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Capoeira como Atividade de Reabilitação nos Presídios

Faltam mais de 250 mil vagas para presos no Brasil

Esse problema não é exclusivo de penitenciárias. Muitas delegacias também sofrem com a falta de espaço e o excesso de presos

A segunda parte da série Prisões Brasileiras – Um Retrato sem Retoques, do Repórter Brasil, da TV Brasil, mostra hoje (25) um grande número de pessoas em espaços muito pequenos. A superpopulação carcerária é um problema encontrado em todo o país. De acordo com o Departamento Penitenciário Nacional (Depen), do Ministério da Justiça, o déficit de vagas no sistema penitenciário brasileiro chega a 256 mil.

Fábio Sá e Silva, pesquisador do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), explica que não é tarefa simples conseguir novas vagas para detentos no Brasil. Além do alto custo, é necessário enfrentar a rejeição da sociedade. “As cidades não querem receber presídios. Elas se mobilizam contra, os cidadãos pedem audiências públicas para rejeitar o projeto, o Ministério Público entra com Ação Civil para que não seja construído o presídio”. De acordo com Douglas Martins, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), abrir uma vaga no sistema prisional custa em torno de R$ 40 mil.

Esse problema não é exclusivo de penitenciárias. Muitas delegacias também sofrem com a falta de espaço e o excesso de presos. No Paraná, por exemplo, as delegacias abrigam 10.600 pessoas em  4.400 vagas. Curiosamente, sobram cerca de mil vagas nos presídios do estado.

Uma das sugestões para desafogar os presídios é rever a punição de alguns crimes como, por exemplo, o uso de drogas. A subprocuradora-geral da República, Ela Wiecko, defende essa alternativa. “Todo mundo pratica crimes, mesmo pequenos, em algum momento da vida. Ninguém pode dizer ‘eu nunca cometi’ alguma coisa que, lá no Código Penal, não conste como crime ou tenha constado. Um exemplo é o adultério, que estava no Código algum tempo atrás”.

Atualmente, a remissão da pena é uma das formas de tirar o preso da cadeia antes do tempo. Condenados trabalham ou estudam enquanto reduzem dias de suas penas. “O colégio está me fornecendo remissão de pena. É como se eu fosse estudar dois dias e ganhar um. Um dia fora desse lugar é muito bom”, diz um detento do presídio Juiz Antônio Luiz Lins de Barros, no Recife.

Já o ex-dançarino Marcelo Andrade aprendeu a jogar capoeira na prisão e hoje dá aula para outros detentos. “Esses presos aqui poderiam estar trocando faca, fazendo rebelião, tentativa de fuga, matando outro, se destruindo nas drogas. Mas hoje estão aqui comigo, jogando capoeira”.

Amanhã (26), a série Prisões Brasileiras – Um Retrato sem Retoques vai mostrar outros problemas que provocam a superlotação dos presídios, bem como as alternativas usadas para diminuir o problema. A série vai ao ar no Repórter Brasil, às 21h.

Ginga Brasil lança Revista Gingando para Cidadania

A Associação Cultural Ginga Brasil Capoeira, coordenada em Portugal pelo Contra-Mestre Bola, lançou a primeira edição d Revista Gingando para a Cidadania. Trata-se do registo impresso do projecto que decorreu durante o último verão nas cidades de São João da Madeira e Taillinn, na Estónia, e que reuniu cerca de 100 capoeiristas de diversos países. “Este projecto refletiu os objectivos principais de nossa associação, que são a inclusão de jovens com menos oportunidades e o desenvolvimento do diálogo intercultural.

Foi uma ótima oportunidade para reunirmos os professores dos núcleos de nosso grupo fora de Portugal. Os jovens que participaram do intercâmbio adoraram e aprenderam bastante”, comenta Contra-Mestre Bola.

O projecto foi viabilizado devido ao apoio do Programa Juventude em Acção (www.juventude.pt) e foi composto por duas fases. Na primeira, 13 jovens da Estonia vieram até Portugal e participaram de uma série de actividades organizadas pelo núcleo português do Ginga Brasil.

