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Berlin: Malandragem da Capoeira 2013

Prezados Capoeiras,

Nos dias 11 a 13 de Outubro terá lugar o Malandragem da Capoeira 2013 em Berlim, no qual todos são bem-vindos.

O Malandragem da Capoeira é um encontro internacional de capoeira, organisado pelo Professor Ganso e alun@s do grupo Preservação da Mandinga em Berlim.

O Grupo de Capoeira Preservação da Mandinga está este ano celebrando os seus 10 anos de existência, e a edição deste ano do Malandragem da Capoeira insere-se nestas celebrações.

O encontro deste ano contará com muitos treinos de movimentação e roda, aulas de música e samba de roda, muitas rodas de capoeira e uma oficina de construção de berimbau ministrada pelo próprio Mestre Ulisses. Devido ao elevado número de Instrutores participantes no evento, este ano haverá um treino avançado dirigido aos instrutores.

Como passo importante no trabalho do grupo em Berlim decorrerá também o batizado das crianças, e o batizado e troca de graduação d@s adult@s.

A não perder será a inevitável Malandragem Party, este ano com Roda de Samba ao vivo e projecção de vídeos de Capoeira.

Os Professores, Contra-Mestres e Mestres de outros grupos que queiram nos visitar e contribuir para o evento serão nossos convidados e bem-vindos em nossa humilde casa.

Informação para os participantes:
– A oficina de construção de berimbaus tem vagas limitadas, restrita aos participantes com inscrição completa, por ordem de inscrição.
– Se possível trazer instrumento para a aula de música.

Até breve, Axé!

Professor Ganso
Preservação da Mandinga

CONVIDADOS (em actualização):
Mestre Ulisses (Preservação da Mandinga, Portugal)
Mestre Maclau (Grupo União na Capoeira, Noruega)
Mestre Bailarino (International Capoeira Raíz, Alemanha)
Mestre Saulo (Capoeira IUNA, Alemanha)
Professor Dacor (Grupo de Capoeira União, Inglaterra)
Professor Bruno Baião (Capoeira Gerais, Alemanha)
Professor Cacheado (Grupo União na Capoeira, Noruega)
Professora Boneca (Grupo União na Capoeira, Noruega)
Professor Curinga (Preservação da Mandinga, Portugal)
e mais…

PROGRAMA (em actualização):
Sexta-feira
16:30 – 17:00 Boas-vindas e inscrições
17:00 – 19:00 Treino
19:00 – 22:00 Batizado e troca de graduação d@s adult@s e Rodas

Sábado
10:00 – 12:00 Treinos
12:00 – 13:00 Rodas
14:30 – 15:30 Aula de música / Samba-de-roda
15:30 – 17:30 Treinos
18:00 – 19:30 Rodas

10:00 – 13:00 Oficina de construção de berimbaus

22:00 – 03:00 MALANDRAGEM PARTY

Domingo
12:00 – 14:00 Treinos
14:00 – 15:00 Rodas
16:00 – 17:00 Batizado das crianças
17:00 – 18:30 Roda de despedida

10:00 – 13:00 Oficina de construção de berimbaus

CONTRIBUIÇÕES:
3 dias 70 €
1 dia 35 €
Roda de 6a-feira 15 €
Construção de berimbaus +30 € (material incluído)

LOCAL (em actualização):
GymWelt
Ohlauer Strasse 24
10999 Berlin-Kreuzberg

CONTACTOS:
gansocapoeira @preservacaodamandinga.org
+49 – (0)176 – 67346900 (Professor Ganso)
+49 – (0)176 – 76077684 (Instrutora Girassol)

Alemanha: Malandragem da Capoeira 2012

Benvind@s ao Malandragem da Capoeira 2012!

O Malandragem da Capoeira é um encontro de Capoeira, organisado pelo Professor Ganso e alun@s, do grupo Preservação da Mandinga em Berlim. Em anos anteriores contou com a presença dos Mestres Ulisses, Nilson, Maclau, Bailarino e Saulo, do Contra-mestre Caracú e dos Professores Dacor, Macaúba e Izol.

Este ano, para além dos habituais treinos, aulas de música e rodas, o Malandragem da Capoeira incluirá também um workshop de construção de berimbaus opcional: por 30 € adicionais, 10 de nós construiremos o nosso próprio berimbau sob a orientação do Mestre Ulisses!

As inscrições efectuadas até o dia 7 de Setembro (“Early Bird”) beneficiam de um preço especial.

O workshop de construção de berimbaus é limitado aos primeiros interesssad@s, e com inscrição completa.

Se possível trazer instrumento para a aula de música.

