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Márcia Moura prestigia graduação de capoeira em Três Lagoas

A prefeita Márcia Moura (PMDB) participou na noite deste sábado (17) da graduação de diversas crianças, jovens e adultos que fazem parte da escola de capoeira “Filhos da Coral”. A iniciativa é de André Luiz Feitosa dos Santos, conhecido como: professor Mangueira.

Há cerca de 10 anos, André tinha o sonho de desenvolver uma atividade que englobasse crianças e jovens. Seu objetivo era tira-los das ruas e dos riscos aos quais estão expostos diariamente. “Este projeto nasceu da minha preocupação com o futuro das crianças. Quero levar conhecimento, que vai desde os cuidados com higiene até a orientação sobre uma conduta correta diante da sociedade”, comenta.

As aulas capoeira estão presente nos bairros Paranapungá, Vila Verde, São João e São Carlos, e atende 180 pessoas, com idade a partir dos 4 anos. Igor Henrique da Silva, de 19 anos afirma gostar de participar do grupo de capoeira. “Estando aqui, evito estar nas ruas. Este é um importante aprendizado para a minha vida”, complementa.

Matheus Alexandre dos Santos Dias, de 11 anos, diz que aproveita os ensinamentos passados. “O professor nos fala que não devemos ficar andando pelas ruas. Quando saio da capoeira vou direto para casa”, enfatiza.

O projeto não tem custa mensal para os alunos, e a iniciativa conta com o apoio de patrocínios. “O único gasto que se tem é anual para realizar este evento em que o graduando recebe sua corda, camiseta, certificado e o jantar para duas pessoas, no valor de R$ 50”.

Durante o discurso Márcia Moura comentou sobre como ações deste tipo colaboram no cotidiano de uma cidade como Três Lagoas. “Projetos como este valorizam a sociedade, afinal ajuda a forma cidadãos. Costumo dizer que tudo é importante, mas a auto-estima também é fator necessário e isso só se consegue com cidadania e todos estes conhecimentos que são passados por meio da capoeira. Sociedade e Poder Público têm o dever de trabalharem juntos para a melhora na qualidade de vida das pessoas”, diz.

 

PROGRAMAÇÃO

 

A cerimônia contou com apresentações de danças africanas, jogo de capoeira, exposição de objetos usados na época da escravidão e a graduação de alunos e professores. Dentro da hierarquia os alunos puderam ser graduados com cordões: verde, amarelo, azul, preto, vermelho, vermelho e preto – para instrutor, e preto e branco para professor.

 

ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO

 

PREFEITURA DE TRÊS LAGOAS/MS

Pesquisa sobre Capoeira

Buscando colaborar e fomentar os estudos e pesquisas que envolvem a nossa capoeiragem e todas as suas manifestações correlatas, o Portal Capoeira, se coloca ao lado de todos os pesquisadores, docentes e profissionais envolvidos neste contexto e deste modo, nosso camarada Diogo Marinho, nos apresenta sua pesquisa e pede nossa ajuda para poder completar este importante trabalho.

Luciano Milani

 

PESQUISA SOBRE CAPOEIRA

Saudações Capoeiras!

Estamos pesquisando a capoeira em quatro capitais do Brasil: Florianópolis (SC), Curitiba (PR), Rio de Janeiro (RJ) e Salvador (BA), este trabalho irá compor uma dissertação para o mestrado em Patrimônio Cultural e Sociedade da UNIVILLE.
Necessitamos de um grande número de participantes para que a pesquisa tenha validade, para tanto, pedimos para que praticantes de capoeira, de ambos os sexos, maiores de 18 anos, de qualquer grupo/associação/estilo e de qualquer graduação/nível de capoeira destas capitais, participem.

O objetivo desta pesquisa é identificar as representações sociais sobre a capoeira através de seus agentes (Mestres, Contra-Mestres, Prof.º e alunos). Basta enviar seu e-mail para diogomarinho_ef@yahoo.com.br , que lhe enviaremos o formulário de pesquisa e maiores informações.

Por favor, colaborem! Estou fazendo a minha parte, estudando e defendo a capoeira no meio acadêmico, faça você também a sua! Muito obrigado,

AXÉ!

