança afro pelos alunos da Apae/Santos, e segue com uma  aula inclusiva, onde os participantes jogarão capoeira, numa grande confraternização. Serão formadas cinco rodas, cada uma delas com dois professores para monitorar e orientar os participantes. Uma grande festa com pizza, doces, refrigerantes e muitos brindes encerrará o encontro.

A ideia do evento, que nasceu há três anos, foi do professor de Educação Física e mestre de capoeira Cícero França. MestreTatu, como é mais conhecido, desenvolve há seis anos um trabalho com crianças e adultos portadores de necessidades educacionais especiais nas cidades de Santos e Guarujá.

“No grupo que tenho, a Capoeira Aruanda, sempre apareciam alguns portadores de necessidades especiais. E vi como a capoeira ajudava essas pessoas. Em 2005, resolvi que me dedicaria com mais afinco a esse trabalho, que é muito gratificante”, explica.

O III Encontro da Capoeira Inclusiva de Santos evento tem o apoio da Prefeitura de Santos, Kokimbos Pizzas e Picanha; Menina Flor, Hautte Cabelo e Estética; Studio Click (Juara Prado) -, Programa no Ar – TV Santa Cecília, Ateliê Amália Marcheto, Track Filmes  e MGNNET Hospedagem e Desenvolvimento.

Capoeira, Esporte, Lazer e Inclusão Social do Nordeste de Amaralina

Iniciação esportiva beneficia mais de seis mil soteropolitanos

À tarde da última segunda-feira (29) foi muito especial para as crianças e jovens de três bairros carentes de Salvador, Nordeste de Amaralina, Plataforma e Ribeira, justamente no dia do aniversário da capital baiana. O Centro Social Urbano (CSU), do Nordeste de Amaralina sediou um evento do Programa de Iniciação Esportiva e Inclusão Social, com a presença dos secretários estaduais do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte, Nilton Vasconcelos, do Desenvolvimento Social, Valmir Assunção, e das Relações Institucionais, Rui Costa, além do ex-nadador baiano Edvaldo Valério, campeão olímpico em 2000, e do diretor-geral da Superintendência de Desportos da Bahia (Sudesb), Raimundo Nonato Tavares (Bobô).

Os alunos do curso de capoeira do Projeto Esporte, Lazer e Inclusão Social do Nordeste de Amaralina fizeram uma apresentação, enquanto os meninos do Projeto Bola da Vez, também realizado em parceria com o Governo do Estado, pela Associação Bom Samaritano, no bairro de Plataforma, marcaram presença. A Associação Beneficente de Educação Arte e Cidadania (Abeac) renovou o convênio, por mais seis meses, do projeto que já funciona no bairro da Ribeira e agora irá beneficiar 2,4 mil pessoas, o dobro do período anterior, quando 1,2 mil baianos foram atendidos. Com isso, o governo passa a beneficiar mais de seis mil pessoas com os três projetos que fazem parte do Programa de Iniciação Esportiva e Inclusão Social.

Para a aluna do curso de capoeira do projeto, Monalisa dos Anjos, o evento serviu como divulgação para os pais saberem que existe esse projeto gratuito e que seus filhos podem praticar esporte em um bom ambiente, com pessoas sérias. “A capoeira, para mim, representa um alicerce porque vai encaminhar as pessoas para, no futuro, poderem até tê-la como profissão. Eu pratico para me manter em forma, mas ela também serve para tirar os jovens das ruas”.

Risco Social

Presidente da Associação Bom Samaritano, que realiza o Projeto Bola da Vez, em parceria com a Sudesb, Rita da Anunciação deu depoimentos sobre a real importância de iniciativas como essa. “Muitos pais não cansam de nos procurar com medo de perder os filhos para o mundo do crime ou das drogas, mas depois que os filhos começam a participar das aulas eles já não têm mais do que reclamar”. Anunciação disse que alguns meninos já conseguiram largar as armas ou a cola de sapateiro depois que passaram a praticar atividades saudáveis no programa.

Atleta de futebol do projeto Bola da Vez, Mateus Santana subiu ao palco principal para falar sobre a importância dessas ações. “Gostaria de agradecer a Bobô e à Sudesb por apoiar o nosso projeto que agora está prosperando, fazendo com que continuemos juntos do lado certo da comunidade e não do lado errado”, disse. Quem também subiu para dar um depoimento foi a atleta de basquete do projeto que acontece na Ribeira, em parceria com a Abeac, Luana Lima. “Foi muito bom participar do basquete, lá eu me encontrei. Por isso, sempre digo que aproveitem”, disse.

