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Palmares realiza “Seminário Nacional – A cultura como veículo de erradicação da miséria”

No próximo dia 22 de agosto, a Fundação Cultural Palmares (FCP) completará 23 anos. Como parte das comemorações, a FCP promoverá, de 16 a 18 de agosto de 2011, o “Seminário Nacional – A cultura como veículo de erradicação da miséria”. O encontro será realizado no Hotel St. Peter, em Brasília.

Alinhado aos objetivos do Plano Brasil Sem Miséria, lançado pela presidenta Dilma Rousseff, o evento tem por proposta discutir as possibilidades e as manifestações da cultura afro-brasileira, a fim de contribuir para a construção de um país sem pobreza.

O seminário trará para debate os seguintes temas: Cultura, inclusão social e cidadania; Cultura: erradicar a miséria e ampliar a cidadania; e Juventude negra e o legado cultural afro-brasileiro. Para participar, será necessário inscrever-se pelo site da Palmares, preenchendo este formulário. As vagas são limitadas e apenas os 100 primeiros inscritos poderão participar do evento.

No encerramento das comemorações, será prestada uma homenagem Post Mortem ao ativista negro Abdias Nascimento. Este ano, o Troféu Palmares, entregue a pessoas que contribuíram na promoção e valorização da cultura afro-brasileira, será exclusivamente para honrar sua memória e seus feitos.

Haverá também uma celebração à música afro-brasileira, com shows da cantora Leci Brandão e do rapper GOG, finalizando a programação no Teatro Nacional de Brasília.

Serviço
O quê: Seminário Nacional – A cultura como veículo de erradicação da miséria
Quando: de 16 a 18 de agosto
Onde: Hotel St. Peter – Setor Hoteleiro Sul, Quadra 02, Bloco D. Brasília-DF
Programação: Clique aqui

Aposentadoria para os “Velhos Mestres”

Pastinha morreu na miséria. Bimba em situação precária. Bobó, Gato, Cobrinha Verde, Waldemar, Caiçara e mais recentemente Bigodinho, todos passaram seus últimos dias de vida sem um amparo digno que a condição de “guardiões da capoeira” deveria lhes proporcionar. E assim como eles, quantos e quantos mestres das tradições populares vivem e morrem no mais completo abandono, sem qualquer auxílio por parte das autoridades nesse país.

O que seria da nossa cultura popular sem esses personagens ?? Quem é que tem a incumbência de transmitir para as gerações futuras, esses saberes e tradições acumulados durante séculos  ???  Os mestres e mestras de capoeira, do maracatu, do samba, das congadas, dos reisados, das marujadas, das religiões afro-brasileiras e de tantas outras manifestações espalhadas por esse Brasil afora, são peças fundamentais para a preservação e valorização dessas tradições que tanto enriquecem o patrimônio cultural do nosso país.

Por isso deveriam ser tratados com mais respeito !!!!

É preciso que se diga, é bem verdade, que algumas ações nesse sentido começam a ser implementadas por políticas públicas no âmbito da cultura. Uma nova concepção de gestão de políticas culturais ainda embrionária, começa a dar sinais de amadurecimento em vários órgãos públicos desse país.

Mas isso ainda é pouco ! É preciso uma maior conscientização por parte da sociedade, no sentido de exigir que essas políticas públicas sejam mais efetivas, que possam garantir mudanças mais substanciais na forma de valorizar, incentivar e apoiar as iniciativas provenientes da cultura popular, favorecendo o reconhecimento desses saberes ancestrais, como vitais para a construção de uma sociedade brasileira mais humana, justa e solidária. Os valores e princípios presentes no universo das culturas populares muito tem a nos ensinar !

E isso passa pela valorização dos mestres, guardiões desses saberes ancestrais. É preciso que medidas concretas de proteção social e valorização desses sujeitos, sejam tomadas urgentemente no sentido de garantir a esses mestres e mestras, um mínimo de condições para exercerem suas atividades, e mais do que isso, de VIVEREM com a dignidade que merecem.

