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Lázaro Faria filma “A roda do mundo” em Macau e Hong Kong

Macau, China, 04 out (Lusa) – Macau e Hong Kong vão integrar um documentário sobre capoeira de Lázaro Faria, em rodagem nos vários continentes desde 2005 e com conclusão prevista em meados do próximo ano.

O projeto tem o título provisório de “A roda do mundo”.

“É um documentário sobre o encontro da cultura brasileira com o mundo, que é a continuação de um filme que já estou a fazer há algum tempo”, afirmou Lázaro Faria, ao explicar que o projeto esteve na origem de “Mandinga em Manhattan”, rodado em 2005 nos Estados Unidos.

O interesse sobre a forma como “a capoeira se espalhou no mundo”, e através desta a cultura brasileira, incluindo “a música, a culinária, e principalmente a língua portuguesa”, levou o cineasta brasileiro a filmar no Brasil (na Baía, onde reside, no Rio de Janeiro e em São Paulo), na Colômbia, nos Estados Unidos e em Itália.

Macau e Hong Kong surgiram no roteiro de “A roda do mundo” na sequência da participação de Lázaro Faria no DocBrazil Festival 2012 na China, que passou por Pequim e Xangai, e terminou em Macau no final de setembro.

“Estou a filmar alguns ‘capoeristas’ em Macau e Hong Kong, e pessoas a ensinar português a chineses. Estou a questionar porque é que as pessoas querem aprender português e outras expressões da cultura brasileira, como o samba, a culinária”, afirmou.

Lázaro Faria tem registado “um interesse muito grande” na capoeira nos vários pontos onde tem filmado e considerou que a China não é exceção.

“Foi muito interessante ver as famílias, os pais e as mães a levar os filhos para a aula de capoeira, e vê-los interagindo com a língua portuguesa, a cantar músicas de capoeira e outras músicas também”, disse, a propósito da rodagem em Hong Kong.

Lázaro Faria, que permanece até ao próximo fim de semana em Macau, onde está também a realizar uma oficina de cinema, promete nova incursão no continente asiático em fevereiro do próximo ano.

“Depois de Macau e Hong Kong vou à Malásia, Filipinas e provavelmente ao Japão. Já filmei bastante, na Europa, nos Estados Unidos, em Los Angeles, em Nova Iorque, e acho que só falta a Ásia realmente”, adiantou.

O realizador espera ter o documentário “A roda do mundo” concluído até meados do próximo ano, e voltar a Macau para o lançamento do filme.

 

RODA DO MUNDO

 

O que consiste o Projeto.

Produzir um filme de longa metragem, viajando ao redor do mundo viajando aos lugares onde a capoeira chegou, decifrando este mistério e contando como foi, e como esta sendo hoje este encontro, que encanta  pessoas de todos os niveis culturais, que cura jovens na periferia,  que atrai as belas mulheres, que tem um espírito onde todas as culturas se encontram, e que fala todas as línguas, mas que também  divulga a língua portuguesa, como diz Caetano Veloso, minha língua é minha Pátria.

Mostrar também a mescla e o encontro com as culturas locais, o que aconteçer de interessante nas viagens de avião, trem , vans, onibus tudo que um filme como este permite, usando as experiências de Mandinga em Manhatan e outro recente que fizemos em toda a Colômbia,

Que Paises Iremos.

A ideia seria que o filme começaria com tres historias paralelas, entre os tres personagens, de tres gerações de capoeiristas, mestre João Grande,  Mestre Cobrinha, e Eric Marinho capoerista praticante da capoeira comtemporanea, falando mais para os jovens.  Los Angeles, New York, e Bahia.Da Bahia os eles viajaram para o Rio de Janeiro, Rio Luanda, Maputo e  a capital da África do sul, depois Portugal, França, Inglaterra,  Alemanha, Moscou, Croácia, Paquistão,  Xangai, Hong Kong, Japao, Nova Zelândia, Austrália, Havai, Los Angeles, New York, Porto Rico, México, Cuba,  Nicarágua, Colômbia, Argentina , São Paulo e Bahia, quando se chegar a Bahia,  um evento no Mercado Modelo, que acontecera de verdade e estara dentro do filme, a ideia e termos vários monitores grandes de plasma, ligados a internet via IP ( tecnologia de trasmissão de imagens via internet), a que utilizamos quando usamos um sistema como skype com camera) conectando todos os locais do mundo onde estivemos, quando  Mestre João Grande pega o berimbau faz um discurso sobre a paz no planeta flexibilidade e tolerância entre os povos citando o exemplo da capoeira, o berimbau soa alto e começa uma roda em cada lugar simultanemente, fornado-se a RODA DO MUNDO um cinturão de AXE em todo o Planeta.

