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Carioca nota 10: Mestre Ferradura

Carioca nota 10: Mestre Ferradura

À frente de organização que prepara e certifica novos professores, mestre de capoeira oferece aulas gratuitas a moradores em situação de rua

O berimbau é um dos elementos cruciais da capoeira. Ele comanda a roda, dita o ritmo e o estilo de jogo. Ao produzir diferentes texturas de sons, o instrumento guia movimentos precisos de ataque, defesa e esquiva. Para jogar capoeira, é preciso ter desenvoltura e habilidade, sim, mas não é só isso que está em jogo. Misturando elementos de luta, dança e música, a modalidade promove a interação social, melhora a autoestima e evidencia a importância da defesa — e não do ataque. Apostando nesses valores, Omri Breda, mais conhecido como Mestre Ferradura, 44 anos, criou, há dois anos, o projeto Capoeira de Rua, dedicado à população sem teto do Rio.

“Pela sua própria natureza, o olho no olho, o contato físico, a integração com o grupo, a relação com a música, com a religiosidade e a cultura negra, a capoeira faz com que essas pessoas se sintam menos invisíveis dentro da nossa sociedade”, diz o mestre, à frente do Instituto Brasileiro de Capoeira-Educação, organização que prepara e certifica novos professores.

Mestre Ferradura

Mestre Ferradura: “Capoeira ajuda a fazer com que algumas pessoas se sintam menos invisíveis dentro da nossa sociedade” Leo Lemos/Veja Rio

 

As aulas acontecem três vezes por semana, logo após o café da manhã oferecido pelo Projeto Voar.

Às segundas, o encontro é no Aterro do Flamengo; às quartas, na Praça São Salvador; e às quintas, na Praça Paris. Por dia, cerca de quinze pessoas costumam frequentar as rodas, e a ideia do Mestre Ferradura é ir muito além da atividade recreativa:

“Busco fazer com que os alunos sintam que são capoeiristas e que podem se apropriar disso para buscar novas oportunidades”.

Está dando certo. Dois alunos do projeto, ex-­moradores de rua, já conseguiram reestruturar a vida depois que entraram na capoeira. O professor também dá aulas para crianças do Instituto Benjamin Constant e jovens do Departamento Geral de Ações Socioeducativas (Degase) e faz parte do grupo Gingando pela Paz, que desenvolve ações em diversos países, como o Congo e o Haiti.

No caso do Capoeira de Rua, mais seis voluntários se revezam no comando das aulas, que acabam de ganhar mais um ponto na cidade, o Museu de Arte Moderna.

 

Fonte: https://vejario.abril.com.br/cidade/capoeirista-aulas-populacao-situacao-rua/

 

Mais:

 

“Responsabilidade Social” é um programa da TV ALERJ voltado à projetos que fazem a diferença no Rio de Janeiro.
Na última semana o programa focou nos projetos realizados na rua, especialmente o Yoga de Rua. Como parceiro, o @capoeiraderua1 também entrou na dança!

“Responsabilidade Social” 

 

Ver também:

https://portalcapoeira.com/tag/ferradura/

https://capoeirariodejaneiro.com.br/

https://capoeiraibce.com/

https://brincadeiradeangola.com.br/

O Corpo da Capoeira

O Corpo da Capoeira Extrapola o físico, vai além do entendimento do que é palpável… Adapta se e se reinventa… Transforma e regenera… O Corpo da Capoeira personifica a Liberdade de expressão, evolução e a busca do auto conhecimento… Ele é imaterial, imensurável, divino… uma profunda e vasta relação emocional… É memória é sentimento… É o cantar de uma mãe ao filho.

 

Nosso amigo Thiago Ferreira (Capoeira de Besouro)  traz uma importante reflexão: O corpo da capoeira

O corpo da capoeira e a Capacidade de buscar novas formas (se deformar) em cada individuo, de achar em cada um, a virtude de se adaptar, de compensar o que não e dominado a serviço de se expressar . Um ato de Liberdade. Uma forma única de evoluir internamente. Um processo de alto conhecimento.

O corpo da Capoeira não é a pratica, também não é palpável… “O corpo da Capoeira” é subtil, imaterial, intrínseco, plural e metafisico… ele consegue mover o corpo físico, e ligar ao plano espiritual, no seu mais profundo sentido…. aflora sentimentos, gera reflexões, nos faz sentir que somos parte de algo muito maior.

Uma nova noção de todo corpo, uma conexão alem do entendimento comum, como “o cantar de uma Mãe ao filho”. Como um Rabo de lagartixa, ele pode se compensar, se regenerar e  buscar novas virtudes, sempre a serviço de uma liberdade única e exclusiva de cada um.

Não é uma coisa só de educação e fundamentos. Não é só uma ideia de formação. Pensar que este corpo se limita a isso é subjuga-lo, é menosprezar a força e o tamanho deste poder…. uma compensação advinda da adversidade.

Então qual e o corpo da capoeira que eu quero ter? Qual e o tamanho do corpo da minha capoeira?