No último dia 27 de abril, foi apresentado um projeto de lei na Câmara Federal em Brasília, de autoria do deputado Edson Santos – PT/RJ, que institui o Programa de Proteção e Promoção dos Mestres e Mestras dos Saberes e Fazeres das Culturas Populares.

 

Vamos ficar atentos e acompanhar esse processo !!!

LAPINHA – Museu Vivo no mês da Abolição – Encontro de Cultura de Raiz

7º ENCONTRO DE CULTURA DE RAIZ

Entre os dias 28 e 30 de maio acontecerá a sétima edição do Encontro de Cultura de Raiz “LAPINHA – Museu  Vivo no mês da Abolição”, no município de Lagoa Santa, região metropolitana de BH. Nestes três dias o Teatro de Arena da Praça Dr. Lund, o Areão, a Igreja Nossa Senhora do Rosário e a Gruta da Lapinha serão cenário valorização e divulgação da Capoeira Angola e das manifestações culturais populares de raiz, como o congado, o candombe, a dança-afro e o boi da manta. O “LAPINHA Museu  Vivo no mês da Abolição” é o único evento do gênero no Estado, envolvendo mais de 300 agentes culturais da região metropolitana, com um público de mais de 1,5 mil pessoas por edição. Ele foi criado para promover para a população local o acesso à uma programação diversificada de cultura de raiz. Assim, durante os três dias do encontro, crianças e jovens de escolas públicas, e a população em geral, terão aulas gratuitas de capoeira angola, teatro, percussão, dança afro e educação ambiental. Anualmente o evento vem provando a importância da valorização da cultura popular e regional como um grande instrumento para a formação de cidadãos socialmente comprometidos. O encontro foi idealizado e realizado pela primeira vez em 2004 e é uma realização da Associação Cultural Eu Sou Angoleiro (Acesa), com a coordenação geral do Mestre João Angoleiro. A produção do evento fica por conta da frente de trabalho da Acesa “Irmandade Atores da Pândega”, de Lagoa Santa, coordenada pelo treinel Gercino Alves.

MANIFESTAÇÕES CULTURAIS – PROGRAMAÇÃO

Com uma programação eclética com shows de reggae, rap, samba e exibição de vídeos, o “Lapinha Museu Vivo” tem um público médio de mais de duas mil pessoas por edição. Um dos destaques do evento é a valorização da tradição oral e das trocas de saberes entre os mestres populares locais e mestres convidados de outros estados. No ano passado convidamos Mestre Moraes (Grupo Capoeira Angola Pelourinho- Gcap – Salvador/BA – responsável pela difusão da capoeira angola no Brasil a partir da década de 70), Mestre Manoel (Grupo Ypiranga de Pastinha – Conglomerado da Maré- Rio de Janeiro/RJ) e Mestre Gil Velho (Grupo Senzala- RJ). Também estiveram presentes os mestres mineiros Mestre Dunga e Márcio Alexandre (precursores da capoeira em Minas Gerais) além dos Mestres do Mamg (Movimento Angoleiro de Minas Gerais), do Candombe de Dona Mercês (Comunidade do Açude – Serra do Cipó) e da Mata do Tição (Jaboticatubas), os Reinados de Congo de Nossa Senhora do Rosário (da Lapinha) e o divertido e tradicional Boi da Manta, que mexeu com toda a criançada.

Uma semana antes do Evento (18 a 22 de maio) os capoeiristas, pesquisadores e educadores da Acesa estarão realizando nas escolas públicas de Lagoa Santa diversas oficinas atendendo 1.500 alunos, essas atividades serão acompanhadas também com uma oficina voltada para   professores, supervisores e diretores das escolas discutindo a importância das manifestações culturais na Construção da Identidade do povo brasileiro, atendendo também a Lei 11.645/07 ensino da história africana e afro-brasileira e indígena nas escolas. Outro destaque está para Mostra FórumDoc.MG: 3ª mostra itinerante do filme documentário e etnográfico, traz os mais expressivos filmes produzidos sobre a temática indígena e negra.

