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Capoeira? Não existe. O capoeirista sim.

Capoeira? Não existe. O capoeirista sim.

Professor Me. André Luis de Oliveira, professor de Educação Física pela Unesp – Rio Claro (1989), Especialista em Educação Física pela Unesp – Rio Claro (1990), Mestre em Educação pela PUC/SP (1993), Professor de Culturas Corporais de Lutas da Uninove (SP), Professor de Capoeira da Projete Liberdade Capoeira.

Resumo:

A capoeira normalmente é tratada como algo que tem existência em si, separada de seu sujeito, o capoeirista. Assim, esse trabalho resgata na literatura a origem do nome “capoeira”, seus significados possíveis e sua relação com o jogo-de-luta-dançada capoeira. Por fim, se quer recuperar a importância do professor ou mestre de capoeira: os que dão existência a ela.

Etimologia da palavra capoeira.

A palavra “capoeira”, esta longe de ser precisamente definida na sua origem. Isto porque há dois vocábulos, um de origem portuguesa e outro de origem do tupi, que podem ter originado capoeira para designar luta e como é usado em nosso país. Assim, o termo “capoeira” é registra a primeira vez no ano de 1712 (Bluteau in ARAUJO, 2004), e “usado para designar cesto, gaiolas ou locais determinados para se guardar aves” (ARAUJO, 2004, p.17). Para o vocábulo Tupi, que somente no século XIX aparece referenciado (op.cit. p.17), “capoeira” seria a junção de “ka’a”, mata e “PÛER”, passado, velho, superado, que já foi. Em tupi existe o tempo do substantivo. (NAVARRO, S/D). Assim, capoeira seria lugar que foi mata, mas já não é mais.

Também o termo tem sito usado para designar um tipo de ave: uru ou capoeira (Odontophorus capueira, Spix, 1825 in http://www.taxeus.com.br/especie/odontophorus-capueira).

 

A palavra “capoeira” para designar um indivíduo associado a um modo de conduta onde a luta física é usada, aparece somente em 1789, e esta registrado no Arquivo Nacional do Rio de Janeiro (ANRJ — Tribunal da Relação — cód. 24, livro 10) e foi apontado por Cavalcanti (2004): O mulato Adão, escravo de Manoel Cardoso Fontes, comprado ainda moleque, tornou-se um tipo robusto, trabalhador e muito obediente ao seu senhor, servindo-lhe nas tarefas da casa. Manoel resolveu explorá-lo alugando-o a terceiros como servente de obras, carregador ou outro qualquer serviço braçal. Tornou-se Adão deste modo uma boa fonte de renda para seu senhor. Com o passar do tempo, o tímido escravo, que antes vivera sempre caseiro, tornou-se mais desenvolto, independente e começou a chegar tarde em casa, muito tempo depois do término do serviço. Manoel questionava-o: o que levava à mudança de conduta? As desculpas eram as mais inconsistentes para o senhor. Até ocorrer o que já o preocupava: Adão não mais voltou para casa. Certamente fugira para algum quilombo do subúrbio da cidade. Para sua surpresa, Manoel foi encontrar Adão por trás das grades da cadeia da Relação. Havia sido preso junto a outros desordeiros que praticavam a capoeira. Naquele dia ocorrera uma briga entre capoeiras e um deles fora morto. Crimes gravíssimos para as leis do reino: a prática da capoeiragem, ainda resultando em morte. No decorrer do processo constatou-se que Adão era inocente quanto ao assassinato, mas foi confirmada sua condição de capoeira, sendo, por isso, condenado a levar 500 “açoites” e a trabalhar “dois anos nas obras públicas”. Seu senhor, após Adão cumprir alguns meses de trabalho e ter sido castigado no pelourinho, solicitou ao rei, em nome da Paixão de Cristo, perdão do resto da pena argumentando ser um homem pobre e, portanto, muito dependente da renda que seu escravo lhe dava. Comprometeu-se a cuidar para que Adão não mais voltasse a conviver com os capoeiras, tornando-se um deles. Teve o pedido homologado pelo Tribunal em 25.04.1789.

 

Esta citação desmitifica alguns mitos em torna da capoeira:

  • A referência mais antiga da luta capoeira é carioca, para decepção dos baianos;
  • Capoeira, nas origens, está associada à contravenção e suas referências históricas mais antigas encontram-se em boletins de ocorrência, e não como prática lúdica entre escravos (jogo);
  • Capoeira aparece em meio urbano, não em fazendas, senzalas ou quilombos;
  • Capoeira é usada como luta de escravo contra escravo, de escravo contra policia quando são reprimidos ou entre maltas de capoeiras, e não como “mandinga de escravos em ânsia de liberdade” (Mestre Pastinha apud Zulu, 1995, p.6);
  • Capoeira como luta só aparece referendada a partir do final do século XVIII (1789) e não com a vinda dos primeiros escravos (1539).

