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Guimarães: III Congresso de Inclusão Pelo Desporto

O 3º CONGRESSO INCLUSÃO PELO DESPORTO, inserido no programa geral de Guimarães – Cidade Europeia do Desporto 2013 é a oportunidade para debater e aprofundar metodologias de integração das populações mais desfavorecidas no e pelo Desporto em Portugal e na Europa.

Num período em que a função social e educativa do Desporto tornou-se uma área política de relevância estratégica da União Europeia, espera-se que este Congresso, contribua para o debate em curso sobre a inclusão social dos imigrantes e das minorias étnicas e das populações em risco dentro e através do desporto. Além disso, os resultados e as recomendações práticas desta conferência devem ajudar a colocar a inclusão social na agenda das políticas desportivas nacionais e europeias e promover a partilha dos nossos valores com outras regiões do mundo, nomeadamente, a Comunidade de Países de Língua Portuguesa.
É aqui que queremos estar para potenciar as melhores energias da sociedade civil.

No ano de 2013, promovemos o CID na programação de Guimarães – Cidade Europeia do Desporto. Porque partilhamos uma visão em que salientamos que no Desporto como na Sociedade, a evidente desigualdade de oportunidades possa ser ultrapassada através da capacitação e representatividade das populações mais desfavorecidas em todos os ramos da atividade social e profissional. Por uma questão de oportunidade, mas fundamentalmente por uma questão de consciência e de dever, é em Guimarães que queremos estar colocando o debate das políticas sociais em eventos de relevo e de destaque na sociedade portuguesa e europeia.

O CID oferece cursos de capacitação profissional a mais de 100 educadores e agentes sociais. Apresenta-se como uma série de eventos temáticos (congresso, exposições, publicações, prémios e palestras) com o objetivo claro de inspirar e na partilha ativa de experiências e conhecimentos do interesse de universitários, recém-licenciados, empreendedores, mediadores sociais, técnicos de deporto, técnicos sociais, representantes de ONG`S e IPSS e dinamizadores do mundo empresarial e académico nas mais diversas áreas de atividade. 

OBJETIVOS

Proporcionar um espaço informal e de confiança para a potencialização do networking e possíveis parcerias entre todos os participantes e estimular a aprendizagem, troca de experiências e ferramentas entre os participantes através de workshops específicos. 
Motivar a função social e educativa do Desporto através da capacitação de educadores, instituições e poder local a melhorarem a sua abordagem pedagógica e aumentar a eficácia e atratividade da formação do Jovem. 
Promover o Desporto como meio de diálogo intercultural e intercâmbio de boas práticas, que contribuam para a prevenção e a luta contra a violência e o racismo na sociedade, de sedentarismo e de isolamento social das minorias sociais e/ou vítimas de exclusão social. 
Promover a reflexão sobre ética e valores no desporto. 

DESTINATÁRIOS

O 3º CONGRESSO INCLUSÃO PELO DESPORTO procura corresponder às preocupações e expectativas profissionais dos agentes e entidades desportivas e sociais, nomeadamente: 
• Dirigentes e técnicos de desporto e de ação social da administração pública (comunidades urbanas, áreas metropolitanas e outros organismos da administração pública regional); 
• Dirigentes e técnicos de desporto e ação social de instituições de solidariedade social nacionais e europeias; 
• Técnicos e agentes de desporto, de clubes  e associações desportivas; 
• Dirigentes e técnicos de outras organizações desportivas, nomeadamente o Comité Olímpico de Portugal, Comité Paralímpico de Portugal, Confederação do Desporto de Portugal e Fundação do Desporto de Portugal; 
• Professores e estudantes das áreas Desporto e Educação Física e das áreas de Solidariedade Social e da Saúde; 
• Elementos diretivos e técnicos do Desporto Escolar; 
• Empreendedores sociais e animadores de projetos e programas orientados para a educação inclusiva; 
• Outros agentes desportivos e sociais.

 

http://www.iuna.org.pt/congressoinclusaodesporto/

São Paulo: Megan Fox se entusiasma com capoeira na favela de Heliópolis

A atriz Megan Fox (“Transformers”) desembarcou em São Paulo acompanhada do marido, o ator Brian Austin Green (série “Terminator: The Sarah Connor Chronicles”), e do filho Noah. E aproveitou a tarde para visitar a favela de Heliopólis.