Alojamento disponível mediante contacto até ao dia 21 de Setembro (trazer saco-cama).

Esperamos ver-vos em Berlim para mais um Malandragem, axé!

Convidados:
Mestre Ulisses (Preservação da Mandinga, Portugal)
Mestre Maclau (Grupo União na Capoeira, Noruega)
Mestre Bailarino (International Capoeira Raíz, Alemanha)
Mestre Borracha (Capoeira Pau Brasil, Brasil)
Mestre Pim-Pim (Iê Ação Cultural, Alemanha)
CM Caracú (Capoeira Senzala, Alemanha)
Prof Grilo (Grupo União na Capoeira, Portugal)
Prof Bruno Baião (Capoeira Gerais, Alemanha)

Programa:


Sexta-feira
16:30 – 17:00 Boas-vindas e inscrições
17:00 – 22:00 Treino e roda
Sábado
10:00 – 19:00 Treinos, aula de música e rodas
22:00 – 03:00 MALANDRAGEM PARTY
Domingo
10:00 – 18:30 Treinos, rodas e construção de berimbaus

Contribuições:
“Early Bird” 3 dias 50 €
3 dias 60 €
1 dia 30 €
Roda de 6a-feira 10 €
Workshop de construção de berimbaus +30 € (material incluído)

Local:
Mime Centrum Berlin
Estudio 2
Künstquartier Bethanien
Mariannenplatz 2, 2º andar
10997 Berlim

Contactos:
gansocapoeira @preservacaodamandinga.org
+49 – (0)176 – 67346900 (Ganso)
+49 – (0)176 – 76077684 (Girassol)

Homem de Gelo no Botafogo, Jefferson vira Gato Negro na capoeira

Goleiro mostra desenvoltura no esporte e diz que é preciso ter muito jogo de cintura para passar por determinadas situações do futebol

Agilidade, flexibilidade, concentração e disposição. Tudo isso contribui para o sucesso de um bom goleiro. Mas essas características também podem influenciar no bom desempenho em outro esporte: a capoeira. O show visual proporcionado pelo jogo pode ser comparado, inclusive, às defesas de um profissional do futebol. Que o diga Jefferson, camisa 1 do Botafogo.

Nascido na Bahia, onde a capoeira tem raízes fortes, ele pratica o esporte desde os sete anos. O goleiro conta que dividia o tempo entre as peladas com os amigos e as rodas ainda em São Vicente, em São Paulo. Porém, teve que deixar o hobby de lado, pois, desde os 15 anos, vive do futebol. Mas voltou a sentir o gostinho da capoeira na manhã desta quinta-feira, no Aterro do Flamengo, um dia após a vitória por 4 a 1 sobre o Madureira, no Engenhão, pela terceira rodada da Taça Guanabara.

Conhecido como Homem de Gelo, tamanha sua frieza durante os jogos e treinos em General Severiano e no Engenhão, Jefferson deixou para trás o semblante fechado, o olhar fixo e o estilo de poucas palavras para relembrar a infância. Vestiu o novo uniforme, colocou a corda e foi mostrar seu gingado. Tudo banhado a muitos sorrisos e brincadeiras com os 20 jogadores do grupo Abadá-Capoeira, que tem sede no Humaitá, Zona Sul do Rio de Janeiro.

– No futebol, os treinos e os jogos exigem mais um pouco de concentração e seriedade. Não pode levar tudo na brincadeira. Mas, ao sair do futebol, somos outros, precisamos de algo como a capoeira para distrair. É isso que faço. Nas horas de lazer procuro me distrair um pouco – disse o goleiro, que chegou acompanhado de sua esposa Michele e a filha Nicole, de dois anos.

Nem mesmo o 1,90m atrapalhou o goleiro. Acostumado a voar debaixo das balizas, Jefferson fez estripulias no Aterro do Flamengo. Depois de sua exibição, ganhou o apelido do grupo: Gato Negro. O giro no ar também foi batizado: o pulo do gato. Cansado após sua participação, ele disse se sentir mais preparado para os treinos físicos e saiu satisfeito de voltar a praticar capoeira.

– Cansa, exige muito, mas é legal. Faz parte. Só é preciso ter cuidado, porque ajuda, mas pode causar lesões – disse o goleiro, que garantiu que o técnico Joel Santana sabia do jogo de capoeira.

A ginga que mostrou na roda de capoeira é a mesma que o ajuda a sair de situações complicadas no dia a dia do futebol. Jogo de cintura não falta ao goleiro, que é um dos líderes da equipe alvinegra e ídolo da torcida.

– Tem que ter ginga em todos os sentidos para administrar algumas coisas que acontecem no futebol.