Como capoeira, eu percebi que o tamanho da minha capoeira, tem que ser, nem que seja com muita forca, o tamanho da minha sensibilidade. O corpo da minha capoeira não pode ser só, o tamanho do meu corpo físico. Também não só da minha motivação, nem tão pouco só alguma forma de credulidade espiritual… mas sim, o tamanho daquilo por que, por quem, e como EU ME EMOCIONO E ME RELACIONO. É todo um corpo social, e nesse corpo social, é que a capoeira exerce uma de suas maiores virtudes: “A agregação”.

Estar juntos… No que familiariza, e no que difere, nos relacionarmos, nos construir, confiar, ser e estar…

  • (ver texto abaixo do querido Mestre Decanio)

 

Ø Jesus pregou a cidadania como Lei Divina
# Somos todos irmãos

Ø Vigotisky concebeu a cidadania como decorrência lógica da vida em sociedade e cooperação inter-pares
# A vida em sociedade ou grupo baseia-se na cooperação entre seus membros ou pares
# Nenhum homem se constrói HOMEM sem a cooperação de OUTRO HOMEM

Ø A capoeira materializa a cidadania pela indispensabilidade de respeito e confiança mútua entre os seus praticantes
# A Capoeira parece um embate de corpos, mas é um encontro de corações em clima de harmonia, felicidade e amor

Jesus, Vigotisky, Capoeira e Cidadania

 

Uma constante luta contra toda essa segregação, a cada dia mais vigente,  infelizmente acontece em nossa capoeira. Grupos são exaltados e tratados como verdadeiros impérios. Mestres ou melhor pseudos mestres se comportam como imperadores. Então através desse processo se permite todo uma agressividade física verbal e social… Seja na capoeira ou em qualquer outro aspecto cultural.

É la no embrião da capoeira, na sua formação como um corpo social, que não separa grupos, por imposições genéticas, como famílias, que não divide por classes e não reconhece raças, não separa por etnia, pigmentação ou por qualquer razão vazia como orientação sexual, é ai que este corpo toma forma… cresce… prolifera… nasce e morre… em cada aú, em cada ginga, cada canção… e no toque do berimbau… no olhar e no aperto de mão… é ai que vive O CORPO DA CAPOEIRA.

O corpo social da capoeira, é o tamanho do que eu quero para o meu corpo como capoeirista. Que tem a adversidade como principal elemento para a formação de comunidades, organizando uma necessidade de cantar mos juntos uma mística maior. O cantar de uma Mãe ao filho.

 

Texto: Thiago Ferreira Eletrodo (Capoeira de Besouro)

 

 

Maestrias de Mestre Pastinha: um intelectual da cidade gingada

Maestrias de Mestre Pastinha: um intelectual da cidade gingada

Resumo em português
Vicente Ferreira Pastinha, mais conhecido como Mestre Pastinha é a mais importante referência da prática que se convencionou chamar capoeira angola, e também um de seus principais pensadores. Nascido em Salvador no final do século XIX, sua vida perpassa momentos cruciais da experiência Afro-Brasileira das classes subalternas de Salvador ao longo do século XX. A partir da década de 1940, Pastinha leva adiante a proposta de preservar um estilo de capoeira, mobilizando um elemento cultural que ainda carregava negativos marcadores sociais de raça, cor e classe. Ao fazê-lo, procura inscrever também uma biografia que silencia aspectos de seu passado em favor de outros, consolidando-se como um importante intelectual da cidade gingada noção que será desenvolvida em oposição à ideia de cidade letrada. As distâncias, aproximações, travessias e tensões entre esses dois universos são os eixos da presente análise, que destaca o ambiente formador da experiência de Mestre Pastinha no período pós-abolição e seus percursos até 1971. Durante este período, o mestre sai de uma relativa invisibilidade entre os praticantes de capoeira para consolidar o Centro Esportivo de Capoeira Angola (Ceca) no Pelourinho, alcançando um amplo reconhecimento que o leva a percorrer vários estados do Brasil e a visitar a África participando do Primeiro Festival Mundial de Artes Negras no Senegal. Nesse sentido, nosso objetivo é analisar, por meio da trajetória de Vicente Ferreira Pastinha, quais são as condições de emergência, experimentação, consolidação e reconhecimento de saberes subalternos e racializados na Bahia do século XX. Ao mesmo tempo, procura-se apreender os processos de formação e modificação da subjetividade de Pastinha nos entre lugares de dois polos dinâmicos de saberes: a ginga e a letra. Subjaz a esta investigação, o suposto de que Mestre Pastinha contribuiu para a construção de uma versão da democracia racial na Bahia e no Brasil, mas, paradoxalmente, para evidenciar alguns dos controversos limites dessa imaginação nacional.
Resumo em inglês
Vicente Ferreira Pastinha, better known as Mestre Pastinha, is the main reference to the practice of capoeira angola (the Afro-Brazilian martial art) and also, one of its great thinkers. Born in the end of the XIX century in Salvador, Bahia, Pastinhas life evolved in parallel with crucial moments in the historiography of Afro-Brazilian subaltern classes along the XX century. From the 1940s onwards, Pastinha carries forward a proposal to preserve a traditional style of capoeira, a practice still negatively correlated with the social markers of race, colour and class. In doing that, Pastinha looks to create a biography that silences certain dimensions of his past while it privileges others. In the same process, he also affirms himself as an important intellectual of the gingada city (cidade gingada) a notion we define as opposed to the concept of the lettered city. The distances, approaches, crossings and tensions between those two dimensions are the main focus of this analysis, which underlines the role of the environment in Pastinhas experience during the pos abolition period and his pathway until 1971. Along this time, the Mestre emerges from a situation of invisibility among capoeira practitioners, to lead the initiative for the Centro Esportivo de Capoeira Angola (Capoeira Angolas Sport Center) at Pelourinho (Salvadors Historic Center). The wide recognition of Pastinhas experience at Ceca allows him to travel across many Brazilian cities to exhibit the practice of capoeira and to become one of the Brazilian representatives at the First World Festival of Black Arts in Senegal in 1966. Thus, our main goal is to analyse, through Vicente Ferreira Pastinhas trajectory, the conditions of emergence, experimentation, consolidation and recognition of subaltern and racialized knowledges in the XX century Bahia. Additionally, the research aims to comprehend the formation and modification of Pastinhas subjectivity while being in-between two very dynamic poles of knowledge: the letter and the ginga, or the writing and the capoeira. One of the assumptions underlying this research is that Mestre Pastinha contributed to the design of one form of the racial democracy in Bahia and Brazil. However, paradoxically, its trajectory also made visible some controversial limits of that national imagination.