Na segunda etapa, 20 jovens portugueses foram a Estónia apoiar o trabalho do Professor Alpino. Mais informações sobre a iniciativa podem ser obtidas no blog www.gingandoparacidadania.blogspot.com

 

Raquel Evangelista – Associação Cultural Ginga Brasil Capoeira

+351 211931159ou +351 936885268

Salto: “Capoeira na escola, educando com a arte”

Cidadania através da Capoeira na cidade de Salto

Alunos do Cemus estão aprendendo a arte deste esporte.

O diálogo corporal, a improvisação e o equilíbrio são alguns dos benefícios da capoeira, que é excelente para crianças e jovens. Os alunos do Cemus XI – “Profª Lázara Maria Lara Begossi”, em Salto, já estão desfrutando destas aulas há um mês, por meio do projeto “Capoeira na escola, educando com a arte”.

Todas as segundas e sextas-feiras, o professor Flávio Rodrigues do Nascimento – o Ceará -, ensina as técnicas desta arte brasileira. “A capoeira resgata a auto-estima e as nossas raízes, além de transmitir noções de cidadania”, explicou o professor.

A capoeira mexe com todos os músculos, desenvolvendo uma série de qualidades físicas. Além disso, dá noções de espaço, tempo, ritmo, música e compreensão da filosofia de jogo.

No Cemus XI, cerca de cem alunos participam das aulas, que acontecem no período contrário ao horário de escola das crianças.

Acanne: O samba botou fogo na feijoada!

Evento da Acanne reuniu samba de roda e capoeira angola pela consciência negra

Deuses e santos, orixás, inquices e voduns permitiram que a 7ª Feijoada da Associação de Capoeira Angola Navio Negreiro fosse um sucesso. Pela primeira vez em versão ampliada, a programação teve como fio condutor um amplo debate sobre a consciência negra e experiências históricas de luta por libertação. Reunindo núcleos do grupo da Bahia, Rio Grande do Sul e Estados Unidos, o evento “O Sabor do Saber Ancestral” contou com uma série de treinamentos diários, além de aulas de percussão na capoeira e no samba.

A abertura do encontro aconteceu na quarta-feira, dia 11 de Novembro, com a palestra “O intelectual senegalês Cheikh Anta Diop e sua teoria do Egito negro-africano” pela professora colombiana Paola Vargas Arana (mestre em Estudos Africanos por El Colégio de México). Historiador, Cheikh Anta Diop estudou química e física nuclear para comprovar a antiguidade do Egito e fundamentar seus estudos que apontam ter sido ali a primeira civilização do mundo. Ao provar que a humanidade nasceu na África e que o Egito negro foi o berço de todas as civilizações, inclusive da Grécia, Diop foi perseguido e continua sendo boicotado. Seus livros ainda não têm tradução em português, mas servem de inspiração para movimentos negros do mundo todo.

Na sexta a roda foi bem animada, e na segunda-feira as atividades prosseguiam com a exibição do filme “Um Grito de Liberdade” (Cry Freedom – Direção: Richard Attenborough, Inglês, 1987). O filme retrata a luta de Steve Biko contra o apartheid na África do Sul, a partir da ótica de um jornalista branco que, em meio às contradições do lugar social privilegiado que ocupava, se solidariza e dá apoio ao movimento. Dentre inúmeras outras questões, o filme mostra o papel eminentemente político e subversivo do futebol naquelas terras (ao contrário do Brasil, onde continua fazendo parte da velha política do “pão e circo”). Já que comícios e reuniões políticas eram proibidos, Steve Biko e outros militantes negros discursavam durante os jogos, organizando o povo para a luta social.    