O Lapinha museu vivo no mes da abolição – 7º Encontro de Cultura de Raiz, em breve estará divulgando pelo site www.eusouangoleiro.org.br a programação completa para esse ano de 2010.

Axé Baba

 

Paulo A. Magalhães Fº

Jornalista, mestrando em Ciências Sociais
http://lattes.cnpq.br/9776286470259455

Brasília: Dialogar para evoluir

Papoeira Feminino estimula a reflexão e a troca de informações

No mês em que se comemora o Dia Internacional da Mulher, mulheres capoeiristas, independentemente de estarem defendendo as bandeiras de seus grupos, realizaram no dia 28 de março, no Parque Urbano e Vivencial do Paranoá, o PAPOEIRA FEMININO, onde adolescentes, adultos e melhor idade, sem distinção de gênero, se reuniram e dialogaram sobre assédio moral, assédio sexual, violência contra a mulher, cada um expondo sua opinião, dando sua contribuição para buscar caminhos e posicionamentos que inibam esses acontecimentos entre os praticantes de capoeira.

O PAPOEIRA, criado no ano de 2000 pelo Sr. José Bispo Correia, o Mestre Pombo de Ouro, como forma de comunicação, integração e conscientização dos capoeiristas, nesta edição teve como tema central o FORTALECIMENTO DA CAPOEIRA FEMININA DO DISTRITO FEDERAL E ENTORNO e contou com uma excelente aula teórica sobre a importância do aquecimento e alongamento na Capoeira ministrada pela capoeirista Luiza de Alencar Dusi, conhecida como Bailarina.

A Bailarina, aluna do Centro Cultural Escola do Mundo Carcará Capoeira, mostrou-se satisfeita com o evento e acredita que o “Papoeira” deve ser realizado mais vezes. “Temos que disseminar essas idéias e informações através desse movimento que é tão interessante e tem metas úteis. São idéias diferentes, mas em prol do mesmo objetivo”, endossa. Ela acredita que os homens não podem ficar de fora dessa conscientização. “Alguns homens cismam que mulher só pode jogar capoeira com outra mulher, que acaba reagindo com agressividade. Temos que promover a igualdade com educação”, argumenta.

Essa também é a opinião de Ana Claudia Rodrigues de Araújo, a Cacau, da Associação de Cultura e Capoeira Adeptos da Bahia (ACCAB). “A maioria dos homens capoeiristas espera que a mulher seja masculinizada. Eu não sou assim até por causa das minhas limitações físicas. Eu treino capoeira porque tudo é contra a mulher, começando pela fragilidade do corpo”, diz. Contudo, Cacau afirma que a própria mulher é peça chave para a mudança do comportamento predominante no meio. “A nossa participação é que vai fazer mudar, com a conscientização sobre o nosso papel e o nosso valor. Sempre buscamos nosso espaço e o fundamental é o autoconhecimento e a própria valorização”, arremata.

Manoel Cardoso Magalhães, presidente da ONG Resgate da Vida, entidade que, juntamente com a equipe do Instituto Horizontes – Projeto Conscientizar, contribuiu para a realização do evento, explicou como surgiu a Lei Maria da Penha e buscou mostrar a importância da seriedade da sua utilização. “Às vezes a questão da violência começa já no namoro e a mulher tem que estar atenta a isso”, alerta. Segundo ele, é necessário que os homens também sejam inseridos nesse debate. “Não podemos parar o processo de evolução. Precisamos nos adaptar às mudanças do perfil feminino”, completa.

O criador do Papoeira, Mestre Pombo de Ouro, diz-se orgulhoso da iniciativa de defender as causas em favor da mulher. “Eu parabenizo isso. O Papoeira é, antes de tudo, exemplo de vida”, ressalta. Como resultado das proposições colocadas, foi acordado a realização de um Papoeira Feminino no mês de abril, desta vez coordenado pela capoeirista Bailarina, para a mobilização das capoeiristas do Distrito Federal e entorno. Essas manifestações estão sendo realizadas em prol de um evento feminino nacional de capoeira programado para ser realizado no segundo semestre de 2010, seguindo a mesma filosofia de conscientização e aprimoramento.

