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Faculdade Zumbi dos Palmares: primeira Faculdade de inclusão do negro da América Latina

A Faculdade Zumbi dos Palmares é mantida pelo Instituto Afro-brasileiro de Ensino Superior com sede à Av. Santos Dumont, 843, Ponte Pequena, na cidade de São Paulo, no Estado de São Paulo.

Zumbi dos Palmares: primeira Faculdade de inclusão do negro da América Latina – Criada pela Organização Não-Governamental AFROBRAS – Sociedade Afrobrasileira de Desenvolvimento Sócio Cultural. O mantenedor, o Instituto Afrobrasileiro de Ensino Superior, inaugurou em 2003, na cidade de São Paulo, as atividades da Faculdade Zumbi dos Palmares, oferecendo o Curso Superior de Administração.

Esta foi a primeira fase do Projeto Global que tem como fundamentos a inclusão do negro no ensino superior do país, a produção e a difusão dos valores da cidadania e, em especial, do respeito à diversidade e da equalização de oportunidades sociais. É uma proposta nova de inclusão das classes menos favorecidas no ensino superior e, neste perfil, é a primeira da história do Brasil e da América Latina.

Como nasceu – Desenvolvida ao longo de quatro anos, em parceria com o Núcleo de Políticas e Estratégias da Universidade de São Paulo e Universidade Metodista de Piracicaba, a Faculdade Zumbi dos Palmares nasceu como um dos vários projetos da AFROBRAS com a finalidade de valorizar, qualificar, capacitar, formar, informar e dar visibilidade ao negro paulista e brasileiro.

Vanguardismo – A Faculdade Zumbi dos Palmares é a primeira faculdade do Brasil e da América Latina que visa à inclusão e manutenção do negro no ensino superior do País, e, com este perfil, uma das poucas no mundo. Conta atualmente com cerca de 1.800 jovens cursando o ensino superior de Administração, Direito, Pedagogia, Publicidade e Propaganda e Tecnólogo em Transportes Terrestre. Embora 50% de suas vagas sejam reservadas para negros, estes preenchem 87,3% das mesmas.

Inovação – A Faculdade Zumbi dos Palmares é uma instituição de excelência, preocupada com a formação humanística e técnica do seu corpo discente e oferece apoio ao estudante em diversas áreas de nivelamento, como Laboratório de Reforço Extracurricular nas matérias: português, matemática, inglês e informática; Núcleo de Apoio e Assistência Social e Psicológica; Orientação Vocacional e Profissional, além da oportunidade de aprender música, dança e arte afro-brasileiras.

Transversalidade – Em seu currículo, a Faculdade Zumbi dos Palmares apresenta o seu grande diferencial – a transversalidade focada na história, cultura e economia do negro no Brasil, considerando suas raízes africanas nas disciplinas do núcleo básico, como nas Oficinas de Comunicação e Expressão, onde se estudam textos de autores e temática negra; em Economia, com as disciplinas História Econômica do Negro no Brasil e Cenários Econômicos Contemporâneos do Mercado Afro-Étnico no Brasil; em Sociologia, com discussão das relações inter-raciais e de classe; no Direito, a Justiça e a Igualdade; e na Filosofia, a Ética, a Isonomia e a Equidade.

Qualificação para o mercado – O aluno da Faculdade Zumbi dos Palmares tem a oportunidade de imersão em um treinamento prático através dos intercâmbios firmados entre a instituição e várias empresas; cursos de Capacitação e Qualificação pessoal e profissional, além do acesso a estágios remunerados em programas de convênios com instituições privadas.

Qualificação em Língua Inglesa – A Faculdade Zumbi dos Palmares oferece o acesso e capacitação na língua inglesa. Os alunos contam com aula do idioma desde o primeiro ano, na própria faculdade, adequada ao projeto pedagógico, além de curso extra curriculares dados por professores super capacitados e experientes na língua inglesa.

Estágios e os Parceiros – Paralelamente à formação acadêmica, os alunos da Faculdade Zumbi dos Palmares estão sendo preparados para o mercado de trabalho, através de treinamento realizado em parcerias com empresas e instituições financeiras. Atualmente, 85% dos alunos da faculdade estão no mercado de trabalho. Entre os principais parceiros figuram: Bradesco, Itaú-Unibanco, HSBC, Nestlé, Citibank, Santander, Mercedes Benz, Ford, entre outros. Atualmente 30% dos alunos da Faculdade Zumbi dos Palmares estão contratados como Executivos Juniores nos Bancos Bradesco, Itaú, Santander e Citibank.

Ação Institucional – O eixo da ação Institucional da Faculdade é despertar nos alunos a consciência do direito à vida em sua plenitude. Para tal, não importa a cor ou a raça, vale o ser humano. Nesta direção, a Faculdade Zumbi dos Palmares trata abertamente, através de projetos e do elenco das disciplinas da grade curricular, a cidadania, a ética, os direitos e deveres do homem brasileiro.

“Abordamos não somente a história social do brasileiro, mas também os reflexos da pobreza e de suas causas que incidem sobre toda a população; privilegiamos sim, o homem negro enquanto marcado historicamente por este percurso sustentado por um modelo de exclusão político-social”, afirma o Presidente do Instituto Afrobrasileiro de Ensino Superior, José Vicente.

A Faculdade Zumbi dos Palmares é um divisor de águas na luta pela inclusão social dos negros brasileiros, oferecendo uma oportunidade rara de acesso à educação superior para as classes econômicas menos privilegiadas, e, acima de tudo, a liberdade de escolher uma vida melhor através da luz do conhecimento. Sua missão é garantir acesso à educação superior para um número crescente de negros, 50% dos brasileiros ou 90 milhões de cidadãos que representam apenas entre 11 a 13% da população universitária do País. Quarenta por cento dos Professores, Mestres e Doutores são negros autodeclarados.

Responsabilidade social – A Faculdade Zumbi dos Palmares desenvolve forte trabalho de responsabilidade social, procurando incluir o afro-brasileiro na sociedade através da educação. Os principais projetos desta área são:

A. Centro de Inclusão Digital – Atende o aluno da Faculdade no período noturno e a comunidade da região nos períodos da manhã e tarde. Em parceria com a Fundação Bradesco.

B. Alfabetização de Jovens e Adultos – Desde 2005, em parceria com o Ministério da Educação (MEC), já alfabetizou mais de 6.000 paulistanos moradores de bairros periféricos, das quatro regiões da cidade.

C. CEDOC – Centro de Documentação da Cultura Afro-Brasileira que tem como objetivo pesquisar, registrar, catalogar e armazenar a história do negro no Brasil e no mundo. Para divulgar este acervo, a Faculdade Zumbi dos Palmares utiliza-se dos seguintes meios:

a. Rádio Zumba, passando por período de re-organização;

b. Revista Afirmativa Plural, de periodicidade bi-mensal, publicada desde 2004;

c. Os sites: www.afrobras.org.brwww.zumbidospalmares.edu.br

d. Programas de TV: Negros em Foco (em três versões – feminina, masculina e jovem) na TV RBI -Rede Brasileira de Integração/Rede Mundial de Televisão. TV Apoio (Brasília) e TV Aberta (NET), além de ser exibido em vários canais espalhados pelo Brasil, como em Santa Catarina, Rezende (RJ), entre outros.