É preciso também ter jogo de cintura com as brincadeiras dos integrantes do Abadá-Capoeira. Havia apenas um botafoguense entre os 20 jogadores que se encontravam na roda. Logo de cara, o goleiro avisou que só jogaria com o alvinegro. Depois de ouvir algumas provocações do flamenguista Anderson Silva, o professor Parafuso, o camisa 1 foi defendido por Leonardo Lenine, o Barata.

– Eles estão é preocupados, se sentindo ameaçados.

 

Sonho com a volta para Seleção

 

O sucesso com a camisa do Botafogo em 2010 fez com que Jefferson fosse convocado por Mano Menezes para a Seleção Brasileira. Porém, ficou fora da última lista, já que o treinador optou por não convocar atletas que atuam no Brasil. Mas um nome chamou a atenção. O goleiro Julio César, do Inter de Milão, que defendeu a amarelinha nos últimos anos e participou da Copa do Mundo na África do Sul, voltou a ser chamado.

– Desde que fui convocado, sabia que o Julio César ia voltar. Mas também penso em voltar à Seleção e vou continuar trabalhando no Botafogo para ter novas oportunidades.

 

Fonte: http://globoesporte.globo.com

A mamãe faz capoeira

Ela cuida dos filhos, da casa, do marido, muitas vezes trabalha fora e ainda consegue tempo para treinar e estar presente nas rodas.

A mãe capoeirista é uma mulher surpreendente que, fazendo milagre com seu tempo, consegue cultivar a felicidade da família e conquista o carinho e a amizade de todo o grupo.

É claro que a disponibilidade não é tão grande mas, mesmo precisando se afastar algumas vezes, a mãe capoeirista nunca abandona a capoeira. É o que diz Vilma, capoeirista há nove anos e mãe de Pâmela, que agora está com cinco anos de idade: “Eu pratico e incentivo minha filha a praticar capoeira mesmo com os contratempos da vida, pois a capoeira é esporte, lazer e cultura”.

Em alguns casos, a mãe capoeirista já traz a capoeira como parte da sua vida e a apresenta aos filhos quando eles ainda estão em sua barriga. É o caso de Raylana, fisioterapeuta, capoeirista há 13 anos, e mãe da Maria Eduarda, de 1 ano e 11 meses. “Ela ainda é muito pequena, mas quando vê DVD de capoeira comigo já bate palma”, afirma sorrindo.

Em outros casos, a mãe capoeirista é que conhece a capoeira através dos filhos, acompanhando-os nos treinos.

Em ambas as situações é uma mãe sempre presente e, muitas vezes, até “adota” as outras crianças do grupo, com cuidados, carinhos e conselhos que só uma mãe sabe dar.

Merecedora de nossa admiração, carinho e respeito durante todos os dias do ano, a mãe capoeirista merece ser lembrada e homenageada por todos, não apenas por seus filhos, no dia das mães que se aproxima.

Parabéns a todas as mamães que fazem a diferença no meio capoeirístico!

 

Neila Vasconcelos – Venusiana

capoeiradevenus.blogspot.com

A importância das cadeiras no desenvolvimento do golpe de vista e na segurança do jogo de capoeira

Dedicado a Guanais e Lemos, que me fizeram aprender o mecanismo de perda de consciência, desmaio, pela hipertensão intracraniana por compressão das veias jugulares no colar-de-força.[1]

Mestre Pastinha escreveu:

2.2.31 – …”eu não enventei[2]“…

… “eu não enventei;”…

…”eu vi e achei bom”…

… “e aprendi no circo[3] de cadeiras,”…

… “para aprender o jogo de dentro…”
(77a,11-b13)

… Nós todos vimos…

… achamos bom…

… aprendemos com os mais velhos!

… Pastinha acentua a importância…

… da proximidade entre os parceiros no jogo de capoeira…

… os antigos mestres usavam obstáculos…

…. círculo de cadeiras…

… mesas…

… ou de ambos…

… para desenvolver a agilidade…

… e “golpe de vista”

.. indispensáveis à pratica da capoeira…

… especialmente no jogo de dentro..

… que simula a luta com arma branca!

HerPast p.77

Pastinha sabiamente acentua importância da proximidade entre os parceiros no jogo de capoeira e afirma que os antigos MESTRES usavam obstáculos periféricos, circundantes, circunvizinhos…

círculos de cadeiras

mesas …

luzes apagadas…

como usávamos eu e Guamais[4] em nossos treinos secretos…

olhos vendados, além das luzes apagadas…

como fazíamos eu e Jose Sobrinho “Zezinho” em nossos treinos de Judô!

ou ambos meios…

Para desenvolver as percepções extra-sensoriais como em Ioga e Artes Marciais!