O que, neste momento, me parece mais importante a tudo isto, é a associação da prática ao praticante. “Capoeira”, a partir de um processo associativo entre etimologia da palavra + atitudes e ações dos indivíduos pertencentes a grupos marginalizados + manifestações corporais de caracterizadas por exercícios de agilidade e destreza corporal, segundo Araújo (2004, p. 49) poderemos ter:

  • Muitos dos indivíduos considerados capoeiras eram malfeitores;
  • Alguns dos indivíduos considerados capoeiras eram apenas fugitivos;
  • Alguns dos indivíduos considerados capoeiras, logo malfeitores, eram praticantes da capoeiragem;
  • Alguns dos indivíduos considerados capoeiras, logo fugitivos, eram praticantes da capoeiragem;
  • Alguns dos indivíduos praticantes da capoeiragem, e considerados capoeiras, não eram malfeitores nem fugitivos.

A partir da análise semântica e histórica, Araújo (op.cit. p. 50) conclui que:

“Muitas das expressões (capoeira) que atentavam contra a ordem pública nem sempre foram realizadas por aqueles que praticavam e exerciam a luta/jogo de agilidade e destreza, e que a atribuição de culpa a eles era por demais perniciosa tanto para a manifestação referida como para os seus executores”.

Soares (1999) corrobora com essa associação de sujeito e prática ao falar de outro personagem. O “capoeiro”, escravo carregador dos grandes cestos (capoeira), assim como açougueiro, leiteiro e aguadeiro formariam os ofícios da escravaria urbana. (SOARES, 1999). Para Rios Filho (in SOARES, 1999 p.23) capoeira luta teria nascido das disputas da estiva destes “capoeiros”, nas horas de lazer, nos “simulacros de combate”, que pouco a pouco se tornaram hierarquias de habilidades, onde se duelava pela primazia no grupo. Dessas disputas de perna teria nascido o “jogo da capoeira” ou dança do escravo carregador da capoeira. Ou seja, nem todo capoeira era jogador de capoeira.

Vê-se assim que associar capoeira (luta) ao capoeira (sujeito contraventor) foi sempre uma constante, mesmo quando descabida. O artigo 402 do Decreto Lei número 847, de 11 de outubro de 1890 (capítulo XIII – Dos vadios e capoeiras) também não faz nenhuma distinção entre “exercício de agilidade e destreza corporal conhecida pela denominação Capoeiragem” e malfeitor, contraventor, homicida, assassino, fugitivo, ladrão. Todos eram capoeiras e considerados praticantes da capoeiragem (exercício de agilidade e destreza corporal) e punidos no rigor da lei. Araújo (2004, p.59) corrobora a isto afirmando que:

“Acreditando que as autoridades judiciais, ao identificarem uma prática corporal de caráter lúdico ou mesmo de luta e desconhecendo sua origem e denominação, por certo, vincularam-na diretamente aos indivíduos dos grupos marginais (capoeiras) que as realizavam, depreendendo-se daquela manifestação de agilidade e destreza corporal que se lhes apresentava como sendo uma luta/jogo de capoeiras, evidenciando-se preponderantemente, neste caso, o vocábulo designativo de tais personagens como determinante para a qualificação nominal da coisa.”

Corriqueiramente, associamos práticas e profissões a determinados indivíduos, ou seja, a prática ou ofício vai denominar o praticante ou profissional. Assim temos:

  • Advogado, aquele que advoga, defende (alguém ou alguma causa) em juízo ou fora dele;
  • Artesão, aquele que faz arte e técnica do trabalho manual não industrializado, artesanato,
  • Estivador, trabalhador portuário que, recebendo a carga de um navio, a arruma devidamente no porão ou num compartimento, ou a descarrega de bordo, estiva;
  • Jogador, aquele que tem por profissão jogar ou aquele que joga;
  • Marceneiro, aquele que trabalha com marcenaria, artesão ou operário industrial que trabalha com madeira em tábua;
  • Mecânico, aquele que monta, conserva e conserta máquinas e motores;
  • Professor, aquele que professa uma crença, uma religião ou aquele que ensina, ministra aulas;
  • Torneiro: aquele que trabalha com o torno.

No caso da capoeira (jogo/luta), não é o que ocorre. O sujeito CAPOEIRA vai nomear sua prática de jogo-de-luta-dançada – a capoeira, e não ao contrário. A expressão corporal capoeira foi denominada por indivíduos que receberam a mesma denominação. O Capoeira era um personagem que não tinham um meio de subsistência e domicílio certo, vivia em mocambos nas matas próximas (capoeiras) às vilas e cidades, logo um “capoeiro”, e que através do uso popular e de adaptações vocabulares popularizou-se e afirmou-se como sendo a luta/jogo do (indivíduo) capoeira, ou da capoeira, pois tal prática vinha destes espaços. Com o tempo passou-se a denominar exclusivamente como capoeira (ARAUJO, 2004, p.60).