D. Cultura – Para introduzir a inserção de seu público-alvo em ambiente de valorização comunitária, a Faculdade Zumbi dos Palmares manteve:

a. Radio Zumba (2005/2006);

b. Centro de Artes;

c. Núcleo de Capoeira;

d. Núcleo de Danças Samba-Rock;

e. Coral Zumbi dos Palmares;

f. Curso de Alfabetização de Adultos (2004/2006);

g. Pólo Zumbi dos Palmares do Projeto Guri (2005/2008), em parceria com a Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo, atendendo cerca de 200 jovens, de 8 a 16 anos, nas qualificações: música, orquestra e coral.

Esportes – Projeto de Inclusão e qualificação esportiva nas modalidades de vôlei, basquete, handebol, judô e capoeira.

Novo Campus: a Consolidação do Projeto – Hoje a Faculdade ocupa uma área total de 15 mil m2, propiciando espaço para salas de aula dirigidas ao empreendedorismo, quadras de esportes, Biblioteca, Centro de Inclusão Digital em parceria com a Fundação Bradesco, amplas áreas de convivência. Este espaço só foi possível graças ao esforço dos parceiros, instituições e mantenedores, que acreditam no projeto.

Primeiro Curso: Administração de Empresas – Em fevereiro de 2004, a Faculdade iniciou o curso de Administração, cuja primeira turma formou-se em 2007. A cerimônia de Colação de Grau aconteceu dia 13 de Março de 2008, com a presença do Presidente da República, Luís Inácio Lula da Silva como Patrono.

Curso de Direito e Tecnólogo em Transportes Terrestre: Em agosto 2007 teve inicio a primeira turma do Curso de Direito, autorizado pelo INEP/MEC e recomendado pela Ordem dos Advogados do Brasil sendo, neste período, o único na cidade de São Paulo a receber esta recomendação. Atualmente o curso já é Reconhecido pelo MEC.

No segundo semestre de 2008, teve inicio a primeira turma do curso Superior Tecnólogo em Transportes Terrestre, autorizado pelo INEP/MEC em 2007.

Hoje conta também com os cursos de Pedagogia e Publicidade e Propaganda, com um viés para o negro e a história da África.

Missão, Objetivos e Metas da Instituição em sua Área de Atuação

A Faculdade Zumbi dos Palmares, com limite territorial circunscrito ao município de São Paulo, no Estado de São Paulo, é um estabelecimento isolado de ensino superior mantido pelo Instituto Afrobrasileiro de Ensino Superior, pessoa jurídica de direito privado sem fins lucrativos, com sede e foro em São Paulo, Estado de São Paulo.

A Faculdade Zumbi dos Palmares tem como missão atuar no ensino superior de São Paulo desenvolvendo os aspectos culturais, sociais, econômicos e políticos da sociedade afro-descendente local, regional e nacional, contribuindo para a melhoria da qualidade de vida. A Instituição nasce com a missão de tornar concretas as ações afirmativas propostas pela Presidência da República e que vêm por fim as desigualdades raciais ainda presentes na sociedade e desta forma possibilitar a maior inserção e interação da população afrodescendente com o meio em que vive.

A Faculdade Zumbi dos Palmares, como instituição educacional, destina-se a promover a educação sob múltiplas formas e graus, a ciência e a cultura geral, e tem por finalidade:

I. Estimular a criação cultural e o desenvolvimento do espírito científico e do pensamento reflexivo;

II. Formar diplomados nas diferentes áreas de conhecimento, aptos para a inserção em setores profissionais e para a participação no desenvolvimento da sociedade brasileira, e colaborar na sua formação contínua;

III. Incentivar o trabalho de pesquisa e investigação científica, visando ao desenvolvimento da ciência e da tecnologia e da criação e difusão da cultura, e, desse modo, desenvolver o entendimento do homem e do meio em que vive;

IV. Promover a divulgação de conhecimentos culturais, científicos e técnicos que constituem patrimônio da humanidade e comunicar o saber através do ensino, da publicação ou de outras formas de comunicação;

V. Suscitar o desejo permanente de aperfeiçoamento cultural e profissional e possibilitar a correspondente concretização, integrando os conhecimentos que vão sendo adquiridos numa estrutura intelectual sistematizadora do conhecimento de cada geração;

VI. Estimular o conhecimento dos problemas do mundo presente, em particular os do Brasil e da África, concentrando seu eixo nas questões da afrobrasilidade, além de nas especificidades do momento histórico em que vivemos, nos desafios humanos, econômicos e tecnológicos internacionais, nacionais e regionais;

VII. Prestar serviços especializados à comunidade local e regional, especialmente aos afro-brasileiros, estabelecendo com estes uma relação de reciprocidade; e

VIII. Promover a extensão, aberta à participação da população, visando a difusão das conquistas e benefícios resultantes da criação cultural e da pesquisa científica e tecnológica geradas na Instituição.

A Faculdade Zumbi dos Palmares é a primeira Instituição de Ensino Superior do Brasil que visa à inclusão do negro no ensino superior do país. É uma proposta inédita e consistente para minimizar a questão da dificuldade de inclusão étnico-racial e das classes menos favorecidas no ensino superior.

A Instituição pretende consolidar o acesso e a permanência da população negra no ensino superior, assim como, viabilizar a integração de negros e não-negros em ambiente favorável à discussão da diversidade racial, no contexto da realidade nacional e internacional.

PROJETO PEDAGÓGICO INSTITUCIONAL
A Faculdade Zumbi dos Palmares tem como missão, através de seu projeto pedagógico institucional, atuar no ensino superior de São Paulo desenvolvendo os aspectos culturais, sociais, econômicos e políticos da sociedade afrodescendente local, regional e nacional, assim contribuindo para a melhoria da qualidade de vida desta população.

A Faculdade fundamenta-se na constatação de que a educação é a única alavanca para o desenvolvimento nacional, para a inclusão de grupos excluídos e para a realização pessoal. Seu lema é “Sem educação não há liberdade”, ao qual os construtores deste projeto – corpo diretivo, técnico-administrativo, professores e alunos- acrescenta: a educação liberta e a liberdade educa.

O público alvo da Faculdade é o jovem de baixa renda e de exíguo usufruto dos benefícios sociais, com enfoque preferencial no segmento dos afrodescendentes, sem apoiar uma nova forma de intolerância às diferenças. O projeto pedagógico constitui-se em sólida contribuição à formação dos jovens brasileiros, tornando-os capazes de ocupar postos de carreira em corporações nacionais e, dependendo de suas vocações, tornarem-se empresários bem sucedidos.

O projeto pedagógico, não considera apenas a capacitação teórico-científica e técnica oferecida aos alunos, mas também a formação humanística, ética e cidadã. A formação de profissionais capacitados ao exercício das demandas do mercado de trabalho é garantida por corpo docente qualificado, programas formativos adequados, aprendizagem teórica e prática concomitante de forma a habilitar os egressos como agentes multiplicadores dos ideais de equidade entre os homens.

Para cumprir sua missão institucional a Faculdade Zumbi dos Palmares, apóia-se em suas atividades complementares e nos projetos sociais: NÚCLEO DE APOIO PSICOLÓGICO – NAP é encarregado de estudos, pesquisas e difusão do conhecimento na área de Psicologia. Atende cerca de 100 educandos que recebem assistência terapêutica, participam de grupos de estudos e pesquisas, promovem seminários e encontros, com o objetivo de oferecer à comunidade da Zumbi suporte psicopedagógico e social. S

SITEMA DE ACOMPANHAMENTO PARALELO – Programa de recuperação simultâneo ao semestre cursado, destinado aos alunos que apresentam dificuldades de aprendizado ou defasagem de apropriação de conteúdos. Esses alunos devem ser indicados pelos professores para um ou mais módulos nas disciplinas em que já demonstram dificuldade para atingir a média mínima exigida para a aprovação. São oferecidas oficinas de Português, Matemática e Informática.