Esta referência de Vicente Ferreira Pastinha ao uso de seu Mestre das cadeiras para delimitar a área de movimento ou jogo e assim desenvolver a noção de localização espacial durante o preparo técnico do capoeirista é muito importante por que revela preocupação desde os tempos antigos com a localização espacial do capoeirista dentro do ambiente do jogo.

Desta maneira o capoeirista desenvolve um sexto – sentido e adquire noção e domínio do espaço restrito de jogo, perde o medo de se aproximar do parceiro-adversário, especialmente útil no jogo-de-dentro, e extremamente importante na criação de oportunidades de contra-ataque e ou bloqueio do uso de arma-branca, seja faca, punhal, estoque, facão, navalha, tesoura ou mesmo guarda-chuva, borduna, sombrinha, cadeira, banco, cacete, cassetete, quiçá garrafa de vidro ou panela.

Reflexo utilíssimo no corpo-a-corpo, na prevenção de impacto sobre os assistentes ou circundantes e origem da sensação de coragem, segurança, autodomínio, autoestima, calma e autoconfiança tão característica do capoeirista.

O treino individual cercado por 4, 6 ou 8 cadeiras simulando outros tantos adversários aperfeiçoa o sentido de localização espacial, avaliação de distância e golpe-vista, extremamente importantes no jogo, na luta, no trabalho, no transito e no cotidiano.

Nos anos quarenta (do século passado…), depois das aulas e treinos currículo, Bimba me entregava a chave para abrir a Academia no dia seguinte às 5 horas da manhã e o nosso grupo (Guanais, cabo Néri, Lemos) para um treino de briga (vale-tudo) em ambiente fechado com cacetes e armas-brancas[5].

Treino com luz apagada, cadeiras, mesas e bancos espalhados aleatoriamente pela sala, grupo de 3 amigos íntimos…

testados pelo Tempo…

verdadeiros…

confiáveis reciprocamente,

grupo excelente para aperfeiçoamento dos reflexos de esquiva e contra-ataque…

sem acidentes… nem incidentes

pelo dominância da esquiva sobre o ataque…

sem soltar golpes a esmo…

E a lembrança de Hector Caribé a recomendar…

A saída de salto mortal para trás..

Pela janela…

Quando acuado contra a parede…

Sem outra saída…

No andar térreo…

Naturalmente!

Lembrando também…

Os treinos de Judô como Zezinho Sobrinho para adivinhar o que outro iria fazer…

Sem a proteção do tatami

No chão de cimento do pátio da casa de

Olhos vendados…

Sem lâmpadas acesas…

E Um sempre percebia…

O que o Outro ia fazer

Era o SEXTO-SENTIDO!


 

[1] Quando eu acordava já estava deitado no chão e aprendi a sacudir o corpo e jogar o agarrador à distância… Quanta saudade, amigos!

[2] Inventei

[3] Circulo

[4] Filho de índios, meu colega de curso ginasial, órfão de pai. Deixou de estudar para trabalhar para educar os seus irmãos mais jovens. dentre os quais destaco o docente de medicina Dr. Sócrates Guanais um dos fundadores do Hospital Cardio-Pulmonar. Grande homem! Maior e Melhor Amigo! Grande Professor!

[5] Navalhas, punhais, estoques, facas e facões.

Nota de Falecimento: Vanderley Monteiro Silva (Cabo 7)

Bom dia!

Meu nome é Walace Rocha, capoerista batizado como 100% pelo Mestre Pelé (Associação de Capoeira Casa do Engenho), de Duque de Caxias, Rio de Janeiro.

É com pesar que solicito a este sério site, a informação do óbito de uma das maiores promessas da capoeira carioca no dia 27/10/07, vítima de acidente automobilístico na Estrada de Três Rios. O jovem professor Vanderley Monteiro Silva, 33 anos, muito conhecido no meio da capoeiragem como Cabo 7, motivo de luto e registro, que pelo atropelar dos fatos, muitos de seus admiradores e amigos ainda não sabem.
Que a sua memória seja resgatada em cada roda; que seus amigos tenham sempre a sua alegria e espontaneidade nos treinos e apresentações.

Vanderley Monteiro Silva, 33 anos, muito conhecido no meio da capoeiragem como Cabo 7
Clique para ampliar as imagens…

Desde já agradeço a colaboração, em nome dos Mestres Levy, Pelé e da Associação de Capoeira Casa do Engenho/RJ.