 

O Capoeira: quem é ele hoje?

Como vimos, capoeira jogo/luta é uma prática típica brasileira associada a um personagem histórico (o Capoeira) visto e perseguido como contraventor, embora não o fosse sempre. Vimos também que o praticante dá nome a pratica e não ao contrário: o modo de vida do capoeira é capoeiragem; a luta criada pelo capoeira é a capoeira. Posto isto, vê-se que a capoeira jogo/luta está estritamente ligada a seu praticante: o capoeira, hoje chamado de capoeirista. Sozinha, ela não existe.
No Brasil, estima-se 6 milhões de praticantes (ATLAS DO ESPORTE NO BRASIL, 2014). Há uma certa unanimidade em gratidão a essa prática. Numa pesquisa simples e rápida, encontram-se dezenas de depoimentos e músicas aludidos a uma gratidão e ajuda da capoeira:

 

  • Agradeço a capoeira do fundo do coração (http://www.realcapoeira.ru/capoeira/song/agradeco-a-capoeira-m-casquinha);
  • Agradeço à capoeira, Por todo que me ensinou Sou de coração marcado, Por essa arte que o negro criou (https://es-la.facebook.com/permalink.php?story_fbid=141225046061135&id=124456147738025 visto em 16/nov/2014);
  • Agradeço a Capoeira, Do fundo do meu coração, Pra vocês todos os presentes, Eu dedico essa canção (http://www.capoeira-music.net/all-capoeira-songs/all-capoeira-corridos-songs-m/mandei-cair-meu-sobrado/ visto em 16/nov/2014);
  • Um dia a capoeira ela lhe ajudou, Tirou você da miséria lhe transformou; Você não sabe o valor que a capoeira, tem, Ela tem valor demais, Ê se segura rapaz; A Capoeira me ajudou. Ela me fez ser na vida. Hoje quem eu sou (http://capoeiralyrics.info/Songs/Details/2104 visto em 16/nov/2014); .
  • Agradeço a Capoeira, Por tudo que me tornei, Hoje estou aqui rimando, Foi nela que me criei (http://www.ondeachocapoeira.com/ondeacho/noti_detal.php?id=585&pag=1&tipocat= visto em 16/nov/2014);
  • Agradeço à capoeira porque ela me resgatou; Acho a capoeira um apoio de vida porque ela me tirou de muita coisa ruim http://www.vitoria.es.gov.br/noticias/noticia-9015 visto em 16/nov/2014);
  • A capoeira me ajudou; A capoeira vai me curar (http://www.capoeira-music.net/all-capoeira-songs/all-capoeira-corridos-songs-m/mas-que-saudade/ visto em 16/nov/2014);
  • Ela é quem me ensinou, É ela quem vive a me ensinar, Ela é quem me ajudou https://www.facebook.com/pages/M%C3%BAsicas-Da-Abad%C3%A1-Capoeira/543758379075509 visto em 16/nov/2014);
  • Ela me ajudou não só no meu físico, mas também na parte de caráter, responsabilidade, disciplina (http://m.tvg.globo.com/novelas/malhacao/2012/por-tras-das-cameras/noticia/2013/04/rodrigo-simas-declara-sua-paixao-pela-capoeira-eu-ginguei-antes-de-andar.html visto em 16/nov/2014);
  • “E foi a capoeira que me ajudou a levantar da cadeira de rodas” a capoeira vem trazendo reflexos na vida escolar e nos planos para o futuro (http://quiririmnews.com.br/seminario-gera-inclusao-social-na-cecap/#.VGk7FPnF9vA, visto em 16/nov/2014)

Será mesmo que se deve agradecer à capoeira? Será que a capoeira jogo/luta tem esse poder de, sozinha, fazer tanto pelas pessoas?

De tal maneira, muito se tem escrito sobre as contribuições da capoeira para a Educação em geral e a Educação Física em particular – FALCÃO, 1996; FREITAS, 1997, 2003, 2005, 2007; MENEZES, 2007; RADICCHI, 2013; REIS, 2001, 2006; REIS, 2011; RIBEIRO, 1992; SILVA, 1993; SILVA e HEINE, 2008. Mas como a capoeira jogo/luta faz isso dissociado de seu produtor, fazedor ou professor/mestre?

No momento em que se produz este texto, discute-se o projeto de lei destinado a reconhecer a prática da capoeira como profissão (PLC 31/2009). A visão predominante é de que regulamentação só será legítima se reconhecer a capoeira como atividade multidimensional – ao mesmo tempo luta, dança e arte – além de fator de socialização, criação de identidade e de transmissão de memória ancestral. Parece-nos tão relevante quanto esta legalização é a definição de quem será este profissional: qual sua formação mínima? Em quanto tempo? Qual sua escolaridade/capacitação? Quais instituições estarão autorizadas a capacitá-lo? Quem serão os capacitores destes profissionais?