Na terça-feira, dia 17, o moçambicano Benvindo Maloa (mestrando em Psicologia pela UFBA) falou sobre “O processo de colonização e a Independência de Moçambique”. Como ex-colônia portuguesa, Moçambique compartilha conosco uma série de similaridades históricas, mas ao contrário do Brasil, conquistou sua independência através da luta popular. Com ajuda russa e cubana, Moçambique passou por uma experiência de transição ao socialismo que não chegou a se consolidar (em parte pela falta de quadros técnicos e baixo nível de industrialização). Com um elevado índice de infecção de HIV/AIDS, há inúmeras famílias do meio rural chefiadas por crianças, amparadas pelas tradicionais redes de solidariedade africana. Hoje o país vive os dilemas de como construir uma nação multicultural, com uma série de etnias e idiomas.
Palestra

Quarta-feira Christianne Vasconcellos (mestre em História Social pela UFBA) apresentou a palestra “Filosofia da Consciência Negra de Stephen Biko e o Movimento na África do Sul”. Christianne situou historicamente a chegada dos europeus na África do Sul, suas guerras e o acordo que deixou de fora toda a população originária de pele negra, sem acesso à terra nem direito de ir e vir livremente. Os negros eram confinados nos “bantustões”, precisavam de autorizações especiais para entrar na cidade (apenas em determinados horários) e tinham que portar seus cartões de identificação no pescoço, podendo ser presos a qualquer momento. Steve Biko ressaltava a necessidade da população negra se orgulhar de sua história e cultura, libertando a mente da dominação ideológica para lutar pelo poder e por uma sociedade mais justa e igualitária. Em suas palavras, “A arma mais poderosa nas mãos do opressor é a mente do oprimido”.

No dia 19, quinta-feira, o jornalista Paulo Magalhães (mestrando em Ciências Sociais pela UFBA) falou sobre “Capoeira Angola: Luta, Identidade e Tradição”. Traçando um breve histórico da capoeira e suas relações com o Estado, Paulo apontou como as idéias atuais sobre tradição e identidade na capoeira angola baiana foram construídas numa relação dialética entre capoeiristas, intelectuais e o Estado. A partir de notícias de jornais, expôs fragmentos da luta pela definição da tradição entre os mestres angoleiros, e sugeriu reflexões em torno do caráter de luta da capoeira angola: os capoeiras de ontem corresponderiam aos capoeiristas de hoje? A capoeira continua sendo uma luta de libertação? De quem? Contra o quê?

Na sexta-feira, 20 de novembro, o Centro de Salvador estava em polvorosa, repleto de atos, passeatas e manifestações. A africanidade saltava à flor da pele: torsos e turbantes, tranças e dreads, batas e amarrações, black-powers e palavras de ordem exprimiam a luta pela igualdade e o orgulho da beleza e ancestralidade negra. À noite a roda veio aquecer os angoleiros e abrir os caminhos para a feijoada do dia seguinte.

Feijão, canela, samba e axé

Sábado, 21 de novembro, 10h da manhã: os angoleiros reunidos em círculo esperavam ansiosamente pelo início do ritual. A roda foi intensa, com muito dendê e axé, proporcionando a manifestação de corpos libertos em preparação para a grande roda da vida. Depois do derradeiro Iê do Mestre Renê, outro Mestre (este, do mundo espiritual) veio conduzir o samba. Segredos e mistérios só compreendidos pelos iniciados ou intuídos por aqueles sensíveis às manifestações do plano sutil. O samba ferveu por horas, temperado pela canelinha de Iansã que era servida para todos em um único copo de barro, par da moringa em que a bebida gelada era guardada. Após a abertura da feijoada por sete homens, todos foram servidos em seus pratos de najé, comendo de mão e ganhando forças para voltar ao samba.
Tocadores

Realizada anualmente em agradecimento a Ogum, a feijoada conta com uma participação livre e aberta. Cobra-se apenas respeito daqueles que compartilham de outras crenças: em tempos de intolerância religiosa, o universo da capoeira continua sendo um quilombo de resistência ao preconceito, ao racismo e à dominação capitalista. Uma prática inclusiva de expressão da diversidade, respeito às diferenças e combate às desigualdades.

Para quem não participou neste ano, ano que vem tem mais. E mais: em 2010 a Acanne fará uma série de retiros na Ilha de Maré, com oficinas e rodas de capoeira angola, filmes, debates e palestras. [email protected] estão convidados. Axé!!!    

