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Livro: Entre a Vadiagem e a Academia

Entre a Vadiagem e a Academia – O Local e o Global na Capoeira de Belo Horizonte

Resumo ampliado

O livro adota a noção de mestiçagem no Brasil sob um ponto de vista que considera mais do que uma evidência empírica, demonstrando-a como valor constituído e constituinte de um repertório da capoeira acessível por meio da memória. Para isto, considera as “tradições inventadas” (HOBSBAWN; RANGER, 1984) na capoeira como reflexos das relações raciais no Brasil, apresentando a capoeira na cidade de Belo Horizonte (Minas Gerais) como estudo de caso. A discussão desenvolvida no livro também aborda o Turismo como articulador de relações entre as culturas, entendendo que as ressignificações simbólicas das culturas são influenciadas, mesmo que não sendo exclusivamente, pelo Turismo. O livro pretende demonstrar a capoeira na cidade de Belo Horizonte como estudo de caso para identificar a concepção de ‘afro-brasileiro’ e do afro-descendente na identidade local. A argumentação é embasada em pesquisa realizada pela autora para obtenção do título de especialista em Estudos Africanos e Afro-Brasileiros na Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, em 2007. A pesquisa teve enfoque qualitativo, utilizando para coleta de dados a pesquisa de campo, a realização de entrevistas do tipo pessoal/formal/estruturada com mestres e alunos capoeiristas de dois grupos de capoeira: Fundação Internacional de Capoeira Angola (FICA) que se identificava como sendo de capoeira angola e Grupo Bantus Capoeira (GBC) que se identificava como sendo de capoeira regional/contemporânea na cidade de Belo Horizonte. Ambos os grupos mantinham fortes relações com o Turismo. Também foram utilizados formulários de entrevistas para coleta de dados com capoeiristas turistas brasileiros e estrangeiros que tiveram contato com a capoeira em Belo Horizonte, observação sistemática de rodas de capoeira da cidade, pesquisa bibliográfica e no acervo do Museu da Capoeira (idealizado e coordenado pelo Mestre Noventa) e entrevistas com os mestres Toninho Cavalieri (tido como principal precursor da capoeira em Belo Horizonte) e Primo (Grupo Iúna de Capoeira Angola). Partindo dos resultados da pesquisa, o livro aborda a percepção dos capoeiristas sobre o que seriam as características peculiares à capoeira local, bem como as concepções sobre as relações raciais e de gênero na capoeira da cidade. Aponta, também, a percepção dos capoeiristas sobre a influência do Turismo e do mercado global na capoeira local enfatizando as relações e ressignificações simbólicas que esta influência acarreta para o capoeirista turista e o capoeirista residente, demonstrando como a viagem torna-se um valor importante para os capoeiristas em Belo Horizonte e, como a viagem ao exterior para dar aulas de capoeira é um ideal profissional dos capoeiristas locais, inclusive como forma de busca pela independência econômica. Essa concepção de valorização da viagem aumenta a partir da interação destes capoeiristas através dos meios de comunicação de massa globais, as trocas culturais advindas do Turismo e de sua participação na indústria cultural mundial. Neste processo, os objetivos e buscas dos capoeiristas na prática da capoeira modificam-se, influenciando e sendo influenciados a partir das trocas culturais, ampliando as percepções sobre a cultura afro-brasileira e as percepções do afro-descendente em nível local e global.

Mini-currículo autora

Patrícia Campos Luce é turismóloga de formação (Centro Universitário Newton Paiva), especialista em Estudos Africanos e Afro-Brasileiros (PUC/MG) e Mestre em Lazer (UFMG). Capoeirista há 9 anos, desenvolve pesquisas enfocando a prática da capoeira desde sua graduação em Turismo. Trabalhou na Superintendência de Interiorização da Secretaria de Estado de Cultura de Minas Gerais desenvolvendo projetos culturais relacionados à cultura afro-brasileira no interior do Estado de Minas Gerais. É sócio fundador do Instituto Brasileiro de Turismólogos, tendo atuado na comissão científica desta instituição focando pesquisas relacionadas ao turismo e cultura. Atualmente é doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Antropologia da Universidade Federal da Bahia residindo em Salvador e desenvolvendo pesquisas em diálogo com as áreas da Antropologia da Técnica, da Prática, do Corpo e da Performance tendo a capoeira como principal objeto de estudo.