Capoeira? Não existe. Capoeirista sim.

 

Referências Bibliográficas

ARAÚJO, Paulo Coêlho de. Capoeira: um nome – uma origem. Juiz de Fora, MG: Irmãos Justiniano, 2004.
CAVALCANTI, Nireu O. Crônicas históricas do Rio colonial. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira/FAPERJ, 2004.
FALCÃO, José L.C. A escolarização da capoeira. Brasília: Royal Court, 1996.
FREITAS, Jorge L. Capoeira infantil: a arte de brincar com o próprio corpo. Curitiba: Ed. Gráfica Expoente, 1997.
_______________. Capoeira infantil: jogos e brincadeiras. Curitiba: Torre de Papel, 2003.
_______________. Capoeira pedagógica. Curitiba: O autor, 2005.
_______________.. Capoeira na educação física: como ensinar? Curitiba: Editora Progressiva, 2007.
MENEZES, Lilia B. Capoeira; benefícios psicofisiológicos. Niterói: La Salle, 2007.
NAVARRO, Eduardo. Curso elementar de Tupi antigo. http://tupi.fflch.usp.br/node/16 visto em 12 de novembro de 2014.
RADICCHI, Marcelo R. Capoeira e escola: significados da participação. Várzea Paulista: Fontoura, 2013.
REIS, André L.T. Educação física & capoeira: saúde e qualidade de vida. Brasília: Thesaurus, 2001.
______________. Capoeira: saúde e bem estar social. Brasília: Thesaurus, 2006.
REIS, Ronaldo. Capoeira, educação e educação física: inter-relações e práticas pedagógicas. São Paulo: Livro Pronto, 2011.
RIBEIRO, Antonio L. Capoeira: terapia. Brasília: Secretaria dos Desportos, 1992.
SILVA, Gladson de O. Capoeira: do engenho à universidade. São Paulo: O autor, 1993.
SILVA, Gladson de O. e HEINE, Vinícius. Capoeira: um instrumento psicomotor para a cidadania. São Paulo: Phorte, 2008.
SOARES, Carlos Eugênio Líbano, A negregada instituição: os capoeiras na Corte Imperial, 1850-1890. Rio de Janeiro: Access, 1999.
TÁXEUS, Listas de espécies. http://www.taxeus.com.br/especie/odontophorus-capueira, visto em 13 de novembro de 2014.
ZULU. Idiopráxis de Capoeira. Brasília: Editora do Autor, 1995.

 

Autor:
André Luis de Oliveira
Mestre em Educação – PUC/SP, Projete Liber…

Cidade

Embu das Artes – SP

Capoeira ajuda a “Integrar Jovem na Sociedade”

Líder comunitário, Davison Coutinho discorre sobre a importância do esporte na inserção social de jovens moradores de favelas, em texto publicado pelo Jornal do Brasil. “A prática esportiva faz com que tenham uma melhor autoestima e se sintam capazes e integrados socialmente. O esporte, juntamente com a educação, evita que esse jovem tenha sua vida aliciada pelas vias do crime”, argumenta. O autor cita projetos bem-sucedidos como o grupo Acorda Capoeira e a escolinha de futebol de Condy Ximenes

Favela 247 – Membro da Comissão de Moradores da Rocinha, Vidigal e Chácara do Céu, Davison Coutinho destaca a importância do esporte na integração na sociedade de crianças e jovens oriundos de favelas. Em artigo publicado na coluna Comunidade em Pauta, do Jornal do Brasil, na última quinta-feira (dia 19), o líder comunitário apresenta o trabalho sociocultural desenvolvido na Rocinha pelo grupo Acorda Capoeira, com mais de 60 participantes, e pela escolinha de futebol liderada pelo morador Condy Ximenes.

“A prática esportiva faz com que tenham uma melhor autoestima e se sintam capazes e integrados socialmente. Quando um jovem sente-se fracassado na busca por um emprego, ou no aprendizado escolar, representa uma porta aberta para os caminhos errados, e o esporte, juntamente com a educação, evita que esse jovem tenha sua vida aliciada pelas vias do crime, oferecendo um futuro mais digno e humano”, argumenta Coutinho.

 

Esporte e educação: caminhos para transformação e inclusão social

A educação que uma criança recebe em seus primeiros anos é um legado que é levado por toda sua vida. Cada ensinamento, por mais simples que seja, é a semente que irá brotar no coração dos futuros cidadãos de nossa sociedade. O esporte é um excelente caminho para a criança ocupar a mente e desenvolver o corpo. É essencial para o crescimento da criança como um todo. Uma criança que pratica esporte apende a trabalhar em equipe e compreende a importância do próximo no convívio social.