A atriz foi conhecer os projetos sociais do local e assistiu entusiasmada a uma apresentação de capoeira, ao lado do marido.

Megan esteve no Brasil para acompanhar o Carnaval e gravar num comercial para uma marca de cerveja.

A Atriz e seu marido ficaram deslumbrados com a plasticidade e harmonia da capoeira.

380 idosos são batizados na capoeira e recebem graduação no próximo dia 07 de julho

Capoeira adaptada, projeto fomentado pelo Grupo de Capoeira Mandinga e a Ong JUNTOS, batiza turma da terceira idade. O aluno mais novo tem 60 anos e, o mais velho, 94

Dona Terezinha não perde uma aula. Sagradamente, duas vezes por semana, ela deixa de lado a rotina usual de dona de casa para praticar uma atividade um tanto inusitada para alguém com mais de 60 anos: a capoeira. Num primeiro contato, Terezinha pensou que não daria certo. Como uma atividade que pede pulos, ginga e sincronia de movimentos caberia a um idoso?

Cabe. Hoje, dois anos depois, Dona Terezinha – ou Maria Terezinha do Nascimento, de 63 anos – aguarda ansiosa suas aulas de capoeira adaptada, atividade feita graças à iniciativa da ONG JUNTOS (Jardins Unidos No Trabalho de Obras Sociais) e do projeto Tempo da União, braço cultural da Associação de Capoeira Mandinga, que atua em diversas regiões com seus projetos sociais e culturais.

Terezinha faz parte de um grupo que atualmente conta com 380 idosos. Todos, segundo a própria praticante, descobriram os benefícios da terapia. “Ter a capoeira adaptada para nós, idosos, é maravilhoso. Mexer o corpo e fazer atividade é a melhor coisa que podemos buscar. Minhas articulações estão muito bem, e eu sou outra pessoa!”, diz Terezinha.

As aulas de capoeira adaptada aos idosos começaram na sede da ONG JUNTOS, situada na zona leste da capital, com cerca de 60 idosos, que até então participavam de terapias ocupacionais pouco aeróbicas, como a musicoterapia. A aceitação era pequena. “Eles não gostavam da musicoterapia e se queixavam por querer algo mais dinâmico. Inclusive, alguns idosos jogavam dominó durante a aula justamente por não gostarem dela. Agora a realidade, felizmente, é bem diferente”, afirma Cibele Moura, capoeirista há 16 anos e professora da turma.

 

Batizado

O primeiro batizado da turma de idosos aconteceu no dia 30 de abril de 2011, em frente à arena de eventos do Museu Afro, no parque do Ibirapuera, reunindo um total de 360 alunos.

Esse ano o evento acontecerá no dia 07 de julho, das 9h às 12h, no SESC Itaquera. Serão batizados 180 alunos com a segunda graduação, corda amarela; e 200 alunos com a primeira graduação de cor verde.

O evento será aberto ao público e contará com a roda de capoeira do Mestre Maurão, a frente do Grupo de Capoeira Mandinga e um dos maiores nomes dessa cultura no mundo.

“Nosso primeiro evento ocorreu em um espaço público e agora estamos dentro de uma instituição que prima pelo respeito aos idosos, pela prática de esportes e pela manutenção e fomento da cultura tradicional. Só posso estar feliz” – sinaliza Mestre Maurão.

 

Batizado dos 380 alunos da terceira idade – Projeto Tempo de União – Grupo de Capoeira Mandinga e ONG JUNTOS

 

Data: Dia 07 de julho

Horário: das 09h às 12h00

Local: Sesc Itaquera – Avenida Fernando Espírito Santo Alves de Mattos, 100

 

Projeto Tempo de União

O projeto Tempo de União é um braço dentro da Associação de Capoeira Mandinga destinado a crianças e adolescentes que atua em diferentes comunidades da capital paulista, e que fomenta atividades culturais e sociais com foco na Capoeira e tradições regionais.