Axé,
100%

Desejamos a toda família e amigos do Cabo 7 muito força e união neste momento delicado da caminhada do ser humano…

Um grande abraço, repleto de muito axé de toda equipe do Portal Capoeira.

A importância das cadeiras no desenvolvimento do golpe de vista e na segurança do jogo de capoeira

Em homenagem as pessoas que doam seu tempo… sua vida… e sua obra para o mundo…. para a capoeira…
 

Mais uma matéria especial escolhida pela equipe Portal Capoeira em comemoração ao 1º aniversário do site, a materia indicada foi retirada do site: Capoeira da Bahia, sob a responsabilidade de Angelo Augusto Decanio, o nosso querido Mestre Decanio, figura impar, cidadão dedicado que tive o prazer de conhecer e poder olhar dentro de seus olhos… Personalidade forte, cativante contagia a todos em sua volta com sua enorme sabedoria, presença de espírito e inteligência, médico e amigo íntimo de "BIMBA", Mestre Decanio é fonte de energia e conhecimento para todo e qualquer capoeirista, exemplo de vida e dedicação a humanidade.
 
Fica a dica para uma visita ao site: Capoeira da Bahia – www.capoeiradabahia.lmilani.com para ler os maravilhosos textos e ter acesso a uma enorme quantidade de informação de qualidade disponibilizadas pelo Mestre Decanio cujo lema de vida é: "A Capoeira é uma escola de CIDADANIA".
 
Luciano Milani



Dedicado a Guanais e Lemos, que me fizeram aprender o mecanismo de perda de consciência, desmaio, pela hipertensão intracraniana por compressão das veias jugulares no colar-de-força.
[1]

Mestre Pastinha escreveu:

2.2.31 – …"eu não enventei[2]"…

… "eu não enventei;”…

…”eu vi e achei bom”…

… “e aprendi no circo[3] de cadeiras,”…

… “para aprender o jogo de dentro…"
(77a,11-b13)

… Nós todos vimos…

… achamos bom…

… aprendemos com os mais velhos!
 

… Pastinha acentua a importância…

… da proximidade entre os parceiros no jogo de capoeira…

… os antigos mestres usavam obstáculos…

…. círculo de cadeiras…

…  mesas…

… ou de ambos…

… para desenvolver a agilidade…

… e “golpe de vista”

.. indispensáveis à pratica da capoeira…

… especialmente no jogo de dentro..

… que simula a luta com arma branca!

 

Herança de Pastinha p.77

 

Pastinha sabiamente acentua importância da proximidade entre os parceiros no jogo de capoeira e afirma que os antigos MESTRES usavam obstáculos periféricos, circundantes, circunvizinhos…

círculos de cadeiras

mesas …

luzes apagadas…

como usávamos eu e Guamais[4] em nossos treinos secretos…

 

olhos vendados, além  das luzes apagadas…

como fazíamos eu e Jose Sobrinho “Zezinho” em nossos treinos de Judô!

ou ambos meios…

Para desenvolver as percepções extra-sensoriais como em Ioga e Artes Marciais!

Esta referência de Vicente Ferreira Pastinha ao uso de seu Mestre das cadeiras para delimitar a área de movimento ou jogo e assim desenvolver a noção de localização espacial durante o preparo técnico do capoeirista é muito importante por que revela preocupação desde os tempos antigos com a localização espacial do capoeirista dentro do ambiente do jogo.

Desta maneira o capoeirista desenvolve um sexto – sentido e adquire noção e domínio do espaço restrito de jogo, perde o medo de se aproximar do parceiro-adversário, especialmente útil no jogo-de-dentro, e extremamente importante na criação de oportunidades de contra-ataque e ou bloqueio do uso de arma-branca, seja faca, punhal, estoque, facão, navalha, tesoura ou mesmo guarda-chuva, borduna, sombrinha, cadeira, banco, cacete, cassetete, quiçá garrafa de vidro ou panela.

 Reflexo utilíssimo no corpo-a-corpo, na prevenção de impacto sobre os assistentes ou circundantes e origem da sensação de coragem, segurança, autodomínio, autoestima, calma e autoconfiança tão característica do capoeirista.

O treino individual cercado por 4, 6 ou 8 cadeiras simulando outros tantos adversários aperfeiçoa o sentido de localização espacial, avaliação de distância e golpe-vista, extremamente importantes no jogo, na luta, no trabalho, no transito e no cotidiano.

Nos anos quarenta (do século passado…), depois das aulas e treinos currículo, Bimba me entregava a chave para abrir a Academia no dia seguinte às 5 horas da manhã e o nosso grupo (Guanais, cabo Néri, Lemos) para um treino de briga (vale-tudo) em ambiente fechado com cacetes e armas-brancas[5].

