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Nestor capoeira: Encontros com grandes Mestres – Pastinha

Alo rapaziada… Neste mes de setembro vou falar de outro primeiro encontro marcante com os grandes mestres do passado: meu encontro com mestre Pastinha em 1969, em Salvador. Eu estava no Grupo Senzala (RJ), tinha 23 anos e acabara de receber minha “corda-vermelha” (a graduação mais alta da Senzala); e mestre Pastinha tinha 80 anos e ainda comandava a roda num sobrado no Largo do Pelourinho (Salvador). Espero que vocês curtam, Nestor.

Cheguei no Largo do Pelourinho, nº19, uns 15 minutos antes de começar a roda.

É óbvio que não botei minha corda-vermelha na cintura pois sabia do antagonismo entre capoeiristas baianos e cariocas, e de regionais versus angoleiros – e o Grupo Senzala, ao qual eu pertencia, e que começava rapidamente a tomar um lugar de destaque no cenário nacional depois de ser tri-campeão do Berimbau de Ouro (em 1967, 1968 e 1969), era carioca e inspirava-se na regional de mestre Bimba.

Além disto, eu estava numa posição super-delicada: o Ballet Brasileiro da Bahia, cujo corpo de baile era formado pelas dondoquinhas mais patricinhas e ricas de Salvador, tinha feito uma excursão se apresentando nos melhores tearos do Rio de Janeiro (Teatro Municipal), Vitória, Belo Horizonte, e agora finalizavam a turnê em sua cidade natal – Salvador. OBallet estava em contato com  a Dalal Ashcar, uma ricaça que morava no Rio e que amava e patrocinava a dança clássica, e tinham chamdo os três primeiros-bailarinos e as duas primeira-baliarinas do Teatro Municipal do  Rio de Janeiro para dar um lance profissional ao Ballet. O espetáculo tinha números de dança clássica, moderna, jazz, e também de “folclore” – samba, bumba-meu-boi, congada, maculelê e capoeira. Inusitadamente o Ballet da Bahia não chamou capoeiristas de Salvador para compor o elenco; chamaram três capoeiras do Grupo Senzala do Rio: Augusto “Baiano  Anzol” (que hoje é professor de Educação Física e Diretor do Departamento de Artes Marciais da UFRJ), o falecido Helinho, e eu (Nestor Capoeira).

 

Por todas essas, quando cheguei em  Salvador no fim da tournê pelo Brasil, eu fui em Pastinha sozinho e “disfarçado”: calça e camisa brancas, sapatos (regional joga descalço, mas angoleiro só joga de sapato), e dizia para todos que era mineiro – disfarçando, também, o “s” com o chiado de “x”.  Eu dizia que era mineiro, o que não era exatamente uma mentira – tinha nascido em Belo Horizonte mas fui criado no Rio desde os 2 anos de idade.

 

O sobrado onde mestre Pastinha dava aulas não era exclusivo da capoeira, Pastinha só podia utilizá-lo dois ou tres dias na semana por algumas horas; haviam outros lances que tambem funcionavam lá.

Eu cheguei cedo, pensando que a sala do sobrado ia estar lotado. Mas não tinha ninguém. O salão estava vazio. Só tinha um cara, que eu saquei que devia ser o zelador, comendo um “prato feito”, sentado perto de uma das janelas.

– Quem é que está aí?

– Sou um visitante de Minas Gerais.  Estava querendo saber se era possível assistir à roda do mestre Pastinha.

– Chegue mais, meu filho.  O pessoal deve começar a chegar daqui a pouco.  Aceita almoçar?

Declinei o convite e fiquei sentado, ao lado do corôa, trocando uma idéia e observando pela janela o movimento no Largo do Pelourinho, logo abaixo.  De repente, olhei com mais cuidado o rosto do velhinho e subitamente percebi que já o conhecia de fotografias ; não era zelador, nem varredor porra nenhuma, era o próprio mestre Pastinha.

Fiquei tão emocionado com a simplicidade e o acolhimento caloroso do venerando mestre – um dos meus ídolos – que meus olhos se encheram de lágrimas.

Mestre Pastinha já tinha 80 anos, naquela época.  Quase já não enxergava mais nada, apenas sombras e vultos.  É dessa época, outra conhecida frase sua:

“Capoeirista, menino da menina dos meus olhos”.

 

Em mestre Pastinha havia um real alto-astral.