 

Erika Alexandra Balbino

Baobá Comunicação, Cultura e Conteúdo

Rua Porangaba, nº 149, Bosque da Saúde

04136-020 – São Paulo – SP

+55 11 3482-2510+55 11 3482-6908

Pesquisa sobre Capoeira

Buscando colaborar e fomentar os estudos e pesquisas que envolvem a nossa capoeiragem e todas as suas manifestações correlatas, o Portal Capoeira, se coloca ao lado de todos os pesquisadores, docentes e profissionais envolvidos neste contexto e deste modo, nosso camarada Diogo Marinho, nos apresenta sua pesquisa e pede nossa ajuda para poder completar este importante trabalho.

Luciano Milani

 

PESQUISA SOBRE CAPOEIRA

Saudações Capoeiras!

Estamos pesquisando a capoeira em quatro capitais do Brasil: Florianópolis (SC), Curitiba (PR), Rio de Janeiro (RJ) e Salvador (BA), este trabalho irá compor uma dissertação para o mestrado em Patrimônio Cultural e Sociedade da UNIVILLE.
Necessitamos de um grande número de participantes para que a pesquisa tenha validade, para tanto, pedimos para que praticantes de capoeira, de ambos os sexos, maiores de 18 anos, de qualquer grupo/associação/estilo e de qualquer graduação/nível de capoeira destas capitais, participem.

O objetivo desta pesquisa é identificar as representações sociais sobre a capoeira através de seus agentes (Mestres, Contra-Mestres, Prof.º e alunos). Basta enviar seu e-mail para diogomarinho_ef@yahoo.com.br , que lhe enviaremos o formulário de pesquisa e maiores informações.

Por favor, colaborem! Estou fazendo a minha parte, estudando e defendo a capoeira no meio acadêmico, faça você também a sua! Muito obrigado,

AXÉ!

Diogo Marinho – (Mestrando em Patrimônio Cultural e Sociedade/ pesquisador)

Para acompanhar a pesquisa ou entrar em contato, acesse as redes sociais:

http://www.orkut.com.br/Profile?uid=8170367735573038901&mt=2

http://www.youtube.com/watch?v=inoRkwJ-zEk

http://www.facebook.com/event.php?eid=165488306839403

http://twitter.com/#!/diogomarinhocap

http://pesquisadorcapoeira.blogspot.com/2011/02/pesquisa-sobre-capoeira-representacoes.html

360 idosos são batizados na capoeira dentro do parque do Ibirapuera

 

Capoeira adaptada, projeto fomentado pelo Grupo de Capoeira Mandinga e a Ong JUNTOS, batiza turma da terceira idade. O aluno mais novo tem 60 anos e, o mais velho, 94.

Dona Terezinha não perde uma aula. Sagradamente, duas vezes por semana, ela deixa de lado a rotina usual de dona de casa para praticar uma atividade um tanto inusitada para alguém com mais de 60 anos: a capoeira. Num primeiro contato, Terezinha pensou que não daria certo. Como uma atividade que pede pulos, ginga e sincronia de movimentos caberia a um idoso?

Cabe. Hoje, um ano depois, Dona Terezinha – ou Maria Terezinha do Nascimento, de 62 anos – aguarda ansiosa suas aulas de capoeira adaptada, atividade feita graças à iniciativa da ONG JUNTOS (Jardins Unidos No Trabalho de Obras Sociais) e do projeto Tempo da União, braço cultural da Associação de Capoeira Mandinga, que atua em diversas regiões com seus projetos sociais e culturais.

Terezinha faz parte de um grupo que atualmente conta com 360 idosos. Todos, segundo a própria praticante, descobriram os benefícios da terapia. “Ter a capoeira adaptada para nós, idosos, é maravilhoso. Mexer o corpo e fazer atividade é a melhor coisa que podemos buscar. Minhas articulações estão muito bem, e eu sou outra pessoa!”, diz Terezinha.

As aulas de capoeira adaptada aos idosos começaram na sede da ONG JUNTOS, situada na zona leste da capital, com cerca de 60 idosos, que até então participavam de terapias ocupacionais pouco aeróbicas, como a musicoterapia. A aceitação era pequena. “Eles não gostavam da musicoterapia e se queixavam por querer algo mais dinâmico. Inclusive, alguns idosos jogavam dominó durante a aula justamente por não gostarem dela. Agora a realidade, felizmente, é bem diferente”, afirma Cibele Moura, capoeirista há 15 anos e professora da turma.