Tese de Doutorado

DOI: 10.11606/T.8.2018.tde-18042018-100742
Documento: Tese de Doutorado
Nome completo: Jorge Mauricio Herrera Acuna
Área do Conhecimento: Antropologia Social
Data de Defesa: 2017-10-30
Imprenta: São Paulo, 2017
Banca examinadora
  • Schwarcz, Lilia Katri Moritz (Presidente)
  • Díaz-quiñones, Arcadio
  • Monteiro, Pedro Meira
  • Santos, Jocélio Teles dos
  • Silva, Laura Moutinho da

Militância

Um debate político como o que acontece no Brasil neste momento, e não somente lá, se torna problemático quando cada campo oposto pensa em ter o domínio da verdade, enquanto o debate político – e as propostas expressadas nela – sempre trata de opiniões; de interpretações da realidade e perspectivas sobre como agir nessa realidade. Mas, quando as opiniões são vendidas como verdades, isso leva às posições absolutas e radicais, e suas consequências: aonde uma pessoa de 63 anos é apunhalada 12 vezes nas costas por uma pessoa de 35 anos, por causa de uma posição política que é diferente – como lamentavelmente aconteceu esta segunda-feira com o saudoso mestre Moa do Katendê. Pessoas da mesma cor, da mesma classe social, do mesmo bairro. Influenciada pelos discursos de ódio, sem levar em conta o absurdo que está fazendo, e a destruição e perda para a comunidade que foi feito com um só ato.

Quer dizer que tudo é relativo e por nada, porque ninguém está certo? Claro que não. São debates entre ideias; ideologias como o país tem que ser governado, como pessoas querem viver, o que é justo, o que é o bem, e o que não é. Mas ideias e ideologias são exatamente isto: opiniões. Opiniões que podem estar mais certos ou menos certos, de acordo com a realidade – da qual a constituição e as politicas implementadas anteriormente fazem parte – e os ‘fatos’.

Por isso a gente vê aquele bombardeamento continuo nas redes sociais e mídia – de um campo contra ou outro – com os ‘fatos’: para mostrar que a ideia deles é melhor que a dos outros. Porque, uma boa ideia ou ideologia é fundado nos fatos e realidade, ou dizemos, verdades concretas: a taxa de alfabetização, a porcentagem da pobreza, o salario mínimo de um trabalhador, o lucro de uma empresa, o numero de pessoas baleadas por ano, etc. Fatos que ainda podem ser manipuladas, como o Mark Twain nos ensinou[1], e como todos que trabalham com estatística, sabem: basta adaptar os parâmetros. Igualmente as leis podem ser mudadas; temos um parlamento para isto. Então, o que é verdade mesmo?

Vamos começar com a morte de um musico e mestre de capoeira. Aí, não há mais como escapar: é uma verdade para todos e todas, sem exclusão – não há quem não reconheça a morte aqui na terra. Então se uma verdade é verdade mesma, ela é para todos, sem exclusão. Uma verdade é então universal, e por ser universal, inclusiva. Então uma politica ‘de verdade’ só pode ser inclusiva.