Treino com luz  apagada, cadeiras, mesas e bancos espalhados aleatoriamente pela sala, grupo de 3 amigos íntimos…

testados pelo Tempo…

verdadeiros…

confiáveis reciprocamente,

grupo excelente para aperfeiçoamento dos reflexos de esquiva e contra-ataque…

sem acidentes… nem incidentes

pelo dominância da esquiva sobre o ataque…

sem soltar golpes a esmo…

E a lembrança de Hector Caribé a recomendar…

A saída de salto mortal para trás..

Pela janela…

Quando acuado contra a parede…

Sem outra saída…

No andar térreo…

Naturalmente!

 

 Lembrando também…

Os treinos de Judô como Zezinho Sobrinho para adivinhar o que outro iria fazer…

Sem a proteção do tatami

No chão de cimento do pátio da casa de

Olhos vendados…

Sem lâmpadas acesas…

E Um sempre percebia…

O que o Outro ia fazer

 

Era o SEXTO-SENTIDO!


[1] Quando eu acordava já estava deitado no chão e aprendi a sacudir o corpo e jogar o agarrador à distância… Quanta saudade, amigos!

[2] Inventei

[3] Circulo

[4] Filho de índios, meu colega de curso ginasial, órfão de pai. Deixou de estudar para trabalhar para educar os seus irmãos mais jovens. dentre os quais destaco o docente de medicina Dr. Sócrates Guanais um dos fundadores do Hospital Cardio-Pulmonar. Grande homem! Maior e Melhor Amigo! Grande Professor!

[5] Navalhas, punhais, estoques, facas e facões.

 

A CAPOEIRA ESTÁ EM FESTA, É ANIVERSÁRIO DE MESTRE PINATTI

Para comemorar o aniversário deste Gigante da Capoeira Paulista, um dos principais precursores da capoeiragem na terra da Garoa, o Portal Capoeira separou dois textos:

O Primeiro de autoria de Marta Sales, onde o Mestre é homenageado e o segundo de Autoria de Miltinho Astronauta onde o autor nos leva a decada de 60 e conta um pouco da história da criação da famosa "Academia de Capoeira Regional de Elite de São Paulo" e dos treinos de Pinatti e Suassuna no fundo do quintal da Familia Pinatti.

Um grande abraço meu Amigo Djamir, muita saúde e capoeira e que venham mais e mais voltas ao mundo…. Um dos meus maiores prazeres nesta viagem de férias ao Brasil é poder estar com o senhor e dar este abraço pessoalmente…
Luciano Milani

A CAPOEIRA ESTÁ EM FESTA, É ANIVERSÁRIO DE MESTRE PINATTI

Queremos registrar o aniversário de um dos mais conceituados e respeitados Mestres de Capoeira e aproveitar para desejar muita paz, saúde e muitos anos de vida e de Capoeira. Que Deus lhe abencoe Mestre e muito obrigado por toda a contribuição que o senhor deu e ainda está dando para esta arte. Feliz aqueles que lhe tem como orientador, amigo, companheiro e pode desfrutar de sua presença. Seja Feliz, o senhor merece tudo de bom, que a sua postura sirva de exemplo para todos os capoeiristas deste maravilhoso planeta terra.

Marta Sales – Portugal


CA P O E I R A G E M – Da "Volta do Mundo" no fundo de um quintal paulista à  "Volta ao Mundo de Meu Deus"
"O que é isto meu amor
Venha me dizer
Isto é Fundo de Quintal
É pagode (Capoeira?) pra valer"
 
Assim seria a versão de um dos sambas da grande compositora mangueirense (Grêmio Recreativo Estação Primeira da Mangueira, Rio de Janeiro) Leci Brandão (foto, à direita) , caso tivesse passado pela Rua Comendador João Gabriel, 56-fundos, Bairro Mirandópolis, no ano de 1965, São Paulo.
 
Acontece que naquele endereço, mais precisamente no quintal, a céu aberto da casa de dona Alice Furtado Pinat (Mãe de Mestre Pinatti), estava se formando um dos primeiros grupos de Capoeira paulista.
 
Tratava-se na verdade de um espaço cedido pela família dos Pinatti – tradicional família italiana que veio da região de Ribeirão Preto para a capital paulista " para que um de seus filhos, o Djamir, juntamente com seu novo amigo Reinaldo, fundasse a "Academia de Capoeira Regional de Elite de São Paulo".
Mestre Pinatti " ou mais precisamente Pinat " guarda com carinho uma carteirinha remanescente daquela época, sendo que a mesma ilustrará o livro que ele está escrevendo sobre a Capoeira Paulista. Conhecendo-o bem, como estou aprendendo a faze-lo, certamente o título deverá ser algo como "Capoeira Paulista " do Fundo do Quintal ao Fundo da Alma".
 
