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Maresias: Projeto Mareginga

O projeto Mareginga conta hoje com mais de 100 crianças da comunidade de Maresias e é realizado na escola municipal do bairro há 04 anos.

A associação cultural e esportiva de maresias tem como objetivo principal a inclusão social de crianças e jovens do bairro através de práticas culturais e esportivas.

A manifestação que está como carro chefe que engloba esporte,cultura e lazer por enquanto é a capoeira,onde tenho o apoio de muitos que estou enviando este email e ja temos quase 200 alunos do bairro de maresias e paúba treinando regularmente e gratuitamente a capoeira.

Com a associação(que é uma entidade sem fins lucrativos) o objetivo além de incluir e resgatar esportes e manifestações culturais tipicas do local são:

  • -Construção de sede própria
  • -palestras sobre problemas vividos na infancia eadolescencia(drogas,orientação sexual eprofissional)
  • -inclusão digital
  • -encaminhamento de jovens a cursos profissionalizantes e universidades
  • -resgate de jovens com passagens pela polícia e tentativa de incluilos a sociedade
  • -trabalho c a terceira idade e portadores de nescessidades especiais
  • -parceria com ongs,associações,empresas,governo pessoas fisicas e juridicas

Quem conhece meu trabalho sabe que estamos indo aos poucos mas sem perder tempo e evoluindo a cada ano,o bem comum ja esta sendo feito.

Tenho certeza que com a união de todos nosso bairro vai se tornar exemplo para o Brasil e o mundo.ea intenção é espandir o trabalho para outros bairros desão sebastião onde ocorrem o crescimento desordenado de população acho q só com iniciativas como essa é que poderemos criar um lugar melhor para seviver e se frequentar.

O estatuto da associação em breve estará no nosso site www.mandingamaresias.com.br preciso de orientações eapoio nesse trabalho como disse é um trabalho conjunto,todos quequiserem poderão se associar e participar.

Agradeço a todos que vem se aliando comigo nessa missão e vamos tocar pra frente!!!abraço a todos

Prof.Gustavo-simba capoeira

Haiti em uma palavra? Esperança

Os tremores hoje são como acontecimentos quase que naturais. Agora há pouco foram dois; o primeiro aparentemente forte. Estava em minha mesa imprimindo alguns documentos, e por um momento pensei que fosse a impressora. Mas, ao olhar para a mesa ao lado e ver um monitor balançando, compreendi que não era a impressora e sai rapidamente. Por fim, não sei se a terra realmente está tremendo ou se o meu corpo é que não parou de tremer desde o primeiro.

No momento do tremor, a sensação é de que o cérebro automaticamente acessa as informações do primeiro, as lembranças chegam em uma fração de segundo. E com elas, o medo de que este seja tão forte quanto o primeiro, que alcançou 7.2 graus na escala Richter. E a diferença de força entre um e outro é bem grande; o de 7.2 chega a ser 22 vezes mais forte. Aparentemente, teremos de conviver por algum tempo com os tremores. Espero em Deus que não sejam tão fortes quanto o primeiro, pois isso iria ampliar os problemas para um grau que não podemos prever, como ainda não podemos prever a extensão das consequência do primeiro.

Aos poucos, notamos que algumas pessoas estão deixando a capital, indo para as províncias, para as áreas rurais. O que abre precedente para tornar a ajuda mais rápida. Talvez seja possível, ao invéis de centralizar toda ajuda em Porto-Principe, criar campos de apoio nestas cidades, com toda estrutura possível, e remover as famílas que hoje ocupam as praças. Isso ampliaria também o campo de trabalho para a remoção dos escombros e resgate das vítimas, bem como diminuiria as possibilidades de uma epidemia, um risco grande aqui.