O Fenomemo da Exportação – Onda 1

Turismo e Grupos Parafolclóricos

Dentro do contexto e da dinâmica da Exportação da capoeira é possível estabelecer um paralelo entre as “ondas do desenvolvimento humano” – que Alvin Toffler* nos colocou em seu Best-seller A Terceira Onda e as “quatro ondas de projeção” internacional da capoeira, cronologicamente encadeadas em analogia as “Ondas de Toffler”. Este paralelo foi o que norteou e alimentou um delicioso estudo e pesquisa direcionada que culminou em uma Importante Palestra ministrada na Europa pelos Professores e pesquisadores Acúrsio Esteves e Luciano Milani, ambos integrantes da equipe do Portal Capoeira. O caminho da capoeiragem das senzalas às universidades pode ser entendido e até enumerado dentro deste contexto sob o prisma das Ondas de Projeção que podem e certamente acabarão por ser mais do que quatro… pois estas ondas assim como escreveu Toffler, são dinâmicas, difusas e vivas…

 

As Ondas de Projeção

  1. Turismo e Grupos Parafolclóricos
  2. Academias e Boa Forma (Febre das Academias)
  3. Pesquisa e Produção Academica/Cientifica (Entidades de Ensino, Mestrados, Livros…)
  4. TIC´s – Web – Games – Mídia (Toda a rede digital e suas ramificações em função da divulgação e dissiminação da capoeira**)

Nesta primeira abordagem iremos tratar apenas da primeira onda: Turismo e Grupos Parafolclóricos. Em tempo, iremos também abordar, as restantes ondas de projeção internacional da capoeira (Onda 2, 3 e 4).

 

Uma Semente Africana…

“A capoeira, tem origens e raízes africanas…seu ventre, sua mãe… é conhecida como cultura negra… seu pai a liberdade… mas nasceu e foi criada no brasil, algures no recôncavo Baiano… cercada de malandragem e brasilidade… quando jovem foi rebelde, mal vista, perseguida… na adolescência se desenvolveu, cresceu… ganhou o mundo e respeito… tirou o seu passaporte…
Hoje, mais madura esta presente em todos os lugares… nos quatro cantos do mundo e tem o orgulho de dizer SOU BRASILEIRA.“
Luciano Milani

 

Uma História recente…

A capoeira, nasceu a cerca de 500 anos, foi criada em solo Brasileiro, tem origens e semente africana, cultivada e adubada pela magia da miscigenação e do pluralismo de saberes de culturas e raças… “Excluida e Criminalizada” no Governo Mal. Deodoro da Fonseca (Infração prevista no Código Penal – Artigo 402  de  1890), sua essência libertária, resistência e riqueza cultural fomentam ainda mais a suas quase infinitas possibilidades.

Bimba e Pastinha, ícones contemporâneos, influenciaram a forma como praticamos e vivenciamos a capoeira. Ambos os mestres tiveram um papel fundamental principalmente na década de trinta com a criação da Luta Regional Baiana e da Capoeira Angola… Impulsionados pelo cenário “politico/social/economico da época”, assim como outros importantes nomes dos mais diversos setores tiveram e continuam tendo um peso enorme neste emaranhado tão complexo e multi cultural turbilhão chamado capoeira

“A capoeira é um organismo vivo, ela evolui de acordo com as suas necessidades…”
Mestre Camisa

Fazendo uma analise ao cenário politico/social/economico da época (Governo Populista de Getúlio Vargas e o processo de Legalização da Capoeira), temos uma maior participação da classe média e dos universitários (classe academica) da Bahia, em maior sintonia com a “Capoeira Regional” de Manuel dos Reis Machado, cujo o legado e o método, revolucionaram a forma de praticar capoeira (Lazer, Esporte e Folclore  em Ambientes Fechados / Metodologia de Ensino) e uma maior aproximação da Esquerda e da classe artística/cultural (Jorge Amado, Pierre Verger, Caribé) com a “Capoeira Angola” de Vicente Ferreira Pastinha, que usou com maior enfase a vertente da Filosofia, Cultura e Ancestralidade.

Não devemos esquecer outras importantes frentes da dinâmica de disseminação e expansão da capoeira em outros estados como por exemplo a forte presença marcial da capoeiragem Carioca e Pernambucana e porque não citar a “Capoeira Utilitária” do Paulista-Carioca mestre Sinhozinho e até mesmo a Tiririca Paulista… todo bom estudioso da cultura popular sabe que as manifestações raramente ocorrem em regiões de forma isolada geográfica e temporalmente. Tanto é que Edison Carneiro, excelente folclorista, fez questão de deixar bem claro no título de um de seus livros (Dinâmica do Folclore), que tudo acontece dinamicamente. Em alguns casos manifestações se fundem, resultando em novas manifestações… correlatas e interligadas… com a proibição da capoeira em Pernambuco, aliado a questões político-social da época, nasce o Frevo!!! O bom capoeira sabe perceber que a “malícia” do bom “frevista” está ligado à ginga de um bom capoeira. E é isto que eram no passado: capoeiras. No Rio de Janeiro, a perseguição à capoeiragem (que, funcional e socialmente não é o mesmo que capoeira) resultou na Pernada Carioca. Digamos que era a “capoeira que não se chamava capoeira”, mas que tinha a eficiência da mesma, tanto enquanto luta, como também como lazer.