O encontro nacional terá como focos principais a valorização da mulher no meio capoeirístico (Direitos Humanos da Mulher), em forma de homenagens; a conscientização através de assuntos relacionados à violência contra a mulher (Lei Maria da Penha e desdobramentos práticos, assédio moral e assédio sexual); e assuntos relacionados com os conhecimentos tradicionais da capoeira (fundamentos, rituais de roda, instrumentação e canto), além de dar visibilidade aos movimentos femininos organizados, por meio de apresentações culturais das participantes.

Valdete Andrade de Souza, representante da ONG Resgate da Vida, apesar de não ser capoeirista, sentiu-se orgulhosa em participar de um evento onde a temática feminina está sendo trabalhada e de ver como a capoeira pode estimular esse tipo de iniciativa. “Eu acredito no esporte e no desenvolvimento da mulher. É preciso mostrar que estamos aqui para lutar, para defender os nossos direitos e cumprir também com os nossos deveres. Acredito na valorização da mulher, no seu potencial”, ressalta. A capoeirista Elissandra Cunha Cardoso, a Crocodila, também mostrou-se satisfeita com o resultado do evento. “Foi tudo positivo. É válido para as mulheres se conhecerem e aprenderem umas com as outras. Com essas iniciativas estamos vendo o preconceito ir embora e a mulher sabe que pode competir com o homem intelectualmente e tem várias formas de mostrar seu conhecimento”, elogia.

Para Márcia Regina Fabrício Dias, a Piquena Guerreira, aluna da Terreiro Capoeira, uma das organizadoras do evento, sócia-fundadora do Instituto Horizontes – Projeto Conscientizar e capoeirista há 10 anos, a mulher vem conquistando o seu espaço e torna-se imprescindível discutir o seu papel na sociedade, mostrar que elas devem lutar para a melhoria de sua qualidade de vida e das pessoas que a cercam. “Queremos mobilizar cada vez mais e contribuir de maneira ativa para difundir as questões referentes à mulher”, compromete-se.

A participação dos homens e das crianças no debate comoveu a capoeirista. “Nessas ocasiões, quando você escuta alguém como o sr. Domingos dar sua contribuição e dizer que viveu e se aposentou na agricultura, que nunca utilizou nenhum tipo de droga, parabenizando quem busca estudar para ter uma profissão e ao final agradecer por poder dizer aquelas palavras, pedindo licença para sair, é uma lição de educação!”, emociona-se. “Ouvir também um menino de 15 anos dizer orgulhosamente que há 7 anos pratica Capoeira, que perdeu o pai e que hoje considera o professor de capoeira como seu pai e dizer que vai praticar capoeira pelo resto de sua vida, é recompensador o trabalho das organizadoras e apoiadores para fazer o evento acontecer”, diz. Elas, eles, todos acreditam na preservação da Capoeira porque a escolheram como um importante instrumento de desenvolvimento pessoal e social.

Jornalista Suellem Mendes.
msn: sumendes10@hotmail.com

Artistas de Cuiabá realizam troca de conhecimentos através do Intercâmbio

Ao completar 290 anos de história, Cuiabá continua sendo celeiro de grandes artistas. Pensando na valorização de cada um deles, as ações da Secretaria de Cultura buscam dar apoio nas mais diferentes áreas e locais de atuação. Um exemplo é o Programa de Intercâmbio Cultural, que já firmou parceria com artistas renomados ou aqueles que ainda são desconhecidos do grande público. A SEC busca através do programa, expandir o número de artistas atendidos através da parceria, agregando artistas da capital e do interior do estado, fomentando dessa fora a troca de conhecimentos.

