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Bonde do Samba leva alegria a Santa Teresa

RIO – O Bonde do Samba: o Bonde da Paz, primeiro eventoda pacificação no Carnaval 2011, sai na sexta-feira, 18 de fevereiro, da estação de bonde da Carioca, a partir das 16h.

Na concentração, shows de bambas com Noca da Portela, Nelson Sargento, Délcio Carvalho, Wilson Moreira, Bandeira Brasil. Ainda, Partideiros do Cacique, Dorina, Renatinho Partideiro, Gabrielzinho do Irajá, grupo Tempero Carioca, banda do Maestro Pelé, Jongo da Serrinha, rodas de capoeira, entre outros.

Às 18h, os bondes saem e fazem o bairro de Santa Teresa reviver os bailes de carnaval e as batalhas de confetes dos anos 20. Serão três bondes: o primeiro relembrando as marchinhas de carnaval, o segundo representando as grandes rodas de samba da cidade carioca e o terceiro com jongo e afoxés. O trajeto vai até ao Largo das Neves.

Após as viagens, acontecerão rodas de samba (nos largos das Neves e dos Guimarães) e de capoeira e jongo, no Largo do Curvelo.

O grande homenageado do Carnaval de 2011 será o sambista Nelson Cavaquinho pelo seu centenário de nascimento.  O desenhista Lan, amante do carnaval, cedeu a caricatura de Nelson Cavaquinho para a camiseta do Bonde do Samba 2011.

O Bonde do Samba foi criado pelo compositor Bandeira Brasil e este ano está na sua sétima edição. É um resgate dos antigos carnavais de meados dos anos 20, em que o bonde passou a desempenhar um papel de destaque no Reinado de Momo. Eram os bondes que conduziam os carnavalescos – entoando marchinhas e sambas, em meio às batalhas de confete, serpentinas e águas-de-cheiro.

Fonte: http://www.jb.com.br

Adão, Adão, cadê Salomé, Adão?

Um olhar sobre as relações de gênero na Capoeira
 

A partir do fragmento de uma tradicional música de capoeira o Áfricanamente Escola de Capoeira Angola está promovendo uma semana de discussão, reflexão e produção de saberes e fazeres sobre as relações de gênero na capoeira.

Programação:
 
05/03/07 – 2a feira
 
19:00h      Abertura do Evento
19:30h      Filme: “Acorda Raimundo”
Mediadoras: Morena / Débora  D’Avila, Reginete Bispo(AKANNI) eLetícia Lemos (Maria Mulher)
20:30h      Roda de Capoeira Angola
 
06/03/07 – 3a feira
 
19:00h      Oficina: “Consciência Corporal e Capoeira Angola” – Taís Fonseca
20:30h      Roda de Capoeira Angola
 
07/03/07 – 4a feira
 
19:00h      Dinâmica: “Sensibilização Feminina” –  Alessandra Carvalho
19:30h      Oficina de Produção Textual – Obá Oloriobà
20:30h      Roda de Capoeira Angola
 
08/03/07 – 5a feira

19:00h      Oficina: “Movimentação do Jogo de Capoeira Angola” – Inajara Ramos
20:30h      Roda de Capoeira Angola
 
09/03/07 – 6a feira
 
19:00h      Roda de Capoeira Angola
21:30h      Encerramento

LOCAL:
ÁFRICANAMENTE ESPAÇO CULTURAL
Av. Protásio Alves, 68 – Porto Alegre/RS – Brasil
Fones: (51) 3737-5450/8456-9626/8412-7999
email: africanamente@terra.com.br
 
INSCRIÇÕES:
* Serão realizadas local.
* Sem certificado a inscrição é gratuíta.
* Com certificado a inscrição é R$ 5,00
 
Realização:
Áfricanamente Escola de Capoeira Angola
 
Organização:
 
Obá Oloriobà
 
Áfricanamente Escola de Capoeira Angola
 
Inajara Ramos
Áfricanamente Escola de Capoeira Angola
 
Gilciene Medeiros
Áfricanamente Escola de Capoeira Angola
 
Taís Fonseca
Grupo de Capoeira Mocambo
 
Alessandra Carvalho
Coletivo Teresa de Benguela
 
Renata Loureiro
Coletivo Teresa de Benguela e Associação de Capoeira Raízes do Sul
 
