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Aconteceu: Balé Folclórico se apresenta no TCA em Salvador

Após a temporada de três meses nos Estados Unidos, onde foi visto por cerca de 100 mil pessoas, o Balé Folclórico da Bahia volta a Salvador, neste domingo (10), com o espetáculo “Herança Sagrada”, para comemorar o Dia da Dança. No palco, 25 bailarinos, cantores e músicos interpretam rituais e danças dos orixás, além das manifestações folclóricas da Bahia, como o Samba de Roda, a Capoeira e a Puxada de Rede.

 

A apresentação ocorreu na Sala Principal do Teatro Castro Alves, às 11h.

 

O espetáculo é dirigido por Walson Botelho e direção artística de Zebrinha. A montagem integra o projeto Domingo no TCA, com ingressos a R$ 1 e R$ 0,50.

A abertura ficou por conta do grupo Teatro Nu e seu espetáculo “O Pedido de Casamento”.

III Festival Alagoano das Palavras Pretas

A 3ª edição do Festival Alagoano das Palavras Pretas acontece no Dia Internacional de Luta Contra o Racismo, o 21 de março, como um prosseguimento da experiência de plantar espaços mais amplos e democráticos, para a palavra despir-se da roupagem convencional, invadindo continentes alheios ao nosso conhecimento cotidiano, criando sinergias, articulando as muitas e diversas gentes que gostam de gostar da emoção do encontro com poesia.

Será mais uma noite especialmente poética de uma segunda-feira, 21 de março, com o cheiro e sabor das palavras despindo as amarras: “minha-mãe-não-deixa-não”, rasgando alguns silêncios sociais.

III Festival Alagoano das Palavras Pretas conta com o “apadrinhamento artístico” do ator e militante do movimento negro, Milton Gonçalves e experimenta algo novo. 
O novo assusta?

O Festival tem a intenção de criar uma maior intimidade com os diversos mundos existentes na palavra-poesia. Mundos que quebram barreiras,promovem a abolição de códigos caducos, racistas e sexistas, renovam a arte de poetar.

Mundos que propõem formas alternativas de “pensar” o racismo brasileiro, potencializando a diversidade de poemas africanos e afro-brasileiros ou de gente que escreve sobre a questão afro alagoana ou brasileira.

Quantos poemas africanos ou afro-brasileiros você conhece?

Ficou na dúvida? Pois é, está aí um momento ímpar para conhecê-los.

Como estamos em marçoIII Festival Alagoano das Palavras Pretas terá o sugestivo título de “Palavras com Cor e Gênero” e nesta noite a grande protagonista é a mulher que cerze o verbo, bordando histórias de determinação, possibilidades, oportunidades, continuidade… 
Poetisas que em seu lugar e tempo, são marcos de referência.

Você escreve sobre a temática?

Manda seu poema para gente divulgar no Festival, ou caso não, venha participar da oportunidade de raptar a palavra do papel dando-lhe voz e vida.
O palco do III Festival das Palavras Pretas: Palavras com Cor e Gênero é o Teatro Abelardo Lopes/SESI- Galeria Arte Center. Av. Antonio Gouveia, 1113, Pajuçara.

Ah! nessa terceira versão teremos um olhar especial para os poemas estrategicamente espalhados ao longo do Teatro para serem colhidos por você. É que no II Festival eles simplesmente sumiram.

Após uns dias de encucação-o-que-foi-que-aconteceu?-uma senhora nos ligou agradecendo pelo convite, teceu elogios e afirmou que graças ao II Festival ela agora tinha um “monte” de poemas africanos e afrobrasileiros colados em um caderno.
Como um livro!

Que bom!

Para inscrever-se basta enviar um e-mail para [email protected] dizendo: quero-participar-do-III-festival-das-palavras-pretas, com os seguintes dados: nome, instituição, celular, endereço.

Até lá!