 

Batizado no Ibirapuera

 

No dia 30 de abril, em frente à arena de eventos do Museu Afro, no parque do Ibirapuera, todos os 360 alunos serão batizados na capoeira. O evento será aberto ao público e contará com a roda de capoeira do Mestre Maurão, líder do Grupo de Capoeira Mandinga e um dos maiores nomes dessa cultura no mundo.

A iniciativa de batizar os alunos no parque do Ibirapuera veio do próprio Mestre Maurão. “A capoeira é um instrumento catalisador de socialização. Dessa forma, nada mais justo que praticá-la e divulgá-la num parque, ao ar livre, com a interação dos visitantes. Acredito, inclusive, que não temos registro em São Paulo de um evento com essa proporção”, conclui.

 

Batizado dos 360 alunos da terceira idade – Projeto Tempo de União – Grupo de Capoeira Mandinga e ONG JUNTOS

Apoio: Administração Pública do Parque do Ibirapuera e CRAS/Itaquera

Data: Dia 30 de abril de 11 (sábado)

Horário: das 10h às

Local: Parque do Ibirapuera – em frente à arena de eventos do Museu Afro

Portões 10 e 12 do parque do Ibirapuera

 

Projeto Tempo de União

O projeto Tempo de União é um braço dentro da Associação de Capoeira Mandinga destinado a crianças e adolescentes que atua em diferentes comunidades da capital paulista, e que fomenta atividades culturais e sociais com foco na Capoeira e tradições regionais.

 

Sobre Mauro Porto da Rocha – o Mestre Maurão

Mauro Porto da Rocha – o Mestre MaurãoMestre Maurão inicia na capoeira em 1979, na cidade de Santo André/SP, no Grupo Nova Luanda, liderado por Mestre Valdenor, onde se formou no ano de 1985. Na adolescência, Mestre Maurão teve contato com o lendário Mestre Caiçara (Bahia) com quem pode ter um convívio muito próximo, tendo assim conhecimento legítimo de hábitos da velha Bahia.

 

Muitos Mestres foram referência na sua trajetória, em especial estão: Mestre Valdenor dos Santos, responsável por sua formação e Mestre Canhão (Discípulo de Mestre Bimba) que o auxiliou e orientou em sua profissionalização como capoeira. Mestre Maurão participou na década de 80 de vários campeonatos onde consagrou-se Tri-Campeão Brasileiro (consecutivo), além de ter sido por 14 anos Campeão Paulista.

 

Na década de 1990 morou na Inglaterra, onde ministrou aulas de capoeira e participou de apresentações e shows sobre a cultura brasileira. Em São Paulo, foi uma das lideranças da famosa Roda da Praça da República, considerada como uma das rodas de capoeira mais tradicionais do mundo pelo fato de juntar vários capoeiras de diversas partes do Brasil.

 

Mestre Maurão adquiriu um grande respeito não só da comunidade capoeira, mas angariou o respeito e a admiração de quem acompanhou a sua estória e o seu trabalho. Vivências e fatos que o levaram a ser internacionalmente conhecido como um grande atleta da Capoeira e um importante propagador da Cultura Afro-Brasileira.

 

 

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A Postura Política do Capoeira

Todo capoeirista que preza a história dessa manifestação, sabe que a capoeira tem um conteúdo político muito forte. Afinal ela surge como uma reação a uma violência a que eram submetidos os povos escravizados vindos de África, aqui no Brasil. A capoeira é antes de mais nada, uma contestação ao sistema escravagista que submetia milhões de homens e mulheres a uma cruel e desumana condição onde não só os trabalhos forçados, mas também a negação de sua cultura, sua religião, seus símbolos, seus modos de vida, era em última instância, a negação de sua própria condição de seres humanos.

Por isso a capoeira foi tão perseguida durante tantos anos. E por isso também foi preciso resistir durante muito tempo para que essa manifestação chegasse até os nossos dias, com o reconhecimento que adquiriu em nossa sociedade atual, com status de “símbolo da cultura brasileira”. Devemos isso aos bravos capoeiras do passado que souberam com suas artimanhas e estratégias, enfrentar o poder para continuar cultivando suas tradições e preservando-as com muita dignidade para as gerações futuras. Isso se constitui numa postura extremamente política.