Mas, de maneira geral, havia tanta desconfiança entre capoeiristas que, alguns dias mais tarde, tomando cachaça e fumando uns baseados com uns capoeiristas malandros, no antigo Mercado Modelo (que “pegou” fogo, quando o governo quis mudá-lo de lugar, e os barraqueiros não), tive até que mostrar a carteira de identidade quando um dos malandragens me imprensou:

–  Tu não é mineiro porra nenhuma.  Minas Gerais não tem capoeira.

– Qual é, meu irmão, pra que eu ia mentir?

– Além do mais, tem todo esse papo de “qual é, meu irmão” da malandragem carioca.  Tá achando que nós é otário?

Com essa, o resto da galera, que tinha estado na roda de rua da qual eu participara, se sentiu ofendido.

– Essa porra desse carioca tá achando que nós é otário!

Insistiu meu interlocutor, e o grupo foi lentamente se fechando em torno de mim.  A coisa não estava boa e eu tive que apelar.

– Já vi que você é esperto.  Tão esperto que é capaz de chamar um cara de mentiroso e advinhar onde ele nasceu.  Então vamos fazer o seguinte: vou mandar descer seis cervejas.  Vou pagar as seis.  Agora se eu provar que sou mineiro, aí eu só pago três, e você paga as outras três.

A malandragem gostou.  Aplausos e risadas.  As seis cervejas geladérrimas, já sendo abertas, em cima do balcão.

– Agora é que eu quero  ver!

– Tu foi mexer com o cara!  Não foge da raia não!

Aí, puxei o brabilaque do bolso e dei uma carteirada no malandro – “data de nascimento: 29/9/1946, naturalidade: Minas Gerais”.

Foi um escracho geral.  Todo mundo entornando as cervejas, sacaneando meu interlocutor e, eu, o queridinho da rapaziada.

Mas percebi que tinha feito um inimigo. E me lembrei de meu mestre, Leopoldina: “o bom  negócio tem de ser bom pra todo mundo”.

Ora, eu não posso dizer que sou malandro, mas tive escola.  Além disto, sempre tive sorte.  E otário com sorte é duas vezes malandro. Então, reverti a situação.  Me virei pro interlocutor e mandei.

– Mas é o seguinte.  Eu não estava mentindo, mas você também não está totalmente errado.  Eu tenho viajado bastante pro Rio, fazendo umas tranzações por lá.  E peguei muita coisa do jogo de lá.  Você, como capoeira experiente, sacou a influência carioca.  Por isso, em tua homenagem, um camarada que conhece a fundo a capoeira, vou mandar descer mais três lourinhas geladas, por minha conta.

Foi um sucesso da porra!

 

Alguns anos mais tarde, nos 1970s, mestre Pastinha teve sua academia tomada pelas autoridades – o IPAC -, sob o pretexto das reformas do Largo do Pelourinho. Ao final das obras o espaço foi dado ao SENAC, uma escola de cozinha baiana com seu restaurante. Mestre Pastinha perdeu tudo, os móveis, mais de uma dezena de bancos de jacarandá, os berimbaus, os registros e fotos e reportagens.

Jorge Amado arranjou que recebesse um salário mínimo mensal. Era muito pouco para Pastinha, sua mulher, Maria Romélia de Oliveira que vendia acarajé, e seus três filhos. Sem falar de mais de uma dezena de filhos adotivos, a maioria já adultos em 1970. De sua academia, guardou apenas um banco de madeira onde se sentavam os tocadores de berimbau.

Mestre Pastinha – velho, cego, abandonado -, viveu os anos seguintes num quartinho, na Ladeira do Pelourinho, na miséria.

Finalmente, em 1979, ajudado por Vivaldo da Costa Lima, conseguiu que a prefeitura lhe cedesse um espaço na Ladeira do  Ferrão. Seus alunos, como João Grande e João Pequeno, davam as aulas, mas Pastinha já estava cego e amargurado

 

A capoeira de nada precisa, quem precisa sou eu… Quero falar com o Dr. Antonio Carlos Magalhães (o governador), há muito  tempo venho dizendo isto, mas ninguém me atende (484)

 

Em 1979 foi internado num hospital público onde ficou um ano e, ao sair de lá, foi para o abrigo público para idosos, Abrigo D. Pedro II.

Faleceu aos 92 anos de idade, em 13 de novembro de 1981, e seu amigo, o pintor Carybé, teve de pagar seu enterro.