Portanto a ideia e fazer um filme de longa metragem uma serie de talves 10 ou mais capítulos para Televisão, um evento no Mercado Modelo, um livro de viagens e fotografias, um dvd com extras e tudo  que tem direito.

LIVRO MESTRE JOÃO GRANDE – Na Roda do Mundo

Mestre João Grande é um antigo mestre capoeirista da Bahia que hoje ensina a tradicional capoeira angola em Nova York, cidade símbolo da modernidade mundial, onde vive desde 1990 e foi um pioneiro na difusão da sua arte.

Apesar de ter recebido diversas homenagens nos Estados Unidos ao longo da vida, o mestre baiano permanecia esquecido no Brasil. Foi redescoberto em meados da década de 1980, trabalhando num posto de gasolina em Salvador. Havia abandonado a prática e ensino da capoeira e durante as noites atuava em boates para turistas, participando de shows folclóricos.

Mestre João Grande é hoje um patrimônio vivo, que acaba de comemorar 60 anos de dedicação à capoeira e vinte anos de ensino em Manhattan, coração da multicultural Nova York. Sua trajetória, do Brasil até os Estados Unidos, conta também um pouco da história da globalização da capoeira, que hoje está espalhada em mais de cento e cinquenta países nos cinco continentes.

A história de vida de Mestre João Grande nos faz indagar os motivos da grande aceitação da capoeira angola noexterior e da resistência que ela sofre no Brasil. Neste sentido, sua trajetória também nos ajuda a entender como se dá a permanência das tradições, e dos seus respectivos atores, na modernidade globalizada.

Páginas: 152
ISBN: 9788576172017
Autor: Maurício Barros de Castro

 

  • Rabo de Arraia – A Loja do Capoeirista: Para comprar o livro, clique aqui.

Jundiaí: História de vida em roda de capoeira

Um dos capoeiristas mais respeitados da cidade, que fez história nos EUA, mestre Rã demonstra paixão e envolvimento com o esporte

A correria da rua do Retiro esconde um recanto de paz e espiritualidade. O ritmo agitado de pessoas pela rua é bem marcado pelo berimbau e pandeiro da Academia de Capoeira do Mestre Rã, um dos maiores nomes do esporte na cidade.

O jundiaiense  é referência na capoeira nacional e internacional, sendo professor nos Estados Unidos.

A história de Cássio Martinho, o nome de batismo do mestre, com a capoeira começou logo cedo. Aos 14 anos, quando ele e mais dois amigos, um deles capoeirista, resolveram fugir de casa.

“O objetivo era ir para o Acre para virar índio. Nós éramos contra o sistema”, conta o mestre, que não chegou ao estado do Norte – o seu máximo foi morar na Bahia.

A ‘loucura’ durou poucos meses, depois voltou para Jundiaí, mas o amor pela capoeira já tinha tomado conta do jovem. “Gostava muito de assistir as rodas de capoeira.”

De volta à terrinha jundiaiense, mestre Rã conheceu o seu mentor e um dos ícones do esporte na cidade, o mestre Galo, fundador da primeira academia de capoeira de Jundiaí.

“Ele me atraiu pelas suas atitudes”, afirma.

Entretanto, mestre Rã não apreciava a prática da capoeria dentro das academias. “Eu achava que era coisa de homens frouxos”, lembra.

Com o passar dos anos, mestre Rã foi crescendo no esporte e foi dar aulas junto com o seu mentor. “Ele era um cara das ruas, como eu. Me ensinou várias coisas”, recorda.

APELIDO/ Se falarmos Cássio Martinho, pouca gente deve conhecer, no entanto mestre Rã tem muita história para contar. Esse apelido ele ganhou de mestre Galo no dia em foi batizado em uma cerimônia no Grêmio. Ele lembra que naquela noite estava muito nervoso e ansioso para sua luta.