No seu livro, de maneira emocionada, Pinatti começa contando como foi sua iniciação na Arte da Capoeiragem. Com detalhes preciosos que vão surpreender o mundo, como, por exemplo, a o perfil do seu primeiro parceiro na ousada empreitada, um jovem chamado Reinaldo, de sobrenome Ramos Suassuna, hoje, mundialmente conhecido como Mestre Suassuna.
Na ocasião Pinat trabalhava em um banco, e convenceu a família a permitir que alguns amigos se reunissem, duas ou três vezes por semana, para aprender, com eles, as artimanhas da Capoeiragem.
 
Suassuna, de maneira apaixonada, era o responsável por grande parte dos treinos. Estivesse frio ou calor, lá estava ele e os alunos treinando e se aperfeiçoando na rasteira, na cabeçada, no aú e na armada. Exímio jogador e também grande na cantoria.
 
Até em dia de chuva, lá no quintal, estavam os intrépidos capoeiras. Para não perder tempo, eles se protegiam na entrada de uma das portas da casa, onde, numa parte coberta tinha um tanque de lavar roupa, e ali ensaiavam toques de berimbau e pandeiro e ensaiavam cantos de capoeira. Cessando a chuva a roda recomeçava.
Vez ou outra, apareciam convidados especiais, grandes capoeiras como Paulo Gomes, Paulão, Marcão, Lopes, Brasília, Zé de Mola e outros. Nomes que, diga-se de passagem, merecem também um espaço próprio.
 
Em outras ocasiões, parte do grupo, normalmente sob o comando de Suassuna e do próprio Pinatti, caiam para as bandas do Brás (Rua Bresser), onde iam visitar a "academia" do Mestre Zé de Freitas, ou então testavam suas capoeiras na academia do Mestre Waldemar Alfaiate " vindo do Rio de Janeiro, com academia na Rua Bela Cintra, Bairro do Bexiga.
 
Mestre Zé de Freitas, aliás, que hoje vive em Alagoinha, na Bahia, é um dos pioneiros da Capoeira em solo paulista e merece ser devidamente entrevistado, tendo seus depoimentos documentados para que parte da Memória da Capoeira Paulista não se perca com o tempo. Chegaremos lá.
Este "modelo de treinamento", registre-se, não é, nem foi exclusividade paulista. A bem da verdade, esses tipos de treinos aconteciam bem antes da era das Academias de Capoeira. O uso de locais improvisados para treino e rodas foi comum nos tempos antigos. Senão, vejamos.
Mestre Waldemar da Liberdade tinha seu Barracão de Capoeira Angola (década dos 50), onde mestres como Nagé, Traira e o próprio João Grande vadiavam nos finais de semana, mormente nos dias de domingo e dias santos.
 
Antes disso, no Rio de Janeiro, o saudoso Mestre Sinhô (o paulista-carioca Agenor Sampaio), natural de Santos, conhecido também, simplesmente como Sinhozinho, formava alguns campeões em diversas modalidades de luta e/ou esportiva.
André Lace, em seu livro "Capoeiragem no Rio Antigo" (2002) relata que, nos idos de 1930, Sinhozinho preparava seus alunos em um terreno baldio, improvisando equipamentos de forma simples e engenhosa. Por exemplo, um cabo de vassoura com um sapatão acoplado na base transforma-se em perfeito equipamento para se treinar e aperfeiçoar as entradas e saídas das rasteiras.
 
O mesmo livro, registra a importância do livro de Zuma Burlamaqui (1928), o confronto do campista Cyríaco Macaco Velho (1909) , e o misterioso livro de ODC (1907)
Voltando à atualidade paulista, dia desses, Suassuna e Pinatti, ambos consagrados pela excelência de seus trabalhos e pelas incessantes lutas pela causa Capoeira, tiveram um encontro inesperado no saguão do aeroporto de Guarulhos. Suassuna estava regressando de Israel. Pinatti indo para uma de suas freqüentes viagens internacionais, talvez Amsterdã.
 
Mestre Pinatti, em tom emocionado, comenta ao colega das antigas: "Suassuna, você já parou para pensar que daquele quintal da… você e eu alcançamos fama e glória com nossa Capoeira?".
E mais ainda, que se imortalizariam na História da Capoeira Paulista!
 