O esporte tem a capacidade de integrar crianças e jovens das comunidades na sociedade, transformar suas vidas e reduzir os preconceitos e estereótipos. A prática esportiva faz com que tenham uma melhor autoestima e se sintam capazes e integrados socialmente. Quando um jovem sente-se fracassado na busca por um emprego, ou no aprendizado escolar, representa uma porta aberta para os caminhos errados, e o esporte, juntamente com a educação, evita que esse jovem tenha sua vida aliciada pelas vias do crime, oferecendo um futuro mais digno e humano.

O grupo Acorda Capoeira desenvolve um trabalho sociocultural na Rocinha e em comunidades parceiras, desde sua formação em 2004. No entanto a capoeira já é ensinada as crianças da comunidade há mais de 30 anos pelo percussor e fundador do grupo Mestre Manel que chegou da Bahia, ainda jovem e despertou o afeto da criançada ensinando capoeira. As aulas acontecem na Escola Municipal Paula Brito, são mais de 60 participantes, muitos alunos já viraram multiplicadores desta ação e levaram a capoeira para outras comunidades e até mesmo para Noruega, China e Itália.

“Comecei dando aula no Centro Comunitário da Rua 02, há 34 anos e depois o projeto foi crescendo e indo para outros locais. Eu fazia muitas rodas no largo do Boiadeiro e quase toda galera da Rocinha foi meu aluno. Tenho alunos viajando para fora do Brasil, levando capoeira. Estou formando aqui professores e cidadãos para vida. A capoeira é uma riqueza para esses jovens, aqui ele aprende falar inglês, tocar instrumentos e aprendem nossa cultura. Meu sonho é poder ter uma sede aqui dentro para ministrar diversos cursos para criançada, com lanche e almoço, um espaço com diversos saberes”, diz Mestre Manel, fundador do Acorda Capoeira.

Entre os participantes mais antigos o grupo tem o mestrando Caixote que aprendeu a capoeira com o Mestre Manel há mais de 20 anos e hoje está a caminho de ser mestre na área. “Eu conheci a capoeira, aqui no local onde a gente treina, eu tinha oito anos, quando o mestre Manel fez um trabalho voluntário na escola… continuei treinando e estou com ele até os dias de hoje, são mais de 20 anos. Sou aluno que virou professor. Graças a Deus nosso trabalho vem sendo reconhecido não só no Brasil, mas em outros países. Com todo esforço do nosso trabalho a capoeira proporciona a esses jovens a disciplina, educação, saúde e incentiva o esporte”, diz mestrando Caixote do Grupo Acorda Capoeira.

A Escolinha de futebol liderada pelo morador Condy Ximenes também é um projeto esportivo que tem oferecido muitas oportunidades aos jovens da comunidade. São diversos os campeonatos e participações que os alunos fazem. O futebol promove uma integração entre jovens de diversas classes sociais, o que rola dentro do campo é algo único, onde o preconceito e as diferenças ficam de lado e dão lugar ao espirito esportivo, onde o trabalho em equipe é fundamental.

A libertação por meio do esporte e educação vem como resultado de um viver criativo e cheio de emoções, permitindo o esquecimento das grandes dificuldades, dando esperança ao amanhã. Quando se transforma o indivíduo através dessa associação, se muda o todo, permitindo assim que ele possa ampliar sua capacidade de percepção e potencializar seus conhecimentos.

O esporte não se limita apenas aos benefícios físicos em relação a saúde, sua potencialidade, pelo contrário ele ultrapassa e promove a construção social e o desenvolvimento do cidadão de maneira geral, melhorando seu convívio familiar, escolar e social. Então, vamos lá comunidade, vamos inscrever nossas crianças e jovens em projetos de esporte e educação para que tenham um futuro promissor.

*Davison Coutinho, 24 anos, nasceu e mora na Rocinha. Bacharel em Desenho Industrial, mestrando em Design, funcionário da PUC-Rio, membro da Comissão de Moradores da Rocinha, Vidigal e Chácara do Céu, professor, escritor, designer e liderança comunitária

Jornal do Brasil

MS: Professor de Campo Grande ensina a capoeira em projeto comunitário

Professor de Campo Grande ensina a capoeira em projeto comunitário

Por meio da luta, capoeirista superou infância difícil.

Josimar de Araújo começou a dar aulas de capoeira aos 16 anos. A luta o fez superar uma infância difícil e agora, aos 37 anos, tenta devolver à comunidade, por meio de projetos sociais, os benefícios que o esporte trouxe para ele. Além do trabalho comunitário, desenvolveu ainda técnicas para ensinar a modalidade a pessoas com deficiência.

Campanhas, projetos e ações solidárias como essa são tema de uma série que está sendo exibida durante a semana pela TV Morena. Um assunto comum que inspira nessa época de Natal: a generosidade. Exemplos de quem ajuda pedindo nada em troca.

O resultado de anos de trabalho em prol do próximo foi colocado em um livro publicado em mais de 20 países. “Chega em uma quadra como essa, você não vê quem é rico ou quem é pobre, quem tem dinheiro e quem não tem. Vê um monte de gente de abadá, com a corda na cintura e descalço”, fala o professor.