“Minha estreia foi bem marcante. Eu entrei na roda pulando e dando piruetas. E o pessoal na hora começou a tirar sarro falando que eu parecia uma rã. Aí o apelido pegou”, brinca.

Saltando de lá para cá, Mestre Rã chegou até aos Estados Unidos, onde coordena cursos e participa de eventos de batismo de outros capoeiristas. A princípio ele iria ficar só três semanas no exterior, mas fez seu nome em 17 anos lá fora.

Quem é e o que faz:
Nome_ Cássio Martinho
Idade_ 51 anos
Profissão_ mestre de capoeira
Clubes_ Academia de Capoeira do Mestre Rã

Capoeira toma conta  dos Estados Unidos
A vida do mestre Rã começou a tomar rumos diferentes em 1988, quando o Grupo de Capoeira Cordão de Ouro o chamou para ministrar um curso sobre o esporte nos Estados Unidos.

A princípio, Mestre Rã iria ficar fora do país somente por três semanas. “Esse era o meu pensamento. Dar as aulas e voltar”, lembra.

Mas não foi bem assim que aconteceu. “No final fiquei mais de 17 anos.”

Nos Estados Unidos, Mestre Rã – antes de se tornar um famoso capoeirista -, fez de tudo um pouco. Trabalhou em diversos setores muito diferentes do esporte. “Fiz trabalhos de turista mesmo”, lembra.

Como em uma roda de capoeira em que se cai e levanta, mestre Rã conheceu um outro capoeirista, o mestre Arcodeon, com quem fez grande parceria e difundiu o esporte em solo americano.

“Nós fazíamos um espetáculo legal, com danças tipicamente brasileiras”, diz.

E nos arcordes do berimbau a capoeira se espalhava pelos Estados Unidos e mestre Rã, acostumado a formar professores, estava jogando a capoeira com um pouco mais de sotaque, mas sem perder a ginga de um bom brasileiro.

“Os americanos têm ginga, isso é mito. Só falta um pouco da malandragem”, afirma.

O sucesso do esporte africano foi enorme. Mestre Rã ajudou a fundar várias academias de capoeira pelo país, em diversos estados e  cidades importantes.

“Eu vou umas cinco vezes por ano para os Estados Unidos, para os batizados”, diz o mestre que já tem passagem comprada para dezembro deste ano.

“Vou ver o pessoal de Miami, eles têm uma academia linda”, diz o professor, que também promoveu o intercâmbio entre as culturas. “Uma vez eu trouxe para cá 78 capoeiristas americanos”, conta.

 

Projeto Social

De volta ao Brasil em 2005, mestre Rã também usa a sua academia na rua do Retiro para promover ações sociais com crianças carentes de Jundiaí.

“Eu uso a capoeira como formação do caráter da pessoa. Esse é um dos objetivos do esporte”, afirma.

Ao todo, ele auxilia mais de 60 crianças de vários bairros da periferia  e percebe o desenvolvimento dos jovens.

“Dá para ver que a criança se esforça e consegue fazer os movimentos. Isso é muito legal”, afirma. Para o trabalho, o mestre conta com a ajuda de voluntários.

Mestre Rã aproveita também para cobrar uma ajuda da prefeitura nesse projeto social. “A prefeitura poderia ao menos dar o transporte. Isso já ajudaria muito”, afirma.

Mestre Rã está dividido entre os seus alunos e sua filha Joana Idalina, de seis meses. Segundo ele, a filha já tem a capoeira no sangue. “Trago ela em todas as aulas, ela gosta muito do clima”, afirma. A pequena Joana, desde cedo, está se acostumando com os instrumentos típicos da capoeira, como o berimbau e o pandeiro.

“Quando o berimbau para de tocar ela chora”, comemora o pai.

Aconteceu: IV Festival Internacional de Capoira em Itabira

Ontem, 10 de Janeiro de 2010, foi realizado a 4ºedição do festival internacional de Capoira em Itabira – MG.