NÚCLEO DE ESTUDOS E PESQUISAS SOBRE EQÜIDADE RACIAL – NEPER. Objetiva ampliar e aprofundar os estudos e pesquisas que investigam a situação socioeconômica, cultural e de saúde da população negra e assim contribuir para a implementação de projetos que permitam modificar o quadro de discriminação. É responsável pela iniciação científica de alunos e professores.

Também a EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA da Zumbi merece destaque. O programa De volta ao Quilombo pretende estabelecer um elo entre a Faculdade Zumbi dos Palmares e as comunidades remanescentes quilombolas no Estado de São Paulo. Para isto desenvolve ações de âmbito acadêmico, cultural e artístico, proporcionando um elo entre o conhecimento formal e a tradição e herança material e imaterial dos afro-descendentes das comunidades quilombolas. Atividades já realizadas: Visitas técnicas e inventário cultural das comunidades de Ivaporunduva, São Pedro (Iporanga), Camburi, Caçandoca (São Sebastião); Produção de documentação das visitas aos quilombos visitados (projeto em construção); artigos e entrevistas na mídia sobre o projeto. Atividades futuras: formar grupos de trabalhos multidisciplinares envolvendo profissionais e alunos da instituição; efetivar convênios e parcerias com as comunidades quilombolas, agencias financiadoras e instituições públicas e privadas.

PROJETO RONDON – A Faculdade Zumbi dos Palmares tem como proposta um trabalho multidisciplinar com professores e alunos para alcançar uma maior abrangência do trabalho de campo a ser realizado. Desde 2007 alunos e professores da Zumbi participam ininterruptamente do Projeto Rondon visando a capacitação de servidores em gestão pública; gestão de projetos; gestão do Plano Diretor, elaboração de propostas de infra estrutura, Oficinas de Reciclagem, Meio Ambiente e Sustentabilidade, entre outros temas.

O Projeto Pedagógico da Faculdade Zumbi dos Palmares tem os seguintes princípios norteadores:

– Elaborar e executar projetos de ação social e cultural em nível local e regional, incentivando a participação dos professores, alunos e administrativos;

– Empenhar-se em ações visando aumentar o número de convênios, intercâmbios e parcerias técnico-científicas e culturais objetivando manter a instituição em consonância com os variados cenários sociais, econômicos e culturais nacionais e internacionais;

– Estimular, através de todos os meios possíveis, a formação continuada, nos níveis de pós-graduação, especialização e/ou atualização dos docentes de seus quadros;

– Elaborar programas de atualização profissional para todo o pessoal da IES em suas -respectivas áreas de atuação;

– Incentivar os professores e alunos para que se dediquem a pesquisas, definindo em conjunto com a comunidade acadêmica as linhas preferenciais de investigação da Faculdade;

– Elaborar projetos de cursos de pós-graduação e extensão compatíveis com os cursos oferecidos e com as linhas de pesquisa definidas;

– Compatibilizar o programa de iniciação científica às linhas de pesquisa já definida.

Santos: Capoeira Inclusiva

Acontece hoje, grande evento que contará com a graduação de crianças do Grupo Amigo do Lar Pobre, Escola Especial 30 de Julho, portadores de deficiência visual do Lar das Moças Cegas, Escolas PArticulares, fazendo parte da Extensão Comunitária da FEFIS UNIMES.

A capoeira teve origem da necessidade do negro escravo,no Período do Brasil-Colonial em se libertar e buscar uma igualdade social, no decorrer do tempo transformou-se em dança, esporte e hoje é um grande processo educacional que pode oferecer a formação corporal e do caráter dos eeducandos, mais de 150 países desenvolvem a nossa cultura que aqui em Santos conta com uma referência inclusiva, pois tivemos a honra de ministrar curso “Capoeira Para Todos” na USP, durante o Congresso Nacional de Capoeira Escolar. São 16 anos contribuindo para a inclusão e o resgate sócio-cultural brasileiro. Hoje ministramos aula desde aEducação Infantil até o Ensino Superior onde a Capoeira é disciplina do curso de Educação Física da UNIMES, incluindo todos os poprtadores de necessidades especiais.

 

Data: Sexta, 11/11/2011 as 19h pontualmente

Local: FEFIS UNIMES Av Conselheiro Nébias, 536 32283400 – Ginásio 4.º andar

 

Por favor o ingresso são donativos de alimentos ou produtos de higiene para o Grupo Amigo do Lar Pobre, conto com a colaboração de vocês.

 

www.capoeiraescola.com.br

SID/MinC: Aprendizados do Encontro de Saberes

Alunos da disciplina Artes e Ofícios dos Saberes Tradicionais apresentaram na manhã desta quarta-feira, 19 de janeiro, no Centro de Excelência em Turismo da Universidade de Brasília (UnB), o que aprenderam com os mestres e mestras da Cultura Popular brasileira ao longo do segundo semestre de 2010 pelo projeto Encontro de Saberes. Américo Córdula, secretário da Identidade e da Diversidade Cultural do Ministério da Cultura (SID/MinC) participou e interagiu com os estudantes durante o evento.

O objetivo desta iniciativa do MinC foi promover o diálogo entre os saberes acadêmicos e os saberes tradicionais, populares e indígenas, além de contribuir para o processo de reconhecimento de mestres de artes e ofícios como docentes no ensino superior.

Para a apresentação de hoje, – haverá outras turmas na sexta-feira (21) – os alunos representaram todos os mestres e mestras com que conviveram na disciplina. Mostraram o lhes foi ensinado como o cuidado com as plantas e a importância dos valores que as culturas populares trouxeram para suas vidas. Eles dançaram e serviram um delicioso chá aos presentes. Os alunos do projeto Encontro de Saberes estão fazendo suas apresentações finais. Eles tiveram liberdade para escolher o formato de suas apresentações, sendo assim, alguns estão realizando performance, outros fizeram um filme ou artigos.

“Obter um conhecimento desses dentro da universidade, no meio acadêmico, está sendo uma experiência maravilhosa. Vou levar comigo para sempre porque são saberes para a vida”, afirmou a estudante de Artes Cênicas da UnB, Camila Paula. Para a aluna, aprender a cuidar das plantas e de sua saúde por meio da natureza figura uma nova maneira de ver o universo. “Hoje olho para uma planta e vejo que ali tem vida e muito a oferecer.”

Sobre a convivência com os mestres e mestras da Cultura Popular do país, Camila garante que a humildade e o prazer em ensinar fez toda a diferença no compartilhamento de saberes: “Isso é maravilhoso porque a gente vive em um mundo onde algumas pessoas querem guardar o conhecimento para si, ou outros professores que humilham alunos por julgar saberem mais.”

A disciplina Artes e Ofícios dos Saberes Tradicionais fez parte da grade regular de graduação do segundo semestre de 2010 da UnB e esteve acessível a estudantes de todos os cursos. O Encontro de Saberes é realização da SID/MinC em parceria com a UnB e o Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INCT) de Inclusão no Ensino Superior e na Pesquisa, órgão do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

Saiba mais sobre o projeto Encontro de Saberes

(Texto: Sheila Rezende, SID/MinC)
(Fotos: Marina Ofugi, ASCOM/MinC)

Seminário de Políticas de Ensino Superior e Povos Indígenas

SID/MinC participa do evento em Brasília

O Ministério da Educação, por intermédio da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade (SECAD), realiza de 07 a 09 de junho de 2010, em Brasília, o Seminário de Políticas de Ensino Superior e Povos Indígenas: construindo as bases para uma política pública diferenciada de acesso e permanência. O evento conta com o apoio da Coordenação Geral de Educação da Fundação Nacional do Índio (CGE/FUNAI).