 Bimba e Getúlio Vargas

Segundo Liberac em sua analise sobre o surgimento da capoeira moderna baiana: “O Rio de Janeiro foi um ponto alto no que concerne à difusão de idéias sobre formas de aproveitamento da capoeira como esporte nacional e que foi a base política ao movimento em direção às academias (Onda 2 ) . Este cenário mostra o afastamento total da capoeira com o corpo cultural exibe um campo fértil para a transformação em luta marcial, diferentemente do contexto que a capoeira baiana moderna é construída.”

 

Apenas na segunda metade do século XX (década de 60/70),  já com a capoeira “reorganizada sob a nova otica da Angola e Regional” que a nossa vasta e “multifacetada arte”  tirou o seu passaporte. Este processo teve início de forma ímpar e quase que inconsciente… Foi através dos grupos parafolcloricos e do turismo que a capoeira ganhou o mundo… Então vamos “surfar na onda 1…”

Onda 1

Emília Biancardi, uma das principais fagulhas da “Exportação da Capoeira”, folclorista, professora, pesquisadora, escritora e responsável pelo magnifico trabalho do Grupo Folclórico Viva Bahia,criado em 1962, reuniu importantes representantes das manifestações culturais afro-brasileiras para integrar a equipe de base do “VIVA BAHIA”.  Entre os professores estavam Mestre Pastinha e João Grande (capoeira), Mestre Popó do Maculelê (foi com o grupo parafolclórico que pela primeira vez o Maculelê foi apresentado para o grande público e divulgado no exterior,  Emília escreveu a obra prima do Maculelê – Olê lê Maculelê), Neuza Saad (dança), D. Coleta de Omolu (Candomblé), Sr. Negão de Doni (Candomblé) e Mestre Canapun (puxada de rede). Muitos outros mestres de capoeira passaram pelo grupo. Consagrado internacionalmente, serviu de inspiração e incentivo para a formação de outros grupos de prestígio no Brasil e exterior, inclusive para o Balé Folclórico da Bahia, cujo criador foi discípulo da professora Emília Biancardi.

O “VIVA BAHIA”, foi sem dúvida alguma, um dos principais responsáveis pela internacionalização e exportação da capoeira e suas manifestações correlatas. Muitos mestres que viajaram com o grupo não retornaram das viagens. Amém ficou na Califórnia, Jelon e Loremil introduziram a capoeira em Nova York, nos anos 1970.

Somente em 1966 que a “capoeira fez seu primeiro voo transatlântico”, convidados pelo Ministério das Relações Exteriores que reuniu uma comitiva de capoeiristas, dentre eles mestres Pastinha, João Grande, Gato, Gildo Alfinete, Roberto Satanás e Camafeu de Oxossi, para representar a cultura popular afro-brasileira no I Festival Mundial de Artes Negras – África – Dakar.***

mestres Pastinha, João Grande, Gato, Gildo Alfinete, Roberto Satanás e Camafeu de Oxossi, para representar a cultura popular afro-brasileira no I Festival Mundial de Artes Negras - África – Dakar.

A participação de Vicente Ferreira Pastinha nesta celebração da cultura afrodescendente é e sempre será lembrada pois está gravada em versos na memória musical da capoeira
“… Pastinha já foi à África, pra mostrar capoeira do Brasil…”.

Para a comunidade capoeirística este fato representa o momento de encontro muito especial entre o mestre e os irmãos africanos,  evocando encontros também acontecidos na diáspora da população africana, que no Brasil enriqueceu de forma bastante evidente os campos artístico, cultural e econômico. Mesmo já estando cego, mestre Pastinha conseguiu a realização do sonho de conhecer a África…

 

Do Brasil para o Mundo

O crescimento da capoeira a nível mundial tem sido um fenômeno importantíssimo de divulgação e valorização dessa arte-luta que durante muito tempo sofreu uma perseguição, por vezes “velada”, porém implacável no brasil. Contudo essa “globalização” da capoeira traz também consequências negativas.

“O capitalismo e a política sabem muito bem como se apropriar dos bens produzidos pela sociedade – sejam eles materiais ou imateriais – para adequá-los às suas lógicas perversas.”
Acúrsio Esteves

Percebemos assim, uma tendência global que vem crescendo nos últimos anos, de transformação da capoeira em mais uma mercadoria na prateleira dos “shopping centers das culturas globalizadas”.

Se por um lado, isso garante a disseminação e divulgação dessa manifestação para um público cada vez maior, por outro faz com que ela perca muito dos seus traços identitários que a caracterizam como cultura popular, tradicional, libertária e de resistência.

“A capoeira não tem credo, não tem cor, não tem bandeira, ela é do povo, vai correr o mundo”.
Mestre Canjiquinha


* Alvin Toffler (3 de Outubro de 1928) é um escritor e futurista norte-americano doutorado em Letras, Leis e Ciência, conhecido pelos seus escritos sobre a revolução digital, a revolução das comunicações e a singularidade tecnológica.