Diogo Marinho – (Mestrando em Patrimônio Cultural e Sociedade/ pesquisador)

Para acompanhar a pesquisa ou entrar em contato, acesse as redes sociais:

http://www.orkut.com.br/Profile?uid=8170367735573038901&mt=2

http://www.youtube.com/watch?v=inoRkwJ-zEk

http://www.facebook.com/event.php?eid=165488306839403

http://twitter.com/#!/diogomarinhocap

http://pesquisadorcapoeira.blogspot.com/2011/02/pesquisa-sobre-capoeira-representacoes.html

A Mercadorização da Capoeira

O crescimento da capoeira a nível mundial tem sido um fenômeno importantíssimo de divulgação e valorização dessa arte-luta que durante muito tempo sofreu uma perseguição implacável no Brasil. Porém essa “globalização” da capoeira traz também conseqüências negativas. O capitalismo sabe muito bem como se apropriar dos bens produzidos pela sociedade – sejam eles materiais ou imateriais – para adequá-los à sua lógica perversa. Percebemos assim, uma tendência que vem crescendo nos últimos anos, de transformação da capoeira em mais uma mercadoria na prateleira dos “shopping centers das culturas globalizadas”. Se por um lado, isso garante a divulgação dessa manifestação para um público cada vez maior, por outro faz com que ela perca muito dos seus traços identitários que a caracterizam como cultura tradicional de resistência.

Muito nos preocupa uma determinada visão sobre capoeira – que predomina atualmente numa parcela muito grande de mestres, professores e alunos – que enfatiza somente os aspectos mercadológicos dessa manifestação, priorizando modismos e uma estética “espetacularizada” e superficial da prática da capoeira, em detrimento de uma visão mais profunda, preocupada com a historicidade, a ancestralidade, os aspectos rituais, a filosofia e os valores implícitos nessa prática, que tornam o praticante de capoeira, um sujeito mais consciente sobre si mesmo, e sobre a sociedade da qual faz parte.

E em nossa opinião, é justamente aí que reside o valor educativo da capoeira. Ela só pode servir como instrumento de educação, se estiver voltada para esses valores mais profundos da existência humana, que a experiência africana no Brasil soube tão bem traduzir. Uma manifestação que foi capaz de resistir a séculos de violência e opressão e soube preservar as formas tradicionais de transmissão dos saberes através da oralidade, do respeito aos mais velhos e aos antepassados, da valorização dos rituais, do respeito ao outro (mesmo sendo ele adversário!), do sentido de solidariedade e da vida em comunidade. Esses valores constituem-se em saberes riquíssimos que estão presentes na capoeira e, que num processo educativo, têm muito a contribuir na formação de sujeitos mais humanizados e conscientes de seu papel na sociedade.

Por outro lado, se a capoeira for vista apenas como uma estratégia de marketing, como prática corporal de modismos feita por corpos musculosos e acrobáticos, dissociada de seus aspectos históricos e culturais, ou como mera mercadoria de consumo, voltada para grandes massas que se satisfazem com práticas superficiais e descompromissadas, ela então deixa de ter esse caráter de prática libertadora e contestadora da ordem social injusta – característica que sempre a acompanhou desde sua origem – para transformar-se em mais uma mera atração do parque de diversões da “feliz” e excludente sociedade de consumo capitalista.

Não podemos deixar que isso aconteça !!!

 

Pedro Abib (Pedrão de João Pequeno) é professor da Universidade Federal da Bahia, músico e capoeirista, formado pelo mestre João Pequeno de Pastinha. Publicou os livros “Capoeira Angola, Cultura Popular e o Jogo dos Saberes na Roda”(2005) e “Mestres e Capoeiras Famosos da Bahia”(2009). Realizou os documentários “O Velho Capoeirista” (1999) e “Memórias do Recôncavo: Besouro e outros Capoeiras” (2008).


Coluna: “Crônicas da Capoeiragem” por Pedro Abib

Mais um envolvente texto da Coluna Crônicas da Capoeiragem, sob a tutela do nosso grande camarada e parceiro, Pedro Abib, enfocando histórias, casos, experiências, opiniões, críticas, enfim, um texto de uma lauda sobre o universo da capoeiragem.