Com o intuito de dar continuidade ao projeto “capoeira da Rua para o Futuro” (que atende mais de 400 crianças em 10 bairros de Itabira)

O evento trouxe diversas atrações como palestras, oficinas entre outras.um dos organizadores, Ronaldo Capoeira, participantes de Belo Horizonte, Sete Lagoas, São João Del Rey, Nova Serrana, Carbonita, Santa Maria de Itabira, João Monlevade, Ipoema, Timóteo, Pará de Minas, dos estados da Bahia, São Paulo e de países como Panamá, Colômbia, Estados Unidos participaram do evento nos 2 dias.

Mais informações: (31) 8783-9725 – Ronaldo (Capoeira); (31) 3834-8976
Romério (Guajamun); (31) 3835-5429 – Juarez (Xingu).

Acesse: veja as fotos – www.afrominas.com.br

 

Fonte: Lucas Moraes – Jornal Imprensa Jovem EDITORA

Barack Obama e o Brasil

Para além de todo proselitismo que cercou a eleição do primeiro presidente negro dos Estados Unidos, constata-se, de fato, um enorme avanço na percepção da sociedade americana em relação ao combate ao racismo. Para um país que até recentemente praticava a discriminação racial de forma legal, eleger Barack Obama Presidente da República constituiu-se numa significativa revolução política e social.

Mas é preciso olhar esse fato histórico de maneira um pouco mais acurada. Por um lado, o forte simbolismo que representa essa eleição. Maior potência do mundo, os Estados Unidos, além da força militar e econômica, são também influente no campo das idéias. Por isso, essa eleição representa recolocar na agenda política internacional, não apenas o sonho da igualdade racial, mas também o sonho e a esperança a serviço de um mundo multilateral, em que a autonomia e as diferenças entre os povos sejam respeitadas, onde o diálogo e o convencimento sejam as principais ferramentas de negociação entre as nações e não os mísseis, as invasões, as torturas e as guerras. Um mundo em que a Convenção da Proteção da Diversidade e das Expressões Culturais, aprovada pela Unesco, seja um instrumento real do reconhecimento das múltiplas formas de manifestações culturais, de tradições e de saberes dos povos, sem que tenham obrigatoriamente transformar-se em produtos ou mercadorias, como advogou os representantes norte-americanos quando da sua aprovação.

Por outro lado, faz-se necessário destacar que este fato histórico representa o apogeu de uma luta que se iniciou há muito. País com tradição racial segregacionista recheada de intolerâncias e tragédias, os Estados Unidos foram palco de inúmeras lutas e experiências que influenciaram boa parte do mundo no trato da questão racial. Desde a coragem de Rosa Parks, aquela costureira negra, que, no dia 1º de dezembro de 1955, se recusou a ceder o seu lugar no ônibus a um branco, até a eleição de Barack Obama presidente, muita água rolou por baixo desta ponte. Ora de maneira trágica com os linchamentos, assassinatos e agressões perpetradas pela Ku Klux Kan e seus seguidores, ora com a reação de líderes como Martin Luther King e Malcom X e organizações como os Panteras Negras que mobilizaram milhões de pessoas nos Estados Unidos e no mundo contra esta iniqüidade que é o racismo. No meio de todos esses episódios tivemos casos hilariantes, como a decisão da Suprema Corte norte-americana que julgou pela inconstitucionalidade, de uma lei aprovada pelo Congresso Nacional norte-americano que considerava livres os escravos que fossem desbravar o oeste daquele país, alegando que o Congresso não tinha poderes para banir a escravidão, mesmo em território federal, e que os negros não poderiam ser considerados cidadãos, pois não faziam parte do povo americano.

Esse breve apanhado histórico serve para balizar a discussão decorrente da eleição do primeiro presidente negro da maior potência do mundo e suas conseqüências mais diretas para o Brasil. Serve também para entendermos melhor e cobrarmos mais ainda da elite brasileira, as razões pelas quais a enorme euforia demonstrada com a eleição de Obama, não se manifesta minimamente no apoio à luta dos afro-brasileiros por um tratamento igualitário em nossa sociedade.

O Brasil precisa saber que a eleição de Barack Obama não foi fruto de nenhum milagre, nem muito menos da decisão dos homens de bem que comandam os Estados Unidos, mas sim de um poderoso movimento que ao longo de cinqüenta anos conseguiu sustentar a implementação de ações afirmativas que viabilizaram o acesso de milhões de afro-americanos ao ensino superior, assim como a ocupação de vários postos importantes de direção daquele país, tanto no setor público como no setor privado, a exemplo de Jesse Jackson, Colin Power, Condolezza Rice e tantos outros, independente de suas posições político-ideológicas.