 

Numa outra colunaeu já falei sobre o que é considerado ‘politico’ pelos vários pensadores políticos de hoje: é uma situação de desacordo, onde um elemento entra na situação estabelecida de onde sempre estava excluído, mesmo pertencendo à situação. (Como por exemplo podemos ver com pessoas ilegais, que estão num país, mais não ‘existem’ lá.) No momento que esse elemento aparece e exige ser incluído, ele mexe com a nossa percepção da realidade e – quando reconhecemos a sua verdade de exclusão – causa uma ruptura na situação, uma transformação – porque enquanto reconhecido, não podemos mais excluir. Uma verdade mostra sempre uma forma de exclusão existente, e exige de terminar isso.

 

Traduzida à sociedade Brasileira, vemos a exclusão dos LGBT; das mulheres como cidadãsiguais ao invés de objetos de desejo e mães de família; dos pobres e marginais; das descendentes de africanos e indígenas. Elementos da sociedade Brasileira que sempre foram excluídos e para que vários sujeitos políticos (indivíduos e movimentos) entraram numa luta de inclusão nas última(s) década(s). A reação reacionária que viemos hoje mostra que esse processo de inclusão não é automático, nem determinado; a gente pode simplesmente continuar negando esses elementos – podemos negar verdades. Por isto é um processo político – a gente tem a escolha. Seguindo Alain Badiou[2], há 3 maneiras de não-atuar e não dar consequência as verdades surgidas:

O primeiro chama-se simulacro– que é dar consequência numa verdade falsa. Uma verdade falsa parece uma verdade em todos os sentidos, mas em vez de promover a universalidade, ela organize uma mudança da situação baseada em particularidades; a promoção indefinitivamente de um conjunto específico – ‘os trabalhadores honestos’, ‘as verdadeiras Brasileiras’, ‘as famílias’ – sem dar meios ou voz para aqueles que vivem ao redor disso. É uma verdade exclusiva que, como nós vimos antes, é contraditória. E então uma verdade falsa, que só leva à guerra e ao massacre.

Segundo é a traição– a negação de uma verdade por causa de interesse próprio. Porque o aparecer – o evento – de um elemento excluído sempre causa uma crise na sociedade e na pessoa. Porque aqueles que reconhecem essa verdade têm que dar consequência à ela também – a verdade exige. O máxime para quem dá consequência a verdade é ‘Continuamos!’ (Como se escuta agora muito depois da morte de mestre Moa), mas a opinião sempre está conosco, sussurrando que a minha fidelidade à verdade pode estar errada, que talvez eu esteja fazendo um terror sobre mim mesmo, e que parece que estou causando a confusão que queria evitar, etc. Não é simplesmente uma renuncia de uma verdade (porque uma verdade não dá para ser renunciada), mas um convencimento de mim mesmo que não sou capaz de me tornar um militante, um sujeito diferente, de mudar. No fim então, é a traição de mim mesmo como sujeito político.

O último se chama odesastre– que é a crença que o poder de uma verdade é total e absoluto. Mas verdades só existem dentro do ambiente das opiniões – a gente se comunica, têm opiniões. Não há outra historia que a nossa, não há um mundo ‘verdadeiro’ a chegar. Nosso mundo é – e sempre será – feito do verdadeiro e do falso, do bem e do mal. O bem só é o bem enquanto ele não pretende mudar o mundo pelo bem (e assim arrancar o mal). Todo absolutismo de poder de uma verdade organiza um mal. Um mal que não só é destrutivo para a situação, mas também interrompe o processo da verdade em qual nome ele continua, porque não preserva a dualidade do sujeito. Por isto chamamos um desastre de verdade, causado pela crença no absolutismo de poder dela. Porque uma verdade não pode – nem consegue – mudar todos elementos duma situação; sempre há de ter elementos que restam inacessível por ela, e que reste a pertencer à opinião.

 

Essas três maneiras de agir ou não-agir numa verdade aparecida, Badiou chama o ‘mal’. Porque é a agencia do sujeito que é mal, não porque é induzido pela bíblia ou uma concepção abstrata do bem, mas simplesmente pelo ‘não agir’, ou agir numa concepção errada da realidade.

O que é o bem então? Se a gente pensa que a verdade é importante, que não queremos viver sem ela, que não queremos ser falsos, aí podemos colocar ‘uma verdade’ como tal. Não porque uma verdade é ‘o bem’, mas porque ela dá direção, como ‘o bem’. Uma verdade que é então inclusiva, universal. Reconhecer, seguir e estabelecer as consequências de uma tal verdade, sem cair numa das três formas do ‘mal’, podemos então chamar um agir ‘bom’. E isso é o trabalho de um militante.

Hoje em dia, a palavra ‘militante’ é rapidamente relacionada à violência, extremismo e até terrorismo. Também porque no Latino (de onde vem) quer dizer ‘servir como soldado’. Mas  como a luta não trata só de violência física, o militante também é aquele que ‘está lutando ativamente nas lutas ideológicas’[3]. Um militante é então aquele que luta pelos seus ideais, que são ideias políticos que concernem não só há ele ou ela. Militante luta para uma verdade que reconheceu e em que quer dar consequência – estabelecer uma nova situação. Não necessariamente com violência; Gandhi e King também são reconhecidos como militantes.