** A Roda em Rede – Mariana Marchesi  (http://portalcapoeira.com/Publicacoes-e-Artigos/a-roda-em-rede-a-capoeira-em-ambientes-digitais)

*** Video do Festival Mundial de Arte Negra – Dakar – 1966 http://www.youtube.com/watch?v=YVZJwvzt8dY

Livro aborda pesquisa em BH sobre capoeira

O livro adota a noção de mestiçagem no Brasil sob um ponto de vista que considera mais do que uma evidência empírica, demonstrando-a como valor constituído e constituinte de um repertório da capoeira acessível por meio da memória. Para isto, considera as “tradições inventadas” (HOBSBAWN; RANGER, 1984) na capoeira como reflexos das relações raciais no Brasil, apresentando a capoeira na cidade de Belo Horizonte (Minas Gerais) como estudo de caso.

A discussão desenvolvida no livro também aborda o Turismo como articulador de relações entre as culturas, entendendo que as ressignificações simbólicas das culturas são influenciadas, mesmo que não sendo exclusivamente, pelo Turismo. O livro pretende demonstrar a capoeira na cidade de Belo Horizonte como estudo de caso para identificar a concepção de ‘afro-brasileiro’ e do afro-descendente na identidade local.

A argumentação é embasada em pesquisa realizada pela autora para obtenção do título de especialista em Estudos Africanos e Afro-Brasileiros na Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, em 2007. A pesquisa teve enfoque qualitativo, utilizando para coleta de dados a pesquisa de campo, a realização de entrevistas do tipo pessoal/formal/estruturada com mestres e alunos capoeiristas de dois grupos de capoeira: Fundação Internacional de Capoeira Angola (FICA) que se identificava como sendo de capoeira angola e Grupo Bantus Capoeira (GBC) que se identificava como sendo de capoeira regional/contemporânea na cidade de Belo Horizonte. Ambos os grupos mantinham fortes relações com o Turismo.

Também foram utilizados formulários de entrevistas para coleta de dados com capoeiristas turistas brasileiros e estrangeiros que tiveram contato com a capoeira em Belo Horizonte, observação sistemática de rodas de capoeira da cidade, pesquisa bibliográfica e no acervo do Museu da Capoeira (idealizado e coordenado pelo Mestre Noventa) e entrevistas com os mestres Toninho Cavalieri (tido como principal precursor da capoeira em Belo Horizonte) e Primo (Grupo Iúna de Capoeira Angola).

Partindo dos resultados da pesquisa, o livro aborda a percepção dos capoeiristas sobre o que seriam as características peculiares à capoeira local, bem como as concepções sobre as relações raciais e de gênero na capoeira da cidade. Aponta, também, a percepção dos capoeiristas sobre a influência do Turismo e do mercado global na capoeira local enfatizando as relações e ressignificações simbólicas que esta influência acarreta para o capoeirista turista e o capoeirista residente, demonstrando como a viagem torna-se um valor importante para os capoeiristas em Belo Horizonte e, como a viagem ao exterior para dar aulas de capoeira é um ideal profissional dos capoeiristas locais, inclusive como forma de busca pela independência econômica.

Essa concepção de valorização da viagem aumenta a partir da interação destes capoeiristas através dos meios de comunicação de massa globais, as trocas culturais advindas do Turismo e de sua participação na indústria cultural mundial. Neste processo, os objetivos e buscas dos capoeiristas na prática da capoeira modificam-se, influenciando e sendo influenciados a partir das trocas culturais, ampliando as percepções sobre a cultura afro-brasileira e as percepções do afro-descendente em nível local e global.

 

Mini-currículo autora

Patrícia Campos Luce é turismóloga de formação (Centro Universitário Newton Paiva), especialista em Estudos Africanos e Afro-Brasileiros (PUC/MG) e Mestre em Lazer (UFMG). Capoeirista há 9 anos, desenvolve pesquisas enfocando a prática da capoeira desde sua graduação em Turismo. Trabalhou na Superintendência de Interiorização da Secretaria de Estado de Cultura de Minas Gerais desenvolvendo projetos culturais relacionados à cultura afro-brasileira no interior do Estado de Minas Gerais. É sócio fundador do Instituto Brasileiro de Turismólogos, tendo atuado na comissão científica desta instituição focando pesquisas relacionadas ao turismo e cultura.

Atualmente é doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Antropologia da Universidade Federal da Bahia residindo em Salvador e desenvolvendo pesquisas em diálogo com as áreas da Antropologia da Técnica, da Prática, do Corpo e da Performance tendo a capoeira como principal objeto de estudo.