Infelizmente a superação plena das desigualdades raciais no Brasil, país líder da América Latina, ainda é um sonho a ser conquistado e uma das razões do adiamento deste sonho é a resistência recalcitrante de parte da nossa elite econômica, política e intelectual sobre a necessidade do Brasil adotar medidas efetivas de promoção da igualdade no campo racial. Mesmo com metade da população sendo afro-descendente, eleger um presidente negro no Brasil parece um sonho ainda muito distante. Pesquisa recente do jornal Folha de S. Paulo revela isso. Embora apenas 3% dos entrevistados tenham declarado abertamente seu preconceito, para 91%, os brancos têm preconceito de cor em relação ao negro. Apenas por esse dado constata-se o quanto de trabalho temos pela frente para vencer o racismo inercial existente no Brasil. Nem mesmo Deus sendo brasileiro, como muitos afirmam, conseguimos apagar as conseqüências dos 400 anos de escravidão que vivemos. Por isto mesmo, investir nas políticas de ações afirmativas para a promoção da igualdade em nosso país, não é uma opção, é uma obrigação. Mais ainda, não pode resumir-se exclusivamente em cotas para negros na universidade, embora a educação seja um fator fundamental para alterarmos nossa realidade excludente. E, para quem, ainda insiste em considerar privilégio essas ações, vale citar aqui a declaração lapidar do ministro do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa de que as ações afirmativas é “favorável àqueles que historicamente foram marginalizados, de sorte a colocá-los em um nível de competição similar ao daqueles que historicamente se beneficiaram da sua exclusão”. Simples, como água.

Esperamos, pois, que a eleição de Barack Obama possa massagear os pontos sensíveis da sociedade brasileira e nos ajudar a revelar um outro Brasil. Um Brasil ungido pelo sentimento de fraternidade e igualdade a fim de produzir uma outra página na nossa história, com liberdade e democracia, e apagar de vez essa estrutura excludente e discriminatória com base na cor da pele, como querem alguns. Quem sabe assim, em breve, produziremos o nosso Obama?

 

Zulu Araújo
Presidente da Fundação Cultural Palmares / Ministério da Cultura

Mestre de capoeira recebe condecoração na Casa Branca

O baiano Jelon Vieira (mestre Jelon) foi agraciado com o National Endowment for the Arts – NEA, em Washington – DC

A National Endowment for the Arts – (NEA) anunciou em maio desse ano os agraciados com o NEA National Heritage Clubes, a condecoração do gênero mais alta do país. As 11 Eleven fellowships, which include a one-time award of $20,000 each, are presented to honorees from eight states and Puerto Rico.bolsas, que incluem um prêmio de US$ 20 mil cada, foram distribuidas entre residentes em oito estados, incluindo Porto Rico. Ente ano, entre os agraciados está o mestre de capoeira Jelon Vieira, radicado nos Estados Unidos desde meados da década de 70. A cerimônia de entrega dos prêmios ocorreu em setembro e teve lugar em Washington – DC, capital norte-americana.

The NEA National Heritage Fellowships program is made possible through the support of the Darden Restaurants Foundation and family of Red Lobster, Olive Garden, LongHorn Steakhouse, The Capital Grille, Bahama Breeze, and Seasons 52 restaurants.O NEA National Heritage Fellowships programa é possível graças ao apoio da Fundação Darden Restaurants & Family, Red Lobster, Olive Garden, Longhorn Steakhouse, O Capital Grill, Bahama Breeze, e Seasons 52 restaurantes.

These awardees were chosen for their artistic excellence and contributions to our nation’s cultural heritage.foram escolhidos pela sua excelência artística e contribuições ao património cultural da nação. They represent a cross-section of ethnic cultures and traditions including Native American, Peruvian, Ethiopian, Brazilian, and Korean and art forms ranging from saddlemaking and dance to bluegrass music and drum making. Eles representam uma mistura de culturas e tradições étnicas, incluindo nativos norte-americanos, peruanos, etíopes, brasileiros, e coreanos, variando desde a fabricação de selas para cavalos à confecções de tambores e composições musicais.