Clube Nacional de Gymnastica: Uma grande Promessa

Diário de Notícias, RIO, 1º de setembro de 1931

Realizámos um verdadeiro “tour de force”, arrancando de Agenor Sampaio alguns dados sobre a sua longa e proficua actividade sportiva. Muito tempo gastámos em convence-lo, em arranjar argumentos capazes de remover a sua resistencia passiva, porém, diffícil de ser vencida. Triumphámos, finalmente. Assim, podemos offerecer aos nossos leitores algo sobre a vida de Agenor Sampaio.

UM ATHLETA QUE SURGE

Comecei a minha vida sportiva – disse o Sinhôzinho, preliminarmente – em 1904, no Club Esperia de S. Paulo; como socio-alumno. Ahi me mantive até 1905, quando fui para o Club Athletico Paulistano, que foi o primeiro club do Brasil que teve piscina.

Houve um movimento dissidente no football de então, de modo que me transferi para a Associação Athletica das Palmeiras, que havia feito fusão com o Club de Regatas São Paulo. Ahi, em companhia de Itaborahy Lima, José Rubião, Hugo de Moraes e mais alguns amigos, comecei a praticar com enthusiasmo a gymnastica, tendo por exemplo Cícero Marques e Albino Barbosa, que eram, naquelle tempo, os maiores athletas do Brasil.

A CONTRIBUIÇÃO DO CELEBRE AVIADOR EDÚ CHAVES

– Mais tarde ” prosseguiu o nosso entrevistado ” com a vinda de Edú Chaves da Europa, novos ensinamentos nos foram ministrados, dos quaes a luta greco-romana, box francez (savata) e a gymnastica em apparelhos foram os mais importantes.
Em 1907, ingressei no Club Força e Coragem, que obedecia à direcção do professor Pedro Pucceti. Continuei os exercícios que sabia e outros mais, que aprendera com o referido mestre.

OS PRIMEIROS TRIUMPHOS EM LUTA ROMANA

– E praticou desde logo a luta romana?
– Sim, em 1907, obtive os meus primeiros sucessos nesta luta e tive occasião de vencer o torneio da minha categoria.

RIO, CIDADE AMIGA E HOSPITALEIRA

– Em 1908, mudei-me para esta capital, de onde jamais me afastei. O Rio é uma cidade encantadora pelos seus recursos naturaes e captivante pela lhaneza dos cariocas, que são extremamente hospitaleiros.
Fui um dos fundadores do Centro de Cultura Physica Enéas Campello, que teve o seu período de fastigio no sport carioca. Ali, ao lado de João Baldi, Heraclito Max, Jayme Ferreira e o saudoso Zenha, distingui-me em diversas provas em que tomei parte.

Nota complementar:
Para saber mais sobre Mestre Sinhozinho, recomendamos o livro “Capoeiragem do Rio Antigo – Rudolf Hermanny e Mestre Sinhozinho” – 2002, de André Luiz Lace Lopes.

Fonte: www.jornalexpress.com.br

Crônica: Quem é você que vem de lá?

Dizem que cheguei aqui em condições precárias, e sem saber quem eu era. Que passei dias de fome, sede e frio. Não sei se é verdade, mas a verdade que tenho dentro de mim é que sou fruto do encontro de três raças.

Sou mandinga, malícia e jogo, porque sei ganhar e perder.
Sou homo, porque não tenho sexo definido, ou seja, sou homem, menino e mulher.
Sou inodoro, porque não tenho cheiro.

Dizem que tenho minhas origens na pele preta, mas acredito que sou incolor, pois não tenho cor e sou de todos.

Sou fera, porque deixo o meu rastro por onde passo.
Sou fruto daqui desta terra.
Sou sua, e você é meu.

Sou vida porque vivo dentro de você, então você sou eu.
Sou pagã, derradeira e escudeira.
Sou a exclusão de uma sociedade e sou aceita pela mesma.
Sou uma escória. Por que me rotularam assim? Não importa,
sou a história deste povo.

Dizem que me libertaram em 1930, mas acho que sempre fui livre, sou dona de mim, por isso sou assim, ágil, lenta, rasteira, malandra, adulta e infantil, eu sou brasileira.

Sou cúmplice daqueles que me querem.
Tenho a minha própria sina, pois sou gentil e amorosa.
Sou cortês, acho que tenho que ser sempre assim, afinal a "cortesia é contagiosa".
Sou irreverente e equilibrada.
Assim sou eu, altamente minuciosa.