Patrícia Campos Luce (Pimenta)
Doutoranda em Antropologia Ufba
(71) 92008809

 

Festas e rituais da Bahia são homenageados em samba enredo da Portela

“Madureira sobe o Pelô, tem capoeira / Na batida do tambor, samba ioiô / Rola o toque de olodum… lá na Ribeira / A Bahia me chamou”.

Era esse o som que se ouvia na quadra do River Futebol Clube na tarde deste sábado (03/12), no Rio de Janeiro. O estado da Bahia, representado pela Bahiatursa – na pessoa de Domingos Leonelli, secretário de turismo da Bahia -, foi homenageado pela escola de samba Portela no samba enredo do Carnaval 2012.

Na feijoada do Grupo Recreativo Escola de Samba Portela, a Bahiatursa e mais de 200 operadores e agentes de viagens baianos eram convidados especiais. Com muita alegria, Leonelli contou que a Bahia será destaque na “passarela do samba” durante 160 minutos no Carnaval do ano que vem.

“Em 2012, nosso Estado será homenageado por duas escolas de samba cariocas. A Portela homenageia com o enredo sobre rituais e festas baianos. Já a Imperatriz Leopoldinense destaca a Bahia ao homenagear Jorge Amado. É uma exposição extraordinária, além de ser uma honra, é claro”, disse.

Muito além do enredo, que deixa o Estado em evidência na mídia internacional por conta da visibilidade do Carnaval do Rio, a Secretaria de Turismo da Bahia tem realizado muitas ações para aproveitar ao máximo a exposição.

“É uma sorte muito grande e precisamos maximizar os efeitos desse momento. Estivemos com a Portela na última Abav, no Soccerex e,hoje, na feijoada. Convidamos mais de 200 agentes e operadores da Bahia. Em breve, a Bahiatursa também estará na reinauguração da quadra da Portela. E a Portela, aliás, também tem participado de ações na Bahia e participará do Salão de Turismo em março do ano que vem. Ontem, o Diogo Nogueira, sambista e portelense, participou de uma ação no Elevador Lacerda, em Salvador. E não pararemos por aí. Estamos trabalhando nas ações para o pós-Carnaval”, contou o secretário.

A presença da Bahia no Carnaval carioca atrai atenção para o Estado, divulga sua cultura e agrega benefícios econômicos. Entretanto, Leonelli destaca outro aspecto que é beneficiado. “É muito bom ver a Bahia, que é terra do samba, presente no Carnaval do Rio. O turismo se beneficia, é claro, mas essas oportunidades despertam o que o setor tem de melhor: as relações interpessoais”, comentou.

Quem estava presente também era Luiz Carlos Brasileiro, secretário de Cultura e Turismo de Maragojipe, a 120 quilômetros de Salvador. Ele contou que o a cidade terá uma ala exclusiva no desfile da Portela. “Nosso Carnaval é muito tradicional, com mascarados e tudo mais. A essência do samba nasceu no recôncavo baiano e agora tem reconhecimento internacional”, contou.

“Está ouvindo? Esse é o melhor samba enredo do Carnaval de 2012. Vai ganhar, com certeza!”, despediu-se Leonelli. Eram esperadas 3 mil pessoas no evento, que contou com a presença de representantes da Bahiatursa; da diretoria, bateria e musas da Portela; da rainha de bateria e atriz, Sheron Menezes; e do compositor baiano Nelson Rufino, além de show de Gilsinho e Seus Capangas.

 

Fonte: http://www.mercadoeeventos.com.br

Olinda: Terceira Mostra Municipal de Turismo Sustentável

Olinda discute turismo, cultura e economia durante mostra sustentável

De hoje (26) até o próximo sábado (29), Olinda vai sediar a Terceira Mostra Municipal de Turismo Sustentável, que vai contar com representantes da cadeia produtiva turística local, nacional e internacional. O encontro vai discutir temas como diversidade cultural, economia solidária, criatividade e participação por meio de seminários, palestras, oficinas, feiras e apresentações culturais. 

A abertura oficial acontece no Mercado da Ribeira, com o lançamento do Mapa de Turismo Sustentável e do portal web “Turismo da Gente”, onde os turistas e interessados nesse segmento poderão encontrar informações sobre as diversas manifestações da cultura local, sejam elas nos formato artístico-culturais, empreendimentos comunitários e/ou serviços turísticos. O primeiro dia de atividades será encerrado por diversos artistas da rede, apresentando a dança do frevo, capoeira, maracatu e coco, estilos representativos da cultura local.

No segundo dia do evento, o tema será  “Turismo, patrimônio e desenvolvimento sustentável em 2011”, que será detalhado pelo presidente do Instituto Cooperação Econômica Internacional, Alfredo Somoza; Aneide Santana, do Arquivo Público de Olinda e Marcel Levi, Fundação Getúlio Vargas. Rodas de diálogos também serão abertas debatendo sobre as “Experiências e boas práticas de turismo sustentável”, composta por membros da Rede de Turismos Sustentável de Olinda e Buenos Aires, Associação Italiana de Turismo Responsável, Associação Europeia para o Turismo Responsável e Hospitalidade (EARTH), Central de Turismo Comunitário do Amazonas e Rede de Turismo Criativo (Pontão de Cultura ITEIA).