E quem participa das ações desenvolvidas por Josimar sabe bem sobre a importância da capoeira.

Adelaide Negrão, por exemplo, perdeu a visão na infância por conta de um erro médico. Hoje, aos 59 anos, pratica o esporte com o professor há sete anos.”Através da capoeira eu consegui me libertar, tanto para falar, como para agir. Adquiri uma confiança muito grande”, diz.

Fonte: http://g1.globo.com/mato-grosso-do-sul

Grupo “Capoeira Vip” convida cuiabanos para evento no colégio Presidente Médici

Fim de tarde. Pessoas saindo do trabalho, trânsito frenético, pontos de ônibus lotados, a cidade iluminada apenas pelos postes de luz. E em frente ao Colégio Presidente Médici, um tipo de rotina peculiar se desenvolve por volta deste horário.

Jovens, adultos, senhores, todos em frente à construção histórica andam de um lado para o outro ou ficam em rodas e grupos, seja esperando o transporte público, indo para casa, matando o tempo até uma apresentação ou participando do que podemos chamar de festa particular no posto do outro lado da rua. Mas no espaço redondo próximo a estrutura metálica precária que usamos como ponto de ônibus, um grupo com calças brancas, tocando berimbau, faz um tipo de dança, um tipo de luta, uma confraternização.

É o grupo “Capoeira Vip”, que em roda e cantando, praticam os movimentos harmônicos e sincronizados da capoeira. O que começou como uma arte própria dos descendentes de escravo agora convida a todos, independente de cor, classe ou ascendência para a sétima edição do “Fest Capoeira Vip”.

Neste sábado (23), com a presença de mestres que alcançaram a fama internacional, como Moreno e Juju, o grupo fará apresentações durante o dia todo, começando às 8h, no mesmo colégio onde praticam a capoeira. O evento também inclui oficinas sobre movimento e musicalidade da capoeira.

No período da tarde, com início às 15 horas, haverá show de maculelê, dança afro, dobradinha de berimbau com viola de cocho, roda de apresentações dos mestres de capoeira, formaturas e batizados.

O organizador do festival, professor Visk, acredita que a capoeira é uma arte que forma cidadãos e que hoje alcança todas as classes sociais. “Os festivais proporcionam maior credibilidade aos participantes da arte capoeira, mostrando ao público o passado, o presente e o futuro”, destaca.

A origem da capoeira

No século XVII, era costume dos povos pastores do sul da atual Angola, na África, comemorar a iniciação das jovens à vida adulta com uma cerimônia chamada n’golo (que significa “zebra” nalíngua quimbunda). 

Dentro da cerimônia, os homens disputavam uma competição de luta animada pelo toque de atabaques em que ganhava quem conseguisse encostar o pé na cabeça do adversário. O vencedor tinha o direito de escolher, sem ter de pagar o dote, uma noiva entre as jovens que estavam sendo iniciadas à vida adulta. 

Com a chegada dos invasores portugueses e a escravização dos povos africanos, esta modalidade de luta foi trazida, através do porto de Benguela, para a América, especialmente para o Brasil, onde se fixou a maior parte dos escravos africanos trazidos à América.
No Brasil, assim como no restante da América, os escravos africanos eram submetidos a um regime de trabalho forçado. Eram também forçados à adoção da língua portuguesa e da religião católica.

Como expressão da revolta contra o tratamento violento a que eram submetidos, os escravos passaram a praticar a luta tradicional do sul de Angola nos terrenos de mata mais rala conhecidos como “capoeiras” (termo que vem do tupi kapu’era, que significa “mata que foi”, se referindo aos trechos de mata que eram queimados ou cortados para abrir terreno para as plantações dos índios).

A capoeira ainda é motivo de controvérsia entre os estudiosos de sua história, sobretudo no que se refere ao período compreendido entre o seu surgimento e o início do século XIX, quando aparecem os primeiros registros confiáveis com descrições sobre sua prática.

Serviço

Fest Capoeira Vip
Local: Colégio Presidente Médici
Horário: A partir das 8h
Data: Sábado (23)
Entrada: 3Kg de alimentos não perecíveis.

 

http://www.olhardireto.com.br

Alagoas: Capoeiristas protestam contra proibição de aulas no Cepa

Eles reclamam que aulas foram suspeitas sem justificativa. Grupo bloqueou avenida e afirma que está sendo vítima de discriminação.

Capoeiristas de Alagoas bloquearam um trecho da Avenida Fernandes Lima, em frente ao Centro Educacional de Pesquisas Aplicada (Cepa). Eles protestam contra a proibição das aulas de capoeira que eram ministradas gratuitamente na Escola Estadual Afrânio Lages, que fica nas dependências do Cepa.

A mobilização, denominada “Protesto do Berimbau Contra a Discriminação Institucional”, denuncia que a proibição é um preconceito à manifestação cultural. Segundo os capoeiristas, a atividade era oferecida de forma voluntária e foi proibida pela sem que houvesse uma justificativa para a medida.