Caminhada abre I Semana sobre Drogas na orla de João Pessoa, no sábado

O Governo do Estado, através do Programa Estadual de Políticas sobre Drogas (PEPD/PB), realizará de 12 a 19 deste mês, a I Semana Estadual de Ações Educativas sobre Drogas. O evento tem o objetivo de mobilizar a Paraíba em discussões, reflexões e atividades de prevenção às drogas, alertando sobre o perigo que o uso indevido de substâncias químicas representa para a sociedade. A I Semana terá a participação das diversas secretarias estaduais e parceiros da sociedade civil organizada. A abertura ocorrerá no próximo sábado (12) com uma caminhada na praia do Cabo Branco, em João Pessoa. 

A concentração da caminhada começa às 7h, em frente à Fundação Casa de José Américo (FCJA), na Avenida Cabo Branco. Este primeiro momento contará com participações especiais, tais como o humorista ‘Zé Lezin’, palhaços animadores da Arretado Produções, e apresentações de grupos de capoeira, coordenados pelo Fórum de Capoeira. Antes da largada, o alongamento será comandado pelo Projeto Caminhar com Segurança, da Polícia Militar. 

Todo o percurso, com destino ao Busto de Tamandaré, será acompanhado por um trio de forró e apresentações de taekwondo, do grupo FPT Taekwondo. Na chegada, será oferecido um café da manhã, com mesa de frutas para os participantes, ao som de Oliveira de Panelas e diante de várias apresentações de capoeira. 

No Busto de Tamandaré, também serão oferecidos serviços da Secretaria de Saúde, a exemplo de aferição da pressão arterial e exames de glicemia, e distribuídos materiais educativos de prevenção e combate às drogas. Um ato ecumênico encerra a atividade. 

Mobilização – ‘Os efeitos da droga não prejudicam só o usuário’. Esse é o slogan do material informativo do PEPD/PB e da I Semana Estadual de Ações Educativas sobre Drogas, levantando uma reflexão sobre as consequências devastadoras do uso inadequado das substâncias psicoativas. 

O gerente do PEPD/PB, Deusimar Guedes, informa que a campanha de prevenção e combate às drogas terá caráter permanente, “mas a realização de uma semana de atividades será importante para atrair a atenção da sociedade e mobilizar os cidadãos, convidando-os a oferecer sua parcela de contribuição no enfrentamento ao grave problema que é o consumo indevido de drogas”. 

Ele ressalta que a colaboração da população é essencial nessa luta. “Precisamos do apoio de toda a sociedade para conseguir superar esse fenômeno que vem se agravando, destruindo jovens, adultos e suas famílias”, explica Deusimar, comentando que as diversas instituições parceiras do PEPD/PB participarão ativamente em todo o Estado da I Semana Estadual de Ações Educativas sobre Drogas, a exemplo de várias entidades religiosas, do Conselho Municipal Antidrogas de João Pessoa/PB, Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Maçonaria, Fórum de Combate à Corrupção (Focco), Movimento pela Paz (MOVPAZ), entre muitas outras.

Assessoria

Mais Informações: http://www.joaopessoa.pb.gov.br/

Fonte: http://www.clickpb.com.br/

Piracicaba: 9º Encontro de culturas negras e 2º Seminário de Capoeira

A Associação Resgate da Capoeira “Mestre Mysso” e o Centro de Documentação , Cultura e Política Negra de Piracicaba, vinculado à Secretaria Municipal da Ação Cultural -SEMAC, realizam nos dias 28 e 29 de maio o 9º Encontro de Culturas Negras e 2º Seminário de Capoeira de Piracicaba, com o apoio da Prefeitura do Município de Piracicaba, SEMAC, SIEMACO, Difusão Cultural Afro-Brasileira e PR produções e eventos.

O evento terá espaço nas dependências da Sociedade Beneficente Treze de Maio e comemora os 30 anos de capoeira do Mestre Mysso e os 10 anos da Associação Resgate da Capoeira. No programa do evento estão inclusos palestras educativas, apresentação de jongo, Hip Hop, Batuqye de Umbigada, Oficina de Maculêlê e Oficina de Capoeira Angola e regional.

Programa

Sexta-feira, 28 – 19h00 – Abertura oficial; 19:30h – Oficina de Capoeira de Angola com Contra – Mestre Cenorinha; 20:30h – Apresentação de Batuque de Umbigada; 21:00h – Roda Livre de Capoeira e 22:00h – Encerramento.