Exploração sexual e trabalho infantil no turismo farão parte do seminário apresentado pela ONG Childhood e Coletivo Mulher Vida. O turismo como meio de inclusão social também fará parte dos debates, onde representantes do trade turístico e Associação dos Condutores Nativos de Olinda irão expor suas experiências.

Ainda no segundo dia de programação, as oficinas de confecção de livros com materiais reciclados (scrapbook), pintura contemporânea, capoeira e de gastronomia de terreiros serão ministradas pelos próprios protagonistas da cultura local aos alunos da Oficina Água Viva e das escolas da rede pública de ensino. Além disso, feiras de economia solidária e de gastronomia de terreiros estarão abertas a visitação na Praça Laura Nigro.

No terceiro dia (28), serão debatidos a valorização da cultura popular, turismo sustentável e economia solidária. Para comandar o evento neste dia estão Fabiano Santos (Afoxé Alafin Oyó), Fábio Lima (Representante regional NE do MINC), Adrianna Figueiredo (FUNDARPE) e o professor Antenor Vieira de Melo.

Adiantando o debate sobre a celebração de três décadas da declaração de Patrimônio Histórico da Humanidade que será comemorado pela cidade em 2012, a diversidade cultural e identidade popular também serão pautas acrescidas ao tema e discutidas por Márcia Souto (SEPAC), Maria Nazaré Reis (FUNDARPE), Fábio Cavalcanti (IPHAN), Bernardo José (Maracatu Nação PE) e Diego Di Niglio (ICEI). Ainda fará parte desse dia o Encontro Mensal de Economia Solidária.

A parte cultural vai contar com apresentações dos Integrantes da Associação de Teatro de Olinda e exibição de filmes sobre a cultura popular estarão em sessões abertas ao público para serem apreciados ao ar livre, no Anfiteatro do MAC (Museu de Arte Contemporânea). Finalizando a Mostra, convidados, estudantes de turismo e interessados poderão participar dos roteiros experimentais de turismo de base comunitária que serão realizados nos bairros do Varadouro, Guadalupe, Bonsucesso e Amaro Branco, onde nesse último acontece a festa de encerramento do evento com a intervenção urbana no beco do coco da “Turma do Pneu”, quando fotografias, intervenções urbanas e arte de rua farão uma grande homenagem aos coquistas locais.

 

Fonte: http://www.pernambuco.com/

Lavagem de Paris ganha hot site

A Lavage de La Madeleine, que tem Carlinhos Brown como convidado em 2011, acaba de ganhar uma página na internet. O site vai contar com o histórico da festa – o maior evento da cultura brasileira na Europa – e traz fotos, vídeos, programação completa e a cobertura completa de tudo o que vai acontecer por lá. O site contempla também as redes sociais Twitter e Facebook, além de um canal exclusivo no youtube. “É a primeira vez que a Lavage ganha um site, o que achei ótimo. Além de divulgar nossa história, poderemos transmitir tudo que acontece nessa festa linda para o mundo”, comenta o artista santo-amarense Robertinho Chaves, que criou a Lavage em 2002.

Com extensa programação multicultural, o evento conta com uma exposição fotográfica, workshop de dança afro, Forró da Lavage, Missa do Rosário dos Pretos, lançamento de livro sobre o evento, lavagem das escadarias da Igreja de La Madeleine – inspirada nas lavagens das escadarias das igrejas do Bonfim (Salvador) e de Nossa Senhora da Purificação (Santo Amaro) – entre outros. Criada em 2002 pelo artista santo-amarense Robertinho Chaves, a Lavage é um evento de intercâmbio multicultural que dura cerca de uma semana, e culmina em um cortejo de 10 mil pessoas nas ruas de Paris (França). Em 2011 a festa acontece de 13 a 18 de setembro.

Lavage de La Madeleine – evento multicultural que acontece há 10 anos, inspirado na lavagem das escadarias da Igreja do Senhor do Bonfim (Salvador) e da Igreja de Nossa Senhora da Purificação (Santo Amaro). É realizada pela Associação Viva Madeleine, Brasil Onirê, TAG Arts e D+ Produções, com patrocínio da Alstom e Lei de incentivo à cultura/Ministério da Cultura/Governo Federal. Apoio Cultural: Bahiatursa/Secretaria de Turismo/Governo do Estado da Bahia, Embratur/Ministério do Turismo/Governo Federal, SACEM – FR, AD Turismo e Rede Bahia.