Colaboração:
 
Viviane Malheiro
Grupo de Capoeira Angola N’Zambi
 
Apoio:
 
CGTEE – Companhia de Geração Térmica de Energia Elétrica
MARIA MULHER – Organização de Mulheres Negras
AKANNI – Instituto de Assessoria em Direitos Humanos, G~enero, Raça e Etnia
ÁFRICANAMENTE – Centro de Pesquisa, Resgate e Preservação de Tradições Afrodescendentes
 
 
Visite nossos blogs:

www.africanamenteescoladecapoeiraangola.blog.spot.com
 
www.africanamente.blogspot.com
 
www.projetooriinuere.blogspot.com

Hoje não quero falar…

Ladainha…
 
Hoje não quero falar de racismo sexista, não quero articular debates, não quero ver nenhuma legislação, não quero o drama cotidiano da discriminação, não quero falar dos véus negros das mulheres muçulmanas nem das tristezas femininas do Sudão, muito menos do choro das
circuncisadas da Guiné Bissau e nem do ácido jogado no rosto de centenas de paquistanesas.
 
Hoje, mas só hoje, não vou falar do turismo sexual que explora e mata o amor no coração de meninas moças brasileiras.
Só para termos um dia legal, hoje eu não vou falar das jovens armadas no Iraque e nem das escravas violentadas nas colônias européias, nem das pobres e faveladas mendigando dignidade.
 
Hoje eu não quero lembrar “o porquê” foi criado o Dia Internacional da Mulher, das 129 operárias queimadas vivas em Nova Iorque ou do estopim da Revolução Russa liderado por tecelãs e costureiras em Petrogrado.
Só hoje prometo não falar das grávidas expulsas de casa, nem das estupradas, espancadas e torturadas.
 
Apenas por algumas horas eu não falarei da trágica invisibilidade das mulheres no passado.
Hoje eu vou contar vitórias como as de Teresa de Benguela, Dandara, Rosa do Palmeirão, Luísa Mahin, Beatriz Beata de Nhançã, Fogareiro, Patrimônio, Janja, Selma, Edna, Cigana, Mulheres, mulheres, mulheres, Marias, Claudias, Sarahs, Morganas e Janaínas, Mulheres…Cristinas, Natálias, Lilians, Mulheres…
 
Nossas conquistas de pernas pro ar, mas só hoje eu não quero lembrar o quanto nos custou dirigir uma Roda de Capoeira.
Maíra Hora

Mulheres Guerreiras Capoeiras

A escravidão migra do campo para as cidades e os escravos e escravas de ganho tornam-se essênciais nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador e Minas Gerais; estes escravos deviam gerar renda para seu próprio sustento e os que ainda não eram libertos, além disto deveriam levar parte do ganho aos seus senhores. Estes eram denominados pelos brancos como “boçais” quando não dominavam a língua portuguesa e “ladinos” aos que aqui nasciam ou chegavam após a proibição do tráfico em 1850. O comércio por eles promovido era o mais diversificado possível, de alimentos à utensílios domésticos.
 
Entre os negros e negras de ganho havia uma certa hierarquia a ser respeitada de acordo com o ganho e a etnia Malé, Ijexá, Cabinda, Nagô, Bantu… As mulheres escravas e forras que se dedicavam ao comércio muitas vezes eram consideradas inadequadas e imorais por se defenderem publicamente de agressões à elas causadas por fiscais da Coroa Portuguesa. Elas procuravam defender seus filhos e mercadorias do abuso português. Vamos falar um pouco destas guerreiras, Aqualtune, Dandara, Eva Maria do Bonsucesso, Teresa de Benguela, Luísa Mahin e outras.
 
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Mulheres Guerreiras Capoeiras

A escravidão migra do campo para as cidades e os escravos e escravas de ganho tornam-se essênciais nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador e Minas Gerais; estes escravos deviam gerar renda para seu próprio sustento e os que ainda não eram libertos, além disto deveriam levar parte do ganho aos seus senhores. Estes eram denominados pelos brancos como “boçais” quando não dominavam a língua portuguesa e “ladinos” aos que aqui nasciam ou chegavam após a proibição do tráfico em 1850. O comércio por eles promovido era o mais diversificado possível, de alimentos à utensílios domésticos.
 
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