A professora de dança Afro Célia da Silva Santos, de Cuiabá, ministrou a Caravana Cultural do Gueto, no município de Matupá e Peixoto de Azevedo, em Fevereiro de 2009. Seu projeto foi aprovado pelo edital do Programa de Intercâmbio Cultural em 2008. Sua caravana ministrou várias oficinas, como a Capoeira, apresentação de dança Afro. A Caravana também apresentou uma explanação sobre a cultura afro-brasileira. “Antes o artista não tinha o acesso ao incentivo cultural, temos nossos trabalhos, mas para expandi-los para outras regiões era difícil. Hoje com o Edital de Intercâmbio, os artistas têm a possibilidade de iniciar seus projetos. O bom é que podemos levar para outros municípios a intensidade e o prestígio de poder participar em oficinas de qualidade e de forma gratuita. Para nós artistas é mais fácil quando alguém nos apoia. É uma forma de acreditar em nosso potencial com o incentivo.”, relata Célia da Silva.

O Fotógrafo Wieslaw Jan Syposa ministrou em 2008 duas oficinas na área de fotografia, uma de Photo Shop e outra de fotografia. O fotógrafo teve sua proposta aprovada e recebeu o incentivo do Programa de Intercâmbio Cultural. “A oportunidade que o artista tem ao ter sua proposta aprovada é de suma importância para o desenvolvimento de seu trabalho. Até serem reconhecidos profissionalmente os artistas encontram pelos caminhos várias barreiras, nem sempre é fácil. Às vezes precisamos de apoio e o edital de intercambio da SEC oportuniza a todos a chance de iniciar e repassar os nossos conhecimentos para as outras pessoas”, disse o fotógrafo.

Outro artista que também recebeu o apoio do Intercâmbio Cultural foi o ator, professor e escritor Luiz Carlos Ribeiro. Luiz Carlos, filho da capital mato-grossense, ministrou uma oficina de dramaturgia e palestra no município de Tangará da Serra. De acordo com Luiz Carlos, o primeiro módulo aconteceu em junho de 2008 e o segundo módulo aconteceu em janeiro de 2009. Durante a oficina de Dramaturgia e palestra foram repassadas informações sobre direção, produção, e interpretação em peças teatrais.

Nas palestras foram abordados vários temas sobre dramaturgia, como a obtenção de uma respiração equilibrada durante a encenação. “É fantástica a oportunidade que todos os artistas têm ao se inscreverem em um edital completo como ao do Intercâmbio Cultural. Além de aproximar a classe dos artistas da sociedade desfavorecida de cultura, ainda nos ajuda com o incentivo”, disse Luiz Carlos.

De acordo com Luiz Carlos, trabalhar com o interior é muito contagiante. “Percebo que as pessoas que moram longe da capital, sentem a necessidade do incentivo cultural em seus municípios. Percebo a valorização do meu trabalho, nos olhares brilhantes das pessoas que participam”. Ele salienta que a intenção de sua oficina é preparar as pessoas para estarem aptas no palco, desde a direção à apresentação.“Como artista, analiso que a Cultura do Estado hoje valoriza seus artistas de maneira igual e justa com todos, disponibilizando os editais. Com tudo isso, a valorização cultural cresce com o apoio que recebemos, basta apenas nos inscrever e participar”, reforça.

Em 2008 foram aprovados 182 projetos. A Coordenadoria de ações artístico-culturais de SEC atendeu desde 2008 a 2009, um percentual de 80% dos municípios do Estado. Dentre as grandes ações que a SEC viabilizou em 2008, os artistas tiveram a oportunidade de apresentar seus trabalhos em ações como a 4º Diversidade Cultural, Leitura na Praça e na realização de oficinas no ateliê livre localizado no Palácio da Instrução em Cuiabá.
 
http://www.odocumento.com.br/noticia.php?id=294636

Iphan: Capoeira registrada como patrimônio imaterial brasileiro

Expressão brasileira surgida nos guetos negros há mais de um século como forma de protesto às injustiças sociais, arte que se confunde com esporte, mas que já foi considerada luta, a capoeira foi reconhecida como patrimônio imaterial da cultura brasileira. A decisão do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) foi concretizada nesta terça-feira no Palácio Rio Branco, em Salvador.