O seminário pretende apresentar as novas diretrizes/orientações que irão nortear o Programa de apoio à formação superior e licenciaturas indígenas (PROLIND) e debater as condições de acesso e permanência de estudantes indígenas em instituições de ensino superior no país e, a partir desse panorama, construir uma agenda interinstitucional para a efetivação de diretrizes governamentais direcionando para uma política pública que atenda adequadamente às demandas desses estudantes e suas comunidades.http://www.cultura.gov.br/site/wp-content/uploads/2010/06/dsc_0237-243×163.jpg

O painel de abertura, realizado na tarde desta segunda-feira, no Hotel Nacional, contou com a participação do secretário da Identidade e da Diversidade Cultural do Ministério da Cultura (SID/MinC), Américo Córdula, do reitor da Universidade Estadual do Amazonas (UEAM), Dr. Carlos Eduardo;  do representante da  Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES),  Dr. Jorge Guimarães, do secretário da SECAD/MEC, André Lázaro, do presidente da FUNAI, Márcio Meira, e do representante da Comissão Nacional de Educação Escolar Indígena (CNEEI), Joaquim Maná Kaxinawá.

O secretário da SID/MinC apresentou o projeto Encontro de Saberes, resultado de uma parceria entre o Ministério da Cultura, o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Secretário Américo Córdula falando sobre o projeto Encontro de SaberesTecnológico (CNPq) e a Universidade de Brasília (UnB), que tem como objetivo promover diálogos entre os saberes acadêmicos e os saberes tradicionais e populares.

O projeto busca reconhecer os mestres de artes e ofícios populares e indígenas como docentes no ensino superior, aliando os saberes tradicionais aos conhecimentos científicos. Serão realizadas diversas ações interculturais, como, por exemplo, um seminário sobre o tema Interculturalidade e a oferta de uma disciplina no calendário da graduação, ministrada por mestres de conhecimentos tradicionais e populares, em conjunto com docentes da UnB.

O projeto tem, ainda, referência nos princípios e objetivos da Convenção sobre a Proteção e a Promoção da Diversidade das Expressões Culturais da Unesco, especialmente no seu artigo 10, que trata da Educação e Conscientização Pública. Além disso, visa concretizar a aplicação da lei 11.645 que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, para incluir no currículo oficial da rede de ensino a obrigatoriedade da temática História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena.

Programação do seminário

Amanhã, dia 08, às 11h, será realizada uma mesa sobre o Mapeamento de Políticas Línguisticas dos Povos Indígenas e suas relações com o Ensino Superior com a participação da Coordenadora de Fomento à Identidade e Diversidade Étnica da SID/MinC, Giselle Dupin, e de representantes do Departamento de Patrimônio Imaterial do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (DPI/IPHAN), do Museu do Índio (FUNAI), do Museu Paraense Emílio Goeldi (MCT) e do Fórum PROLIND.

Confira, aqui, a programação completa do seminário.

(Comunicação/SID)

Comunicação SID/MinC

Telefone: (61) 2024-2379

E-mail: identidadecultural@cultura.gov.br

Acesse: www.cultura.gov.br/sid

Nosso Blog: blogs.cultura.gov.br/diversidade_cultural

Nosso Twitter: twitter.com/diversidademinc

PÓS-CAPOEIRA UNESA-RJ

PÓS-CAPOEIRA UNESA-RJ, iniciará em 14 de Abril 2009.

Corpo docente: Ms. Roberto Cláudio, Esp. Fábio Cantizano, Dndo. João Perelli, Dr.Leonardo Mataruna, Ms. Sandro Carpenter, Dr. Julio Tavares, Ms.Alvaro Andreson, Dr. Luis Alberto, Ms.Elisa Rennó, Dr. Paulo Coelho, Dndo. Carlos Dória, Ms. Tufic Derzi,Dr. Mathias Assunção, entre outros.

Coordenação: Prof. doutorando João Perelli.

Cordialmente
João Perelli

 


Certificação Conferida

Certificado de especialização em Capoeira.

Professor Responsável

João Marcus Perelli dos Santos

Objetivos

Especializar o profissional de Educação Física para planejar, executar e avaliar atividades de ordem prática da Capoeira, considerando a diversidade de ambiente e de alunos em que se dá a aprendizagem.

Estabelecer espaço crítico reflexivo sobre a relevância da Capoeira.

Promover a pesquisa científica estimulando o debate pedagógico em diferentes instituições de ensino.

Pré-Requisitos

Diploma de Ensino Superior em Educação Física, Pedagogia, Antropologia, Sociologia, História e Ciências Sociais.

Público-Alvo

Graduados em Educação Física, Pedagogia, Antropologia, Sociologia, História e Ciências Sociais.

Disciplinas

ANATOMIA E CAPOEIRA – 20 h
BIOMECÂNICA CAPOEIRA – 30 h
CAPOEIRA ADAPTADA – 20 h
CORPOREIDADE E CAPOEIRA – 20 h
ÉTICA NA CAPOEIRA – 10 h
FISIOLOGIA DO EXERCÍCIO E AVAL. FUNCIONAL NA CAPOE – 30 h
HISTÓRIA DA CAPOEIRA – 20 h
LESÕES ARTICULARES E CAPOEIRA – 20 h
METODOLOGIA DA PESQUISA – 18 h
PRÁTICA PEDAGOGIA E CAPOEIRA – 20 h
PRIMEIROS SOCORROS À CAPOEIRA – 20 h
PROJETO SOCIAL E CAPOEIRA – 20 h
PSICOMOTRICIDADE E CAPOEIRA – 30 h
REDAÇÃO DE TEXTOS ACADÊMICOS – 18 h
TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO E DA COMUNICAÇÃO – 18 h
TÓPICOS ESPECIAS EM CAPOEIRA – 16 h
TRABALHO FINAL – 1 h
TREINAMENTO DESPORTIVO E CAPOEIRA – 30 h

Total de Horas: 361 h

Perfil Profissional

Profissionais interessados na história, desenvolvimento e no ensino da capoeira como atividade cultural e esportiva.

Mercado de Trabalho

Academias de Ginástica, escolas públicas e privadas, clubes e intituições de estudos de cultura brasileira.

Informações Adicionais

A disciplina Didática do Ensino Superior é optativa, devendo ser cursada pelos alunos que desejarem obter qualificação para o magistério superior. Valor: R$ 280,00.

A disciplina Escalada Básica é optativa, devendo ser cursada pelos alunos que desejarem conhecer, vivenciar e dominar técnicas de segurança e de movimentação na rocha, desenvolvendo a solidariedade e confiança. Saiba mais.

Inscrições/Informações

Todos os campi da Universidade Estácio de Sá. Taxa de inscrição: R$ 70,00;

Conselho Superior de Mestres da Federação Riograndense de Capoeira

FEDERAÇÃO RIOGRANDENSE DE CAPOEIRA
Entidade Estadual de Direção, Administração e Regulamentação Desportiva
 
Informa:

No dia 05 de Setembro de 2007 foi criada o Conselho Superior de Mestres da Federação Riograndense de Capoeira, na qual foi escolhido para Mestre Presidente o Sr. Lindomar do Amaral Alves conhecido por Nino Alves, Diretor Técnico Roberto Avila Mestre Tucano e Diretor Cultural Mestre Paulo Renato Narciso Karcará.
Os membros do conselho Superior de Mestres São: Ivonei, Klaity, Betinho, Delmar e Soneka.