 

http://www.cadaminuto.com.br/blog/raizes-da-africa

Samba Vivo Botequim homenageia Adoniran Barbosa

Estréia dia 08/12, a opção de começar a noite em alto estilo, em Itapuã, no Espaço Verde, sempre na 2ª quarta feira do mês, a partir das 19h.

O grupo Botequim retorna com o Samba Vivo, prestando uma homenagem aos grandes sambistas do Brasil, tendo como homenageado nessa noite de estréia o saudoso Adoniram Barbosa, em homenagem ao centenário de seu nascimento.

A partir de uma extensa pesquisa sobre a obra dos principais compositores de samba brasileiros, o Grupo Botequim, propõe o show “Samba Vivo” que prevê a realização de um espetáculo musical a cada mês, homenageando um grande sambista brasileiro, através da interpretação de suas músicas e também traçando um perfil do homenageado, contando histórias e fatos sobre sua vida e sua carreira.

Essa idéia nasceu no ano de 2005, idealizado por um dos integrantes do Grupo Botequim – o sambista e compositor Pedrão – e foi apresentado durante dois anos em alguns bares da cidade, onde os shows revisitaram a obra de sambistas como Cartola, Nelson Cavaquinho, Paulinho da Viola, Noel Rosa, Adoniram Barbosa, Batatinha, Chico Buarque, Candeia, Geraldo Filme, Ataulpho Alves entre muitos outros

O Grupo Botequim é formado por músicos experientes no universo do samba e tem se destacado na cena cultural da cidade de Salvador, por promover um movimento de rodas de samba que tem tido a participação de um público jovem e crescente, interessado em conhecer um pouco mais sobre os grandes clássicos do nosso samba. Recentemente o Grupo Botequim apresentou alguns shows, vencedores de editais públicos da FUNCEB, homenageando grandes sambistas, como o “Tributo à Batatinha”, na Sala do Coro do Teatro Castro Alves e na Praça Tereza Batista, e “Cartola no Botequim” no Teatro XVIII no Pelourinho. No Largo do Santo Antonio Além do Carmo, na última sexta feira do mês, tem Botequim, no Forte do Santo Antonio, com um público considerável de mais de 1500 pessoas.

Apareçam e comecem a noite com a festa viva do samba!!!

Embu das Artes: Capoeiristas abrem Mostra dos Núcleos de Cultura

A inclusão social e cidadã  do governo de Chico Brito é evidente em eventos como a Mostra dos Núcleos de Cultura, aberta em 28/11, com apresentação dos grupos de capoeira de Embu das Artes, com participação de mais de 500 alunos. O projeto dos grupos de capoeira, iniciado com apoio do governo federal, hoje é mantido pelo município. “Os Núcleos de Cultura, criados nesta gestão e instalados em 18 das 20 regiões da cidade, além de capoeira, têm atividades de música, dança, teatro. E a capoeira não é só uma luta, é também cultura, esporte, disciplina”, disse o secretário de Cultura, Paulo Oliveira.

No primeiro evento de encerramento das atividades 2010 dos Núcleos de Cultura, que continua nos dias 11 e 12/12, também no Centro Cultural Valdelice Medeiros Prass (avenida Aimará, s/nº), com teatro, música e dança, ocorreram apresentação de roda, maculelê, samba de roda, puxada de rede, manifestações que compõem a capoeira. Participaram os Núcleos de Cultura do Jardim Silva, coordenado pela professora Pantera; Jardim Júlia, do popular professor Temeterra (Mateus); Jardim Pinheirinho/Paróquia São Judas, contramestre Joca; Valdelice, mestre Edson; Novo Campo Limpo, mestre Azambuja; Santa Tereza, contramestre Joca; Parque Pirajuçara, professor Faísca Scuby; e São Marcos, mestre Oró, que fez uma bonita apresentação com Faísca, Tadeu e Edson.

Na abertura, na quadra do ginásio do Valdelice, Márcia Cristina Rabelo Batista, a professora Pantera, do Centro Cultural de Capoeira Irmãos Unidos, com sede no Centro, destacou que praticar a atividade “é bom para o físico, a disciplina e faz bem para adultos e crianças”.