SP: Projeto Capoeira Entre Amigos

Salve camarada Caco Veio, há muito não nos vemos… mais guardo com saudades as aulas na Malungos, as Rodas no Aeroanta e principalmente as Rodas na República, aos domingos… sucesso veio camarada…
Luciano Milani

O Projeto Capoeira Entre Amigos surgiu da necessidade de reunir pessoas para que pudessem treinar, sem o  comprometimento com grupos ou estilo e somente com a Capoeira, somado aos valores de respeito mútuo, representado nas características de cada amigo, em manifestar suas qualidades capoeristícas, aperfeiçoando e interagindo com os outros, ampliando seus conhecimentos,  criando assim uma sinergia em torno do mundo da Capoeira e cultura brasileira.
 
O Centro de Treinamento fornecerá todos esses elementos, num único espaço, possibilitando o convívio e troca de informações entre seus responsáveis e convidados.
 
Ressaltando que a proposta não é formar grupo de capoeira, pois todos já têm seu trabalho sedimentado. O foco do Centro de Treinamento é outro, isto é, reunir capoeiras com finalidade de treinar, por amor a Capoeira, e não voltado à formação de grupo.
 
 Os responsáveis pelo Centro de Treinamento do Projeto Capoeira Entre Amigos são:
–         Professor Caco Veio
–         Professor Pequeno
–         Professor Repolho
–         Professora Angélica
–         Professor Sargento
–         Instrutor Espeto
O Centro de Treinamento
 
Será um ponto de encontro entre capoeiristas, para energização positiva em prol da Capoeira, através de treinos práticos*, palestras, conferências, debates e tudo  relacionado  com Cultura Brasileira.
 
Fornecerá aulas prática e teórica na arte de tocar Berimbau e toda parte musical própria da Capoeira, estudo e compreensão das músicas, para melhor preparo do capoeirista nas rodas de Capoeira, além de haver periodicamente, curso para confeccionar instrumento da Capoeira, como berimbau, caxixi, reco-reco.
 
Procuraremos sempre chamar um Mestre "antigo", para que possa ministrar treinos e cursos a todos os interessados. 
 
O Centro de Treinamento estará aberto a todos que desejarem participar, de alguma forma; nos cursos, oficinas, palestras, berimbaus e treinos  citados, logo é um espaço para capoeirista e naturalmente quem julgue ser amigo e ter respeito com a Capoeira.
 
Em decorrência dos gastos, haverá a necessidade de estipular preços, para que possamos cobrir nossas despesas, assim especificadas:
* Treino – R$ 5,00 (cada treino) horários a combinar
Cursos com Mestres "antigos" (no momento)
Aulas de Musicalidade R$ 5,00 (cada aula) as 6ª feiras
Para eventos de colegas – a combinar
Aulas 2ª e 4ª feiras com Prof. Repolho
Aulas 3ª e 5ª feiras com Profª. Angélica
 
Como proceder
 
  • Entrar em contato com um dos responsáveis e comunicar qual evento gostaria de fazer, efetivando sua inscrição.
  • Não poderá freqüentar aulas/treinos de bermuda ou trajes que ofendam a moral e os bons costumes.
  • A falta não justifica a devolução da inscrição, podendo repor em outro dia desde que justificado.
  • Todos pagarão em igual valor, salvo quando em inscrições de vários eventos e assim obtiver descontos.
  • Para as Rodas não será cobrada nenhuma taxa.
  • Não será permitido, fumar no interior do Centro de Treinamento.
 
Telefone dos responsáveis:
Prof. Caco Veio –  (11) 7218-3571
Prof. Pequeno –    (11) 4139-4759
Profª. Angélica –    (11) 4786-5223
Prof. Repolho –     (11) 9125-5619
Prof. Sargento –    (11) 9786-4567
Instrutor Espeto –  (11) 3735-8360
 
*Treinos  agendados com um dos professores.
 
 Como Chegar:
O endereço é Estrada do Campo Limpo, 5880, s/l e fica próximo ao Extra de Taboão da Serra. De carro é só ir pela Av. Prof. Francisco Morato (ela começa na ponte de Pinheiros, continuação da av. Rebouças) e no final ir pela pista da esquerda que contornará o Extra e já estará na Estrada do Campo Limpo. De ônibus é só pegar qualquer um que passe na estrada do Campo Limpo. De Pinheiros e do Centro de São Paulo há vários, como Macedônia, Maria Sampaio, Campo Limpo, Jd. Helga entre tantos. Nos 2º sábados de cada mês serão realizadas as Rodas Mensais de Capoeira. Dia 14 de Janeiro próximo passado foi realizada a primeira Roda.
 
Fonte: Jornal do Capoeira – www.capoeira.jex.com.br