Já estão abertas as inscrições para homologação de graduação da Federação Riograndense de Capoeira.
1ª Etapa Curso com o Mestre Nino Alves dia 20 de Setembro de 2007
2ª Etapa Curso com o Mestre Tucano dia 27 de Outubro de 2007
3ª Etapa Curso com o Mestre Karcará dia 15 de Novembro de 2007

Para homologação dos certificados estagiário, instrutor, formado, monitor, professor, contramestre e mestre, se faz necessário cumprir os cursos com os mestres acima, para maiores informações entrar em contato com o Mestre Presidente Gavião Fone: 9812.8737

 
FEDERAÇÃO RIOGRANDENSE DE CAPOEIRA
Entidade de Direção, Administração e Regulamentação Esportiva
CENTRO DE REFERÊNCIA DA CAPOEIRA GAÚCHA
 
LIGA REGIONAL DE CAPOEIRA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
 
CNPJ 08.877.016/0001-9
 
Fundada da em 23 de outubro de 2006 – Rua Marcilio Dias 1081 – Menino Deus – Porto Alegre – RS – Brasil – Fone: – 9812.8737
 
 
Mestre Presidente Gavião
(051) 8451.3441
Secretário Gigante
(051) 8144.8525

Apresentação de jovens para Bush teve capoeira e música brasileira

São Paulo – Uma apresentação de CAPOEIRA E SAMBA, feita por uma organização não-governamental (ONG) para crianças e jovens na zona sul de São Paulo, foi o último programa da segunda visita oficial ao Brasil do presidente dos Estados Unidos, George W. Bush. O presidente e a primeira-dama, Laura Bush, estavam acompanhados da secretária de Estado, Condoleezza Rice.

Mostrando-se descontraído desde a sua chegada, Bush aproveitou o final da apresentação na ONG Meninos do Morumbi para tirar o paletó, tocar ganzá e dar uma sambadinha ao som de "Aquarela do Brasil". Condoleezza Rice e Laura Bush também ensaiaram movimentos de dança. A ONG foi criada há dez anos pelo músico Flávio Pimenta. A entidade oferece atividades suplementares para crianças, adolescentes e jovens de poucos recursos, que estudem em escolas públicas. Ela oferece aulas de inglês e informática, música e dança, entre outras.
 
A visita de Bush começou por uma das salas de informática, na qual 20 jovens esperavam o casal presidencial, cada um em um computador. O presidente conversou com vários alunos, querendo saber o que estavam fazendo, sua idade e preferências. Laura Bush também conheceu toda a sala conversando com os estudantes. O aluno Silas Alves Marinho Batista, 16 anos, mostrou a Bush a letra em inglês de "Wave," de Tom Jobim. Tatiane Pedreira, também 16 anos, exibiu ao presidente uma pequena fotomontagem com textos falando da poluição e do aquecimento global. Em outra apresentação, com uma gravação de trabalho da instituição, as garotas acabaram por dançar na sala. Bush convidou todos os jovens a posar com ele para uma foto.
 
A seguir foi realizado um encontro reservado numa sala do andar superior do edíficio, numa mesa de reuniões, na qual o presidente norte-americano pode se inteirar dos trabalhos da instituição. Além de Bush, participaram da mesa o fundador da organização, Flávio Sampaio, colaboradores da igreja e de empresas, além de membros do corpo diplomático norte-americano, como o embaixador dos Estados Unidos no Brasil, Clifford M. Sobel, e integrantes da Câmara Americana de Comércio.
 
A imprensa foi convidada a acompanhar apenas os primeiros dez minutos, em que falaram Bush, o fundador e uma das ex-alunas da instituição, agora formada em curso superior. “Eu acredito na construção de uma sociedade alicerçada na compaixão. E creio que você pode mudar a sociedade, um coração de cada vez. Isso requer pessoas que desejam fazer sacrifícios. Flávio conduz um lugar de amor e grande compaixão. Isso é um lugar no tecido social que ajuda a curar corações alquebrantados e dar esperança para o futuro. A razão principal de eu estar aqui é dizer muito obrigado. Nós somos todos membros da família de Deus”, disse Bush.
 
Foto: Marcello Casal Jr/ABrElogiando o trabalho da instituição, Bush disse que “é um prédio muito bonito, para um espírito muito bonito”. No pátio de apresentação, também em um andar superior do prédio, Bush viu primeiro uma apresentação rápida de capoeira e, a seguir, a canção "Brasil Pandeiro", dos Novos Baianos, com os versos de “O Tio Sam está querendo conhecer a nossa batucada”, escolhida de propósito por Flávio Pimenta.
 
Em "Aquarela do Brasil", de Ari Barroso, a gravação da música foi acentuada por uma forte batucada, com a percussão dividida entre jovens e crianças do ensino básico. O grupo ainda tocou outros ritmos brasileiros como maxixe e baião. Bush deixou a ONG com forte esquema de segurança e seguir para Guarulhos, de onde partiu para o Uruguai. 

CAPOEIRA EM DISCUSSÃO

Capoeira – escola superior ? esporte ? arte ? dança? luta? terapia?

INTRODUÇÃO

A Internet é um fonte inesgotável de conhecimentos, amizades, companheirismo, parceria.
Nesta seção, fruto do provocante texto do nosso genial  Mestre Squisito, que pessoalmente prefiro grafar como "Skisito", por que nele tudo é esquisito, exceto este artigo… estaremos publicando pareceres, opiniões e sugestões sobre conceito. 
Devo relembrar que a capoeira com o a praticamos hoje, aparece na terceira década deste século e ainda está em contínua transformações que venho acompanhando desde o o surgimento da Regional, uma vez que iniciei a sua prática e aprendizado, com Mestre Bimba em 1938 (oito anos após a sua criação…), convivi com seus primeiros alunos, dos quais obtive informações preciosas que venho apresentando, antes sob forma de depoimentos que de pesquisas.
Uma instituição virtual, um simples < www.capoeira.edu.br > poderia ser  o ponto de encontro onde os interessados possam trocar idéias, informações usando < ftp://…. > , com softwares de fácil manuseio como  Frontpage, WSFTP95, ICQ, etc. estimulando o crescimento de cada um sem  o vinculo obrigatório a uma instituição de universitário arcaica, deficiente, corporativista, feudal, cara e de baixo rendimento prático, na qual predominam  teoria e coletânea de títulos como objetivo e instrumento de ascensão em titularidade.
Bimba e Pastinha dispensavam aquecimento e alongamento,.
Consideravam os próprios movimentos do "jogo" de capoeira como auto-suficientes, aquecendo e flexibilizando o corpo, enquanto aperfeiçoam o espírito, aumentam a auto-estima, sociabilizam o cidadão e  conduzem o SER ao campo do divino. 
Parabéns, portanto, a Mestra Maria Pandeiro e ao querido amigo Skiisito pela abertura deste espaço.
Por ser médico, espiritualista e "feito" em candomblé, disponho de vivência pessoal, convivência com os personagens, atores e autores  principais deste maravilhosa manifestação da fusão das culturas africana, ameríndia e européia,  tenho procurado divulgar pela internet, contatos pessoais, palestras, entrevistas, livros,  sem deixar de reconhecer as limitações dos depoimentos, sujeitos às influências de prejuízos e sobretudo, do saudosismo que turva a apreciação do atual e modifica a antevisão do futuro.
 Sugerimos, para ampliar a discussão, visitar nossos trabalhos: 

Salvador/BA, 03/210/99 – "Decanio"


Cara Mestra Maria Pandeiro.
Moçada ligada da Net… Axé!