O pequeno Philipi Freire Araújo, 6 anos, é um exemplo disso. Ele se exibe na quadra durante a apresentação com desenvoltura, enquanto os pais, Elenice Freire e Washington Araújo acompanham orgulhosos. A mãe de Philipi conta que ele pediu para entrar no grupo de capoeira depois de ouvir o som do berimbau e que após se tornar um capoeirista já recebeu medalha e troféu. “Percebo que ele é cada vez mais disciplinado e come melhor. Antes, por exemplo, não comia feijão. Hoje, sempre digo a ele que precisa se alimentar melhor para lutar e ele vai avançando”, revela Elenice.

Nas equipes, nem todas as crianças recebem os cuidados de Philipi, nem mesmo têm os pais na plateia para vê-los fazer a exibição. No ginásio, antes da apresentação, dois pré-adolescentes brigam demonstrando agressividade, até a professora Pantera separá-los destacando a necessidade de formarem uma equipe. É tarde de domingo, os pais dessas crianças não estão nas arquibancadas do ginásio Valdelice, assim como muitos outros que ainda não descobriram como o pequeno gesto de aplaudir e torcer pelo filho pode despertá-lo para a prática esportiva, contribuir para a formação do seu caráter e torná-lo mais saudável e feliz.

Elke Lopes Muniz

 

Fonte: http://www.embu.sp.gov.br/

Aconteceu: Projeto Cultura e Comunidade reuniu quase 2 mil pessoas em Nilópolis

No último domingo (25), a Prefeitura Municipal de Nilópolis, através da Secretaria Municipal de Cultura deu início ao projeto “Cultura & Comunidade” em evento que reuniu artistas locais de vários setores da cultura como dança, teatro, música, capoeira e exposição de fotos da cidade, do início a meados do século passado.

O evento, realizado na Praça Manoel Gonçalves dos Santos, no bairro Paiol, estava programado para as 16h. Porém, a partir das 11h já havia moradores no local observando a exposição. Segundo o secretário de Cultura, Augusto Vargas, cerca de duas mil pessoas marcaram presença no evento.

Após a passagem de som das bandas, foi dado o início para as apresentações. O grupo de capoeira Fundação, liderada pelo Mestre Serpente foi o primeiro a se apresentar, seguido pela professora de dança Valéria Brito e seus alunos. Na seqüência, a peça “O Casal”, dirigida pelo professor de teatro Luiz Valentim, o grupo musical Viola de Cocho, seguido pela apresentação teatral “Doce Ilusão”, o grupo de reggae Raízes que Tocam; após a cantora Ana Paula, em seguida, o grupo de rock Mimesis e, encerrando a bateria de atrações, o grupo de forró Nó Cego.

“Os moradores sentiram-se prestigiados pela escolha do bairro para a abertura do Cultura & Comunidade e mostraram satisfação com o evento como um todo”, declarou Augusto Vargas, aproveitando para anunciar que a próxima edição será realizada no Bairro Cabral no próximo dia 08/08 na Praça do CEM.

 

Site da Baixada – http://noticias.sitedabaixada.com.br

ACADA: Reeducando através da Capoeira

CONVITE ESPECIAL

Associação de Capoeira Arte e Dança Afro – Acada, têm a honra de convidar Senhor(a)para conhecer o Projeto Conhecendo a Escola na P1 no dia 16 de julho de 2010.

O Projeto Conhecendo a Escola tem por finalidade, mostrar aos reeducandos desta unidade o que acontece na Escola, entre o projeto de teatro, capoeira, CDI e os ensinos: Alfabetização, Fundamental e Médio. E também o encerramento do 1º semestre das atividades escolares.