Para comemorar o resultado, que é definido pelos 22 membros do Conselho Consultivo do Iphan, foi inaugurada, no mesmo local, a exposição Rodas de Capoeira, com pinturas, esculturas em barro, instrumentos musicais, xilogravuras e folhetos de cordel que retratam o universo da arte que agora é patrimônio.

O ministro da Cultura, Gilberto Gil, já havia declarado, em reunião da Organização das Nações Unidas (ONU) que homenageava o embaixador Sérgio Vieira de Mello morto durante atentado terrorista na guerra do Iraque, que a capoeira do Brasil "poderia ser vista como instrumento da construção da paz mundial" e levou uma roda de capoeira para se apresentar aos líderes.

Desde então, as ações do ministério voltadas à valorização da capoeira como a criação do programa Capoeira Viva começaram a se voltar para o reconhecimento da expressão como patrimônio, segundo a diretora de Patrimônio Imaterial do Iphan, Márcia Sant’anna.

"O começo do processo de registro já começou no âmbito dessas ações de apoio. Foi um projeto iniciado pelo ministério e do Iphan, mas contou com a participação de estudiosos e pesquisadores de três estados do Brasil: do Rio de Janeiro, da Bahia e de Pernambuco", conta a diretora.

Ela acrescenta que o registro é de significado simbólico. "Ocorre um aumento muito grande da auto-estima dessas pessoas. Embora a capoeira esteja disseminada em todo o mundo, alguns mestres da tradição oral nunca tiveram, pelo menos até recentemente, nenhum programa de valorização do seu saber", aponta.

A capoeira é a 14ª expressão artística do país registrada como patrimônio imaterial. A diferença deste registro para o tombamento como patrimônio material caso de edifícios históricos é que "o registro volta-se a ações de apoio às condições sociais, materiais, ambientais e de transmissão que permitem que esse tipo de bem cultural continue existindo", de acordo com Sant’anna.

Preservação do patrimônio

O plano de preservação é uma conseqüência do registro, e prevê medidas de suporte à capoeira como um plano de previdência especial para os velhos mestres; o estabelecimento de um programa de incentivo desta manifestação no mundo; a criação de um Centro Nacional de Referência da Capoeira; e o plano de manejo da biriba –madeira utilizada na fabricação do berimbau– e outros recursos naturais.

Patrimônio cultural imaterial são representações da cultura brasileira como: as práticas, as forma de ver e pensar o mundo, as cerimônias (festejos e rituais religiosos), as danças, as músicas, as lendas e contos, a história, as brincadeiras e modos de fazer (comidas, artesanato, etc.), junto com os instrumentos, objetos e lugares que lhes são associados, cuja tradição é transmitida de geração em geração pelas comunidades brasileiras. Com a inclusão da capoeira, o Brasil passa a ter 14 bens culturais registrados.

Lages: Capoeira Angola no CAIC Nossa Senhora dos Prazeres

O projeto de extensão intitulado “Capoeira Angola instrumento de Identidade Cultural e Cidadania: contribuindo na formação de iniciantes”, coordenado pelas professoras Maria Aparecida Gomes e Renilda Aparecida Costa de Liz está em andamento no Caic Nossa Senhora dos Prazeres desde o mês de abril. Ao todo atende quarenta e quatro alunos deste educandário.
 
A realização do projeto está propagando e desenvolvendo a prática da Capoeira Angola, valorizando os seus aspectos culturais, sociais e educacionais, além de estar resgatando suas raízes e manifestações populares, contextualizando a arte e a musicalidade envolvidas no processo ensino aprendizagem, na perspectiva da construção da cidadania das crianças e adolescentes.
 
Ações como esta promovem a auto-estima individual e a valorização da cultura africana nos grupos que a preservam através da prática da capoeira. Além de contribuir com a implementação da lei 10.639/03, que tornou obrigatória a inclusão no currículo oficial da história e cultura africana, é também uma proposta do Grupo de pesquisa negro e educação – hoje Núcleo de estudos afrobrasileiros- NEAB-NEU/UNIPLAC.
 
