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Lampião e Maria Bonita

Maior que Deus foi ninguem….
Valente foi Lampião….
Quando a policia chegou…
Acabou com o valentão…
 
Aquilo que foi amor…
Aquilo que foi paixão…
Morreu Maria Bonita…
Morreu abraçada com Lampião…
 
Não não não…
A mulher não nasceu para sofrer…
Não não não…
Ela não deveria morrer…
 
Não não não…
A mulher não nasceu para sofrer…
Não não não…
Ela tem de lutar por seu lugar…

Manduca da Praia

Manduca da Praia, homem de negócios, respondeu a 27 processos por ferimentos graves e leves, sendo absolvido em todos eles pela sua influência pessoal e de amigos.
 
Era pardo claro, alto, reforçado, usava barba grisalha. Sua figura inspirava temores para uns e confiança para outros. Vestia-se com decência, chapéu na cabeça, usava um relógio que era preso por uma corrente de ouro, casaco grosso e comprido que impressionava as pessoas com seu porte, usava como arma uma bengala de cana-da-índia e a ele deviam respeito.
 
Certa vez na festa da Penha brigou com um grupo de romeiros armados de pau, ao final da briga deixou alguns inutilizados e outros estendidos no chão, entre outras brigas e confusões. Ganhava bastante dinheiro, seu trabalho era uma banca de peixe que tinha no mercado, vivia com regalias e finais de semana saia para as noitadas.
 
Morador da Cidade Nova, era capoeira por conta e risco assim disse Nulo Moraes. Manduca não participava da capoeiragem local, não recebia influência nem visitava outras rodas, pode-se dizer que ele era um malandro nato. Manduca da Praia conquistou o título de valentão, subestimando touros bravos, que sobre os quais saltava quando era atacado.
 
Por volta de 1850, Manduca "iniciou sua carreira de rapaz destemido e valentão,  dotado de enorme força física e "destro como uma sombra", Manduca cursou a escola de horários integral da malandragem e da valentia das ruas do Rio de Janeiro na época de perigosos capoeiras como, Mamede, Aleixo Açougueiro, Pedro Cobra, Bemetevi e Quebra Coco. Desde cedo destacou-se no uso da navalha e do punhal; no manejo do petrópolis – um comprido porrete de madeira-de-lei, companheiro inseparavel dos valentões da época – na malícia da banda e da rasteira; e com soco, a cabeçada e o rabo de arraia tinha uma intimidade a toda prova. Tinha algo que o destacava e diferenciava de seus contemporâneos – facínoras, valentes e rufiões – fazendo que se tornasse uma lenda viva, e mais tadre um mito cantado e celebrado até os dias de hoje:uma inteligência fria, calculista e implacável; uma sede de poder, de status e de dinheiro; tudo isso aliado a uma visão de comerciante e de homens de negócios. Fez fama e dinheiro. Foi famoso temido e respeitado.
 

Mandingueiro era Manduca da Praia
 
No Rio de Janeiro, a minha memoria nao falha,
O melhor capoeira foi Manduca da Praia
No Rio de Janeiro, a minha memoria nao falha,
O melhor capoeira foi Manduca da Praia
Mandingueiro era Manduca da Praia
Mandingueiro era Manduca da Praia
Le le le le le le le le la la la la
Le le le le le le le le la la la la
Comecou sua carreira la no lavadinho,
Dentro do curral com touro bravio,
Homem de negocios da freguesia de Sao Jose,
Tinha uma banca, uma banca de peixe,
La no mercado perto do seu ze,
Manduca da Praia era homem brigao,
Alto parto, forte e valentao,
Feriu muita gente, leve e suavemente,
De todos processos, ele se safou, mandingueiro!
Mandingueiro era Manduca da Praia
Le le le le le le le le la la la la
Le le le le le le le le la la la la
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Mestre João Pequeno comemora 87 anos

João Pequeno: "Vou passar à vida eterna jogando capoeira"

"Ainda faço uma demonstração se precisar", desafia um dos mais importantes discípulos de mestre Pastinha e ícone da capoeira angola em Salvador. Aos 87 anos, João Pereira dos Santos, o João Pequeno de Pastinha, foi alvo de uma homenagem prestada ontem no Forte de Santo Antônio (onde tem sua academia), pela passagem de seu aniversário. Organizada por seus alunos e amigos, a homenagem contou com uma roda de mestres e um banquete de frutas e bolos.
Nascido em 1917, João Pequeno conheceu desde cedo a arte que o transformaria em lenda viva. "Sou de uma família de valentões, sempre quis ser um valentão", diverte-se. "Ainda menino, ouvi falar de uma luta que derrubava o adversário sem precisar pegar nele. Foi assim que me aproximei da capoeira". Nem as orações da mãe o afastaram da paixão. Quando ela morreu, o valentão virou um "sentimental". "Passei a chorar por tudo e por nada", lembra.
Foi aos 13 anos que João Pequeno teve o primeiro contato com uma roda de capoeira em Mata de São João, município próximo à sua terra natal, Araci. Morou em várias cidades do interior até vir parar em Salvador. Na década de 30, participava da roda de capoeira do famoso Cobrinha Verde, no Chame-Chame. A essa altura conheceu Pastinha, na Praça da Sé, e passou a freqüentar a roda do grande mestre no Bigode, em Brotas. "Ele morreu somente no corpo. Enquanto houver capoeira, ele vive, e o nome dele não desaparece", profetiza.

Correio da Bahia 28/12/2004
Agradecimento ao Daniel da Comunidade Capoeira Angola – Orkut

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