Cada atividade desenvolvida na escola terá seu espaço para a apresentação, o foco principal é apresentar aos reeducandos, a nova peça de teatro desenvolvida na unidade que aborda o tema DST/AIDS, A Chegada de Marculino ao Purgatório. As atividades terão a apresentação da história da capoeira e de oficinas de capoeira, o CDI e a Escola apresentarão o que fora desenvolvido nesse semestre, através de murais como uma exposição de artes, e também com a apresentação do projeto com os monitores e alunos que estejam a fim de apresentar seus trabalhos, e por fim a peça de teatro. Assim poderemos atingir o objetivo de mostrar como funciona a escola o que é desenvolvido na mesma despertando interesses nos reeducandos para participarem da escola.

CRONOGRAMA:

9h30: Roda de Capoeira

11h30: Almoço.

13h00: CDI, ESCOLA.

13h30: Teatro: A Chegada de Marculino ao purgatório. (DST/AIDS)

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* Obs Por Favor enviar o Nome completo e Rg Até Dia 8 de julho para participar

 

MARCÃO ACADA CAMPINAS CAPOEIRACADA: [email protected]

Curitiba: Bonecos encantados

Premiada Cia. Manoel Kobachuk, de Curitiba, apresenta hoje no Calil Haddad o espetáculo “Encanta Brasil”, que apresenta diversidade cultural brasileira através do teatro de bonecos

Hoje a noite será de capoeira no Calil Haddad. “Capoeira me mandou dizer que já chegou, chegou para lutar”, como cantava Vinícius. Não haverá, porém, capoeiristas no palco italiano do teatro, mas bonecos – os bonecos premiados da Cia. Manoel Kobachuk, de Curitiba, que apresentam em Maringá o espetáculo “Encanta Brasil”.

A capoeira é uma das manifestações culturais que os bonecos retratam, ao lado do forró, do frevo, das músicas de ciranda, dos folguedos do boi,entre outras manifestações artísticas, para retratar a diversidade cultural brasileira.

O espetáculo da noite de hoje, é beneficente e terá arrecadação de alimentos destinada à Provopar. O grupo realizou outras cinco apresentações de “Encanta Brasil ”em Maringá ontem e hoje, voltadas exclusivamente para alunos do Colégio Positivo (o espetáculo, que está em turnê nacional, é patrocinado pela Editora Positivo”.

Em “Encanta Brasil”, a Cia. Manoel Kobachuk utiliza as técnicas de manipulação de bonecos de fios, de luva, projeção em sombra e manipulação aparente, em que os bonecos interagem com quatro atores . “A peça é um passeio musical pelo Brasil, que começa pela África, passa pelos indígenas, o Carnaval … enfim, é um recorte de várias regiões e músicas brasileiras”, explica a produtora Neiva Figueiredo, citando entre Luiz Gonzaga, Milton Nascimento e o fandango paranaense entre os autores e ritmos que serão apresentados no “Encanta Brasil”.

História e tradição

Com mais de 30 anos de estrada, a Cia. Manoel Kobachuk já produziu mais de 20 espetáculos de teatro de bonecos, dos quais 14 ainda permanecem no repertório da companhia, como “Pluft, o fantasminha”, “Respeitável Público” e “Tainahakã” – estes dois últimos, em 2000 e 2003, foram apresentados no Brasil, Portugal, Espanha e Itália.

A companhia trabalha com diversas técnicas de teatro de bonecos, realizando produções tanto para o público adulto quanto para o infantil. Com seus espetáculos, o grupo já conquistou prêmios como dois troféus Mambembe, oito Gralha Azul, troféu Talento do Paraná e três prêmios MEC.

A Cia. Manoel Kobachuk também realiza um trabalho de formação de bonequeiros e é um polo de pesquisa e produção, com criação de espetáculos, exposição de acervos, edição de boletins especializados, cursos, oficinas, desenvolvimento de literatura dirigida, admissão de estagiários de todo o território brasileiro e de países europeus.


Por quilo

“Encanta Brasil”, com a Cia. Manoel Kobachuk, de Curitiba.
Hoje, às 20h, no Teatro Calil Haddad.
Ingresso: 1 kg de alimento não perecível.