Carine Cardoso, que pratica natação no projeto do Nordeste de Amaralina, reconhece a importância dessa ocupação. “Eu venho sempre nadar para não ficar na rua, fazendo coisas erradas. Eu também sonho em ser atleta profissional e a presença de um atleta com a história de Edvaldo Valério aqui incentiva a gente a seguir nesse caminho”, disse. Tainan Viana, também aluno da natação, segurava orgulhoso o troféu que ganhou em uma Maratona Aquática. “Esse projeto é muito importante porque eu não fazia nenhum esporte, mas eu comecei aqui e ganhar esse troféu já dá um estímulo maior para continuar”.

Edvaldo Valério valorizou a estrutura do CSU. “Quando cheguei aqui, senti uma inveja saudável, depois de ver uma piscina linda e bem tratada como essa construída pela Sedes”. Ele lembra que também nasceu e cresceu em um bairro carente, mas não teve uma oportunidade como essa. “A mensagem que eu deixo é que aproveitem essa chance. Eu acredito muito no esporte como uma ferramenta importante de inclusão social. Eu, graças à natação, fiz grandes amigos e vivi em um ambiente saudável”.

Programas esportivos geram emprego e renda

Para Bobô, o CSU serve como referência para todos da Bahia e os projetos desenvolvidos em bairros carentes fazem parte da política do Governo, já que o governador Jaques Wagner cobra constantemente essas ações. “Os projetos não servem apenas para dar oportunidade e ocupação para as crianças ou para a terceira idade, mas geram emprego também porque os instrutores fazem parte da comunidade, o que acaba movimentando a economia local”. “Eu estive aqui no lançamento desse programa e, de lá para cá, temos percebido o crescimento do projeto. A gente pensa em 2016 como algo muito longínquo, mas é essa turma que vai fazer o Brasil brilhar na Olimpíada do Rio de Janeiro”, disse o secretário Nilton Vasconcelos.

 

Fonte: http://www.jornalfeirahoje.com.br

Preso suspeito de invasão e morte em hospital de SP

SÃO PAULO – Investigadores do 19º Distrito Policial (Vila Maria) acreditam ter capturado, no final da tarde de ontem, um dos seis homens responsáveis pela invasão ao Hospital Municipal de Cidade Tiradentes, no extremo leste de São Paulo, ocorrida em junho do ano passado. A invasão resultou no assassinato do instrutor de capoeira Ludmar Aparecido de Andrade, de 29 anos, que estava internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

Uma denúncia anônima levou os policiais à loja do Hipermercado Extra da Avenida São Miguel, região da Penha, na zona leste. No momento em que fazia compras, José Carlos Arlindo Jr., de 34 anos, desarmado, foi detido pelos investigadores e levado à delegacia da Vila Maria. Com uma ficha criminal de 13 metros de comprimento, Arlindo Jr. era procurado pela Justiça por homicídio.

A prisão preventiva de Arlindo Jr. havia sido solicitada junto à Justiça pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que assumiu as investigações do caso. Na delegacia, ele negou ter participado da invasão ao hospital e do assassinato do instrutor.

Como apresentou documento falso aos policiais quando foi abordado no hipermercado, o suspeito foi autuado por falsidade ideológica e deve ser transferido para um Centro de Detenção Provisória.

Invasão

A invasão ao Hospital Municipal de Cidade Tiradentes ocorreu às 3 horas do dia 2 de junho de 2008. Três homens chegaram num carro e renderam os vigilantes na guarita. Ameaçaram fazer reféns os funcionários do hospital se fosse dado alarme. Outros três desconhecidos vieram em outro automóvel e ficaram com os vigias enquanto os três primeiros invadiam o prédio e assassinavam o instrutor a facadas. Os seis homens usaram toucas para não serem reconhecidos.

Funcionários da UTI foram rendidos e ameaçados, trancados numa sala. Dois dias antes, Andrade – o instrutor de capoeira – havia sido encontrado com as pernas e mãos amarradas dentro do porta-malas de um Chevrolet Monza, na Rua Pauline Capo, também em Cidade Tiradentes, depois de ter sido atingido por seis disparos.

http://www.estadao.com.br/noticias

Comgás, ONG Cidade Escola Aprendiz & Capoeira: Parceria de futuro

Comgás, o bom exemplo…
 
Mais uma aposta de uma empresa privada na CIDADANIA, utilizando a CAPOEIRA para desenvolver um Projeto Social e promovendo Oficinas em São Paulo!!!
 
Segue email e cartaz enviados ao Portal Capoeira pela Coordenadora Geral do Programa Aprendiz Comgás, Gisela Gerotto.
 
Luciano Milani
O Programa Aprendiz Comgás (PAC), uma iniciativa da Companhia de Gás de São Paulo – Comgás em parceria com a ONG Cidade Escola Aprendiz, gostaria de te apresentar o grupo de jovens Educapoeira participantes do PAC, que irão desenvolver um projeto social com foco na capoeira, promovendo oficinas para crianças em São Paulo.
 