Paulo A. Magalhães Fº

Jornalista, mestrando em Ciências Sociais
http://lattes.cnpq.br/9776286470259455

TV Globo: Maria Flor grava cenas de ação na praia

Pedro Neschling também participou das tomadas da série “Aline”

Maria Flor gravou cenas de ação para o seriado “Aline”, na manhã desta terça-feira (18), em Copacabana, no Rio. A atriz, que é a protagonista da história, aparece na areia dando golpes de capoeira em Bernardo Marinho, intérprete de Otto, e ao lado de Pedro Neschling, que vive Pedro.

No intervalo das gravações, eles se divertiram segurando um rebatedor, usado pela equipe de iluminação. Maria falou sobre a série ao site da Rede Globo. “Acho bacana falar da juventude. É uma fase da vida pela qual as pessoas já passaram ou sabem que passarão. Tenho certeza que o público, independentemente da idade, vai se identificar muito”. Ela diz que tem poucas semelhanças com a personagem. “Ela é bem elétrica e, às vezes, eu sou assim também. Mas eu não conseguiria namorar dois ao mesmo tempo. Não dá!”, afirmou.

A série, baseada nos quadrinhos de Adão Iturrusgarai, vai contar o cotidiano de Aline, que mora junto com os dois namorados. O primeiro episódio foi exibido como um especial no fim do ano passado e o programa volta ao ar em outubro, com novos episódios.

Gira Mundo

As Nações Unidas resolveram consagrar esta data, 08 de março , como sendo Dia Internacional da Mulher, na teoria dizem que não existem mais diferenças entre os gêneros, no entanto nós mulheres temos uma série de questões ainda sem respostas, uma série de estereótipos para serem dissolvidos, uma série de afazeres pelo mundo, de novas conquistas e aceitações.

Como as mulheres de muitas tribos africanas sofrem ainda hoje a infibulação? Pratica violenta de mutilição do órgão genital feminino.

Por que duas em cada três mexicanas sofrem algum tipo de violência?
Alarmanate.

Por que meninas indianas são roubadas ou vendidas, estupradas e jogadas em prostíbulos e só libertadas doentes e muitas vezes com aids, retornam às suas famílias que as rejeitam e ignoram? Falta de humanidade.

Por que em mais de 50 países não foi proibido o estupro pelo cônjuge? Prática que gera impunidade total destes agressores masculinos em relação aos abusos físicos e sexuais contra suas esposas.

Por que Maria Quitéria de Jesus Medeiros, que lutou no movimento de independência do Brasil, em 1996 tornou-se ” Patrono” do Quadro Complementar de Oficiais do Exército Brasileiro? Ela era uma mulher.

É sobre isto que quero falar. Será que precisamos nos esteriotipar para demosnstrarmos o nosso valor, para mostrarmos quem somos?

Eu preciso parecer um homem para lutar ou cantar?

Uma mulher que venceu todos os pré-conceitos ao comandar uma roda de capoeira necessita ser masculinizada ou musculosa em demasia para provar que é muito boa de capoeira?
Uma mulher mãe, profissional, jogadora de capoeira, estudante precisa provar para o grupo de capoeira sua paixão sendo agressiva e perdendo toda a sua terna graça?

Toda brasileira durante o carnaval é prostituta? É claro que não.

É disto que estou falando, vamos quebrar as barreiras do pré-julgamento, do estereótipo, do somente olhar e não sentir.
Somos mulheres, mães, capoeiras, donas-de-casa, profissionais, lindas, ternas, amantes, apaixonadas, pesquisadoras, crianças, felizes, queridas, fortes…

Somos assim, somos mulheres.

Maira Hora

Capoeira na Escola, uma ferramenta no auxílio do aprendizado

Nada mais importante do que a "Educação".
 
Dentro deste contexto alternativo a Escola Municipal Primeiro de Maio, no Bairro de Massaranduba, Bahia, utiliza diversas ferramentas para melhorar o padrão do ensino e a frequência escolar, entre elas a CAPOEIRA.
 