Fábio Massalli – http://www.odiariomaringa.com.br
[email protected]

Prêmio Nacional de Expressões Culturais Afrobrasileiras

Fomentar e difundir a cultura negra nacional e internacional com um caráter inovador. Esse é o mote que resultou no lançamento do 1º Prêmio Nacional de Expressões Culturais Afrobrasileiras, patrocinado pela Petrobras e desenvolvido pelo Centro de Apoio ao Desenvolvimento Osvaldo dos Santos Neves (Cadon) em parceria com a Fundação Cultural Palmares. No total serão premiados 20 projetos de todo o país, sendo quatro contemplados por região brasileira – Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul. Ao todo serão distribuídos R$1.100.000,00 em prêmios para projetos que abordem as seguintes manifestações artísticas: teatro, dança e artes visuais que trabalhem com a produção artística de estética negra.

As inscrições vão até o dia 5 de março e podem ser feitas pelo site www.premioafro.org. Por meio deste endereço, os interessados poderão acessar ainda o edital de seleção, obter dicas sobre como elaborar os projetos e mais informações sobre o prêmio.

O Prêmio Expressões Culturais Afrobrasileiras foi concebido em 2006, após o II Fórum Nacional de Performance Negra, realizado no Teatro Vila Velha, em Salvador, que teve como um de seus destaques a discussão sobre a falta de editais públicos e linhas de financiamento específicos para trabalhos focados na estética negra.

Fonte – Blog Petrobras – http://www.blogspetrobras.com.br

Vivendo do Escambo

Da terra quente e seca, os artistas viram colorir com suas fitas imaginárias uma cidade em calamidade. Era em 1991 em Janduís-RN, quando um grupo de atores, bailarinos e músicos tiveram a ideia de trocar água por arte. E trocaram mais. Além das gotas que encheram baldes e esperanças, os artistas criaram o Escambo. O movimento artístico que virou referência Brasil afora, acontece esta semana, de 15 a 18, em São Miguel do Gostoso, município do litoral norte potiguar, a 90 km de Natal.

“O movimento é a troca de experiências, de arte, de oficinas. É quando podemos apresentar nossos trabalhos e ter acesso a outros. Estamos aguardando 300 artistas vindos de diferentes partes do Brasil como São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e Maranhão”, contou Filippe Rodrigo, ator e organizador do Escambo. Filippe já nasceu no Escambo. Filho de Santos, fundador do grupo Alegria Alegria, o artista não lembra de outra forma de trabalhar com arte que não seja através da troca.

O Escambo segue a filosofia de troca de serviços. Por exemplo, quando o grupo faz uso de uma escola pública para se instalar, no lugar eles consertam os encanamentos, a parte elétrica e o que puderem fazer para aquele espaço melhorar. “Tudo é possível no Escambo. E a troca é o grande trunfo. É quando podemos experimentar a arte e recebê-la”, contou Rodrigo.

Ele lembra que até hoje já foram realizados 14 escambos, desde 1991, inclusive fora do Rio Grande do Norte quando aconteceram escambos no Ceará.

Como em São Miguel do Gostoso, o escambo acontece geralmente em quatro dias, período em que os artistas participam de oficinas, cortejos, apresentações e discussões sobre a arte e suas perspectivas. “Eles estarão aqui durante quatro dias realizando vivências, rodas de filmes, música, dança. Mesmo o movimento tendo começado com teatro, o que mais reúne gente nas praças é o cinema”, disse o organizador.

O VIVER conversou com Rodrigo uma semana antes do início do Escambo e constatou que mesmo com um aparente “deixe acontecer”, o Escambo é um movimento organizado e planejado. “Sempre seguimos um esquema de chegar antes na cidade e conhecer a comunidade e os possíveis lugares para instalações. Aqui em São Miguel estamos em parceria com a prefeitura que nos cedeu as escolas. E além da estrutura, esse primeiro contato é importante para conhecermos melhor as atividades culturais da cidade”, conta o artista.

Em São Miguel, a capoeira é um dos pontos fortes da comunidade, por isso o Escambo dará atenção especial ao grupo já formado. “É quando poderemos levar um outro grupo de capoeira com linguagem diferente para discutir sobre a atividade”.