Hoje a capoeira é muito bem vista pelas sociedades de todas as partes do mundo, e muitos são os capoeiristas que sobrevivem dessa arte. Em muitas partes do planeta, essa manifestação virou até um certo “modismo”, mobilizando milhões e milhões de praticantes de todas as faixas etárias, mas sobretudo, atingindo o público predominantemente jovem. E por ter se transformado em “modismo”, muitas vezes esse conteúdo político que está na gênese da capoeira, acaba perdendo espaço e sentido, fazendo com que ela se transforme em mera atividade voltada ao entretenimento e ao cultivo das qualidades físicas e acrobáticas. Se a prática da capoeira se restringe a esses valores, vamos estar formando somente capoeiras alienados, e nada mais !!!

 

Sabemos que a capoeira é muito mais do que isso !!!

O capoeirista que tem postura política é aquele que busca estar sempre “antenado” com o mundo que o rodeia. É aquele que busca desenvolver sua capacidade crítica diante dos fatos que atingem a sociedade da qual faz parte, assumindo uma postura de questionamento e muitas vezes até de enfrentamento, quando necessário. É aquele que não se conforma com as injustiças, com os desmandos dos poderosos, com qualquer tipo de opressão. É aquele que busca sempre se envolver nas questões sociais que o afligem, demonstrando determinação em agir no sentido da transformação dessa realidade. Se envolve em debates e busca sempre ampliar seu conhecimento sobre a situação de sua comunidade, sua cidade, seu país, de sua gente.

Os mestres e professores comprometidos com essa visão crítica que a capoeira pode proporcionar aos seus praticantes, devem estar o tempo todo estimulando isso nos seus grupos, quer seja promovendo debates sobre questões sociais, históricas, étnicas, ecológicas, de gênero, etc…quer seja participando de ações diretamente envolvidas com essas questões ao lado de seus alunos em manifestações públicas, passeatas, mobilizações, ou ainda em articulação com outros movimentos sociais, pois a capoeira é também um movimento social. E tem um potencial de ser tornar um movimento muito forte e atuante, pois agrega milhões de pessoas no mundo todo.

Talvez não tenhamos ainda uma noção muito clara sobre o poder político e de mobilização social que a capoeira possui. Por isso, se os grupos começarem a incentivar a formação política dos capoeiras (como felizmente já vem fazendo muitos grupos por aí), no sentido de atuação para a transformação da realidade que atinge nossas sociedades, com certeza a contribuição da capoeira será ainda maior no sentido de  transformar esse mundo, num mundo mais humano, justo e solidário !!!

 

Vamo simbora, camará !!!

Lisboa: 13º Festival de Capoeira – Alto Astral Capoeira

Chegámos à 13ª edição do nosso Festival!

Como sempre vão ser dias com muito Alto Astral, boas rodas, aulas, espectáculo de danças, jantar, palestras e mostras de vídeos. Vamos fazer este fim-de-semana especial e de muita e boa energia, juntamente com mestres e amigos que fazem já parte da história desse grupo.

Em anexo vai a ficha de inscrição e o Cartaz: se puderem confirmem presença e divulguem

Axé!! e te esperamos nos dias 19, 20 e 21 de Novembro de 2010.

Contra-mestre Marco Antonio – Capoeira Alto Astral

Objectivo Social:

  • Obtenção de verbas para as obras da nossa sede no Bairro da Ameixoeira (Lisboa)
  • Obtenção de verbas para manutenção das actividades empreendidas em Barra de Jangada – Pernambuco (Brasil)
  • Integrar jovens de diferentes classes sociais e de conhecimentos culturais diversos através das actividades do evento
  • Angariação de alimentos para reverter para o Banco Alimentar Contra a Fome
  • Adquirir parceiros sociais e ou empresas que possam apadrinhar nosso projecto, pontualmente ou por períodos mais alargados

Objectivo Cultural:

  • Palestras que possam abordar temas históricos ligados a Portugal, África e Brasil
  • Mostras de vídeos documentais
  • Apresentação de dança e teatro
  • Exposições Fotográficas

Objectivo Desportivo:

  • Estimular a prática desportiva através da capoeira, bem como dar a conhecer os benefícios do desporto através de uma exposição de painéis

 

Para se inscrever, clique aqui.

http://capoeiraaltoastral.wordpress.com

Professor divulga revista Educação em Debate e seu trabalho sobre capoeira

O professor José Geraldo Vasconcelos, conhecido nas rodas de capoeira como “Bob”, visitou a redação do Portal AZ na manhã desta quarta-feira (13) para divulgar a coletânea “Educação em Debate”, que se trava na verdade de uma revista do programa de pós-graduação em educação brasileira.