Transpassei o transcurso do meu tempo e acredito que viverei eternamente porque sou passada de boca em boca, de geração à geração.

Assumo que tive meus dias de repressão, mas me fiz vitoriosa, tenho meus fundamentos baseados na minha própria tradição, fiz a minha própria lei.

Sou luta, pois estive na guerra. Guerreei junto com o meu povo.
Sou arte porque sou bela e talvez a mais bela de todas elas.
Sou dança porque me mecho mediante a música e me solto no compasso da minha ginga.
Sou cultura, sou a estrutura de um povo.

Peço a você que me identifique,
Você me dirá como quer me pintar.
Com licença, permita que me apresente.
Meu nome é capoeira.
Sim, sou eu, sou eu camará.

Agora lembre-se sempre que sou daqui desta terra.
Estive na colheita do café, cortei cana nos canaviais.
Estive amordaçada nas senzalas e violada por maus feitores, mas rodei minha baiana e dei a volta por cima.
Me tornei a coqueluche daqueles que diziam ser meus senhores.

Sou eu, sou eu camará.
Eu sou capoeira.

Sou o brilho e o ofuscar das nuvens escuras que sobrevoavam sobre mim naqueles tempos, tempos de tristeza, maldade e desasossêgo. Como? Remordimento? Nunca!

Fui acorrentada, e por mim muitos foram sacrificados.
Reconheço o esforço de todos.
Mas o que passou, passou e esse tempo já é passado.

Hoje sou plena e agradecida, mas para chegar a esse ponto tive que viver na noite, na esbórnia, na boemia e na malandragem. Nesse tempo todo mundo já me conhecia e nele eu dei cabeçadas e rasteiras.

Vaguei pelos becos, tive minha morada no gueto, me transformei em cineasta, hoje deleito de uma vida vasta.

Sou eu, sou eu camará.
Sou eu capoeira.
Sim, sou agradecida e rebelde, pois estive um período à merce da delinquência.

Mas, me informei, me graduei e no meu diploma queriam que contasse que fui vadia por ter me refugiado na alegria das ruas. Sim, é verdade! Queriam também que contasse o perfil de uma das profissões mais antigas do mundo.

Lembre-se, vivi nas ruas, rodei dentro de grandes círculos e centros, dei a volta ao mundo, mas não sou vagabunda.

Meu nome é capoeira
Sou eu, sou eu camará.
Sou a digestão de "tudo o que a boca come".
Sou aquilo que você quiser.

Mas lembre-se, que eu bato com a mão, a cabeça e o pé.

Sou anjo e criatura, porque fui a própria desordem, e hoje eu sou camará, a ordem e progresso do meu povo.

Para concluir deixe-me resumir toda uma vida de persistência e experiência.

"Desde a noite que me envolve, negra como um poço escuro de polo a polo, agradeço aos deuses, quaisquer que sejam, por minha alma indomável. Nas garras dos ferozes das circunstâncias, não me entreguei, nem gritei com voz alta, de baixo dos açoites injustos. Tenho a cabeça ensanguentada, não inclinada. Para mim não importa que a porta seja estreita ou que eu tenha um pergaminho carregado de condenas. Eu sou a dona da minha sorte, eu sou a capitã do barco em que navega o meu espírito". Eu sou capoeira.

 

Texto de:
Wellington de O. Siqueira.
Mestrando CINZENTO.
Tel: 600072978
[email protected]
www.aluacapoeira.com

Mestre Nininho: Festival de Música e Encontro de Capoeira

No último final de semana, no evento de Mestre Cotta (evento que em breve estaremos publicando uma matéria especial), em Benavente, uma Vila da região do Ribatejo, tive a oportunidade de estar novamente em contato com Mestre Nininho, um grande capoeirista, um lutador, um guerreiro de personalidade forte que "marca sua presença" conquistando a todos a sua volta com seu apurado senso de humor e alegria (apesar de sua cara amarada e feições sérias), que já havia conhecido em Lisboa durante o lançamento europeu do filme: Mestre Bimba a Capoeira Iluminada.
 
Na ocasião conversamos muito sobre a capoeiragem, as tendências e novas possibilidades, conversamos sobre grandes "mestres" do passado e do presente… mais acima de tudo trocamos informações buscando sempre uma maior interação inter-grupos no interesse da "nossa arte/luta".
 