Sábado, 29 – 8:30h – Oficina de Capoeira de Angola com Mestre Bigo ( aluno de Mestre Pastinha); 10:00h – Oficina de Capoeira com Mestre Biné (São Paulo) ; 11:00h-Oficina de Maculelê com Contra Mestre Rasta ( Ribeirão Preto); 12:00h – Intervalo para Almoço; 13:00h – Oficina de Capoeira Regional com Mestre Luizinho ( filho de Mestre Bimba ); 14:00h – Apresentação de Jongo; 14:30h – Seminário de Capoeira com : Dra . Letícia Vidor de Souza Reis, Mestre; Luizinho e Mestre Marrom; 16:00h – Oficina de Capoeira Angola com Mestre Marrom ( Rio de Janeiro); 17:00h – Batizado de novos Alunos da Associação Resgate da Capoeira e   19:00h – Jantar de Confraternização com todos os presentes.

As Oficinas são gratuitas (os que desejarem participar da Oficina de maculelê, deverá trazer duas madeiras de mais ou menos 60 cm), o almoço é por conta de cada pessoa. O jantar é parte integrante do evento. Confirmar presença até o dia 20 de maio.

Serviço

Informações com mestre Mysso e-mail: resgatedacapoeira@yahoo.com.br

Sociedade beneficente 13 de Maio – Rua Treze de Maio nº 1118 – Centro –

CONTATOS com Mestre Mysso (Rodemilson Laércio Theodoro): 19) 3035-2386 e 9682-6903

 

Fonte: http://www.canalrioclaro.com.br

Foto: Jornal do Capoeira – http://www.capoeira.jex.com.br

Pontos de Cultura do Acre

FEM assina convênio de repasse financeiro com mais quatro instituições da sociedade civil, como parte da edição estadual do Programa Mais Cultura

Mais quatro convênios para repasse financeiro a iniciativas culturais foram assinados na manhã desta quarta-feira, 12, pelo presidente da Fundação de Cultura e Comunicação Elias Mansour, Daniel Zen, e pelos presidentes das associações beneficiadas com a edição estadual do Programa Mais Cultura – Pontos de Cultura do Ministério da Cultura.

Participaram da assinatura os representantes da Associação de Aposentados de Plácido de Castro, da Associação Cultural e Desportiva Candeias de Capoeira Acre, da Rede Acreana de Jovens em Ação (REAJA) e da Liga de Quadrilhas Juninas do Acre, que foram contempladas com o repasse no valor de R$ 180 mil correspondente a três anos de realização das atividades, totalizando o valor dos recursos aos quatro Pontos de Cultura em R$ 720 mil. Ao todo, foram contemplados com o programa 15 Pontos de Cultura.

A parceria entre o Ministério da Cultura (MINc) e o Governo do Estado, através da Fundação Elias Mansour, tem como ação a expansão do Programa Cultura Viva, que se baseia na descentralização de recursos orçamentários. O programa, que já contempla o projeto Culturalizando o Quinari, tem como objetivo apoiar os projetos de instituições da sociedade civil sem fins lucrativos, de caráter cultural ou com histórico de atividades culturais; instituições que atuem na produção artístico-cultural há pelo menos dois anos, contribuindo para a inclusão social, a construção da cidadania, seja através da geração de emprego e renda, seja por meio de ações de fortalecimento das identidades culturais.

Valorizando as histórias de Plácido – Para Marinete Oliveira de Araújo, presidente da Associação de Aposentados de Plácido de Castro, não só a inclusão social e a continuidade das atividades são frutos importantes do Ponto de Cultura Pacatuba Cultural, mas principalmente a valorização da cultura do município.

“Com esse projeto nós pretendemos não só promover oficinas e atividades para os idosos, que são nosso público alvo, embora a sociedade em geral também seja atendida, mas permitir, principalmente, que eles ajudem a reafirmar a cultura local, através das contações de histórias e dos conhecimentos populares que eles tanto sabem.”

Além do incentivo a leitura, o projeto Pacatuba Cultural de Plácido de Castro promove ainda atividades em outras áreas, como Artes Cênicas através de teatro e dança, Cultura Afro com a capoeira recreativa e Cultura Popular promovendo a quadrilha junina e o forró pé-de-serra.