 

A capoeira foi usada como arma politica em vários instantes de historia, mas como também expliquei na mesma coluna, a capoeira é politica em si mesma também, e representa uma politica universal: porque na base não excluía ninguém, especialmente as pessoas nas margens de nossa sociedade. Então, um capoeirista só pode ser um militante dessa verdade, que é uma politica da universalidade, da inclusão, da igualdade. Toda outra posição de um dito capoeirista leva a seguir um simulacro, uma traição, ou um desastre – formas do mal.

Mestre Moa do Katendê, em o pouco tempo que conheci, era um militante de uma ideia inclusiva e não-violenta – os testemunhos se acha em Salvador, em São Paulo, Recife, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, e pelo mundo fora do Brasil. Mas mestre Moa agora se foi, assassinado por uma verdade falsa, uma ideia exclusiva, um discurso de ódio. Agora cabe a nós, mostrar que somos capoeira mesmo, que não só levantamos pernas e batemos palma, mas que representamos uma verdade inclusiva, universal. E que lutamos pelas nossas ideias; que somos militantes. E aí declaro: eu sou capoeira. E tu?

 

 

Militância Capoeira Portal Capoeira

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

(A imagem é parte de um fresco de uma escultura de Paul Day, chamada “The Meeting Place”, et encontra-se no St. Pancras Station em Londres.)

[1]“Há três formas de mentira: mentiras, malditas mentiras, e estatísticas” – Twain, M. (1906) ‘Chapters from My Autobiography’, North American Review.

[2]O seguindo argumento é uma interpretação e curta abreviação minha do trabalho de filosofo francês Alain Badiou. Badiou, A. (1995) Ética: um ensaio sobre a consciência do Mal, Rio de Janeiro, Relume-Dumará.

[3]Dicionário Larousse. Badiou trata a ideia do militante mais profundamente no: Badiou, A. (2009) São Paulo: a fundação do universalismo. São Paulo, Boitempo.

Tocantins: Projeto “Jogando Capoeira Angola – Quebrando Preconceitos”

Tocantins: Projeto “Jogando Capoeira Angola – Quebrando Preconceitos”

No Tocantins, capoeira é usada para quebrar preconceito racial

 

O projeto “Jogando Capoeira Angola – Quebrando Preconceitos” é desenvolvido desde dezembro do ano passado no campus de Miracema, da Universidade Federal do Tocantins. O objetivo é utilizar a prática da capoeira como forma de conscientização, combate e superação do racismo e do preconceito étnico e racial.

 

Confira os detalhes na matéria deViviane Goulart

Rádio Difusora 96 FM – Radioagência Nacional

 


Projeto estimula reflexão sobre preconceitos raciais por meio da prática de capoeira

Promover a reflexão e a superação das práticas e ações que configuram racismo, marginalização e preconceitos étnico-raciais através da prática de capoeira. Essa é motivação maior do projeto “Jogando capoeira angola, Quebrando preconceitos”, uma ação de extensão organizada pelos professores Francisco Gonçalves e Rafael Matos, do colegiado de Pedagogia câmpus da UFT em Miracema, em parceria com o aluno e professor de capoeira Diego Alves.

Iniciada em dezembro de 2016, a Aliás, a iniciativa teve participação decisiva do professor Alves, que é aluno do primeiro período de Pedagogia, e que já tinha experiência na prática de Capoeira Angola. Observou-se, durante discussões no Câmpus, que não havia nenhuma atividade de extensão lúdica, com poder pedagógico e reflexivo, principalmente voltado para diminuição dos impactos diários do preconceito racial, e que agregasse as comunidades acadêmica e externa. A Capoeira Angola aparece como uma nova experiência para o debate.

Segundo o professor Rafael Matos, a “roda de capoeira” é reconhecida como patrimônio histórico e cultural do Brasil pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e faz parte da nossa identidade. Além disso, a capoeira é uma performance cultural e prática ritual que envolve muitos elementos e sentidos.  O professor destaca a importância do projeto na UFT. “Ao oferecer essa prática, a UFT cumpre seu papel enquanto instituição de ensino, tendo em vista que tal atividade articula o tripé acadêmico (ensino, pesquisa e extensão) e possibilita a prática gratuita de uma atividade secular que possibilita uma consciência corporal, histórica e cultural, com forte caráter pedagógico”, afirma.

 

Atividade física, capoeira e música

As atividades são divididas em três momentos: o alongamento do corpo, que permite o exercício, o jogo da capoeira em si, e, por fim, o manuseio dos instrumentos musicais próprios da capoeira angola. Os professores participam e estimulam os alunos na prática e na participação no projeto de extensão.