No próximo final de semana (13 / 14 de Julho, Mestre Nininho, estará organizando em Portugal, um festival de música e encontro de amigos da capoeira, para o qual tive a honra de ser convidado para fazer parte da comissão julgadora.
 
Uma ótima oportunidade de convivência, troca e aprendizado!!!
Grupo AGBARA Capoeira
 
Festival e Encontro de Capoeira
13 / 14 De Julho
 
 

• Para participar do evento será cobrada uma taxa de 20 €, e no dia a taxa será de 25€;
 
• As inscrições para o encontro e o festival devem ser feitas com antecedência, para que todos tenham direito ao alojamento e alimentação;
 
• O prémio do festival de música será em dinheiro;
 
• Sua presença é muito importante para o êxito desse evento, venha participar com os seus alunos, quem sabe você não poderá ser um dos vencedores do festival de música de capoeira.
 
• As músicas podem ser Chulas, Ladaínhas, Quadras, e Corridos.
 
 
Informações/Inscrições:
 
Mestre Nininho: 91 773 84 69
 
Sininho: 91 947 59 45 / 96 334 09 26 –  [email protected]
 
* Obs: Trazer saco cama

Aconteceu: VII Oficina Internacional de Capoeira – Évora 2006

O ano de 2006 tem sido um ano muito especial para nós do Portal Capoeira. O trabalho vem crescendo, a audiência aumentando e na garupa a responsabilidade e a consciência de que a coerência e a seriedade devem estar sempre presentes em nossas pautas…
 
A cada dia que passa estamos recebendo mais e mais visitas… os e-mails não param de chegar e diversas pessoas assinam o nosso livro de visitas para agradecer e elogiar o nosso trabalho…
 
Estamos firmando novas parcerias e angariando preciosos colaboradores para a nossa equipe…
 
Em Abril estive no Brasil onde tive a oportunidade de me fazer presente em diversos eventos, rodas e bate papos… Visitei ícones da Capoeira, garimpei material de qualidade para ser disponibilizado em nosso site e revi velhos amigos…
 
Mais um dos momentos mais especiais deste ano foi ter sido convidado para participar da VII Oficina Internacional de Capoeira, em Évora, Portugal. Tive dúvidas até a última semana… mais confesso que tal fato me deixava triste… seria preciso viabilizar muitas coisas para que esta viagem até Évora pudesse dar certo… conciliar trabalho, férias, filho… e capoeira… mais não podia deixar de lado um convite tão especial, feito por Mestre Umoi Souza, Grupo União na Capoeira, o grande responsável e mentor deste fantástico encontro, que carinhosamente foi batizado de "Nosso Encontro", que aconteceu pelo sétimo ano consecutivo em Évora, região do Alentejo Português, do qual tive a honra de participar como convidado e responsável pela comunicação social.
 
Tudo pronto, malas feitas, família reunida e lá vamos nós… Gisele, Lucca e Luciano com destino a Évora, cinco horas e meia de viagem separavam Mogadouro das terras mágicas de Évora, que durante os três dias do Encontro foi sem dúvida a CASA DA CAPOEIRA!!!
 
Mais de trinta profissionais da capoeira estavam reunidos e envolvidos dentro da mais puro espírito de camaradagem e união…
 
Uma coisa linda de ver e sentir…
 
Durante os três dias do evento estiveram presentes mais de 180 alunos das mais diversas nacionalidades, mais naquele instante, naquele ambiente isso nada importava… pois todos eram cidadãos do MUNDO… todos eram capoeiristas e falavam uma única língua: A da amizade e união…
 
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Mestre Umoi cercado
de muito axé…
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Os participantes no
Parque de Campismo…
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Mestre Tucas, Careca, Milani,
Lucca, Mestre Nilson e filha

Clique para ampliar as imagens…
 
Um dos momentos mais produtivos do encontro foi a reunião de professores, contra mestres e mestres de Capoeira, onde todos tiveram a oportunidade de estar cara a cara em um franco e democrático bate papo onde diversos temas foram abordados, deixando no ar diversas reflexões positivas.
 
Para mim foi uma experiência fantástica e uma grande honra poder estar com pessoas que tem trabalhado com afinco e com o coração pela nossa arte capoeira e acima de tudo uma grande satisfação ter reencontrado grandes irmãos e conquistado novos amigos…
 
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Mestre Saulo,
um grande ser humano…
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Milani, cm. Pernalonga,
Gisele e Lucca
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Roda de Capoeira
Coisa linda…

Clique para ampliar as imagens…

 
Vale ainda salientar a forma comprometida e a garra dos alunos participantes e seu notório amor pela capoeira!!!
 