Desculpe a demora na resposta…
Estava envolvido com um monte de compromissos e só agora me liberei para continuarmos o assunto, que tanto nos entusiasma: a capoeira como instrumento de educação formal!
Achei muito interessante suas reflexões, particularmente quanto à preocupação com a capoeira restrita dentro de uma educação física exclusivamente corporal, com o que concordo plenamente: a capoeira é muito mais do que uma pratica desportiva, tem alcance muito maior do que um simples esporte…

No entanto, minha prezada Mestra, esse assunto é realmente muito denso, muito complexo, muito amplo e estamos apenas iniciando nosso debate em torno dele…
Por exemplo, se para introduzirmos a capoeira como prática educativa dentro de educação física, e isso vem ocorrendo a muito tempo, já temos diversas dificuldades, particularmente uma atitude defensiva, de um lado dos profissionais de educação física – que se sentem naturalmente ameaçados pelos professores e mestres de capoeira e, do lado da capoeira, os nossos Mestres e Professores que, sabedores que as regras dentro da Escola e da Universidade são ditadas pelos títulos acadêmicos, também se sentem despreparados para competir com os professores de educação física e, como isso, estabelece-se uma atitude mutuamente insegura e de distanciamento… 
Acho que todos conhecem esse tipo de problema.
Bem, superado esse primeiro impasse – na verdade uma barreira da insegurança da perda de espaço e de poder mutuo, logo que a razão assume o devido lugar da análise das coisas, vê-se que ambas as partes tem a ganhar, pois, do lado da educação física, particularmente para o nosso povo brasileiro, encontramos uma pratica extremamente pobre e alienante, onde exercícios calistênicos e extremamente desestimulantes, fazem com que exista um grande vazio na prática desportiva, hoje sendo considerada uma disciplina ligada antes à SAÚDE no plano mais geral do que uma atividade FÍSICA puramente, dentro dos próprios anseios dos profissionais de vanguarda da Educação Física. Assim, a Educação física, se encontra carente de elementos capazes de promove-la ao status de uma disciplina holística o suficiente para ser responsável pela saúde das pessoas, resgatando-a de uma condição histórica de disciplina de segunda categoria, preocupada com a coisa menos importante: o corpo!
Cabe esclarecer, Mestra Maria Pandeiro e camaradas dessa grande roda, que não sou profissional de educação física, e tão somente tive o privilégio de participar do primeiro Curso de Pós-Graduação em Educação Física da Universidade de Brasília – UnB, com Especialização em Capoeira na Escola.
Um curso que esperamos continue a acontecer a partir do próximo ano aqui em Brasília, sendo minha praia a capoeira a cerca de 25 anos, onde meu contato com essa questão aconteceu justamente durante esse curso de pós-graduação…
Por isso agora me sinto na obrigação de da minha contribuição ao assunto, que já me interessava a muito tempo.
Pois bem, dizia, a Capoeira pode se tornar – pelo menos para a nossa população brasileira, particularmente nossas crianças, adolescentes e jovens, um instrumento capaz de criar uma alternativa absolutamente brasileira para pratica desportiva, para a qual nada impede ?? pelo contrário isso pode melhorar a própria qualidade da pratica desportiva, que ela possa ser incrementada de todas as potencialidades de capoeira, tais como você mencionou, de dança, de aprendizado musical, de aprendizado ritual, de aprendizado de nossa História, de nossas raízes, de nossa cultura popular (nesse caso não folclorizada e estigmatizada como um estudo de cultura morta como tantas outras artes populares que já vimos se tornar restrita a pequenos grupos de resistência), como também aspectos terapêuticos e de franco apoio ao desenvolvimento motor e psíquico de nossas gerações emergentes, fazendo nascer neles um verdadeiro brasileiro, orgulhoso de suas raízes e de suas origens…
Sim, e qual a diferença que isso faria em relação ao que você chamou de uma uma Escola Superior de Cultura Afro-Brasileira e Capoeira?
Talvez nenhuma, a não ser pelo fato de que a questão burocrática da universidade – em qualquer lugar do mundo – é extremamente grande e de difícil superação e, se para sermos parte integrante e interessante a uma instituição existente e estruturada como a educação física, quanto maior ainda seria termos que criar uma nova estrutura capaz de sustentar a existência de uma nova Escola, autônoma e única, como essa?
Estrategicamente falando, você não concorda que seria uma maneira razoável de começarmos se pudermos alçar tornarmo-nos parceiros da Escola de Educação Física e, na medida em que ganharmos suficiente fôlego e espaço possamos pensar e buscar o refinamento de nossas vocação dentro da capoeira, admitindo-se com isso que aqueles que se especializam na capoeira como esporte de rendimento tivessem um aperfeiçoamento técnico disciplinar da capoeira olímpica…
Outros como você ou eu poderíamos ter espaço para nossa afinidade com a capoeira enquanto Arte e cultura popular lato senso, com respaldo para trabalharmos essa vocação com liberdade e com os insumos que as diversas universidades e cabeças envolvidas pudessem estar produzindo?
Da mesma forma, para a capoeira, poderíamos ter trazido da educação física, como da educação em geral, alguns aspectos que permitissem que tivéssemos mais consistência em nossos conhecimentos, mais consciência em nossas praticas, mais ética em nosso meio, mais profissionalismos em nossas lideranças, e outras coisas que possamos extrair da educação física e da Escola formal sem perder nossa identidade ou autonomia?
É isso aí…
Imagine que essa discussão está apenas começando e vamos s’imbora!!

Yêh, volta do mundo!!!!!! Camará!!!!
Squisito 


Camaradas,
Sou iniciante na Capoeira, mas já me sinto preparada para afirmar que não se  pode reduzir a Capoeira a uma "atividade física" ou "Arte". É MUITO MAIS.

Me emociono numa roda, entro em transe mesmo, por isso defendo que a capoeira é muito mais ritual, uma luta que nos remete as nossa origens. Não as africanas, estou falando das sociedades primitivas, de muitos anos A.C.  …  É muito mais complexo.
É um registro que existe ou não na alma.

Aluna Coruja.


Salve Caro Mestre Squisito e todos/as que participaram deste diálogo!