Capoeira e cidadania

Com uma proposta mais voltada para a inclusão social, a Associação Cultural e Desportiva Candeias do Acre pretende, através do projeto Portas Abertas Capoeira e Cidadania, atender moradores e crianças que estão em situação de rua com escolinhas de capoeira. Não só estimular a prática do esporte é o objetivo do projeto, mas também incentivar a participação escolar dessas crianças e jovens.

“Para participar das escolinhas é necessário que o jovem esteja estudando ou, se não, que pelo menos firme o  compromisso de entrar na escola. E nós estaremos sempre incentivando para que isso se torne verdade.”, explica Janosson da Silva Carvalho, o Falcão, presidente da Associação Cultural e Desportiva Candeias de Capoeira Acre.

Música e luteria

Já o Ponto de Cultura Som Nativo, da Rede Acreana de Jovens Em Ação (REAJA), é voltado para a música feita por jovens acreanos. “Com a assinatura do convênio, o REAJA, além de produzir oficinas de iniciação musical  e de luteria, que é a construção de instrumentos de corda, vai incentivar a  produção de música independente através do estúdio que será construído com o repasse financeiro do Programa Mais Cultura” , relata Francisco Marnilson Neris da Silva,  presidente do REAJA.

Liga de Quadrilhas

Segundo Aurimar Aragão, presidente da Liga de Quadrilhas Juninas do Acre a partir desse convênio a Liga vai poder se organizar mais como representante de todos os grupos de quadrilhas do estado. “Desde a criação de adereços até a  formação de produtores culturais, o Ponto de Cultura ‘Cultura é Popular’ pretende fomentar a cultura das quadrilhas capacitando não só dançarinos e aderecistas mas, principalmente, multiplicadores que possam estender esse trabalho para todos os municípios”.

Sobre o Programa Mais Cultura, Aurimar Aragão acredita ser uma parceria muito vantajosa para a sociedade, uma vez que ela atinge diretamente a massa. “O Programa  dá oportunidade para a sociedade civil, que é a quem mais tem conhecimento sobre as suas precariedades, para desenvolver soluções que supram esse deficit de cultura, chegando nos mais distantes bairros, dentro da comunidade”, explica.

LIVRO BRASIL, NEGRO POR DECENDÊNCIA

Esta obra, visa levar ao conhecimento dos leitores, acontecimentos que marcaram nossa cultura, durante o período escravista e visa esclarecer o comportamento estabelecido pelos colonos portugueses, políticos, e ate mesmo pela igreja. Atos e conseqüências que levou a construção de projetos de leis, algumas aprovadas e cumpridas, outras vetadas. Leis estas contraditórias que gerou atos enlouquecentes para com a sociedade constituída por afro-descendentes.

Povo guerreiro, enviado ao Brasil como escravos, foram vendidos como mercadoria, procedentes de países como Angola, Benguela, Cabinda e Moçambique entre tantos outros. Ao chegar aqui, construíram historia, incrementaram a culinária brasileira, trouxeram alimentos como; a manga, o coco, o jerimum, a galinha d’angola, o azeite de dendê entre tantos outros que constitui necessários ao padrão de vida do consumidor brasileiro. Inovadores e criativos eles foram. Adaptaram aqui, formas de sobrevivências, como por exemplo: as vendas ambulantes, de verduras, peixes, roupas, calçados e artesanato. Costumes que ainda podem ser vistos pelas ruas do Brasil. Tudo isso se da devido à herança cultural deste povo.

Colaboradores da colonização do país, e com a miscigenação dos brasileiros, a constituição do mulato, cor em que o brasileiro é identificado quase em toda sua maioria. Introduziram palavras dos dialetos africanos na língua portuguesa, herdada da presença dos portugueses no Brasil em seu descobrimento no século XV.

Salve! Salve! Os índios, importantes edificadores de nosso país, grande influenciadores na culinária brasileira, com diversos alimentos como; a mandioca, o milho, a batata-doce, o cará, pinhão, cacau, amendoim, palmito, mamão e o caju, estas são parte das influências indígenas na alimentação brasileira.

Foram escravizados antes dos negros africanos, forçados ao trabalho escravo, no período do pau-brasil. Grandes contribuintes com nossa cultura brasileira, suas danças, lutas, costumes, culinária e até mesmo a língua, titulada “tupi-guarani”, que nomeou uma das maiores expressões culturais brasileira, hoje reconhecida internacionalmente, a caa-pu-eera (mato ralo) hoje introduzida como “a capoeira”.