Sabemos do seu envolvimento com o tema e, por isso, convidamos você a conhecer mais de perto o grupo e se tornar parceiro, junto a estes jovens, na promoção da mudança de suas comunidades, trazendo informação, cultura e lazer.
 
Para isso, iremos promover uma Feira de Projetos (convite anexo) na nossa sede no dia 10 de novembro, comemorando também o aniversário de 6 anos do Programa. Estarão presentes mais de 70 projetos desenvolvidos pelos jovens tanto na cidade de São Paulo como no interior do Estado.
 
No Programa Aprendiz Comgás, durante seis meses, cerca de 80 jovens, de 14 a 18 anos, estudantes do ensino médio e técnico, de escolas públicas e privadas de São Paulo, são capacitados para elaborar e implementar projetos de intervenção social.
 
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Convite: Clique para ampliar…
 
O programa oferece as ferramentas, mas são os jovens que devem conquistar os parceiros, a fim de viabilizar suas idéias e fazer com que os projetos de fato saiam do papel e aconteçam nas comunidades. Em seis anos de atividades, o PAC envolveu mais de 1100 jovens coordenadores e executores de 200 projetos sociais.
 
Colocamo-nos à disposição para outras informações e contamos com sua presença na Feira de Projetos.
 
Gisela Gerotto
Coordenadora Geral do Programa Aprendiz Comgás
www.aprendizcomgas.com.br

3 de Agosto: Dia do Capoeirista – Matéria V

DATAS COMEMORATIVAS : Dia do Capoeirista (03/08) – Fonte Almanaque Brasil
Século 19. Abolida a escravidão, nas principais cidades portuárias negros se oferecem para carregar móveis, mercadorias, dejetos. Defendem-se por meio da capoeira. Ora empregando a agilidade, ora valendo-se também de cacetes e facas.
Maltas aterrorizavam a população. Com a República, em 1889, Deodoro da Fonseca (1827-1892) inicia campanha de combate à capoeira. Em outubro de 1890, promulga a Lei 487, de Sampaio Ferraz, que prevê de dois a seis meses de trabalho forçado na Ilha de Fernando de Noronha. No art. 402, “Dos vadios capoeiras”, lê-se:
Fazer nas ruas e praças públicas exercícios de agilidade e destreza corporal conhecidos pela denominação capoeiragem; andar em correria, com armas ou instrumentos capazes de produzir uma lesão corporal, provocando tumulto ou desordem, ameaçando pessoa certa ou incerta, ou incutindo temor de algum mal.
Pena – prisão celular de dois a seis meses.
Parágrafo único – é considerada circunstância agravante pertencer o capoeira a algum bando ou malta. Aos chefes e cabeças se imporá a pena em dobro.
Ao assumir o poder com a Revolução de 1930, Getúlio Vargas liberou uma série de manifestações populares, entre elas a capoeira, que hoje aspira até a figurar nos jogos olímpicos.
Espírito do Capoeirista
1- Conhecer-se é dominar-se. dominar é triunfar.
2- Sempre ceder para vencer.
3- Capoeira é o que possui, inteligência para compreender aquilo que não lhe ensinam, paciência para ensinar o que aprendeu, e fé para acreditar naquilo que não compreende.
4- Quem teme perde, já está vencido.
5- Somente se aproxima da perfeição quem procura com constância, sabedoria, e sobre tudo com muita humildade.
6- Saber cada dia um pouco mais e usá-lo todos os dias para o bem é o caminho dos verdadeiros capoeiristas.
7- Quando verificarmos com tristeza, que não sabemos nada, terá feito o teu primeiro progresso na capoeira.
8- O corpo é uma arma, cuja a eficiência depende da precisão com que usa a sua inteligência.
9- Praticar capoeira é ensinar a inteligência e pensar com velocidade e exatidão e, ao corpo obedecer com justiça.
10- A fraqueza é susceptível, a ignorância é rancorosa, o saber e a força dão a compreensão, quem compreende perdoa.
11- O homem que domina sua mente jamais será escravo.
12- O que parece dificuldade constitui a chance de seu progresso.
13- Em tudo que fizeres, põe tua esperança a frente;
14- Um Mestre é alguém que tem a coragem de pensar, acreditar e até errar;
15- O importante é que transmita seus ensinamentos.

Fonte: Almanaque Brasil
Fonte: http://www.ufg.br/datas/data.php?d=622

Sorocaba: Made in Brazil

Um jogo, uma dança, uma luta e esporte. Tudo isso é a capoeira, genuinamente brasileira, que vem ganhando adeptos ao redor do mundo. Nascida nas senzalas e quilombos no período da escravidão, ela deixa de ser marginalizada e ganha espaço ao lado dos esportes.

