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São Paulo: Espaço Mestre Ananias

Após 7 anos o nosso Mestre Ananias e seus discípulos reabrem seu espaço cultural.

Uma casa erguida pela capoeira com muita vontade e onde o samba e as batucadas convidam todos a fazerem parte de uma família, conviver e dividir os segredos da nossa cultura popular mais autêntica.

Um lugar com a força e riqueza da simplicidade.

São Paulo tem história e, mais do que ser contada, deve ser vivenciada.

Encontros (aulas): 19h as 22h – todos os dias. Rua Conselheiro Ramalho, 945 – Bexiga Bela Vista)

* obs. os encontros serão realizados com 8 instrutores, assim será formatado nosso calendário conforme nossa caminhada.

Sejam bem vindos a conhecer e participar dos nossos projetos.

Aguardamos sua visita, Axé.

Associação de Capoeira Angola Senhor do Bonfim

Uirapuru Assessoria Cultural
www.uirapurubr.com.br

USO DO SOM

Como usar os sons

  • VOZTERAPIA: O condicionamento que faz as crianças engolirem o choro e calarem a boca pode se traduzir mais tarde em distúrbios psicossomáticos. Segundo a terapeuta Sônia Prazeres, que estudou na Escola de Terapia de Voz e Movimento de Londres e dá um curso de vozterapia no Conservatório Brasileiro de Música, a emissão dos sons que perturbam a mente promove o equilíbrio físico e psicológico. A técnica da vozterapia faz parte da psicofonia, metodologia terapêutica desenvolvida na Europa nos últimos 20 anos.
 
  • EXERCÍCIOS: A musicalidade floresce quando é fortalecida desde cedo. Em mentes exercitadas, a música original surge de modo natural. As crianças tendem naturalmente para o improviso e a composição. Com 4 anos, mais da metade delas pode produzir algo original, segundo Robert Jourdain, autor de "Música, cérebro e êxtase". Jourdain adverte que, embora os resultados raramente sejam mozartianos, o prazer é compensador.
 
  • CRIATIVIDADE: A criança com alguma deficiência pode ser estimulada, como qualquer outra, a sentir prazer musical, quando seu córtex auditivo reúne sons individuais. Uma nota solitária apenas de uma viola tem a capacidade de trazer felicidade para um ouvido aguçado, afirma Jourdain.

A RASTEIRA NA CAPOEIRA

Ultimamente, na capoeira no São Paulo e ainda mais na Europa, lamento a quase-disaparição da rasteira.
A rasteira foi um símbolo de perícia dos capoeiristas.
Era motivo de horas de treinamento na academia.
Para conseguir o sucesso de colocar uma rasteira certeira, os capoeiristas trabalhavam o parceiro; existia o floreio, a ginga, as "enganações" que fazem parte da capoeira.
Não devemos deixar sumir coisa tão importante da capoeira.
Lembro de um caso que demonstra como considerada era a rasteira, no tempo ainda recente que eu treinava na academia de Mestre Nô.
Um certo aluno, formado depois de anos de aprendizagem, considerou que, com a sua forma física e sua experiência, superava o seu mestre. Desafiou o mestre Nô num sábado a frente de todos os alunos e de diversas visitas. Nô foi para a roda, dizendo que se perdia, ia embora, deixando o aluno senhor da academia.

Começou o jogo, num compasso médio, sem cantiga, e demorou bastante tempo. Havia muita tensão; quem tocava, tocava, os demais permaneciam silenciosos.
Havia momentos de superioridade de um sobre outro, e depois virava a vantagem.
ô cozinhou o aluno até dar uma rasteira fantástica que pegou nas duas pernas e mandou o aluno com as nádegas no chão.
O aluno com raiva tentou partir para murros, mas os outros impediram. Ele, no final, ficou tão desgostoso que abandonou a capoeira.
É um caso entre muitos que eu vi, que dá para comprovar a importância simbólica da rasteira na capoeira.
Quem não lembra do talento do mestre Canjiquinha, de Um-por-Um (da Massaranduba), de Marcos "Alabama", na rasteira?
Nos batizados, a conclusão do jogo do novato era a derrubada com rasteira, excluindo outras formas de desequilibrantes.

Hoje vemos capoeiras que se dizem excepcionais não conseguirem dar uma rasteira nos alunos que se batizam. Vemos as intimidações dos capoeiras aos novatos, e golpes traumatizantes e balões efetuados sem técnica para derrubá-los. É lamentável ver que a nova geração de capoeiras tem elementos que não se orgulham numa técnica, e ficam tão inseguros na sua arte, que não abrem o jogo (mesmo que fosse no intuito de derrubar) para principiantes de uns meses de treinamento. Quem está assistindo de longe, vê as oportunidades que eles tem de fazer. Eles não o fazem, preferindo os movimentos violentos, para tristeza dos presentes, sejam eles alunos, parentes ou espectadores que conhecem a arte.

Parece, então, que a rasteira saiu do cardápio de muitos capoeiristas.

Por que?

Será que novos métodos de treinamento excluíram a rasteira? Será que não faz parte da capoeira moderna? Será que a rasteira exige demais destes novos donos da capoeira?
A rasteira pede muita consciência do outro. Assim que já notei, é preciso trabalhar, cozinhar bastante o oponente para que este se jogue num golpe decisivo… que acaba na própria derrubada. É o parecer de um mestre; mas precisa de cabeça, e de tempo.
Os jogos que assistimos tem por objetivo principal de mostrar movimentos. Sejam agressivos ou acrobáticos, não importa, os movimentos superam na mente dos jogadores a tática, a perícia na arte de manobrar o outro.
Em geral, concordamos com os que acham, como mestre Decanio, que o compasso rápido demais e a vontade de se impor num "vale tudo" prejudicam o jogo da capoeira, tirando a ginga, a rasteira, tudo que faz a beleza da nossa arte.
Se, como suponho, a capoeira da Bahia tem alguma coisa para ensinar ao mundo, (em prática para os nossos alunos europeus), é justamente esta coisa original. Por isso, não podemos aceitar ver um elemento fundamental como a rasteira desprezado.

Por isso, desenvolvemos um trabalho básico com nossos alunos, sejam homens ou mulheres, fracos ou fortes, novos ou velhos, no sentido de uma capoeira que se importa com o outro, parceiro e adversário no mesmo tempo.

Lúcia Palmares é enfermeira, baiana, nascida em Salvador em 15/5/1955. Foi aluna de capoeira de Norival Moreira de Oliveira, o Mestre Nô, na Academia Orixás da Bahia na Maçaranduba/Salvador/BA, a partir de 1971. Recebeu o cordão de professora em 1979. Ensinou na academia Centro Suburbano de Capoeira (rua 2 de Julho, 19, Alto de Coutos) do Mestre Dinelson, de 1980 a 1990. Em 1987 recebeu o cordel de Contra-Mestre entregue pelo Mestre Nô. Em 1992 saiu de Salvador, foi para Santos (SP) continuou ensinando a capoeira trabalhando numa ONG. Em 1995  mudou se para a França. Hoje está começando novo grupo em Paris e pesquisando os aspectos culturais da capoeira. Poderá ser contatada pelo e-mail: polbrian@worldnet.fr

 

Lúcia Palmares – Paris/França

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