O presidente da Federação de Capoeira do Estado de Alagoas, José Carlos Pereira, disse que o trabalho com cerca de cem alunos estava sendo feito há dois anos pela Associação Cultural Capoeira Brasil, entidade legalmente constituída. No dia 19 deste mês, eles foram informados pela diretora da escola que as aulas teriam que ser suspensas.

“As aulas eram voluntárias e ministradas por um professor formado em Educação Física e em escola de capoeira. Esse trabalho estava sendo muito importante para os alunos que passavam parte do tempo ocioso aprendendo uma arte. Não podemos admitir que atos de discriminação como esse aconteçam”, reclamou Pereira.

O professor Rodrigo Pedrosa de Freitas, conhecido por “Arapuá”, disse que quer um pedido de desculpa por parte da direção da escola. “Iremos ao Ministério Público denunciar essa situação. Desde que a Capoeira começou a ser difundida no estado sofre preconceito. Não vemos isso com outras atividades”, disse.

A técnica auxiliar do Núcleo de Rede do Cepa, Vânia Marciglia, informou que os capoeirisas não tinham autorização para ministrar aulas na escola. Ela disse ainda que os alunos da escola não participavam das aulas. “Eles têm que fazer uma proposta para a Secretaria de Educação. As aulas estavam acontecendo sem autorização e isso e ruim porque qualquer coisa que acontecesse não havia quem respondesse por isso”, falou.

A assessoria da Secretaria de Estado da Educação (SEE) informou que já está ciente do protesto e que vai encaminhar uma nota à imprensa.

Boa Nova – Bahia: Prefeitura proíbe rodas de capoeira em espaços públicos

A Prefeitura da cidade de Boa Nova-BA voltou ao tempo, mais precisamente na década de 20 quando os capoeiristas eram proibidos de praticarem sua arte por que a capoeira era considerada crime, quem a praticava era só os negros. Um ofício da Prefeitura de Boa Nova, datado de 6 de maio de 2013, “está proibindo o uso de espaços públicos (praça, ruas, avenidas, clubes, quadra poliesportiva e ECT), só será permitido mediante a autorização do Poder Executivo.” Esse ofício foi assinado pelo Secretário de Administração, Rubens Souza Andrade, encaminhado para o Mestre de Capoeira Amado de França.

A Associação de Capoeira Netos do Mestre Canjiquinha, sob a coordenação do Mestre Amado, atualmente no município de Boa Nova, há 16 anos vem desenvolvendo um trabalho social sério que através do esporte tem mudado para melhor a vida de crianças, adolescentes e jovens. A Constituição Federal diz que todos temos “o direito a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença”. A Prefeitura não informou os motivos da proibição. Esse crme já foi denunciado no Conselheiro Nacional de Cultura, Ministério da Cultura e ao CNPC (Conselho Nacional de Política Cultural) e IPHAN (Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural).

 

Fonte: http://giroemipiau.com.br

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Olá, eu sou Luciano Milani, professor, pesquisador da Capoeira, também sou  e editor do Portal Capoeira ( www.portalcapoeira.com ). Em parceria com diversos nomes de relevância dentro do universo da capoeiragem e todas as suas manifestações correlatas, estamos trabalhando para manter o nosso sonho, o nosso trabalho “vivo e dinâmico”  e desta forma poder continuar prestando um serviço de qualidade no nosso Portal Capoeira.



Criação do Portal Capoeira: Agosto de 2005


O Portal Capoeira foi criado com o objetivo de divulgar a capoeira e todas as suas manifestações de forma democrática, coerente e imparcial.


Depois de vários anos a divulgar, difundir e partilhar informações relevantes e coerentes o Portal Capoeira se tornou um ícone e uma referência mundial de mídia online especializada. Nosso site é hoje uma das maiores base de dados de informação direcionada a todo o universo da Arte Capoeira e suas manifestações corelatas.
Temos mais de 5.000 visitas diárias e mais de 18.000 utilizadores registados.

Para todos nós é uma grande alegria e grande privilégio fazer parte desta equipe que trabalha de forma árdua e incansável para levar até voces informação de qualidade, além de proporcionar uma enorme oferta de serviços, livros, músicas, diretórios e divertimento a custo ZERO (gratuitamente) a todos os visitantes do nosso Portal.

Precisamos angariar fundos para manter o Portal Capoeira pois os custos fixos de manutenção e hospedagem continuam a crescer e a verba gerada pela publicidade não chega para suprir os custos fixos.

Estamos pedindo à comunidade Mundial da Capoeira  e todos os interessados ​​na herança cultural Afro-Brasileira, para se juntarem ao nosso projeto a nossa causa e desta forma contribuir e ajudar a manter vivo o nosso Portal Capoeira.