Muito obrigado pela oportunidade de dar meu parecer sobre este assunto de tanta importância para nosso futuro. Estive pensando e refletindo sobre o mesmo e também venho lutando aqui na Alemanha para o reconhecimento da Capoeira como "Arte". Talvez o processo de minha luta possa ser uma sugestão para a discussão do Fórum a ser realizado.
Na minha opinião a Capoeira não se enquadra, nem deveria ser de responsabilidade da disciplina "Educação Física", por limitá-la à atividade corporal, diminuindo os fatores artísticos e culturais da mesma.
Levando-se em conta que a Capoeira possui aspectos esportivos, deveríamos abaliza-la, porém em seu todo como uma manifestação artística popular.
Do ponto de vista etnológico a Capoeira pertence a "Arte e Cultura Popular".
O que é "Arte Popular"?
Arte popular se refere a uma quantidade de fenômenos culturais que originariamente não fazem parte de uma elite cultural clássica. Os fundadores, produtores da Arte popular não são classificados como artistas autônomos da "alta cultura" ou seja, como intelectuais.
Arte popular foi e está ligada, ainda hoje, com a prática da vida.
Gênios artistas, autônomos, os quais têm sua arte como uma criação única e completamente individual, são raramente encontrados na Arte Popular.
O que domina na Arte Popular é a tradição que é passada de geração para geração, de um grupo para outro em coletividade, na vivência e na prática da comunidade.
Na maioria dos casos os autores da Arte Popular fazem parte de uma classe social mais carente com nível educacional baixo e grande índice de analfabetismo…
Arte e cultura popular chegam a ser "culture of poerty" que significa arte marginalizada, como arte de pobres e oprimidos, que atinge naturalmente diversas classes sociais -como por exemplo a cultura do marginalizado Nordeste do Brasil.
No entanto, não podemos deixar de reconhecer estes criadores, autores e divulgadores como "artistas", principalmente quando um membro de uma comunidade destaca-se pelo seu desempenho a divulgando, a apresentando e a representando profissionalmente palcos, eventos culturais e festas públicas fora da comunidade a qual a devida "arte" se origina.
Vendo através deste prisma, teremos uma Capoeira mais rica e completa do que um simples esporte.
Para tanto é necessário muito mais conteúdo em um curso de nível superior, que profissionalize a Capoeira, que o que nos oferece a Escola de Educação Física. São necessárias outras disciplinas que complementem o Estudo além da parte física, esportiva, didática, recreativa e competitiva.
Há de se convir que não existe nenhuma Escola Superior que abrigue a Capoeira no seu todo.
A Escola Superior de Música seria incompleta pela falta dos elementos corporais, na Escola Superior de Dança nos faltariam os elementos musicais, históricos, etnológicos…
A Escola de Pedagogia, Sociologia e História teriam somente a parte teórica. Sendo assim é quase impossível encaixar a Capoeira em alguma Escola Superior de Educação que a abrigue sem que ela perca sua complexidade como Arte e Cultura Popular Brasileira.Minha sugestão é que se crie uma Escola Superior de Cultura Afro-Brasileira e Capoeira, com o objetivo de formar profissionais que sejam aptos a representar a Arte Afro-brasileira em todo seus aspectos, incluindo-se os elementos folclóricos: Maculelê, Samba de Roda, Puxada de Rede, conhecimentos gerais das religiões afro-brasileiras, seus ritmos, suas danças, suas raízes e toda a parte histórica, teórica, Capoeira Angola, Regional e suas inovações, fabricação de instrumentos, estudos sobre a origem dos mesmos, etc…
As atuais leis criadas nos últimos anos, que restringe os profissionais de Capoeira à professores de Educação Física ou supervisão dos mesmos nos limita, não só no campo de trabalho, mas também na representação da mesma, colocando Mestres antigos e sem formação acadêmica em situação desvantajosa e submissa. Tais Mestres e profissionais, com a criação de uma Escola Superior de Capoeira, terão direito à "Causa Honoris". Os praticantes de Capoeira poderão ser selecionados para tais escolas através de audições (como é feito nas escolas de Dança), onde o conhecimento básico, prático e teórico de Capoeira seria avaliado.
Assim todo/a candidato/a teria que ter uma formação prévia de no mínimo cinco anos.
As disciplinas não deveriam somente estar restritas à "Arte da >Capoeira", mas também ao corpo humano e seu funcionamento ? atualização de métodos corporais para Aquecimentos e Alongamentos e Primeiro Socorros (que deveriam ser atualizados à cada ano)-, Didática, Pedagogia moderna e infantil, alfabetização de adultos através das músicas de Capoeira (Paulo Freire), História do Brasil, da África e Geral, Geografia, Administração, música e canto (teórico e prático), Dança afroe afro-brasileira, Percussão afro-brasileira e africana, Sociologia – Formação de Projetos Sociais, Política, Psicologia, enfim tudo o que um bom profissional necessita para lidar com a sociedade e representar a Capoeira como uma Arte e não como um mero Esporte.
Acredito na Capoeira como Arte, pois ela abrange muitos aspectos, englobando o ser humano em um todo, enquanto a Capoeira esporte o restringe ao corpo, o levando ao espírito competitivo que não cabe nos fundamentos da Capoeira.
E mesmo que insistam a pratica-la como um esporte competitivo a elevando à nível olímpico, deveríamos nos preocupar com a parte educativa da mesma.

Abraços.
Mestra Maria Pandeiro


Caro Mestre Squisito,

concordo que estrategicamente colocar a Capoeira em parceria com a Educação Física para ganharmos fôlego e tempo ou seja o que for é no momento é razoável. Porém me preocupo com as conseqüências desta estratégia.
Infelizmente na sociedade brasileira a Capoeira não é aceita por si própria. Sempre tem que vir acompanhada de mãos dadas a algo mais. Quando será que a nossa arte vai poder andar sozinha?
Quando será que a sociedade brasileira vai encarar a Capoeira como cultura afro-brasileira que por si se completa, educa, ensina, conscientiza, forma e profissionaliza?
Sempre teremos de andar apoiados numa Escola de Educação Física?
É a Capoeira somente reconhecida pelo fato de estar indo para as Olimpíadas?
Por quê nossas famílias, amigos, esposas ou maridos, filhos, não podem se orgulhar de nós por sermos capoeiristas, sem precisarmos de estratégias para lecionar e para sermos reconhecidos profissionalmente?
Será que a Capoeira por si própria não é capaz de criar à população brasileira, em especial à juventude, uma consciência cívica e uma cidadania sem ter de passar pelo "exército" ou pela Educação Física.
Não estaríamos elitizando e embranquecendo a Capoeira ao restringi-la à Escola de Educação Física? E os velhos Mestres que não tem acesso à pós-graduações e estão se confrontando com as leis criadas pelas Federações?
Com certeza acrescentaremos muito à Educação física, mas sem dúvida a qualquer outra profissão se somaria muito a junção da Capoeira… 
Mas temos realmente esta necessidade, ou não é apenas o contrário.
Para mim é bem claro que a partir do momento que se entrega a Capoeira á terceiros ela está arriscada a perder sua identidade e autonomia. 
Mestre Sombra um dia me falou:
Se a Capoeira fosse uma fonte de água fresca, muitas pessoas matariam sua sede nela.
Se um dia uma rainha bebesse desta água esta fonte passaria a ser famosa, mesmo que o povo continuasse bebendo dela. Mas será que só porque uma rainha bebeu desta água, a água mudou?
Na verdade a água continua a mesma e sempre será água!
Me pergunto tudo isto e gostaria muito de estar presente no seu Simpósio para esclarecer e debater sobre este tema.

Muito obrigado.
Mestra Maria Pandeiro


Cara Mestra Maria Pandeiro.