National Endowment for the Arts Chairman Dana Gioia said, “It is important to recognize the diverse traditional arts that enrich America’s cultural landscape and to award those whose dedication and artistry are so integral to the continuation of these art forms.”Dana Gioia, presidente da National Endowment for the Arts – (NEA), comentou que “é importante reconhecer que as diversas artes tradicionais enriquecem a cultura Norte-Americana e, por isso, é importante reconhecer aqueles que trabalham para a manutenção dessas formas de arte”.

Nascido na Bahia, Mestre Jelon Vieira estudou a arte afro-brasileira aprendendo capoeira com os mestres Giovanni Bussandri, Eziquiel, e Bobo, assim como dança afro-brasileira na Escola de Ballet Teatro Castro Alves. Since his arrival in the United States in the 1970s, Vieira has been at the forefront of promoting and presenting traditional capoeira through performing, teaching, and providing a wealth of knowledge and expertise on Brazilian culture to scholars and historians.Desde sua chegada nos Estados Unidos, na década de 1970, Vieira tem estado na vanguarda da promoção e apresentação de capoeira tradicional, realizando, no ensino, e proporcionando uma riqueza de conhecimentos e experiências sobre cultura brasileira para estudiosos e historiadores. In 1977, he founded DanceBrazil, a professional company of contemporary and traditional dancers and musicians that has performed throughout the US and abroad, including performances at the Festival of Vienna, Austria; Spoleto USA in South Carolina; South Bank Theatre in London, England; the Kennedy Center in Washington, DC; and Avery Fisher Hall in New York City.

Em 1977, ele fundou a DanceBrazil, uma companhia profissional de dança contemporânea e tradicional e músicos que tem se apresentado em todos os Estados Unidos e no exterior, incluindo performances no Festival de Viena, Áustria; Spoleto E.U.A. na Carolina do Sul; South Bank Theater, em Londres, Inglaterra; o Kennedy Center em Washington, DC; e Avery Fisher Hall, em Nova Iorque. Vieira also founded the Capoeira Foundation in the 1980s to promote Afro-Brazilian cultural forms —— particularly dance and music — through educational,presenting, and producing activities.

Vieira também fundou a Fundação Capoeira na década de 1980 para promover formas culturais afro-brasileiras – especialmente dança e música – através da educação, apresentando e produzindo atividades. Inherent in capoeira is the music that accompanies the movement. Inerente à capoeira é a música que acompanha o movimento. A gifted mover in his day, Vieira still performs the berimbau on stage. Um ágil capoeirista na adolescência, Jelon ainda toca o berimbau no palco, A single-stringed instrument that is an integral part of the art form, the berimbau is often referred to as the soul of capoeira.o único instrumento de-corda integrante da capoeira e algumas vezes referido como a “sua alma”. In 2000, Vieira was recognized by the Brazilian Cultural Center in New York City for being the “Pioneer of Capoeira in the United States.”

Em 2000, Jelon Vieira foi reconhecido pela Associação Brasileira Centro Cultural na cidade de Nova York por ter sido o “Pioneiro da Capoeira nos Estados Unidos.”

Mestre Jelon ganha mais importante prêmio das artes tradicionais dos EUA

Um brasileiro está entre os agraciados com o mais importante prêmio nacional dos Estados Unidos nas artes tradicionais. Mestre Jelon Vieira, 55, vai receber o National Treasure, concedido pelo National Endowment for the Arts (NEA, em inglês), em cerimônia na Casa Branca em Washington D.C., pela divulgação da capoeira no país.

A escolha é feita pelo público, com freqüência composto por membros das comunidades dos premiados. Em seguida, um grupo de especialistas em artes tradicionais e folclore avalia o trabalho dos indicados, baseado na contribuição e compromisso deles em ensinar e praticar a arte. O painel de especialistas indicou 235 pessoas este ano, das quais 11 foram escolhidas para receber o prêmio.

O alto nível revela a excelência artística dos escolhidos e a contribuição para a herança cultural da nação. Nativos do Brasil, Peru, Etiópia, Coréia e Estados Unidos confirmam, através do prêmio, a importância das artes nesta verdadeira mistura cultural de etnias.