 
WebLages.com – Lages, SC

Segundo Seminário Projeto Capoeira Viva

Segundo Seminário Projeto Capoeira Viva
Dia 12 de dezembro de 2006 das 13h às 17h
Teatro Gregório de Mattos Praça Castro Alves, s/n – Centro Salvador – Bahia

 

13:00 Abertura – Apresentação dos projetos selecionados no Projeto Capoeira Viva.
 
Convidado especial:
Marco Antonio França Faria – Presidente da Fundação José Pelúcio Ferreira.
 
13:30 “CAPOEIRA QUE É BOM, NÃO CAI…”
Os caminhos da Capoeira e as políticas governamentais
 
palestrantes:
 
Mestre Cobrinha Mansa (Cinézio Feliciano Peçanha) – Mestre de Capoeira desde 1986, discípulo de Mestre Moraes, Presidente da Fundação Internacional de Capoeira Angola.
 
Mestre Itapoan (Raimundo César Alves de Al-meida) – Começou a praticar a Capoeira em 1964, no Centro de Cultura Física e Regional, no Terreiro de Jesus, em Salvador, com mestre Bimba. É uma das maiores autoridades no país sobre o Mestre Bimba e sua Luta Regional, juntamente com Mestre Decânio. Membro do Conselho de Mestres do Projeto Capoeira Viva.
 
Mestre Moraes (Pedro Moraes Trindade) – Mestre de Capoeira Angola e presidente fundador do Grupo de Capoeira Angola Pelourinho. Membro do Conselho de Mestres do Projeto Capoeira Viva.
 
Frederico José de Abreu – Pesquisador e fundador do Instituto Jair Moura.
É responsável pelo maior acervo de capoeira do Brasil.
 
Wallace de Deus – Coordenador do Projeto Inventário para o registro e salvaguarda da capoeira, doutor em Antropologia Social pela UFRJ. Atualmente é Professor Adjunto da Universidade Federal Fluminense. Tem experiência na área de Artes, com ênfase em Fundamentos e Crítica das Artes.
 
mediador
 
Prof. Rui F. R. Pereira
Coordenador do Projeto Capoeira Viva
 
15:00 Debate Aberto
 
16:00 HOMENAGEM AOS MEMBROS DA ACADEMIA DE MESTRES
 
Mestre Gigante, Mestre João Pequeno, Mestre Bigodinho, Mestre Curió, Mestre Boca Rica, Mestre Felipe Santo Amaro, Mestre Pelé da Bomba e Mestre Decânio.
 
Encerramento
 

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O Projeto CAPOEIRA VIVA, idealizado pelo Ministério da Cultura, com coordenação técnica do Museu da República e patrocínio da Petrobras, tem como objetivo a implementação de políticas públicas para a valorização e promoção da capoeira como bem constituinte do patrimônio cultural brasileiro.
 
Além das ações desenvolvidas por meio da Chamada Pública, lançada no dia 15 de agosto de 2006, que incentiva-rá projetos de acervos e ex-periências socioeducativas, o Projeto CAPOEIRA VIVA prevê a realização de 3 seminários nacionais.
Visando à socialização da informação, troca de conhecimentos, quantificação e qualificação das demandas próprias dessa expressão cultural, os seminários têm como objetivo apontar caminhos que poderão subsidiar futuras políticas públicas para a capoeira.
 


Projeto CAPOEIRA VIVA
Um programa de valorização e promoção da capoeira como bem cultural brasileiro
www.capoeiraviva.org

Pela valorização da cultura negra

A história da capoeira e a linguagem usada nos cânticos estão agora em dicionário. A obra, que foi apresentada no Mindelo durante o 1.º Festival de Capoeira, é da autoria do jornalista e professor brasileiro Mano Lima.
 
Através de mais de mil verbetes, o Dicionário de Capoeira coloca à disposição de alunos e professores factos históricos sobre esta luta-dança, curiosidades e os dados mais recentes sobre a internacionalização da capoeira.
 