Axé a todos os capoeiras, que bravamente escreveram sua historia no cenário brasileiro, em meio as dificuldades impostas pelo império, e mais tarde, pelo próprio governo, ainda sim sobreviveram e enrriqueceram a nossa cultura, hoje patrimônio do nosso Brasil, e de todos os que se orgulham de ser brasileiros.

Salve! A todos que lutaram bravamente em todas as guerras, como a do Paraguai, e em todas aquelas que passaram despercebida pela sociedade, e que nunca foram reconhecidas pelo poder público. Guerra essa travada entre si próprio, pelo fato de ser descendente de uma classe social menos favorecida, parabéns a todos os brasileiros, índios , africanos e descendentes, que moram nas favelas, nos morros, e que com unhas e dentes, sobrevivem a guerra do dia a dia e da descriminação.

 

Darcy Junior de Aguiar (Cascão)

II Conferência Nacional de Cultura

MinC divulga regras para a realização das Pré-Conferências Setoriais de Cultura

O Ministério da Cultura (MinC) abriu inscrições para os interessados em participar das Pré-Conferências Setoriais de Cultura, etapas da II Conferência Nacional de Cultura.

As Pré-Conferências serão realizadas, até 28 de fevereiro de 2010,  e tem como objetivo principal:

1. debater as propostas setoriais de estratégias para a implantação de políticas públicas a serem encaminhadas para a II CNC;
2. eleger delegados para representar o segmento na II CNC (10 por segmento, sendo dois de cada macrorregião);
3. discutir diretrizes e ações de forma a contribuir com a formulação e/ou avaliação dos Planos Nacionais Setoriais de Cultura.

As Pré-Conferências vão eleger, ainda, os representantes que comporão os Colegiados Setoriais do Conselho Nacional de Política Cultural (CNPC), nos seguintes segmentos: Dança, Circo, Teatro, Música, Artes Visuais, Livro/Leitura/Literatura, Culturas Populares e Culturas dos Povos Indígenas; ou elaboração de listas tríplices de indicados para escolha do Ministro, do representante setorial no Plenário do CNPC, dos seguintes segmentos: Audiovisual, Arte Digital, Arquivos, Culturas Afro-brasileiras, Museus, Patrimônio Material, Patrimônio Imaterial, Arquitetura, Moda, Design e Artesanato. Os eleitos e indicados exercerão mandato referente ao biênio 2010/2011. Os segmentos que têm Colegiados Setoriais constituídos elegerão, diretamente, o seu representante, para o Plenário do CNPC, na reunião de posse dos novos membros.

A II CNC reunirá artistas, produtores, gestores, conselheiros, empresários, patrocinadores, pensadores e atores da cultura, além de representantes da sociedade civil, de todo o país, de 11 a 14 de março de 2010, em Brasília. Os participantes discutirão, entre outros assuntos, a cultura brasileira nos seus múltiplos aspectos, tendo como finalidade principal a valorização da diversidade das expressões culturais, o pluralismo de opiniões e a aprovação no Congresso Nacional do Plano Nacional de Cultura. O PNC que tramita, atualmente, em fase conclusiva, no Congresso Nacional é um plano de estratégias e diretrizes para a execução de políticas públicas dedicadas à cultura. O temário da II CNC está dividido nos seguintes eixos:

  • Produção Simbólica e Diversidade Cultural, tendo como foco a produção de arte e de bens simbólicos, promoção de diálogos interculturais, formação no campo da cultura e democratização da informação;
  • Cultura, Cidade e Cidadania, tema voltado às cidades como espaço de produção, intervenção e trocas culturais, garantia de direitos e acesso a bens culturais;
  • Cultura e Desenvolvimento Sustentável, que discutirá a importância estratégica da cultura no processo de desenvolvimento;
  • Cultura e Economia Criativa que trata a economia criativa como estratégia de desenvolvimento; e
  • Gestão e Institucionalidade da Cultura, que visa o fortalecimento da ação do Estado e da participação social no campo da cultura.

A II CNC tratará, também, da participação social na gestão das políticas públicas na cultura e da implantação e acompanhamento dos Sistemas Nacional, Estaduais e Municipais de Cultura.