Toda preocupação do Escambo vai além da arte. Junto às oficinas, as discussões e as aulas teóricas e práticas fazem parte da programação. Além dos grupos e mestres de folguedos, o convidado do Escambo desta temporada é o ator Ami Haddad, do grupo “Tá na Rua” do Rio de Janeiro. “Ele fará rodas de conversa com a comunidade e com os artistas e ficará em São Miguel até o dia 20 de janeiro.

Depois de tanta troca e de ecoar pelo Brasil inteiro, o movimento foi homenageado recentemente em São Paulo e tem em seu cadastro mais de 1.500 artistas de rua. Na visão de Rodrigo, o movimento é transformador de mundos e lembra muito a chegada do circo nas cidades. “É uma mudança interior”.

Ele lembra que muitas pessoas das comunidades visitadas ensaiam em fugir com os grupos de teatro. “Até hoje ninguém teve coragem, mas o interessante é quando a gente volta aos lugares e percebe que aquelas pessoas que desejavam sair, hoje transformam suas cidades com arte. Por isso é um movimento infinito”, finalizou Rodrigo.

Programação

15/01 sexta-feira
12h Chegada do grupo
14h grande reunião que é a chamada saudação e o fechamento de algumas comissões, organização e segurança;
16h30 – cortejo
17h20 – espetáculos que são três por noite
20h00 – mostra de filmes
Escambar – movimento da chegada nos bares com leitura de poesia,
música, até 2 da manhã

Dia 16/01 sábado
8h até 12h – vivências até
tarde: reunião de avaliação
16h – deslocamento dos grupos para comunidades vizinhas e assentamentos
Centro: espetáculos, mostra de filmes.

Dia 17/01 domingo:
8h30 até 12h – Vivência com Amir Haddad
13h30 – Vivência
16h40 – cortejo, espetáculos
20h00 – mostra de filmes

Dia 18/01 – segunda-feira
08h00 – Feira com espetáculo de teatro, música e bonecos
Roda de avaliação
Finalização dos Escambos

 

Fonte: Tribuna do Norte – http://tribunadonorte.com.br/

Teresópolis: Cultura nos Bairros promove festa no Barroso

Evento, que aconteceu neste domingo, contou com participação especial do Grupo de Capoeira Senzala.

As comunidades do Barroso e de Santa Cecília receberam no último domingo, 22, a visita do projeto Cultura nos Bairros, desenvolvido pela Secretaria de Cultura. As atividades foram realizadas no Centro de Referência em Assistência Social (Cras) do Barroso e incluíram muita música, teatro, poesia e até uma roda de capoeira. A trupe do Teatro de Rua, formada por alunos do curso de Teatro de Rua da Secretaria de Cultura, divertiu as crianças do bairro com fantasias e muitas brincadeiras, ao som de ritmos brasileiros, como o côco. Presente em quase todas as edições do projeto, a cantora e repentista Wanda Pinheiro se apresentou logo depois e fez sucesso com ‘Estúpido Cupido’, ‘Coração de papel’ e ‘Fuscão Preto’, entre outras canções. Comemorando aniversário, Wanda fez questão de lembrar a data e destacou ainda sua alegria em participar do Cultura nos Bairros.

Outro voluntário do projeto, o violinista Vinícius Pacheco, da Vila Muqui, encantou o público no Barroso ao tocar ‘Peixe Vivo’ e ‘Velha Infância’. Também sempre presente, o cantor Dudu Black agradou com ‘Amor é isso’, poema de Antonio Jorge dos Santos, entre outras canções.

Convidados especialmente para o evento, cerca de 20 integrantes do Grupo de Capoeira Senzala fizeram uma roda de capoeira, seguida de samba de roda. As duas atrações, em homenagem ao Dia da Consciência Negra, comemorado na última sexta, 20, foram realizadas no teatro do Cras do Barroso, sob o comando do contramestre China e dos professores Rodrigo e Giraia.

