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Mestre Amaro: 30 anos da Academia Marinheiro em Suzano

Mestre Amaro, comemora este mes, 30 anos de atividades da Academia Marinheiro, fundada por ele em 1980.

“Na verdade é uma conjunção de duas celebrações. São três décadas de trabalho na capoeira no Alto Tietê, mais especificamente em Suzano, e muito mais de prática desta modalidade que tem me ajudado no aspecto disciplinar, físico, mental e social”, afirmou Mestre Amaro.
Sua história na verdade se confunde com o advento da capoeira em Suzano. Vim para São Paulo entre 1974 e 1976. Visitei uma série de academias de capoeira. Depois fui para Mogi onde passei a trabalhar com o mestre José Pereira, mais conhecido como mestre Pantera Negra, que teve formação com o mestre Canjiquinha da Bahia. Aprendi muito neste período”.

 

História:

Amaro Caetano de Souza, “MESTRE AMARO” de família baiana, em função de uma viagem de emergência à São Paulo, acabou por nascer prematuro de sete meses em São Paulo, em 1962. Voltou à Bahia, onde morou até os 12 anos. Em meados de 1967, tendo familiares capoeiristas, passou a tomar gosto pela arte, e assim sendo, nunca mais parou sua trajetória, no mundo da capoeira.

Por volta de 1974, volta à São Paulo, com a família, e conhece inúmeros capoeiristas, mais em particular o Mestre José Pereira, mais conhecido no mundo da capoeira como “Mestre Pantera Negra”, formado pelo famoso capoeirista Mestre Canjiquinha da Bahia. Com o qual passou a treinar até o ano de 1980, quando se formou. Passou a monitorar um trabalho paralelo ao do seu Mestre, por um período de seis meses, como filial da academia do mesmo. Mas ainda no ano 1980, em comum acordo com seu Mestre, funda a ACADEMIA MARINHEIRO, na cidade de Suzano/SP, com metodologia de ensino, totalmente voltada em não formar simplesmente um lutador, mas um cidadão de bem, para com a vida, e seus semelhantes.

Em verdade o Mestre Amaro, costuma dizer: “A Academia Marinheiro, não é somente uma academia, e sim uma extensão dos familiares dos alunos, que fazem parte do corpo presente da mesma. Hoje em nossa academia,procuro passar para os alunos conhecimento de vida, e até como se portar no seu dia-a-dia, e como se sair em uma possível entrevista de trabalho, pois haja visto que trabalhei na área de recursos humanos, comércio exterior, custos e controle empresarial, por mais de 12 anos. Assim procuro estar na melhor forma possível, ao lado de meus alunos. A Academia Marinheiro, hoje conta com inúmeros capoeiristas, com competência substâncial, para correr o mundo, e assim sendo temos projetos para se instalar em outros continentes. Do qual estaremos exportando toda nossa experiência capoeirista”.

Hoje após uma constante batalha, a Academia Marinheiro é destaque, e é considerada uma das melhores academias

de capoeira do Brasil. Em função de constantes pesquisas, realizadas pelas autoridades competentes e meios jornalísticos, o Mestre Amaro, constantemente é convidado a ministrar inúmeras palestras motivacionais, em empresas, universidades, escolas estaduais e municipais, além de ministrar cursos para outras academias, em todo o Brasil.

Está preparando-se para expor também seu trabalho por todo o mundo, como já ocorrido na década de 90, onde esteve na Argentina representando o Brasil, em um encontro mundial de artes marciais, do qual foi reconhecidamente aplaudido pelos presentes, durante sua apresentação.

O Mestre Amaro tem como meta, estar viajando por todos os continentes, onde estará fazendo contatos comerciais, para as instalações de franquias, pelo mundo.

e-mails: mestreamaro.marinheiro@gmail.com
e-mails:amaro@academiamarinheiro.com.br

A Academia Marinheiro, localizada na rua General Francisco Glicério, 354, 3º andar, sala 342, no centro de Suzano.

A sonoridade refinada de Mestre Dinho Nascimento em “Ser Hum Mano”

Com dois cds que estimularam o cenário da MPB, Dinho Nascimento prepara "Ser Hum Mano" com surpreendentes diálogos entre seu instrumental primitivo e exótico e o pandeiro de Marcos Suzano, a clarineta de Ubaldo Versolato, a cuíca de Osvaldinho, a flauta de Toninho Carrasqueira e as vozes de um animado coral infantil do Morro do Querosene. No repertório, sugestões de um "trance" e o atrevimento de um "hino", além da simplicidade de "Pescaria" do cancioneiro Dorival Caymmi..
 
Depois da bem sucedida estréia com o cd Berimbau Blues (Prêmio Sharp Revelação da MPB em 1997) e do polêmico e estimulante Gongolô (em 2000) que ultrapassaram as fronteiras do nosso país, mestre Dinho Nascimento está finalizando mais um inusitado projeto musical: "Ser Hum Mano".
 