Quanto a nós, seguimos com o trabalho, dentro das nossas limitações. Com o risco eminente, continuamos dormindo no quintal da casa; brasileiros, haitianos, noruegueses. Onde temos uma visão fantástica do céu, das estrelas. O sentimento em mim é de que não estamos sozinhos, nem desprotegidos. E parece que ouço uma voz dizer que tudo ficará bem…

Haiti, 21 de janeiro, 11:30 am

Aos poucos, a situação parece apresentar sinais de melhoria, apesar de muitos escombros estarem ainda por serem removidos. O volume de trabalho é grande, bem maior do que a infra-estrutura disponível no momento. Mas, já podemos ver que a situação é bem diferente de alguns dias atrás. Não tenho dúvida de que as equipes de resgate estão empenhando ao máximo as suas forças para tornar o trabalho mais ágil, e minimizar ao máximo o sofrimento dos que ainda ainda esperam por ajuda sob os escombros.

E ainda que existam aqueles que se valem da necessidade e da fome para promover a violência e o desespero, ferindo ainda mais a sua própria gente.

Ainda que existam aqueles que poderiam ajudar (fazer a diferença), mas que preferem assistir tudo de longe, entre as quatro paredes da sua sala refrigerada, cujo a proximidade maior do problema não vai além do alcance do seu controle remoto ou do cursor do seu computador.

Ainda que existam aqueles cruéis o bastante para de dizer que a raça ou o credo é o causador de tanto sofrimento…

Existem aqueles que movem todos os seus recursos e esforços para garantir o mínimo de segurança e dignidade para aqueles que sobreviveram, para minimizar o sofrimento das pessoas e cuidar de suas feridas.

Existem aqueles que deixaram seu país, o conforto e a segurança do seu lar, o carinho da família para estar ao lado de pessoas que sequer conheciam.

Existem aqueles que são humanizados o suficiente para exergar no próximo o laço incontestável da família terrena.

Existem aqueles “loucos” que acreditam, seguem em frente, e com a sua loucura contagiante arrebanha multidões para o bem.

E é por esses e outros que a confiança aumenta a cada dia, que a nossa força cresce. É através de exemplos como esses que seguimos acreditando que a  vida é ainda mais forte do que qualquer coisa e que a esperança sobrevive às piores provações.

Fonte: http://flaviosaudade.files.wordpress.com

 

Cidadania: Gingando pela Paz no Haiti – Relatos de um capoeirista em terras haitianas

O GINGANDO PELA PAZ nasceu de atividades realizadas ao longo de quatro anos em diversas comunidades do Rio de Janeiro que tinham como foco a mobilização popular para temas de interesse público. A inspiração surgiu com a participação do Contramestre Saudade, à época com 21 anos de idade e professor em capoeira, no Serviço Civil Voluntário, projeto oferecido pelo Viva Rio que objetivava ser uma alternativa ao Serviço Militar obrigatório, e estava direcionado para jovens em situação de risco social que ainda não tinham concluído o ensino fundamental. O contato com disciplinas como Direitos Humanos e Cidadania, a participação em ações voluntárias em comunidades como as Campanhas contra a Dengue e de Paz no Trânsito, somada a experiências internacionais em países como Zimbabwe, África do Sul, Alemanha e Espanha, levou-o a idealizar um projeto que objetivasse fortalecer a atuação da capoeira para o desenvolvimento social.

 

Lobisomem: Capoeira e Cordel

Histórias populares, no mundo inteiro, são sempre maniqueístas, variações de lutas entre um bem e um mal, moralidades rígidas por um lado mas suficientemente elásticas por outro para incluir mau-caratismos e espertezas várias quando se trata de um “fraco” vencer um “forte”.

E aí vem o Brasil, a capoeira e a literatura de cordel, e o bem e o mal começam a negociar.

No cordel de apresentação de seu personagem, Lobisomem, o capoerista e cordelista Victor Alvim Itahim Garcia, do grupo Abadá Capoeira, diz a respeito de si mesmo: ninguém lá é perfeito. Ele lê este verso e começa a jogar sua capoeira dançada, uma negociação entre investidas e defesas. Mais (ou menos) do que uma luta, uma longa conversa de pernas e pés com seu oponente-parceiro.