Pré-Conferências das Culturas Populares e Culturas Indígenas

Os Colegiados Setoriais de Culturas Populares e Culturas Indígenas foram criados em agosto de 2009 pelo Plenário do CNPC. E, assim como os demais, serão compostos por 15 titulares e 15 suplentes representantes da sociedade civil (três de cada macrorregião do país), além de 5 representantes titulares e 5 suplentes indicados pelo Poder Público Federal.

Os dois segmentos possuem representação no Plenário do Conselho Nacional de Política Cultural (CNPC). Paula Simon, da Comissão Nacional do Folclore, pelo Colegiado de Culturas Populares e Romancil Gentil Cretã, da Articulação dos Povos Indígenas da Região Sul, pelo Colegiado de Culturas Indígenas. O mandato destes conselheiros termina agora em dezembro.

Os representantes da sociedade civil dos dois segmentos devem, se possível, realizar assembléias em seus estados para a escolha e indicação dos seus representantes nas Pré-Conferências. Nos estados onde não houver assembléias, o segmento deve se articular para indicar um representante, uma vez que o número de apoios institucionais será um dos critérios para a escolha daqueles que irão para as Pré-Conferências Setoriais.

Em ambos os casos (com ou sem realização de assembléias), os indicados terão que fazer o registro de suas candidaturas em formulário digital disponibilizado no sítio eletrônico do CNPC (www.cultura.gov.br/cnpc) até 31 de janeiro de 2010. Após o registro, o indicado deverá postar, pelo correio, os documentos exigidos para habilitar sua candidatura para o seguinte endereço: Conselho Nacional de Política Cultural – CNPC – Esplanada dos Ministérios, Bloco B, 3º Andar, Brasília-DF, CEP 70068-900.

Poderão ser indicados até três representantes da sociedade civil por estado da federação, sendo duas lideranças tradicionais e uma escolhida dentre os acadêmicos, artistas, produtores culturais ou outros trabalhadores não tradicionais envolvidos com os segmentos. Será indicado ainda mais um representante do Poder Público municipal ou estadual, totalizando quatro indicados titulares e quatro suplentes por estado.

Estas delegações estaduais comporão o Colégio Eleitoral das Pré-Conferências Setoriais juntamente com os cinco representantes do Poder Público Federal e os membros do plenário e dos Colegiados Setoriais do CNPC. Estes terão direito a voz e voto para o cumprimento dos objetivos das Pré-Conferências Setoriais.

Acesse a Portaria nº 4, de 3 de dezembro de 2009, que aprova a Resolução nº 2 do Comitê Executivo da II CNC, regulamentando todo o processo.

Informações sobre as Pré-Conferências Setoriais de Cultura pelo correio eletrônico: marcelo.manzatti@cultura.gov.br

Blog da II CNC

Formulário Eletrônico das Setoriais

(Comunicação/ SID)

 

Marcelo Simon Manzatti

Coordenador-Geral

Secretaria da Identidade e da Diversidade Cultural

Ministério da Cultura

Esplanada dos Ministérios – bloco B – 3o andar

Brasília/DF – CEP 70.068-900

Tel. (61) 2024-2376 ou (61) 2024-2369 (fax)

marcelo.manzatti@cultura.gov.br

Jesus, Vigotisky, Capoeira e Cidadania

Ø      Jesus pregou a cidadania como Lei Divina
o        Somos todos irmãos
Ø      Vigotisky concebeu a cidadania como decorrência lógica da vida em sociedade e cooperação inter-pares
o        A vida em sociedade ou grupo baseia-se na cooperação entre seus membros ou pares1
o        Nenhum homem se constrói HOMEM sem a cooperação de OUTRO HOMEM2
Ø      A capoeira materializa a cidadania pela indispensabilidade de respeito e confiança mútua entre os seus praticantes
o        A Capoeira parece um embate de corpos, mas é um encontro de corações em clima de harmonia, felicidade e amor3

 

A Capoeira é uma escola de Cidadania

 

Mais do que uma luta, a capoeira é hoje também dança, música, história e cidadania. É uma arte desportiva genuinamente brasileira que, de dia para dia, cativa cada vez mais jovens por todo o mundo, passando uma mensagem de vida, parceria e integração, na luta do dia-a-dia.