O “Jogando capoeira angola, Quebrando preconceitos” é gratuito e aberto para a comunidade de Miracema, Tocantínia e cidades do entorno, e também para a comunidade acadêmica (alunos e servidores) do câmpus. Essa primeira turma vai até abril, com 30 vagas preenchidas. Mesmo com a turma completa, os interessados podem se inscrever junto à coordenação de Pedagogia ou com algum dos organizadores, caso algum dos participantes, eventualmente, desista.

O professor Gonçalves faz uma avaliação do andamento do projeto. “O ‘Jogando capoeira angola, Quebrando preconceitos’ foi recebido de forma muito positiva na comunidade e tem fomentado um debate étnico-racial forte, bem como permitido a vivência de novos valores por parte dos participantes”, declara. Ao final do primeiro ciclo, será feita uma avaliação, com os pontos positivos e negativos do projeto de extensão, para a melhoria da iniciativa, e então é aberto um novo ciclo e as suas inscrições.

 

http://ww2.uft.edu.br/

Por Paulo Teodoro e Samuel Lima

 

Capoeira ajuda a “Integrar Jovem na Sociedade”

Líder comunitário, Davison Coutinho discorre sobre a importância do esporte na inserção social de jovens moradores de favelas, em texto publicado pelo Jornal do Brasil. “A prática esportiva faz com que tenham uma melhor autoestima e se sintam capazes e integrados socialmente. O esporte, juntamente com a educação, evita que esse jovem tenha sua vida aliciada pelas vias do crime”, argumenta. O autor cita projetos bem-sucedidos como o grupo Acorda Capoeira e a escolinha de futebol de Condy Ximenes

Favela 247 – Membro da Comissão de Moradores da Rocinha, Vidigal e Chácara do Céu, Davison Coutinho destaca a importância do esporte na integração na sociedade de crianças e jovens oriundos de favelas. Em artigo publicado na coluna Comunidade em Pauta, do Jornal do Brasil, na última quinta-feira (dia 19), o líder comunitário apresenta o trabalho sociocultural desenvolvido na Rocinha pelo grupo Acorda Capoeira, com mais de 60 participantes, e pela escolinha de futebol liderada pelo morador Condy Ximenes.

“A prática esportiva faz com que tenham uma melhor autoestima e se sintam capazes e integrados socialmente. Quando um jovem sente-se fracassado na busca por um emprego, ou no aprendizado escolar, representa uma porta aberta para os caminhos errados, e o esporte, juntamente com a educação, evita que esse jovem tenha sua vida aliciada pelas vias do crime, oferecendo um futuro mais digno e humano”, argumenta Coutinho.

 

Esporte e educação: caminhos para transformação e inclusão social

A educação que uma criança recebe em seus primeiros anos é um legado que é levado por toda sua vida. Cada ensinamento, por mais simples que seja, é a semente que irá brotar no coração dos futuros cidadãos de nossa sociedade. O esporte é um excelente caminho para a criança ocupar a mente e desenvolver o corpo. É essencial para o crescimento da criança como um todo. Uma criança que pratica esporte apende a trabalhar em equipe e compreende a importância do próximo no convívio social.

O esporte tem a capacidade de integrar crianças e jovens das comunidades na sociedade, transformar suas vidas e reduzir os preconceitos e estereótipos. A prática esportiva faz com que tenham uma melhor autoestima e se sintam capazes e integrados socialmente. Quando um jovem sente-se fracassado na busca por um emprego, ou no aprendizado escolar, representa uma porta aberta para os caminhos errados, e o esporte, juntamente com a educação, evita que esse jovem tenha sua vida aliciada pelas vias do crime, oferecendo um futuro mais digno e humano.

O grupo Acorda Capoeira desenvolve um trabalho sociocultural na Rocinha e em comunidades parceiras, desde sua formação em 2004. No entanto a capoeira já é ensinada as crianças da comunidade há mais de 30 anos pelo percussor e fundador do grupo Mestre Manel que chegou da Bahia, ainda jovem e despertou o afeto da criançada ensinando capoeira. As aulas acontecem na Escola Municipal Paula Brito, são mais de 60 participantes, muitos alunos já viraram multiplicadores desta ação e levaram a capoeira para outras comunidades e até mesmo para Noruega, China e Itália.

“Comecei dando aula no Centro Comunitário da Rua 02, há 34 anos e depois o projeto foi crescendo e indo para outros locais. Eu fazia muitas rodas no largo do Boiadeiro e quase toda galera da Rocinha foi meu aluno. Tenho alunos viajando para fora do Brasil, levando capoeira. Estou formando aqui professores e cidadãos para vida. A capoeira é uma riqueza para esses jovens, aqui ele aprende falar inglês, tocar instrumentos e aprendem nossa cultura. Meu sonho é poder ter uma sede aqui dentro para ministrar diversos cursos para criançada, com lanche e almoço, um espaço com diversos saberes”, diz Mestre Manel, fundador do Acorda Capoeira.