O lançamento da Revista Educação em Debate integra a programação do II Congresso Internacional de História e Patrimônio Cultural na Universidade Federal do Piauí (UFPI). E contará com a presença dos autores piauienses, e acontece hoje (13/10) de outubro de 2010 a partir das 18h no Espaço de Convivência do Congresso que será montado no CCHL da UFPI

decisivamente no processo de formação de forma positiva bem como amplia a capacidade crítica dos alunos. “A compreensão sobre a educação ampliou, hoje não é somente resumido às escolas, como a capacitação de professores. Hoje a educação é mais ampla, multicultural, multidimensional. Nesta revista a gente vê trabalhos sobre poesias, mulher, sexualidade, política, estudos culturais, movimentos sociais e também sobre o nosso tema, que é a capoeira. Este foi um projeto de tese que eu fiz. Sou mestre de capoeira e sempre me interessou em fazer a articulação da capoeira como fenômeno sócio cultural”, relata.

Bob afirma ainda que começou a estudar a capoeira como uma cultura e a fazer um apanhado de como ela aparecia nos livros de história. “Isso tudo dá uma visibilidade sócio-cultural à capoeira. Estudei a sua contribuição para a educação. As primeiras impressões são de que ela aproxima o aluno da escola, estimula, ajuda no aprendizado, e dá uma visão diferenciada sobre a história do Brasil. A mente da criança se abre muito mais, e ajuda a pensar de crítica. A capoeira dentro da escola ajuda a dar outra visão de mundo”, complementa.

O professor Bob disse que a “Revista Educação em Debate” teve avaliação 4 pela CAPS.
A Revista Educação em Debate surgiu há 35 anos na Faculdade de Educação da Universidade Federal do Ceará com o objetivo de divulgar a produção de alunos e professores dos cursos de Mestrado e Doutorado daquela faculdade, mas com o passar dos anos assumiu tal importância no meio acadêmico que adquiriu também a função de publicar textos que retratam o cotidiano e experiências educacionais de outros estados brasileiros.

O último número da Revista traz cinco artigos de professores piauienses: Shara Jane Costa Adad (UFPI), Cassandra Franco (ICF), Vivian de Aquino Brandim (SEDUC-PI) e Cleto Sandys (FAP-Parnaíba).

A professora Cassandra Franco afirma que “foi uma oportunidade inigualável ter seu texto selecionado para publicação, até porque a sua escrita contemplou uma das inovações do currículo do curso de Serviço Social piauiense que é a inclusão de disciplinas de Gerontologia Social, em geral, restritas a cursos de especialização. E que esta inovação faz o diferencial dos nossos futuros assistentes sociais que saem da faculdade já sabendo como agir diante das demandas apresentadas pelos idosos que é o grupo que mais cresce dentro da população brasileira nos últimos anos.”

E, finalizando, a professora Vivian de Aquino Brandim afirma que “em seu texto busca mostrar como a lei que introduziu o ensino de história e cultura afro-brasileiras no cotidiano da educação básica gerou transformações no ensino e que, por isto professores de todas as áreas de conhecimento, mas especialmente da disciplina História, têm de procurar se integrar a nova realidade educacional através da formação continuada autônoma e, também, por meio dos cursos oferecidos pelas órgãos gestores da educação.”

Capoeira é reconhecida como desporto de criação Nacional

Com a aprovação do Estatuto da Igualdade Racial, na noite de ontem, que Estabelece o combate a discriminação racial e as desigualdades estruturais e de gênero que atingem os afro-brasileiros, incluindo a dimensão racial nas políticas públicas e outras ações desenvolvidas pelo estado. 

DA CULTURA
ART. 21 O poder público garantirá o registro e proteção da capoeira, em todas as suas modalidades, como bem de natureza imaterial e de formação da identidade cultural brasileira. 
Parágrafo único. O poder público buscará garantir, por meio dos atos normativos necessários, a preservação dos elementos formadores tradicionais da capoeira nas suas relações internacionais. 