Para nós capoeiristas é uma honra e uma felicidade saber que a "nossa arte" está sendo utilizada com MESTRIA, seguindo o bom caminho e possibilitando aos alunos a "VERDADEIRA ESCOLA DE CIDADANIA"
 
Luciano Milani

 

 

Professores reduzem a taxa de repetência
Fernanda Santa Rosa – A Tarde On Line – Salvador

Com metodologia de ensino alternativa e comprometimento da comunidade escolar, a Escola Municipal Primeiro de Maio, no bairro de Massaranduba, está conseguindo driblar os padrões negativos da educação brasileira. Tanto que, a partir do dia 10 de setembro, a pequena unidade escolar vai ser apresentada nacionalmente em uma campanha televisiva do Ministério da Educação (MEC), como modelo de gestão.
 
O colégio foi escolhido depois que, no final do ano passado, se destacou no estudo Aprova Brasil, realizado pelo MEC em parceria com o Unicef. A pesquisa selecionou os 33 melhores resultados em aprendizagem num universo de 40 mil escolas públicas do País. Em apenas dois anos, a Primeiro de Maio conseguiu reduzir a taxa de repetência, de 32,1% para 6,8%, e o índice de evasão, de 12,2% para 4,7%, graças a projetos de valorização da identidade dos alunos e da comunidade.
 
No ano passado, o destaque foi o projeto Histórias e memórias de Itapagipe, que motivou os alunos, com pesquisas, palestras, maquetes e visitação aos locais históricos. “Como o assunto tem a ver com a realidade das crianças, elas despertam o interesse, e os pais ficam mais participativos”, explica a diretora Simone Barbosa.
 
Ela conta que, este ano, a iniciativa tem continuidade com o programa Amar, cuidar e viver Itapagipe. As aulas são voltadas para o meio ambiente. “A maioria dos pais são catadores de material reciclável, e tem muito menino que se sente humilhado. Explicamos a importância deste trabalho”, diz a diretora.
 
Mudanças – O resultado se percebe em garotos como Jutahy Neves, 10 anos, aluno da 3ª série do ensino fundamental. Antes agressivo e disperso, o menino tem, hoje, notas acima da média e bom comportamento. “Antes, eu só tirava 2, era ruim mesmo nos estudos. Agora, tiro 7 e até 9”, diz o estudante, com orgulho. O mesmo acontece com Alysson Santos, 11 anos, na 4ª série. “Já não faltava às aulas, mas agora está mais interessante, por causa da capoeira”, garante.
 
Outro ponto que indica o caminho para o sucesso é o envolvimento da população local, com professores voluntários de artes, música e capoeira. A professora Lindalva Lima, embora seja contratada, faz questão de se unir a este time da boa vontade e extrapolar as suas funções convencionais. Conhecida moradora da comunidade, ela vai à casa de cada aluno da escola com mais de três faltas para saber os motivos da ausência. “Além de ensinar, sou secretária e também ajudo na limpeza, porque acho que é um trabalho com amor. Meus filhos se criaram aqui”, diz.
 
Apesar de bons resultados, a escola passa por dificuldades para se manter. A unidade tem instalações muito reduzidas para os 291 alunos da educação infantil à 4 série. Os recursos da Secretaria Municipal de Educação (Smec) não são suficientes para garantir a expansão dos projetos.
 
“Fizeram uma reforma em janeiro, trocando as divisórias da sala, o que melhorou problemas, como o barulho. Mas falta muita coisa, como lugar para os eventos e atividades às quais a gente se propõe”, diz a diretora. Para a visitação do bairro, no ano passado, ela lembra que, por falta de um veículo, só teve uma solução: “Fomos somente a alguns lugares e a pé”.
 

Discovery Channel, Cultura, Mundo & CAPOEIRA

A série ‘Discovery Atlas’ pretende mostrar a diversidade através de casos particulares, e no próximo dia 22 o canal pertencente a grelha de programação da TV paga Portuguesa, estará exibindo um documentário onde a CAPOEIRA estará presente…
 
Criar o registo visual mais completo da história, civilização, geografia e tecnologia de 30 países é o ambicioso objectivo da série documental ‘Discovery Atlas’, que estreou no passado domingo no canal Discovery. Ao contrário da maioria das produções sobre viagens, esta série não se limita a mostrar belas paisagens e os monumentos mais célebres de cada país. Para enfatizar a riqueza cultural e as tradições dos povos, o programa mostra-nos situações do quotidiano, centrando-se sobre pessoas comuns, cujas experiências são exemplificativas da realidade onde se enquadram. “Este é o maior projecto mundial do Discovery, uma visão única e profunda sobre vários povos do Mundo. A sua originalidade reside em mostrar os países através dos olhos dos seus habitantes”, afirma Yolanda Ausín, directora-geral do Discovery Ibéria.
  