 

Site: http://www.lavagedelamadeleine.com

Twitter: @LavageMadeleine

Facebook: http://www.facebook.com/lavagemadeleine

 

 

Victor Villarpando – 71 8867.6107

13 de maio – Cultura e política em celebração à data no estado de Pernambuco

Os eventos relativos ao 13 de maio espalham-se por todo o Brasil. Em Pernambuco, a agenda é extensa. O presidente da Fundação Cultural Palmares, Eloi Ferreira de Araujo, participa de atividades em Olinda e em Recife, onde acontecerão encontros com lideranças negras do estado, visitas a fundações e universidades e abertura de projeto turístico para a Copa do Mundo de 2014.

Seminários fazem parte da programação, que envolve a Universidade Católica de Pernambuco (Unicap), a Secretaria de Turismo de Pernambuco (Setur) e a Empresa de Turismo do estado (Empetur). Visitas a uma comunidade quilombola e a um núcleo de estudos afro-brasileiros e indígenas estimularão os debates sobre políticas públicas e ações afirmativas destinadas à inclusão de grupos socialmente vulneráveis.

Serão realizadas, ainda, manifestações de Xirê e Canto-Toré, em homenagem ao presidente da Palmares, Eloi Ferreira de Araujo. Promovidos pela Comunidade Tradicional de Terreiros de Pernambuco e pelos Povos Indígenas, ocorrerão durante a ação “Pérola Negra do Saber – Treze de Maio não é dia de negro!”, que objetiva, também, contribuir para a reflexão sobre a condição atual destas populações.

Xirê

Xirê é um rito caracterizado por uma série de cantigas e toques de instrumento executados durante as festas de candomblé. Há uma sequência pré-estabelecida de cantigas para todos os Orixás, começando com as cantigas de Ogum e seguindo-se as de Oxossi.

Fonte: Wikipedia

Toré

É dançado ao ar livre por homens e mulheres que, aos pares, formam um grande círculo que gira em torno do centro. Cada par, ao acompanhar os movimentos, gira em torno de si próprio, pisando fortemente o solo, marcando o ritmo da dança, acompanhado por maracás, gaitas, totens e amuletos e pelo coro de vozes dos dançarinos, que declamam versos de difícil compreensão, puxados pelo guia do grupo, no idioma da tribo.

Fonte: Blog “Índios, nossos antepassados, nossos irmãos”.

Programação

10 de maio
20h, Olinda – Jantar com lideranças do Movimento Negro e personalidades negras do estado.

11 de maio
08h, Olinda – Café da manhã com lideranças culturais de afoxés, maracatus, quilombolas, comunidades tradicionais de terreiros, legislativo e executivo de Olinda e do estado no Quilombo Xambá, bairro de Portão do Gelo.

10h, Olinda – Visita à turma de alunos sacerdotes e sacerdotisas e do curso Língua e Cultura Yorubá do Núcleo de Estudos Afro-brasileiros e Indígenas (NEABIs), da Fundação de Ensino Superior de Olinda (Funeso), no Campus da União das Escolas Superiores de Olinda.

12h30, Olinda – Almoço com professores e gestores públicos.

15h, Olinda – Abertura do projeto: Turismo Étnico nas Comunidades de Terreiros e Quilombolas em Pernambuco – Copa 2014, na Empetur e Setur de Pernambuco. Recepção pelos Tambores Falantes de Pernambuco – Secretário de Turismo do Estado e Presidente da EMPETUR, André Correia, e outros Secretários de Estado.

19h, Recife – Abertura da segunda turma do curso de Formação para as Comunidades Tradicionais, de Terreiros e Povos Indígenas (Sacerdócio das religiões de matrizes africanas, afro-brasileiras e indígenas), na Universidade Católica de Pernambuco (Unicap). Oferta de Xirê e um Canto-Toré, Comunidade quilombolas.

 

Fonte: http://www.palmares.gov.br

Saquarema: 5º Saqua Beach

5º Saqua Beach: Evento de capoeira movimenta Saquarema em fevereiro

Sol, praia, lagoa e muita capoeira. É o que promete a 5ª edição do Saqua Beach, evento realizado pelo contramestre Juba de Maré e o grupo de capoeira Terranossa, na cidade de Saquarema, no Rio de Janeiro. O encontro acontece entre os dias 24 e 27 de fevereiro.

Na programação atividades como Maculelê, rodas de capoeira, batizados, luaus, aulas com mestres, contramestres, monitores e graduados. O evento já tradicional na cidade mostra a capoeira ligada à natureza, com a realização de caminhadas ecológicas e campanhas de limpeza urbana. Para o organizador da atividade o objetivo é mostrar a integração da capoeira com diversas áreas e profissões. “É importante mostrar que esse esporte é praticado por pessoas de diversas localidades, crenças e áreas de atuações. Existem capoeiristas que são arquitetos, professores, zootecnistas, engenheiros, veterinários, entre outras profissões e também de outras camadas da sociedade, como pedreiro, policias, empresários e estudantes, o que mostra a força de integração de nosso esporte”, afirma o contramestre Juba de Maré.