Dele também, os versos de abertura do cordel Zumbi & Bimba:

É claro que não podemos
Nunca generalizar
A minha intenção não é
De querer polemizar
Pois todos têm liberdade
Pra sua versão contar

Ou, no cordel em que ele homenageia Mestre Camisa, fundador do grupo:

Como todo ser humano
Muitos defeitos tem
Como ninguém é perfeito
Ele erra muito também
Mas a sua intenção
É sempre fazer o bem

É uma distância grande em relação a, por exemplo, os contos de fada originados na Europa, onde um desfile de fracos-bons e fortes-ruins têm, depois de várias crueldades de parte a parte, seu destino modificado graças à intervenção sobrenatural. Ou aos contos hollywoodianos contemporâneos, que seguem o mesmo molde.

Lobisomem: Victor Alvim Itahim Garcia, do grupo Abadá Capoeira

Relatos populares têm finalidades precisas. São ensinamentos de sobrevivência e resistência para situações limites e, dentro dessa estratégia, são também instrumentos de integração universalistas. Neles, personagens locais se ligam a arquétipos universais e o indivíduo, eivado de estereótipos psicológicos e sociais – heróis, cenários específicos como encruzilhadas ou estradas, e um tempo colocado em um passado distante ou, no caso hollywoodiano um futuro igualmente distante – se transforma em um ator que exerce sua subjetividade como em um teatro. O problema é que tal linguagem anuncia a crítica e ao mesmo tempo a cancela. Ao se tornar uma encenação que se repete, mesmo se variando detalhes do rito, o relato mostrará uma crítica não mais sobre o poder que oprime o grupo social naquele momento, mas a partir de um poder, o do mito.

O que o sotaque brasileiro traz de interessante é que, ao tornar falível o bem e palatável o mal, não abre espaço para o conceito de que haja algo perfeito de antemão, algo que nós, humanos, devemos nos esforçar para alcançar e uma vez lá, não mais modificar. Sem perfeição à mão, entra obrigatoriamente a negociação.

Viva nóis.

 
Elvira Vigna é escritora e crítica de arte, com formação em letras e arte, e mestrado em teoria da significação pela UFRJ. Último livro publicado: "Deixei ele lá e vim", 2006, Companhia das Letras

Fonte: Aguarrás – http://aguarras.com.br/

França quer projeto para se opor a biblioteca do Google

Ø      A França está fazendo campanha em favor de um projeto para disponibilizar obras literárias na internet e dessa maneira se contrapor ao crescente domínio cultural dos Estados Unidos no mundo.

o        A iniciativa de criar uma biblioteca virtual foi divulgada depois que a empresa americana Google tornou 15 milhões de obras acessíveis por meio de seu site.

o        O chefe da Biblitoteca Nacional Francesa, Jean-Noël Jeanneney, recentemente defendeu um “contra-ataque” europeu contra o projeto do Google.

§         O presidente da França, Jacques Chirac, vai discutir o projeto com ministros da União Européia em maio.

 

Herança cultural

Chirac disse em um comunicado que “um grande movimento para tornar o conhecimento acessível na internet por todo o mundo está ocorrendo agora”.

Ele participou nesta quarta-feira de uma reunião com o ministro francês da Cultura, Renaud Donnedieu de Vabres, e Jeanneney para discutir o assunto.

Chirac pediu a eles que avaliem maneiras pelas quais as grandes bibliotecas da França e da Europa “poderiam ser tornadas mais amplamente e rapidamente acessíveis na internet”.

Para ele, a França e a Europa “precisam ter um papel central” no desenvolvimento da internet por causa de sua “excepcional herança cultural”.

Em janeiro, Jeanneney disse que o projeto do Google, estimado em US$ 200 milhões (cerca de R$ 531 milhões), poderia resultar no “domínio esmagador dos Estados Unidos na moldagem da forma como as futuras gerações vêem o mundo”.

O plano da Google consiste na disponibilização de 15 milhões de volumes que fazem parte de quatro renomadas bibliotecas americanas – as das Universidades de Stanford, Michigan, Harvard e Nova York – e da Universidade de Oxford, na Grã-Bretanha, a partir de 2015.

Donnedieu de Vabres negou, porém, que o projeto francês seja uma “operação anti-Google”.

Ø      O Google disse que recebe com braços abertos o projeto francês.

o        “Nós apoiamos todos os esforços para tornar a informação acessível por todo o mundo”, disse a empresa ao jornal francês Le Monde.

Fonte:BBC-Brasil

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