Entre os personagens desta narrativa real contam-se figuras singulares como o artista aborígene Arthur ‘Turtle’ Tamwoy, fundador de uma companhia de dança indígena australiana, Vivaldo Conceição, um mestre de capoeira residente em São Salvador da Baía, que oferece aulas gratuitas da arte marcial às crianças pobres da região, e ainda Yang Fuxi, o último fabricante de arcos artesanais da China.
{jgquote}…Vivaldo Conceição, um mestre de capoeira residente em São Salvador da Baía, que oferece aulas gratuitas da arte marcial às crianças pobres da região…{/jgquote}Muitos outros cidadãos anónimos, com espantosas histórias de vida para relatar, contribuem para esta colecção de retratos de povos. “Viajar não é apenas conhecer a diversidade cultural. A viagem converte-nos num pequeno ponto da história e da geografia e é nesse momento que nos apercebemos da nossa própria pertença à diversidade. Depois de ter visto o episódio dedicado à China decidi que tenho de lá voltar para pôr em prática os conhecimentos que obtive”, diz Rosa Regás, directora da Biblioteca Nacional de Espanha e aclamada autora de livros de viagens.
 
Em cinco anos de cuidada produção, para além dos quatro episódios agendados para este mês, foram já rodados mais sete – dedicados a França, Índia, México, África do Sul, Egipto, Japão e Rússia –, que serão transmitidos no início do próximo ano. A rodagem e pós-produção dos restantes 19 episódios decorrerá ao longo dos próximos cinco anos. Cada episódio de ‘Discovery Atlas’, concebido como um projecto único, apesar da ideia base que serve de fio condutor a toda a série, foi entregue e diferentes produtoras. Uma particularidade desta série documental é ter sido gravada com equipamento de alta definição, que assegura uma imagem de qualidade superior. Os espectadores portugueses não poderão, no entanto, desfrutar desta grande riqueza visual pois o Discovery Ibéria por enquanto não está preparado para as emissões em alta definição.
DISCOVERY ATLAS
 
Vivências diversas que coexistem na mesma cultura são mostradas nesta série
 
Canal: Discovery
Hora: 21.00
Formato: Documentário
 
Portugal – TVCABO (Dia 22/10 – 21h00)
 
Este episódio analisa a história dos habitantes e costumes do Brasil, do Carnaval, à capoeira. Mostra-nos ainda relatos de vida no Amazonas e nas favelas.

Video: Aula do Mestre Canjiquinha: Capoeira (Parte 1)

O primeiro de uma série de videos, disponibilizados pelo camarada Bruno Souza, conhecido na capoeiragem como Teimosia, que iremos publicar semanalmente…
 


Mestre Canjiquinha e seus alunos em uma roda de capoeira.
(Parte 1)
{youtube}8vzhS-iCBAk{/youtube}
 
Cortesia: Bruno Souza
 
Para assistir a 2ª parte, clique aqui.

Capoeira na Educação Formal

Já não é de agora que o tema: Capoeira e Educação vem sendo debatido nas rodas e nos diversos meios de comunicação… Vários companheiros já tem um trabalho formal dentro deste apecto da nossa capoeira. É inegavél o caracter multifacetado da capoeira assim como é inegavel o seu valor cultural para a sociedade. É dentro desta riqueza de recursos e possibilidades da nossa arte que iremos abordar a matéria sugerida pelo editor do Jornal do Capoeira, apontando para a "Capoeira na Educação Formal".
Luciano Milani


Jornal do Capoeira – www.capoeira.jex.com.br
Edição 64 – de 12 a 18/Mar de 2006
 
Nota do Editor:
 