O evento estimula o turismo local, pois traz entre os convidados, pessoas de diversos países como Alemanha e Colômbia, Portugal, Espanha, França como também de inúmeros Estados do Brasil. Outro destaque na programação é a adaptação do esporte para a terceira idade, uma roda com os alunos do Projeto Viver Melhor, idealizado pelo contramestre Juba, irá mostrar que a capoeira pode e deve ser praticada não só como esporte, mas como terapia ocupacional, melhorando a qualidade de vida e até a saúde dos idosos.

Saqua Beach

Essa é a quinta edição do evento, que já trouxe a Saquarema capoeiristas de todos os continentes. Sempre buscando a integração entre os povos, a partir da vivência desse esporte tão rico em suas manifestações culturais, que há cerca de três anos recebeu o merecido título de patrimônio cultural do Brasil e ainda se valoriza com a lei 10.639 de janeiro de 2003 que estabelece que as escolas possuam um conteúdo programático voltado para a cultura negra.

 

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O encontro tem o apoio da prefeitura de Saquarema e Secretaria Municipal de Turismo e esporte, além das academias Corpo em Movimento (RJ), Master Sport Center (RJ), G1 (AL) e K2 Fitness (AL). Os interessados em participar devem entrar em contato pelos telefones (22) 9812-0423, (21) 7876-8727 ou (21) 9217-5976.

 

Fonte: http://www.novasaquarema.com.br/

Capoeira encanta crianças sul-africanas

Casa Brasil, espaço de promoção na Copa de 2010, oferece oficina de capoeira para estudantes de Joanesburgo na tarde desta segunda-feira (5/7)

Os alunos da escola Orange Farm, de Joanesburgo, tiveram aulas de capoeira no espaço de promoção do Brasil na Copa de 2010. Cerca de 40 crianças sul-africanas participaram da oficina para aprender um pouco mais sobre a cultura brasileira durante a tarde desta segunda-feira (5). Depois da aula, as crianças fizeram um passeio para conhecer os espaços da Casa Brasil.

A iniciativa de integração da juventude sul-africana com a cultura brasileira por meio de visitas à Casa Brasil é resultado de uma parceria da representação brasileira da Copa com o Departamento de Desporto, Lazer, Arte e Cultura de Gauteng e o grupo Conquest For Life. Cerca de 600 sul-africanos destas organizações são esperados para visitar o espaço, que vai até o dia 11 de julho.

Os jovens estão comparecendo ao local em pequenos grupos, para que possam receber atenção especial. A visita pelas regiões brasileiras e pelos chamados “cubos” (cada um representa um elemento da cultura do país) é feita com a presença de um guia. No local, as pessoas também são seduzidas pela cozinha tradicional brasileira, além de terem acesso a uma sala de jogos.

A  Casa Brasil é uma parceria entre os Ministérios do Esporte, do Turismo, do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, da Ciência e Tecnologia e das Relações Exteriores, Apex (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos), Embratur (Instituto Brasileiro de Turismo), Finep (Financiadora de Estudos e Projetos), Secom (Secretaria de Comunicação da Presidência da República), o Comitê Organizador Local da Copa Fifa de 2014 no Brasil e as doze cidades sede brasileiras.

Imprensa Embratur
Contato em Joanesburgo
+ 27 724 155 120 (Flávia Carrijo)
imprensacasabrasil@embratur.gov.br
www.braziltour.com/sensationalexperience

Assessoria de Comunicação da EMBRATUR
(61) 2023-8519
http://aquarela2020.wordpress.com
imprensacasabrasil@embratur.gov.br

Tonho Matéria agitou a Casa Brasil na Copa

O cantor, (Mestre de Capoeira)* e compositor Tonho Matéria retornou da África do Sul, onde fez show na Casa Brasil – iniciativa do governo para divulgar o Brasil na Copa. Além de repertório e figurino especiais (uma Tapa, em reverência ao Muzenza e aos blocos afro, feita por Tânia Regina, que também veste Léo Santana/Parangolé e o Olodum), o artista, que é mestre de capoeira, convidou os alunos da filial moçambicana do seu projeto Capoeira Mangangá/Arte Viva. Os garotos fizeram apresentações de maculelê, capoeira show e danças afro. Um deles, inclusive, é celebridade local: Leonel Estevão (Pemba, na capoeira) é ex-Big Brother 4 de Moçambique.

A Casa Brasil é uma parceria entre os Ministérios do Esporte, do Turismo, do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, da Ciência e Tecnologia e das Relações Exteriores, Apex, Finep, o Comitê Organizador Local da Copa Fifa de 2014 no Brasil e as cidades-sede brasileiras. Além de Tonho, a carioca Mart´nália também fez parte do projeto.

*Grifo Luciano Milani

Fonte: http://www.carnasite.com.br/