Isto irá permitir compartilhar com vocês toda uma vasta rede de informações sobre a nossa arte luta e continuar a prestar um trabalho de responsabilidade, coerência e acima de tudo de manter o compromisso com a democracia e ética da informação.

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Muito Obrigado!

Luciano Milani – www.portalcapoeira.com


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Buriti dos Montes: Profeesor de Capoeira realiza Palestra Sobre Drogas

O Professor de Capoeira Décio, realizou Neste último dia 07/11 uma palestra não só com os alunos da capoeira, como também alguns alunos das unidades de ensino do município, houve explicações sobre o uso indevido das drogas, suas conseqüências ao usar e seus efeitos com o uso excessivo de tais substancias. Assim mostrando para cada criança e adolescente os perigos dessa epidemia que tanto esta acabando com nossa juventude. “Esse trabalho foi simples mais muito gratificante, pois o conhecimento desde cedo sobre tal assunto é proveitoso para um futuro próximo, e nisso nossos jovens possam saber e jamais ingressar neste mundo sombrio.” Disse o professor.

 

Fonte: http://180graus.com

APAE: Capoeira promove a inclusão social

Há 12 anos o professor Josimar percorre escolas e instituições de alunos especiais para ensinar a técnica da capoeira. “Eu queria fazer algo novo e me ofereci como voluntário na Apae. Eu nem tinha formação na época”, conta.

O trabalho voluntário o encorajou a procurar especialização na prática. “Eu me encantei com a resposta, dedicação e alegria dos alunos. Decidi investir toda minha vida nisso”, relata o professor, que hoje tem formação como neuropsicopedagogo. “Você precisa de várias ferramentas para fundamentar o atendimento”.

O próximo projeto de Josimar é lançar um livro sobre a fundamentação da capoeira inclusiva, a partir de todas as suas experiências ao longo dos anos. “Não basta oferecer capoeira, é preciso ter percepção profissional para entender onde está a necessidade de cada aluno, e qual o remédio da capoeira”, afirma.

 

PROGRAMAÇÃO


O Festival Arte Capoeira e Capoeira Inclusiva é aberto a toda comunidade e não é necessário fazer inscrição. “É só chegar. Estudantes, acadêmicos, a sociedade civil, familiares, amigos. Quanto mais gente, melhor”, brinca Josimar.

O evento também irá atender os alunos especiais de instituições como a Sociedade Educacional Juliano Fernandes Varela e a Escola Clínica Raios de Luz.

O professor Josimar destaca a participação de professores de capoeira de São Paulo e Rio de Janeiro. Hoje, às 18h15min, haverá o Festival de Cantigas “Essa Capoeira é Pra Quem Vê”. “Os alunos cegos transcreveram músicas para o braile, irão discutir o conteúdo das letras e depois cantar”, explica Josimar.

Às 19h, o professor irá fazer a Entrega de Graduação para as crianças, adolescentes e adultos especiais. “É o momento mais importante”, afirma. “Eles irão receber a primeira gradução por mérito de todo o trabalho que fizeram e de tudo o que aprenderam”.

 

http://www.correiodoestado.com.br

Livro: A Magia da Capoeira

O Capoeirista e Escritor Jean C. de Andrade apresenta seu segundo livro sobre uma luta Brasileira e eficáz,um pouco da história da capoeira, luta esta que se mistura com a cultura em meio a dança com golpes desequilibrantes e traumatizantes,criada pelos escravos no Brasil em meados do século XVII.

Estou na capoeira desde 1993, de lá para cá coleciono vários títulos e campeonatos,sendo também Árbitro da Federação Sul Mineira de Capoeira, também Campeão interno da Academia Santa Isabel e Vice Campeão Mineiro de Capoeira. Hoje sou  Professor, formado por Mestre Roque da Academia Santa Isabel de Bom Repouso MG. Mestre Roque é Formado de seu Irmão, Geraldo (Mestre Gêra) da Academia Santa Isabel de São Caetano do Sul SP.

Como um trabalho social dou aulas de capoeira para crianças na Escola Municipal de Estiva MG.

A capoeira juntamente com a natação é um excelente esporte físico, pois mexe com todo corpo,é um exercício físico e tanto, além de somar disciplina e  controle emocional.Salve Capoeira!!!! — Prof. Jean C. de Andrade-

Benefícios Da Capoeira

1Maior disposição para trabalho sexo e estudos.
2-Previne contra estresse.
3-Combate o excesso e a falta de peso.
4-Aumenta a força, reflexo, equilíbrio e agilidade.
5-Fortalece o sistema muscular, respiratório e cardio- vascular.
6-Contribui para regularização do sistema digestivo.
7-Oportuniza o domínio de eficazes técnicas de defesa.
8-Desenvolve sua sensibilidade artística.
9-Atua como terapia (o poder de concentração melhora o auto
(Controle emocional)
10-Depois da natação, a capoeira é o melhor esporte, pois mexe com todo o corpo.