Editor da revista “Capoeira em Evidência”, que é publicada em Brasília, Mano Lima observou ao longo dos anos que “as novas gerações querem praticar capoeira, mas não se preocupam muito com a sua história e origem”. Lima decidiu, por isso, produzir um dicionário que servisse de material didáctico tanto para quem ensina como para quem aprende capoeira. São 1.600 verbetes relacionados com factos históricos, nomenclatura de blocos e grupos de capoeira, grandes figuras e gírias desta modalidade.
 
A primeira edição já está esgotada graças a vendas nos quatro cantos do mundo, mas permitiu a Mano Lima constatar um facto interessante: “A prática da capoeira está motivando o estudo da língua portuguesa”. Esta é uma aprendizagem que se faz primeiro de forma informal, através dos cânticos entoados nas rodas de capoeira, e depois em aulas formais. “Em muitos países, entre eles a Austrália e o Japão, há já classes com um professor a ensinar o português nas próprias escolas de capoeira”, afirma Mano Lima.
 
Mas, além de promover a língua portuguesa, a capoeira está também, de acordo com Mano Lima, a derrubar os preconceitos que ao longo dos séculos rodearam os negros e a sua cultura. “A semente da capoeira atravessou o oceano Atlântico a bordo dos navios negreiros e germinou no Brasil. Agora, a semente que foi levada para o Brasil está a ser replantada pelos brasileiros em África e outros cantos do mundo, divulgando e valorizando simultaneamente a cultura do continente negro”, declara o jornalista.
 
Valorização que começa no seio das comunidades negras e/ou mestiças, que passam a assumir as suas origens étnicas e culturais. Porque, alega Mano Lima, “uma das heranças malditas da escravidão é o preconceito não só dos brancos para com os negros, mas também destes contra si próprios. A consequência é uma série de comportamentos de negação da sua identidade”. Negação da cor da pele, textura do cabelo, tipo fisionómico, etc.
 
Um dos episódios mais recentes envolveu o jogador de futebol brasileiro Ronaldinho, quando de uma visita sua ao país natal. Mano Lima conta que “quando Ronaldinho foi questionado se se orgulhava da sua herança negra, ele foi extremamente ríspido com o repórter e respondeu que a pergunta era uma burrice. Ou seja, ele não assumiu as suas origens sociais e étnicas, negou-as”.
 
Mas esses preconceitos, afiança Mano Lima, estão sendo aos poucos dissipados, quanto mais não seja através da capoeira. E, aqui, o jornalista destaca o trabalho que o mestre Carlos Xéxeu está a fazer em Cabo Verde.
TSF
 
Fonte: A Semana Online

Fundação da Fraternidade dos Capoeiristas no Rio de Janeiro

Nosso próximo dia 12 de novembro será realizado na Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ, a Cerimônia de Fundação da Fraternidade dos Capoeiristas do Brasil para o Mundo, FCBM. O evento, que terá início às 09:00, será realizado no Acervo Cultural da Capoeira Grão Mestre Artur Emídio de Oliveira. Importantes nomes da capoeiragem carioca já estão confirmados. 
 
A FCBM é uma Organização Não-Governamental, laica, apartidária, que objetiva desenvolver ações que contribuam para a valorização e fortalecimento da arte Capoeira tendo como princípio três pilares: o resgate cultural, através da valorização da velha guarda de seus mestres; a qualificação dos seus educadores, oferecendo maiores ferramentas através de cursos, palestras, para melhoria de suas metodologias; e a inclusão social, através do apoio e desenvolvimento de projetos comunitários. 
 
O convite é aberto a todos os capoeiristas e apreciadores desta arte.
 
Acervo Cultural Grão Mestre Artur Emídio de Oliveira
 
Av. Pau Brasil, 540 – Cidade Universitária – Prédio da Ed. Física – Ilha do Fundão – RJ.
 
Maiores informações:
 
Prof. Gilberto Oscaranha
 
Presidente FCBM
 
Coord. Acervo Cultural – EEFD/UFRJ
3346-7065 / 9628-8212