Mestre Jelon recebe merecidamente o prêmio pela preocupação em divulgar a capoeira nos Estados Unidos. Desde a chegada dele no país, na década de 70, vem ensinando e realizando apresentações. Em 1977, fundou a companhia profissional de dança contemporânea DanceBrazil, sediada em Nova Iorque e com apresentações já realizadas na Europa. Promoveu ainda mais a capoeira através da Capoeira Foundation, criada por ele em 1980, dando ênfase à dança e à música. O Centro Cultural Brasileiro em Nova Iorque reconheceu Mestre Jelon como o Pioneiro da Capoeira nos Estados Unidos, no ano de 2000.

Levando a arte país afora

Os outros imigrantes agraciados com o prêmio são o artista Jeronimo E. Lozano (Peru), pela fabricação de altares portáteis, a dançarina e música coreana Sue Yeon Park, e Moges Seyoum, cantor de músicas litúrgicas da Etiópia, e Walter Murray Chiesa, especialista em artesanato de Porto Rico.
Uma série de eventos no mês de setembro marca a premiação, incluído um banquete na Biblioteca do Congresso Americano, uma apresentação no Capitólio e um concerto no Music Center de Strathmore em Bethesda, Maryland, na sexta-feira (19).

O prêmio é patrocinado pela Fundação de Restaurantes Darden, em conjunto com a família Red Lobster, Olive Garden, LongHorn Steakhouse, The Capital Grille, Bahama Breeze e os 52 restaurantes Seasons.
A NEA foi estabelecida pelo Congresso em 1965 como uma agência independente do governo federal. É dedicada a apoiar e levar as artes para todos os 50 estados americanos, inclusive para as bases militares, áreas rurais e urbanas.

Da redação: http://www.comunidadenews.com

Mestre Chico: Capoeira ajuda jovens com deficiência

Há oito anos Mestre Chico dá aulas de capoeira para portadores de deficiência, e cada vez mais se surpreende com os resultados obtidos. A iniciativa estimulou o professor a desenvolver um projeto de capoeira inclusiva, que atende comunidades de baixa renda e jovens com algum tipo de deficiência do bairro de Jacarepaguá no Rio de Janeiro. Robson Coutinho, ou Mestre Chico, apelido que foi batizado na capoeira, retomou o trabalho social no final de 2003, depois de morar dois anos em Danbury (EUA), e tem conseguido provar que portadores de deficiências podem ser incluídos em atividades esportivas.
Lorrany Ramos,11 anos, é deficiente visual e mental e se diz muito mais feliz depois de ter conhecido a capoeira através do Mestre Chico. Ela explica que o esporte a ajudou a perder a timidez e a se relacionar melhor com as outras crianças ditas “normais”. “Convivo mais com crianças que possuem deficiência visual pelo fato de estudar em um colégio especializado e o convívio com outras crianças me ajuda muito”, diz. Para Robson Coutinho, quando o deficiente pratica capoeira com outras crianças sente que pode se igualar a elas.“ Isso é muito importante para a sua auto-estima e uma forma de integrá-la à sociedade”, justifica.
Há oito anos Mestre Chico dá aulas de capoeira para portadores de deficiência, e cada vez mais se surpreende com os resultados obtidos. A iniciativa estimulou o professor a desenvolver um projeto de capoeira inclusiva, que atende comunidades de baixa renda e jovens com algum tipo de deficiência do bairro de Jacarepaguá no Rio de Janeiro. Robson Coutinho, ou Mestre Chico, apelido que foi batizado na capoeira, retomou o trabalho social no final de 2003, depois de morar dois anos em Danbury (EUA), e tem conseguido provar que portadores de deficiências podem ser incluídos em atividades esportivas.
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Mestre Cobra Mansa e o DVD Mandinga e Manhattan

Não tive a oportunidade de ver o documentário, mais amigos que assistiram elogiaram bastante.
Quem assim como eu não teve esta oportunidade, aproveite e entre em contato com o Mestre para adiquirir o DVD:  Mandinga e Manhattan
Luciano Milani

Mandinga e Manhattan conta como a capoeira rodou o mundo
 
Documentário premiado pelo Ministério da Cultura resgata a origem da capoeira a partir das vozes de seus mestres mais antigos.
Contemplado com o DOC TV, programa da Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura que financia filmes para exibição inédita em rede pública de televisão, o documentário Mandinga e Manhatan, produção baiana assinada pela X Filmes, deverá ser veiculado dia 20 de novembro em cadeia
nacional.
 