Aquilo que foi criado para ser uma defesa contra o inimigo, se transformou em esporte e cultura.

Manoel Troiano dos Santos, o mestre Cuco, contou que em Sorocaba existem cerca de 50 núcleos de capoeira, divididos em oito associações. “São mais de 10 mil praticantes em toda a cidade.”

Entre eles está Regina França, capoeirista há seis anos. “Assisti uma apresentação na praça e quis praticar”, lembra. Para ela, o esporte sempre traz novos desafios a serem superados, além de manter o corpo em forma. Regina joga capoeira durante duas horas, três ou quatro vezes por semana.

Mestre Cuco acredita que é preciso tirar da capoeira a imagem do preconceito. “A capoeira hoje é instrumento educativo. Ela saiu das ruas e da marginalidade para entrar nas escolas e nas casas das pessoas.”

Modelo exportação

De acordo com Cuco, a capoeira já é pratica em 150 países, sempre com as regras e o formato criando no Brasil. “A música é brasileira e as cores dos cordões representam a bandeira do país.”

O esporte, que já fez um campeonato mundial, busca agora a inclusão nas Olimpíadas. Para isso, precisa realizar cinco competições desse nível.

Assim como nas artes marciais, o atleta que aumenta de nível, troca de cordão, até chegar ao branco, usado pelos mestres.

Benefícios

A prática da capoeira representa um grande benefício para o organismo. Cuco, que é formado em Educação Física, disse que duas horas de treino representa a perda de 700 calorias. Ele acrescentou que o esporte permite um fortalecimento ósseo e muscular. “Existem pessoas que praticam a capoeira até os 80 anos.”

Para os iniciantes, a aula começa com orientações sobre os fundamentos e golpes. Em cerca de três meses, disse o mestre, o capoerista já pode participar da roda.

Cuco deixa claro que a capoeira apenas simula uma lita, mas não há agressão entre os participantes.

Liga Regional na cidade

Com o objetivo de integrar as associações de Sorocaba e região, foi criada este ano a Liga Regional Sorocabana de Capoeira. “Queremos regularizar e oferecer um suporte aos praticantes”, explica o presidente, Manoel dos Santos, o mestre Cuco.

Ao todo, 72 cidades fazem parte da área de cobertura da Liga. Cuco explicou que a entidade, que é filiada à Fecaesp (Federação de Capoeira do Estado de São Paulo) vai organizar cursos de capacitação e regulamentar o trabalho realizado na região. “Através de nós, as associações também poderão participar das competições.”

O vice-presidente da Liga, José Aparecido Mendes, o mestre Cupim, diz que a entidade vai realizar seletivas regionais para indicar atletas para campeonatos importantes. “Dessa forma poderemos levar os melhores da nossa região.” Cupim é o atual campeão brasileiro na categoria peso pesado.

Capoeira não tem idade

Com apenas seis anos, Matheus Almeida, pratica a capoeira há um ano e meio. Ao lado de Nathália Almeida, 8, ele já aprende os primeiros golpes. “Parei de fazer futebol porque não dava tempo e gosto mais da capoeira”, conta o menino.

Nathália sabe que não é comum uma menina jogar capoeira, mas ela não se importa. Os dois farão seu primeiro batizado (mudança de cordão) ainda este mês.

A presença de crianças nas aulas mostra que, além de não representar nenhum risco, a capoeira é um instrumento educativo. O esporte já é praticado em muitas escolas de Sorocaba.

O mestre Cuco explicou que a capoeira tem um caráter educativo e disciplinar muito importante no desenvolvimento da criança. “Muitas crianças melhoram seu temperamento quando fazem capoeira.”

Jacqueline França – [email protected]

Forte Santo Antônio Além do Carmo fecha para reforma

O Forte Santo Antônio Além do Carmo, que hoje abriga duas escolas de capoeira de angola e a ONG Forte da Capoeira, vai passar por uma reforma e será reaberto daqui a nove meses como Centro de Referência, Pesquisa e Memória da Capoeira da Bahia.
 
O Estado vai investir R$ 2,3 milhões na reforma, através de recursos provenientes do Prodetur II. A recuperação será acompanhada pelo Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (Ipac). Reforma traz novidades A edificação do século XVII vai ser totalmente restaurada e voltará a apresentar os mesmos traços arquitetônicos que tinha antes de ser transformada em Casa de Detenção, em 1950.
 
O Forte da Capoeira terá seis salas de atividades, além de um grande palco ao ar livre e uma infra-estrutura completa, com vestiários, centro de documentação, sala de leitura, biblioteca, videoteca, sala de vídeo, oficina de instrumentos, lanchonete, memorial, auditório, recepção, depósito, área para a exposição, loja e guarda-volumes.