Obrigado pela sua atenção e interesse!
Estive viajando uns dias por isso demorei para te responder…
Interessantes suas considerações, com certeza!
Acho que todas essas questões precisam ser pensadas e repensadas….
Mas tem uma série de ponderações que precisamos fazer, com calma, com reflexão sobre os pós e contras de cada opção a adotar…
Tem um aspecto em particular que você tocou na sua mensagem, quando levanta a questão da elitização da capoeira, que tenho visto sempre vir a tona quando falamos em escola, em universidade, em educação… Ora, amiga, será que para nós se a capoeira de ontem foi gerada e criada e sustentada por pessoas simples, analfabetas ou semi-analfabetas, sábios do povo que emergiram à revelia da classe dominante e a mantiveram dentro de seus coração, a capoeira de hoje ainda cultua essas pessoas, e as de amanhã certamente continuarão cultivando – pelo menos aquelas que estejam sendo educadas dentro do espírito de respeito à hierarquia da sabedoria que sempre sustentou as relações entre os capoeiristas de sangue-bom…
Isso é sem dúvida maravilhoso! saber e reconhecer que a capoeira é um produto do Mestre emergente do nosso povo brasileiro!!!!!
Agora vale a pena perguntar: até quando a idéia de ser povo será imediatamente associada ao fato de se ser analfabeto?? Se estamos pensando em uma forma de ganharmos o status de respeito acadêmico isso se dá porque qualquer pessoa tem direito a educação, inclusive, claro, os capoeiristas!!!!!
Qualquer projeto que discuta a capoeira como um horizonte de crescimento que a torne uma disciplina educacional – dentro da escola!!!! – está diretamente associada a um mercado de trabalho, tão digno quanto dar aula em academias, embora essas  – as academias – são, elas sim, elitistas!!!  alguém discorda?
Então, se a capoeira vai – e isso deve acontecer mesmo – se tornar uma disciplina dentro da arte – ja tem sido produzidos diversos estudos nas escolas de artes, seja dança, música, etc., tendo a capoeira como tema; da mesma forma outros tantos estudos tem sido desenvolvidos nas áreas de antropologia e sociologia – vide o trabalho de Júlio César, que se tornou uma referencia dentro do estudo sociológico  com a capoeira, na educação que seja, pois – acreditem, ela sempre esteve convivendo com essa disciplina e da qual hoje é indiscutível uma série de artefatos que tem sido empregados dentro da capoeira – inclusive com alguns equívocos perigosos – como uma massa muscular sem mandinga, ou uma acrobacia olímpica estéril, enfim, qualquer que seja o terreno acadêmico/educacional que a capoeira ocupar isso será um mercado de trabalho novo – pois hoje essa coisa tem sido mantida a sete chaves por grupos que insistem em tornar as escolas – principalmente escolas públicas – espaço de ocupação por grupos, o que é no mínimo questionável, não acha??
Enfim, não podemos continuar pensando em nós capoeiristas como incapazes de estarmos dentro da ciência ou de qualquer outro espaço organizado do mundo…
Só que, infelizmente ou felizmente, a ciência tem exigência que precisamos aprender, pois na capoeira cada mestre pode dizer o que quiser para seus alunos, até mesmo as piores asneiras, que isso é a verdade! na escola isso não será possível. Na escola os alunos tem direito de questionar quanto a agressões e outras formas de opressão que tem abundado nas escolas de capoeira, a titulo dos alunos ficarem durões …!! naturalizando a violência, pois quem não entra no clima é mole, etc…
A capoeira, apesar do discurso bastante vivo na boca de quase todos nós capoeiristas, precisa aprender a democracia, de verdade, e o respeito a Lei, pois a Lei não existe para ser transgredida e se isso acontece em nosso País ainda hoje é porque a impunidade e aceita com naturalidade. A EDUCAÇ&ÃO DE NOSSO POVO PODE MELHORAR ISSO.
A capoeira pode e deve ser tornar uma instrumento de crescimento de nossa população. Ser exportada como uma cultura brasileira capaz de fazer frente a globalização que só tem uma bandeira dominante… todos sabem qual é!
Temos que ter um mecanismo de resistir na mente de nosso povo – esse mesmo povo que inventou a capoeira mas não consegue viver dignamente dela, a nossa consciência nacional – orgulho disso inclusive, a nossa história verdadeira, e a sermos saudáveis e felizes, como qualquer branco, ruivo ou amarelo do primeiro mundo!!!! e a capoeira pode nos ensinar isso tudo…
Mas dentro de uma academia?? Não, Mestre Maria Pandeiro, você sabe que dentro de uma academia podemos ensinar o culto do narcisismo, ou do ego, de movimentos e técnicas, até de alguns rituais – normalmente caricaturados, como normalmente vemos quando a classe média tenta, por exemplo, fazer um jogo de angola…… Mas ensinar cidadania, ensinar nossa História, ensinar nossa memória aos Mestres – aqueles pobres infelizmente que na maioria morreram na miséria e ter nisso uma consciência critica do valor que é dado as nossas raízes e aos nossos heróis comunitários??
Não. É claro que isso precisa ir além de uma academia para se tornar verdade…
E, o que acho mais importante, isso tem que acontecer logo, pois senão nossa memória se perde nas regras das federações e confederações, nossos valores – já sem grande valor real no mercado do mundo, serão estraçalhados pela concorrência do mercado de alunos, substituídos por tipos rambóides que estão sendo produzidos e difundidos como sendo os capoeiristas modernos!
Enfim, minha amiga e meus camaradas dessa grande roda do mundo, seja qual for o caminho, ele tem que começar a ser traçado JÁ!!
Acho preferível errar fazendo algo, do que me omitir por minhas dúvidas: a capoeira é uma conquista do povo brasileiro, extraída do sangue jorrado de nossos ancestrais, que tem direito aos espaços das escolas, das universidades, da política, do diabo a quatro! Temos o direito de ser respeitados!
Somos iguais ou até mesmo melhores do que qualquer burguês nojento que monopoliza nossas universidades publicas, que deveria estar sendo ocupadas pelos nossos cidadãos, os quais não devem mais aceitar como um fato inevitável que não tem acesso a essa universidade.
Se hoje, Mestra, não temos nós mesmos esses espaços, façamos com que nossos alunos amanhã os tenham, incentivemos eles a concorrem com esses postos. Eu concordo que a capoeira é dos capoeiristas, mas os capoeiristas tem que ser competentes para ocuparem os espaços que estão em poder dos poderosos!
Nós somos também poderosos e podemos e devemos tomar esses espaços… ou nós, ou nossos alunos, ou os alunos de nossos alunos…. TEmos que ser estratégicos. Mas devemos começar AGORA!!!!!!
Mas, afinal, estamos apenas começando a questionar essas coisas!!
Ainda espero aprender muito com todos!

Um forte abraço!
Espero vocês no SIMPÓSIO.
Axé!!!!!!
Squisito
P.S. -desculpem a pressa das idéias, mas não tive nem tempo de revisar…!! o mesmo

BIBLIOGRAFIA

  • BOLA SETE
  • Histórias e estórias da capoeiragem
  • A Capoeira Angola na Bahia
    • Contato – Rua Paraiso – Conj. S. Bento, bl A, apt 103 – Nazaré – Salvador/BA
  • BURGUÊS
    • Canticos de capoeira
      • contacto – (041)2334852
  • CESAR ITAPOAN
    • Atenílio – O Relampago da capoeira Negaça 3
      • contato – (071)2496200 depois das 20:00 hs.
  • DECANIO (faça download gratuitamente na seção de downloads)
    • A herança de Mestre Bimba
    • A herança de Mestre Pastinha
    • Manuscritos e desenhos de Mestre Pastinha
    • Falando em capoeira
  • FALCÃO
  • GLADSON
    • Do engenho à universidade
      • CEP 01518- 020
  • LUÍS RENATO
    • O jogo de capoeira
      • contato – Editora Sprint (061)2745184
  • NESTOR CAPOEIRA
    • Galo já cantou
    • A balada de "Noivo da Vida" e "Veneno da Madrugada"
    • Capoeira – pequeno manual do jogador. 4a. ed. – Record; Rio de Janeiro, l998
      • contato – Rua da Passagem, 78/apt 703 – Botafogo/Rio de Janeiro/RJ- CEP22290-030
  • OSVALDO SOUZA
    • Capoeira Regional
      • (062)2951208
  • PAULO COÊLHO DE ARAÚJO
    • Abordagens sócio-antropológicas da luta/jogo da capoeira
      De um atividade guerreira para uma atividade lúdica
      • INSTITUTO SUPERIOR DA MAIA – Série "Estudos e Monografias"-1997
        PUBLISMAI -Instituto Superior da Maia – Sta Maria de Avioso – Castelo da Maia – 4470 MAIA – Portugal
      • Contato-(bfe03034@mail.telepac.pt) (paulocoelho@mail.telepac.pt)
  • VALDENOR
    • Conversando nos bastidores
      • contacto – (012)3524593 (Sampaio)