Do Esporte e Lazer
ART. 23 O poder público fomentará o pleno acesso da população negra ä prática desportiva, consolidando o esporte e o lazer como direitos sociais. 

ART. 24 “A capoeira é reconhecida como desporto de criação nacional nos termos do art. 217 da CF.” 
Parágrafo 1 A atividade de capoeira será reconhecida em todas as modalidades em que a capoeira se manifesta, seja como esporte, luta, dança ou música, sendo livre o exercício em todo o território nacional. 
Parágrafo 2 Ë facultado o ensino da capoeira nas instituições públicas e privadas pelos mestres tradicionais, pública e formalmente reconhecidos.

Fotografia: Arte da resistência por André Cypriano

O fotógrafo documentarista André Cypriano andou por onze comunidades negras remanescentes dos quilombos no Brasil. Nenhuma delas fica em Pernambuco, mas todas vivenciam realidades que trazem à tona questões culturais, sociais, econômicas. As fotos resultantes dessas viagens estão na mostra Quilombolas – Tradições e cultura da resistência, que será aberta hoje, às 19h, no Centro Cultural Correios, no Recife Antigo. “Encontrei lugares diferentes, alguns urbanos, outros na mata, no Sertão, com culturas diversas, mas todos volltados à preservação da tradição afro-brasileira’, comenta.

São 27 fotografias em preto e branco no formato 50 cm x 75 cm; sete fotografias panorâmicas (40 cm x 440 cm); seis no tamanho 30 cm x 40 cm, além de dois mapas, painéis de textos e legendas. A mostra tem fotos, por exemplo, do grupo quilombola Mocambo, na comunidade Porto da Folha, em Sergipe; da comunidade Tapuio, em Queimada Nova (PI); da comunidade Cafundó (SP). “Lá encontrei três pessoas que ainda falam uma língua africana; umalíngua fluente, mas que só existe ali. A tribo deles inclusive já foi extinta”.

O principal problema das comunidades visitadas, atesta Cypriano, ainda é a questão da legalização dos seus territórios. “Além disso, é interessante notar o quanto a realidade é distinta da nossa, principalmente nos quilombos que não tem tanto acesso à urbanização. São comunidade mais felizes. De tardinha, ao invés de estarem na frente da televisão, brincam ciranda, jogam futebol”, diz. A escolha por fotos em preto e branco, explica o fotógrafo, é por conta da “impressão mais forte. Vejo o preto e branco como uma interpretação e o colorido como reflexo da realidade”.

André Cypriano abraçou o projeto a convite da curadora da exposição, Denise Carvalho. Além da mostra, as fotos também viraram livro (R$ 78), com textos, mapas e pesquisa de Rafael Sanzio Araújo dos Anjos. A mostra já percorreu mais de 15 cidades brasileiras, oito cidades da América Latina e depois do Recife ainda deve seguir para lugares como Macapá, Teresina e Natal.

Lugares remotos – “Aceitei de primeira esse projeto porque é um tema que tem muito a ver com o meu trabalho, lugares remotos e ainda uma tendência para o raro e extraordinário”, comenta. Com o livro sobre os quilombos, já são quatro na carreira do fotógrafo. O último deles é O caldeirão do diabo, sobre um presídio já extinto na Ilha Grande. Cypriano também fotografou a favela da Rocinha e favelas da América Latina, e a capoeira. “Fiz imagens dos grandes mestres do Brasil, inclusive em Pernambuco. É uma exposição que também deve ser levada ao Recife”, aposta.

Apesar dos temas sociais sempre terem permeado as imagens de Cypriano, “os problemas sociais acabam sendo uma consequência, mas não é a minha intenção retratá-los. Meu projeto não é promover mudanças. A Rocinha, com todos os problemas que ela tem, pra mim, naquele momento da foto, é o ideal”. O mais importante é que a fotografia retrate emoção. “Se ela mexer com as emoções, é uma boa foto. Os americanos tem até uma expressão, it’s all about emotion”. (Pollyanna Diniz)

Serviço

Quilombolas – Tradições e cultura da resistência, até 18 de abril

Local: Centro Cultural Correios (Av. Marquês de Olinda, 262, Recife Antigo)
Visitação: De segunda a sexta, das 9h às 18h; e sábados e domingos, das 12h às 18h
Entrada franca

 

Fonte – http://www.diariodepernambuco.com.br/