Com locações na Bahia, no Rio de Janeiro, em São Paulo, Los Angeles, Michigan e Nova Iorque, o documentário traz depoimentos de diversos antropólogos e pesquisadores, além de mestres de capoeira responsáveis por divulgar mundialmente a capoeira, que hoje está em mais de 160 países de todos os continentes. O filme é dividido em três momentos: a história da capoeira, com relatos dos mestres antigos, entre eles João Grande e João Pequeno, este ainda residente no Brasil; o fluxo ou ida dos capoeiristas para o exterior; e o refluxo ou retorno dessa divulgação em termos de imagem
positiva para o Brasil.
 
A capoeira não só trouxe retorno financeiro ao Brasil, estimulando o turismo e virando uma espécie de grife, com produtos amplamente comercializados, mas ainda contribuiu para reverter a imagem do
Brasil de país violento e de prostituição, enfatiza o cineasta.
O filme conta como a capoeira se espalhou da Bahia para o mundo. O argumento do diretor é de que a capoeira não teria resistido a tanta repressão nem sobrevivido sem qualquer auxílio oficial em outros países – ou se instalado em Manhatan, em Nova Iorque, por exemplo, onde funciona a maior academia de
capoeira fora do Brasil, há 12 anos, dirigida pelo mestre João Grande – sem que seus mestres mais antigos tivessem usado muita mandinga, o ritual do candomblé feito aos orixá para proteção e abertura de caminhos. Era assim, segundo Lázaro Faria, que os capoeiristas lidavam com as adversidades. Ele
ainda considera admirável como a academia de João Grande é, no aspecto cultural, uma embaixada do Brasil nos Estados Unidos. Lá João Grande é tratado como rei, teve o reconhecimento de diversas universidades americanas. Por isso, acho que os capoeiristas que chegaram ao exterior devem ter feito muita mandinga para dar continuidade a essa tradição, argumenta.
Muitos capoeiristas começaram a divulgar sua dança-luta em festivais internacionais, o mais conhecido deles, o Oba Open, responsável por levar para os Estados Unidos e a Europa, na década de 80, apresentações de grupos folclóricos brasileiros.
A capoeira ia junto e chamava mais a atenção, relembra mestre Cobra Mansa, também conhecido como mestre Cobrinha, neto de capoeira dos mestres João Pequeno e João Grande. Um dos  produtores e
consultor oficial do filme, mestre Cobrinha é da terceira geração de capoeiristas da Bahia, discípulo direto de mestre Morais, chegou a se graduar em Educação Física, no Brasil, e estudar Antropologia na
Universidade do Distrito de Colômbia, em Washington DC, nos Estados Unidos.
No documentário, mestre Cobrinha conta sua trajetória desde os tempos em que vivia pelos lados de cá até hoje, que roda o mundo diversas vezes por ano para divulgar a capoeira em palestras e workshops e cuidar das filiais da Fica, Fundação Internacional de Capoeira Angola, organização não-governamental que auxiliou a fundar, em 1996, com sede no Forte de Santo Antonio, em Salvador, e extensões nos Estados Unidos, França, Milão, Suécia, Londres, Alemanha, Finlândia e Tóquio.
 
Se voce  deseja comprar o DVD, ja esta a venda.
 
Por favor entre em contato Mestre Cobra mansa

 

Evento Cultural do BERIM BRASIL – SP

Estimados Camaradas,
 
O Capoeira Berim Brasil na Pessoa do C. Mestre Wellington tem o grande prazer de convidar você e seus alunos para o evento cultural do BERIM BRASIL – SP. Sua presença e de seus alunos será de grande valia para um total sucesso do evento, traga sua energia, espírito de confraternização e a sabedoria de que unidos seremos fortes.
 
Dia: 05/11/2005
Horário:16h00
Local: Sede Capoeira Berim Brasil
Rua da Mooca, 3108
Cep – 03165-000
Fone – (11) 66070050
 
Wellington Fernandes
Wellington Fernandes