O Ministro da Cultura do Brasil, Gilberto Gil, em seu discurso de agosto de 2004 na ONU, em Genebra afirmou:

” … Atualmente, a capoeira já é praticada em mais de 150 países. Nas Américas, no Japão, na China, em Israel, na Coréia, na Austrália, na África e em praticamente toda a Europa. A capoeira disseminou-se pelo mundo com entusiasmo. Mesmo sem falar português, um chinês, um árabe, um judeu ou um americano podem repetir o compasso da mesma música, a arte do mesmo passo e a ginga do mesmo toque.”

A luta está sempre presente, até pelas suas origens – desenvolvida pelos escravos do Brasil como forma de resistir aos opressores, praticada em segredo e recorrendo à “ginga”, movimento que lembra a dança e à música, para assim “enganar” os patrões (Escravistas / Senhores de Engenho / Grandes Fazendeiros, etc…).
“Respeito, malícia, disputa, brincadeira” são elementos presentes durante o jogo onde as canções são marcadas ao ritmo do berimbau, instrumento “rei” da capoeira, sob um ritmo contagiante e profundo.

Quem entra na roda para jogar, entende que o respeito e a cidadania, inerentes do “JOGO”, são fundamentais dentro do universo da capoeiragem, pois a capoeira deve ser praticada dentro de um preceito básico, determinado por 3 PILARES FUNDAMENTAIS:

RITMO, RITUAL e RESPEITO

TRÊS “ERRES” FUNDAMENTAIS

“Capoeira é uma palavra estranha…
que se escreve com um “rê” suave…
e se pratica com três “erres”…
o primeiro é o RITMO… o segundo o RITUAL..
o terceiro é o RESPEITO…
sem os quais não se joga capoeira!”


1 Peer em inglês – 2 Vigotisky – 3 AADF

XIV Congresso Brasileiro de Folclore acontece em Vitória

Começa hoje (24), e vai até domingo (29), na Universidade Federal do Espírito Santo, em Vitória, o XIV Congresso Brasileiro de Folclore Capixaba. O Congresso tem como objetivo integrar mestres da cultura popular e mestres do saber erudito num mesmo patamar de conhecimento, em busca de caminhos conjuntos para uma sociedade de respeito à cultura popular, aos seus criadores e aos seus estudos.

O evento terá, como um dos pontos centrais de discussão, as políticas públicas que estão sendo desenvolvidas para o folclore no país.  Dentro desse tema, integra a mesa-redonda do Congresso, no dia 25, pela manhã, o diretor de Políticas da Diversidade e Identidade da Secretaria da Identidade e da Diversidade, do Ministério da Cultura, Ricardo Lima, que discorrerá sobre O Estado Brasileiro e as Políticas Públicas para o Folclore.

A SID será também representada, no evento, pelo coordenador geral de Fomento à Identidade e Diversidade, Marcelo Manzatti, que fará Simpósio Temático, no dia 25, sobre Políticas Públicas para o Folclore Brasileiro. Também no dia 25, o professor da Universidade de Brasília, José Jorge Carvalho, fará conferência sobre O Povo Brasileiro e a Construção do País entre Diferenças: O Papel do Folclore.

O XIV Congresso Brasileiro de Folclore Capixaba, com o apoio da SID/Minc, oferece ainda aos professores, o Curso de Capacitação em Folclore, que abordará a cultura popular, os conceitos e história, sua importância na sociedade contemporânea e sua utilização no meio educacional, turístico e cultural, entre outros.

A programação do evento, com atividades nos dois períodos diurnos durante todos os dias de duração do congresso, inclui também simpósios, conferências, assembléias, apresentações, exposições, lançamento de livros, apresentação de grupos folclóricos, oficinas e feiras, entre outros. No domingo, o XIV Congresso Brasileiro de Folclore Capixaba terá ainda uma atração especial, no setor Cidade Alta da capital capixaba: o II Desfile da Identidade Capixaba e Brasileira.

Maiores informações sobre o Congresso e a programação completa podem ser obtidas pelo site http://www.folclorecapixaba.org.br/ ou pelo telefone: (27) 4009-2957.

 

Comunicação SID/MinC

Telefone: (61) 2024-2379

E-mail: identidadecultural@cultura.gov.br

Site: http://www.cultura.gov.br/sid

Blog: http://blogs.cultura.gov.br/diversidade_cultural/

Twitter: http://twitter.com/diversidademinc