Um encontro de PAZ e UNIÃO e muita CAPOEIRA!!! É assim que defino o "NOSSO ENCONTRO"
 
Um grande abraço a todos os participantes, membros da organização, e todas as pessoas que estiveram presentes em Évora!!!
 
Até o ano que vem….

 

Luciano Milani, Gisele e Lucca

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Roda Boa… Mestre Umoi e Mestre Nilson vadiando…
na bateria: Mestres Beija Flor, Pernalonga e Mestre Batata


Para ver mais fotos da VII Oficina Internacional de Capoeira – Évora 2006, clique aqui

 
DADOS ESTATÍSTICOS DA VII OFICINA INTERNACIONAL DE CAPOEIRA – ÉVORA 2006
 
1. Grupos de Capoeira participantes: 34
 
2. Alunos inscritos:
 
– Alemães…………..17
– Noruegueses……..11
– Finlandeses……….02
– Espanhóis…………31
– Canadianos……….01
– Brasileiros…………03
– Húngaros…………..01
– Ingleses…………….06
– Suecos……………..01
– Portugueses………108
 
– Total……………………181
 
Obs.:  103 masculinos 
            78 femininos
 
Participantes não pagantes:
 
3. Coordenação…………………7
4. Convidados…………………37
 
     Total………………………….40
 
Obs.: 36 masculinos
            4 femininos
 
Total de participantes……..221
 
Obs.: 139 masculinos
            82 femininos
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Roda Évora
 

Capoeiras Italianos: Un “Giro” al Brasile

Grupo de Capoeiras Italianos visitam o Brasil, passando por São Paulo, Rio e Bahia.
Jornal do Capoeira – www.capoeira.jex.com.br
Edição 53 – de 11/dez a 17/dez de 2005
São José dos Campos – SP
Dezembro de 2005


Quando regressei de uma turnê pela Europa (Out/05), onde tive o prazer de visitar Portugal, Espanha, Itália e Alemanha, programei-me para rever os amigos de São Paulo, sendo alguns deles mestres de capoeira. Um dos primeiros locais que visitei foi o Terreiro de Mestre Pinatti, Rua do Vergueiro, 2684, próximo ao Metro Ana Rosa.
Ao chegar ao espaço, local onde Pinatti mantém sua academia, tive a grata surpresa de encontrar um grupo de Capoeiras italianos, recém chegado de Roma, cidade que tive o prazer de conhecer semanas antes, bem acompanhado por minha italianíssima esposa Keila Cornetta.
É sobre este grupo de ítalo-capoeiras nossa crônica de hoje.
 
1. Capoeiras Italianos no Brasil
 
            O grupo de Capoeiras chegou ao Brasil no dia 29 de Outubro, desembarcando no Aeroporto Internacional Franco Montoro, em Guarulhos, São Paulo. Do aeroporto seguiram de Van para o litoral sul, mais precisamente para a cidade praiana de Guarujá.
            O alegre e festivo grupo (Ah, Itália!) estava assim composto: Grupo Lembrança Negra de Mestre Canhão, representado pela Instrutora Daniele, Piãozinho, Azulão, Espoleta (foi também aluna do Mestre Samuca) e Nicole (filha de Mestre Canhão). Também participava do grupo um representante do grupo Topázio (de M.Valmir & M.Dinho), sendo este representante aluno do professor Tássio (Roma).
            No quando de minha visita, mestre Pinatti não hesitou em colocar uma roda de improviso para os capoeiras italianos "brindarem o encontro", jogando com os alunos da casa. Berimbau afinado e o jogo comendo solto. Em dado momento mestre Pinatti fez a senha e pediu para que eu também aderisse à Roda. Foi como jogar o sapo n´água.
            Aliás, sempre que visito o campo de mandinga do Pinatti, trato de dar algumas voltas do mundo com seus alunos, ao que ele, mandingueiramente, complementa:
 
            – O lobo perde o pêlo, mas não perde o vício.
 
Para ler mais; clique aqui

SEMPRE TIVE EM MENTE

  • Manuscritos do Mestre Pastinha – 005b
 
 
  • Manuscritos do Mestre Pastinha – 006a
 
 
  • Manuscritos do Mestre Pastinha – 007a
 
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