O novo cd do percussionista, cantor e compositor baiano, que há 30 anos reside em São Paulo, já está em processo de masterização e deve chegar às lojas até o final do semestre. Virá temperado com novidades e participações muito especiais: o lenda-viva do samba paulistano, Osvaldinho da Cuíca; o consagrado percussionista Marcos Suzano e seu precioso groove de pandeiro; o sopro vital, firme e singelo da flauta de Toninho Carrasqueira; a sutil colocação dos scratchs do DJ Cia; e, o depoimento breve, direto e explícito do rapper Sandrão (RZO). Junto na direção, o jovem Aluá Nascimento vislumbra cada movimento, trabalha os arranjos, aprimora as tomadas de som cuidadosamente preparadas pelo habilidoso e sensível Beto Mendonça que no Estúdio 185, é responsável  por monitorar os equipamentos de gravação, editoração e mixagem.
 
Neste álbum, que está sendo produzido de forma independente pelo selo Genteboa, voz, berimbaus e tambores trazem a essência da música de raiz presente nos ritmos da capoeira, coco, samba-de-roda, maracatu e jongo, e a estes acrescenta os ingredientes da world music (como o funk e o reggae). A faixa Berimbau Trance, por exemplo, parece música eletrônica, uma típica "techno" interpretada exclusivamente com instrumentos acústicos.
 
No repertório, as traquinagens de "Saci Pererê tem Uma Perna Só" de Dinho Nascimento e Lumumba e "Um Mundo nº 1" de Dinho com Guca Domênico, contam com a espontaneidade de um pequeno coral infantil; "Pescaria" de Dorival Caymmi é o momento de louvação à sua terra e ao mar; "Muita Gente é Zumbi" traz figuras da nossa luta pela  liberdade (autoria de Dinho e Valdir da Fonseca). A fantástica surpresa fica com o instrumental "Hino Nacional Brasileiro", duo de berimbau e cuíca.
Para ouvir duas faixas do novo CD acesse: http://www.myspace.com/dinhonascimento
 
Breve Histórico do Artista:
 
Nascido em 1951 em Salvador/Ba, muito cedo teve iniciação musical nas festas de rua e outras manifestações populares. Depois passou a freqüentar aulas de piano e teoria musical no Seminário Livre de Música da Universidade Federal da Bahia.
 
Em 1973, com Chico Evangelista, Carlos Lima e Kiko Tupinambá, profissionaliza-se formando o Grupo Arembepe com quem vai para o Rio de Janeiro e se apresenta no Teatro Opinião, fazendo a abertura do show de Gal Costa. Em 1974 vão para São Paulo onde  tocam no circuito universitário, abrem o legendário show dos "Novos Baianos" no Teatro Municipal, apresentam-se para menores da FEBEM, animam casas noturnas e gravam dois compactos (um pela gravadora Odeon, outro pela Crazy). O Arembepe foi depois integrado por TC, Lumumba, Orlandinho Costa, Jean e Lord Bira, permanecendo em função até 1983.
 
Como percussionista, acompanhou e participou de gravações de renomados artistas tais como João Donato, Tom Zé, Pena Branca & Xavantinho, Renato Teixeira, Zé Ketti, Walter Franco, Inezita Barroso, João Bá, Vidal França, Batatinha, Clementina de Jesus, Alcione, Banda de Pífanos de Caruaru, O Terço, Berimbrown, Luís Wagner, Renato Borghetti, Osvaldinho da Cuíca, Marcos Suzano, Lumumba e Tião Carvalho. No cenário da música internacional tocou com Bill Close e Kewin Welch.
 
Musicalizou espetáculos de dança de importantes coreógrafos tais como Maria Duschenes, Ioshi Morimoto, Clive Thompson, Klaus Viana, Júlio Vilan, Célia Gouveia, Sônia Mota, Lia Robato, Denilton Gomes, Solange Arruda, Maria Mommenhson e Pitanga.
 
No cinema, além de servir como trilha sonora para vários documentários apresentados na televisão, sua música também sensibilizou importantes cineastas, como aconteceu com Laís Bodanzky e Luís Bolognesi, Hermano Penna, José Araripe e Renato Rizadinha.
 
Em 2000 dirigiu a Orquestra de Berimbaus do Espetáculo Étnico apresentado na XIX Reunião do Conselho do Mercado Comum do Mercosul, realizado em Florianópolis (SC).
 
Em 2002 realizou oficina e show na Mostra Internacional de Percussão "Ritmos da Terra" realizado em Campinas (SP).
 
Em 2003 exibiu sua performance no Meeting Internacional de Capoeira de Faro, Portugal (mestre Batata) e no 3º Encontro Nacional de Capoeira em Santa Crus de Cabrália, Bahia (mestre Marinaldo).
 
Em 2004 seu show musical, apresentado no SESC-Consolação e aberto por um grupo de percussionistas da Coréia do Sul, integrou as solenidades do Fórum Cultural Mundial realizado em São Paulo. Realizou show e oficina de Ritmos e Manifestações Populares Brasileiras no Festival de Inverno de Bonito, Mato Grosso do Sul
 
E, ainda em 2004, a Câmara Municipal de São Paulo lhe conferiu o Título de Cidadão Paulistano.
 
Dinho Nascimento realiza várias ações de cunho sócio-educacional-cultural junto à Comunidade do Morro do Querosene (orientando o Batuquerô, dirigindo o Batucada de Bambas e coordenando Rodas de Capoeira e Oficinas de Rua).
 
O Berimbum, berimbau de sua criação com sonoridade extra-baixa (obtida com corda de contra-baixo) é mencionada com destaque na enciclopédia "Popular Music of the World" publicada por Richard P. Graham e N. Scott Robinson,. em Ohio, USA. (www.nscottrobinson.com.br).
 
 
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