A tarde de festa teve ainda a participação de artistas locais. Eduardo Oliveira, aluno do Centro Educacional Helena de Paula Tavares (CEHPT) e leitor-intérprete do projeto de leitura Canta Enquanto Conta, interpretou as poesias ‘Quando eu bater à tua porta’ e ‘Mãos ocupadas com o livro’, do poeta Adilson Pires, morador de Santa Cecília e profissional de apoio da Escola Municipal Marília de Oliveira e Silva Porto. A banda Sobretudo, formada por Lino, Luciano, Tatiana, Pâmela e Thiago, também agradou em cheio com um repertório de forró de raiz, animando o público com músicas de Zé Ramalho e Alceu Valença.

Com quase 50 anos de prática musical, o sanfoneiro Joel Pires encantou com a música de raiz tradicional. Pai de 12 filhos, todos músicos, Joel toca sanfona e viola de 12 cordas, mas nunca havia se apresentado em público. “Sou tímido. Fiquei um pouco nervoso para me apresentar. Mas, valeu a pena. Este projeto é maravilhoso”, disse. A banda Cavaleiros de Yeshua, com Yuri, Pedro, Gabriel, Thiago e Willian, também se apresentou, apostando no repertório gospel. E algumas crianças do bairro recitaram poesias. Aluna da Escola Marília de Oliveira, Chayene Faria Soares foi uma delas e recitou ‘Todas as cores’.

• Público satisfeito

Presente ao evento, o presidente da Associação de Moradores e Amigos de Santa Cecília (Amasc), Jorge Cotoman, ficou satisfeito. “Este projeto é inovador e está engrandecendo não só o Governo Jorge Mario, como também todos os bairros visitados. É uma oportunidade única que estamos vivendo e temos que aproveitar cada minuto. Agradeço profundamente à Secretaria de Cultura por idealizar e promover um projeto tão louvável como este”, elogiou.

Diretor da Escola Marília de Oliveira e Silva Porto, o professor Luiz Miguel Ferreira concordou. “Uma iniciativa excelente. Tivemos a chance de conhecer os artistas do bairro. As crianças precisavam desse momento, elas fizeram uma farra. Ver esta alegria nos deixa muito felizes. E quem esteve aqui ainda terá a oportunidade de ser agente multiplicador. Sensacional”, comentou. Moradora do bairro, a adolescente Kathleen da Conceição Faria também gostou da festa. “Adorei tudo, principalmente as fantasias. Foi muito bom estar aqui hoje”, disse.

Para o Secretário de Cultura, Wanderley Peres, o projeto já tem sua identidade. “A cada edição realizada, o Cultura nos Bairros se fortalece. Hoje, as comunidades já conhecem a nossa proposta e apostam na ideia. A prova disso é o grande número de solicitações que recebemos constantemente, pedidos que nossa equipe vem atendendo com muito carinho e dedicação. Este reconhecimento é a constatação de que o projeto segue por um caminho bem-sucedido. E, com certeza, terá continuidade em 2010”, avalia.

Coordenado pelos professores Ayrton Rebello e Adalgisa de Carvalho, o projeto Cultura nos Bairros tem por objetivo levar atrações artísticas e culturais às comunidades, em praça pública, principalmente nos bairros mais afastados do centro. Desenvolvido desde o mês de junho, o projeto já passou pelo Bairro de São Pedro, Meudon, Barra do Imbuí, Venda Nova, Vila Muqui, Campo Grande, no final da Posse, Rosário, Canoas, Pessegueiros, Corta Vento, Fonte Santa, Campanha, Brejal, Bonsucesso, Fischer, Fazenda Alpina e Barroso. A próxima edição acontece no domingo, 29 de novembro, em Cruzeiro, no Segundo Distrito, a partir das 15h. E o grande encerramento do projeto em 2009 acontecerá no dia 20 de dezembro, no centro da cidade.

Fonte:  O Diário de Teresópolis  – http://odiariodeteresopolis.com.br