        Conheci Mestre Zulu durante do primeiro Seminário Nacional de Estudos da Capoeira (SENECA), em Campinas, maio de 2004, embora tenha acompanhado, a algum tempo, parte de seu trabalho à partir de sua produção científica sobre capoeira (livro, artigos, "papers", entrevistas em revista especializada etc). Seu livro "Idiopráxis de Capoeira" pode ser considerado um ponto de partida para quem está enveredando pela capoeira enquanto "Educação Formal". A obra, é claro, não busca esgotar o assunto, mas servir com referência para quem está iniciando-se na área.
        Tenho convidado boa parte dos mestres e doutores da "Academia" (Universidades, Faculdades de Educação Física etc), sempre argumentando que, infelizmente, a grande maioria dos capoeiras não tem acesso às dissertações de mestrado e teses doutorais produzidas nos cursos de Pós-Graduação em Antropologia, Sociologia, História e Educação Física espalhadas pelo Brasil. A triste realidade é que boa parte desta rica literatura acaba dormindo nas prateleiras das bibliotecas públicas e particulares, e não chega ao principal público que deveria ser atingido: os mestres e praticantes de nossa arte.
        Felizmente alguns mestres e doutores estão se sensibilizando da importância de se tornar mais acessível suas "produções científicas". Alguns disponibilizam por meio de revistas especializadas em capoeira, como é o caso do doutor em Sociologia e Mestre de Capoeira Luiz Renato. Outros estão, a algum tempo, contribuindo por meio deste nosso Jornal do Capoeira, com é o caso da Dr. Letícia Vidor (SP) e do Dr. Falcão (SC).
        Sabemos que ainda não é o ideal. O ideal seria mesmo que um Ministério da Educação publicasse e distribuísse, para toda a rede pública de ensino, e mesmo para as principais bibliotecas e institutos de pesquisa do Brasil e do Exterior, uma espécie de periódico, em forma de revista mensal, democratizando-se por completo a Literatura recente produzida sobre nossa Capoeira. Seria uma tacada de mestre se o próprio Ministério da Educação republicasse algumas obras raras da literatura clássica da capoeira. As obras de Plácido do Abreu, ODC, ZUMA e Inezil Pena Marinho seriam, sem dúvida alguma, as primeiras da lista.
        A seguir apresentamos a primeira de uma série de contribuições que MESTRE ZULU estará publicando em nosso Jornal do Capoeira. O artigo a seguir apresenta trechos da palestra "Capoeira na Educação Formal", proferida pelo Mestre Zulu, no VIII Fórum Nacional de Capoeira, realizado em Brasília no mês de dezembro de 2005, na Câmara dos Deputados, em Brasília.
Na primeira foto estão Mestres Zulu e Falcão (Santa Catarina).
Miltinho Astronauta

Em 11 de agosto de 1972 iniciei o ensino de capoeira no Colégio Agrícola de Brasília como atividade extraclasse autorizada pela direção daquela unidade.
 
            Senti a necessidade de sistematizar os procedimentos de: ensino-aprendizagem; intercâmbios com outras unidades de capoeira; interação com a escola e com o meio acadêmico; convivência com as artes marciais, as lutas, a educação física e com a dança. À medida que eu acumulava experiências sentia também um desejo cada vez maior de criar, recriar, redimensionar, formular, selecionar, produzir, estudar, discutir, e também ouvir, e muito, os meus alunos.
 
            Inúmeras e variadas foram as minhas iniciativas na busca de alternativas para ampliar e sedimentar o projeto da capoeira na educação formal e mais especificamente nas escolas públicas do Distrito Federal.
 
            Apresentamos à Secretaria de Educação e Cultura do Distrito Federal um projeto integrado de capoeira e ginástica brasileira. Durante o segundo semestre de 1981, fiz algumas alterações naquele projeto a fim de atender às exigências e às disponibilidades daquela Secretaria.
 
            No decorrer do mês de janeiro de 1982, após receber as modificações exigidas, o "Projeto Ginástica Brasileira e Capoeira" tramitou por algumas seções, da Fundação Educacional, obtendo parecer favorável, e definição de implantação experimental do referido projeto. Criou-se, a partir daí, um núcleo experimental de capoeira e ginástica brasileira que atenderia aos alunos a partir da 5ª série do ensino fundamental até a 3ª série do ensino médio.
 

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