Entre os participantes mais antigos o grupo tem o mestrando Caixote que aprendeu a capoeira com o Mestre Manel há mais de 20 anos e hoje está a caminho de ser mestre na área. “Eu conheci a capoeira, aqui no local onde a gente treina, eu tinha oito anos, quando o mestre Manel fez um trabalho voluntário na escola… continuei treinando e estou com ele até os dias de hoje, são mais de 20 anos. Sou aluno que virou professor. Graças a Deus nosso trabalho vem sendo reconhecido não só no Brasil, mas em outros países. Com todo esforço do nosso trabalho a capoeira proporciona a esses jovens a disciplina, educação, saúde e incentiva o esporte”, diz mestrando Caixote do Grupo Acorda Capoeira.

A Escolinha de futebol liderada pelo morador Condy Ximenes também é um projeto esportivo que tem oferecido muitas oportunidades aos jovens da comunidade. São diversos os campeonatos e participações que os alunos fazem. O futebol promove uma integração entre jovens de diversas classes sociais, o que rola dentro do campo é algo único, onde o preconceito e as diferenças ficam de lado e dão lugar ao espirito esportivo, onde o trabalho em equipe é fundamental.

A libertação por meio do esporte e educação vem como resultado de um viver criativo e cheio de emoções, permitindo o esquecimento das grandes dificuldades, dando esperança ao amanhã. Quando se transforma o indivíduo através dessa associação, se muda o todo, permitindo assim que ele possa ampliar sua capacidade de percepção e potencializar seus conhecimentos.

O esporte não se limita apenas aos benefícios físicos em relação a saúde, sua potencialidade, pelo contrário ele ultrapassa e promove a construção social e o desenvolvimento do cidadão de maneira geral, melhorando seu convívio familiar, escolar e social. Então, vamos lá comunidade, vamos inscrever nossas crianças e jovens em projetos de esporte e educação para que tenham um futuro promissor.

*Davison Coutinho, 24 anos, nasceu e mora na Rocinha. Bacharel em Desenho Industrial, mestrando em Design, funcionário da PUC-Rio, membro da Comissão de Moradores da Rocinha, Vidigal e Chácara do Céu, professor, escritor, designer e liderança comunitária

Jornal do Brasil

MS: Câmara aprova por unanimidade Projeto que cria a “Semana da Capoeira”

A Câmara Municipal aprovou ontem por unanimidade, em primeira votação, o Projeto de Lei nº 29, de autoria do vereador Marcelo Mourão (PSD), que institui e inclui no calendário oficial de eventos do município a “Semana da Capoeira”, a ser comemorada anualmente na semana que coincidir com o dia 03 de agosto, Dia Nacional da Capoeira. O Projeto aprovado estabelece que na “Semana da Capoeira” serão realizadas atividades com o objetivo de oferecer a integração cultural entre a comunidade, praticantes e simpatizantes do esporte.

“Atualmente, a Capoeira, que é considerada um esporte genuinamente brasileiro, é praticada em diversos países e apresenta grande poder de inclusão social, o que é facilmente percebido através do interesse de crianças, jovens e adultos, de ambos os sexos, à sua prática”, assinalou Marcelo Mourão, lembrando que em Dourados existem diversos grupos que além da prática esportiva em si desenvolvem um importante trabalho social, como a capoterapia, destinada a idosos. “As atividades que serão desenvolvidas em locais públicos, escolas e entidades durante a  “Semana da Capoeira” darão visibilidade a esse esporte, que reúne em sua prática elementos culturais, musicais e folclóricos e inclusive foi tombado como Patrimônio Imaterial do país pela Ministério da Cultura”, avaliou o parlamentar do PSD.

O Projeto deverá passar por uma 2° votação e, como é praxe nos Projetos aprovados na primeira votação, ser aprovado e enviado à sanção do prefeito Murilo Zauith (PSB).

Fonte: http://www.agorams.com.br/

João Pessoa: Festival de Capoeira de Quilombo

Acontece nos próximos dias 24, 25 e 26 de janeiro, o I Festival de Capoeira de Quilombo.

O objetivo é difundir a cultura afro e celebrar o trabalho social com crianças carentes que vem sendo desenvolvido em diversos bairros da capital. O evento é uma realização da Escola de Capoeira Afro-Nagô e do projeto Paratibe em Ação e acontece paralelamente no Galpão Multicultural do Projeto Social Paratibe em Ação , e na Escola Antônia do Socorro Silva Machado, ambos na PB 008, próximos à subestação da Energisa. Nesta primeira edição, o Festival de Capoeira de Quilombo conta com a presença de mestres e contra mestres da Paraíba e de outros estados. Contato: (83)  8714 0878

Fonte: Paraíba Total http://www.paraibatotal.com.br

Lançamento do livro “Capoeira: uma herança cultural afro-brasileira” no Sesc de Piracicaba

Sesc de Piracicaba promoveu no dia 16 de novembrodas 10h às 12h, a sessão de autógrafos do livro Capoeira – Uma herança cultura afro-brasileira,  que acaba de ser lançado pela Selo Negro Edições. As autoras da obra, as pesquisadoras Leticia Vidor de Sousa ReisElisabeth Vidor, receberam os convidados no Ginásio de Eventos do Sesc, que fica Rua Ipiranga, 155 – Piracicaba – São Paulo.
Veja abaixo algumas fotos do lançamento, que aconteceu juntamente com o 9º Encontro de Capoeira Angola.

“A capoeira é ambígua, ao mesmo tempo jogo, dança e luta. Seus movimentos corporais privilegiam os pés e os quadris e, ao inverterem a hierarquia corporal dominante, colocam o mundo literal e metaforicamente de pernas para o ar”, explicam as autoras. Segundo elas, para entender o significado social e simbólico dessa inversão utiliza-se a linguagem do corpo como fonte principal de informação para enunciar as regras da gramática gestual da capoeira.Reconhecida hoje como um dos símbolos da cultura brasileira, a capoeira nem sempre teve esse status. Os adeptos foram perseguidos durante muitos anos, especialmente na passagem do Império para a República. Associada à vadiagem e à violência, a capoeira só deixou de ser considerada crime há pouco mais de 80 anos. Atendendo ao que preconiza a Lei 10.639/03, que torna obrigatório o ensino das culturas africanas, afro-brasileiras e indígenas nas escolas, Elisabeth e Letícia decidiram se aprofundar no estudo do tema. No livro, elas retratam as origens sociais e culturais do movimento e mostram como a capoeira contribuiu para que os negros conquistassem e ampliassem seu espaço político e social no Brasil.

A partir de uma abordagem inovadora, é possível entender a capoeira também como uma forma de resistência do negro, desde o tempo da escravidão até os dias atuais. Entre as várias culturas de resistência negra desenvolvidas no país, a capoeira é uma das mais significativas, constituída com base em culturas provenientes da África. Dividido em três capítulos, o livro traz, com detalhes, a história da capoeira carioca no século 19. As autoras fazem uma interpretação antropológica dos movimentos corporais da capoeira para a compreensão da especificidade da relação entre negros e brancos no Brasil.

 

Para saber mais sobre o livro, acesse:
http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/livro//Capoeira

Teresina: Pacientes do CEIR participam de batizado de capoeira

Superação e reconhecimento através do esporte. Esses foram os sentimentos estampados no rosto dos 24 pacientes do Centro Integrado de Reabilitação (CEIR) – que praticam capoeira – durante o batizado e troca de cordas de capoeira nesse sábado (25). O evento contou com a participação de dez grupos de capoeira de Teresina.

Realizado na Unidade Escolar Profª Maria do Carmo Reverdosa da Cruz, bairro Renascença, zona Sudeste de Teresina, o V Batizado e Troca de Cordas dos pacientes do CEIR, ocorreu juntamente com o VII Batizado e Troca de Cordas do Grupo Iê Berimbau, E faz parte das comemorações da Semana da Consciência Negra.

A alegria era visível nos olhos do pequeno Marcus Vinícius, de 3 anos, que após cinco meses na capoterapia, conseguiu, finalmente, a primeira corda. “O batizado na capoeira foi um momento maravilhoso”, relata a mãe de Marcus Vinícius, Marília Amorim.
“Meu filho sofre de paralisia cerebral, mas desde que começou o tratamento no CEIR tem melhorado bastante a coordenação motora e isso tem me ajudado muito também. Vinícius faz arte, fonoaudióloga e piscopedagogia, mas a capoeira é que ele mais gosta de fazer”, ressalta Marília.

O ritual de batizado e a troca de cordas é um momento simbólico que representa uma ascensão dentro do esporte, baseada na maturidade dos alunos, na freqüência e tempo de pratica da capoeira.

De acordo com coordenador do setor de Reabilitação Desportiva do CEIR, Childerico Robson, o evento de batizado e troca de cordas para os pacientes vem abrilhantar e fechar com chave de ouro o excelente ano que os jovens da capoeira tiveram.

“Este evento serve para somar as energias dos nossos jovens para mostrar que a capoeira não é só uma luta, capoeira é cultura, é ginga, é musicalidade e tudo isso tem sido muito importante no tratamento e na reabilitação desses jovens”, destaca Childerico Robson.

Na última quinta-feira (21), o Centro Integrado de Reabilitação (CEIR) se consagrou como o grande vencedor do Prêmio Piauí de Inclusão Social 2013. O prêmio foi conquistado pelo setor de Reabilitação Desportiva do centro, que disputou com 24 outras iniciativas de inclusão social.

Atualmente, a capoeira do CEIR conta com 35 pacientes, com idade entre um ano e meio e 25 anos. A Reabilitação Desportiva do Ceir atende uma média de 150 pacientes e oferece a prática de esportes em modalidades como natação, futebol, basquete e capoeira.

 

Fonte: cidadeverde.com
Redação: [email protected]

Fotos: Eduardo Marchão/CidadeVerde.com